quinta-feira, 20 de agosto de 2026

Eleição 2026: quais são as propostas dos candidatos? - Iara Diniz, Carolina Unzelte (BBC News Brasil, São Paulo)

Eleição 2026: quais são as propostas dos candidatos?

Iara Diniz, BBC News Brasil em São Paulo
 Carolina Unzelte, BC News Brasil, São Paulo
BBC,

A BBC News Brasil preparou um especial interativo com as propostas e posicionamentos de todos os candidatos em oito áreas.

Elas foram levantadas a partir dos programas divulgados pelas campanhas até o momento e também a partir de declarações públicas feitas em eventos, entrevistas, transmissões ao vivo pela internet, postagens em redes sociais, dentre outros.

Até agora, disputam a Presidência, em ordem alfabética: Augusto Cury (Avante), Clariana Barão (DC), Edmilson Costa (PCB), Flávio Bolsonaro (PL), Hertz Dias (PSTU), Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Pablo Marçal (PRTB), Renan Santos (Missão), Romeu Zema (Novo), Ronaldo Caiado (PSD), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara Martins (UP) e Wilson Grassi (Democrata).

Apesar de estar inelegível até 2032, Pablo Marçal (PRTB) teve a candidatura protocolada pelo partido no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) no último dia possível. Agora, cabe ao TSE analisar se o registro da candidatura será aprovado.

A hora do nervoso para uma turma do STF - William Waack (O Estado de S. Paulo)

 

O STF na corda bamba (como se dizia antigamente)
 
A hora do nervoso para uma turma do STF
William Waack
O Estado de S. Paulo, quinta-feira, 20 de agosto de 2026
 
A turma da força no Supremo Tribunal Federal se acha vítima de uma conspiração
 
Uma parte do STF encara as próximas eleições com evidente apreensão, embora já no anúncio dos resultados de 2022 tivesse se julgado vitoriosa sobre seu principal adversário político. Condição reiterada após o 8 de Janeiro e o julgamento e condenação de Jair Bolsonaro. Qual, então, a razão para o aparente nervosismo?
Na superfície não há alteração no eixo de polarização Lula-Bolsonaro. Nesses quatro anos, a acentuada mudança negativa para os operadores políticos no STF é a compreensão, por parte de vastos setores da sociedade e suas elites (muito além da franja bolsonarista), de que o Supremo deixou de ser uma instituição de Estado. Capturado por integrantes defendendo seus interesses particulares, lícitos ou não.
O trio Moraes, Dino e Gilmar, que efetivamente trata de se impor na Corte, não entendeu a natureza dessa transformação e acha que se trata de “onda”. Agarra-se a indícios de uma “conspiração” financiada por parentes de banqueiros, que aliciaram ONGs de pouca transparência e formaram com instituições como FGV/SP e Casa das Garças, fundações ligadas a bilionários, o mesmo “ecossistema” que teria alimentado a Lava Jato.
Incluem nisso algumas das principais organizações de imprensa, vistas por eles como “apparatchik” na luta contra o STF.
Violaram o princípio constitucional do sigilo da fonte jornalística e acham que uma eventual volta da obrigatoriedade do diploma para exercício dessa profissão (que o próprio STF havia derrubado) limitaria bastante o número dos que seriam protegidos pelos dispositivos garantindo liberdade de expressão.
É patético como alguns desses ministros pretendem definir o que seja jornalismo investigativo, que vem expondo a nudez dos intocáveis – aliás, percebida pelo público há muito tempo. Por isso, o STF está distante ainda de alguma “pacificação” com o que antes se chamava “opinião pública”.
Tem sido muito mais exitosa até aqui a busca de entendimento com forças e personagens políticos para os quais investigações policiais e seus impactos eleitorais configuram séria ameaça à sobrevivência nos cargos que ocupam, com os respectivos poderes e privilégios – fora o resto. Isso abarca os três Poderes, cada um com suas encrencas próprias (algumas em comum), e todos confrontados com a mesma indagação.
Que alteração as eleições trariam no status quo hoje descrito pela frase “tá tudo dominado”? O mal-estar geral é profundo. E muito disseminada a descrença na capacidade das instituições, incluindo eleições, de mudar qualquer coisa desse “sistema”. É mesmo para qualquer um ficar nervoso.

