Internacionalistas: uma carreira, uma profissão?
Elementos de reflexão para os estudantes da área
Tenho sido procurado por coordenadores dos muitos cursos de graduação em relações internacionais existentes, assim como pelos próprios estudantes, para falar em semanas ou "foros" de RI em vários estados do Brasil. As preocupações são as de sempre: formação, perspectivas de carreira, possibilidades de trabalho dentro da própria área ou em áreas afins. Para os interessados nos diversos aspectos da carreira diplomática, recomendo uma visita a esta seção do meu site pessoal sobre a Diplomacia.
Tenho procurado atender a esses convites na medida do possível, transmitindo um pouco da minha visão e das minhas reflexões críticas sobre possibilidades e perspectivas existentes no campo. Procuro enfatizar a necessidade da autoformação, do autodidatismo e dos esforços individuais na construção de um perfil próprio de carreira.
O mundo do futuro não é tanto do emprego assegurado, como o do trabalho modelado segundo as necessidades dos contratantes, das diversas ocupações possíveis, num mercado em mobilidade constante, com muita competição e desafios.
No que se refere aos diferentes aspectos da formação e da profissionalização dentro dessa área, para os quais elaborei uma seção específica em meu site (neste link), vou simplesmente listar algumas das minhas palestras ou entrevistas sobre a formação e as perspectivas do mercado de trabalho dos chamados "internacionalistas"..
1) O profissional de relações internacionais: visão de um diplomata
Palestra (1491) feita na Semana Acadêmica da UFRGS – 2005 dos programas de graduação e mestrado em Relações Internacionais (Auditório da Faculdade de Ciências Econômicas, Porto Alegre, 11/11/2005, 20h30) A palestra filmada encontra-se disponível em vídeo neste link; para entender do que eu estava falando torna-se necessário fazer o download desta apresentação em PowerPoint.
2) As relações internacionais como oportunidade profissional
Respostas a algumas das questões mais colocadas pelos jovens que se voltam para as carreiras de relações internacionais (1563); divulgado em cinco partes, no blog Cousas Diplomaticas, do post 282 ao 286 (aqui o link inicial). Consolidado em documento em Word, neste link.
3) O Ser Diplomata: reflexões anárquicas sobre uma indefinível condição profissional
Reflexões sobre a profissionalização em relações internacionais, na vertente diplomacia (1591). Palestra organizada pela Pacta Consultoria em Relações internacionais, em cooperação com o Instituto Camões, realizada na Embaixada de Portugal, em 4 de maio de 2006 (documento em Word neste link).
4) O Internacionalista e as Oportunidades de Trabalho: desafios
Palestra no Forum de Relações internacionais do curso de RI da USP (FEA, 29 maio 2006, 17h30). Apresentação (1607) em PowerPoint neste link.
Tenho outros trabalhos, mas pelo momento fico nestes.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 25 de junho de 2006
516) Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional
O Brasil no Mundo que vem aí
Iª Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional
Promoção:
Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG)
Data: 6 e 7 julho de 2006
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI)
Local: Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro
Programa
Dia 06/07/06 - quinta-feira
Inauguração
9:00hs. às 10:00hs. : Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães
Debates
As mesas de cada debate serão compostas por um moderador, e dois a três expositores.
No debate cada expositor terá dez minutos para fazer breve apresentação. Após essas introduções, será aberta ampla discussão com o público e entre os expositores, sob controle do moderador.
10:00hs às 11:30hs. : Debate 1 - "Nova Geografia Econômica"
Moderador: Ministro Roberto Azevedo
Expositores: Embaixador Clodoaldo Hugueney, Professora Maria da Conceição Tavares e Professor Luiz Gonzaga Belluzzo.
11:30hs às 13:00hs. : Debate 2 - "Pobreza, Migrações e Pandemias"
Moderadora: Ministra Ana Lucy Gentil Cabral Petersen
Expositores: Ministra Mariangela Rebuá de Andrade Simões e Professor Eduardo Rios.
14:30hs às 16:00hs. : Debate 3 - "América do Sul"
Moderador: Embaixador Jorge Taunay
Expositores: Doutor Armando Mariante, Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira e Professor Paulo Nogueira Batista Jr.
16:00hs. às 17:30hs. : Debate 4 - "Energia"
Moderador: Ministro Antônio Simões
Expositores: Professor Luís Alfredo Salomão e Professor Marc Von Montagu.
17:30hs às 19:00hs.: Debate 5 - "Ciência e Tecnologia"
Moderador: Ministro Hadil Fontes da Rocha Vianna
Expositores: Doutor Luís Manuel Fernandes e Professor Fábio Erber.
Programa
Dia 07/07/06 - sexta-feira
8:00hs às 9:00hs. : Debate 6 - "Estados Unidos"
Moderador: Embaixador Gonçalo Mourão
Expositores: Professor Carlos Ivan Simonsen e Professor César Guimarães.
9:00hs às 10:00hs. : Debate 7 - "Europa"
Moderadora: Ministra Maria Edileuza Fontenelle Reis
Expositores: Embaixador Regis Arslanian e Professor Antonio Carlos Peixoto.
10:00hs às 11:30hs. : Debate 8 - "África"
Moderador: Embaixador Fernando Jacques de Magalhães Pimenta
Expositores: Professor Fernando Mourão e Embaixador Alberto da Costa e Silva.
11:30hs às 13:00hs. : Debate 9 - "Poder e Panorama Militar Internacional"
Moderador: Embaixador Antônio Patriota
Expositores: Embaixador Sérgio Duarte, Professor Gilberto Dupas e Conselheira Glivânia Maria de Oliveira.
14:30hs às 16:00hs. : Debate 10 - "Oriente Médio"
Moderador: Embaixador Sarkis Karmirian
Expositores: Embaixador Afonso Ouro Preto, Professor Nizar Messari e Professor Gilberto Sarfati.
16:00hs às 17:30hs. : Debate 11- "China e Índia"
Moderadora: Ministra Regina Dunlop
Expositores: Embaixador Luís Augusto de Castro Neves, Professor Carlos Aguiar de Medeiros e Embaixador José Vicente de Sá Pimentel.
17:30hs. : Encerramento
Esplanada dos Ministérios, Palácio Itamaraty, Anexo II, Sala 1 - 70170-900 Brasília, DF Telefones: (61) 3411-6033/6034; Fax: (61) 3411-9125 -
Rio de Janeiro: Telefax: (21) 233-2079/2318
E-Mail: funag@mre.gov.br - Home Page:http://www/funag.gov.br
Iª Conferência Nacional de Política Externa e Política Internacional
Promoção:
Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG)
Data: 6 e 7 julho de 2006
Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI)
Local: Palácio Itamaraty, Rio de Janeiro
Programa
Dia 06/07/06 - quinta-feira
Inauguração
9:00hs. às 10:00hs. : Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães
Debates
As mesas de cada debate serão compostas por um moderador, e dois a três expositores.
No debate cada expositor terá dez minutos para fazer breve apresentação. Após essas introduções, será aberta ampla discussão com o público e entre os expositores, sob controle do moderador.
10:00hs às 11:30hs. : Debate 1 - "Nova Geografia Econômica"
Moderador: Ministro Roberto Azevedo
Expositores: Embaixador Clodoaldo Hugueney, Professora Maria da Conceição Tavares e Professor Luiz Gonzaga Belluzzo.
11:30hs às 13:00hs. : Debate 2 - "Pobreza, Migrações e Pandemias"
Moderadora: Ministra Ana Lucy Gentil Cabral Petersen
Expositores: Ministra Mariangela Rebuá de Andrade Simões e Professor Eduardo Rios.
14:30hs às 16:00hs. : Debate 3 - "América do Sul"
Moderador: Embaixador Jorge Taunay
Expositores: Doutor Armando Mariante, Professor Luiz Alberto Moniz Bandeira e Professor Paulo Nogueira Batista Jr.
16:00hs. às 17:30hs. : Debate 4 - "Energia"
Moderador: Ministro Antônio Simões
Expositores: Professor Luís Alfredo Salomão e Professor Marc Von Montagu.
17:30hs às 19:00hs.: Debate 5 - "Ciência e Tecnologia"
Moderador: Ministro Hadil Fontes da Rocha Vianna
Expositores: Doutor Luís Manuel Fernandes e Professor Fábio Erber.
Programa
Dia 07/07/06 - sexta-feira
8:00hs às 9:00hs. : Debate 6 - "Estados Unidos"
Moderador: Embaixador Gonçalo Mourão
Expositores: Professor Carlos Ivan Simonsen e Professor César Guimarães.
9:00hs às 10:00hs. : Debate 7 - "Europa"
Moderadora: Ministra Maria Edileuza Fontenelle Reis
Expositores: Embaixador Regis Arslanian e Professor Antonio Carlos Peixoto.
10:00hs às 11:30hs. : Debate 8 - "África"
Moderador: Embaixador Fernando Jacques de Magalhães Pimenta
Expositores: Professor Fernando Mourão e Embaixador Alberto da Costa e Silva.
11:30hs às 13:00hs. : Debate 9 - "Poder e Panorama Militar Internacional"
Moderador: Embaixador Antônio Patriota
Expositores: Embaixador Sérgio Duarte, Professor Gilberto Dupas e Conselheira Glivânia Maria de Oliveira.
14:30hs às 16:00hs. : Debate 10 - "Oriente Médio"
Moderador: Embaixador Sarkis Karmirian
Expositores: Embaixador Afonso Ouro Preto, Professor Nizar Messari e Professor Gilberto Sarfati.
