terça-feira, 9 de setembro de 2014

Bolivia: nova reeleicao de Evo Morales, o bolivariano ortodoxo em economia - Sergio Leo

Tenho dúvidas sobre se a Petrobras foi realmente indenizada, ou apenas paga em gas importado da Bolívia. Ainda que tenha sido, os valores ficaram bem abaixo do que ela efetivamente investiu.
Paulo Roberto de Almeida

Por que mirar a Bolívia, heterodoxa na ortodoxia
Sergio Leo
Valor Econômico, 8/09/2014

Índices de aprovação beirando os 80% e liderança absoluta nas pesquisas eleitorais acompanham o presidente boliviano, Evo Morales, em sua disputa para um terceiro mandato, nas eleições presidenciais de outubro. O bolivariano que ofendeu os mercados e patrocinou uma Constituição de inéditos poderes à população indígena beneficia-se do crescimento econômico, um dos maiores da região.
Em 2006, quem (como este colunista) estivesse em La Paz, à espera das comemorações do 1 º de Maio na Bolívia, notaria o insistente noticiário sobre a iminente decepção dos bolivianos com o primeiro - e pequeno - aumento do salário mínimo a ser anunciado pelo estreante Evo Morales. À tarde, fora da capital, o que Evo anunciou foi a nacionalização das reservas de gás e de refinarias da Petrobras, que cercou com tropas militares.
O ato gerou uma crise política com o Brasil presidido pelo aliado Lula, depois amenizada, inclusive com pagamento de indenizações devidas à Petrobras. Mas a política econômica que se seguiu afastou investidores e a própria Petrobras. Pouco se falou, porém, da política fortemente baseada na ortodoxia fiscal, adotada desde então pelo ex-cocalero, que conteve arroubos sobre o salário mínimo e outras contas públicas, e garantiu o relativo êxito econômico do país.
"Já há vários anos, o desempenho macroeconômico da Bolívia tem sido muito bom", elogiou a economista do FMI Ana Corbacho, chefe da missão que, em fevereiro, analisou as contas bolivianas. "Esse desempenho foi ativamente apoiado por políticas públicas que ajudaram a aumentar em quase três vezes a renda média da população, melhorar a distribuição de renda e provocar grande redução de pobreza", acrescentou, ao relatar as discussões com as autoridades do país. "E, além disso, tudo aconteceu num período muito curto".
Em 2013, Evo conseguiu um recorde histórico de crescimento, 6,8%, acumulou reservas recordes em moeda internacional, equivalentes a quase metade do Produto Interno Bruto, e manteve superávits, tanto nas contas do governo (1,4% do PIB), quanto nas estatais (0,5%). Estatais, aliás, trazidas ao controle do Estado após um agressivo programa de nacionalização, que afetou os setores de gás e petróleo, telecomunicações, transportes e mineração.
Evo não baixou suas ironias contra o FMI nem após os elogios; e foi bem-sucedido também na política: após uma sucessão de crises, ameaças de separatismo na rica região agrícola conhecida como "meia-lua", na fronteira com o Brasil, ele cooptou, ou afastou do caminho (às vezes com métodos violentos), empresários e líderes oposicionistas, enfraquecendo as ameaças à sua gestão. A terceira reeleição presidencial é uma inédita estabilidade num país que, entre 2001 e 2005, foi governado por seis diferentes presidentes.
Morales era um presidente fraco, de pequeno apoio político em uma Bolívia dividida, em 2006. Desde então, o país cresceu, em média, 4,5% ao ano. Aplicou, sob aprovação de instituições como o Banco Mundial, seu programa de redistribuição da renda e preparou-se bem, segundo o FMI, para enfrentar turbulências como a queda do preço do gás e a desaceleração econômica de seus principais clientes, Brasil e Argentina.
Evo conseguiu, também, um nível razoável de investimento externo, 3,5% do PIB no ano passado, mas muito concentrado nos fornecedores para o setor de gás e petróleo. O gás responde por mais da metade da receita governamental, em um país onde os impostos diretos são quase zero. O governo só agora construiu uma usina para separar, do gás fornecido ao Brasil, gases de uso mais nobre, destinados à petroquímica.
A Bolívia não foi tão bem em reduzir a gás-dependência e avançar além do modelo exportador de commodities. Também é preocupante a retração dos investimentos, inclusive da Petrobras, na exploração e ampliação das reservas de hidrocarbonetos. Desde a nacionalização, os governos Lula e Dilma reduziram quase à metade a dependência do Brasil em relação ao gás boliviano, ao criar infraestrutura para liquefazer e distribuir gás de outros fornecedores.
O afastamento brasileiro não foi completo: neste ano, a Petrobras, descumprindo recomendações de seu departamento jurídico, concordou, após muita resistência do governo Dilma e pressões crescentes de La Paz, em pagar um adicional a Evo pelos gases "ricos" de alta qualidade contidos no gás fornecido ao Brasil nos últimos anos. O Senado cobra explicação da estatal pelo pagamento de US$ 434 milhões.
O governo Evo é acusado de manipular e reprimir o Judiciário para mover ações judiciais contra oposicionistas -150 bolivianos estão refugiados no Brasil fugindo de processos e perseguição - e pode perder sua confortável maioria parlamentar nas próximas eleições, turvando sua capacidade de governar e trazendo riscos de repressão violenta dos oposicionistas.
Na economia, há expectativa de que o terceiro mandato de Evo seja acompanhado de reformas mais amistosas ao setor privado e investidores. A falta de investimentos em ampliação de reservas pode deixar a Bolívia sem gás para todo o consumo e os compromissos de exportação já em 2017, segundo o ex-ministro de Minas e Energia boliviano Álvaro Ríos Roca, que prevê necessidade de investimentos imediatos de pelo menos US$ 5 bilhões no setor.
Em cenário de queda de preços, com concorrência do gás extraído de rochas, Evo vê aproximar-se o fim do atual contrato de fornecimento ao Brasil, em 2019, e deve pressionar para uma renegociação em breve, decidido a não aceitar uma redução nos preços atuais. Na Bolívia, cresce o sentimento nacionalista e antibrasileiro (por motivos diversos, entre eles a riqueza dos empresários de origem brasileira na 'media luna' e as manifestações preconceituosas no Brasil contra bolivianos).
Será grande a tentação de qualquer governante lá, de responder a uma eventual piora na situação econômica desviando atenções para uma briga com o Brasil. A vencedora (ou vencedor) das eleições brasileiras de outubro deve incluir a Bolívia entre os temas desafiadores a estudar durante o seu mandato.

