domingo, 26 de abril de 2026

UM SÉCULO DEPOIS DA FUNDAÇÃO DA USP FINALMENTE UM NEGRO NA REITORIA (FSP)

Confesso que nunca vi o professor Amancio como negro, apenas como um brasileiro. PRA

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UM SÉCULO DEPOIS DA FUNDAÇÃO DA USP FINALMENTE UM NEGRO NA REITORIA 

O professor titular da USP (Universidade de São Paulo) Folha de S. Paulo, 25/04/2026

Amâncio Jorge de Oliveira, 58, novo pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária, vê a chegada à administração da universidade como simbólica especialmente para os jovens negros que estão no ensino superior e que buscam uma carreira acadêmica.

A nomeação de Amâncio alça um homem negro ao alto escalão uspiano pela primeira vez em 92 anos de instituição. Para ele, após o ingresso de alunos e docentes negros, é necessário discutir a mobilidade nas carreiras e as oportunidades dentro dos espaços públicos.

O professor tem trajetória marcada por adaptações. Foi vice-diretor do Instituto de Relações Internacionais da universidade e vice-diretor do Museu do Ipiranga de 2020 a 2024, no bicentenário da Independência e quando o museu foi reinaugurado após anos em obras.

Agora, na administração central da maior instituição de ensino superior do país, diz que pretende intensificar a relação entre universidade e sociedade. Propõe aprimorar a contribuição em políticas públicas e em iniciativas de inovação, além de melhorar a comunicação com o contribuinte, maior financiador da USP.

Homem de meia-idade com barba e óculos, vestido com terno escuro e gravata, sentado em banco de madeira diante de parede de blocos vazados. Folhagens verdes aparecem acima da parede ao fundo.

Amâncio Jorge de Oliveira, pró-reitor de Cultura e Extensão Universitária da USP (Universidade de São Paulo), na capital paulista; ele também é professor titular do Instituto de Relações Internacionais - Karime Xavier - 25.mar.22/Folhapress

"A chegada de pessoas negras em posições institucionais de liderança, em qualquer segmento da sociedade, é carregada de grande força simbólica. Na universidade não é diferente. A ascensão na carreira carrega um peso simbólico porque indica, para os jovens que estão chegando, perspectivas possíveis", afirma o docente à Folha.

Ele ressalta que no grupo pequeno de docentes negros há discrepância entre os que estão na base e os do topo da carreira. Para ele, a inclusão precisa ser discutida não apenas no ingresso à universidade, mas deve incluir a progressão de carreira e a criação de oportunidades dentro das instituições de ensino.

"Façamos, por exemplo, um comparativo da proporção de docentes pretos, pardos e indígenas na base da carreira e no topo da carreira. O problema da mobilidade fica flagrante. Um estudo na USP mostrou que ocorre exatamente o mesmo quando falamos de equilíbrio de gênero na carreira acadêmica."

A dificuldade de progredir no mundo acadêmico é sintoma dos percalços para ingressar como docente na maior instituição da América Latina. Segundo o anuário estatístico da USP de 2025, são apenas 3,4% de docentes pretos e pardos. Entre os discentes, são 24,5% os autodeclarados negros.

As declarações ecoam outra entrevista ao jornal em 2022. O docente afirmou à época ter passado por diversos episódios de racismo, desde uma pichação após a mudança para Ribeirão Preto até situações veladas, já quando servidor da universidade.

"Da minha entrada na universidade à ascensão a professor titular, o que mais ouvi foi 'desista, não é para você, esse não é o seu lugar'. Escutava isso em conversas com colegas e em outras ocasiões", afirmou à época.

Amâncio afirma que a relação da USP com a sociedade é um dos principais desafios da instituição, especialmente em meio aos impactos da reforma tributária no modelo de financiamento das instituições de ensino superior públicas. O estado precisará alterar dispositivo constitucional que reserva um valor do ICMS (Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços).

"Todos os indicativos políticos são positivos no sentido da manutenção do modelo de financiamento e do reconhecimento do papel das universidades públicas paulistas como elemento central para o desenvolvimento. Mas, ainda assim, é momento de 'prestações de contas'", atesta.