16:00hs às 17:30hs. : Debate 11- "China e Índia"
Moderadora: Ministra Regina Dunlop
Expositores: Embaixador Luís Augusto de Castro Neves, Professor Carlos Aguiar de Medeiros e Embaixador José Vicente de Sá Pimentel.
17:30hs. : Encerramento
Esplanada dos Ministérios, Palácio Itamaraty, Anexo II, Sala 1 - 70170-900 Brasília, DF Telefones: (61) 3411-6033/6034; Fax: (61) 3411-9125 -
Rio de Janeiro: Telefax: (21) 233-2079/2318
E-Mail: funag@mre.gov.br - Home Page:http://www/funag.gov.br
sábado, 24 de junho de 2006
515) Assim marcha (ou não) a integração na América do Sul...
Reproduzo abaixo matéria veiculada originalmente no site argentino da Nueva Mayoria, um grupo de pesquisas acadêmicas de orientação pragmática, e reproduzido no site brasileiro do Instituto Millenium.
Chamao a atenção para dois trechos, logo ao início:
1) "Os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, em uma declaração conjunta, concordaram em respeitar o direito de qualquer país andino de negociar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos..."
PRA: Esse posicionamento pode ter conseqüências para o Mercosul, onde se sabe que Uruguai e Paraguai reivindicam o mesmo direito. A diferença é que no Mercosul a união aduaneira e a aplicação da TEC sempre foram mais elaboradas e respeitadas do que na CAN, que formalmente era uma UZ, mas esta nunca chegou a funcionar na prática.
2) "...o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela (anunciou) que seu país se retiraria da Comunidade Andina de Nações (CAN) (...) por (esta) encontrar-se 'fatalmente ferida' dado ao fato de que o Peru e a Colômbia haviam assinado acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos."
PRA: Este argumento do presidente Chávez não procede e trata-se de mera escusa para encontrar um contencioso politico, uma vez que a Venezuela teria, de toda forma, de retirar-se inapelavelmente da UA da CAN, desde que anunciou que estava ingressando plenamente no Mercosul. A regra é simples: pode-se ser membro de quantas ZLCs se quiser, mas só se pode ser membro de uma única UA, que são exclusivas, dado o proóprio conceito gattiano de território aduaneiro e de tarifa aplicada.
Integração latinoamericana
Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Arturo Valenzuela (desde Washington)
para Nueva Mayoría
Algo surpreendente ocorreu em Quito esta semana. Os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, em uma declaração conjunta, concordaram em respeitar o direito de qualquer país andino de negociar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos, pedindo em troca à potência do norte a renovação das preferências comerciais que, desde 1991, permitem a entrada no mercado “estadounidense” de milhares de produtos da região. Estas preferências terminam no final do ano ao menos que o Congresso dos Estados Unidos as renove.
O surpreendente é que a reunião de cúpula tenha se realizado somente dois meses após o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, anunciar que seu país se retiraria da Comunidade Andina de Nações (CAN), criada para fomentar a integração regional, por encontrar-se “fatalmente ferida” dado ao fato de que o Peru e a Colômbia haviam assinado acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos.
Chávez esperava contar com o apoio decidido de Evo Morales, o presidente indígena da Bolívia, para lançar junto a Cuba a Alternativa Bolivariana para as Américas, um projeto de integração hemisférico que contrariaria a influência de Washington na região.
Também esperava que a eleição à presidência no Peru do nacionalista de esquerda Ollanta Humala provocasse uma guinada da política exterior daquele país, ajudando a afiançar as perspectivas do projeto bolivariano.
Sem dúvida, Ollanta perdeu a disputa presidencial frente a Alan García no Peru e o próprio Morales tem dado sinais de que quer se tornar independente de Chávez, ao se dar conta de que não lhe convêm que a Bolívia fique fora de um acordo regional com Washington, especialmente quando as indústrias de seus vizinhos, como, por exemplo, as têxteis, teriam acesso ao mercado da super potência. E assim, o grande ausente em Quito acabou por ser o próprio líder da República Bolivariana da Venezuela.
A reunião de cúpula em Quito demonstra duas realidades. A primeira é que o esforço de Chávez pela liderança de uma aliança hemisférica contraposta aos Estados Unidos, ao invés de gerar um maior consenso na região, tem provocado novos conflitos, contribuindo, por sua vez, a uma maior deterioração das instituições regionais já fragilizadas que foram elaboradas a duras penas para conseguir uma maior integração continental. O Mercosul já se encontrava debilitado pelas grandes assimetrias entre o Brasil e a Argentina por um lado, e, Uruguai e Paraguai, por outro quando, Chávez pediu para entrar no acordo comercial como país associado, exacerbando as difíceis relações bilaterais provocadas pelo conflito entre Montevidéu e Buenos Aires, pela construção das fábricas de celulose em território uruguaio que dá no Rio da Prata. E, ao sair da CAN, foi a Venezuela, e não seus vizinhos, quem deu o golpe de misericórdia a um acordo regional que poderia ter incrementado o comércio e a integração de seus países membros.
A segunda realidade é que é muito difícil para os países latino-americanos de se visualizar é a de um crescimento econômico sem investimento estrangeiro e acesso aos grandes mercados do mundo. É preciso lembrar que os Estados Unidos representam 75% do produto de todo o continente americano. Agregando ao México e ao Canadá se chega a mais de 85%. O restante dos países, incluindo o Brasil, produzem o resto. E como bem articulou Alan García, durante sua bem sucedida candidatura, não cabe à Venezuela impedir acordos que permitam a outros países obter acesso ao gigantesco mercado “estadounidense”, especialmente quando os Estados Unidos são de longe o principal sócio comercial de Caracas no mundo. Em outras palavras, e, apesar do prestígio do governo de Washington, os Estados Unidos continuam sendo muito importantes para o futuro econômico do continente.
Isto não significa que os países deveriam descuidar dos seus próprios interesses ao abrir suas economias à competição estrangeira. Muito discretamente, deveriam cobrar uma resposta mais clara por parte dos Estados Unidos e da Europa no que trata dos subsídios e das cotas agrícolas, que prejudica a competitividade dos produtos agrícolas da região.
Mas o livre comércio em si não é a panacéia que automaticamente vai gerar um maior bem-estar em um continente com atrasos econômicos e sociais.
Duas décadas após a introdução das reformas de primeira e segunda geração que estabeleceram disciplinas macroeconômicas e reformas estruturais que levaram à privatização de empresas estatais, entendemos melhor agora que o êxito econômico está também relacionado ao fortalecimento de instituições estatais, ao aprofundamento do estado de direito e à práticas políticas que incentivem a formulação de políticas públicas coerentes e responsáveis.
Mas, também se requer um maior esforço supranacional para melhor integrar as economias da região. O tema energético poderia ser o cerne da integração, como foi a Comunidade do Carvão e do Aço para os europeus no pós-guerra. Este esforço se deu, sem dúvida, com esquemas idealizados, demagógicos e excludentes, porém, com respostas claras, transparentes e práticas acompanhadas de uma vontade política de cooperação que para o momento está ausente nas Américas.
Tradução: Fernanda Vasconcelos
Chamao a atenção para dois trechos, logo ao início:
1) "Os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, em uma declaração conjunta, concordaram em respeitar o direito de qualquer país andino de negociar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos..."
PRA: Esse posicionamento pode ter conseqüências para o Mercosul, onde se sabe que Uruguai e Paraguai reivindicam o mesmo direito. A diferença é que no Mercosul a união aduaneira e a aplicação da TEC sempre foram mais elaboradas e respeitadas do que na CAN, que formalmente era uma UZ, mas esta nunca chegou a funcionar na prática.
2) "...o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela (anunciou) que seu país se retiraria da Comunidade Andina de Nações (CAN) (...) por (esta) encontrar-se 'fatalmente ferida' dado ao fato de que o Peru e a Colômbia haviam assinado acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos."
PRA: Este argumento do presidente Chávez não procede e trata-se de mera escusa para encontrar um contencioso politico, uma vez que a Venezuela teria, de toda forma, de retirar-se inapelavelmente da UA da CAN, desde que anunciou que estava ingressando plenamente no Mercosul. A regra é simples: pode-se ser membro de quantas ZLCs se quiser, mas só se pode ser membro de uma única UA, que são exclusivas, dado o proóprio conceito gattiano de território aduaneiro e de tarifa aplicada.
Integração latinoamericana
Sexta-feira, 23 de Junho de 2006
Arturo Valenzuela (desde Washington)
para Nueva Mayoría
Algo surpreendente ocorreu em Quito esta semana. Os chefes de Estado da Bolívia, Colômbia, Equador e Peru, em uma declaração conjunta, concordaram em respeitar o direito de qualquer país andino de negociar um tratado de livre comércio com os Estados Unidos, pedindo em troca à potência do norte a renovação das preferências comerciais que, desde 1991, permitem a entrada no mercado “estadounidense” de milhares de produtos da região. Estas preferências terminam no final do ano ao menos que o Congresso dos Estados Unidos as renove.
O surpreendente é que a reunião de cúpula tenha se realizado somente dois meses após o Presidente Hugo Chávez, da Venezuela, anunciar que seu país se retiraria da Comunidade Andina de Nações (CAN), criada para fomentar a integração regional, por encontrar-se “fatalmente ferida” dado ao fato de que o Peru e a Colômbia haviam assinado acordos comerciais bilaterais com os Estados Unidos.
Chávez esperava contar com o apoio decidido de Evo Morales, o presidente indígena da Bolívia, para lançar junto a Cuba a Alternativa Bolivariana para as Américas, um projeto de integração hemisférico que contrariaria a influência de Washington na região.
Também esperava que a eleição à presidência no Peru do nacionalista de esquerda Ollanta Humala provocasse uma guinada da política exterior daquele país, ajudando a afiançar as perspectivas do projeto bolivariano.