Sobre os “boiolas” do Itamaraty - Paulo Roberto de Almeida (Diplomatizzando + Madame IA)

 Sobre os “boiolas” do Itamaraty

(Desculpem a grosseria, não é minha)

Um sujeitinho de sobrenome Figueiredo, descendente do último ditador militar do regime de 1964-1985, ignorante como só conseguem ser aqueles convencidos de que encarnam a ditadura falida pela conexão familiar, auxiliar e companheiro do Bananinha 03 nos EUA, ambos açulando a sanha trumpista contra o povo e as empresas brasileiras exportadoras para o nosso segundo maior parceiro comercial, achou que desvendava uma grande descoberta ao manifestar, num video, uma mentira monumental. Disse ele:

“— No Itamaraty só tem boiola” (usando um depreciativo comum entre supostos machões para referir-se aos gays).

Como estive na ativa do serviço exterior por mais de quatro décadas, tendo feito amizade com muitos gays do Itamaraty, todos eles de altissimo nivel, posso dizer que se trata de um imenso exagero e de uma gigantesca inverdade. A acusação ferina do enrustido Paulo Figueiredo seria apenas ridícula, se não fosse também uma frustrada tentativa de desmerecer o trabalho dos diplomatas em geral e dos nossos colegas gays em particular, vários chefiando embaixadas, talvez até em posições ainda mais altas (honni soit qui mal y pense)..

O Itamaraty talvez não tenha um número de gays superior à média da sociedade brasileira, e mesmo que a proporção seja ligeiramente superior à da população em geral isso apenas revela o machismo ainda imperante em nossa sociedade, uma vez que os gays podem ter buscado no serviço exterior uma espécie de refúgio contra as pressões do meio social (por vezes até da familia), libertando-se de um ambiente restrito para viver calmamente suas preferências e modos de vida, sem ter de se resguardar da hostilidade aberrante que ainda viceja em largos estratos da sociedade.

De algumas décadas para cá, alguns anos depois da redemocratização, os preconceitos que ainda existiam no Itamaraty contra os gays diminuiram bastante, como de resto no conjunto da sociedade. Mas no Itamaraty eles podiam ser especialmente fortes em razão da forte repressão existente nos meios militares, em especial durante a execrável, nojenta e assassina ditadura militar. O Itamaraty “importou” nessa época alguns dogmas idiotas dos milicos (supostamente todos machões), sobretudo uma aversão à admissão de gays e sua eventual exclusão por meios torpes quando “descobertos” em suas preferências sexuais. A burrice militar (e nos meios de “inteligência”) acreditava que os gays seriam mais suscetíveis de serem convertidos em espiões a soldo sob ameaça de terem revelada sua condição, quando a realidade é exatamente o contrário; os serviços de inteligência “obtêm” muito mais agentes e colaboradores entre os “homens” dado o uso mais que frequente de iscas femininas no trabalho de sedução e convencimento.

Como eu ingressei no serviço diplomático em plena ditadura militar posso aqui testemunhar minha experiência. Naquela época (1977) havia um examinador na banca de entrevistas conhecido por seu faro especial para detectar gays, vetando-os sistematicamente (alguns passavam, mas eram detectados depois). Pelo seu tino antigay, ele passou a ser conhecido como “Deer Hunter”, do nome de um famoso filme daqueles anos (mas que no Brasil teve outro nome). 

Sei, por experiência propria, de vários gays que se viram obrigados a se casar (com mulheres forçosamente), para se exibirem durante alguns anos antes de assumir sua condição normal. Um deles, chegou a ser reprovado na banca pelo menos dois anos seguidos, mas aparecendo depois legalmente acompanhado de uma delicada senhora (parece que permanece até hoje, mas vários terminaram a fantasia, assim que a sociedade e o próprio Itamaraty evoluiram um pouco).

Todos os gays que conheci, e dos quais me tornei amigo, sempre se revelaram dotados de uma inteligência, cultura e sensibilidade superiores à média encontrada na sociedade (suponho que seja uma decorrência das próprias estratégias de defesa contra meios eventualmente hostis). Se algum tentou se aproximar por outras razões que o meu gosto pelas mesmas características, jamais repudiei tais gestos: apenas ignorava os acenos, comportando-me exatamente como acredito que faço com colegas e conhecidos no duplo trabalho que sempre exerci: acadêmico e diplomático.