Por isso, argumenta ser fundamental um maior investimento em extensão, já que, segundo o professor, as universidades são instadas a demonstrar valor para a sociedade. Para ele, a USP precisa ser capaz de mostrar que produz inovação, tanto em tecnologia quanto no campo das políticas públicas, por exemplo.

"A criação do Escritório Ciência e Sociedade, no marco desta gestão, será também uma contribuição importante na interface entre a universidade e a sociedade", diz ele, citando novo órgão que pretende ser um espaço de compreensão das demandas da sociedade à instituição.

Ressalta ainda a importância dos museus como o primeiro ponto de contato entre a USP e a população, especialmente com crianças e adolescentes. Ele foi vice-diretor do Museu do Ipiranga de 2020 a 2024, período coincidente com o bicentenário da Independência e no qual o local foi reaberto ao público após nove anos em reforma.

Nascido no Recife e docente da universidade paulista desde 2002, ele fez graduação na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto, mas guinou a carreira acadêmica para as humanidades. Titulou-se doutor em ciência política, estudando a relação entre o empresariado brasileiro e as negociações para a criação da Alca (Área de Livre Comércio das Américas), proposta americana de integração comercial do continente.

A mudança não se deu porque não gostava de medicina. Amâncio se viu, na verdade, mais interessado nas questões sociais que rondavam a área clínica. Queria conhecer o histórico e a experiência dos pacientes, e gostava de entender os aspectos sociais da vida humana– o que o fez ter contato com obras de sociologia e política e o levou a seguir as ciências sociais em definitivo.

Escolheu a ciência política, e mais especificamente as relações internacionais, diante do momento de consolidação da democracia brasileira. A efervescência das discussões sobre a integração do comércio nas Américas o fez mergulhar no estudo das negociações internacionais, suas técnicas e dinâmicas.

Essa intensificação da discussão acadêmica sobre política externa ganhou tração antes em Brasilia, com a UnB (Universidade de Brasília), e chegou depois em outros polos acadêmicos do Brasil. Na USP, o curso de relações internacionais foi criado em 2001, um ano antes de Amâncio ingressar na instituição.

Como docente e em meio ao momento de criação de uma nova área na universidade, colaborou para o aperfeiçoamento da graduação em RI e para a criação da pós-graduação na área. Fundou um centro de estudo e análise das negociações internacionais em 2005. Em 2019, foi a vez de lançar uma escola de diplomacia científica que estuda a relação entre o intercâmbio de pesquisa e desenvolvimento e colabora para o desenvolvimento das relações entre países ou regiões.

A experiência na chefia de uma unidade da USP o levou ao Museu do Ipiranga. Era mais uma mudança de rumos, já que não teve contato com a museologia. Foi convidado para uma chapa à diretoria do museu pela professora Rosaria Ono, da FAU (Faculdade de Arquitetura e Urbanismo). Ela também estava interessada na capacidade de internacionalização do museu e interlocução com o setor privado.

Não foi fácil lidar com a importância do museu e com o fogo político em que a instituição estava envolvida —ele era mais um flanco da disputa entre o então governador de São Paulo, João Doria (ex-PSDB), e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

"Todo mundo sabe que o Museu do Ipiranga é um patrimônio cultural do país. Não vai pegar bem fazer uso político de maneira mesquinha, não vai colar", afirmou Amâncio em 2022 à Folha, sem citar nomes.

Toda a Rússia é construída sobre uma grande mentira: discurso de Lavrov

 Permito-me relembrar que seu grande amigo brasileiro é o atual assessor internacional do presidente Lula, ou seja, o chanceler virtual. PRA

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Lavrov’s latest performance is a classic piece of Kremlin theater: high on drama, low on facts, and dripping with irony.

Sergey Lavrov: 

“Another very powerful factor destabilising the global situation is the expansion of the West on the Eurasian continent, which has been ongoing for several decades. This is occurring primarily in regions where Russia's influence has always been strong, and where our traditional, legitimate interests lie.

