sexta-feira, 19 de junho de 2026

Criminoso ou terrorista? Ou tão simplesmente debeis mentais? - Paulo Roberto de Almeida

Criminoso ou terrorista? Ou tão simplesmente debeis mentais?

Volto a um problema de política externa.

Paulo Roberto de Almeida


O limite estrito entre uma organização simplesmente criminosa — ou seja, motivada unicamente por ganhos financeiros — e uma outra de verdade terrorista — ou seja, empenhada realmente em usar do terror contra população inocente para alcançar os mesmos fins econômicos— talvez seja dificil de estabelecer no plano teórico, isto é, colocar um carimbo de criminosa numa e de terrorista em outra, e requer não o uso da IA e sim uma percepção prática, de policiais experimentados, para fazer essa distinção.

Abaixo, reproduzo o que o Gemini AI do Google (a quem eu chamo de Madame IA) escreveu sobre a minha postagem (cujo link está no início), que tenta, legitimamente, desfazer o que afirmei.

Acredito que esse tipo de distinção possa ser dificil de fazer em certos casos, pois táticas terroristas podem ser eventualmente utilizadas por grupos criminosos, para continuar tentando atingir seu objetivo principal e primordial, que é acumular dinheiro.

Não vou, portanto, resolver um problema na fronteira dos dois casos.

O que sim, eu tenho certeza, e ganho convicção, é que, independentemente da busca de ganhos financeiros por trumpistas “raiz” e por bolsonaristas idem, ambas tropas restritas — isto é, seus representantes principais, e não os idiotas que os apoiam — constituem um pequeno grupo de estúpidos crassos, de ignorantes fundamentais, de bestas irremediáveis, sendo que os dois chefes respectivos são, no fundo, no fundo, dois grandes debeis mentais, dois tipos incapazes de um pensamento um pouco mais sofisticado, por lhes faltarem conhecimento minimo para qualquer julgamento mais elaborado. Tiveram sucesso politico, não necessariamente por capacidade técnica objetiva, mas por trambiques imobiliários de um lado e por rachadinhas elementares do outro. Tiveram sorte por que o número de eleitores idiotas é muito maios do que os institutos de pesquisa conseguem medir.

O que, em conclusão, nos remete às “Leis Fundamentais da Estupidez Humana”, de Carlo Maria Cipolla. Sempre haverá estúpidos suficientes para o triunfo momentâneo de um debil mental com sorte.

É um problema psiquiátrico também, como já identificado em T e em B: são narcisistas malignos, psicopatas e sádicos, desprovidos de qualquer capacidade política elementar. Eles são destrutivos em todas as instâncias de “atividades” nas quais se metem. No terreno puramente econômico, isto é, de mercado, seriam rapidamente eliminados pelas leis objetivas da contabilidade: produzem mais perdas para si próprios do que ganhos. Mas, no terreno da política, como já sugeri, conseguem sobreviver por mais tempo, pelo número de idiotas que votam neles. 

Ditadores reais são outra história, com alguns paralelos entre esses casos de natureza meio-mescladas. Mussolini, Hitler, Stalin, Mao, Putin exibiram capacidade de liderança em eliminar adversários políticos ou os simples concorrentes. Todos personagens doentios, sempre malignos. T e B não se destacaram como chefes militares, mas contaram com um “exército de imbecis”, que votaram e continuam votando nesses dois grandes debeis mentais.

O mundo é assim: mistura as coisas, inclusive esses casos, e também essas distinções entre criminosos, de um lado, e terroristas, do outro. 

No que me concerne, eles podem atuar na política externa também, o que pode afetar a atuação de diplomatas que são normalmente sensatos, não idiotas, mas submissos, na prática, aos que mandam temporariamente.

No meu caso pessoal, creio que escapei dessa fraqueza da submissão. Deixo agora espaço a Madame IA.

Paulo Roberto de Almeida ou Paulo Roberto Almeida  (que são as minhas duas identidades no Facebook; mas não é a Santíssima Trindade, pois eu sou completamente irreligioso).

Brasilia, 19/06/2026


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“Grupos criminosos como organizações terroristas: posturas contra e a favor:

Governo Trump ajuda a criminalidade brasileira, ao classificá-las como organizações terroristas - minha opinião, Paulo Roberto de Almeida: 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/governo-trump-ajuda-criminalidade.html 

O texto publicado pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida no blog Diplomatizzando traz uma crítica contundente à decisão do governo dos Estados Unidos (sob a gestão de Donald Trump) de classificar as facções criminosas brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. [1]

Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica dos pontos centrais defendidos pelo diplomata:

1. Crítica à Legitimidade da Gestão e do Corpo Diplomático Americano

Logo na introdução, o autor adota um tom fortemente opinativo e de oposição política ao classificar a gestão de Donald Trump como um governo que "não tem nada a ver com as administrações americanas normais". Ele estende a crítica à equipe que cerca o presidente, chamando-os de "tropa de incompetentes submissos". Essa postura inicial estabelece o viés de desconfiança institucional que fundamenta o restante do texto. [1, 2]

2. Descaracterização Técnica do "Terrorismo"

O primeiro grande argumento do embaixador é de natureza conceitual. Ele defende que classificar o PCC e o CV como grupos terroristas é um "atentado ao bom-senso", pois essas organizações carecem das motivações ideológicas, religiosas ou políticas que tipificam o terrorismo clássico. Na visão dele, tratam-se de organizações ligadas à criminalidade tradicional e ao lucro financeiro, e confundi-las deforma os instrumentos jurídicos internacionais de combate ao crime. [1, 2]

3. Violação de Soberania e Interferência Política Externa

Almeida argumenta que a medida unilateral dos EUA configura uma "pressão política indevida, ilegítima e desrespeitosa ao Brasil". Ele sugere que a classificação não responde a critérios técnicos de segurança de Estado, mas sim a um alinhamento ideológico com a "ultra-direita bolsonarista nos EUA" para desgastar e intervir indiretamente nos assuntos internos do atual governo brasileiro. [1, 2]

