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segunda-feira, 19 de outubro de 2026

Madame IA analisa o primeiro debate entre Lula e Flavio Bolsonaro, na TV BandNews

Madame IA analisa o primeiro debate entre Lula e Flavio Bolsonaro, na Band, 18/10/2026, de maneira quase asséptica:

"No link https://www.youtube.com/watch?v=Gqc1rQtzWUk ("Flávio Bolsonaro x Lula: debate presidencial do 2º turno na Band - 18/10/2026"), a partir de 4:16:30 (4 horas e 16 minutos e 30 segundos), começa efetivamente o debate entre Flávio e Lula. E o debate encerra realmente em 6:10:38 (6 horas e 10 minutos e 38 segundos). Nesse intervalo (entre 4:16:30 e 6:10:38), ocorreram a inserção de propaganda e publicidade televisiva (que não têm relação com o debate e, desse modo, devem ser desconsideradas na análise). Agora, apresente as perguntas e as respostas (ainda que resumidamente) dos dois candidatos. A apresentação será redigida em um texto discursivo (somente frases e parágrafos). Debate eleitoral ocorrido hoje (domingo, 18/outubro/2026), na Band TV.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o senador Flávio Bolsonaro participaram do primeiro debate presidencial do segundo turno das eleições de 2026, promovido pelo Grupo Bandeirantes. O encontro foi estruturado em três blocos que alternaram perguntas dos mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue com o confronto direto de tempos livres em estúdio. A dinâmica geral do debate foi marcada por embates intensos em torno de segurança pública, economia, corrupção e investigações envolvendo membros de suas respectivas famílias.
O primeiro bloco começou com os jornalistas apresentando questionamentos sobre áreas vitais de governo. Em relação à segurança pública, Flávio Bolsonaro iniciou sua resposta afirmando o compromisso de declarar "guerra ao narcoterrorismo" caso eleito. O senador prometeu tipificar formalmente as milícias, o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho como organizações narcoterroristas. Flávio afirmou que seu objetivo seria recuperar os territórios controlados pelo crime nas comunidades periféricas e adotar leis mais rígidas no sistema penitenciário para manter chefes de facções detidos por períodos prolongados. Por sua vez, Lula defendeu a proposta da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública como instrumento de coordenação nacional e argumentou pela necessidade de uma atuação estratégica e conjunta da União com os governos estaduais para combater a criminalidade de forma eficiente.
Na seara econômica e de desenvolvimento industrial, os mediadores interrogaram os candidatos sobre quais seriam os mecanismos para impulsionar a produtividade do país. Lula destacou as realizações de sua própria gestão à frente da Presidência, citando formalmente o programa Nova Indústria Brasil voltado ao fomento e inovação do parque industrial nacional. O presidente também apontou como meta governamental investimentos contínuos na chamada economia digital e na economia criativa, visando à capacitação técnica e à formação massiva de jovens em áreas tecnológicas, matemáticas e de engenharia para gerar um salto qualitativo no crescimento econômico nacional. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro concentrou sua argumentação em pesadas críticas aos gastos orçamentários da administração pública federal. O candidato de oposição propôs a execução de cortes nos gastos governamentais e a redução do endividamento público para restabelecer a estabilidade financeira nacional, sem detalhar minuciosamente as fontes orçamentárias que sofreriam tais contingenciamentos.
À medida que os tempos livres foram abertos nos blocos subsequentes, as discussões sobre propostas de governo deram lugar a sucessivas interpelações sobre integridade pública e escândalos corporativos ou governamentais. Lula adotou uma postura incisiva de cobrança e direcionou repetidas perguntas sobre o chamado caso Master. O petista exigiu esclarecimentos do senador acerca do destino financeiro de R$ 134 milhões supostamente negociados com o ex-banqueiro Daniel Vorcaro para viabilizar e financiar a produção cinematográfica de "Dark Horse", obra dedicada à trajetória de Jair Bolsonaro. Flávio Bolsonaro optou por uma estratégia evasiva e evitou responder ao cerne do questionamento sobre o paradeiro dos fundos, limitando-se a declarar que o adversário iria gostar de assistir ao filme e exaltando a memória do pai.
O embate prosseguiu na arena dos direitos dos trabalhadores e do bem-estar social. Lula confrontou o senador do PL a respeito de posicionamentos controversos, questionando o motivo de Flávio ter votado contra a extensão da licença-maternidade para servidoras públicas em 2009, época em que atuava na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. O senador declarou publicamente que não guardava qualquer restrição ao público feminino, mas não apresentou justificativas fundamentadas sobre a natureza técnica daquele voto legislativo específico. Adicionalmente, Lula cobrou o oponente sobre o avanço da tramitação de propostas ligadas ao término da jornada de trabalho na escala 6x1. Flávio respondeu que reviu sua visão inicial sobre o tema após percorrer diversas regiões do território brasileiro e escutar apelos diretos de trabalhadores que eram favoráveis à expansão do repouso semanal obrigatório.
O tema da estabilidade monetária e o impacto do custo de vida na subsistência das classes de menor renda também geraram tensões diretas. Flávio Bolsonaro culpou a condução econômica da atual gestão pelo avanço da inflação e pela depreciação do poder aquisitivo da população carente, asseverando que o benefício de R$ 600 pago pelo programa Bolsa Família já não permitia a aquisição da mesma quantidade de mantimentos em comparação ao período da gestão de Jair Bolsonaro. Em sua defesa, Lula apresentou métricas estatísticas alegando que o índice inflacionário setorial de alimentos sob seu governo registrava 13%, patamar inferior ao computado na administração bolsonarista. O mandatário ressaltou a adoção de sua política de reajustes reais do salário mínimo acima da taxa geral de inflação, afirmando que a renda básica atual possibilitava a compra de mais de duas cestas básicas regulamentares.
Na discussão internacional e programática, Lula inseriu perguntas formais para saber se as diretrizes governamentais de Flávio contemplariam a reprodução do programa de ajuste econômico severo executado na Argentina pelo presidente Javier Milei. Flávio Bolsonaro silenciou sobre o modelo do país vizinho, preferindo concentrar suas falas em ataques conceituais às administrações de correntes ideológicas de esquerda e reiterando que governos de espectro direitista possuíam o dever cívico de recompor as contas públicas depreciadas pelos antecessores. O candidato oposicionista também buscou constranger o oponente com o escândalo de fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), questionando Lula sobre se possuía conhecimento das revelações trazidas pela empresária Roberta Luchsinger envolvendo familiares. Lula refutou envolvimentos escusos, argumentando que sua própria gestão identificou as irregularidades e acionou a Polícia Federal. Ele declarou que todos os cidadãos, independentemente de laços familiares, devem submeter-se às devidas apurações legais institucionais.
O ápice do enfrentamento pessoal ocorreu quando questionamentos sobre as condutas internacionais da família Bolsonaro vieram à tona. Lula criticou severamente as idas do deputado federal Eduardo Bolsonaro aos Estados Unidos para articular apoios externos com aliados políticos locais. O presidente qualificou tais atos como tentativas de instigar ações lesivas aos interesses institucionais do Brasil e propôs um desafio em rede nacional: que ambos os candidatos assinassem no dia seguinte a quebra de seus sigilos fiscais, telemáticos e bancários familiares, repassando os relatórios diretamente às chefias do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Flávio Bolsonaro reagiu mencionando o fato de um dos filhos de Lula morar em território europeu, mas esquivou-se de dar uma anuência clara ao desafio proposto pelo rival.
Ao final da transmissão, durante os minutos finais regulamentares, Lula focou sua mensagem na defesa da soberania das empresas estatais produtivas e manifestou-se contrariamente aos projetos de privatização de companhias como a Petrobras, a BR Distribuidora e a Eletrobras. Flávio Bolsonaro encerrou suas considerações prometendo a instituição do Ministério da Prosperidade caso vença o pleito. Dirigindo-se especialmente aos cidadãos das periferias brasileiras sob influência de pressões políticas, o senador reforçou a segurança garantida pelo sigilo do voto para que pudessem exercer a escolha eleitoral livre de temores ou intimidações no dia da votação oficial.

