Não, não sou eu quem vou fazer.
Me ofereceram tudo isso:
"Um relatório de 90 paginas sobre os dez próximos anos de sua vida
Ano por ano até 2015.
Mês por mês até 2008
Um relatório de 60 paginas sobre suas compatibilidades, afinidades com seu par.
Um relatório de 20 paginas sobre seus números da sorte
Uma Análise de 15 paginas sobre 8 nomes ou expressões ou nome do seu estabelecimento de trabalho, e direi o que melhor convêm com sua numerologia
Uma surpresa de 5 paginas que se chama "Diamond Chart"
Também posso analisar seu numero de telefone e seu endereço"
Acha pouco? Acho que está bem.
Mas, sempre tem um mas: tudo isso não vem de graça.
Custaria a módica soma de R$ 19.95.
O pessoal é eclético e adaptado à globalização (o inglês é capenga):
"We can also do your Numerology in Spanish, Portuguese and French.
Podemos também fazer seu estudo numerológico em Português.
Podemos también hacer su estudio numerológico en Español.
Nous pouvons également faire votre étude graphologique en Français."
Não me perguntem como ou onde, pois eu não faço publicidade gratuita para magos, cartomantes, adivinhos, políticos...
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 28 de junho de 2006
terça-feira, 27 de junho de 2006
526) Debate sobre a politica externa (SP, 3/07/2006)
O BRASIL EM DEBATE
Política externa inaugura série de ´Debates Carta Maior´
Primeiro encontro de uma série de debates mensais será realizado segunda (3), em SP, e abordará os desafios da política externa brasileira. José Luís Fiori, Luiz Gonzaga Belluzzo, Samuel Pinheiro Guimarães, Emir Sader e Paulo Nogueira Batista Jr. participam da discussão, com transmissão ao vivo pela TV Carta Maior.
Redação - Carta Maior
SÃO PAULO - Os desafios da política externa brasileira serão tema do “Debates Carta Maior”, na próxima segunda-feira, 3 de julho. Este será o primeiro de uma série de debates mensais, sempre na primeira semana de cada mês, que a Carta Maior organiza em parceria com a Fundação Perseu Abramo, até o final deste ano. O evento será realizado no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, a partir das 19 horas, e será aberto ao público.
Estão confirmadas as participações do secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiros Guimarães, do sociólogo Emir Sader, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do cientista político José Luís Fiori, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e dos economistas Paulo Nogueira Batista Jr., da Fundação Getúlio Vargas, e Luiz Gonzaga Belluzzo, da Universidade de Campinas (Unicamp). A TV Carta Maior fará a transmissão ao vivo do encontro através da internet, com conexão no Universo On Line (UOL). O hotel Maksoud Plaza está localizada na alameda Campinas, 150, em Cerqueira César.
A idéia geral do debate é localizar os desafios econômicos e políticos da política externa brasileira no contexto da atual conjuntura internacional. Cada um dos debatedores terá cerca de 20 minutos para fazer sua exposição inicial e depois será aberto o debate com a mediação de Flavio Aguiar.
A proposta do debate sobre a política externa brasileira inclui os seguintes temas: os objetivos e os principais desafios da política externa brasileira; a política externa brasileira no atual contexto geopolítico internacional; o projeto de integração da América do Sul e seus condicionantes econômicos; a importância do projeto de integração da América do Sul para a construção de um novo modelo de desenvolvimento.
Um dos objetivos centrais da série de debates Carta Maior é tentar conectar o que normalmente é apresentado de modo fragmentado. No caso da política externa brasileira, a idéia é abordá-la do ponto de vista econômico, no contexto da construção de um projeto nacional de desenvolvimento e segundo a atual configuração geopolítica internacional.
Estarão em pauta também alguns eventos recentes, como o episódio da nacionalização do gás e do petróleo na Bolívia e os problemas envolvendo os países do Mercosul. Será uma oportunidade também para dialogar com as críticas à atual política externa brasileira, especialmente aquelas que “denunciam” um suposto desejo nostálgico de retorno ao terceiro-mundismo, o que seria uma demonstração de anacronismo, segundo elas.
Política externa inaugura série de ´Debates Carta Maior´
Primeiro encontro de uma série de debates mensais será realizado segunda (3), em SP, e abordará os desafios da política externa brasileira. José Luís Fiori, Luiz Gonzaga Belluzzo, Samuel Pinheiro Guimarães, Emir Sader e Paulo Nogueira Batista Jr. participam da discussão, com transmissão ao vivo pela TV Carta Maior.
Redação - Carta Maior
SÃO PAULO - Os desafios da política externa brasileira serão tema do “Debates Carta Maior”, na próxima segunda-feira, 3 de julho. Este será o primeiro de uma série de debates mensais, sempre na primeira semana de cada mês, que a Carta Maior organiza em parceria com a Fundação Perseu Abramo, até o final deste ano. O evento será realizado no hotel Maksoud Plaza, em São Paulo, a partir das 19 horas, e será aberto ao público.
Estão confirmadas as participações do secretário-geral do Itamaraty, Samuel Pinheiros Guimarães, do sociólogo Emir Sader, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, do cientista político José Luís Fiori, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, e dos economistas Paulo Nogueira Batista Jr., da Fundação Getúlio Vargas, e Luiz Gonzaga Belluzzo, da Universidade de Campinas (Unicamp). A TV Carta Maior fará a transmissão ao vivo do encontro através da internet, com conexão no Universo On Line (UOL). O hotel Maksoud Plaza está localizada na alameda Campinas, 150, em Cerqueira César.
A idéia geral do debate é localizar os desafios econômicos e políticos da política externa brasileira no contexto da atual conjuntura internacional. Cada um dos debatedores terá cerca de 20 minutos para fazer sua exposição inicial e depois será aberto o debate com a mediação de Flavio Aguiar.
A proposta do debate sobre a política externa brasileira inclui os seguintes temas: os objetivos e os principais desafios da política externa brasileira; a política externa brasileira no atual contexto geopolítico internacional; o projeto de integração da América do Sul e seus condicionantes econômicos; a importância do projeto de integração da América do Sul para a construção de um novo modelo de desenvolvimento.
Um dos objetivos centrais da série de debates Carta Maior é tentar conectar o que normalmente é apresentado de modo fragmentado. No caso da política externa brasileira, a idéia é abordá-la do ponto de vista econômico, no contexto da construção de um projeto nacional de desenvolvimento e segundo a atual configuração geopolítica internacional.
Estarão em pauta também alguns eventos recentes, como o episódio da nacionalização do gás e do petróleo na Bolívia e os problemas envolvendo os países do Mercosul. Será uma oportunidade também para dialogar com as críticas à atual política externa brasileira, especialmente aquelas que “denunciam” um suposto desejo nostálgico de retorno ao terceiro-mundismo, o que seria uma demonstração de anacronismo, segundo elas.
