sábado, 19 de novembro de 2011

Voce: um privilegiado (mas nao abuse da condicao)

Aproveitando um alerta que sempre figura no final das mensagens que gente que se pretende séria, importante, que lida com informações sensíveis, que valem milhões de dólares (ou de reais, whatever...):

A informação ora transmitida é destinada somente à pessoa ou entidade para qual está endereçada e pode conter material confidencial ou privilegiado. Qualquer retransmissão, divulgação ou outro uso que tenha como base o material acima contido por pessoas ou entidades outras que não o real destinatário é terminantemente proibido. Se você recebeu esta mensagem por engano, por favor, contate o remetente e apague o material de qualquer computador.

The information transmitted is intended only for the person or entity to which it is addressed and may contain confidential and/or privileged material. Any retransmission, dissemination or other use of, or taking of any action in reliance upon, this information by persons or entities other than the intended recipient is prohibited. If you received this in error, please contact the sender and delete the material from your computer.

Mesmo que você não seja nada disso, e não possa ganhar milhões de dólares com a informação ou os comentários desabusados que figuram neste blog, divirta-se, mesmo assim, tenha um bom dia, fique mais rico intelectualmente, e seja muito feliz...
Paulo Roberto de Almeida

A hipocrisia dos "Ocupe [qualquer coisa]: privatizando espacos coletivos

The Hypocrisy of Occupy Wall Street 
BY WENDY KAMINER 
THE ATLANTIC 
Reuters, November 18, 2011 


 They criticize the "1 percent" for taking too much wealth, but they claim the right for a small group to inhabit public space indefinitely It's too soon to tell whether Occupy Wall Street's drive to appropriate public spaces will entirely obscure its protests of economic injustice, but the dangers of its morphing into an ineffectual Occupy Whatever movement are already evident. 


Occupation is more exhilarating and instantly gratifying than the hard slog of advancing political and social change, and so far, one of the movement's primary achievements has been a remarkable judicial ruling implying a new First Amendment right of occupation.  Public protests have long been subject to reasonable time, place, and manner restrictions, (as I discussed here). 
But a Superior Court judge in Boston has effectively enjoined the city from imposing routine time, place, and manner restrictions on Occupy Boston and evicting the 24/7 occupation from a small square in the financial district, pending a December 1 hearing. What's so remarkable -- and, in my view, so remarkably wrong -- about this order? 


It suggests that an infinitesimal percentage of the population may appropriate a public park indefinitely, to the exclusion of more than 99 percent of the people the appropriators claim to represent. In Boston, the occupation hasn't raised many practical problems of exclusion because the small square in which it's based (Dewey Square) is relatively dead urban space. 
But what if occupiers grow in number and try to take over a heavily used park like the Boston Common, now host to a diverse array of political, charitable, and recreational activities? Whose rights to occupy would take precedence? Facts matter, of course, and it seems unlikely that the courts would allow one group to appropriate the Common indefinitely. 
But Occupy Boston's legal arguments suggest a right to do so. 
The occupation is itself an "expressive," First Amendment activity, Occupy Boston asserts. Occupiers are "creating a functional direct democracy to demonstrate the possibility of a more just, democratic, and economically egalitarian society. ... The Occupy protesters' 24 hour per day/7 days per week actual physical occupation of a portion of the city in which they are located is a core component of the message of the Occupy Movement. They express their message through actual, physical occupation of a city through the establishment of a tent city."  


 This is an interesting argument, but it begs for a limiting principle. What standard of review should courts employ in deciding if or when the rights of occupiers unduly infringe on the rights of others? Consider just a few questions raised by Occupy Boston's claim:   What if a group of Tea Partiers seek to establish camp in the same space (Dewey Square) in order to demonstrate a contrary vision of community or communicate a contrary view of economic justice? What if the Tea Partiers also argue that camping in Dewey Square is "a core component of their message" because of its location in the financial district? 
Private associations have First Amendment rights to formulate and control their own messages. So would Occupy Boston have the right to exclude the Tea Partiers, in order to prevent them from muddying its message, simply because they got there first?  


What if either Occupy Boston or the Tea Party or any other group decided to take over a much larger, more popular space, like the Boston Common, insisting that it was, after all, the only place in which their messages could effectively be conveyed?  
 What if a group of Christian nationalists set up camp in a public park and excluded all non-Christians from their encampment in order to demonstrate the possibility of a purified Christian America? 
What if they purposefully chose a park across the street from a mosque or synagogue, claiming that the location was essential to their message? 
What if a group of White Supremacists set up a tent city in a public space that admitted only white people? 