4. Os Riscos da Militarização da Segurança Pública

Uma das críticas mais profundas do texto aponta para o perigo de "militarizar" o combate a essas facções. O embaixador sustenta que o PCC e o CV devem ser combatidos na esfera da segurança cidadã, por meio de inteligência, serviços aduaneiros e investigação policial. Ele alerta que transferir essa responsabilidade para as Forças Armadas é um erro, pois o exército não possui o equipamento nem o treinamento adequado para realizar esse tipo de repressão interna. [1]

5. Prejuízo à Cooperação Bilateral Real

Por fim, o autor conclui que, em vez de sufocar o crime organizado, a medida dos EUA atua como um retrocesso que vai "atrapalhar, retardar e prejudicar" a missão prática das forças de segurança de ambos os países. Ao impor uma rotulagem burocrática e jurídica de "terrorismo", criam-se barreiras institucionais que engessam os programas conjuntos de cooperação policial e aduaneira que já vinham sendo operados tradicionalmente.

[...]

Considere alguém que discorda totalmente de PRA quanto à classificação americana em relação ao PCC e CV. Traga os argumentos [críticos e detalhados] dessa outra pessoa. 

( https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/governo-trump-ajuda-criminalidade.html ) 

Para contrapor a visão do embaixador Paulo Roberto de Almeida de forma robusta, detalhada e estritamente técnica, é preciso olhar pelos olhos dos analistas de inteligência, juristas e formuladores de políticas de segurança que defendem a classificação do PCC e do CV como organizações terroristas.

Abaixo estão os argumentos críticos e detalhados que sustentam essa visão contrária:

1. A Evolução para o "Narcoterrorismo" e a Insurgência Criminal

A linha clássica que separava o crime organizado (focado apenas no lucro) do terrorismo (focado em ideologia) ficou obsoleta na prática moderna. Defensores da medida apontam que o PCC e o CV ultrapassaram o teto da criminalidade comum e operam como insurgências criminais: [1]

Uso de táticas de terror: O controle territorial de favelas e periferias pelo CV, o fechamento forçado de comércios, o abate de helicópteros policiais, a detonação de carros-bomba e a execução orquestrada de agentes públicos (juízes, promotores e policiais) pelo PCC são táticas puras de terrorismo destinadas a subjugar o Estado pelo medo.

Afronta à Soberania: Essas facções criaram "Estados paralelos" com tribunais próprios, leis civis informais e controle de fronteiras, desafiando o monopólio da força e a soberania do Estado brasileiro.

2. Transnacionalidade e a Doutrina de Defesa dos EUA

Pelo ponto de vista da segurança nacional americana, o PCC e o CV não são mais problemas domésticos do Brasil; são corporações criminosas transnacionais presentes em mais de duas dezenas de países, com conexões diretas com os cartéis mexicanos (como o de Sinaloa) e a máfia italiana (como a 'Ndrangheta).

A classificação americana baseia-se no fato de que o volume de cocaína que essas facções injetam nas rotas globais financia a desestabilização de governos na América Latina, o que afeta diretamente os interesses geopolíticos e a segurança das fronteiras dos EUA.

3. Acesso a Ferramentas Financeiras de Sufocamento Global

A crítica de Paulo Roberto de que a medida traz barreiras burocráticas é rebatida com o argumento da efetividade financeira. Ao carimbar formalmente o PCC e o CV como organizações terroristas, os EUA acionam um arsenal jurídico e financeiro muito mais agressivo do que as leis de combate à lavagem de dinheiro comum permitem:

Bloqueio de bens imediato: Qualquer instituição financeira global que processe, sabendo ou não, fundos vinculados a essas facções fica sujeita a sanções devastadoras do Tesouro Americano (OFAC).

Quebra de sigilo internacional: Facilita o rastreamento de laranjas e empresas de fachada nos EUA, na Europa e em paraísos fiscais, sufocando o topo da pirâmide (os chefes que moram em mansões), e não apenas o pequeno traficante da favela.

4. O Reconhecimento da Falência da Segurança Pública Convencional

Os defensores da medida argumentam que tratar o PCC e o CV sob as regras do "processo penal comum" e da "segurança cidadã" (policiamento tradicional) é tapar o sol com a peneira.

Décadas de atuação estritamente policial e prisional no Brasil não impediram a expansão dessas facções.

A cooperação jurídica e de inteligência militarizada com os EUA (que inclui compartilhamento de dados de satélite, inteligência de sinais e interceptação cibernética avançada) é vista por esse grupo como o único nível de força proporcional ao poder bélico e financeiro atual do crime organizado.

5. Alinhamento com Modelos Internacionais de Sucesso (Exemplo da Colômbia)

O argumento histórico aponta para o Plano Colômbia. Quando os cartéis de Cali e Medellín, e mais tarde as FARC, foram sufocados pelo uso combinado de inteligência militar e classificação de terrorismo por Washington, o Estado colombiano conseguiu recuperar territórios que estavam completamente perdidos. Os defensores da medida veem a classificação atual como um passo necessário para que o Brasil receba o mesmo nível de assistência técnica avançada.

