sexta-feira, 16 de setembro de 2011

A piada da semana (sempre tem uma, de onde menos se espera...)

Uma piada que era antológica nos tempos da inflação, que depois caiu em desuso quando, finalmente, o Brasil criou vergonha na cara e decidiu acabar com a inflação -- ou pelo menos trazê-la a patamares mais razoáveis e mais aceitáveis -- e que agora volta, já que o governo anda de braços dados com a inflação novamente, estimulando-a com correção de salários acima da inflação, gastando por conta das duas próximas gerações e promovendo um festival de benfeitorias políticas com o seu, o meu, o nosso dinheiro.
Alguém ainda acredita nisto?:


Mantega: governo fiscalizará montadoras para que preço de veículos nacionais não suba
Agência Brasil

A decisão de manter em patamares mais baixos o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para montadoras que invistam em inovação e usem uma proporção mínima de componentes nacionais não vai causar aumento no preço final dos automóveis, disse hoje (15) o ministro da Fazenda, Guido Mantega. “Vamos fazer fiscalização dos preços do setor, de modo a garantir que os produtos nacionais não tenham essa elevação. Foi um compromisso da indústria que os preços não subiriam”, garantiu. 


Só podia ser da Agência Brasil, que, aliás, deveria ter o nome rebatizado para Agência Oficial das Piadas Prontas (com a devida licença do Macaco Simão, claro...).
Paulo Roberto de Almeida 

Da Africa, com Alberto da Costa e Silva


África, e tudo mais
Por Rachel Bertol | Para o Valor, do Rio
Valor Econômico – Eu&Fim de Semana, 16/09/2011

Alberto da Costa e Silva, poeta, ensaísta, historiador, diplomata e membro da Academia Brasileira de Letras: aos 80 anos, terceiro volume de memórias está a caminho
Histórias surpreendentes despontam durante a conversa com Alberto da Costa e Silva: são memórias da avó cafuza, da tia que mandou matar o marido no Ceará, dos jantares mensais com o amigo José Saramago, dos bate-papos sobre África com Jorge Amado e de momentos inusitados ao lado de Guimarães Rosa. A vida extraordinária do poeta, ensaísta, historiador e diplomata, que comemorou 80 anos recentemente, seria tema para uma vasta coleção de livros. São tantos amigos, entre eles tantos escritores, que Costa e Silva poderia escrever muitas histórias saborosas sobre cada um deles, como reconhece.
Parte dessas histórias encontra-se em "A Invenção do Desenho - Ficções da Memória", que a Nova Fronteira acaba de reeditar, com nova introdução do historiador José Murilo de Carvalho. O livro retrata 15 anos da vida de Costa e Silva, desde os tempos da mocidade até o período em que se tornou diplomata em Lisboa. A editora está reeditando toda sua obra e iniciou a série, este ano, com o monumental "A Enxada e a Lança - A África Antes dos Portugueses", de quase mil páginas, o primeiro livro publicado no Brasil com tamanho fôlego sobre a história antiga do continente. Lançado em 1992, chegou à 5ª edição, acrescida de introdução do jornalista Laurentino Gomes. No momento, Costa e Silva prepara o terceiro volume de suas memórias. O primeiro, "Espelho do Príncipe" - que considera seu melhor livro -, sobre a infância em Fortaleza, também será reeditado.

"Quase todos os estudiosos do negro no Brasil não enxergavam nele toda sua vestimenta cultural africana, inclusive Freyre"