525) E por falar em futebol, tem para todos os gostos e todas as tendências...
Eu nunca tinha ouvido falar, mas se já existe uma Associação Internacional de Futebol para Gays e Lésbicas, é porque a iniciativa é um sucesso.
Esperemos que os machistas não provoquem conflitos na saída do estádio...
Por um futebol menos machista e homofóbico
De Buenos Aires
jornal Valor Econômico, 27/06/2006
Buenos Aires venceu a disputa com o Rio de Janeiro e Lima e será a sede, entre 23 e 29 de setembro do ano que vem, da quarta edição do torneio mundial promovido pela Associação Internacional de Futebol para Gays e Lésbicas (IGLFA, na sigla em inglês).
Será a primeira vez que um país da América Latina organizará a chamada Copa do Mundo gay. As edições anteriores do torneio aconteceram nas cidades de Londres, Sydney e Boston. A escolha da capital portenha como sede do evento foi anunciada em maio pela IGLFA.
Hernán Lombardi, responsável pelo marketing do hotel Axel em Buenos Aires, será um dos organizadores do evento portenho e espera que a competição traga turistas e atletas de todo o mundo à cidade. Antes, entre 9 e 19 de novembro deste ano, a capital argentina também será sede de um festival de cinema e vídeo com obras de temática homossexual.
A equipe que representará a Argentina na Copa do Mundo gay chama-se DAG Amerika, e segundo o jornal argentino "Clarín", já participou de torneios anteriores. A competição será aberta a equipes de homens e mulheres, e haverá times de 11 e 7 integrantes.
Cesar Cigliutti, ativista pró-direitos dos homossexuais, afirmou que a realização do campeonato é "um grande passo" para a comunidade local. Segundo disse ao portal SentidoG, o evento é especialmente importante por acontecer em um país onde "o futebol ainda é um esporte machista e homofóbico".(PB)
Esperemos que os machistas não provoquem conflitos na saída do estádio...
Por um futebol menos machista e homofóbico
De Buenos Aires
jornal Valor Econômico, 27/06/2006
Buenos Aires venceu a disputa com o Rio de Janeiro e Lima e será a sede, entre 23 e 29 de setembro do ano que vem, da quarta edição do torneio mundial promovido pela Associação Internacional de Futebol para Gays e Lésbicas (IGLFA, na sigla em inglês).
Será a primeira vez que um país da América Latina organizará a chamada Copa do Mundo gay. As edições anteriores do torneio aconteceram nas cidades de Londres, Sydney e Boston. A escolha da capital portenha como sede do evento foi anunciada em maio pela IGLFA.
Hernán Lombardi, responsável pelo marketing do hotel Axel em Buenos Aires, será um dos organizadores do evento portenho e espera que a competição traga turistas e atletas de todo o mundo à cidade. Antes, entre 9 e 19 de novembro deste ano, a capital argentina também será sede de um festival de cinema e vídeo com obras de temática homossexual.
A equipe que representará a Argentina na Copa do Mundo gay chama-se DAG Amerika, e segundo o jornal argentino "Clarín", já participou de torneios anteriores. A competição será aberta a equipes de homens e mulheres, e haverá times de 11 e 7 integrantes.
Cesar Cigliutti, ativista pró-direitos dos homossexuais, afirmou que a realização do campeonato é "um grande passo" para a comunidade local. Segundo disse ao portal SentidoG, o evento é especialmente importante por acontecer em um país onde "o futebol ainda é um esporte machista e homofóbico".(PB)
524) Uma desistencia compreensivel: a fadiga da atividade parlamentar
Peço licença, e desculpas, aos meus leitores, para escapar do meu temário habitual -- relações internacionais, política externa, questões culturais em geral, livros em particular, neste blog e nos auxiliares -- para reproduzir uma carta de um agrônomo, doublé de político, que desiste de continuar na atividade parlamentar.
Lamento, sinceramente, mas apoio a atitude no Xico Graziano, pois ele deve estar decepcionado com muita coisa na vida política e no cenário nacional. Eu também estou.
Por isso mesmo, apenas transcrevo sua carta de "desistência" -- mas que é ao mesmo tempo um chamado a continuar a luta, por outros meios --, sem aduzir maiores comentários ao seu gesto.
Apenas minha solidariedade.
---------
Leia a seguir a carta endereçada pelo Xico Graziano ao PSDB/SP, abdicando de sua candidatura a Deputado Federal. Nela você encontrará as razões que motivaram esse gesto.
Agrobrasil
Venho, respeitosamente, comunicar ao PSDB a decisão de não me candidatar nas próximas eleições. Honra-me muito ser Deputado Federal pelo PSDB, mandato que ostento por duas legislaturas. Julgo que participar da política é obrigação daqueles que, como eu, desejam melhorar o país. E o caminho proposto pela social-democracia, o das mudanças consentidas, sempre me pareceu o mais correto para buscar a justiça social. Sou daqueles que militam na esquerda desde a juventude sem jamais abandonar os valores democráticos, o respeito à liberdade individual. Odeio o autoritarismo, seja de direita ou de esquerda.
Aprendi com Franco Montoro que o exercício da cidadania exige a participação. Confesso, entretanto, que o momento político não tem sido estimulante para a atividade parlamentar. O Congresso Nacional, sabidamente, nunca gozou de muito prestígio, o que é péssimo para a democracia. Recentemente porém, após a ascensão do PT ao poder, a desilusão fez aumentar o descrédito. O "mensalão" comandado pela quadrilha instalada no Planalto arrasou a imagem da Câmara dos Deputados. Por sua vez, esta não soube dar respostas à altura da cobrança popular. Inexiste agenda parlamentar em Brasília. Nada se discute, nem se vota. Uma pasmaceira total.
O sistema eleitoral brasileiro, infelizmente, não fortalece os partidos políticos nem promove a boa prática partidária. O voto individual nos candidatos torna adversário justamente os melhores companheiros de partido. Isso tem sido terrível na carreira política de cada um de nós. A cada eleição, o jogo do poder constitui uma espécie de mercado de votos, consumindo farta energia e, claro, exigindo muito dinheiro, dos candidatos proporcionais. O ambiente eleitoral favorece os poderosos e os demagogos, que se impõem iludindo o povo, carente e sempre esperançoso. A lista partidária, a fidelidade e o voto distrital misto poderiam, tal como nos países desenvolvidos, sanar esse terrível problema da democracia representativa no Brasil. Aí, venceriam as melhores idéias e propostas, haveria maior identidade dos partidos políticos. Mas a tão falada reforma política tarda a sair do papel. Um dia ela virá.