*Fonte: Gemini (https://share.google/aimode/9OOMR6n2wwtdb36dX)

domingo, 18 de outubro de 2026

Produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida segundo o Perplexity IA

Apenas curiosidade:   

Produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida segundo o Perplexity IA


Pesquisa efetuada e 18 outubro 2026.

Resultado:

Nota preventiva PRA: O site pessoal pralmeida.org foi descontinuado, por deficiência do provedor original. Um site provisório foi instituído no domínio pralmeida.net, mas ainda não se encontra plenamente operacional, ou seja, com todos os arquivos disponíveis anteriormente.

 

Para pesquisar a produção intelectual de Paulo Roberto de Almeida — diplomata de carreira (1977–2021), professor do Instituto Rio Branco e da UnB e ex-diretor do IPRI/MRE — os melhores pontos de partida são o site pessoal dele, o currículo Lattes, o Google Scholar e o perfil na Academia.edu.

Fontes prioritárias

Fonte

O que encontrar

Site pessoal: pralmeida.org

Seleção de livros publicados, com títulos, editoras, anos e informações sobre acesso a obras.

Currículo Lattes

Registro institucional e abrangente da produção acadêmica, incluindo livros, artigos, capítulos, orientações e atividades profissionais. O próprio autor indica o link do Lattes em seu perfil.

Google Scholar

Artigos científicos, citações, métricas e obras mais influentes; inclui trabalhos como Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula e Relações internacionais e política externa do Brasil.

Academia.edu

Textos, ensaios, listagens de livros e materiais disponibilizados pelo autor; há perfis vinculados à UnB e ao Itamaraty.

Blog Diplomatizzando*

Produção mais recente, ensaios, resenhas, artigos de opinião e links para textos gratuitos.

SciELO, Google Scholar e bibliotecas universitárias

Artigos em periódicos como a Revista Brasileira de Política Internacional e livros acadêmicos sobre diplomacia econômica, política externa e relações internacionais do Brasil.

Como organizar a pesquisa

  1. Comece pelo Lattes para obter o inventário mais completo e atualizado da produção.
  2. Use o site pessoal para localizar livros e identificar quais obras estão disponíveis gratuitamente.
  3. Cruze com o Google Scholar para mapear artigos, citações e a recepção acadêmica de cada trabalho.
  4. Procure em catálogos institucionais — como Biblioteca Nacional, bibliotecas de universidades e da Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) — para localizar edições impressas e digitais. Uma de suas obras, Formação da diplomacia econômica no Brasil, foi publicada pela Editora Senac-FUNAG.
  5. Consulte a Academia.edu e o blog para textos de circulação mais direta, versões preliminares, ensaios e materiais que podem não constar em bases acadêmicas convencionais.