This obsessive ambition, so to speak, has in recent years openly erupted into the slogan of 'inflicting a strategic defeat on Russia.' An open war has been declared against us, with the Kyiv regime being used as a kind of arrowhead. But everyone knows that this arrowhead is helpless without the material support of Western weapons, Western intelligence data, satellite systems, military training, and much, much more.

The Kyiv regime and the Ukrainian state are being used openly as a geopolitical battering ram. Some candid fellows, I believe in the Belgian or German General Staff, have stated publicly: 'We are preparing for war with Russia, and Ukraine is helping us buy time.' Well, there you have it, as they say—there you have it."

If you’ve hear Sergey Lavrov’s comments, you’d be forgiven for thinking Russia is the victim of a global conspiracy rather than the country that actually launched a full-scale invasion of its neighbour. 

Lavrov claims the West is "destabilising" Eurasia by expanding into Russia's "legitimate interests."

The reality check: NATO doesn't go door-to-door recruiting. Countries like Poland, Finland, and now Ukraine begged to join because they’ve lived next to Russia for centuries and know exactly what happens when you’re "within their interests”. 

 Lavrov calls it expansion; the rest of the world calls it sovereign countries choosing not to be invaded.

He describes Ukraine as a "geopolitical battering ram" and a "helpless arrowhead" for the West.

The reality check: This is the ultimate insult to the millions of Ukrainians fighting for their homes. Lavrov wants you to believe that Ukrainians are only fighting because Europe told them to. It’s a convenient way to ignore the fact that Russia’s own actions—the tanks, the missiles, the occupied cities—are the only reason Ukraine is fighting at all.

Lavrov says the West has declared "open war" to destroy Russia.

The reality check: No one is trying to march on Moscow. The "strategic defeat" the West talks about isn't the destruction of Russia. It’s the failure of Russia’s invasion. If Russia stops fighting today, the war ends. If Ukraine stops fighting today, Ukraine ends. Lavrov is trying to convince the Russian public that an existential threat exists to justify a war of choice.

He mocks Belgian and German generals for saying "Ukraine is buying us time.”

The reality check: When a neighbour starts burning down houses on your street, you’d be a fool not to check your smoke alarms. European generals are finally admitting their defenses were neglected. Saying "Ukraine is buying us time" isn't a confession of a secret plan to attack Russia—it’s a panicked admission that they need to get their act together because Russia has proven it’s willing to redraw borders by force.

Lavrov’s speech is a masterclass in DARVO (Deny, Attack, and Reverse Victim and Offender).

He’s pointing at the firefighters and calling them arsonists while he’s still holding the matches.

The "candid fellows" aren't the ones in the Belgian General Staff. They are the ones in the Kremlin who think they can still trick the world into believing the victim is the aggressor.

sábado, 25 de abril de 2026

Academia.edu anda cada vez mais sofisticada: outros trabalhos meus e livros e artigos de terceiros - Paulo Roberto de Almeida

 Ao acessar, na plataforma Academia.edu, um dos meus trabalhos, pertinentes a uma nova apresentação que devo fazer proximamente, reparei que a janela de apresentação do meu paper (Original pdf), este aqui: 

5206) O Brasil e a geopolitica da brutalidade (2026)

https://www.academia.edu/164789362/5206_O_Brasil_e_a_geopolitica_da_brutalidade_2026_ 

é contígua a uma outra janela, de "Related" [papers], na qual figuram diversos outros trabalhos deste mesmo autor, assim como várias sugestões de papers de terceiros, livros e artigos também constantes do mesmo universo de discussão. Como achei particularmente interessantes as sugestões, reproduzo-as aqui, para eventual satisfação de meus dezoito leitores, interessados nessas matérias: 

Find another great paper

PRA: A última sugestão não vou seguir: não conseguiria terminar neste século: 

"Search 47 million papers"



O futuro da Ucrânia é europeu, a guerra também (sempre foi, menos do lado militar)

 La guerre en Ukraine est désormais européenne : le WSJ explique pourquoi (25/04/2026)

La guerre menée par la Russie contre l'Ukraine est désormais devenue une guerre européenne. 