Deixo a vida parlamentar mas não abandonarei, de forma nenhuma, a política, nem mesmo a vida partidária. Continuarei me dedicando à formação doutrinária e à formulação das propostas do PSDB, militando na organização da agenda de debates da social-democracia, através do ITV, em Brasília, trabalho que estimula minha pedagogia. O trabalho de conscientização dos jovens será fundamental para o futuro da democracia brasileira.
O enorme desgaste da política rouba credibilidade daqueles que mantém outras atividades profissionais. Sempre temi depender da política para viver, cedendo às suas tentações vis. Minha história é a de professor, com carreira na Unesp. Minha luta, uma verdadeira proposta de vida, liga-se à valorização do campo. Criado numa fazenda, defendo o fortalecimento da agropecuária. Agrônomo, entendo que a terra é o berço fundamental da riqueza da sociedade. Aprendiz de comunicador, descobri que o preconceito contra o campo somente se vencerá pela batalha da informação.
Na sociedade de massas, agora globalizada, o grande desafio dos agrupamentos sociais reside na sua capacidade de expressão e comunicação. Nada tem sido mais dramático para os agricultores brasileiros que seu isolamento da opinião pública. O Brasil despreza a força de sua agricultura. E ninguém valoriza o que desconhece. Isso precisa mudar.
Na televisão, nos jornais, no rádio, nas conferências públicas e nas aulas da Academia, no marketing agrícola, estarei sempre defendendo as mesmas idéias que me levaram à Câmara dos Deputados. Muda a forma, mas permanece o conteúdo.
Solicito a compreensão de meus amigos e correligionários, a quem agradeço por tudo. Não é uma decisão fácil. Preocupa-me o vazio de liderança, lamento perder a representação daqueles que sempre acreditaram em meu trabalho. Talvez seja uma passagem, um tempo na busca de amadurecimento humano e político.
O PSDB apresenta excelentes candidatos para a Câmara dos Deputados. A alguns terei condições, modestamente, de ajudar na árdua jornada eleitoral. Em São Paulo, farei o que estiver ao meu alcance para eleger José Serra, o mais preparado dos políticos nacionais. No Brasil, a moralização da vida pública recebe a candidatura de Geraldo Alckmin. O povo decidirá sobre seu futuro.
Manterei comigo, sempre, os valores que trago do berço familiar: a honradez e a simplicidade. Mais que qualquer coisa, o traço do caráter me levou a admirar dois políticos extraordinários, com quem aprendi boas lições: Mário Covas e Fernando Henrique. Nutro-me do exemplo de outro grande homem, Sérgio Mota, para manter-me obstinado, cultivando meu idealismo, uma vontade de ajudar a construir uma grande Nação, mais justa e fraterna.
Nós conseguiremos, tenho certeza.
Receba os cumprimentos do
Xico Graziano
Lamento, sinceramente, mas apoio a atitude no Xico Graziano, pois ele deve estar decepcionado com muita coisa na vida política e no cenário nacional. Eu também estou.
Por isso mesmo, apenas transcrevo sua carta de "desistência" -- mas que é ao mesmo tempo um chamado a continuar a luta, por outros meios --, sem aduzir maiores comentários ao seu gesto.
Apenas minha solidariedade.
---------
Leia a seguir a carta endereçada pelo Xico Graziano ao PSDB/SP, abdicando de sua candidatura a Deputado Federal. Nela você encontrará as razões que motivaram esse gesto.
Agrobrasil
Venho, respeitosamente, comunicar ao PSDB a decisão de não me candidatar nas próximas eleições. Honra-me muito ser Deputado Federal pelo PSDB, mandato que ostento por duas legislaturas. Julgo que participar da política é obrigação daqueles que, como eu, desejam melhorar o país. E o caminho proposto pela social-democracia, o das mudanças consentidas, sempre me pareceu o mais correto para buscar a justiça social. Sou daqueles que militam na esquerda desde a juventude sem jamais abandonar os valores democráticos, o respeito à liberdade individual. Odeio o autoritarismo, seja de direita ou de esquerda.
Aprendi com Franco Montoro que o exercício da cidadania exige a participação. Confesso, entretanto, que o momento político não tem sido estimulante para a atividade parlamentar. O Congresso Nacional, sabidamente, nunca gozou de muito prestígio, o que é péssimo para a democracia. Recentemente porém, após a ascensão do PT ao poder, a desilusão fez aumentar o descrédito. O "mensalão" comandado pela quadrilha instalada no Planalto arrasou a imagem da Câmara dos Deputados. Por sua vez, esta não soube dar respostas à altura da cobrança popular. Inexiste agenda parlamentar em Brasília. Nada se discute, nem se vota. Uma pasmaceira total.
O sistema eleitoral brasileiro, infelizmente, não fortalece os partidos políticos nem promove a boa prática partidária. O voto individual nos candidatos torna adversário justamente os melhores companheiros de partido. Isso tem sido terrível na carreira política de cada um de nós. A cada eleição, o jogo do poder constitui uma espécie de mercado de votos, consumindo farta energia e, claro, exigindo muito dinheiro, dos candidatos proporcionais. O ambiente eleitoral favorece os poderosos e os demagogos, que se impõem iludindo o povo, carente e sempre esperançoso. A lista partidária, a fidelidade e o voto distrital misto poderiam, tal como nos países desenvolvidos, sanar esse terrível problema da democracia representativa no Brasil. Aí, venceriam as melhores idéias e propostas, haveria maior identidade dos partidos políticos. Mas a tão falada reforma política tarda a sair do papel. Um dia ela virá.
Deixo a vida parlamentar mas não abandonarei, de forma nenhuma, a política, nem mesmo a vida partidária. Continuarei me dedicando à formação doutrinária e à formulação das propostas do PSDB, militando na organização da agenda de debates da social-democracia, através do ITV, em Brasília, trabalho que estimula minha pedagogia. O trabalho de conscientização dos jovens será fundamental para o futuro da democracia brasileira.
O enorme desgaste da política rouba credibilidade daqueles que mantém outras atividades profissionais. Sempre temi depender da política para viver, cedendo às suas tentações vis. Minha história é a de professor, com carreira na Unesp. Minha luta, uma verdadeira proposta de vida, liga-se à valorização do campo. Criado numa fazenda, defendo o fortalecimento da agropecuária. Agrônomo, entendo que a terra é o berço fundamental da riqueza da sociedade. Aprendiz de comunicador, descobri que o preconceito contra o campo somente se vencerá pela batalha da informação.