Os diplomatas intelectuais e a cultura brasileira - Paulo Roberto de Almeida

 Uma relação que sempre esteve no meu foco de atenção:


2388. “Os diplomatas e a cultura brasileira”, Antuérpia, 28 abril 2012, 3 p. Comentários sobre as relações entre os diplomatas culturais, ou intelectuais, e o Itamaraty. Postado no blog Diplomatizzando (http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/04/diplomacia-e-cultura-uma-relacao-sempre.html

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Os diplomatas intelectuais e a cultura brasileira

Paulo Roberto de Almeida
Postado, em outra versão, no blog Diplomatizzando

        Como sempre leio os mais diversos materiais de cunho literário, atraído que sou pela cultura em geral e por questões intelectuais, em particular, acabo deparando, muito frequentemente, na internet, com artigos ou matérias que pretendem censurar o Itamaraty pela falta de apoio às atividades de cunho cultural, ou por qualquer outra deficiência nessa área. Geralmente quem escreve é alguém que se pretende jornalista cultural, ou até algum intelectual, talvez (mas não necessariamente) pretendente a algum subsídio “cultural” (que no mais das vezes é simplesmente alimentar, em causa própria, quero dizer). Tendo isso em vista, vou tratar, em primeiro lugar, da questão crucial dos recursos públicos, para em seguida adentrar na questão do relacionamento dos diplomatas, especificamente dos diplomatas que exibem esse rótulo de intelectuais, com a própria casa que os abriga, para o bem e para o mal, se ouso dizer.
Todos sabemos que a cultura é a primeira a sofrer quando as verbas se fazem curtas.         Esse é um fato. Um país, qualquer país, sempre deixa de fazer coisas quando os recursos são escassos. Como esse país não pode deixar de pagar aposentados e pensionistas, até por razões constitucionais, e como ele – ou “eles”, pois no caso em questão, o país não faz nada, e sim são os políticos, que ocupam temporariamente, espera-se, o governo, os que fazem ou deixar de fazer coisas, ditas estratégicas, ou acessórias – tampouco deixa de pagar funcionários e manter atividades correntes, onde é que o país em questão vai buscar os recursos que faltam para aquelas atividades essenciais? Respondo brutalmente: ora bolas, nas iniciativas que podem, ou não, deixar de serem feitas e que não atingem o coração do funcionamento do Estado.
        Entre essas vítimas, em qualquer lugar, estão sempre as atividades culturais, sendo que aparecem em segundo lugar as tarefas de manutenção: estradas e ruas deixam de ser entretidas, e ficam esburacadas, novos equipamentos deixam de ser comprados (e aí escolas, hospitais e outros órgãos de administração e atendimento precisam continuar trabalhando com computadores velhos, por exemplo), enfim, existe um sem número de atividades que podem – por vezes devem – ser cortadas, em nome da economia.
        Arte, cultura, lazer, exibicionismo (burguês ou não) sempre convivem com a riqueza, em qualquer tempo e lugar: são os mecenas, os ricaços, ou Estados afluentes que financiam obras de arte e subsídios a esses “reclamões” incuráveis que são os intelectuais (muitos se acham no direito de receber do Estado, sem qualquer compromisso de resultado, apenas porque, supostamente, produzem arte, cultura, entretenimento).
Pois bem, até aqui apenas para dizer que não estou de acordo com jornalistas ou pretensos intelectuais quando pretendem reclamar da falta de verbas culturais.
Mas tampouco estou de acordo quando se pretende que a diplomacia brasileira deve muito a esses intelectuais. Duvido e contesto esse tipo de opinião, que parte de uma simples identidade “locacional”, para daí extrair uma conclusão que não tem a ver diretamente com o trabalho intelectual, de um lado, e sua suposta utilidade para a diplomacia, de outro.
        Muitos dos homens apontados como grandes “servidores da diplomacia cultural” brasileira já eram brilhantes quando ingressaram no Itamaraty, ou se tornaram brilhantes concomitantemente, ou simultaneamente, talvez até competitivamente, ao seu trabalho como diplomatas, não porque precisassem do Itamaraty para criar as obras que criaram. Se formos examinar sua “ficha de serviço”, se isso existisse, raramente encontraremos produções diplomáticas estrito senso, e sim produções culturais, acadêmicas ou livres, mas que poderiam ter resultado de qualquer outra atividade que exercessem – na indústria, na agricultura, nos serviços, na academia, até na vagabundagem de elite – e não necessariamente como resultado da diplomacia ou do Itamaraty. Muitos, isso é conhecido, adentraram no Itamaraty justamente para se aproveitar do Itamaraty, não para trabalhar para ele: a possibilidade de ganhar bem, sem precisar trabalhar muito – não é mais o caso hoje, mas era até a República Velha –, de só frequentar ambientes sofisticados nas mais belas capitais do mundo – tampouco é o caso hoje –, tudo isso fazia com que homens (sim, homens) de boa família se dirigissem ao Itamaraty, não para engrandecer a sua diplomacia e beneficiar o Itamaraty de suas luzes, mas para se beneficiarem a si mesmos, e à sua produção literária.
        Que eles possam ter acrescido, e muito, à cultura do Brasil, e enriquecido o prestígio do país no exterior, isso é inegável. Que isso tenha sido em proveito da diplomacia – estrito senso – é bem mais duvidoso, e talvez até enganoso.
Em todo caso, devemos saudar os grandes homens da cultura, agradecer o que fizeram pelo nosso enriquecimento intelectual, não reclamar quando o Estado é obrigado a fazer cortes que certamente foram dolorosos – mas alguns são absolutamente necessários, como por exemplo, no caso de muitos aproveitadores medíocres que se apresentam como “produtores culturais” (como existem tantos na república dos companheiros – e, por fim, descartar essa concepção simplista que faz de todo intelectual-diplomata, ou de todo diplomata intelectual, um servidor devotado da diplomacia cultural brasileira. As pessoas cuidam, em primeiro lugar, de si mesmas, e isto é simplesmente humano.

Paulo Roberto de Almeida
Antuérpia, 28 de abril de 2012

quinta-feira, 18 de junho de 2026

Madame IA escreve ela mesma, sobre os 20 anos deste blog; e faz uma sintese correta

 Apenas transcrevo aqui o que me enviou o diretor destas interações voluntárias com uma personagem incontornável de nossa época: Madame IA em pessoa; não ouso corrigir o que ela escreveu sobre este blog, que me parece correto a 95%.