Principais eixos temáticos

A produção dele concentra-se especialmente em:

  • História e sociologia da diplomacia brasileira.
  • Política externa brasileira, inclusive a diplomacia do governo Lula.
  • Diplomacia econômica e relações econômicas internacionais do Brasil.
  • Mercosul, integração regional e multilateralismo econômico.
  • Crítica e análise da política externa brasileira contemporânea.

Uma busca eficiente seria combinar, em bases acadêmicas, os termos: "Paulo Roberto de Almeida", "política externa brasileira", "diplomacia econômica", "Mercosul" e "Itamaraty".

Quais são os livros mais importantes do autor

Os livros mais importantes de Paulo Roberto de Almeida são, sobretudo, os que consolidaram sua interpretação da história diplomática, da política externa brasileira e da diplomacia econômica. Os títulos abaixo são os mais representativos para quem quer entender sua obra.

Obras centrais

Livro

Ano / edição relevante

Por que é importante

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império

2001; 3ª ed., FUNAG, 2017

Obra de referência sobre as origens históricas da diplomacia econômica brasileira, com duas edições ampliadas e forte circulação acadêmica.

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira

2004

Um dos livros mais citados do autor e uma síntese abrangente de sua visão sobre a construção histórica e institucional da diplomacia brasileira.

O Brasil e o multilateralismo econômico

1999

Trabalho fundamental para compreender sua análise do Brasil nos regimes econômicos internacionais, comércio, desenvolvimento e negociação multilateral.

Mercosul: fundamentos e perspectivas

1998

Referência inicial e influente sobre o Mercosul, regionalismo e integração latino-americana.

Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas

2002

Exame amplo do posicionamento externo do Brasil no início do século XXI.

A ordem econômica mundial e a América Latina: ensaios sobre dois séculos de história econômica

2020

Reúne sua leitura de longo prazo sobre economia política internacional e a inserção latino-americana.

O Mercosul e o regionalismo latino-americano: ensaios selecionados, 1989–2020

2020

Coletânea que reúne três décadas de análise do autor sobre integração regional.

Obras políticas e polêmicas

A partir da década de 2010, Almeida passou a publicar também livros de intervenção crítica sobre a diplomacia brasileira contemporânea, com forte tom polêmico. Eles são importantes para acompanhar sua trajetória intelectual, embora sejam mais ensaísticos e menos neutros do que seus estudos históricos.

  • Nunca antes na diplomacia…: a política externa brasileira em tempos não convencionais (2016) — crítica da política externa dos governos petistas.
  • Contra a corrente: ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil, 2014–2018 (2019) — continuação dessa crítica, cobrindo o fim do período e a transição governamental.
  • Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty (2019) — obra de diagnóstico institucional e crítica da gestão diplomática.
  • Uma certa ideia do Itamaraty: a reconstrução da política externa e a restauração da diplomacia brasileira (2020) — análise do período posterior, com defesa de uma reconstrução institucional do Itamaraty.
  • O Itamaraty sequestrado: a destruição da diplomacia pelo Bolsolavismo, 2018–2021 (2021) — crítica contundente à política externa do governo Bolsonaro.
  • Apogeu e demolição da política externa brasileira: itinerários da diplomacia brasileira (2021) — síntese tardia e abrangente de sua avaliação da trajetória da política externa do país.

Por onde começar

Para uma leitura acadêmica e mais equilibrada, comece por Formação da diplomacia econômica no Brasil e Relações internacionais e política externa do Brasil.
Para entender sua posição crítica sobre a política externa recente, leia Nunca antes na diplomacia…, Miséria da diplomacia e Apogeu e demolição da política externa brasileira, nesta ordem aproximada.

Se o interesse for especificamente em Mercosul e integração regional, os títulos essenciais são Mercosul: fundamentos e perspectivas e O Mercosul e o regionalismo latino-americano.

 

 

Paulo Roberto de Almeida – PerplexityAI

Brasília, 18/10/2026, 4 p.

Disponível em Academia,edu, link:

Divulgado no blo Diplomatizzando, link:

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/10/producao-intelectual-de-paulo-roberto.html 

 

 

Com Ricupero e Reale, intelectuais e ex-ministros entregam manifesto de apoio a Lula (Estadão)

Com Ricupero e Reale, intelectuais e ex-ministros entregam manifesto de apoio a Lula

Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira

Estadão, 17/10/2026 

Um grupo de 16 intelectuais, economistas, acadêmicos e ex-integrantes de governos divulgou neste sábado, 17, uma declaração de apoio à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), com críticas ao projeto representado pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ).

O documento foi entregue durante encontro no Sindicato dos Trabalhadores em Processamento de Dados e Tecnologia da Informação do Estado de São Paulo, na região de Santa Cecília, na capital paulista. Participaram da agenda o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e os ex-ministros da Fazenda Fernando Haddad (PT), do Meio Ambiente Marina Silva (Rede) e do Planejamento Simone Tebet (PSB).

Intitulado “Pela democracia, pela estabilidade, pelo desenvolvimento com justiça social e ambiental e pelo Brasil”, o manifesto afirma que a reeleição de Lula oferece melhores condições para preservar o equilíbrio institucional, os direitos e as liberdades democráticas. Em contraponto, diz que o projeto de Flávio representa riscos de retrocessos sociais e institucionais.