Sem dúvida, Ollanta perdeu a disputa presidencial frente a Alan García no Peru e o próprio Morales tem dado sinais de que quer se tornar independente de Chávez, ao se dar conta de que não lhe convêm que a Bolívia fique fora de um acordo regional com Washington, especialmente quando as indústrias de seus vizinhos, como, por exemplo, as têxteis, teriam acesso ao mercado da super potência. E assim, o grande ausente em Quito acabou por ser o próprio líder da República Bolivariana da Venezuela.
A reunião de cúpula em Quito demonstra duas realidades. A primeira é que o esforço de Chávez pela liderança de uma aliança hemisférica contraposta aos Estados Unidos, ao invés de gerar um maior consenso na região, tem provocado novos conflitos, contribuindo, por sua vez, a uma maior deterioração das instituições regionais já fragilizadas que foram elaboradas a duras penas para conseguir uma maior integração continental. O Mercosul já se encontrava debilitado pelas grandes assimetrias entre o Brasil e a Argentina por um lado, e, Uruguai e Paraguai, por outro quando, Chávez pediu para entrar no acordo comercial como país associado, exacerbando as difíceis relações bilaterais provocadas pelo conflito entre Montevidéu e Buenos Aires, pela construção das fábricas de celulose em território uruguaio que dá no Rio da Prata. E, ao sair da CAN, foi a Venezuela, e não seus vizinhos, quem deu o golpe de misericórdia a um acordo regional que poderia ter incrementado o comércio e a integração de seus países membros.
A segunda realidade é que é muito difícil para os países latino-americanos de se visualizar é a de um crescimento econômico sem investimento estrangeiro e acesso aos grandes mercados do mundo. É preciso lembrar que os Estados Unidos representam 75% do produto de todo o continente americano. Agregando ao México e ao Canadá se chega a mais de 85%. O restante dos países, incluindo o Brasil, produzem o resto. E como bem articulou Alan García, durante sua bem sucedida candidatura, não cabe à Venezuela impedir acordos que permitam a outros países obter acesso ao gigantesco mercado “estadounidense”, especialmente quando os Estados Unidos são de longe o principal sócio comercial de Caracas no mundo. Em outras palavras, e, apesar do prestígio do governo de Washington, os Estados Unidos continuam sendo muito importantes para o futuro econômico do continente.
Isto não significa que os países deveriam descuidar dos seus próprios interesses ao abrir suas economias à competição estrangeira. Muito discretamente, deveriam cobrar uma resposta mais clara por parte dos Estados Unidos e da Europa no que trata dos subsídios e das cotas agrícolas, que prejudica a competitividade dos produtos agrícolas da região.
Mas o livre comércio em si não é a panacéia que automaticamente vai gerar um maior bem-estar em um continente com atrasos econômicos e sociais.
Duas décadas após a introdução das reformas de primeira e segunda geração que estabeleceram disciplinas macroeconômicas e reformas estruturais que levaram à privatização de empresas estatais, entendemos melhor agora que o êxito econômico está também relacionado ao fortalecimento de instituições estatais, ao aprofundamento do estado de direito e à práticas políticas que incentivem a formulação de políticas públicas coerentes e responsáveis.
Mas, também se requer um maior esforço supranacional para melhor integrar as economias da região. O tema energético poderia ser o cerne da integração, como foi a Comunidade do Carvão e do Aço para os europeus no pós-guerra. Este esforço se deu, sem dúvida, com esquemas idealizados, demagógicos e excludentes, porém, com respostas claras, transparentes e práticas acompanhadas de uma vontade política de cooperação que para o momento está ausente nas Américas.
Tradução: Fernanda Vasconcelos
514) A imprensa americana e o 11 de setembro
Minhas respostas a uma dessas consultas que recebo regularmente de estudantes em busca de algum material para rechear trabalhos escolares, e que costumo responder bilateralmente. Coloco aqui, pois pode interessar outros igualmente.
1) Como você vê a imprensa norte-americana após o 11 de setembro?
Ela foi certamente impactada fortemente pelo episodio, e reagiu como toda a sociedade: indignacao suprema em face de um ataque covarde, criminoso e assassino. Alias, para a imprensa e a sociedade dos EUA os ataques não foram um simples episodio e sim uma reviravolta fundamental na questao da segurança e do terrorismo internacional, que ate entao eram preocupacoes relativamente distantes do americano medio.
2) Você acredita que o povo americano apoia o governo e seus planos?
Imediatamente apos os ataques, a aprovacao do e ao governo subiu a niveis historicos, o que se confirmou ainda durante a invasao do Afeganistao. Posteriormente, com a questao do Iraque, a sociedade e a imprensa se dividiram, mas ainda assim uma maioria aprovava a destituicao de Saddam Husseim, uma vez que estavam convencidos pelas alegacoes da presidencia quanto ao perigo representado pelo Iraque. Posteriormente, com a deterioracao da situacao da segurança no Iraque e as mortes crescentes de soldados americanos, a opiniao voltou-se contra o governo.
3) Você acha que a imprensa norte americana após o atentado, consegue ser IMPARCIAL?
Não existe uma unica imprensa americana, mas diferentes veiculos de comunicacao com conteudos e enfases diversos.
Os grandes canais de TV (com excecao da Fox, resolutamente governista e conservadora) e os grandes jornais de opiniao conseguem ser bastante objetivos na sua cobertura, oferecendo espaco para todos os fatos envolvendo a luta contra o terror, mesmo aqueles mais incomodos para o governo, como podem ser as torturas na prisao de Abu-Graib, a situacao indefinida dos prisioneiros em Guantanamo, os abusos cometidos pelas tropas no Iraque e outros eventos incomodos para o governo.
Não sei se isso significa ser imparcial, pois ela está obviamente comprometida com a luta contra o terrorismo, eximindo-se, por exemplo, de publicar dados que poderiam ser prejudiciais à seguranca dos EUA, mas creio que a grande imprensa dos EUA ainda se mantem bastante objetiva na cobertura desses processos.
Os melhores exemplos sao obviamente os dois grandes jornais, The New York Times e The Washington Post, que fazem uma cobertura honesta de todos os aspectos envolvidos na luta contra o terrorismo. Os grandes canais de TV tambem veiculam trechos importantes das declaracoes dos proprios terroristas, tais como transmitidos por canais como al-Jazira, apenas eliminando as cenas mais degradantes como degola de prisioneiros e outras cenas chocantes.
No computo geral, minha apreciação da imprensa americana é bastante positiva, pois ela consegue ser objetiva e não se subordina aos interesses dos governos de plantão, pensando mais em termos de sociedade e de nação.
1) Como você vê a imprensa norte-americana após o 11 de setembro?
Ela foi certamente impactada fortemente pelo episodio, e reagiu como toda a sociedade: indignacao suprema em face de um ataque covarde, criminoso e assassino. Alias, para a imprensa e a sociedade dos EUA os ataques não foram um simples episodio e sim uma reviravolta fundamental na questao da segurança e do terrorismo internacional, que ate entao eram preocupacoes relativamente distantes do americano medio.
2) Você acredita que o povo americano apoia o governo e seus planos?
Imediatamente apos os ataques, a aprovacao do e ao governo subiu a niveis historicos, o que se confirmou ainda durante a invasao do Afeganistao. Posteriormente, com a questao do Iraque, a sociedade e a imprensa se dividiram, mas ainda assim uma maioria aprovava a destituicao de Saddam Husseim, uma vez que estavam convencidos pelas alegacoes da presidencia quanto ao perigo representado pelo Iraque. Posteriormente, com a deterioracao da situacao da segurança no Iraque e as mortes crescentes de soldados americanos, a opiniao voltou-se contra o governo.
3) Você acha que a imprensa norte americana após o atentado, consegue ser IMPARCIAL?
Não existe uma unica imprensa americana, mas diferentes veiculos de comunicacao com conteudos e enfases diversos.
Os grandes canais de TV (com excecao da Fox, resolutamente governista e conservadora) e os grandes jornais de opiniao conseguem ser bastante objetivos na sua cobertura, oferecendo espaco para todos os fatos envolvendo a luta contra o terror, mesmo aqueles mais incomodos para o governo, como podem ser as torturas na prisao de Abu-Graib, a situacao indefinida dos prisioneiros em Guantanamo, os abusos cometidos pelas tropas no Iraque e outros eventos incomodos para o governo.
Não sei se isso significa ser imparcial, pois ela está obviamente comprometida com a luta contra o terrorismo, eximindo-se, por exemplo, de publicar dados que poderiam ser prejudiciais à seguranca dos EUA, mas creio que a grande imprensa dos EUA ainda se mantem bastante objetiva na cobertura desses processos.
Os melhores exemplos sao obviamente os dois grandes jornais, The New York Times e The Washington Post, que fazem uma cobertura honesta de todos os aspectos envolvidos na luta contra o terrorismo. Os grandes canais de TV tambem veiculam trechos importantes das declaracoes dos proprios terroristas, tais como transmitidos por canais como al-Jazira, apenas eliminando as cenas mais degradantes como degola de prisioneiros e outras cenas chocantes.
No computo geral, minha apreciação da imprensa americana é bastante positiva, pois ela consegue ser objetiva e não se subordina aos interesses dos governos de plantão, pensando mais em termos de sociedade e de nação.
513) A Embaixada dos EUA em Brasilia: um premio de consolacao?