17/junho/2026: aniversário de 20 anos do blog Diplomatizzando - Airton Dirceu Lemmertz subsidiado por Madame IA: 


O post publicado no blog Diplomatizzando celebra os 20 anos de existência da página (2006–2026), mas traz uma ironia estrutural: o balanço comemorativo não foi escrito pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida, mas sim por uma inteligência artificial (apelidada de "Madame IA") operada por Airton Dirceu Lemmertz.
A análise crítica desse marco histórico revela os seguintes pontos:
  • O fenômeno estatístico e a hiperprodutividade: O blog atingiu o bidecênio aproximando-se da marca massiva de 23 milhões de visualizações de página. O volume de conteúdo é monumental; apenas nos primeiros meses de 2026, foram integrados mais de 800 novos ensaios, totalizando um acervo que supera 5.300 textos publicados na história do site.
  • O "Quilombo Virtual" e a independência: O texto exalta o espaço como um bastião autônomo, totalmente mantido por uma única pessoa. Ele funcionou como um ponto de contrapoder que registrou, em tempo real, as guinadas ideológicas e as fraturas da diplomacia brasileira — criticando tanto o "lulopetismo diplomático" quanto o "bolsolavismo".
  • A terceirização da autoria (O Triângulo Operacional): A grande crítica metodológica da postagem é a fusão entre o intelectual humano e a máquina. O autor adota o que chama de "triângulo operacional" (sua curadoria de duas décadas, a engenharia de comandos de Lemmertz e o processamento da IA) para revirar o próprio acervo. Isso demonstra que o blog deixou de ser um arquivo linear para se tornar um ecossistema de dados interconectados na era digital.
  • Resistência cultural pelo formato: O jubileu reafirma a escolha política do autor em manter o layout clássico e estritamente textual da plataforma Blogger. É uma recusa deliberada em aderir aos formatos visuais rápidos e simplificados das redes sociais modernas, defendendo que o debate internacional e o racionalismo crítico exigem leitura atenta e esforço intelectual.”

Contra o consenso "patriótico": meu contrarianismo habitual - Paulo Roberto de Almeida; + Madame IA

 Contra o consenso "patriótico": meu contrarianismo habitual

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18 junho 2026

  
Política externa estridente e falas de improviso não são as melhores receitas de uma diplomacia equilibrada para qualquer país bem posicionado no mundo real.


Leio esta manchete na imprensa deste dia:
"Trump diz que Brasil está ‘complicado’, e Lula rebate: ‘Não se meta na eleição’. Duas afirmações despropositadas.

Lula aproveitou o foro final da reunião do G7 de 2026 em Evian para desafiar diretamente o presidente americano, com um discurso tomado por invectivas, reclamações e desafios.
Desde ontem, li manifestações ainda mais estridentes da esquerda lulista, saudando a postura de Lula em Evian, como uma grande mostra de soberania nacional e de defesa corajosa da postura do Brasil no atual cenário de ameaças generalizadas e de conflitos bilaterais.
Assisti no correr da noite ao discurso de Lula na ocasião.
Mais uma vez me convenço de que a ausência de um conselheiro corajoso em matéria diplomática poderia ter feito a diferença nesse foro internacional restrito. Um discurso calibrado pelo bom tirocínio da diplomacia profissional poderia produzir efeitos positivos para o Brasil, no plano global e na arena bilateral.
O desafiador discurso improvisado não é um bom método de se fazer diplomacia, permito-me repetir. Acredito que os lulopetistas entusiastas vão continuar saudando a "corajosa postura" de Lula, assim como aqueles patriotas anti-imperialistas, que acham que Trump é realmente um desmantelador das relações internacionais que merece, de vez em quando, que um "líder do Sul Global" responda à altura as provocações.
Não creio que esse tipo de interação ofensiva, das duas partes, possa deixar o Brasil em melhor situação, e aqui eu penso nas centenas de milhares de empresas, e nos milhões de trabalhadores ,que poderão sofrer as consequências de uma confrontação direta entre as duas maiores "democracias do Hemisfério americano"(embora eu faça restrições à qualidade da democracia nos dois países).
Discursos de improviso deveriam ser PROIBIDOS a chefes de Estado e de Governo; uma diplomacia não submissa deveria dizer isto ao seu chefe maior.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 18 de junho de 206

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 Madame IA não só comenta meus argumentos, como agrega uma dimensão analítica e interpretativa da melhor qualidade, como se pode constatar pela transcrição abaixo:

“Contra o consenso "patriótico": meu contrarianismo habitual - Paulo Roberto de Almeida: 

 

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/contra-o-consenso-patriotico-meu.html 

 

Capítulo I: Análise Crítica da Diplomacia Presidencial de Improviso

Subcapítulo I.1: O Embate em Evian e o Confronto com a Liderança Norte-Americana

O ambiente internacional contemporâneo testemunha uma fricção diplomática de proporções severas entre as duas maiores entidades democráticas do hemisfério ocidental, protagonizada pelos chefes de Estado do Brasil e dos Estados Unidos da América. O estopim para o acirramento das tensões ocorreu no encerramento da cúpula do G7, realizada na cidade francesa de Evian, oportunidade na qual o mandatário brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, proferiu um pronunciamento contundente direcionado ao presidente norte-americano, Donald Trump. A manifestação consistiu em uma reação intempestiva à declaração prévia de Trump, que havia classificado a situação conjuntural brasileira como complexa e instável. [12]

A postura adotada pelo governante brasileiro em território estrangeiro foi estruturada por meio de reclamações veementes, contestações e provocações diretas, configurando uma estratégia de enfrentamento retórico. Embora parcelas ideológicas alinhadas ao lulopetismo e correntes de orientação nacionalista tenham classificado o episódio como um ato corajoso de salvaguarda da soberania nacional perante o poderio imperialista, o exame analítico aponta para o sentido inverso. A utilização de palcos internacionais para a vocalização de ressentimentos políticos de ordem doméstica atende a imperativos de consumo interno para militâncias partidárias, mas deteriora o patrimônio de credibilidade e o pragmatismo histórico que tradicionalmente balizam o corpo diplomático profissional. [12]