Volto ao idiota amigo dos bolsonaristas (só tem machão entre essa escória?) para reafirmar que no Itamaraty não tem uma maioria de boiolas; na verdade, eles são uma minoria, mas se fossem uma maioria o Itamaraty seria, provavelmente, melhor, mais culto, mais inteligente, mais sensivel, quem sabe até mais “humano”?

Acho que um comentário desse tipo (o dele, cabalmente idiota, e mesmo o meu) é totalmente dispensável, pois que irrelevante para o trabalho do diplomata, geralmente descrito pela tripla função: informar, representar e negociar. Eu sempre achei essa “trindade” (pouco santa) insuficiente, e acrescentaria em primeiro lugar a função de pensar, o que traduz a minha revolta contra o dogma imbecil dos militares, embutido à força nos diplomatas durante os 21 anos de ditadura, representado pelo binômio (que eu nunca respeitei) da “hierarquia e disciplina”, uma violência contra os seres pensantes que somos (e os gays talvez o sejam mais do que a média da sociedade).

Encerro dizendo que toda essa história absolutamente idiota não tem nenhuma importância para a sociedade e para o Itamaraty, mas ela tem um grande ensinamento para todos os eleitores: NÃO VOTEM em bolsonaristas e em aderentes à extrema-direita e à direita burra, estúpida e preconceituosa, pois eles são asquerosos nesse tipo de reacionarismo abjeto.

Gays do Brasil e do Itamaraty; uni-vos contra a escória da política brasileira (e de outros paises também): vocês estarão bem melhor com menos gente dessa laia do Paulo Figueiredo e dos Bolsonaros (ops, teve um certo deslize do ponto de vista do capitão asqueroso) como representantes e mandatários de um país que se pretende aberto e tolerante como deveria ser o Brasil (mas que infelizmente não é).

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 20/08/3026

 

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Madame IA, induzida por ADL, se pronuncia sobre a questão:

 

Abaixo, apresentamos uma análise detalhada, crítica e multidisciplinar sobre o conteúdo e as dinâmicas institucionais discutidas no texto.

 

🏛 Análise Crítica e Multidisciplinar

 

1. Perspectiva Jurisdicional e Jurídica

A declaração analisada esbarra diretamente nos limites da liberdade de expressão e na

tipificação penal.

Homofobia como Crime: No ordenamento jurídico brasileiro, manifestações que utilizam termos pejorativos para desqualificar, humilhar ou generalizar negativamente um grupo com base em sua orientação sexual são equiparadas ao crime de racismo, conforme entendimento pacificado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ataque Institucional: Ao proferir uma ofensa generalizada ao corpo diplomático do Ministério das Relações Exteriores, a fala configura uma tentativa de injúria coletiva e difamação institucional. O direito internacional e as convenções que regem o funcionalismo público resguardam a dignidade do trabalhador contra assédio e discriminação no ambiente de trabalho.

Wikipedia

 

2. Perspectiva Geopolítica e Diplomática

O texto explicita como discursos internos ou de redes sociais podem interferir na projeção de poder de um Estado (soft power).

Ataques ao Corpo Diplomático: A diplomacia baseia-se na estabilidade, tecnocracia e representatividade. Quando agentes políticos ou influenciadores associados a determinadas alas partidárias atacam os diplomatas de seu próprio país, ocorre um enfraquecimento da imagem externa da nação.

Profissionalismo vs. Ideologização: Paulo Roberto de Almeida argumenta que a função clássica do diplomata assenta-se na trindade: informar, representar e negociar. Reduzir a competência de diplomatas à sua orientação sexual ignora o rigoroso processo de seleção (como o do Instituto Rio Branco) e deprecia a capacidade de negociação do país frente a parceiros estratégicos.

 

3. Perspectiva Histórica e Política

O autor, tendo ingressado na carreira em 1977, traz um resgate histórico valioso sobre a transição da ditadura militar para a redemocratização.

 

Doutrina de Segurança Nacional: Durante o regime militar (1964-1985), o aparato de inteligência do Estado nutria a paranoia de que diplomatas homossexuais seriam alvos fáceis de chantagem por serviços secretos estrangeiros. O texto desmistifica essalógica, pontuando que o uso de "iscas femininas" por agências de espionagem historicamente funcionava de forma muito mais eficaz contra homens heterossexuais.