Na sociedade de massas, agora globalizada, o grande desafio dos agrupamentos sociais reside na sua capacidade de expressão e comunicação. Nada tem sido mais dramático para os agricultores brasileiros que seu isolamento da opinião pública. O Brasil despreza a força de sua agricultura. E ninguém valoriza o que desconhece. Isso precisa mudar.
Na televisão, nos jornais, no rádio, nas conferências públicas e nas aulas da Academia, no marketing agrícola, estarei sempre defendendo as mesmas idéias que me levaram à Câmara dos Deputados. Muda a forma, mas permanece o conteúdo.
Solicito a compreensão de meus amigos e correligionários, a quem agradeço por tudo. Não é uma decisão fácil. Preocupa-me o vazio de liderança, lamento perder a representação daqueles que sempre acreditaram em meu trabalho. Talvez seja uma passagem, um tempo na busca de amadurecimento humano e político.
O PSDB apresenta excelentes candidatos para a Câmara dos Deputados. A alguns terei condições, modestamente, de ajudar na árdua jornada eleitoral. Em São Paulo, farei o que estiver ao meu alcance para eleger José Serra, o mais preparado dos políticos nacionais. No Brasil, a moralização da vida pública recebe a candidatura de Geraldo Alckmin. O povo decidirá sobre seu futuro.
Manterei comigo, sempre, os valores que trago do berço familiar: a honradez e a simplicidade. Mais que qualquer coisa, o traço do caráter me levou a admirar dois políticos extraordinários, com quem aprendi boas lições: Mário Covas e Fernando Henrique. Nutro-me do exemplo de outro grande homem, Sérgio Mota, para manter-me obstinado, cultivando meu idealismo, uma vontade de ajudar a construir uma grande Nação, mais justa e fraterna.
Nós conseguiremos, tenho certeza.
Receba os cumprimentos do
Xico Graziano
523) Os economistas e a matematica...
Trecho da trajetoria intelectual de Lord Skidelsky (neste link):
[T]he chief source of authority in economics is mathematics. Mathematics is hailed as critical to the process of discovery, but its main use, it seems to me, is to establish the the intellectual authority of economists. (I say this with some feeling because my maths was never nearly good enough for economics. I did try to improve it, but that is another story, best told by my wife.) Economists use mathematics in an attempt to make precise what is necessarily vague. Keynes famously said, ‘It is better to be vaguely right than precisely wrong’. Most economists would disagree. They might agree that it is better to be precisely right than precisely wrong, but better to be precisely wrong than vaguely right, because only a precise hypthesis can give rise to a precise (testable) counter-hypothesis. Progress is assured if each successive hypothesis is only marginally less wrong than its predecessor. This is fine if one forgets that economics is a policy-machine, and that immense damage can be done by applying policies which are ‘precisely wrong’ rather than ‘vaguely right’.
Most economists I know suffer from ‘mathematics anxiety’, the fear that their maths is not up to scratch. Most of their time is spent acquiring and then maintaining their mathematical techniques in competitive readiness. This has a doubly crippling effect on their creativity: they have little time to think about much else and they are forced to repress any intuitions that are not mathematically tractable. All writing for newspapers carries a risk to academic reputation, but academic economists have virtually stopped addressing the public, since they dare not to think outside their mathematical boxes.
[T]he chief source of authority in economics is mathematics. Mathematics is hailed as critical to the process of discovery, but its main use, it seems to me, is to establish the the intellectual authority of economists. (I say this with some feeling because my maths was never nearly good enough for economics. I did try to improve it, but that is another story, best told by my wife.) Economists use mathematics in an attempt to make precise what is necessarily vague. Keynes famously said, ‘It is better to be vaguely right than precisely wrong’. Most economists would disagree. They might agree that it is better to be precisely right than precisely wrong, but better to be precisely wrong than vaguely right, because only a precise hypthesis can give rise to a precise (testable) counter-hypothesis. Progress is assured if each successive hypothesis is only marginally less wrong than its predecessor. This is fine if one forgets that economics is a policy-machine, and that immense damage can be done by applying policies which are ‘precisely wrong’ rather than ‘vaguely right’.
Most economists I know suffer from ‘mathematics anxiety’, the fear that their maths is not up to scratch. Most of their time is spent acquiring and then maintaining their mathematical techniques in competitive readiness. This has a doubly crippling effect on their creativity: they have little time to think about much else and they are forced to repress any intuitions that are not mathematically tractable. All writing for newspapers carries a risk to academic reputation, but academic economists have virtually stopped addressing the public, since they dare not to think outside their mathematical boxes.
522) Embaixadinha? Nao, nao se trata de uma embaixada pequena
Do site No Minimo: por Sérgio Rodrigues
Embaixadinha (26.06.2006)
O amigo botafoguense se empolga com a nota sobre o “Olé” e pergunta, talvez esperando que eu encontre mais uma vez em João Saldanha a explicação para o mistério: e a embaixadinha, de onde vem? Talvez saiba que o chute é indefensável e o gol, certo. Nunca se chegou a um acordo sobre a origem dessa acepção futebolística de “embaixada”, provavelmente mais usada no diminutivo, “embaixadinha” – aquele exercício de foca em que se controla a bola com pés, coxas, cabeça e até ombros, sem permitir que ela toque no chão.
Em seu livro “A origem curiosa das palavras” (José Olympio), Márcio Bueno não toma partido de nenhuma das duas teses que dividem os estudiosos do futebol. Limita-se a registrá-las e deixar que o leitor escolha. Uma é rebuscada e luxuosa: a palavra viria do fato de a embaixadinha ser considerada uma jogada de gala, digna de black tie e outros salamaleques exigidos em recepções diplomáticas – hipérbole típica de locutor esportivo. A segunda tese é simples e prosaica: sem qualquer relação com a diplomacia, “embaixada” viria apenas do advérbio “embaixo”, que é onde se precisa tocar na bola para mantê-la no ar.
Embaixo + ada, sufixo de coletivo. Muitas vezes embaixo, um festival de toques embaixo da bola. Não soa bem? Provavelmente nunca saberemos ao certo, mas que a simplicidade dessa explicação lhe dá um jeitão de verdadeira, dá.
Embaixadinha (26.06.2006)
O amigo botafoguense se empolga com a nota sobre o “Olé” e pergunta, talvez esperando que eu encontre mais uma vez em João Saldanha a explicação para o mistério: e a embaixadinha, de onde vem? Talvez saiba que o chute é indefensável e o gol, certo. Nunca se chegou a um acordo sobre a origem dessa acepção futebolística de “embaixada”, provavelmente mais usada no diminutivo, “embaixadinha” – aquele exercício de foca em que se controla a bola com pés, coxas, cabeça e até ombros, sem permitir que ela toque no chão.