 If you believe that rights enjoyed by Occupy Boston should not be extended to the Christian nationalists and White Supremacists, among other private groups that discriminate based on race, religion, or other protected categories, then you're endorsing content-based discrimination against speech -- a fundamental violation of First Amendment freedoms. 
If the right to disseminate a particular message is contingent on popular or official approval of its content, then it's not a right at all. It's an unreliable, arbitrary privilege. Occupy Wall Street and its satellites are supposed to represent the interests of the unprivileged many; they should perhaps refrain from demanding occupational "rights" that can only be extended to a privileged few.

Entao ficamos assim: nao demito o larapio apenas por birra...

Falando pelos outros...


Não vou me dobrar a toda essa imprensa golpista que acha que pode ditar os meus gestos e decisões. Vou ficar com esse larápio desclassificado apenas por birra, para provar que quem manda aqui sou eu...
Aguentem, papudos...


[Sorry, contribuintes, mas vocês estão sendo chamados a continuar pagando a conta dos muitos bandidos que infestam a paisagem cotidiana...]

De grandes idiotas e modestos "livreiros": sempre confirmando o que se pensa...

Alguns -- provavelmente os mesmos que se inquietam que eu chame tanta gente graúda de idiota -- escrevem de vez em quando para me perguntar como eu posso ser tão cáustico e tão implacável em relação a certos idiotas consagrados (quase escrevo "intelectuais", o que seria um erro monumental), quando eles (os idiotas, não os que me escrevem) fazem tanto sucesso, publicam tantos livros, são acolhidos entusiasticamente pela grande imprensa e falam algumas grandes "verdades" sobre esse sistema perverso que se chama capitalismo.
Pois bem, não sou apenas eu que acho certas vacas sagradas grandes idiotas.
Vejam o que recebi de um comentarista simpático e inteligente: 



AlexRene deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Slavoj Zizek: idiotas completos precisam ser chama...": 

Não sei se algum de vocês lerá este comentário, mas lá vai:

Trabalho numa livraria e percebi o balbúrdio por este escritor através das revistas. Como leitor curioso que sou, peguei o "Primeiro como tragédia, depois como farsa" e li as primeiras 50 páginas.

Infelizmente para seus defensores, tenho que concordar com este post e o artigo reproduzido. Trata-se da antiga teoria travestida de novos ares. Incrível perceber a agressão no modo de escrever deste autor, quase não respeitando o leitor, declarando-o inapto a entender algo que está em sua cara.

No texto ele faz um paralelo entre o 11/9 e a crise de 2008, tentando encontrar defeitos que realmente existem no capitalismo, mas que justifiquem a sobrevida do comunismo... não passa de um adolescente tardio polarizando tudo em capitalismo e socialismo, quando, do proprio capitalismo, ele não entende as suas ramificações e ideologias. Chego a pensar que ele não distinguiria Utilitarismo de Liberalismo...

Seus livros deveriam ser postos na sessão infanto-juvenil de qualquer livraria, pois eu não entendo adultos que ainda defendam um sistema social como este.

Bem, eu continuarei a chamar idiotas de idiotas, e os grandes idiotas de idiotas supremos...
Paulo Roberto de Almeida

Ainda a Mao Invisivel de Adam Smith - Joao Luiz Mauad

Eu repostei meu texto sobre a "mão invisível" de Adam Smith, apenas porque um comentarista habitual acrescentou esta informação nesse post, e aproveito, de minha parte, para dar-lhe o devido destaque.
http://www.ordemlivre.org/2011/11/desmontando-sofismas-e-rebatendo-cliches/