Trechos finais de matéria do Valor Econômico desta Sexta-Feira 23 de junho de 2006, do correspondente em Washington, Ricardo Balthazar:
O novo embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, "um homem de negócios que fez fortuna com uma empresa de telefonia na internet chamada Net2Phone, levantou mais de US% 400 mil para candidatos do Partido Republicano nos últimos anos. Ele disputou a indicação do partido para concorrer a governador do Estado de Nova Jersey neste ano, mas perdeu a vaga para outro candidato. Anunciada logo depois, sua indicação como embaixador no Brasil foi vista por muitos como um prêmio de consolação".
Se ouso interpretar bem, os US$ 400 mil foram para vários candidatos do Partido Republicano, o que colocaria, digamos assim, a cotação de uma embaixada no Brasil, no ranking de contribuições financeiras, algo abaixo disso...
O novo embaixador americano no Brasil, Clifford Sobel, "um homem de negócios que fez fortuna com uma empresa de telefonia na internet chamada Net2Phone, levantou mais de US% 400 mil para candidatos do Partido Republicano nos últimos anos. Ele disputou a indicação do partido para concorrer a governador do Estado de Nova Jersey neste ano, mas perdeu a vaga para outro candidato. Anunciada logo depois, sua indicação como embaixador no Brasil foi vista por muitos como um prêmio de consolação".
Se ouso interpretar bem, os US$ 400 mil foram para vários candidatos do Partido Republicano, o que colocaria, digamos assim, a cotação de uma embaixada no Brasil, no ranking de contribuições financeiras, algo abaixo disso...
512) Verdureiros do Brasil, uni-vos (na conquista do poder...)
Amanhã eu vou conferir os preços no supermercado perto de casa. Se estiver superafaturado, seria o caso de sugerir uma CPI?
Do site do Josias de Souza, 21/06/2006
A Presidência vai à feira
Da coluna de Mônica Bergamo (para assinantes da Folha):
A Presidência da República abriu licitação para o fornecimento de hortifrutigranjeiros por seis meses ao Palácio do Planalto. As frutas devem ser "de elevada qualidade, sem defeitos, bem desenvolvidas e maduras". Não serão permitidas "manchas ou defeitos na casca". As verduras devem ser "frescas", isentas de "odor e sabor estranhos". Bactérias do grupo "coliforme de origem fecal" podem estar presentes "2 x 102/g", de acordo com o edital. Gasto estimado: R$ 27.347,00, ou R$ 4.557 por mês. Confira alguns preços abaixo:
ABACAXI PÉROLA
800 unidades - (R$ 3,90/un) R$ 3.120,00
ALFACE ROXA
50 maços - (R$ 1,30/mç) - R$ 65,00
BANANA PRATA
300 kg - (R$ 1,75/kg) - R$ 525,00
CEBOLA
50 kg- (R$ 1,75/kg) - R$ 87,50
GOIABA
600 kg - (R$ 3,90/kg) - R$ 2.340,00
LARANJA PÊRA
2.500 kg - (R$ 1,45/kg) - R$ 3.625,00
LIMÃO
100 kg - (R$ 2,50/kg) - R$ 250,00
MAÇÃ GALA
600 kg - (R$ 4,50/kg) - R$ 2.700,00
MAMÃO PAPAYA
200 kg - (R$ 2,90/kg) - R$ 580,00
MELANCIA
800 kg - (R$ 1,25/kg) - R$ 1.000,00
OVOS TIPO EXTRA
50 dúzias - (R$ 2,90/dz) - R$ 145
UVA RUBI
362 kg - (R$ 6,90/kg) - R$ 2.497
Escrito por Josias de Souza às 15h51
Do site do Josias de Souza, 21/06/2006
A Presidência vai à feira
Da coluna de Mônica Bergamo (para assinantes da Folha):
A Presidência da República abriu licitação para o fornecimento de hortifrutigranjeiros por seis meses ao Palácio do Planalto. As frutas devem ser "de elevada qualidade, sem defeitos, bem desenvolvidas e maduras". Não serão permitidas "manchas ou defeitos na casca". As verduras devem ser "frescas", isentas de "odor e sabor estranhos". Bactérias do grupo "coliforme de origem fecal" podem estar presentes "2 x 102/g", de acordo com o edital. Gasto estimado: R$ 27.347,00, ou R$ 4.557 por mês. Confira alguns preços abaixo:
ABACAXI PÉROLA
800 unidades - (R$ 3,90/un) R$ 3.120,00
ALFACE ROXA
50 maços - (R$ 1,30/mç) - R$ 65,00
BANANA PRATA
300 kg - (R$ 1,75/kg) - R$ 525,00
CEBOLA
50 kg- (R$ 1,75/kg) - R$ 87,50
GOIABA
600 kg - (R$ 3,90/kg) - R$ 2.340,00
LARANJA PÊRA
2.500 kg - (R$ 1,45/kg) - R$ 3.625,00
LIMÃO
100 kg - (R$ 2,50/kg) - R$ 250,00
MAÇÃ GALA
600 kg - (R$ 4,50/kg) - R$ 2.700,00
MAMÃO PAPAYA
200 kg - (R$ 2,90/kg) - R$ 580,00
MELANCIA
800 kg - (R$ 1,25/kg) - R$ 1.000,00
OVOS TIPO EXTRA
50 dúzias - (R$ 2,90/dz) - R$ 145
UVA RUBI
362 kg - (R$ 6,90/kg) - R$ 2.497
Escrito por Josias de Souza às 15h51
511) A batalha de Lepanto ainda nao terminou...
Abaixo, uma matéria sobre uma importante pesquisa de opinião pública que confirma o grande abismo existente entre as visões do mundo de povos islâmicos e ocidentais.
Para os que nao sabem ou se esqueceram, a batalha de Lepanto foi uma grande confrontação naval, perto do Tirreno, entre frotas islâmicas (otomanas) e européias, que no seculo XVI conseguiu refrear o ímpeto muçulmano na conquista da Europa. Foi uma espécie de Pirineus naval, ainda que os turcos tenham batido às portas de Viena pouco depois, mas a onda estava contida. Hoje seria preciso enterrar a Lepanto mental que ainda separa as duas grandes comunidades que continuam a se "enfrentar" em torno do Mediterrâneo, mas isso vai demorar mais um pouco...
"Great Divide" Seen in Muslim and Western Opinions
Jim Lobe
WASHINGTON, Jun (IPS) - A "great divide" separates the worldviews of Muslims and Westerners, according to the results of a major new survey which suggests that European Muslims, who held the most tolerant views, could be a bridge between the two groups.
"Many in the West see Muslims as fanatical, violent, and as lacking tolerance," according to an analysis of the survey by the Washington-based Pew Global Attitudes Project. "Muslims in the Middle East and Asia generally see Westerners as selfish, immoral and greedy -- as well as violent and fanatical."
But the survey also found that was less true among European Muslims. "In many ways, the views of Europe's Muslims represent a middle ground between the way Western publics and Muslims in the Middle East and Asia view each other," it said.
The survey and analysis, which were released by Pew here Thursday, found that positive views held by Muslims of al Qaeda leader Osama bin Laden and terror tactics associated with him have declined over the past year, quite substantially in Pakistan and Jordan, where suicide attacks killed more than 50 people in Amman hotels over the last year.
At the same time, the percentage of Muslims who believe that Arabs did not carry out the Sep. 11, 2001, attacks on New York and the Pentagon has increased. Majorities in Indonesia, Turkey, Egypt, Jordan and among the Muslim community in Britain doubt that Arabs had any role.
The survey, which was carried out in 13 countries from the beginning of April until mid-May, found that negative views of Muslims have become especially pronounced in Germany and Spain, where only 36 percent and 29 percent of respondents, respectively, expressed favourable opinions of Muslims. Both marked major declines from the last Pew poll one year ago.
By contrast, nearly two-thirds of French and British citizens said they had favourable views of Muslims. Fifty-six percent of Russians agreed with that opinion, as did 54 percent of U.S. respondents.
Interestingly, British and French respondents were the most upbeat as well about the prospects for democracy in Muslim countries. Six in 10 respondents in France and Britain said democracy can work well there, while only 49 percent of U.S. citizens and an average of four in 10 Spanish and Germans agreed.
More than 60 percent of Indonesians and Jordanians said they had favourable views of Christians, followed by 48 percent of Egyptians.
But only about one in four Pakistanis described their views as favourable, while only about one in seven Turks agreed, a possible reflection of growing anti-European and anti-U.S. opinion resulting from negotiations over Turkey's admission to the European Union and the popular anger there against the U.S. invasion of Iraq.
By contrast, Muslims living in Europe were much more positive about Christians, one of a number of indications in the survey that European Muslims are not only considerably less alienated from the societies in which they reside than many recent analyses have suggested, but also that they could act as a moderating force in the Muslim-Western divide.
Nine out of 10 French Muslims said they had positive views of Christians, followed by eight out of 10 Spanish Muslims (in spite of the strongly anti-Muslim views of most Spanish). Roughly seven out of 10 English and German Muslims also said their views of Christians were favourable.
Of all Muslim populations surveyed, French Muslims were by far the most positive toward Jews -- 71 percent said they had favourable opinions, roughly twice the percentage of Muslims in Britain, Germany and Spain.
Elsewhere in the Muslim world, views of Jews were far more negative: in Indonesia, 17 percent of respondents said they had favourable opinions; in Turkey, 15 percent; in Pakistan six percent; and in the two Arab countries countries surveyed, Egypt and Jordan, only two and one percent, respectively.
As to relations between Muslims and Westerners, majorities in 10 out of 12 countries described them as "generally bad". In Europe, the most negative views were found in Germany (70 percent said "generally bad") and France (66 percent). Fifty-five percent of U.S. respondents described it the same way.