Nesta entrevista, concedida em seu apartamento do bairro de Laranjeiras, no Rio, repleto de esculturas africanas e belos quadros, o imortal da Academia Brasileira de Letras conta um pouco de suas histórias, especialmente as de sua epopeia africana. Costa e Silva foi embaixador na Nigéria e na República do Benim. Sua obra é pioneira ao despertar no país um interesse renovado pela região. A relação dos brasileiros com a África é marcada por um distanciamento, que Costa e Silva aponta na obra de autores que falam de negros e escravos, como Gilberto Freyre e Castro Alves.
Valor: "A Enxada e a Lança" é um clássico no estudo de África. O senhor modificou algo na nova edição?
Alberto da Costa e Silva: Fiz apenas correções. Quando a Nova Fronteira o publicou, perguntava-se quem iria ler um livro sobre história antiga da África. Mas o livro teve muito boa aceitação. E também sua continuação, "A Manilha e o Libambo - A África e a Escravidão, de 1500 a 1700". Neles, trato de toda a África subsaariana, que alguns autores chamam de África negra. Isso porque sempre tive a impressão de que o Magrebe, a Líbia e Egito, estando no continente, pertencem ao Mediterrâneo. Sua história é a do Mediterrâneo.
Valor: Como o fato de ser brasileiro influenciou o estudo?
Costa e Silva: Dou enfoque especial às áreas que tiveram importância na história do Brasil, que não começa com Pedro Álvares Cabral, mas com as grandes migrações ameríndias, com dom Afonso Henriques em Portugal, com a invenção do ferro em Nok, na África, e com a expansão dos bantos. O Brasil é resultado de três histórias. Sempre me impressionou que uma dessas fontes fosse tão mal estudada. Quando eu tinha 15 anos, li "Casa-Grande & Senzala", e foi uma revelação. Freyre punha o negro não mais como um problema do Brasil, mas como sua essência. Mas o livro me chamou a atenção também pelas coisas que não diz. Quase todos os estudiosos do negro no Brasil não enxergavam nele toda sua vestimenta cultural africana, inclusive Freyre. Não se tinha estudado a cultura tradicional do negro na África, para explicar, por exemplo, por que alguns deles nunca vieram para cá. Meu interesse pelo assunto começou quando eu era rapazola. Mas o material disponível a respeito era mínimo.
Valor: Como superou a escassez de fontes?
Costa e Silva: Achei muito material em sebos e bibliotecas. Fui formando minha história particular da África, sem pensar em escrever a respeito. Era uma espécie de vício secreto, de paixão não confessada. Fui pela primeira vez à África nos últimos dias de setembro de 1960, como diplomata, para participar das comemorações da independência da Nigéria. Foi um deslumbramento. Tive a impressão de estar num quadro do Renascimento italiano. Nosso terno escuro e a gravata pareciam uma roupa humilhante diante das túnicas, das togas, das roupas rendadas, dos veludos, das roupas daqueles que nos aguardavam no aeroporto. E havia, além dos trajes, a riqueza das pessoas nas ruas, do comportamento. Era curioso, porque, de certa forma, era o Brasil do Debret, e algo mais, com o perfume do Brasil. Representando o Itamaraty, conheci países como Etiópia, Sudão, Senegal, Togo, Gana, Costa do Marfim, Camarões, Gabão, Angola, Quênia...
Valor: Assim começou o livro?
Costa e Silva: Em meados dos anos 1970, em Madri, na casa de amigos, eu estava batendo boca com o Carlos Lacerda sobre Angola, e ele me disse que eu tinha obrigação de escrever sobre África. Segundo ele, eu era o único brasileiro com ideias precisas sobre o continente. Pouco depois iniciei o livro. Quando fui nomeado embaixador em Lagos, na Nigéria, o livro avançou muito. Era um país fascinante, com culturas sólidas, onde o diálogo com o Brasil tinha importância histórica. Havia um bairro brasileiro na cidade, uma associação de descendentes de brasileiros, uma mesquita brasileira etc. Minha mulher, Verinha, oferecia o vatapá brasileiro acompanhado do prato que lhe deu origem.
Valor: O senhor esteve na África na mesma época mais ou menos que pesquisadores como Pierre Verger e Jean Rouch. E a imagem, literalmente, que fazemos da África no século XX deve-se muito ao trabalho deles. Havia a sensação, como essas imagens deixam transparecer, de lidar com algo ainda intocado? Essa África ainda existe?
Costa e Silva: Sim e não. Em Angola, não vemos mais nas ruas as pessoas falando francês do século XIII, mas a catedral se mantém no mesmo lugar. E, apesar de tudo, ainda que disso as pessoas não tenham consciência, elas preservam na estrutura mental a lembrança do que foram seus ancestrais. E havia, de fato, a ideia de algo intocado, embora não fosse puro. A realidade africana ainda se apresentava com as roupagens diferentes das nossas. Era um campo onde se descobriam novas coisas todos os dias. Pela primeira vez, naquela geração e na que lhe foi imediatamente anterior, sabíamos que a África tinha uma história.
"Eu tinha uma avó que era cafuza. Ela fumava cachimbo embebido em melaço. Era uma personagem de Jorge Amado"
Valor: Como conseguiu se desvencilhar um pouco da história da África para se dedicar à redação das suas próprias memórias?
Costa e Silva: Quando fui removido para a Colômbia, não comia as madeleines do Proust, mas encontrei na rua um rapaz vendendo siriguela, uma frutinha que eu comia muito quando menino. Vi que ninguém mais sabia dessas coisas e resolvi escrever "Espelho do Príncipe", meu melhor livro, com as memórias da minha infância. Lá explico o que é taperebá, cabiçulinha, como era a vida no sertão do Ceará e em Fortaleza, onde vivi dos meus 3 aos 14 anos. Mas nunca deixei de escrever sobre África, porque me pediam conferências e artigos, material que eu reuni no livro "Um Rio Chamado Atlântico".