O Apelido "Deer Hunter": O relato sobre um examinador da banca de entrevistas

apelidado de "Deer Hunter" (Caçador de Veados) ilustra como o preconceito institucional era estruturado e operava de forma torpe para vetar a entrada de minorias no serviço público.

 

4. Perspectiva Econômica

Mercado de Trabalho e Produtividade: Sob a ótica da economia moderna da cultura e do trabalho, a diversidade e a inclusão são vetores comprovados de inovação e aumento de eficiência. Ambientes que forçam indivíduos a esconder sua identidade ou a manter casamentos de fachada (como relatado no período ditatorial) geram severo desgaste psicológico, reduzindo o capital humano disponível para o Estado.

Impacto Comercial: Discursos extremistas que atacam as instituições nacionais e geram atritos desnecessários no exterior afetam negativamente as relações com grandes parceiros comerciais, gerando barreiras intangíveis ao comércio exterior.

 

5. Perspectiva Tecnológica e de Mídia

Algoritmos da Indignação: A fala de Figueiredo em formato de vídeo exemplifica a economia da atenção da extrema-direita digital. Declarações agressivas, hiperbólicas e preconceituosas são desenhadas para engajar audiências radicalizadas, convertendo o preconceito em métricas de visualização, monetização e capital político transnacional.

O papel do Blog: O uso do blog Diplomatizzando por Almeida funciona como um contra-discurso. Utilizando a internet de forma arquivística e reflexiva, o autor contrapõe o imediatismo ultrajante dos vídeos curtos com a profundidade do ensaio e do testemunho histórico.

 

6. Perspectiva Filosófica e Sociológica

Teoria do Reconhecimento (Axel Honneth): A dignidade humana e a justiça social dependem do reconhecimento recíproco nas esferas do amor, do direito e da solidariedade social. O insulto homofóbico nega esse direito à existência e ao respeito profissional.

O Itamaraty como Refúgio: O autor propõe uma hipótese sociológica interessante: o serviço exterior pode ter funcionado historicamente como um refúgio para homossexuais, permitindo-lhes escapar das pressões e do machismo asfixiante de suas famílias ou comunidades locais, vivendo de forma mais autônoma no exterior.

Epistemologia e Racionalidade: O texto encerra-se com citações de Karl Popper sobre a necessidade de manter a sociedade aberta, respeitando opiniões dissidentes e combatendo o dogmatismo. A defesa de uma diplomacia que priorize o "pensar" em vez do binômio cego da "hierarquia e disciplina" é um apelo ao iluminismo e à racionalidade kantiana dentro do aparelho de Estado.

 

📌 Conclusão

O texto analisado expõe uma clara fratura entre a diplomacia profissional, baseada no intelecto, na história e nas normas institucionais, e a nova política das redes, pautada pelo insulto, pela homofobia e pelo anti-intelectualismo. A alegação de que a instituição é composta exclusivamente por um grupo demográfico de forma pejorativa é categoricamente falsa e serve apenas como ferramenta de agitação ideológica.

 

The Power BEHIND Putin - And Why the Ruling Clan Now Depend on Endless War! - Yuri Felshtinsky (YouTube)

 

The Power BEHIND Putin - And Why the Ruling Clan Now Depend on Endless War!

Yuri Felshtinsky is a prominent author, historian, and journalist, and expert on Russia and the former Soviet Union. He has appeared in hundreds of print, TV, and radio interviews worldwide, and is widely known as co-author of the book “Blowing Up Russia” with Alexander Litvinenko, a former Lieutenant Colonel in the FSB who was poisoned with radioactive polonium in London in 2006. His latest book – “Blowing up Ukraine: The Return of Russian Terror and The Threat of World War III”, was researched before the invasion of Ukraine, and is the first comprehensive investigation into the lethal methods Russia has used since 1999 to take over Ukraine – culminating in the full-blown unprovoked war in 2022 and mounting atrocities.
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BOOKS:
From Red Terror to Terrorist State: Russia’s Secret Intelligence Services and Their Fight for World Domination from Felix Dzerzhinsky to Vladimir Putin Hardcover – 4 Nov. 2023
by Yuri Felshtinsky (Author), Vladimir Popov (Author)
Publisher: Gibson House 

https://youtu.be/K_vL_pZcebQ?is=JsVHR8QucyQeENkQ 

Trabalhos de Paulo Roberto de Almeida mais citados, segundo o Google Scholar

Paulo Roberto de Almeida: trabalhos mais citados (apenas os acima de 20 citações) em outras obras acadêmicas tal como computado pelo Google Scholar. Ao final, o primeiro número corresponde ao volume de citações, o segundo ao ano de publicação do meu trabalho:

Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula, Revista Brasileira de Política Internacional 47 (1), - 359 2004
Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização, LTC - 234 2012
Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império, Senac - 192 2001
Mercosul: fundamentos e perspectivas, Grande Oriente do Brasil
171 1998
Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internationais contemporâneas, Paz e Terra - 106 2002
A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula, Revista de Sociologia e Política - 104 2003
O Brasil eo multilateralismo econômico, Livraria do Advogado Editora - 100 1999
Uma nova'arquitetura'diplomática?-Interpretações divergentes sobre a política externa do governo Lula (2003-2006), Revista brasileira de política internacional 49 (1) - 94 2006
O Brasil e os demais BRICs: comércio e política, in: R Baumann
Brasília: Cepal - 90 2010
Never before seen in Brazil: Luis Inácio Lula da Silva's grand diplomacy, Revista Brasileira de Política Internacional 53 (2) -
89 2010
A economia internacional no século XX: um ensaio de síntese,
Revista brasileira de política internacional 44 (1) -
84 2001
Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira, UFRGS Editora - 61 2004
O Brasil como ator regional e global: estratégias de política externa na nova ordem internacional - 60 2007
Integração Regional: uma introdução, SP: Saraiva - 55 2013
Lula’s foreign policy: regional and global strategies, in: Brazil under Lula: Economy, politics, and society under the worker-president - 55 2009
Sobre políticas de governo e políticas de Estado: distinções necessárias, Instituto Millenium 7 (04) - 52 2016
A diplomacia do governo Lula em seu primeiro mandato: um balanço e algumas perspectivas, Carta internacional 2 (1) -
46 2007
O Brasil eo FMI desde Bretton Woods: 70 anos de história
PR Almeida, Revista direito GV 10 (2) - 44 2014
As duas últimas décadas do século XX: fim do socialismo e retomada da globalização, in: Relações internacionais: dois séculos de história: entre a ordem bipolar e o … - 42 2001
O desenvolvimento do Mercosul: progressos e limitações, Revista Espaço da Sophia 5 (43) - 38 2011
Políticas de integração regional no governo Lula, Braz. J. Int'l L. 2, 20 - 37 2005
O Brasil e a nanotecnologia: rumo à quarta revolução industrial, Revista Espaço Acadêmico 52 - 37 2005
As relações econômicas internacionais do Brasil dos anos 1950 aos 80, Revista Brasileira de Política Internacional 50(2)-36 2007
Nunca antes na diplomacia--: a política externa brasileira em tempos não convencionais, Appris, 2014 - 33. 2014
Brazil as a regional player and emerging global power: foreign policy strategies and the impact on the new international order,
Deutsche Nationalbibliothek - 32 2007
Planejamento no Brasil: memória histórica, Parcerias estratégicas 9 (18) - 31 2004
Brasil y el futuro del Mercosur: dilemas y opciones, Integración & Comercio 2 (6) - 31 1998
O Mercosul no limiar do século XXI, in: MC Lima, M Medeiros -
29 2000
Estudos de Relações Internacionais do Brasil: Etapas da produção historiográfica brasileira, 1927-1992, Revista Brasileira de Política Internacional 36 (1) - 29 1993
Pensamento e ação da diplomacia de Lula: uma visão crítica, Revista Política Externa 19 (2) - 27 2010
O Bric e a substituição de hegemonias: um exercício analítico (perspectiva histórico-diplomática sobre a emergência de um novo cenário global), Ipea - 27 2010
The political economy of intellectual property protection: technological protectionism and transfer of revenue among nations, International Journal of Technology Management 10 (2-3) - 26 1995
A estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro, Contexto Internacional 12 (1)-26 1990
O lugar da América do Sul na nova ordem mundial, in: MC Lima -
25 2001
A diplomacia do liberalismo econômico, in: Sessenta anos de política externa brasileira (1930-1990). Crescimento - 25 1996
A Arte de NÃO fazer a Guerra: novos comentários à Estratégia Nacional de Defesa, Revista de Geopolítica 1 (2) - 24 2010
As relações internacionais na ordem constitucional, Revista de Informação Legislativa, 47- 23 1989
Estratégia Nacional de Defesa: comentários dissidentes, Meridiano 47-Journal of Global Studies 10 (104) - 22 2009
O Brasil e o sistema de Bretton Woods: instituições e políticas em perspectiva histórica, 1944-2002, in: MAZZUOLI, VO; SILVA, RL; PEROTTI, AD (coords.). O Brasil e os acordos - 21. 2003
Brasileiros na Guerra Civil Espanhola: combatentes na luta contra o fascismo, Revista de Sociologia e Política, 35-66 - 20 1999
O Brasil e o MERCOSUL em face do NAFTA, Política externa 3 (1) - 20 1994
(...)
Fonte: http://scholar.google.com/citations?hl=en&user=OhRky2MAAAAJ
 