Turkey was the most negative of the predominantly Muslim nations, with nearly two-thirds opting for "generally bad" -- although 77 percent of Nigerian Muslims made the same assessment -- followed by Egypt (58 percent), Jordan (54 percent), and Indonesia (53 percent). Pakistan, where a slight plurality said that relations were "generally good", was the only exception.
The Pew analysis concluded that Muslims hold "an aggrieved view of the West -- they are much more likely than Americans or Western Europeans to blame Western policies for their own lack of prosperity. For their part Western publics instead point to government corruption, lack of education and Islamic fundamentalism as the biggest obstacles to Muslim prosperity."
Thus, Muslims, particularly in Asia and the Middle East, tended to blame the controversy over the Danish cartoon depictions of Mohammad earlier this year on Western disrespect for Islam. Majorities in the U.S. and Europe, on the other hand, blamed the crisis on Muslim intolerance.
In many respects, the two groups hold mirror images, however. When asked to choose among a list of negative traits Muslim and non-Muslim respondents saw in the other group, the survey found that Muslims in the Middle East and Asia -- often by large majorities -- generally view Westerns as selfish, arrogant, and violent. European Muslims, particularly those in France and Spain, however, tended to be far less damning about the traits of non-Muslims than in predominantly Muslim countries.
At the same time, majorities of non-Muslims in Europe found Muslims to be fanatical and violent, although only minorities in Britain, the U.S. and France subscribed to that view.
The survey's findings suggested that French and Spanish Muslims were the least alienated from their surrounding societies, even if the general public in Spain was found to be the most hostile toward Muslims of any of the European societies covered by the poll.
Four in ten non-Muslim Spaniards said they believe that most or many Muslims in their country support Islamic extremism, but only 12 percent of Spanish Muslims agreed. Of the four minority publics surveyed, British Muslims are the most critical of their country and "come closer to views of Muslims around the world in their opinions of Westerners".
The religious divide was found to be surprisingly sharp in Nigeria, where, for example, nearly three out of four Muslims and Christians ascribed negative traits to the other groups. Nigerian Muslims also constituted a "conspicuous exception" to the trend toward declining confidence in bin Laden in the Muslim world.
More than six in 10 Nigerian Muslims said they have at least some confidence in the al Qaeda leader, up from 44 percent in 2003. In addition, nearly half of Nigeria's Muslims said that suicide bombings could be justified often or sometimes in the defence of Islam.
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This and all "other news" issues can be found at http://soros.c.topica.com/maaeVu6abrvofbRHD37b/
Para os que nao sabem ou se esqueceram, a batalha de Lepanto foi uma grande confrontação naval, perto do Tirreno, entre frotas islâmicas (otomanas) e européias, que no seculo XVI conseguiu refrear o ímpeto muçulmano na conquista da Europa. Foi uma espécie de Pirineus naval, ainda que os turcos tenham batido às portas de Viena pouco depois, mas a onda estava contida. Hoje seria preciso enterrar a Lepanto mental que ainda separa as duas grandes comunidades que continuam a se "enfrentar" em torno do Mediterrâneo, mas isso vai demorar mais um pouco...
"Great Divide" Seen in Muslim and Western Opinions
Jim Lobe
WASHINGTON, Jun (IPS) - A "great divide" separates the worldviews of Muslims and Westerners, according to the results of a major new survey which suggests that European Muslims, who held the most tolerant views, could be a bridge between the two groups.
"Many in the West see Muslims as fanatical, violent, and as lacking tolerance," according to an analysis of the survey by the Washington-based Pew Global Attitudes Project. "Muslims in the Middle East and Asia generally see Westerners as selfish, immoral and greedy -- as well as violent and fanatical."
But the survey also found that was less true among European Muslims. "In many ways, the views of Europe's Muslims represent a middle ground between the way Western publics and Muslims in the Middle East and Asia view each other," it said.
The survey and analysis, which were released by Pew here Thursday, found that positive views held by Muslims of al Qaeda leader Osama bin Laden and terror tactics associated with him have declined over the past year, quite substantially in Pakistan and Jordan, where suicide attacks killed more than 50 people in Amman hotels over the last year.
At the same time, the percentage of Muslims who believe that Arabs did not carry out the Sep. 11, 2001, attacks on New York and the Pentagon has increased. Majorities in Indonesia, Turkey, Egypt, Jordan and among the Muslim community in Britain doubt that Arabs had any role.
The survey, which was carried out in 13 countries from the beginning of April until mid-May, found that negative views of Muslims have become especially pronounced in Germany and Spain, where only 36 percent and 29 percent of respondents, respectively, expressed favourable opinions of Muslims. Both marked major declines from the last Pew poll one year ago.
By contrast, nearly two-thirds of French and British citizens said they had favourable views of Muslims. Fifty-six percent of Russians agreed with that opinion, as did 54 percent of U.S. respondents.
Interestingly, British and French respondents were the most upbeat as well about the prospects for democracy in Muslim countries. Six in 10 respondents in France and Britain said democracy can work well there, while only 49 percent of U.S. citizens and an average of four in 10 Spanish and Germans agreed.
More than 60 percent of Indonesians and Jordanians said they had favourable views of Christians, followed by 48 percent of Egyptians.
But only about one in four Pakistanis described their views as favourable, while only about one in seven Turks agreed, a possible reflection of growing anti-European and anti-U.S. opinion resulting from negotiations over Turkey's admission to the European Union and the popular anger there against the U.S. invasion of Iraq.
By contrast, Muslims living in Europe were much more positive about Christians, one of a number of indications in the survey that European Muslims are not only considerably less alienated from the societies in which they reside than many recent analyses have suggested, but also that they could act as a moderating force in the Muslim-Western divide.
Nine out of 10 French Muslims said they had positive views of Christians, followed by eight out of 10 Spanish Muslims (in spite of the strongly anti-Muslim views of most Spanish). Roughly seven out of 10 English and German Muslims also said their views of Christians were favourable.
Of all Muslim populations surveyed, French Muslims were by far the most positive toward Jews -- 71 percent said they had favourable opinions, roughly twice the percentage of Muslims in Britain, Germany and Spain.
Elsewhere in the Muslim world, views of Jews were far more negative: in Indonesia, 17 percent of respondents said they had favourable opinions; in Turkey, 15 percent; in Pakistan six percent; and in the two Arab countries countries surveyed, Egypt and Jordan, only two and one percent, respectively.
As to relations between Muslims and Westerners, majorities in 10 out of 12 countries described them as "generally bad". In Europe, the most negative views were found in Germany (70 percent said "generally bad") and France (66 percent). Fifty-five percent of U.S. respondents described it the same way.
Turkey was the most negative of the predominantly Muslim nations, with nearly two-thirds opting for "generally bad" -- although 77 percent of Nigerian Muslims made the same assessment -- followed by Egypt (58 percent), Jordan (54 percent), and Indonesia (53 percent). Pakistan, where a slight plurality said that relations were "generally good", was the only exception.
The Pew analysis concluded that Muslims hold "an aggrieved view of the West -- they are much more likely than Americans or Western Europeans to blame Western policies for their own lack of prosperity. For their part Western publics instead point to government corruption, lack of education and Islamic fundamentalism as the biggest obstacles to Muslim prosperity."
Thus, Muslims, particularly in Asia and the Middle East, tended to blame the controversy over the Danish cartoon depictions of Mohammad earlier this year on Western disrespect for Islam. Majorities in the U.S. and Europe, on the other hand, blamed the crisis on Muslim intolerance.
In many respects, the two groups hold mirror images, however. When asked to choose among a list of negative traits Muslim and non-Muslim respondents saw in the other group, the survey found that Muslims in the Middle East and Asia -- often by large majorities -- generally view Westerns as selfish, arrogant, and violent. European Muslims, particularly those in France and Spain, however, tended to be far less damning about the traits of non-Muslims than in predominantly Muslim countries.
At the same time, majorities of non-Muslims in Europe found Muslims to be fanatical and violent, although only minorities in Britain, the U.S. and France subscribed to that view.
The survey's findings suggested that French and Spanish Muslims were the least alienated from their surrounding societies, even if the general public in Spain was found to be the most hostile toward Muslims of any of the European societies covered by the poll.
Four in ten non-Muslim Spaniards said they believe that most or many Muslims in their country support Islamic extremism, but only 12 percent of Spanish Muslims agreed. Of the four minority publics surveyed, British Muslims are the most critical of their country and "come closer to views of Muslims around the world in their opinions of Westerners".
The religious divide was found to be surprisingly sharp in Nigeria, where, for example, nearly three out of four Muslims and Christians ascribed negative traits to the other groups. Nigerian Muslims also constituted a "conspicuous exception" to the trend toward declining confidence in bin Laden in the Muslim world.
More than six in 10 Nigerian Muslims said they have at least some confidence in the al Qaeda leader, up from 44 percent in 2003. In addition, nearly half of Nigeria's Muslims said that suicide bombings could be justified often or sometimes in the defence of Islam.
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This and all "other news" issues can be found at http://soros.c.topica.com/maaeVu6abrvofbRHD37b/
sexta-feira, 23 de junho de 2006
510) Assim marcha a integracao (ou não...)
Brasil inicia ofensiva diplomática para acalmar Uruguai e Paraguai
Jornal Valor Econômico, 23/062006
O objetivo é tentar reagir ao descontentamento de Uruguai e Paraguai com o Mercosul
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, chegou na noite desta quinta-feira a Montevidéu acompanhado de funcionários de vários ministérios, órgãos governamentais e do BNDES, além de empresários. No domingo e na segunda o mesmo grupo estará em Assunção.
Amorim terá hoje reuniões com o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, e com os principais ministros de seu gabinete.
