O governo criou o racismo e o vem estendendo a setores cada vez mais amplos da vida pública.
Os espertos, os "ispertos", e os "expertos" do governo sempre se beneficiarão dessas políticas discriminatórias, que tendem a privilegiar os militantes da causa e os negros, mulatos e os menos negros da classe média, deixando ao relento, como sempre acontece, os pobres, brancos, pretos, mulatos, de qualquer cor.
O Brasil está construindo um Apartheid oficial, vergonhoso, racista, divisivo, em todos os aspectos negativo para nossos propósitos de nação inclusiva e indistinta quanto a "raças" e cores.
O Brasil está sendo dividido pelos racistas no poder.
Paulo Roberto de Almeida
Dilma propõe cota aos negros de 20% das vagas de concursos públicos
Mônica Izaguirre
Valor Econômico, 6/11/2013
BRASÍLIA - O governo encaminhou ao Congresso Nacional projeto de lei que reserva aos negros 20% das vagas oferecidas nos concursos públicos da administração federal, informa o “Diário Oficial da União” (DOU) desta quarta-feira.
Se a proposta for aprovada, a reserva de vagas valerá tanto para a administração direta (governo com seus ministérios e outros órgãos) quanto para a administração indireta, composta por autarquias, fundações públicas e empresas estatais controladas pela União, inclusive de economia mista, como Petrobras e Banco do Brasil.
Atualmente, os editais de concurso para preenchimento de cargos e empregos públicos na União reservam vaga apenas para pessoas portadoras de deficiência (entre 5% e 20%).
O DOU desta quarta-feira publica também um decreto da presidente Dilma Rousseff aprovando o regulamento do Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial (Sinapir).
Instituído pela Lei nº 12.288, de julho de 2010, o Sinapir é um “sistema integrado que visa a descentralizar e tornar efetivas as políticas públicas para o enfrentamento ao racismo e para a promoção da igualdade racial no país”.
É no âmbito deste sistema que o governo federal pretende articular com Estados, Distrito Federal e Municípios planos e programas para promover igualdade racial.
Segundo o regulamento, “o Sinapir deve garantir que a igualdade racial seja contemplada na formulação, implementação, monitoramento e avaliação de políticas públicas, em todas as esferas de governo”.
3 comentários:
Concordo com sua posição. A adoção dessas medidas radialistas somente vão aprofundar os problemas nesta área, além de mascarar os reais problemas de corrupção e desvio do dinheiro público.
Paulo, acho que está questão ainda precisa ser aprofundada em sua essência pelo Estado, Família e Meio de comunicação. O maior problema da sociedade brasileira continua sendo o preconceito de classes e não de raças. Se criarmos políticas públicas para reafirmar a etnia de alguém (sendo minoria ou não), acabamos por induzir a diferença entre o meio, e isto, pode gerar um maior preconceito racial. As políticas tem que ter como foco a integração e emancipação social (e não a reafirmação de um em detrimento de outro) no que se refere as estes atores sociais que são desprivilegiados por sua raça, e consequentemente, daí advêm a dificuldade de classificação, visto que a grande parcela deles, é miscigenada. Outro ponto importante que não deixou claro no texto é que não podemos negar que existem resquícios de um preconceito enraizado (e talvez até inconsciente) por partes dos brasileiros. É claro que existe preconceito racial em todo lugar do mundo. Mas no Brasil especificamente, ele se torna mais evidente na forma como organizamos a sociedade: nas cadeias, nos hospitais, nos postos de trabalho de construção civil, nos serviços de baixa renumeração e que exigem pouca escolaridade... A maioria é negra ou/e parda. Agora, como elaborar politicas para corrigir essa organização social. Eis a questão. Que não me atrevo a responder, porque não sei. Gostaria que escrevesse a respeito.
Wayrone,
Existe sim, preconceito racial, em geral e no Brasil, mas ele é muito reduzido e não é significativo, para todos os efeitos práticos, em termos de políticas públicas. Algumas pessoas ainda o demonstram, mas isso não tem efeitos maiores que possam incidir sobre o destino profissional, acadêmico ou de vida de supostas vítimas de preconceito.
Quanto a preconceito de classe, ele é ainda mais insignificante.
Os únicos que tem preconceito de classe são os petralhas e alguns "marxistas" de botequim, que nunca leram Marx, claro.
As únicas políticas que funcionam, para diminuir esses problemas, são as que garante uma educação pública de qualidade a todos os brasileiros, em quaisquer regiões e cidades. Políticas ativas acabam beneficiando justamente os ativistas que não são os mais necessitados.
Cotas raciais são um atraso e uma regressão em termos de integração nacional. São criadoras de racismo justamente.
Paulo Roberto de Almeida
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