Sergio Leo é jornalista e especialista em relações internacionais pela UnB. É autor do livro "Ascensão e Queda do Império X", lançado em 2014. Escreve às segundas-feiras

Eleicoes 2014: Vovo Coragem mete o dedo na cara da soberana

Corajosa e destemida, além de sincera, claro, do contrário não teria feito o que fez.
Merece a medalha da bravura do ano:

 IDOSA METE A MÃO NA CARA DE DILMA
EM PLENO RESTAURANTE POPULAR
Dilma e a idosa
Esta imagem havia sido censurada a todo custo pelo coordenador
da campanha da atual presidente, mas vazou na internet. Na foto
uma senhora humilde põe o dedo na cara de Dilma e parece lhe
falar algo desagradável.  Segundo testemunhas presentes, chegou-nos
a informação que a idosa disse as seguintes palavras: " a senhora acha
que a gente é trouxa?Eu tenho 80 anos.Você é a mulher mais sorrateira
e mentirosa que já vi.Ferrou com a minha aposentadoria.Come caviar as
minhas custas e agora quer dar uma de boazinha comendo essa lavagem?
Toma vergonha na cara e vê se some porque aqui ninguém gosta de você.
Fonte: Grupo - Que Brasil nós queremos

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Fracasso da economia companheira e a ameaca totalitaria sempre presente...