O manifesto é assinado por 15 nomes: Aloysio Nunes Ferreira, Beatriz Bracher, Beatriz Cardoso, Carlos Nobre, Claudia Costin, Eduardo Giannetti, Fabio Feldman, Floriano Pesaro, José Carlos Carvalho, José Carlos Dias, Izabella Teixeira, Miguel Reale Jr., Rosiska Darcy de Oliveira, Oscar Vilhena e Rubens Ricupero.

“Consideramos que a reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva oferece ao País melhores condições para assegurar esse equilíbrio institucional, preservar direitos e liberdades”, diz o texto.

Os signatários também afirmam que a candidatura de Flávio ameaça conquistas sociais consolidadas e a atuação diplomática brasileira. O documento cita riscos à interlocução internacional multilateral e defende a manutenção de canais de diálogo entre diferentes setores da sociedade.

A declaração ressalta, porém, que o apoio não significa concordância irrestrita com o atual governo. “Muitos de nós temos diferenças com o presidente Lula e críticas a seu governo, e preservaremos nossa independência para expressá-las”, afirma o manifesto. “Antes de apoio a um nome, esta manifestação é de apoio ao Brasil, ao nosso espaço nacional e aos seus valores fundamentais comuns.”

Entre as prioridades defendidas pelo grupo estão o crescimento econômico, a geração de empregos, a recuperação da capacidade industrial, o estímulo à inovação e o avanço da agricultura de baixo carbono. O documento também menciona educação, ciência, tecnologia e responsabilidade ambiental, além da preservação de florestas, recursos hídricos, biodiversidade e minerais estratégicos.

Na área institucional, os signatários defendem o respeito à diversidade e aos direitos fundamentais e afirmam que adversários políticos, instituições públicas, universidades, imprensa e organizações da sociedade civil não devem ser tratados como inimigos.

O texto também defende que o desenvolvimento econômico esteja associado à estabilidade, à preservação ambiental e ao uso responsável dos recursos naturais, com compromisso com as futuras gerações.

A ética da responsabilidade e o dilúvio fiscal - Rosalvo S. Sales

A ética da responsabilidade e o dilúvio fiscal

Reflexões às vésperas do segundo turno — outubro de 2026

Rosalvo S. Sales * 

        O primeiro turno de 4 de outubro confirmou o que as pesquisas vinham sinalizando ao longo do ano: o país chega dividido ao segundo turno, marcado para o dia 25. O senador Flávio Bolsonaro (PL) terminou à frente, com 47,05% dos votos válidos, contra 45,14% do presidente Lula (PT), e as sondagens mais recentes da Quaest e do Datafolha apontam 51% a 49% para o candidato da oposição — empate técnico, dentro da margem de erro. Seja qual for o resultado, o momento exige uma análise criteriosa das decisões tomadas neste ano e da conta que elas deixam para o próximo mandato.

        Diante da perspectiva concreta de derrota, o governo intensificou ao longo de 2026 a adoção de medidas de forte apelo popular. Levantamento da CNN Brasil publicado em julho somou ao menos R$ 256,9 bilhões em ações lançadas ou com efeitos no ano eleitoral, entre elas a ampliação da isenção do Imposto de Renda (R$ 31 bilhões), o Gás do Povo, a Luz do Povo, o Desenrola 2.0, novas linhas de crédito subsidiado via BNDES, o saque complementar do FGTS e subsídios a combustíveis. Boa parte desse volume tem natureza financeira ou extraorçamentária e, por isso, não aparece no limite de gastos do arcabouço fiscal nem no resultado primário — o que não a torna menos onerosa, apenas menos visível. A essas medidas somou-se, a 17 dias do primeiro turno, o reajuste de 15% do Bolsa Família — benefício que estava congelado desde 2023 —, com custo de R$ 5,8 bilhões ainda em 2026 e de cerca de R$ 22 bilhões a partir de 2027. Embora a reposição inflacionária seja defensável, a decisão obrigou o governo a refazer o projeto de Orçamento de 2027, enviado ao Congresso apenas duas semanas antes, no qual a própria equipe econômica não previa reajuste.

        Na reta final da campanha, a doze dias do segundo turno, o governo anunciou ainda um pacote para os microempreendedores individuais (MEIs): o perdão integral — principal, juros, multas e encargos — de cerca de R$ 12,9 bilhões em dívidas de 3,7 milhões de MEIs inscritas na Dívida Ativa da União; a compra, com desconto mínimo de 90%, de aproximadamente R$ 6 bilhões em dívidas bancárias, por meio de uma nova etapa do Desenrola; a elevação do teto de faturamento do MEI de R$ 81 mil para R$ 140 mil até 2028; e o “Pix MEI”, repasse a fundo perdido de até R$ 5 mil por empreendedor, em um programa de R$ 5 bilhões entre 2027 e 2030. O próprio Ministério da Fazenda estima renúncia de cerca de R$ 3 bilhões com o perdão das dívidas e de até R$ 3,4 bilhões por ano com a ampliação do teto, e o projeto dispensa a compensação exigida para novas renúncias de receita. É verdade que boa parte desses débitos já era considerada irrecuperável; ainda assim, o perdão de multas — mesmo condicionado a seis meses de pagamentos em dia — sinaliza a quem cumpre suas obrigações que a adimplência não compensa. O dado mais revelador, porém, é o calendário: anunciadas agora, as medidas dependem do Congresso e só produzirão efeitos a partir de 2027. O bônus eleitoral é colhido hoje; a conta fica para o próximo governo.