Em seu livro “A origem curiosa das palavras” (José Olympio), Márcio Bueno não toma partido de nenhuma das duas teses que dividem os estudiosos do futebol. Limita-se a registrá-las e deixar que o leitor escolha. Uma é rebuscada e luxuosa: a palavra viria do fato de a embaixadinha ser considerada uma jogada de gala, digna de black tie e outros salamaleques exigidos em recepções diplomáticas – hipérbole típica de locutor esportivo. A segunda tese é simples e prosaica: sem qualquer relação com a diplomacia, “embaixada” viria apenas do advérbio “embaixo”, que é onde se precisa tocar na bola para mantê-la no ar.
Embaixo + ada, sufixo de coletivo. Muitas vezes embaixo, um festival de toques embaixo da bola. Não soa bem? Provavelmente nunca saberemos ao certo, mas que a simplicidade dessa explicação lhe dá um jeitão de verdadeira, dá.
521) Preparados para uma sessão de tortura? (ou seria a própria seção do inferno?)
Veja quais são os 74 impostos no Brasil
Com a criação da taxa de fiscalização e controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP nº 233/2004 - agora são 74 impostos e taxas no Brasil - correspondendo a 48,83% sobre o faturamento bruto das empresas.
Confira a lista de tributos que pagamos no Brasil - segundo o sitio da Aclame.
(está em ordem alfabética para não deixar ninguém confuso, mas uma organização cronológica revelaria toda a lógica (ou falta de) de nosso ordenamento tributário, que mais se parece uma casa de loucos, que só faz sentido para a própria receita, e para os governantes, que adoram dispor de recursos fáceis...)
* Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante - AFRMM - Lei 10.893/2004
* Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968
* Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - Lei 10.168/2000
* Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado "Salário Educação"
* Contribuição ao Funrural
* Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955
* Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
* Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Lei 8.621/1946
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
* Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
* Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
* Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP)
* Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993
* Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
* Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
* Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001
* Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002
* Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional - CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
* Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
* Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral, vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
* Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT)
* Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001
* Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
* Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
* Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE, etc.)
* Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc.
* Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974
* Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - lei 5.070/1966 com novas disposições da lei 9.472/1997
* Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
* Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9998/2000
* Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002.
* Imposto s/Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
* Imposto sobre a Exportação (IE)
* Imposto sobre a Importação (II)
* Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
* Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)
* Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
* Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica)
* Imposto sobre Operações de Crédito (IOF)
* Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
* Imposto sobre Transmissão Bens Intervivos (ITBI)
* Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)
* INSS - Autônomos e Empresários
* INSS - Empregados
* INSS - Patronal
* IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
* Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)
* Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro
* Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - lei 10.870/2004
* Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto Lei 1.899/1981
* Taxa de Coleta de Lixo
* Taxa de Combate a Incêndios
* Taxa de Conservação e Limpeza Pública
* Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - lei 10.165/2000
* Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - lei 10.357/2001, art. 16
* Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
* Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - lei 7.940/1989
* Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23
* Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - lei 10.834/2003
* Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP 233/2004
* Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
* Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
* Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
* Taxa de Serviços Administrativos - TSA - Zona Franca de Manaus - lei 9960/2000
* Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da lei 9933/1999
* Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
* Taxas de Outorgas (Radiodifusão, Telecomunicações, Transporte Rodoviário e Ferroviário, etc.)
* Taxas de Saúde Suplementar - ANS - lei 9.961/2000, art. 18
* Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
* Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
* Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998
Chegou até o final? Cansou?
Deve ter mais: eu acho simplesmente impossível que sejam só 74. Não é possível, tem de ter mais. Esqueceram as gorjetas dos trombadinhas, os dez por cento obrigatórios nos serviços diretos aos clientes de restaurantes, o Natal dos porteiros e dos lixeiros, a Páscoa das crianças nos semáforos, enfim vários impostos indiretos que nos tocam muito diretamente.
Não é para ficar deprimido...
Com a criação da taxa de fiscalização e controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP nº 233/2004 - agora são 74 impostos e taxas no Brasil - correspondendo a 48,83% sobre o faturamento bruto das empresas.
Confira a lista de tributos que pagamos no Brasil - segundo o sitio da Aclame.
(está em ordem alfabética para não deixar ninguém confuso, mas uma organização cronológica revelaria toda a lógica (ou falta de) de nosso ordenamento tributário, que mais se parece uma casa de loucos, que só faz sentido para a própria receita, e para os governantes, que adoram dispor de recursos fáceis...)
* Adicional de Frete para Renovação da Marinha Mercante - AFRMM - Lei 10.893/2004
* Contribuição á Direção de Portos e Costas (DPC) - Lei 5.461/1968
* Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico - FNDCT - Lei 10.168/2000
* Contribuição ao Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), também chamado "Salário Educação"
* Contribuição ao Funrural
* Contribuição ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA) - Lei 2.613/1955
* Contribuição ao Seguro Acidente de Trabalho (SAT)
* Contribuição ao Serviço Brasileiro de Apoio a Pequena Empresa (Sebrae) - Lei 8.029/1990
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Comercial (SENAC) - Lei 8.621/1946
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado dos Transportes (SENAT) - Lei 8.706/1993
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Industrial (SENAI) - Lei 4.048/1942
* Contribuição ao Serviço Nacional de Aprendizado Rural (SENAR) - Lei 8.315/1991
* Contribuição ao Serviço Social da Indústria (SESI) - Lei 9.403/1946
* Contribuição ao Serviço Social do Comércio (SESC) - Lei 9.853/1946
* Contribuição ao Serviço Social do Cooperativismo (SESCOOP)
* Contribuição ao Serviço Social dos Transportes (SEST) - Lei 8.706/1993
* Contribuição Confederativa Laboral (dos empregados)
* Contribuição Confederativa Patronal (das empresas)
* Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico - CIDE Combustíveis - Lei 10.336/2001
* Contribuição para Custeio do Serviço de Iluminação Pública - Emenda Constitucional 39/2002
* Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional - CONDECINE - art. 32 da Medida Provisória 2228-1/2001 e Lei 10.454/2002
* Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF)
* Contribuição Sindical Laboral (não se confunde com a Contribuição Confederativa Laboral, vide comentários sobre a Contribuição Sindical Patronal)
* Contribuição Sindical Patronal (não se confunde com a Contribuição Confederativa Patronal, já que a Contribuição Sindical Patronal é obrigatória, pelo artigo 578 da CLT, e a Confederativa foi instituída pelo art. 8º, inciso IV, da Constituição Federal e é obrigatória em função da assembléia do Sindicato que a instituir para seus associados, independentemente da contribuição prevista na CLT)
* Contribuição Social Adicional para Reposição das Perdas Inflacionárias do FGTS - Lei Complementar 110/2001
* Contribuição Social para o Financiamento da Seguridade Social (COFINS)
* Contribuição Social sobre o Lucro Líquido (CSLL)
* Contribuições aos Órgãos de Fiscalização Profissional (OAB, CRC, CREA, CRECI, CORE, etc.)