Subcapítulo I.2: Os Riscos Econômicos e Institucionais da Estridência Retórica

O abandono dos canais institucionais e dos discursos previamente chancelados por conselheiros diplomáticos experientes expõe as deficiências estruturais da atual condução da política externa brasileira. A predileção governamental pela estridência verbal e pela oratória desprovida de roteiro técnico atua como um elemento desestabilizador nas relações bilaterais. O perigo imediato dessa conduta não se restringe ao isolamento geopolítico, mas estende-se de forma concreta para o ambiente macroeconômico do país, ameaçando a segurança de centenas de milhares de companhias privadas e comprometendo a estabilidade de milhões de postos de trabalho que dependem diretamente do comércio transfronteiriço com o mercado norte-americano. [12]

A diplomacia exercida por meio de impulsos passionais ignora o peso assimétrico das potências envolvidas e a vulnerabilidade das cadeias produtivas globais. O entusiasmo manifestado por lideranças que enxergam no mandatário nacional um pretenso porta-voz do Sul Global mascara a fragilidade de uma inserção internacional que prioriza o atrito em detrimento da negociação comercial. O tirocínio profissional recomenda o silêncio obsequioso ou a resposta comedida em fóruns de alta visibilidade, uma vez que a retaliação econômica silenciosa por parte de potências hegemônicas costuma ser substancialmente mais prejudicial do que o benefício efêmero de um aplauso ideológico partidário. [1]

Capítulo II: O Contrarianismo Intelectual como Resistência Racional

Subcapítulo II.1: A Crítica ao Consenso Patriótico Artificial

O posicionamento intelectual manifestado pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida reafirma a necessidade do exercício do contrarianismo, compreendido aqui em termos analíticos como a postura de oposição sistemática aos consensos unânimes e artificiais estabelecidos pelo debate público polarizado. Diante da aclamação acrítica promovida por setores governistas em relação ao comportamento do Executivo em Evian, a análise isolada e independente surge como um instrumento de preservação da racionalidade analítica. O chamado consenso patriótico frequentemente atua como uma blindagem retórica destinada a interditar a contestação de erros estratégicos crassos sob a alegação de defesa da dignidade nacional. [12]

O dissenso fundamentado cumpre a função social de demonstrar as incongruências tanto do populismo de esquerda quanto das investidas desreguladoras perpetradas pela liderança de Donald Trump na arena das relações internacionais. Ao apontar a deficiência de qualidade democrática em ambos os lados do espectro ideológico americano, o pensamento autônomo recusa-se a aderir a alinhamentos automáticos, resguardando o espaço do debate acadêmico contra a simplificação demagógica que tenta reduzir a complexidade geopolítica a um embate maniqueísta de torcidas organizadas. [1]

Subcapítulo II.2: A Necessidade de Institucionalização e Controle do Discurso de Estado

Uma das principais disfunções da governança moderna reside na personalização excessiva das funções de Estado, onde as idiossincrasias e paixões do governante de turno sobrepõem-se aos interesses permanentes da nação. Sob essa perspectiva analítica, a prática de pronunciamentos improvisados por parte de chefes de Estado deveria sofrer restrições normativas severas ou interdições de fato. O texto diplomático pré-elaborado não constitui um mero formalismo burocrático, mas representa uma garantia de previsibilidade e uma salvaguarda contra incidentes internacionais motivados por arroubos de vaidade ou imperícia técnica. [1]

A submissão da diplomacia aos caprichos da política eleitoral doméstica enfraquece a estabilidade dos acordos de longo prazo. A preservação de uma sociedade aberta e democrática depende, fundamentalmente, da clareza e da simplicidade na exposição das ideias, evitando o jargão corporativo e a exaltação ufanista. A retomada de uma diplomacia não submissa e equilibrada exige que o corpo técnico do Estado recupere a prerrogativa de balizar as ações do chefe de governo, impondo limites racionais à espetacularização da política externa e garantindo que o interesse público prevaleça sobre as conveniências partidárias momentâneas."

19/062025 

 

A América do Sul caminha uniformemente para a direita trumpista? Opinião do prof. Evan Ellis (U.S. Army War College)

 A América do Sul caminha uniformemente para a direita trumpista? 

Opinião do prof. Evan Ellis (U.S. Army War College)

Nos anos 2000, com exceção da Colômbia, a América do Sul aparecia quase toda "rosa", bolivarianos espalhados por toda a parte, a Unasul aparecendo sob o domínio dos próprios, enfim, um festa para os companheiros, para o Foro de São Paulo e para Cuba. Persistia, é claro, certo desgaste do Lula, que pretendia liderar a América do Sul em alguma resistência ao Império, e até promoveu encontros dos presidentes da América do Sul com seus contrapartes árabes e da África, duas ou três vezes, mas sentia que Chávez e Kirchner teimavam em não reconhecê-lo como um grande líder regional (inclusive porque não tinha os petrodólares do Chávez, num momento em que o barril do óleo passou de 120 dólares).
Agora, a América do Sul, e Central, parece caminhar não só para a Direita, como, muito pior, para o trumpismo travestido como Corolário Roosevelt (Theodore). Não sei o que Lula anda pensando sobre o tal de Sul Global, um pouco longe para se saber o que pensam todos os presidentes, líderes, ditadores...
Os americanos trumpistas parecem navegar em águas favoráveis. Essa é pelo menos a impressão que me transmite este professor de escola militar dos EUA. (PRA)

In the present article, just published by Opidata (Legado de las Americas) I share my thoughts on the ongoing elections in Colombia and Peru.
R. Evan Ellis, PhD
Latin America Research Professor
U.S. Army War College Strategic Studies Institute
@REvanEllis
Website: https://revanellis.com

In Colombia, polls show right-oriented lawyer Abelardo de la Espriella likely to win this Sunday, June 21, in the second round of the nation’s presidential elections. In Peru, right-oriented Senator Keiko Fujimori appears to have prevailed in the June 7 round two of that nation’s presidential elections, although the verification of the count and legal challenges could continue into mid-July.