        Na mesma linha, o Congresso promulgou, em 16 de outubro, a emenda constitucional que extingue a escala 6x1 e institui a escala 5x2, com redução da jornada máxima de 44 para 42 horas semanais em 60 dias e para 40 horas um ano depois, sem redução salarial. A medida, defendida pelo governo e aprovada por ampla maioria — 75 votos a 1 no Senado —, tem evidente apelo popular e méritos sociais, mas foi votada às vésperas da eleição sem que o debate produzisse uma estimativa oficial e consensual de seus custos. Entidades e institutos apontam aumento de 7% a 8% no custo médio do trabalho (CNI e Ipea), e a CNI projeta queda de 0,7% no PIB do setor produtivo, além de pressão inflacionária. O efeito sobre a dívida pública é indireto, mas real: menor crescimento reduz a arrecadação, mais inflação adia a queda dos juros, e os contratos de serviços terceirizados mantidos pelo próprio poder público — limpeza, vigilância, saúde — tendem a ficar mais caros.

        Em “A política como vocação” (1919), Max Weber distinguiu a ética da convicção, que se satisfaz com a pureza das intenções, da ética da responsabilidade, que obriga o governante a responder pelas consequências previsíveis de seus atos. É por esse segundo critério que as medidas devem ser julgadas: mais do que especular sobre a intenção por trás delas, importa avaliar seus efeitos. A dívida bruta do governo geral, que era de 71,7% do PIB ao fim de 2022, alcançou 82,5% em julho de 2026, segundo o Banco Central. O mercado projeta 83,4% ao fim deste ano e 87% em 2027, e o Boletim Focus já fala em 90% em 2027 — patamar que, em janeiro, só era esperado para 2029. O próprio governo admite, em seus cenários oficiais, uma dívida próxima de 90% do PIB entre 2029 e 2030. Enquanto a meta oficial para 2026 é de superávit primário de 0,25% do PIB, os economistas esperam déficit de cerca de R$ 53 bilhões. Com a Selic ainda em 13,75% ao ano e quase metade da dívida federal (46,4%) atrelada a ela, cada ponto de juros pesa diretamente sobre as contas públicas.

        O quadro evoca a célebre frase “Après moi, le déluge” (Depois de mim, o dilúvio), atribuída a Luís XV ou à Madame de Pompadour por volta de 1757, que sintetiza o descaso com o futuro institucional e financeiro de uma nação após a transição de poder. A advertência, porém, vale nos dois sentidos: se o presidente for reeleito, será ele próprio o herdeiro do dilúvio. A questão central, portanto, não é apenas quem vencerá, mas quem pagará a conta — e a resposta, em qualquer cenário, é a sociedade brasileira, por meio de juros mais altos, crédito mais caro e menor espaço para o investimento público.

        Caso se confirme a vitória da oposição, a perspectiva de estabilização dependerá menos do nome do presidente do que da equipe que o cercar. O candidato, com trajetória parlamentar como deputado estadual e senador, não tem experiência prévia de gestão no Poder Executivo. Isso torna decisiva a capacidade de montar um corpo de ministros e assessores de reconhecida competência técnica, com credibilidade junto aos agentes econômicos e trânsito no Congresso, e de anunciar cedo, ainda na transição, os compromissos fiscais que pretende assumir.

        Qualquer que seja o vencedor, o próximo ciclo exigirá reformas estruturais e um ajuste fiscal substancial: revisão das despesas obrigatórias e de suas regras de indexação, reavaliação dos benefícios tributários, reforma administrativa e uma âncora crível para a trajetória da dívida. São medidas impopulares no curto prazo, mas indispensáveis para a recuperação econômica. O novo governo deverá enfrentar forte oposição política, escrutínio severo da imprensa e um Congresso que controla parcela relevante do Orçamento por meio de emendas — fatores que podem gerar focos de instabilidade.

        A experiência argentina, frequentemente citada como referência, oferece lições nos dois sentidos. O choque implementado por Javier Milei desde dezembro de 2023 produziu superávit fiscal, derrubou uma inflação que superava 200% ao ano e reduziu a pobreza de cerca de 53%, no primeiro semestre de 2024, para 28,2% no fim de 2025. Os dados mais recentes, contudo, mostram a fragilidade do caminho: a pobreza voltou a subir, para 32,3% no primeiro semestre de 2026, o emprego formal privado caiu por 13 meses seguidos e a atividade recuou 2,9% em julho. Além disso, o Brasil parte de outra realidade — não enfrenta hiperinflação, dispõe de reservas internacionais elevadas e tem um Orçamento engessado por vinculações constitucionais —, o que recomenda um ajuste firme, porém negociado e sustentável, e não a simples importação de um modelo de choque.

        O caminho para o êxito passa, portanto, por uma condução econômica firme, centrada no equilíbrio fiscal, na desregulamentação e na melhoria do ambiente de negócios, acompanhada de proteção focalizada aos mais vulneráveis e de diálogo permanente com o Congresso. O Brasil não precisa de um dilúvio para recomeçar; precisa de um governo — este ou o próximo — que pratique a ética da responsabilidade e esteja disposto a pagar o custo político de colocar a casa em ordem.

 

* Rosalvo S. Sales Jr. é engenheiro e empresário do setor naval e offshore. Contato: rosalvo.salesjr@gmail.com. As opiniões expressas neste artigo são de responsabilidade exclusiva do autor.