Valor: O senhor também já escreveu sobre dois autores baianos: Castro Alves ("Castro Alves - Um Poeta Sempre Jovem", Companhia das Letras) e Jorge Amado (ao organizar a antologia "Jorge Amado Essencial", Penguin Companhia). Como foi realizar essa viagem de volta, da África para a Bahia?
Costa e Silva: São dois autores cheios de África. E o caso do Castro Alves é muito curioso, porque ele nada sabia de África. A impressão é que nossos grandes abolicionistas, excetuado José Bonifácio, nunca conversaram com os escravos para saber como era a África. Na obra de Castro Alves, sua África é literária, herdeira do orientalismo francês, com desertos, tendas, areais sem árvores, o inverso da África de onde vieram aqueles trazidos para o Brasil. Esta era verde, igual à natureza do Brasil. Castro Alves foi talvez o mais generoso dos poetas brasileiros, sensualmente visual, um autor que marcou o abolicionismo e a nossa imagem do poeta romântico. Mas, para os abolicionistas, era como se os africanos tivessem sido concebidos no navio que os trouxe para o Brasil, sem raízes mais profundas.
Valor: Na sua opinião, o grande encontro da história da literatura brasileira foi o de Castro Alves com Machado de Assis, uma tarde no Rio...
Costa e Silva: É curioso, porque a mãe de Castro Alves era provavelmente mulata. Assim como Machado, Castro Alves tinha sangue negro, certamente. Nos livros de Machado, há uma série de escravos. Ele tinha percepção muito clara da presença avassaladora do escravo na vida brasileira. Seu encontro com Castro Alves reuniu o exuberante com o contido, o falastrão com o caladão, o orador com o meditador, o clássico com o barroco: foi o encontro dos dois grandes extremos da literatura brasileira. Podemos imaginar o deslumbramento de Machado ouvindo aquele rapaz bonito, com sua belíssima voz, pois Castro Alves parecia um ator de teatro. E a adoração de Castro Alves diante daquele homem de serenidade aparente, que devia em alguns momentos romper a carapaça da timidez.
Valor: E o Jorge Amado, era seu amigo, não?
Costa e Silva: Sim, e conversávamos muito sobre a África. Nenhum romance seu passa-se lá, mas ele estava embebido do continente. Agora, o que acho mais importante nos romances de Jorge é que suas personagens podiam estar aqui, tão reais elas são. Você certamente tem um parente que podia ser personagem de Jorge Amado. Tenho vários. Tive um tio que nunca foi trabalhar no escritório, ele recebia clientes no café em frente: é uma personagem de Jorge. Tenho uma tia que mandou matar o marido. É outra personagem de Jorge.
Valor: E matou mesmo?
Costa e Silva: Matou, claro. Quando você promete, você cumpre. Foi no Ceará. Eu tinha uma avó que era cafuza. Ela fumava cachimbo embebido em melaço, o famoso fumo de rolo que os historiadores brasileiros dizem ser de terceira categoria, embora fosse o preferido na África e o da minha avó. Ela fumava depois do almoço e do jantar. Era uma personagem de Jorge. Estamos cercados delas. Isso faz a grandeza do Jorge, que criou personagens dickensianos, especiais, que se parecem conosco. É por isso que o lemos com interesse e emoção. Mesmo nas suas histórias mais dramáticas e violentas, há um lado alegre, uma esperança de felicidade. O mais completo vilão de repente tem um gesto de nobreza. E suas histórias fluem naturalmente.
Valor: No novo livro de memórias, deve contar muitas histórias curiosas desses amigos...
Costa e Silva: Tive o privilégio de ter conhecido, sido amigo e convivido com pessoas como Guimarães Rosa, Manuel Bandeira, Jorge de Lima, José Saramago, Gilberto Freyre, João Cabral de Melo Neto, José Saramago, entre muitos outros, nem gosto de citar nomes. De todos, só guardo boas lembranças e poderia contar muitas histórias curiosas sobre eles, mas no livro só botarei uma de cada, para não pesar.
Valor: Conte-nos uma de Rosa...
Costa e Silva: Vou lhe contar uma história picaresca dele. Estávamos em Manaus, para um encontro do Itamaraty, num grupo de umas oito pessoas, e o Rosa manifestou o desejo de conhecer um prostíbulo. Então nos levaram a um barracão enorme, belíssimo, todo coberto de palha, com uma orquestra e um tablado para dançar. Nós nos sentamos e o Rosa, que era de tomar a iniciativa, chamou uma senhora, disse que iríamos tomar cerveja e que queríamos conversar com umas moças. Vieram umas quatro ou cinco, e ele puxou uma cadernetinha para anotar. Foi extraordinário: uma delas contou toda a sua vida, porque o Rosa tinha capacidade de pôr os outros à vontade. A mesa ficou parada vendo o Rosa entrevistar a putinha. Tenho de usar esse nome porque era exatamente isso. Depois, tudo virava conto.
Valor: E o Saramago?
Costa e Silva: Jantávamos todo mês, além das vezes em que nos encontrávamos. Era um homem sofrido e cáustico, com muita imaginação. Saramago era amigo dos amigos, detestado por muita gente e não gostava de ser detestado. Essas pessoas duronas muitas vezes escondem uma doçura especial. Saramago tinha medo de ser doce.
Valor: Também será reeditada sua poesia completa: como encontrava tempo para a criação poética?
Costa e Silva: Sou muito exigente em poesia e nunca quis escrever poemas que fossem o reflexo imediato de determinada sensação. Isso exigia de mim uma concentração da qual muitas vezes ou fugi ou não fui capaz de manter. De maneira que minha poesia reunida possui cerca de cem poemas. Por isso, ocupei meu tempo estudando a história da África. Por isso, ocupei meu tempo estudando a história da África. Claro, o tempo da minha inteligência, para que eu me mantivesse ativo no plano da cultura, sem ficar à espera de que o poema descesse do céu.