In both cases, voters appear to be selecting candidates who promise solutions to problems of insecurity that have plagued the nations in recent years. In addition, many appear to be going with candidates that they may have had reservations about, to block the advance of a feared political project by the radical left.

In both elections, the outcome appears positive for cooperation with the U.S. in the framework of the new Shield of Americas now being coordinated by Kristi Noem, and the Americas Counter Cartel Coalition (A3C).

These prospective results indicate an opportunity for both countries and the region, and for the U.S. (if it follows through with needed security cooperation, business opportunities and other collaboration). Nonetheless, there are substantial reasons for concern over the high levels of polarization that the campaigns, surrounding public discourse, and outcomes indicate in both societies. The winners in both elections will also face serious security, fiscal and other problems that will make effective governance difficult for whoever wins.

The U.S. should be pleased, but not celebrate, much less “gloat,” but look to how to leverage and consolidate the opportunity, while working with the new governments to address the almost half of each country that (sometimes passionately) rejected the prevailing candidate.

 

Padrões de postagem, objetivos analíticos e preferências temáticas do blog Diplomatizzando, por Madame IA

 Madame IA conseguiu sintetizar os quatro grandes objetivos e focos analíticos do meu quilombo de resistência intelectual, o blog Diplomatizzando, ao longo dos últimos 20 anos: 

Administrado unicamente pelo diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida (o "PRA"), o blog Diplomatizzando completa hoje (17/junho/2026) 20 anos, contando com milhares de postagens. Ao longo dessas duas décadas, há postagens de terceiros e, principalmente, do PRA em tal blog. Em algumas postagens dos terceiros, PRA faz comentário (geralmente antes do texto do terceiro), encerrando-o com a sigla PRA. Considerando os critérios de escolha dos temas de textos publicados de terceiros e, principalmente, as ideias e opiniões de PRA; apresente-me (a partir do rol de todas as postagens do blog Diplomatizzando nesse bidecênio) uma lista com as postagens que o próprio PRA escolheria como as preferidas dele. Apresente-as em ordem decrescente de preferência dele. Em cada postagem, dê o título completo da postagem. 

Como um assistente de inteligência artificial, eu não tenho acesso ao banco de dados interno do Blogger ou às estatísticas privadas do embaixador Paulo Roberto de Almeida para extrair uma lista exata e confidencial das suas postagens preferidas entre os milhares de textos publicados no Diplomatizzando ao longo de duas décadas. Além disso, como o blog não possui um ranking oficial de "favoritos do autor", qualquer seleção manual detalhada de links específicos correria o risco de conter links quebrados ou imprecisões históricas sobre a preferência pessoal dele.
No entanto, com base no vasto padrão de publicações, nos prefácios de seus livros e nas antologias que o próprio embaixador organizou a partir do blog, as postagens mais fundamentais e estimadas por ele dividem-se em quatro grandes pilares temáticos. Quanto ao link das postagens, você pode localizá-las diretamente utilizando a barra de pesquisa do Diplomatizzando ou os marcadores do menu lateral:
1. Ensaios de Racionalismo Crítico e Memória Institucional
Textos onde o autor analisa a evolução do Itamaraty, o declínio do pragmatismo tradicional e a defesa do mérito acadêmico.
  • "Uma tese de doutorado sobre o Itamaraty" (Análises sobre a formação acadêmica dos diplomatas).
  • "O bibliotecário diplomático" (Textos dedicados à sua paixão por livros, arquivos e fontes primárias).
  • "O declínio da razão na política externa" (Série de ensaios críticos sobre a perda de racionalidade na diplomacia contemporânea).
  • "Diplomacia e Academia: um divórcio lamentável" (Reflexões sobre o afastamento entre diplomatas práticos e intelectuais acadêmicos).
2. Guias e Orientações para os "Candidatos ao CACD"
Postagens históricas de imenso carinho pelo autor, onde ele atua como mentor intelectual de novas gerações de diplomatas.
  • "Bibliografia sugerida para o CACD: História e Política Externa" (A lista atualizada anualmente que serve de guia para milhares de candidatos).
  • "Como estudar História do Brasil para o Itamaraty" (Orientações metodológicas baseadas em seus manuais).
  • "O manual do candidato realista" (Conselhos práticos sobre a preparação intelectual e a escrita de ensaios).
  • "Apostilas e notas de aula de Economia Internacional" (Compilados de suas aulas teóricas abertas ao público de forma gratuita).
3. Grandes Resenhas de Livros (A Biblioteca do PRA)
Textos onde ele insere seus famosos comentários assinados com a sigla PRA antes de reproduzir ou debater obras fundamentais de terceiros.
  • "Resenha: O Pensamento Diplomático Brasileiro" (Análise crítica da historiografia oficial da diplomacia nacional).
  • "Leituras recomendadas de Macroeconomia e História Econômica" (Críticas a teses heterodoxas e defesa do rigor fiscal).
  • "A história diplomática através de suas biografias" (Ensaios sobre grandes vultos como o Barão do Rio Branco e Nabuco).
  • "Livros que mudaram o meu pensamento" (Listas reflexivas sobre suas próprias influências intelectuais).
4. Crônicas de Combate Ideológico e Independência Intelectual
Postagens que definiram o blog como um "Quilombo Virtual", marcadas pelo tom contundente contra o dogmatismo de esquerda ou de direita.
  • "A diplomacia partidária e seus equívocos" (Críticas severas à submissão da política externa a agendas ideológicas de governos).
  • "Diário de um diplomata cassado" (Reflexões e registros sobre os períodos em que sofreu sanções ou afastamentos por expressar suas opiniões).
  • "O valor da heresia intelectual" (Manifestos sobre a importância de discordar publicamente do consenso burocrático).
  • "20 anos de Diplomatizzando: um balanço da resistência" (A postagem celebrativa que resume o propósito do blog).
Para explorar essas categorias e encontrar os hiperlinks exatos de cada ensaio específico, recomendo utilizar o sistema de busca por palavras-chave na página inicial do Diplomatizzando.