Os lulo-petistas, a a malta de mercenários a soldo que os cercam, são um pouco como aquele lobo da história: perdem o pelo, mas não perdem o vício.
Pegos com a boca na botija, como se diz, roubando deslavadamente, tentam se esquivar dizendo que seria impossível acabar com a corrupçnao, pois todo mundo a pratica, em ampla escala.
MENTIRA! MENTIRA! MENTIRA!
Para reduzir, certamente não acabar, mas limitar amplamente a corrupção seria preciso duas coisas. Primeiro: diminuir o peso do Estado na economia, pois todos os casos de corrupção, repito TODOS, envolvem desvio de dinheiro público. Desvio não, roubo puro e simples, falcatruas deliberadas, contratos construídos expressamente para permitir superfaturamente, desvio, roubo, enfim. Os petistas se tornaram especialistas nesse tipo de coisa: antes roubavam o lanche das crianças e o transporte dos cidadãos, querendo isso dizer que eles arrancavam propinas dos pequenos contratos que faziam nas prefeituras que dominavam. Depois, com a conquista do Estado, o grande butim, passaram a criar estatais e lotaram as existentes com os seus companheiros, com a função expressa de roubar, como se viu na grande vaca petrolífera (e não apenas Pasadena, um grande e exitoso negócio, mas também na refinaria Abreu e Lima, equivalente a várias Pasadenas juntas, e da qual ainda não se falou nada; só com esta, são vários bilhões de reais de sobrefaturamento, pois passou de 3 ou 4 bilhões a previsão inicial para mais de 20 bi atualmente.
Segundo: afastar a máfia do poder, pois o que se roubava antes em escala artesanal, pela mão dos políticos tradicionais e suas pequenas falcatruas com ONGs familiares, passou a se roubar em escala mega-industrial, transnacional, com o partido mafioso no poder. Afastado este, a corrupção voltará ao seu estilo tradicional quase uma feira de quarteirão, comparado com as grandes superfícies do partido neobolchevique. Aliás, se compararmos a corrupção que afastou Collor da presidência (hoje um aliado dos companheiros) com os atuais esquemas, aquele pobre diabo (que eu achava a maior fraude do Brasil, até ser superado pelo sapo barbido) deveria ter sido julgado num juizado de pequenas causas (afinal de contas, foram alguns milhões, e um Fiat Elba). O partido neobolchevique roubou e continua roubando na faixa de bilhões e só conhecemos a ponta do iceberg, maior do que aquele que afundou o Titanic.
Não bastasse isso, temos a destruição da economia pela incompetência de todos eles, não só o patético ministro da área, mas sua chefe e todos os outros, keynesianos de botequim. Els conseguiram desmentir Keynes e Celso Furtado juntos: produziram inflação sem qualquer crescimento, como mostra a primeira matéria abaixo.
Na segunda, temos a ameaça renovada. O plebiscito do partido totalitário para reformar o sistema político-eleitoral à sua imagem e semelhança, sem falar do decreto bolivariano dos sovietes companheiros.
Não existe outro caminho senão escorraçá-los pelo voto, e ficar preparados para o que vem depois: a sabotagem, o saque, a desorganização do Estado e os roubos de última hora.
O desastre companheiro já está custando muito caro ao Brasil.
Vou fazer a minha lista dos crimes econômicos do lulo-petismo.
Paulo Roberto de Almeida

Brasil economía
Expertos rebajan al 0,48 % previsión de crecimiento para Brasil en 2014
 
Expertos financieros han vuelto a recortar su previsión de crecimiento para la economía de Brasil en 2014 y la situaron ahora en 0,48 %, frente al 0,52 % que proyectaban hasta la semana pasada, informó el Banco Central.
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Brasil elecciones
Rousseff promete plebiscito para impulsar una reforma política
La presidenta brasileña y aspirante a la reelección, Dilma Rousseff, prometió que si gana las elecciones de octubre próximo convocará un plebiscito popular con el objetivo de impulsar una amplia reforma política..
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