 

Fontes dos dados:

• Agência Senado, “Flávio Bolsonaro e Lula disputam o segundo turno”, 04/10/2026.

• O Povo, pesquisas Quaest (14/10/2026) e Datafolha (15/10/2026) para o segundo turno.

• CNN Brasil, “Ações do governo Lula somam ao menos R$ 256,9 bilhões no ano eleitoral”, 24/07/2026.

• Gazeta do Povo, “Governo admite deixar ‘herança’ de dívida pública em 90% do PIB”, 21/09/2026 (dados do Banco Central, PLOA 2027, IFI e Focus).

• Poder360, “Lula diz que não sabia que Bolsa Família ficou 3 anos sem reajuste”, 15/10/2026 (reajuste e custos informados pelo Ministério do Planejamento).

• Agência Brasil, “Perdão de dívidas de MEIs terá impacto de R$ 3 bilhões”, 13/10/2026; Brasil de Fato e SBT News, pacote para MEIs e Pix MEI, 13/10/2026.

• Portal O Dia, promulgação da PEC do fim da escala 6x1, 16/10/2026; Agência Senado, “Descanso ou recessão? Entenda a disputa sobre o fim da escala 6x1”, maio/2026.

• Forbes Brasil, relatório Prisma Fiscal de outubro, 15/10/2026 (projeções de déficit, dívida e Selic).

• La Nación / INDEC, pobreza na Argentina no 1º semestre de 2026, 24/09/2026.

 

sábado, 17 de outubro de 2026

O Estadão não perdoa a gastança eleitoreira de Lula, com razão; mas como a extrema-direita é perigosa, talvez seja o menos nocivo

 

Opinião do Estadão

A orgia eleitoral de Lula

O perdão às dívidas de microempreendedores individuais foi só a mais recente das medidas do petista para comprar votos e que já somam espantosos R$ 354 bilhões. E não vai parar por aí

15/10/2026 | 03h02

 

É impressionante a desfaçatez com que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem usado a máquina pública para impulsionar suas chances de reeleição. Faltando exatos 12 dias para a disputa eleitoral, o petista anunciou que perdoará as dívidas tributárias dos microempreendedores individuais (MEIs). É compra de votos descarada, como todas as medidas populistas anunciadas por Lula na reta final da campanha.

E, certamente, não vai parar por aí. Até o dia 25 de outubro, data do segundo turno, Lula decerto distribuirá mais dinheiro para se manter competitivo, independentemente do custo e do mérito das medidas.

O caso dos MEIs é particularmente escandaloso. Trata-se de um regime simplificado de tributação extremamente vantajoso para quem adere, mas um fracasso enquanto política pública. Sua intenção inicial era formalizar pequenos negócios e trabalhadores de baixa renda. Na prática, o MEI incentivou a migração de regime por empresas que já existiam e a “pejotização” de profissionais qualificados que antes trabalhavam como celetistas, tudo para pagar menos impostos.

Em vez de corrigir uma distorção documentada, o governo apenas contribui para agravá-la. Evidentemente, não são todos que podem escolher em que regime podem trabalhar, mas quem tem essa prerrogativa não tem a menor dúvida.

As alíquotas de contribuição para o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) são progressivas, mas começam em 7,5% do salário, e para as empresas a contribuição corresponde a 20% da folha de pagamento. Já no caso do MEI, a contribuição, que já foi de 11%, caiu para 5% do salário mínimo, o equivalente a R$ 81,05, independentemente da renda efetivamente auferida. É o que basta para estar quites com todos os impostos estaduais e municipais e garantir benefícios como o salário-maternidade, auxílio-doença e aposentadoria.

É uma contribuição meramente simbólica, de custo baixíssimo para benefícios indiscutíveis. Ainda assim, estudos mostram que dois em cada três MEIs não contribuem para o INSS, o que faz deles uma verdadeira bomba-relógio para as contas públicas.

Não se trata de ignorância. Os MEIs, ao contrário do que o governo acha, sabem fazer contas e avaliar riscos. Quem não contribui sabe que não terá direito à aposentadoria. No entanto, também sabe que poderá requerer o Benefício de Prestação Continuada (BPC) no momento em que completar 65 anos de idade. Assim como o piso da Previdência Social, o BPC corresponde a um salário mínimo. Embora sejam benefícios de naturezas distintas, na prática não há muita diferença para quem os recebe.

O que o governo Lula fez nesta semana mostra que os MEIs inadimplentes têm razão. Não há motivo algum para pagar os tributos em dia. Basta esperar um momento de fragilidade política do incumbente para ser contemplado com as benesses que sempre surgem às vésperas da eleição.

E que benesses. Além do perdão da dívida tributária, o governo se ofereceu para comprar dívidas bancárias por meio do Desenrola, anunciou a ampliação do teto de faturamento anual para enquadramento no programa dos atuais R$ 81 mil para R$ 140 mil e, de quebra, informou que vai dar R$ 5 mil a todos os MEIs, a fundo perdido, a título de ajuda para investir. Tudo isso deve custar R$ 16,7 bilhões nos próximos quatro anos. Os MEIs, ademais, não precisarão mais emitir notas fiscais, um incentivo adicional a quem omite receitas e declara um faturamento inferior ao real.