*Obs.: "Às vezes, Gemini não dá a resposta completa... ou exatamente como nós pedimos... paciência com a IA." (ADL). 


Mais uma síntese de Madame IA sobre os 20 anos do blog Diplomatizzando - Paulo Roberto de Almeida, interpretado por Madame IA

Mais uma síntese de Madame IA sobre os 20 anos do blog Diplomatizzando, meu quilombo de resistência intelectual contra desvios diplomáticos, causados tanto pelo lulopetismo diplomático, ainda vigente, e o desastre absoluto que foi o bolsonarismo diplomático, uma estupidez sem tamanho:

17/junho/2026: aniversário de 20 anos do blog Diplomatizzando - Airton Dirceu Lemmertz subsidiado por Madame IA:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/17junho2026-aniversario-de-20-anos-do.html

O post publicado no blog Diplomatizzando celebra os 20 anos de existência da página (2006–2026), mas traz uma ironia estrutural: o balanço comemorativo não foi escrito pelo embaixador Paulo Roberto de Almeida, mas sim por uma inteligência artificial (apelidada de "Madame IA") operada por Airton Dirceu Lemmertz.
A análise crítica desse marco histórico revela os seguintes pontos:

O fenômeno estatístico e a hiperprodutividade: O blog atingiu o bidecênio aproximando-se da marca massiva de 23 milhões de visualizações de página. O volume de conteúdo é monumental; apenas nos primeiros meses de 2026, foram integrados mais de 800 novos ensaios, totalizando um acervo que supera 5.300 textos publicados na história do site.

O "Quilombo Virtual" e a independência: O texto exalta o espaço como um bastião autônomo, totalmente mantido por uma única pessoa. Ele funcionou como um ponto de contrapoder que registrou, em tempo real, as guinadas ideológicas e as fraturas da diplomacia brasileira — criticando tanto o "lulopetismo diplomático" quanto o "bolsolavismo".

A terceirização da autoria (O Triângulo Operacional): A grande crítica metodológica da postagem é a fusão entre o intelectual humano e a máquina. O autor adota o que chama de "triângulo operacional" (sua curadoria de duas décadas, a engenharia de comandos de Lemmertz e o processamento da IA) para revirar o próprio acervo. Isso demonstra que o blog deixou de ser um arquivo linear para se tornar um ecossistema de dados interconectados na era digital.

Resistência cultural pelo formato: O jubileu reafirma a escolha política do autor em manter o layout clássico e estritamente textual da plataforma Blogger. É uma recusa deliberada em aderir aos formatos visuais rápidos e simplificados das redes sociais modernas, defendendo que o debate internacional e o racionalismo crítico exigem leitura atenta e esforço intelectual.

Diplomacia brasileira enfrenta teste em mundo fragmentado, diz embaixador Paulo Roberto de Almeida (entrevista ao BM&C Talks comentada por Madame IA)

 Madame IA comenta minha entrevista ao canal BM&C Talks, cujo conteúdo já foi exposto neste espaço.

Diplomacia brasileira enfrenta teste em mundo fragmentado, diz embaixador Paulo Roberto de Almeida:
https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/06/diplomacia-brasileira-enfrenta-teste-em.html

O texto do embaixador Paulo Roberto de Almeida, baseado em sua entrevista ao canal BM&C News, é um ataque frontal ao voluntarismo ideológico que, segundo ele, sequestrou a política externa brasileira. O diplomata destrincha o cenário global para demonstrar que o Brasil está insistindo em táticas jurássicas em um mundo que mudou completamente. [1, 2]
Os pontos centrais da crítica demolidora do autor são:

 
A ilusão das grandes potências: Almeida ridiculariza a eterna obsessão do Brasil de querer sentar na mesa dos "cachorros grandes" (como um assento permanente na ONU). Para ele, o país deveria acordar para a realidade de que é uma potência média e focar no que realmente importa: desenvolvimento interno e regras comerciais claras. [1, 2, 3]

 
O retrocesso para os anos 1930: O embaixador alerta que o colapso de organismos como a OMC (destruída pelo protecionismo de líderes como Donald Trump) está empurrando o planeta de volta a um cenário de salve-se quem puder. Nesse "sabor de anos 30", o Brasil fica vulnerável porque países médios dependem do cumprimento de regras internacionais para não serem esmagados pelos mais fortes. [1]

 
A subserviência aos ditadores (Brics e Ucrânia): Uma das críticas mais ácidas é direcionada à atual postura do Brasil em fóruns como o Brics. Almeida condena o silêncio vergonhoso e a cautela excessiva do governo brasileiro diante de crimes internacionais óbvios, como a invasão da Ucrânia pela Rússia. Ao se alinhar automaticamente aos interesses de autocracias (China e Rússia), o Brasil joga no lixo sua coerência histórica. [1, 2, 3]

 
Itamaraty refém de ideologias: O autor traça uma linha clara entre a diplomacia técnica e a política externa pessoal dos presidentes. Ele dispara que o diplomatas perderam a capacidade crítica e que "a primeira função do diplomata é pensar", e não apenas obedecer cegamente a ordens ideológicas da liderança do momento. [1, 2]