Cette semaine, l'Union européenne a approuvé des prêts d'une valeur équivalente à 105 milliards de dollars pour permettre à Kyiv de survivre jusqu'à la fin de l'année prochaine, mais des responsables ont averti que cela pourrait ne pas suffire.

Alors que la Russie est déterminée à poursuivre son invasion jusqu'à ce qu'elle établisse sa domination sur son voisin, et que le président américain Donald Trump prend ses distances avec l'Europe et se concentre sur le Moyen-Orient, l'Ukraine se retrouve dépendante de l'UE, qui a traditionnellement évité toute action décisive, dans sa guerre pour sa survie, écrit le Wall Street Journal .

L'approbation du prêt avant le sommet de Chypre, longtemps bloqué par le Premier ministre hongrois récemment destitué, Viktor Orban, a constitué un nouveau signe de détermination et d'unité au sein de l'UE. 

« Pour la première fois depuis des années, aucun Russe n'est présent », a écrit le Premier ministre polonais, Donald Tusk, sur les réseaux sociaux, faisant apparemment référence à Orban, qui a maintenu des relations cordiales avec Moscou mais était absent du sommet européen suite à sa récente défaite électorale.

DÉPENDANCE FINANCIÈRE DE L'UKRAINE

Cette décision de financement, approuvée cette semaine par Orban après sa défaite électorale, intervient à un moment critique pour l'Ukraine, qui a besoin de fonds pour soutenir son économie et son armée face aux attaques russes continues, tandis que Moscou cherche à s'emparer de davantage de territoire de son voisin de l'Est.

Kyiv dépend désormais des occidentaux proches pour son budget et l'achat d'armements nécessaires pour contenir l'armée russe, indique le rapport. 

Le président ukrainien Volodymyr Zelensky a quant à lui déclaré que les financements de l'UE pourraient inciter la Russie à négocier. « Cela signifie que nous ne sommes pas démunis et que nous sommes forts », a-t-il souligné.

Ce prêt fait suite aux annonces récentes selon lesquelles l'Ukraine produira des armes conjointement avec des pays européens alliés, notamment l'Allemagne, le Danemark, la Norvège et le Royaume-Uni.

LE BESOIN DE TECHNOLOGIE AMÉRICAINE

Transférer le fardeau de la guerre sur l'Europe est depuis longtemps un objectif de l'administration Trump. 

Le vice-président J.D. Vance a déclaré que la suspension du financement de l'Ukraine était « l'une de ses plus grandes fiertés ».

Mais interrogé sur le point de savoir si ce prêt européen signifiait que l'Ukraine n'avait plus besoin des États-Unis, Zelensky a affirmé que son pays avait besoin de toute les aides possibles.

« En temps de guerre, nous avons besoin de tout, absolument tout », a-t-il déclaré en se rendant à une réunion avec des dirigeants européens. 

« Nous avons besoin des États-Unis. 

Les États-Unis fournissent à l'Ukraine les capacités de défense aérienne essentielles pour intercepter les missiles balistiques russes. Ils lui fournissent également des renseignements sur le champ de bataille. L'Europe est incapable de remplacer ces capacités.

Alors que l'administration Biden fournissait directement du matériel militaire à l'Ukraine, les pays européens achètent désormais des armes aux États-Unis puis les envoient à l'Ukraine.

Zelensky s'est inquiété de l'utilisation d'armes militaires américaines, notamment de missiles intercepteurs, au Moyen-Orient, ce qui réduit les approvisionnements nécessaires à l'Ukraine pour son autodéfense. Il a noté que les achats d'armes américaines par l'Europe se poursuivent.

Kyiv a obtenu ce mois-ci de nouveaux engagements pour sa défense d'une valeur de 4 milliards d'euros de la part de l'Allemagne lors d'une réunion des pays soutenant l'Ukraine, a déclaré le ministre ukrainien de la Défense, Mykhailo Fedorov. 

Ces accords portent sur la défense aérienne, les drones et la production conjointe d'armements.