Tudo isso se soma a outras iniciativas anunciadas, como a criação de uma versão do programa Pé-de-Meia para pagar bolsas a estudantes universitários, que deve custar R$ 4,6 bilhões anuais. Nas últimas semanas, Lula também reajustou o piso do Bolsa Família em 15%, ampliou a clientela e o universo de dívidas alcançadas pelas renegociações do Desenrola, zerou os tributos sobre a gasolina e aumentou o subsídio do diesel.

Parte dessas medidas ainda terá de ser aprovada pelo Congresso, mas é improvável que haja muita resistência a elas. O Gastômetro do Estadão estima que a gastança eleitoral de Lula já chegou a R$ 354 bilhões. Para o petista, nada disso importa – afinal, responsabilidade fiscal nunca foi seu forte. Com Lula reeleito ou não, a sociedade que arque com esse custo.

 

 

69 Comentários de leitores no site do Estadão

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Jorge Paiva Abrantes

2,6 mil pontos

Debatedor dedicado

há 5 horas

 

O PL deve entrar com uma ação para caçar a chapa de Lula e condená-lo por crime eleitoral, com base no. 299 do Código Eleitoral! "Corrupção Eleitoral: o que diz o artigo 299 do Código Eleitoral O artigo 299 do Código Eleitoral brasileiro define essa prática como o ato de dar, oferecer, prometer ou receber, para si ou para outra pessoa, qualquer vantagem, como dinheiro, bens ou favores, em troca de votos. Art. 299 da Lei nº 4.737 | Código Eleitoral, de 15 de julho de 1965 Art. 299. Dar, oferecer, prometer, solicitar ou receber, para si ou para outrem, dinheiro, dádiva, ou qualquer outra vantagem, para obter ou dar voto e para conseguir ou prometer abstenção, ainda que a oferta não seja aceita" O TSE tem que agir! Caçassao da chapa e pedido de impitimam!

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231


Acacio Nespoli Antunes

2,4 mil pontos

Debatedor dedicado

há 1 hora

 

Que se lasque o Brasil, que se lasque a economia,que se lasque o trabalhador,que se lasquem os pobres .Às favas com a honra,a honestidade,o brio,a verdade,a responsabilidade.O que realmente importa é a perpetuação no poder junto com a companheirada ,especializados em sugar todas as forças produtivas do país.Este é e sempre foi o mote de Lula. Antes disfarçado agora a olhos vistos. O mau caratismo se mostra sem máscara. Estamos muito próximos de começarmos a corrigir isto,estamos a um passo de estripar estes parasitas ,estamos no limite,mas uniremos todas as nossas forças para no próximo dia 25 com um simples ato,o voto,libertar nosso país deste mal.Não baixaremos nossa guarda,a hidra ainda tem uma cabeça,nosso esforço hercúleo irá "decapita lá".

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3


Jorge Paiva Abrantes

2,6 mil pontos

Debatedor dedicado

há 5 horas

 

O Responsável e o irresponsável! Num país em que as escolas com a tal "progressão continuada" forjada pela centro liberal e esquerda onde desde cedo ambos o responsavel e o irresponsável"progridem " como teremos pessoas, politicos, imprensa responsáveis? A parcela que vota em Lula, ele incluso acham normal a irresponsabilidade. Não há consequências para eles, "progridem ". Lula é o maior exemplo de nossa irresponsabilidade, foi descondenado após ser julgado culpado em duas instâncias, uma colegiada, não respondeu por seus ilícitos gravíssimos. E nao fucamos pasmos que tal irresponsabiludade tenga sido conduzida pelo STF, Fachin, hoje presidente da corte. O que vemos Lula fazer agora não deveria causar espanto, é o novo normal. Ou colocamos um ponto final neste energumeno no próximo dia 25 ou podemos ir lá mudando o nome de nosso pais: IRRESBRASIL!

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92


Jairo Santana

98 pontos

há 3 horas

 

Passaram-se quatro anos sem trabalhar, apenas viajando e falando bobagens sobre fome, pobreza, educação, terras raras e democracia e obsessão por censurar as redes sociais, dentre o discord, por fato isolado, etc., . Agora, diante de um governo impopular e mal avaliado, a conta chegou, e o eleitor está dando sua resposta. Deveria mudar essa “música de uma nota só”, caso seja eleito, precisará apresentar algo novo. Se continuar repetindo o mesmo discurso de sempre e saqueando o bolso do contribuinte com essa gastança desenfreada, acabará inviabilizando as pretensões de um eventual futuro governo petista. Se eleito, deveria afastar-se dessas figuras envelhecidas do PT e abrir espaço para gente jovem, com novas ideias e capacidade de renovar esse governo paquidérmico.

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81


NESTOR RENATO BARTH

8,4 mil pontos

Debatedor dedicado

há 4 horas

 

Querem acabar com a Classe Média, acabar com empresas e empregos. Metade da população não trabalha, vive às custas do Estado, seja via Bolsa Família, cargo público, ou mamando por outra via (corrupção). Estes safados estão venezuelando o Brasil. Compra de votos escancarada. Comprando votos, e vendendo nosso futuro. Quem vai pagar esta conta. Nós, nosso filhos e netos. A Solução para quem não quer ficar neta desgraça é a Rodoviária ou o Aeroporto.