Paralelamente, acontece em Montevidéu um seminário empresarial em que o vice-presidente do BNDES, Armando Mariante, explicará as possibilidades de aceder a financiamentos do banco.
Também está em estudo a formalização de um convênio entre a instituição de crédito brasileira e o uruguaio Banco de la República para financiar projetos uruguaios que demandem a aquisição de bens e serviços brasileiros.
O objetivo da viagem é tentar dar uma resposta prática às queixas de uruguaios e paraguaios, que reclamam que o Mercosul não tem sido capaz de melhorar suas possibilidades de desenvolvimento e inserção internacional, atuando, muitas vezes, como uma trava.
O próprio Amorim disse recentemente que o Brasil deveria esforçar-se mais para ajudar o desenvolvimento dos sócios menores.
"O mea culpa oficial do Brasil pelo seu destrato comercial ao Uruguai e a promessa de corrigi-lo é uma boa notícia se desta vez isso se cumprir", afirmou em editorial o jornal " El Observador ".
O texto diz que a viagem de Amorim é uma "esperança", mas que essa esperança tem de se traduzir em fatos concretos.
A crise no Mercosul se agravou com o conflito entre Uruguai e Argentina por causa da instalação de duas fábricas de polpa de celulose no lado uruguaio da fronteira.
Manifestantes argentinos bloquearam durante vários meses o trânsito entre os países, causando prejuízos ao Uruguai e violando um dos princípios do Mercosul, a livre circulação.
Na esteira do conflito, o Uruguai ressuscitou a idéia de buscar acordos comerciais fora do bloco, possibilidade que Brasil e Argentina rejeitam.
"Temos que demonstrar que, num processo de integração, somos capazes de ajudar aos sócios menores", disse Amorim na semana passada, durante visita a Buenos Aires.
Essa ajuda viria com a melhoria das condições de acesso dos produtos provenientes dos países pequenos ao mercado brasileiro e por meio da participação do Brasil em projetos locais de energia e infraestrutura.
Para isso, viajam com o chanceler funcionários dos ministérios do Desenvolvimento, Minas e Energia, Agricultura e de organismos de certificação como o Inmetro.
Até julho, a presidência pro-tempore do bloco será ocupada pela Argentina, e o cargo irá depois para o Brasil.
Uma das queixas uruguaias é que o governo de Buenos Aires usou sua posição para evitar que o Mercosul tratasse da questão das fábricas de celulose.
O Brasil apóia o argumento argentino de que o conflito, no que diz respeito à possível contaminação que as fábricas venham a causar, tem de ser resolvido de maneira bilateral, de acordo com a decisão da Corte Internacional de Haia, onde o caso está sendo discutido.
Mas o Brasil admite levar para um tribunal arbitral do Mercosul a queixa uruguaia em relação aos prejuízos causados pelos bloqueios. (Paulo Braga)
Jornal Valor Econômico, 23/062006
O objetivo é tentar reagir ao descontentamento de Uruguai e Paraguai com o Mercosul
O chanceler brasileiro, Celso Amorim, chegou na noite desta quinta-feira a Montevidéu acompanhado de funcionários de vários ministérios, órgãos governamentais e do BNDES, além de empresários. No domingo e na segunda o mesmo grupo estará em Assunção.
Amorim terá hoje reuniões com o presidente uruguaio, Tabaré Vázquez, e com os principais ministros de seu gabinete.
Paralelamente, acontece em Montevidéu um seminário empresarial em que o vice-presidente do BNDES, Armando Mariante, explicará as possibilidades de aceder a financiamentos do banco.
Também está em estudo a formalização de um convênio entre a instituição de crédito brasileira e o uruguaio Banco de la República para financiar projetos uruguaios que demandem a aquisição de bens e serviços brasileiros.
O objetivo da viagem é tentar dar uma resposta prática às queixas de uruguaios e paraguaios, que reclamam que o Mercosul não tem sido capaz de melhorar suas possibilidades de desenvolvimento e inserção internacional, atuando, muitas vezes, como uma trava.
O próprio Amorim disse recentemente que o Brasil deveria esforçar-se mais para ajudar o desenvolvimento dos sócios menores.
"O mea culpa oficial do Brasil pelo seu destrato comercial ao Uruguai e a promessa de corrigi-lo é uma boa notícia se desta vez isso se cumprir", afirmou em editorial o jornal " El Observador ".
O texto diz que a viagem de Amorim é uma "esperança", mas que essa esperança tem de se traduzir em fatos concretos.
A crise no Mercosul se agravou com o conflito entre Uruguai e Argentina por causa da instalação de duas fábricas de polpa de celulose no lado uruguaio da fronteira.
Manifestantes argentinos bloquearam durante vários meses o trânsito entre os países, causando prejuízos ao Uruguai e violando um dos princípios do Mercosul, a livre circulação.
Na esteira do conflito, o Uruguai ressuscitou a idéia de buscar acordos comerciais fora do bloco, possibilidade que Brasil e Argentina rejeitam.
"Temos que demonstrar que, num processo de integração, somos capazes de ajudar aos sócios menores", disse Amorim na semana passada, durante visita a Buenos Aires.
Essa ajuda viria com a melhoria das condições de acesso dos produtos provenientes dos países pequenos ao mercado brasileiro e por meio da participação do Brasil em projetos locais de energia e infraestrutura.
Para isso, viajam com o chanceler funcionários dos ministérios do Desenvolvimento, Minas e Energia, Agricultura e de organismos de certificação como o Inmetro.
Até julho, a presidência pro-tempore do bloco será ocupada pela Argentina, e o cargo irá depois para o Brasil.
Uma das queixas uruguaias é que o governo de Buenos Aires usou sua posição para evitar que o Mercosul tratasse da questão das fábricas de celulose.
O Brasil apóia o argumento argentino de que o conflito, no que diz respeito à possível contaminação que as fábricas venham a causar, tem de ser resolvido de maneira bilateral, de acordo com a decisão da Corte Internacional de Haia, onde o caso está sendo discutido.
Mas o Brasil admite levar para um tribunal arbitral do Mercosul a queixa uruguaia em relação aos prejuízos causados pelos bloqueios. (Paulo Braga)
509) De volta ao tema dos EUA como poder imperial
O biógrafo de Keynes e autor de um "much acclaimed" The Road from Serfdom, Lord Skidelsky, volta ao tema dos EUA enquanto novo império.
Ver o artigo completo neste link. Abaixo um resumo.
Hot, Cold & Imperial
By Robert Skidelsky
The question of how the world should be run, and America's part in its running, is the subject of much academic and political discussion in Washington these days. The factual questions are: Is the United States on the road to becoming an empire like the Roman and British Empires before it? What are the prospects for such an enterprise in today's world? More speculatively, does globalization require an imperial underpinning? There are also questions of value: Is imperialism a good or bad thing? Should the United States sacrifice its republican institutions in order to fulfil an imperial vocation?
Para ler o artigo completo, follow the link.
Ver o artigo completo neste link. Abaixo um resumo.
Hot, Cold & Imperial
By Robert Skidelsky
The question of how the world should be run, and America's part in its running, is the subject of much academic and political discussion in Washington these days. The factual questions are: Is the United States on the road to becoming an empire like the Roman and British Empires before it? What are the prospects for such an enterprise in today's world? More speculatively, does globalization require an imperial underpinning? There are also questions of value: Is imperialism a good or bad thing? Should the United States sacrifice its republican institutions in order to fulfil an imperial vocation?
Para ler o artigo completo, follow the link.
508) Um embaixador do barulho?
Serviço público de informação. Da coluna diária de Cesar Maia (23/06/2006):
EDIÇÃO ESPECIAL E EXCLUSIVA!
O EMBAIXADOR-AGENTE DO SNI QUE DENUNCIAVA, PRENDIA E COMPRAVA TRAIDORES!
Todos aqueles que lutaram por um regime democrático não podem ficar calados frente a um fato gravíssimo que é um governo - de partido do qual participam tantos que lutaram pela mesma causa, que foram presos e aviltados- indenizar e promover um embaixador que se prestou aos papéis mais sórdidos no período ditatorial. Tantos democratas que lutaram -pagando com sua saúde, sua vida, seu futuro- se encontram hoje em atividades profissionais as mais diversas e em partidos políticos distintos, em situações diferentes. Mas esse passado nos faz convergir.
Sou daqueles que entende que anistia é anistia, e para todos os lados. Mas indenizar um servidor público que em condição de mando ocultou sua identidade de agente de espionagem e delação, na carreira diplomática, e agora -inacreditavelmente- promovê-lo na aposentadoria, a embaixador da Guiné, como prêmio especial e reparo do que fez, é inaceitável. É escandaloso. O próprio processo que refez a decisão da comissão dirigida pelo embaixador Ricúpero, o indenizou e lhe concedeu direitos, deveria ser revisto a bem da moralidade pública e da integridade democrática.
Tive ocasião -uns poucos anos atrás- contar em artigo na imprensa (clique no final), o que se fez na embaixada brasileira em Santiago cujos "porões” serviram para reunião preparatória dos golpistas no dia 7 de setembro, no aniversário de nossa Pátria. A repercussão no Chile foi enorme. Aqui -a investigação que pedi- não foi feita. E tudo em defesa da história do Itamaraty, que orgulha a todos nós brasileiros como padrão de serviço público. Se este ato for consumado, o Itamaraty estará sendo tão seviciado quanto foram os atingidos pelas sevícias praticadas ou estimuladas pelo embaixador-agente. Não vou fazer história para trás, sobre a segunda guerra mundial e as origens nazistas dele, pois não posso transferir responsabilidades por gerações. Mas os arquivos franceses podem contar. Mas não descarto que por educação ou por dna se possa explicar muito.