LES PRIORITÉS CHANGEANTES DE L'UKRAINE

Ces dernières semaines, Zelensky a durci le ton envers les États-Unis. Le dirigeant ukrainien a déclaré jeudi qu'il attendait avec impatience la visite à Kyiv des envoyés américains Jared Kushner et Steve Witkoff. Dans une interview accordée cette semaine aux médias ukrainiens, il a souligné qu'il serait « irrespectueux » d'annuler cette visite, étant donné qu'ils s'étaient déjà rendus à Moscou.

« Pour nous, actuellement, la guerre en Ukraine est la priorité absolue. Pour les Américains, c’est la guerre en Iran », a déclaré Zelensky aux journalistes.

DÉFICIT DE FINANCEMENT CROISSANT

Alors que le prêt de 90 milliards d’euros (105 milliards de dollars) met fin à un long différend à Bruxelles, on craint déjà que le bloc doive réexaminer la question du financement de l’Ukraine l’année prochaine, et non en 2028 comme on l’espérait auparavant.

Le prêt de l'UE était censé couvrir les deux tiers du budget de base et des besoins de financement de la défense de l'Ukraine pour cette année et l'année prochaine. 

Le Japon et des pays occidentaux comme le Royaume-Uni sont en pourparlers pour fournir les quelque 45 milliards d'euros nécessaires d'ici fin 2027, ont indiqué des diplomates, mais les fonds n'ont pas encore été débloqués, selon les médias.

Par ailleurs, selon des diplomates, le déficit de financement de l'Ukraine pour l'année prochaine s'est creusé depuis la date initialement prévue pour le prêt. L'Ukraine a besoin de 19 milliards d'euros supplémentaires pour couvrir ses besoins budgétaires l'année prochaine. 

Cela signifie que les dirigeants de l'UE pourraient devoir solliciter un nouveau prêt de plusieurs dizaines de milliards d'euros dans un an.

Stabilité du soutien européen

L'UE a dû faire face à de nombreux défis ces derniers mois, notamment une crise des relations avec l'administration Trump et une nouvelle flambée des prix de l'énergie due à la guerre en Iran. Les partis nationalistes en France et en Allemagne réclament l'arrêt du financement de l'Ukraine.

Mais pour l’instant, la menace russe et le soutien indéfectible apporté à l’Ukraine par certains des membres les plus riches de l’Union européenne, notamment l’Allemagne, les pays nordiques, les Pays-Bas et la Pologne, garantissent à Kyiv le maintien du soutien de Bruxelles. 

L’expérience acquise dans l’utilisation d’équipements militaires et de drones, que Kyiv peut transférer en Europe, facilite également ce maintien.

Pour l’avenir, les Européens préféreraient voir la Russie prendre des engagements avec l’Ukraine plutôt que de voir les frontières de l’UE menacées. Les dirigeants et hauts responsables reconnaissent que maintenir l’attention et le soutien des capitales envers l’Ukraine est de plus en plus difficile.

Parallèlement, les progrès concernant le long processus d'adhésion de l'Ukraine à l'UE restent lents. 

À Bruxelles, des responsables ont proposé d'accorder à l'Ukraine certains avantages liés à l'adhésion dans les années à venir, à titre symbolique. Mais Zelensky a rejeté cette proposition, la jugeant insuffisante.

« L’Ukraine n’a pas besoin d’une adhésion symbolique à l’UE. L’Ukraine se défend et, sans aucun doute, défend l’Europe. Et elle ne défend pas l’Europe symboliquement : des gens meurent réellement », a déclaré Zelenskyy.

AUTRES NOUVELLES CONCERNANT L'EUROPE ET L'UKRAINE

Il avait précédemment été indiqué quand les premières négociations sur l'adhésion de l'Ukraine à l'UE pourraient débuter. Aucune date précise n'a encore été annoncée. 

À titre d'exemple, le processus d'adhésion de la Croatie, dernier pays à avoir rejoint l'UE, a duré une dizaine d'années.

https://www.unian.ua/world/viyna-v-ukrajini-borotba-z-rosiyeyu-ostatochno-peretvorilasya-na-viynu-yevropi-13361250.html

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