* Contribuições de Melhoria: asfalto, calçamento, esgoto, rede de água, rede de esgoto, etc.
* Fundo Aeroviário (FAER) - Decreto Lei 1.305/1974
* Fundo de Fiscalização das Telecomunicações (FISTEL) - lei 5.070/1966 com novas disposições da lei 9.472/1997
* Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS)
* Fundo de Universalização dos Serviços de Telecomunicações (FUST) - art. 6 da Lei 9998/2000
* Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) - art.6 do Decreto-lei 1.437/1975 e art. 10 da IN SRF 180/2002.
* Imposto s/Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)
* Imposto sobre a Exportação (IE)
* Imposto sobre a Importação (II)
* Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA)
* Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU)
* Imposto sobre a Propriedade Territorial Rural (ITR)
* Imposto sobre a Renda e Proventos de Qualquer Natureza (IR - pessoa física e jurídica)
* Imposto sobre Operações de Crédito (IOF)
* Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISS)
* Imposto sobre Transmissão Bens Intervivos (ITBI)
* Imposto sobre Transmissão Causa Mortis e Doação (ITCMD)
* INSS - Autônomos e Empresários
* INSS - Empregados
* INSS - Patronal
* IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados)
* Programa de Integração Social (PIS) e Programa de Formação do Patrimônio do Servidor Público (PASEP)
* Taxa de Autorização do Trabalho Estrangeiro
* Taxa de Avaliação in loco das Instituições de Educação e Cursos de Graduação - lei 10.870/2004
* Taxa de Classificação, Inspeção e Fiscalização de produtos animais e vegetais ou de consumo nas atividades agropecuárias - Decreto Lei 1.899/1981
* Taxa de Coleta de Lixo
* Taxa de Combate a Incêndios
* Taxa de Conservação e Limpeza Pública
* Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental - TCFA - lei 10.165/2000
* Taxa de Controle e Fiscalização de Produtos Químicos - lei 10.357/2001, art. 16
* Taxa de Emissão de Documentos (níveis municipais, estaduais e federais)
* Taxa de Fiscalização CVM (Comissão de Valores Mobiliários) - lei 7.940/1989
* Taxa de Fiscalização de Vigilância Sanitária Lei 9.782/1999, art. 23
* Taxa de Fiscalização dos Produtos Controlados pelo Exército Brasileiro - TFPC - lei 10.834/2003
* Taxa de Fiscalização e Controle da Previdência Complementar - TAFIC - art. 12 da MP 233/2004
* Taxa de Licenciamento Anual de Veículo
* Taxa de Licenciamento para Funcionamento e Alvará Municipal
* Taxa de Pesquisa Mineral DNPM - Portaria Ministerial 503/1999
* Taxa de Serviços Administrativos - TSA - Zona Franca de Manaus - lei 9960/2000
* Taxa de Serviços Metrológicos - art. 11 da lei 9933/1999
* Taxas ao Conselho Nacional de Petróleo (CNP)
* Taxas de Outorgas (Radiodifusão, Telecomunicações, Transporte Rodoviário e Ferroviário, etc.)
* Taxas de Saúde Suplementar - ANS - lei 9.961/2000, art. 18
* Taxa de Utilização do MERCANTE - Decreto 5.324/2004
* Taxas do Registro do Comércio (Juntas Comerciais)
* Taxa Processual Conselho Administrativo de Defesa Econômica - CADE - Lei 9.718/1998
Chegou até o final? Cansou?
Deve ter mais: eu acho simplesmente impossível que sejam só 74. Não é possível, tem de ter mais. Esqueceram as gorjetas dos trombadinhas, os dez por cento obrigatórios nos serviços diretos aos clientes de restaurantes, o Natal dos porteiros e dos lixeiros, a Páscoa das crianças nos semáforos, enfim vários impostos indiretos que nos tocam muito diretamente.
Não é para ficar deprimido...
520) Lord Skidelsky: um britânico da China
The man who wrote The Road From Serfdom...
Gostaria de recomendar a todos, absolutamente a todos todos, o site do grande intelectual britânico (nascido na Mandchúria, no entre guerras, em 1939), Robert Skidelsky: www.skidelskyr.com
Professor Lord Skidelsky is Professor of Political Economy at the University of Warwick, author of The World After Communism (1995) and a biography of the economist John Maynard Keynes, which received 5 prizes, including the Lionel Gelber Prize for International Relations and the Council of Foreign Relations Prize for International Relations. He was elected a Fellow of the British Academy in 1994.
The single-volume abridgment of his three-volume biography of John Maynard Keynes was recently published in the US.
Robert Skidelsky elevated to the House of Lords in 1991 and served as Chief Opposition Spokesman on Treasury Affairs (1998-1999). From 1991 to 2001 he was Chairman of the Social Market Foundation. Since 2002 he has been Chairman of the Centre for Global Studies (London).
Lord Skidelsky is a non-executive director of Janus Capital Inc, Chairman of the Greater Europe Fund and a Director of Transnational Insights Ltd. A Russian speaker, he is Director of the Moscow School of Political Studies and Founder and Executive Secretary of The UK/Russia Round Table. He is also a Trustee of the Manhattan Institute and Chairman of the Governors of the Brighton College.
Alguns de seus muitos artigos, discursos, entevistas podem ser encontrados neste link: http://skidelskyr.com/?publications
Recomendo particularmente este trabalho:
From History to Economics and Back: A Personal and Intellectual Journey,
neste link.
Boas leituras a todos...
Gostaria de recomendar a todos, absolutamente a todos todos, o site do grande intelectual britânico (nascido na Mandchúria, no entre guerras, em 1939), Robert Skidelsky: www.skidelskyr.com
Professor Lord Skidelsky is Professor of Political Economy at the University of Warwick, author of The World After Communism (1995) and a biography of the economist John Maynard Keynes, which received 5 prizes, including the Lionel Gelber Prize for International Relations and the Council of Foreign Relations Prize for International Relations. He was elected a Fellow of the British Academy in 1994.
The single-volume abridgment of his three-volume biography of John Maynard Keynes was recently published in the US.
Robert Skidelsky elevated to the House of Lords in 1991 and served as Chief Opposition Spokesman on Treasury Affairs (1998-1999). From 1991 to 2001 he was Chairman of the Social Market Foundation. Since 2002 he has been Chairman of the Centre for Global Studies (London).