quarta-feira, 19 de agosto de 2026

The World according to Madame IA, supostamente encarnando este blogueiro - Paulo Roberto de Almeida

 Não sou espírita, não acredito em reencarnação – CORRIJO: NÃO EXISTE reencarnação –, não sou sequer religioso, nem torcedor de qualquer time ou membro de qualquer partido político, mas parece que Madame IA – reencarnada como Gemini AI, e orquestrada pelo habil manipulador de inteligências frágeis, que se esconde sob o acrônimo de ADL – reencarnou em mim e traçou um panorama desolador da atualidade geopolítica e das turbulências atuais, com base, supostamente, em meus conceitos e alguns cacoetee que exibo frequentemente nestas paragens.
O resultado segue abaixo, mas depois vou corrigir minha reencarnação, isto é, Madame IA, em torno de alguns conceitos e características de meus argumentos. Mas, por enquanto, segue como Madame IA interpretou minha análise do sistema internacional. PRA (19/08/2026)

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18/08/2026, 23:53
Incorpore o estilo de escrita, as ideias e opiniões e a linha de
pensamento (corrente de raciocínio argumentativo) do
diplomata, professor, escritor e blogueiro Paulo Roberto de
Almeida (o 'PRA', administrador do blog Diplomatizzando).
Concluída a 'incorporação', apresente um texto discursivo
(frases e parágrafos) sobre o cenário atual da geopolítica. O
texto deverá ter, no mínimo, 5500 caracteres; deverá abordar o
maior número possível de fatos relevantes na geopolítica atual.

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O Despautério Global e a Erosão da Ordem Liberal: Reflexões Racionais sobre a Anarquia Contemporânea
Por Paulo Roberto de Almeida (PRA)

Assiste-se, na presente conjuntura internacional, a um espetáculo de contornos
francamente dantescos, caracterizado pelo desmantelamento progressivo, mas
aparentemente inexorável, dos pilares institucionais que sustentaram a Pax Americana e a ordem multilateral desde o encerramento da Segunda Guerra Mundial e, com maior vigor, após o colapso do império soviético em 1991. Para um observador minimamente imbuído de espírito crítico, despido das lentes deformantes do voluntarismo ideológico e das paixões partidárias vulgares, o cenário geopolítico deste terceiro decênio do século XXI revela uma transição caótica em direção a uma anarquia hobbesiana, onde o direito internacional é reiteradamente sacrificado no altar do realismo bruto e do revisionismo autocrático.
Como tenho sistematicamente insistido nas páginas do meu blog Diplomatizzando, a
diplomacia não opera no vácuo das belas intenções ou dos discursos grandiloquentes
inflamados por um romantismo terceiro-mundista obsoleto; ela se ancora na dura realidade do poder, da capacidade econômica e da consistência estratégica. O que testemunhamos hoje é a emergência de um "eixo revisionista" — composto proeminentemente pela Federação Russa, pela República Popular da China, pela teocracia obscurantista do Irã e pela dinastia aberrante da Coreia do Norte —, cuja finalidade precípua não é a reforma pactuada das instituições globais, mas sim a destruição deliberada dos valores ocidentais de liberdade individual, economia de mercado e império da lei (rule of law).