Desmontando sofismas e rebatendo clichês

mao
É muito frequente a acusação – normalmente perpetrada por intervencionistas tanto à esquerda quanto à direita – de que o liberalismo é uma filosofia “dogmática”, por incitar uma suposta fé irracional naquilo que apelidaram de “deus mercado”.  A estratégia sofísticada traz ainda, como corolário indispensável, o emprego decomentários sarcásticos fazendo referência à única coisa que essa gente conhece, ou já ouviu falar, sobre liberalismo: a famosa metáfora da “mão invisível”.  A armadilha é tão capciosa que já há até liberais defendendo o banimento daquela metáfora, com medo de serem mal interpretados.
Ora, qualquer um que já tenha lido “A Riqueza das Nações” sabe perfeitamente que a imagem da “mão invisível” não tem nada de dogmático ou metafísico. O que Adam Smith diz é que, na esfera comercial, os indivíduos estão permanentemente empenhados em empregar da melhor maneira os seus recursos, visando o maior lucro possível.  O que o agente econômico tem em mente, portanto, é o próprio interesse, e não o interesse social.  Porém, ao examinar o que melhor lhe convém, ele naturalmente acaba escolhendo o que é melhor também para a sociedade em geral, afinal a única forma de obter lucros num sistema de livre mercado é oferecendo bens e serviços de qualidade, a preços razoáveis, aos consumidores.  Em outras palavras, lucrará mais aquele que satisfizer, com mais eficiência, os desejos e necessidades dos demais.
Numa das passagens em que Adam Smith utiliza a metáfora, ele diz, literalmente, o seguinte: “Orientando sua atividade de tal maneira que sua produção possa ser de maior valor, [o empreendedor] visa apenas seu próprio ganho e, neste, como em muitos outros casos, é levado como que por uma mão invisível a promover um objetivo que não fazia parte de suas intenções… Ao perseguir seus próprios interesses, o indivíduo muitas vezes promove o interesse da sociedade muito mais eficazmente do que quando tenciona realmente promovê-lo”.
Eis o verdadeiro sentido da “mão invisível”.  É pela busca constante de seus próprios interesses que o empreendedor fomenta o interesse geral da sociedade, e não pela sua benevolência. Em sua mais famosa sentença, Smith escreve que “Não é da benevolência do padeiro, do açougueiro ou do cervejeiro que eu espero que saia o meu jantar, mas sim do empenho deles em promover seu próprio negócio”.
A metáfora da mão invisível, portanto, não pretende explicar que o mercado seja um sistema intrinsecamente perfeito, um deus imune a falhas, ineficiências ou má gestão, que funciona independentemente do bom planejamento, gerenciamento, controle, etc. Pelo contrário, o mercado só funciona porque é um sistema extensiva e racionalmente planejado e bem administrado. Só que a administração capitalista se dá de forma pulverizada, através da ação de cada indivíduo, de cada empresa. Todo esse planejamento dos indivíduos, das famílias e das empresas é coordenado por um mecanismo sólido, autônomo e extremamente eficiente, denominado “sistema de preços”.
O mercado, como demonstrou Mises, não é um organismo público ou privado, nem tampouco qualquer associação, agremiação, corporação ou organização.  O mercado é um processo.  Numa economia onde prevaleça a livre iniciativa, cada agente planeja e age por si mesmo, sem que ninguém lhe diga o que deve ou não fazer. A coordenação das várias atividades individuais e a sua integração dentro de um sistema harmônico, que supra os consumidores com as mercadorias e serviços que eles demandem, é feita de forma espontânea, desde que guiada por uma estrutura de preços flutuantes e livres.
Não há nada dogmático ou misterioso nesse processo.  As únicas forças por trás do seu contínuo movimento são os julgamentos de valor dos vários indivíduos e as ações deles derivadas.  Como no livre mercado todas as ações são voluntárias, a única alternativa de que dispõe cada um dos agentes para maximizar os próprios ganhos (por mais paradoxal que isto possa parecer a alguns) acaba sendo o empenho para satisfazer as necessidades e desejos do próximo. A mágica, o segredo da eficiência do mercado está, portanto, na supremacia do consumidor.  Através da sua decisão de comprar (ou não comprar), os consumidores determinam não somente a estrutura de preços, mas também o que deve ser produzido, em que quantidade, qualidade e por quem.
Se o livre mercado e o sistema de preços dele derivado são capazes de disponibilizar uma gama inimaginável de bens e serviços para os consumidores, eles produzem também um vasto escopo de oportunidades para os empreendedores.  É pelas mãos desses personagens, nem sempre bem vistos pela sociedade, que a poupança se transforma em investimento, contribuindo para aumentar a produtividade da economia, os salários dos trabalhadores e, consequentemente, o padrão de vida de todos.
Os oponentes do liberalismo gostam muito de falar também em “tirania do mercado”.  Deve-se lembrar a eles, entretanto, que não existe tirania onde as trocas são voluntárias, mas somente onde há coerção – uso da força.   Se um ladrão o ameaça com uma arma, seu “pagamento” a ele será, obviamente, forçado, e só trará benefício a uma das partes.  Por outro lado, quando você adquire um produto qualquer no comércio, a troca de dinheiro por aquele bem é totalmente voluntária, sinal de que ambas as partes (consumidor e comerciante) estão se beneficiando dela.
A propósito, a qual dos exemplos acima se assemelha a situação em que o estado cobra impostos da população (uma atividade coercitiva por natureza), sem lhe devolver as respectivas contrapartidas em serviços?  A mim, pelo menos, parece claro que tirânico não é bem o mercado…

SOBRE O AUTOR

João Luiz Mauad é administrador de empresas formado pela FGV-RJ e profissional liberal (consultor de empresas).

Postagem em destaque

Conselho Nacional da Política Externa companheira passará a controlar o Itamaraty? (2014) - Paulo Roberto de Almeida

 Não é a primeira vez que os companheiros tentam controlar, manietar, "orientar" o Itamaraaty, por meio de um Conselho Nacional de...