Lord Skidelsky is a non-executive director of Janus Capital Inc, Chairman of the Greater Europe Fund and a Director of Transnational Insights Ltd. A Russian speaker, he is Director of the Moscow School of Political Studies and Founder and Executive Secretary of The UK/Russia Round Table. He is also a Trustee of the Manhattan Institute and Chairman of the Governors of the Brighton College.
Alguns de seus muitos artigos, discursos, entevistas podem ser encontrados neste link: http://skidelskyr.com/?publications
Recomendo particularmente este trabalho:
From History to Economics and Back: A Personal and Intellectual Journey,
neste link.
Boas leituras a todos...
segunda-feira, 26 de junho de 2006
519) Lei da mordaça no IPEA?
Leio, na coluna da Sonia Racy, "Direito da Fonte", publicada no jornal O Estado de S.Paulo, no último sábado, 24 de junho de 2005, esta nota final, na seção "Curtas":
"Decidiu-se dentro da cúpula do governo Lula, incluindo o Planejamento, que o economista Fabio Giambiagi não mais poderá falar em nome do IPEA."
Minha impressão é a de que a dita cúpula não ficou contente com os estudos do IPEA, feitos por vários economistas, entre eles Giambiagi, que demonstram o excesso de gastos do governo com aumentos no salário mínimo e outras despesas sociais, ameaçando o equilíbrio fiscal a curto prazo. Esse alerta tinha sido refletido na coluna daquela jornalista sob o título de "Aumentos reais do mínimo custaram R$ 250 bilhões" (OESP, 21/06/06). A repercussão parece ter sido péssima no atual ar seco de Brasília.
Não adiantou muito o presidente do IPEA ter dito, logo em seguida que "as opiniões ali emitidas (no documento analítico do IPEA) são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do IPEA ou do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão". Parece que esse "disclaimer", que é de rigor em se tratando de estudos controversos, não produziu os efeitos desejados em certos "quartéis", preferindo os preocupados silenciar o mensageiro, antes que preocupar-se com o conteúdo da mensagem, de fato deveras preocupante...
Parece, bem mais, que, no caso em espécie, não se trata apenas de "opiniões", mas de fatos, ou pelo menos de deduções apoiadas em projeções relativamente objetivas quanto ao percurso futuro das contas públicas a partir dessas novas despesas contratadas pelo governo e produzindo "lasting effects", isto é, vindo para perdurar, não sendo aquele tipo de gasto com investimento que produz efeitos "once and for all" (isto é, se esgotam no ato de "consumo", ou de investimento).
Governos em geral costumam recorrer à lei da mordaça contra funcionários recalcitrantes, ou que costumam colocar o dedo na ferida.
Não creio que a "lei da mordaça" seja um sinal de, não digo abertura ao diálogo, mas de simples "diálogo com os números". Por enquanto, os números vencem o governo por larga distância.
O problema é que não se trata de um problema do governo, e sim de todos nós.
Aumento de despesas públicas, e déficits que se manifestam em conseqüência disso, só tem três saídas possíveis: mais inflação (via emissionismo irresponsável), mais tributos (dada a necessidade de cobrir as despesas com novos recursos), ou mais dívida pública (que onera a todos nós, e a nossos filhos e netos, com grandes amortizações futuras e um serviço da dívida maior, o que por sua vez onera a conta dos juros e os custos do superávit primário).
Ou seja, não há ganhadores nessa história, seja pela conta a ser paga mais à frente (ou já em 2007), seja pela falta de transparência na discussão dos problemas reais da economia brasileira.
Em lugar de fazer "lei da mordaça", os responsáveis da área poderiam vir a público oferecer explicações e uma interpretação diferente do cenário proposto pelos economistas do IPEA.
"Decidiu-se dentro da cúpula do governo Lula, incluindo o Planejamento, que o economista Fabio Giambiagi não mais poderá falar em nome do IPEA."
Minha impressão é a de que a dita cúpula não ficou contente com os estudos do IPEA, feitos por vários economistas, entre eles Giambiagi, que demonstram o excesso de gastos do governo com aumentos no salário mínimo e outras despesas sociais, ameaçando o equilíbrio fiscal a curto prazo. Esse alerta tinha sido refletido na coluna daquela jornalista sob o título de "Aumentos reais do mínimo custaram R$ 250 bilhões" (OESP, 21/06/06). A repercussão parece ter sido péssima no atual ar seco de Brasília.
Não adiantou muito o presidente do IPEA ter dito, logo em seguida que "as opiniões ali emitidas (no documento analítico do IPEA) são de exclusiva e inteira responsabilidade dos autores, não exprimindo, necessariamente, o ponto de vista do IPEA ou do Ministério do Planejamento, Orçamento e Gestão". Parece que esse "disclaimer", que é de rigor em se tratando de estudos controversos, não produziu os efeitos desejados em certos "quartéis", preferindo os preocupados silenciar o mensageiro, antes que preocupar-se com o conteúdo da mensagem, de fato deveras preocupante...
Parece, bem mais, que, no caso em espécie, não se trata apenas de "opiniões", mas de fatos, ou pelo menos de deduções apoiadas em projeções relativamente objetivas quanto ao percurso futuro das contas públicas a partir dessas novas despesas contratadas pelo governo e produzindo "lasting effects", isto é, vindo para perdurar, não sendo aquele tipo de gasto com investimento que produz efeitos "once and for all" (isto é, se esgotam no ato de "consumo", ou de investimento).
Governos em geral costumam recorrer à lei da mordaça contra funcionários recalcitrantes, ou que costumam colocar o dedo na ferida.
Não creio que a "lei da mordaça" seja um sinal de, não digo abertura ao diálogo, mas de simples "diálogo com os números". Por enquanto, os números vencem o governo por larga distância.
O problema é que não se trata de um problema do governo, e sim de todos nós.
Aumento de despesas públicas, e déficits que se manifestam em conseqüência disso, só tem três saídas possíveis: mais inflação (via emissionismo irresponsável), mais tributos (dada a necessidade de cobrir as despesas com novos recursos), ou mais dívida pública (que onera a todos nós, e a nossos filhos e netos, com grandes amortizações futuras e um serviço da dívida maior, o que por sua vez onera a conta dos juros e os custos do superávit primário).
Ou seja, não há ganhadores nessa história, seja pela conta a ser paga mais à frente (ou já em 2007), seja pela falta de transparência na discussão dos problemas reais da economia brasileira.
Em lugar de fazer "lei da mordaça", os responsáveis da área poderiam vir a público oferecer explicações e uma interpretação diferente do cenário proposto pelos economistas do IPEA.
518) O Mercosul em francês vira Mercosud (pelo menos para mim...)