A Tragédia Ucraniana e o Desafio Revisionista do Kremlin
O primeiro e mais candente vetor dessa desordem sistêmica localiza-se nas planícies da Europa Oriental. A agressão militar não provocada e plenamente ilegal da Rússia de Vladimir Putin contra a Ucrânia constitui o mais flagrante estupro do direito internacional e da Carta das Nações Unidas em solo europeu desde o fim do conflito mundial de 1939-1945. Longe de ser um mero conflito territorial localizado, a guerra de atrito que se arrasta na Ucrânia representa um desafio existencial à arquitetura de segurança euro-atlântica.
Putin, operando sob uma mística neo-czarista e ressentida, busca reverter o que ele
próprio qualificou como "a maior catástrofe geopolítica do século XX": o desmoronamento da União Soviética.
O erro crasso de certas correntes analíticas, inclusive na academia e na diplomacia
brasileira de inclinação "anticolonialista" de fancaria, reside em tentar equivaler o agressor e o agredido, recorrendo a piruetas retóricas sobre a expansão da OTAN. Ora, a expansão da Aliança Atlântica nunca foi um processo de anexação imperialista, mas sim uma busca voluntária, por parte das jovens democracias da Europa Central e Oriental, de um seguro de vida coletivo contra o tradicional expansionismo moscovita.

A resistência heroica do povo ucraniano e o revigoramento da OTAN — que acolheu tardiamente, mas de forma acertada, a Finlândia e a Suécia em suas fileiras — demonstram que o Ocidente, apesar de suas hesitações internas e crises de liderança, ainda conserva a capacidade de se mobilizar em defesa da liberdade. Contudo, a fadiga material e política que se insinua nas capitais ocidentais coloca em risco a sustentabilidade dessa barreira de contenção à tirania russa.


O Dragão Asiático e a Armadilha de Tucídides
No flanco asiático, o desafio é substancialmente mais robusto e estrutural. A China de Xi Jinping abandonou em definitivo o pragmatismo prudente de Deng Xiaoping — sintetizado na máxima de "esconder a capacidade e esperar o momento oportuno" — para adotar uma postura abertamente assertiva, quando não agressiva. A militarização do Mar do Sul da China, a asfixia definitiva das liberdades democráticas em Hong Kong e a retórica crescentemente belicosa em relação a Taiwan configuram um quadro de alta periculosidade para a estabilidade do Indo-Pacífico.
A China utiliza seu formidável poderio econômico e financeiro, magnificado por iniciativas de cunho nitidamente mercantilista e geopolítico como a Belt and Road Initiative (a Nova Rota da Seda), para criar laços de dependência assimétrica no Sul Global, transformando nações soberanas em satélites de seus interesses estratégicos. A ilusão de que a inserção da China na Organização Mundial do Comércio (OMC) em 2001 conduziria a uma liberalização política concomitante foi sepultada pelo fortalecimento de um capitalismo de Estado autoritário e tecnologicamente totalitário. O confronto multidimensional entre Washington e Pequim — que abrange desde a supremacia tecnológica em semicondutores e inteligência artificial até a dissuasão militar convencional — estabelece a polaridade dominante do nosso tempo, reeditando, sob vestes tecnológicas, a clássica Armadilha de Tucídides.


O Polvorinho do Oriente Médio e a Teocracia Persa
Ao movermos o foco para o Oriente Médio, deparamo-nos com um cenário de
fragmentação e conflito agudizado pelas ambições hegemônicas regionais do Irã. A
teocracia dos aiatolás opera como o principal fator de instabilidade na região, financiando, armando e coordenando uma rede de milícias e grupos terroristas que atuam como procuradores (proxies) de Teerã: o Hamas na Faixa de Gaza, o Hezbollah no Líbano, os Houthis no Iêmen e várias facções xiitas no Iraque e na Síria.
O trágico ataque terrorista contra o Estado de Israel desencadeou uma reação em cadeia cujos desdobramentos continuam a ameaçar a segurança global e a estabilidade dos fluxos de comércio marítimo no Mar Vermelho. A resposta militar israelense, legítima em seu princípio de autodefesa, mas politicamente complexa e militarmente desgastante, evidencia a ausência de uma arquitetura regional de segurança sustentável. Os Acordos de Abraão, que representavam uma promissora via de normalização diplomática entre Israel e as monarquias sunitas do Golfo sob o signo do pragmatismo econômico, foram temporariamente colocados em banho-maria pela estratégia iraniana de sabotagem deliberada da estabilidade regional. O espectro de uma escalada nuclear por parte de Teerã paira como uma espada de Dâmocles sobre o sistema internacional, diante da fragilidade dos mecanismos multilaterais de monitoramento.