As notas abaixo são encaminhadas para leitura dos senhores senadores e para o próprio presidente da república e seu ministro de relações exteriores. Reflitam e não maculem a democracia e a diplomacia, brasileiras. Não se pede revanche. De forma alguma. Pede-se respeito. Respeito apenas.
DESRESPEITO AO SENADO !
Pensando que ainda estava na ditadura e que o Senado ainda era casa de simples ratificações dos atos do executivo, o embaixador dedo-duro, já tomava decisões como se o Senado fosse apenas uma formalidade, um passeio !
20/ 04/ 2006 Editor da UnB.
Embaixador quer UnB na Guiné
Mais nova representação brasileira no exterior pretende desenvolver trabalho de combate à Aids com ajuda da universidade
O embaixador do Brasil na Guiné, Jacques Fernandes Vieira Guilbauld, tem uma grande missão pela frente. É o responsável por implantar a representação brasileira no país e, antes mesmo de embarcar, já tem projetos a realizar. Uma de suas primeiras iniciativas visa a ajudar a Guiné a combater a epidemia de Aids, que já atinge 80% dos pouco mais de nove milhões de habitantes. Para concretizar seu plano, pretende levar uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) para lá. Guilbauld fez o pedido diretamente ao reitor da instituição, Timothy Mulholland, em encontro realizado na tarde de quinta-feira, 20 de abril.
O CASO DO EMBAIXADOR AGENTE DO SNI !
MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES ENCAMINHOU O PEDIDO DE AGREMENT E OCULTOU, (OU FOI CÚMPLICE?), A EXPULSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO E SEU PASSADO TENEBROSO! É CASO DE AFASTAMENTO DO MINISTRO POR OMITIR INFORMAÇÃO RELEVANTE AO SENADO!
Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
Palácio Itamaraty
Nota nº 259 - 26/04/2006
Distribuição 22
Concessão de "agrément" ao Embaixador do Brasil na República da Guiné
O Governo da República da Guiné concedeu "agrément" ao Embaixador Jacques Claude François Michel Fernandes Vieira Guilbaud como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Brasil naquele país.
MAIS HISTÓRIAS DO EMBAIXADOR DEDO DURO !
ISTOÉ de 10 de setembro de 2003.
Chile
Foi na condição de “araponga” que o diplomata Jacques Guilbaud serviu no Chile. Cumprida a “tarefa” de espionar exilados, ele seguiu para Portugal em 1977. “Minha missão seria a de apurar, isto é, confirmar o envolvimento de diplomatas brasileiros com os soviéticos (KGB)”, escreveu Guilbaud ao advogado Francisco Arrais Rosal, referindo-se à polícia secreta da extinta União Soviética. Apesar de ter desempenhado um papel pouco nobre no período, Guilbaud conquistou do governo federal, no fim do ano passado, uma pensão mensal vitalícia de R$ 8.500, além de uma indenização de R$ 955 mil, como se tivesse sido vítima de perseguição pela ditadura brasileira.
Pelos registros do Itamaraty, o diplomata foi demitido em 1980, por abandono de emprego, quando servia no Consulado de Toronto, no Canadá. O embaixador Rubens Ricupero, hoje secretário-geral de Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas (Unctad), em Genebra, na Suíça, presidiu a comissão que se deslocou para Toronto para apurar os motivos da ausência do diplomata. Como Guilbaud não atendia o telefone, um funcionário foi enviado a sua casa, mas ele se recusou a assinar uma citação. De uma segunda vez, quem atendeu foi a empregada, que ficou de chamar Guilbaud. “Passou um certo tempo e a rua foi invadida por carros de polícia, que prenderam nosso representante. Guilbaud chamara a polícia dizendo que éramos do esquadrão da morte e íamos exterminá-lo”, relata Ricupero. Curiosamente, o secretário-geral não foi ouvido pela Comissão de Anistia que decidiu pela indenização de Guilbaud.
O MACABRO CASO DO EMBAIXADOR DEDO-DURO !
Já em 2004 era denunciado !
CartaCapital, 14/7/04
“A LEI NÃO É PARA QUEM VENCEU”
Suzana Lisbôa, representante de familiares de desaparecidos e mortos, discorda de critérios e valores de indenizações. Desde a primeira Lei de Anistia, há 25 anos, a gaúcha Suzana Lisbôa está engajada na luta pelos direitos dos familiares de mortos e desaparecidos na ditadura.
CC: A quem cabe a decisão final quanto aos valores?
Ou aquele diplomata, Jacques Guilbaud, que prestava serviço para a ditadura. Se ele foi demitido injustamente, deve ser reintegrado ao Itamaraty, mas nunca pela Lei de Anistia, porque jamais teve participação política contra a ditadura. Essa lei não foi feita para quem venceu, e sim para quem perdeu aquela guerra. Mas, pelos critérios que essa comissão está julgando, vai acabar aprovando o pedido do Cabo Anselmo também, o que é um escárnio. (O Cabo Anselmo, informante da repressão, levou à morte dezenas de antigos companheiros. Deu entrada no pedido de indenização em 1º de abril deste ano.)
MAIS NOTÍCIAS DE CONACRI !
Quando se conhece a vida pregressa do Embaixador Jacques Guilbaud se fica ainda mais estarrecido. Ele prestava serviços ao SEDOC (Serviço de Documentação), do Itamaraty, que usava esse nome fantasia para encobrir suas relações diretas com o SNI. Dois funcionários estão vivos e serviram nesse serviço e poderão depor a respeito na Comissão de Relações Exteriores do Senado: os Ministros Murilo de Miranda Basto Filho e Agildo Sellos de Moura. Ambos residem em Brasília.
O Embaixador Francisco Soares Alvim, na Costa Rica, poderá contar como sua casa em Paris foi invadida por elementos daquele serviço, capitaneados pelo diplomata Paulo Sérgio Nery. Foi um ato de barbárie, cometido num território estrangeiro. As razões para sua reintegração à Carreira e, agora, para sua designação para um posto diplomático são falsas. Trabalhava com total independência, num canal próprio de comunicações com o SEDOC e o SNI. Nem o Embaixador, General Fontoura (ex-Chefe do SNI) sabia o que ele fazia. Comentava-se na época,no Itamaraty,que ele teria participado do recrutamento do Cabo Anselmo e do Almirante Aragão, que se venderam em troca de uma "pro labore" mensal.
MAIS E MAIS DA PERIGOSA CARREIRA DE AGENTE DO SNI !
Análise da justificativa apresentada pelo ministro das relações exteriores -dizem que assinada por ele e preparara pelo Sargento Garcia,( o Marco Aurélio, é claro). Menciona-se que, em 1974, ele fora nomeado Assistente e Subchefe da Assessoria de Documentação de Política Exterior - nome fantasia do órgão do Itamaraty que fazia interface com o SNI. Em seguida, já treinado,ele foi designado para as Embaixadas em Santiago do Chile e em Lisboa. De ambas foi expulso pelos respectivos Embaixadores, Espedito Rezende e Carlos Alberto da Fontoura. Isso consta por certo dos assentamentos funcionais dele. Não se menciona que o Sr. Guilbaud fora demitido do quadro de funcionários diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores em 21/08/1980, "a bem do serviço público", com base nos itens 2, 3 e 4 do artigo 20, combinado com o artigo 209, do Estatuto do Funcionalismo Público Civil da União, por ter incorrido em "abandono de cargo, incontinência pública escandalosa e insubordinação grave em serviço".
Isso é grave, pois se quer induzir os Senadores a um erro de avaliação. Mais adiante, consta a promoção dele a Primeiro Secretário e a Ministro de Primeira Classe - sem passar pelos escalões de Conselheiro e Ministro de Segunda Classe. Os membros da Comissão de Relações Exteriores deveriam ouvir alguns diplomatas que acompanharam de perto as atividades de araponga do Sr. Guilbaud (Embaixador Cláudio Sotero Caio, Ministro Agildo Sellos de Moura, Conselheiro Murilo de Miranda Basto, todos eles aposentados e residentes em Brasília). Não se pode criar constrangimentos aos diplomatas da ativa.
SOBRE O EMBAIXADOR ARAPONGA ?
O Embaixador Claudio Sotero Caio tem um longo dossiê sobre o caso. Deve ser ouvido e ele está disposto a depor.
AQUI O ARTIGO CITADO NA INICIAL !
http://geocities.yahoo.com.br/blogdocm/artigojb.pdf
___________________________________
Pesquisa e Edição : JCM
Para indicar um amigo : http://cesarmaia.blogspot.com/
EDIÇÃO ESPECIAL E EXCLUSIVA!
O EMBAIXADOR-AGENTE DO SNI QUE DENUNCIAVA, PRENDIA E COMPRAVA TRAIDORES!
Todos aqueles que lutaram por um regime democrático não podem ficar calados frente a um fato gravíssimo que é um governo - de partido do qual participam tantos que lutaram pela mesma causa, que foram presos e aviltados- indenizar e promover um embaixador que se prestou aos papéis mais sórdidos no período ditatorial. Tantos democratas que lutaram -pagando com sua saúde, sua vida, seu futuro- se encontram hoje em atividades profissionais as mais diversas e em partidos políticos distintos, em situações diferentes. Mas esse passado nos faz convergir.
Sou daqueles que entende que anistia é anistia, e para todos os lados. Mas indenizar um servidor público que em condição de mando ocultou sua identidade de agente de espionagem e delação, na carreira diplomática, e agora -inacreditavelmente- promovê-lo na aposentadoria, a embaixador da Guiné, como prêmio especial e reparo do que fez, é inaceitável. É escandaloso. O próprio processo que refez a decisão da comissão dirigida pelo embaixador Ricúpero, o indenizou e lhe concedeu direitos, deveria ser revisto a bem da moralidade pública e da integridade democrática.