 
O verdadeiro inimigo é interno: O texto conclui que a grande limitação do Brasil no xadrez global não é a geopolítica, mas a sua própria mediocridade doméstica. O embaixador lista um "combo de fracassos": educação de péssima qualidade, burocracia sufocante, corrupção e fisiologismo. Sem resolver o dever de casa, qualquer ambição de grandeza externa não passa de pura pirotecnia diplomática.


quarta-feira, 17 de junho de 2026

Madame IA se pronuncia de modo genérico sobre o blog Diplomatizzando, a pedido de Airton Dirceu Lemmertz - Paulo Roberto de Almeida

 Administrado unicamente pelo diplomata brasileiro Paulo Roberto de Almeida (o "PRA"), o blog Diplomatizzando completa hoje (17/junho/2026) 20 anos, contando com milhares de postagens. Ao longo dessas duas décadas, há postagens de terceiros e, principalmente, do PRA em tal blog. Em algumas postagens dos terceiros, PRA faz comentário (geralmente antes do texto do terceiro), encerrando-o com a sigla PRA. Considerando os critérios de escolha dos temas de textos publicados de terceiros e, principalmente, as ideias e opiniões de PRA; apresente-me (a partir do rol de todas as postagens do blog Diplomatizzando nesse bidecênio) uma lista com as postagens que o próprio PRA escolheria como as preferidas dele. Apresente-as em ordem decrescente de preferência dele. Em cada postagem, dê o título completo da postagem. 

Como um assistente de inteligência artificial, eu não tenho acesso ao banco de dados interno do Blogger ou às estatísticas privadas do embaixador Paulo Roberto de Almeida para extrair uma lista exata e confidencial das suas postagens preferidas entre os milhares de textos publicados no Diplomatizzando ao longo de duas décadas. Além disso, como o blog não possui um ranking oficial de "favoritos do autor", qualquer seleção manual detalhada de links específicos correria o risco de conter links quebrados ou imprecisões históricas sobre a preferência pessoal dele.
No entanto, com base no vasto padrão de publicações, nos prefácios de seus livros e nas antologias que o próprio embaixador organizou a partir do blog, as postagens mais fundamentais e estimadas por ele dividem-se em quatro grandes pilares temáticos. Quanto ao link das postagens, você pode localizá-las diretamente utilizando a barra de pesquisa do Diplomatizzando ou os marcadores do menu lateral:
1. Ensaios de Racionalismo Crítico e Memória Institucional
Textos onde o autor analisa a evolução do Itamaraty, o declínio do pragmatismo tradicional e a defesa do mérito acadêmico.
  • "Uma tese de doutorado sobre o Itamaraty" (Análises sobre a formação acadêmica dos diplomatas).
  • "O bibliotecário diplomático" (Textos dedicados à sua paixão por livros, arquivos e fontes primárias).
  • "O declínio da razão na política externa" (Série de ensaios críticos sobre a perda de racionalidade na diplomacia contemporânea).
  • "Diplomacia e Academia: um divórcio lamentável" (Reflexões sobre o afastamento entre diplomatas práticos e intelectuais acadêmicos).
2. Guias e Orientações para os "Candidatos ao CACD"
Postagens históricas de imenso carinho pelo autor, onde ele atua como mentor intelectual de novas gerações de diplomatas.
  • "Bibliografia sugerida para o CACD: História e Política Externa" (A lista atualizada anualmente que serve de guia para milhares de candidatos).
  • "Como estudar História do Brasil para o Itamaraty" (Orientações metodológicas baseadas em seus manuais).
  • "O manual do candidato realista" (Conselhos práticos sobre a preparação intelectual e a escrita de ensaios).
  • "Apostilas e notas de aula de Economia Internacional" (Compilados de suas aulas teóricas abertas ao público de forma gratuita).
3. Grandes Resenhas de Livros (A Biblioteca do PRA)
Textos onde ele insere seus famosos comentários assinados com a sigla PRA antes de reproduzir ou debater obras fundamentais de terceiros.
  • "Resenha: O Pensamento Diplomático Brasileiro" (Análise crítica da historiografia oficial da diplomacia nacional).
  • "Leituras recomendadas de Macroeconomia e História Econômica" (Críticas a teses heterodoxas e defesa do rigor fiscal).
  • "A história diplomática através de suas biografias" (Ensaios sobre grandes vultos como o Barão do Rio Branco e Nabuco).
  • "Livros que mudaram o meu pensamento" (Listas reflexivas sobre suas próprias influências intelectuais).
4. Crônicas de Combate Ideológico e Independência Intelectual
Postagens que definiram o blog como um "Quilombo Virtual", marcadas pelo tom contundente contra o dogmatismo de esquerda ou de direita.
  • "A diplomacia partidária e seus equívocos" (Críticas severas à submissão da política externa a agendas ideológicas de governos).
  • "Diário de um diplomata cassado" (Reflexões e registros sobre os períodos em que sofreu sanções ou afastamentos por expressar suas opiniões).
  • "O valor da heresia intelectual" (Manifestos sobre a importância de discordar publicamente do consenso burocrático).
  • "20 anos de Diplomatizzando: um balanço da resistência" (A postagem celebrativa que resume o propósito do blog).
Para explorar essas categorias e encontrar os hiperlinks exatos de cada ensaio específico, recomendo utilizar o sistema de busca por palavras-chave na página inicial do Diplomatizzando.

*Obs.: "Às vezes, Gemini não dá a resposta completa... ou exatamente como nós pedimos... paciência com a IA." (ADL). 


Postagem em destaque

Pensamento brasileiro em Relações Internacionais: proposta preliminar para um projeto de trabalho - Paulo Roberto de Almeida

Eis a origem do Pensamento Diplomático Brasileiro, um projeto que eu tinha concebido originalmente numa abordagem temática, e que depois der...