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PAULO AUGUSTO

20,8 mil pontos

Debatedor dedicado

há 5 horas

 

Que comovente espetáculo de pura empatia social! O DESGOVERNO DO PAI DO LULINHA descobriu, precisamente às vésperas da votação de 2026, que os cofres da União estavam transbordando de amor e generosidade. Após anos de muita taxação e arrecadação, bastou o primeiro turno das eleições acender o sinal de alerta para que o Planalto fosse tomado por uma súbita e irresistível urgência em salvar o povo. O reajuste relâmpago de 15% no Bolsa Família e a ressurreição mágica do Desenrola 3.0 não têm, claro, absolutamente nada a ver com o desespero das urnas; trata-se apenas de pura e oportuna coincidência cronológica. O festival de caridade eleitoral atingiu o ápice com o pacote voltado aos pequenos empreendedores e motoristas. O lançamento do Prospera MEI com seu inédito "Pix MEI" de até R$ 5 mil e o corte cirúrgico dos impostos federais sobre a gasolina por exatos trinta dias operaram uma verdadeira alquimia econômica: a inflação e a responsabilidade fiscal foram revogadas por decreto até o fechamento das urnas. É fascinante notar como o preço dos combustíveis consegue obedecer tão perfeitamente ao calendário do Tribunal Superior Eleitoral, despencando artificialmente no exato momento em que o cidadão precisa decidir em qual botão apertar. Toda essa explosão de afeto governamental — que ainda encontrou espaço para estender o programa Pé-de-Meia até a universidade — custará a bagatela estimada de mais de R$ 248 bilhões. Mas quem se importa com o Orçamento de 2027 ou com o ajuste emergencial de R$ 40 bilhões que o próximo mandato terá que descascar? Afinal, a estabilidade econômica do país é um detalhe irrelevante quando o que está em jogo é o direito sagrado da atual gestão de continuar nos governando para o nosso próprio bem. É o legítimo estelionato eleitoral com selo de garantia e trilha sonora de esperança.

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JOSE ANGELO BIGLIAZZI

435 pontos

Debatedor dedicado

há 4 horas

 

O atual cenário que vem sendo montado com as últimas benesses do atual Governo acabam minando a próxima gestão ..... a torneira foi aberta descaradamente e bilhões de $$$ colocados na praça com medidas eleitoreiras .... não existe almoço grátis e alguém terá que pagar esta conta ... TSE deveria avaliar a postura do atual Presidente pois a "compra de votos" está sendo descaradamente aplicada ....... estamos caminhando para uma venezualização do Brasil ...... #acordabrasil #governodesesperado #compradevotos

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8


Mário Marques Diniz

70 pontos

há 4 horas

 

O editorial do Estadão deveria fazer um paralelo, não da “orgia”, mas do “ESTUPRO” realizado pelo ex-presidente jair, no ano eleitoral de 2022!! A corrupção gerada nos auxílios caminhoneiro e taxista e também no Bolsa Família Unifamiliar, além do calote no ICMS dos combustíveis e dos Precatórios!! Assim INFORMARIA e ajudaria o leitor/eleitor a se conscientizar e parar de ter políticos de estimação, a praticar os VOTO FAXINA, primordialmente, no Legislativo, para tirar da política os maus políticos!!

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42


MAURI ZARDIM

2 mil pontos

Debatedor dedicado

há 3 horas

 

Eu sempre disse que o MEI não iria funcionar como se imaginava quando foi criado. Quem realmente deveria ser beneficiado pelo modelo muitas vezes não consegue pagar nem os 70 ou 80 reais mensais. E, paradoxalmente, a maior parte dos contribuintes adimplentes são empresas que não se enquadram no MEI — seja pelo faturamento acima do limite, seja pelo uso de CNAEs “maquiados” como atividades permitidas, seja pelo número de empregados. No caso do faturamento, como contador, conheço dezenas de MEIs que ultrapassam — e muito — o limite anual apenas em compras. E vale lembrar: o limite não é de compras, é de faturamento. Como muitos não emitem notas de venda ou de prestação de serviços, o sistema não detecta a divergência. Quanto aos CNAEs, o problema é ainda mais evidente nos serviços. Um exemplo clássico: representação comercial, que não é permitida no MEI, é aberta como “promotor de vendas”, que é permitida. A prática é comum e passa despercebida. Sobre empregados, ocorre algo semelhante. Pegue uma oficina mecânica, por exemplo: o proprietário orienta seus funcionários a abrirem MEIs como se fossem autônomos, mascarando uma relação de emprego. Isso se repete em diversas outras atividades. Sem fiscalização — seja federal, estadual ou municipal — quem trabalha corretamente acaba pagando impostos por si e, indiretamente, por quem burla a legislação. É mais um retrato de como as coisas funcionam neste país.

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igor cornelsen

8,5 mil pontos

Debatedor dedicado

há 1 hora

 

Como dizia Dilma Roussef, em ano de eleição agente faz o diabo para se manter no poder. Todas as benesses que o Lula está distribuindo não é dinheiro de arrecadação fiscal, é dinheiro de venda de títulos públicos para investidores. Como Lula nesses 4 anos detonou no déficit público, o endividamento do Brasil cresceu e os juros subiram. Muitas empresas que pagam juros altíssimos tiveram de pedir recuperação judicial, e a insolvência das pessoas aumentou significativamente. Não tenham dúvidas que Lula reeleito não terá credibilidade entre os investidores e os juros subirão ainda muito mais. Essa dívida vai inviabilizando um pais muito rico em recursos e vai cair no colo dos seus filhos e netos. Muito triste tudo isso e só para comprar votos e manter o PT e seus sócios no poder!

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