Cuba: humor (negro) socialista...


Cuba: El humor en los tiempos del miedo – por Yoani Sánchez*

De vez en cuando lo invitan a algún programa humorístico de la televisión, pero no vive de eso. Prefiere que lo contraten en uno de los exclusivos restaurantes que han comenzado a brotar por toda La Habana. Salario en pesos convertibles, un plato de comida y la libertad de reírse de todo lo que quiera, están garantizados en esos espacios por cuenta propia.
Con el micrófono en la mano y ante un selecto público de gente pudiente, hace aquellos chistes prohibidos frente a las cámaras nacionales, se burla de lo que nunca le permitirían en un estudio del ICRT. Arremete desde el sarcasmo contra las regulaciones migratorias internas y comenta -con sorna- que ha hecho “tres intentos de entrada ilegal a la capital”.
A medida que la noche avanza, los tragos van y vienen y su lengua se hace más afilada, más mordaz. Empiezan los chistes políticos, velados pero a la vez directos, donde a veces su mano hace bajo el mentón la seña de una barba. Luego, lanza un largo monólogo sobre la pobreza de su pueblito oriental, aclarando que su mamá se quiere mudar a la ciudad “para poder recibir más huevos por el racionamiento”.
Parece otro, distinto a aquel que apenas se ríe de su propio físico en la tele nacional. Entre las mesas y con la anuencia de los dueños del local, se burla también del jefe de Policía que en cualquier batey pequeño hace las veces de cacique con todos los poderes. Después deriva en la extensa -y grosera- colección de chistes de sexo, racistas y homofóbicos, sin esconder palabras, con la misma crudeza que se escuchan en las calles.
Los clientes abandonan el lugar preguntándose si realmente será el mismo humorista que han visto en el horario estelar de la TV. Aquel les resulta chistoso, pero este que acaban de descubrir bajo el amparo de un paladar, es irresistiblemente cómico, visiblemente libre. Para cuando vuelvan a verlo en algún programa de Cubavisión o Telerebelde, notarán que de su amplio repertorio solo queda la parte menos incómoda, una parcela cuidadosa y censurada de su risa.
*Yoani Sánchez es Licenciada en Filología. Reside en La Habana, Cuba, es una de las blogueras más destacadas en el mundo de habla hispana. Entre otras distinciones, por su trabajo en el blog Generación Y, ha recibido los premios Ortega y Gasset (2008), 25 Mejores Blogs Time-CNN (2009), María Moors Cabot (2009) y Príncipe Claus (2010), éste último, por haber sido seleccionada entre los 60 heroes de la libertad de expresión por el Instituto Internacional de Prensa (IPI), con sede en Viena, Austria.
Fuente: Generacion Y (Cuba)

Cuba: taxation without representation - uma Carta Magna a caminho?...