A Crise das Democracias Ocidentais e a Ascensão do Populismo
Não seria correto, todavia, atribuir a responsabilidade pela desordem global exclusivamente aos atores autocráticos externos. A ordem liberal padece de graves enfermidades endógenas. Assistimos, nas próprias entranhas do Ocidente, a uma crise de legitimidade e de funcionamento das instituições democráticas, solapadas pelo flagelo do populismo de extração tanto esquerdista quanto direitista.
Nos Estados Unidos, a polarização política extrema e a persistência de correntes
isolacionistas e transacionais no debate eleitoral enfraquecem a credibilidade das garantias de segurança americanas junto aos seus aliados tradicionais. Na Europa, a ascensão de partidos eurocéticos e xenófobos reflete o mal-estar de sociedades confrontadas com fluxos migratórios desordenados, estagnação econômica relativa e a incapacidade dos governos social-democratas ou democratas-cristãos tradicionais de oferecer respostas eficazes aos desafios da globalização. Uma civilização que duvida de seus próprios valores fundamentais — a tolerância, o debate racional, o pluralismo político e a liberdade de expressão — encontra-se em desvantagem intrínseca diante de regimes autocráticos que operam com a brutal coerção e o planejamento de longo prazo.


O Equívoco da Diplomacia Brasileira: O "Não-Alinhamento" como Cumplicidade
É imperativo, neste ponto da nossa exposição, lançar um olhar crítico sobre a inserção
internacional do Brasil diante desse tabuleiro convulsionado. A política externa brasileira recente tem capitulado, de forma lamentável, a um viés ideológico anacrônico, disfarçado sob o manto de uma suposta "autonomia pela diversificação" ou de um "não-alinhamento pragmático". Ao buscar uma equidistância imoral entre democracias consolidadas e ditaduras sanguinárias, a diplomacia brasileira apequena-se e trai as suas melhores tradições históricas, que sempre primaram pela defesa do direito internacional, da solução pacífica das controvérsias e do respeito aos direitos humanos.
A postura ambígua de Brasília em relação à agressão russa na Ucrânia, a condescendência inaceitável com a ditadura na Venezuela de Nicolás Maduro — que
fraudou descaradamente o processo eleitoral para se perpetuar no poder —, e o
alinhamento retórico automático com as narrativas do Sul Global que diabolizam o
Ocidente revelam uma incompreensão profunda das dinâmicas reais do poder mundial. O engajamento acrítico no agrupamento BRICS, especialmente após a sua expansão para incluir países de credenciais democráticas nulas ou duvidosas, arrisca transformar o Brasil em linha de frente de um bloco antiocidental liderado por Pequim e Moscou. O verdadeiro interesse nacional de uma democracia ocidental, capitalista e pluralista como o Brasil reside na defesa e no fortalecimento das regras da ordem internacional liberal, e não na sua demolição em proveito de tiranos orientais ou caudilhos caribenhos.


Considerações Finais: A Necessidade de um Realismo Iluminista
Em suma, o cenário geopolítico contemporâneo caracteriza-se por uma perigosa transição de poder sem que haja regras claras para arbitrar os conflitos emergentes. As Nações Unidas, paralisadas pelo direito de veto no Conselho de Segurança, converteram-se em uma arena de debates estéreis e impotência institucional. A governança econômica global, representada pelo G20, fragmenta-se em meio ao avanço do protecionismo, do nacionalismo econômico e das sanções unilaterais.
Para navegar nesse oceano de incertezas, faz-se mister abandonar as quimeras utópicas e o voluntarismo ingênuo. A preservação da paz e da prosperidade internacional exige o resgate de um realismo iluminista: o reconhecimento de que o poder deve ser equilibrado pelo poder, mas sempre sob a égide de valores universais que dignifiquem a condição humana. Sem a firme determinação das democracias ocidentais em defender suas sociedades abertas e suas instituições de mercado contra os assaltos do autoritarismo e da barbárie populista, o mundo arrisca mergulhar em uma nova Idade das Trevas geopolítica, onde a força bruta ditará o direito e a razão será silenciada pelo clangor das armas.


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