Tive ocasião -uns poucos anos atrás- contar em artigo na imprensa (clique no final), o que se fez na embaixada brasileira em Santiago cujos "porões” serviram para reunião preparatória dos golpistas no dia 7 de setembro, no aniversário de nossa Pátria. A repercussão no Chile foi enorme. Aqui -a investigação que pedi- não foi feita. E tudo em defesa da história do Itamaraty, que orgulha a todos nós brasileiros como padrão de serviço público. Se este ato for consumado, o Itamaraty estará sendo tão seviciado quanto foram os atingidos pelas sevícias praticadas ou estimuladas pelo embaixador-agente. Não vou fazer história para trás, sobre a segunda guerra mundial e as origens nazistas dele, pois não posso transferir responsabilidades por gerações. Mas os arquivos franceses podem contar. Mas não descarto que por educação ou por dna se possa explicar muito.
As notas abaixo são encaminhadas para leitura dos senhores senadores e para o próprio presidente da república e seu ministro de relações exteriores. Reflitam e não maculem a democracia e a diplomacia, brasileiras. Não se pede revanche. De forma alguma. Pede-se respeito. Respeito apenas.
DESRESPEITO AO SENADO !
Pensando que ainda estava na ditadura e que o Senado ainda era casa de simples ratificações dos atos do executivo, o embaixador dedo-duro, já tomava decisões como se o Senado fosse apenas uma formalidade, um passeio !
20/ 04/ 2006 Editor da UnB.
Embaixador quer UnB na Guiné
Mais nova representação brasileira no exterior pretende desenvolver trabalho de combate à Aids com ajuda da universidade
O embaixador do Brasil na Guiné, Jacques Fernandes Vieira Guilbauld, tem uma grande missão pela frente. É o responsável por implantar a representação brasileira no país e, antes mesmo de embarcar, já tem projetos a realizar. Uma de suas primeiras iniciativas visa a ajudar a Guiné a combater a epidemia de Aids, que já atinge 80% dos pouco mais de nove milhões de habitantes. Para concretizar seu plano, pretende levar uma equipe da Universidade de Brasília (UnB) para lá. Guilbauld fez o pedido diretamente ao reitor da instituição, Timothy Mulholland, em encontro realizado na tarde de quinta-feira, 20 de abril.
O CASO DO EMBAIXADOR AGENTE DO SNI !
MINISTRO DE RELAÇÕES EXTERIORES ENCAMINHOU O PEDIDO DE AGREMENT E OCULTOU, (OU FOI CÚMPLICE?), A EXPULSÃO DO SERVIÇO PÚBLICO E SEU PASSADO TENEBROSO! É CASO DE AFASTAMENTO DO MINISTRO POR OMITIR INFORMAÇÃO RELEVANTE AO SENADO!
Ministério das Relações Exteriores
Assessoria de Imprensa do Gabinete
Palácio Itamaraty
Nota nº 259 - 26/04/2006
Distribuição 22
Concessão de "agrément" ao Embaixador do Brasil na República da Guiné
O Governo da República da Guiné concedeu "agrément" ao Embaixador Jacques Claude François Michel Fernandes Vieira Guilbaud como Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário do Brasil naquele país.
MAIS HISTÓRIAS DO EMBAIXADOR DEDO DURO !
ISTOÉ de 10 de setembro de 2003.
Chile
Foi na condição de “araponga” que o diplomata Jacques Guilbaud serviu no Chile. Cumprida a “tarefa” de espionar exilados, ele seguiu para Portugal em 1977. “Minha missão seria a de apurar, isto é, confirmar o envolvimento de diplomatas brasileiros com os soviéticos (KGB)”, escreveu Guilbaud ao advogado Francisco Arrais Rosal, referindo-se à polícia secreta da extinta União Soviética. Apesar de ter desempenhado um papel pouco nobre no período, Guilbaud conquistou do governo federal, no fim do ano passado, uma pensão mensal vitalícia de R$ 8.500, além de uma indenização de R$ 955 mil, como se tivesse sido vítima de perseguição pela ditadura brasileira.
Pelos registros do Itamaraty, o diplomata foi demitido em 1980, por abandono de emprego, quando servia no Consulado de Toronto, no Canadá. O embaixador Rubens Ricupero, hoje secretário-geral de Comércio e Desenvolvimento das Nações Unidas (Unctad), em Genebra, na Suíça, presidiu a comissão que se deslocou para Toronto para apurar os motivos da ausência do diplomata. Como Guilbaud não atendia o telefone, um funcionário foi enviado a sua casa, mas ele se recusou a assinar uma citação. De uma segunda vez, quem atendeu foi a empregada, que ficou de chamar Guilbaud. “Passou um certo tempo e a rua foi invadida por carros de polícia, que prenderam nosso representante. Guilbaud chamara a polícia dizendo que éramos do esquadrão da morte e íamos exterminá-lo”, relata Ricupero. Curiosamente, o secretário-geral não foi ouvido pela Comissão de Anistia que decidiu pela indenização de Guilbaud.
O MACABRO CASO DO EMBAIXADOR DEDO-DURO !
Já em 2004 era denunciado !
CartaCapital, 14/7/04
“A LEI NÃO É PARA QUEM VENCEU”
Suzana Lisbôa, representante de familiares de desaparecidos e mortos, discorda de critérios e valores de indenizações. Desde a primeira Lei de Anistia, há 25 anos, a gaúcha Suzana Lisbôa está engajada na luta pelos direitos dos familiares de mortos e desaparecidos na ditadura.
CC: A quem cabe a decisão final quanto aos valores?
Ou aquele diplomata, Jacques Guilbaud, que prestava serviço para a ditadura. Se ele foi demitido injustamente, deve ser reintegrado ao Itamaraty, mas nunca pela Lei de Anistia, porque jamais teve participação política contra a ditadura. Essa lei não foi feita para quem venceu, e sim para quem perdeu aquela guerra. Mas, pelos critérios que essa comissão está julgando, vai acabar aprovando o pedido do Cabo Anselmo também, o que é um escárnio. (O Cabo Anselmo, informante da repressão, levou à morte dezenas de antigos companheiros. Deu entrada no pedido de indenização em 1º de abril deste ano.)
MAIS NOTÍCIAS DE CONACRI !
Quando se conhece a vida pregressa do Embaixador Jacques Guilbaud se fica ainda mais estarrecido. Ele prestava serviços ao SEDOC (Serviço de Documentação), do Itamaraty, que usava esse nome fantasia para encobrir suas relações diretas com o SNI. Dois funcionários estão vivos e serviram nesse serviço e poderão depor a respeito na Comissão de Relações Exteriores do Senado: os Ministros Murilo de Miranda Basto Filho e Agildo Sellos de Moura. Ambos residem em Brasília.
O Embaixador Francisco Soares Alvim, na Costa Rica, poderá contar como sua casa em Paris foi invadida por elementos daquele serviço, capitaneados pelo diplomata Paulo Sérgio Nery. Foi um ato de barbárie, cometido num território estrangeiro. As razões para sua reintegração à Carreira e, agora, para sua designação para um posto diplomático são falsas. Trabalhava com total independência, num canal próprio de comunicações com o SEDOC e o SNI. Nem o Embaixador, General Fontoura (ex-Chefe do SNI) sabia o que ele fazia. Comentava-se na época,no Itamaraty,que ele teria participado do recrutamento do Cabo Anselmo e do Almirante Aragão, que se venderam em troca de uma "pro labore" mensal.
MAIS E MAIS DA PERIGOSA CARREIRA DE AGENTE DO SNI !
Análise da justificativa apresentada pelo ministro das relações exteriores -dizem que assinada por ele e preparara pelo Sargento Garcia,( o Marco Aurélio, é claro). Menciona-se que, em 1974, ele fora nomeado Assistente e Subchefe da Assessoria de Documentação de Política Exterior - nome fantasia do órgão do Itamaraty que fazia interface com o SNI. Em seguida, já treinado,ele foi designado para as Embaixadas em Santiago do Chile e em Lisboa. De ambas foi expulso pelos respectivos Embaixadores, Espedito Rezende e Carlos Alberto da Fontoura. Isso consta por certo dos assentamentos funcionais dele. Não se menciona que o Sr. Guilbaud fora demitido do quadro de funcionários diplomáticos do Ministério das Relações Exteriores em 21/08/1980, "a bem do serviço público", com base nos itens 2, 3 e 4 do artigo 20, combinado com o artigo 209, do Estatuto do Funcionalismo Público Civil da União, por ter incorrido em "abandono de cargo, incontinência pública escandalosa e insubordinação grave em serviço".
Isso é grave, pois se quer induzir os Senadores a um erro de avaliação. Mais adiante, consta a promoção dele a Primeiro Secretário e a Ministro de Primeira Classe - sem passar pelos escalões de Conselheiro e Ministro de Segunda Classe. Os membros da Comissão de Relações Exteriores deveriam ouvir alguns diplomatas que acompanharam de perto as atividades de araponga do Sr. Guilbaud (Embaixador Cláudio Sotero Caio, Ministro Agildo Sellos de Moura, Conselheiro Murilo de Miranda Basto, todos eles aposentados e residentes em Brasília). Não se pode criar constrangimentos aos diplomatas da ativa.
SOBRE O EMBAIXADOR ARAPONGA ?
O Embaixador Claudio Sotero Caio tem um longo dossiê sobre o caso. Deve ser ouvido e ele está disposto a depor.
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