Le Brésil et le Mercosud
Une émission de la radio France Culture
O que segue abaixo é o resultado de um programa sobre o Brasil produzido pelo jornalista francês Thierry Garcin para a Radio France Culture, no quadro do ano do Brasil na França (em 2005). Ele me entrevistou sobre o Mercosul, um de meus objetos de pesquisa. A despeito de eu privilegiar a palavra Mercosud, um néologisme en Français, sobre sua forma mais frequente no exterior (Mercosur, que retoma do espanhol), eu acabei me referindo, algumas vezes ao Mercosul ou ao Mercosur, no meio da entrevista gravada.
Para os que desejam se familiarizar um pouco com a terminologie française de l'intégration, en vue des examens d'entrée à l'Itamaraty, c'est une occasion d'écouter (ou d'entendre, si vous voulez bien) ce que j'ai à dire sur le Mercosud.
C'est tout de même dommage que le journaliste Thierry Garcin ait seulement retenu une toute petite partie du long interview (eh, oui, en Anglais, n'en déplaise les francophones, ou francopholes, enragés) que je lui en donné pendant une bonne partie d'un après-midi de printemps à Brasilia...
Brésil 3/5
Emission du 26 Octobre 2005
Paulo Roberto de Almeida
Neste link para as informações introdutórias.
(ici il y avait une belle photo de moi, prise par T.G.)
Paulo Roberto de Almeida
© R.F./Thierry Garcin
L’intégration économique régionale du Mercosud.
Malgré son nom (marché commun du Sud), le Mercosud tend au marché commun. C’est un processus original, graduel et non linéaire d’intégration économique régionale.
Sa composition est déséquilibrée : un éléphant (le Brésil), un poids moyen (l’Argentine), et deux tout petits pays (l’Uruguay, le Paraguay).
Le Mercosud a des accords avec des membres associés.
Quelles réalisations, à partir de quels échanges, dans quel but, en fonction de quels aléas internes (crises monétaires brésiliennes, grave crise économique et financière en Argentine), et externes (aux conditions des Etats-Unis).
Comment le Mercosud peut-il évoluer? (PRA: j'ai corrigé une petite erreur de Français ici, car c'était écrit "évoulué"; tout de même, si je dois corriger le Français à des français, o'u allons-nous tomber, comme on dirait par ici?)
Vous retrouverez également dans l'émission "Radio libre" un documentaire de deux heures, intitulé : « Le Brésil, entre les contradictions internes et les aspirations mondiales » le samedi 29 octobre, de 15h à 17h.
http://www.blogger.com/img/gl.link.gif
Voir la bibliographie du 17 octobre dernier dans la fenêtre "Archives"
Invité: Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto de Almeida est docteur en Sciences Sociales (Université Libre de Bruxelles, 1984), Maître en Planning Économique (Université d’Anvers, 1977) et diplomate de carrière depuis 1977. Il est aussi professeur à l’académie diplomatique du Brésil (Instituto Rio Branco) et au Centre Universitaire de Brasília (Uniceub).
Depuis 2003, il est Conseiller auprès de l’Unité d’Affaires Stratégiques de la Présidence de la République du Brésil. Avant, il était Ministre-Conseiller à l’Ambassade du Brésil à Washington (1999-2003).
Auteur de plusieurs livres publiés au Brésil et à l’étranger.
Écouter l’émission: http://www.radiofrance.fr/listen.php?file=/chaines/france-culture/chroniques2/enjeux/enjeux_20051026.ra
(ouvir em Real Audio, ou Real Player)
Une émission de la radio France Culture
O que segue abaixo é o resultado de um programa sobre o Brasil produzido pelo jornalista francês Thierry Garcin para a Radio France Culture, no quadro do ano do Brasil na França (em 2005). Ele me entrevistou sobre o Mercosul, um de meus objetos de pesquisa. A despeito de eu privilegiar a palavra Mercosud, um néologisme en Français, sobre sua forma mais frequente no exterior (Mercosur, que retoma do espanhol), eu acabei me referindo, algumas vezes ao Mercosul ou ao Mercosur, no meio da entrevista gravada.
Para os que desejam se familiarizar um pouco com a terminologie française de l'intégration, en vue des examens d'entrée à l'Itamaraty, c'est une occasion d'écouter (ou d'entendre, si vous voulez bien) ce que j'ai à dire sur le Mercosud.
C'est tout de même dommage que le journaliste Thierry Garcin ait seulement retenu une toute petite partie du long interview (eh, oui, en Anglais, n'en déplaise les francophones, ou francopholes, enragés) que je lui en donné pendant une bonne partie d'un après-midi de printemps à Brasilia...
Brésil 3/5
Emission du 26 Octobre 2005
Paulo Roberto de Almeida
Neste link para as informações introdutórias.
(ici il y avait une belle photo de moi, prise par T.G.)
Paulo Roberto de Almeida
© R.F./Thierry Garcin
L’intégration économique régionale du Mercosud.
Malgré son nom (marché commun du Sud), le Mercosud tend au marché commun. C’est un processus original, graduel et non linéaire d’intégration économique régionale.
Sa composition est déséquilibrée : un éléphant (le Brésil), un poids moyen (l’Argentine), et deux tout petits pays (l’Uruguay, le Paraguay).
Le Mercosud a des accords avec des membres associés.
Quelles réalisations, à partir de quels échanges, dans quel but, en fonction de quels aléas internes (crises monétaires brésiliennes, grave crise économique et financière en Argentine), et externes (aux conditions des Etats-Unis).
Comment le Mercosud peut-il évoluer? (PRA: j'ai corrigé une petite erreur de Français ici, car c'était écrit "évoulué"; tout de même, si je dois corriger le Français à des français, o'u allons-nous tomber, comme on dirait par ici?)
Vous retrouverez également dans l'émission "Radio libre" un documentaire de deux heures, intitulé : « Le Brésil, entre les contradictions internes et les aspirations mondiales » le samedi 29 octobre, de 15h à 17h.
http://www.blogger.com/img/gl.link.gif
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Invité: Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto de Almeida est docteur en Sciences Sociales (Université Libre de Bruxelles, 1984), Maître en Planning Économique (Université d’Anvers, 1977) et diplomate de carrière depuis 1977. Il est aussi professeur à l’académie diplomatique du Brésil (Instituto Rio Branco) et au Centre Universitaire de Brasília (Uniceub).
Depuis 2003, il est Conseiller auprès de l’Unité d’Affaires Stratégiques de la Présidence de la République du Brésil. Avant, il était Ministre-Conseiller à l’Ambassade du Brésil à Washington (1999-2003).
Auteur de plusieurs livres publiés au Brésil et à l’étranger.
Écouter l’émission: http://www.radiofrance.fr/listen.php?file=/chaines/france-culture/chroniques2/enjeux/enjeux_20051026.ra
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