...ou uma revolução (não dos nobres, mas) dos pobres?
O Estado cubano quer taxar os cidadãos trabalhadores para melhor pagar os seus milhares de burocratas, aparatchiks e outros funcionários que já não acreditam no comunismo oficial, mas não sabem muito bem como fazer para retornar o país ao capitalismo.
Na dúvida, eles começam cobrando impostos.
No ex-socialismo, os trabalhadores fingiam que trabalhavam e o Estado fingia que os pagava.
Na transição ao capitalismo, os novos pequenos capitalistas fingem que ganham um décimo do que ganham na verdade, e o Estado finge que acredita (mas se prepara para cobrar mais).
Acho que vamos caminhar para uma fronda tributária dentro em pouco...
Paulo Roberto de Almeida



Taxes in Cuba

Get used to it

The Castros’ subjects get acquainted with that other sure thing

Half your monies are belong to us
WHEN Raúl Castro, Cuba’s president, announced last year that the government would cut its payroll by up to 20% and promote self-employment, state media hailed the birth of a “tax culture”. As most Cubans had never paid income tax, the Communist newspaper published a guide to the concept. Government economists predicted a 400% increase in tax revenue from individuals.
The experiment has been bumpy. Last October Cuba published a tax code for workers in its 181 newly authorised occupations, ranging from furniture repairer to professional clown. As in the early 1990s, the last time Cuba tried economic liberalisation and taxation, the rates were punitive: 10% on turnover, 25% for social security and up to 50% on income. Such levies discouraged some people from risking self-employment. By May applications for job licences were tailing off.
Moreover, Mr Castro failed to beef up the National Tax Administration Office (ONAT), which was soon overwhelmed by filings. That has delayed revenue collection, and allowed both intentional and inadvertent tax cheats to go unpunished. “They seem even more confused about this than we are,” says Ernesto, an engineer who obtained a licence to set up a plumbing business in March. He admits that he simply guesses how much he has earned each month and declares a tenth as much.
But Mr Castro seems more flexible than his brother and predecessor Fidel, who blamed the self-employed for sowing inequality and happily taxed private firms out of existence. Eager to find jobs for up to 1m public workers he plans to fire, he has carved out exemptions from the social-security tax and twice increased the scope for deductions. He has also ordered ONAT to retrain its staff and hire new inspectors. “There certainly is an element of making up the rules as they go along,” says one European diplomat based in Havana. “But Raúl seems totally determined to make this work.”
Further reforms are on the way. By the end of 2011, Cubans will be allowed to buy and sell homes and cars. It remains to be seen how long they will accept taxation without representation. “They happily take our taxes,” says Michel, a barber who recently founded a business. “But they still keep their secrets.”

Key moments in Palestine's relationship with the United Nations - Foreign Policy


Posted By David Bosco
Foreign Policy, September 16. 2011
With the Palestinian bid to achieve UN membership approaching a decisive point, it may be worth reviewing some key moments in Palestine's relationship with the world organization:
May 1949: Israel admitted to the United Nations.
Nov. 1970: General Assembly "condemns those Governments that deny the right to self-determination of peoples recognized as being entitled to it, especially of the peoples of southern Africa and Palestine." Beginning at this time, the Assembly passed regular annual resolutions affirming the right of Palestine to self-determination and encouraging all states to achieve that.
Nov. 1974: The General Assembly "invites the Palestine Liberation Organization to participate in the sessions and the work of the General Assembly."
Nov. 1975: General Assembly requests the Security Council "to consider and adopt the necessary resolutions and measures in order to enable the Palestinian people to exercise its inalienable national rights..." In that same session, the Assembly passed the famous resolution declaring zionism to be a form of racism.
Jan. 1976: PLO representative addresses the Security Council.
Dec. 1988: General Assembly "[a]cknowledges the proclamation of the State of Palestine by the Palestine National Council on 15 November 1988...[and] decides that, effective as of 15 December 1988, the designation 'Palestine' should be used in place of the designation 'Palestine Liberation Organization' in the United Nations system, without prejudice to the observer status and functions of the Palestine Liberation Organization within the United Nations system, in conformity with relevant United Nations resolutions and practice."
July 1998: General Assembly "decides to confer upon Palestine, in its capacity as observer, and as contained in the annex to the present resolution, additional rights and privileges of participation in the sessions and work of the General Assembly and the international conferences convened under the auspices of the Assembly or other organs of the United Nations, as well as in United Nations conferences."

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