domingo, 5 de fevereiro de 2012

Construindo o Apartheid no Brasil: cotas para deputados negros

Os militantes da causa negra, não todos, mas aqueles racistas, interessados em dividir o país segundo linhas raciais, continuam na sua obra divisionista.
Neste caso é pior, pois além das cotas -- que eles julgam "normais"-- para negros, em todas as categorias de concursos públicos, sobretudo nas universidades, esse deputado negro, do PT, pretende também assegurar sua reeleição indefinida, sem fazer qualquer esforço, apenas como representante dos 53% (e aumentando) de "minoria" afrodescendente no Brasil.
Esse percentual deve progressivamente aumentar para quase 60% -- posso apostar com qualquer um -- em poucos anos, pois é baseado na autodeclaração do próprio interessado nas cotas.
Vai chegar o dia em que o Brasil vai ser um país em que a minoria branca vai ter de fazer esforços sobrehumanos para conseguir se inserir em qualquer coisa.
Esse vai ser o resultado da obra racista dos novos militantes do Apartheid.
Paulo Roberto de Almeida 


Cotas para deputados negros
Bruno Alves
jornal A Tarde (Salvador), 01/02/2012

No mínimo, é polêmica a iniciativa do deputado federal Luiz Alberto (PT) de propor uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que prevê a reserva de vagas na Câmara Federal, Asembleias Legislativas e na Câmara Legislativa do Distrito Federal paraparlamentares negros.

O número de vagas seria definido com base no percentual de pessoas que tenham se declarado negras ou pardas no último censo do IBGE. Segundo o deputado Luiz Alberto, a proposta iria aumentar de 30 para 150 o número de deputados negros na casa. 

As cotas raciais são uma inconstitucionalidade, já que somos todos iguais perante a lei sem distinção de qualquer natureza. É certo que esse projeto não irá progredir. Mas é preocupante saber que nossos representantes tenham pensamentos retrógados e segregador. Seguindo esse pressuposto jamais vivenciaremos a verdadeira democracia. 

A verdadeira democracia é consolidada com educação de qualidade. É preponderante que nossos governantes coloquem a educação como prioridade de governo. Os países que investiram na educação avançaram em outras áreas.

O Brasil ocupa a 88° posição de 127 no ranking de educação feito pela Unesco, o país fica atrás de Argentina, Chile, Equador e Bolívia. A primeira posição coube ao Japão, país que, para reverter as dificuldades de um traumático pós-guerra, a partir de 1945, investiu alto em educação com o objetivo de formar mão de obra capaz de agregar valor aos seus produtos e assim superar as limitações de um país que possui reduzidos recursos naturais.

É necessário enfrentarmos os fardos do passado sem que nos tornemos vitimas dele. Significa trabalhar as forças maiores que geram um quadro de desigualdade social e econômica para todos. Não iremos avançar segmentando, não iremos conseguir caminhar sozinhos. Muitos serão os desafios, mas nós não podemos sucumbir ao desespero ou ao cinismo.

Podemos aceitar a política que fomente a divisão ou podemos construir a política que nos une. Na democracia o poder está com o povo, somos nós que escolhemos nossos representantes. Nós somos a mudança.

Bruno Alves
Presidente Estadual da Juventude Democratas (JDEM)

sábado, 4 de fevereiro de 2012

Nao estou entre mortos e congelados...o blog continua aquecido...

OK, as notícias são duras, infelizmente para os atingidos pela onda de frio entre os vários países da Europa:

Onda de frio mata mais de 200 pessoas na Europa

Maioria das mortes ocorreu na Ucrânia, que teve temperaturas de 38 graus negativos; neve cancela voos na Grã-Bretanha.


Bem, estou até bem aquecido, aliás com uma garrafa de Calvados aqui ao meu lado, bebericando aos poucos para esquentar o corpo e a alma (não sei o que funciona melhor, ou menos pior...).
Entre vinhos e espirituosos (como diria algum tradutor idem), a gente vai combatendo o frio...
Mas o cérebro de vez em quando congela, não por este motivo, mas talvez por excesso de álcool...
Sem reclamações...
Paulo Roberto de Almeida

Cuba totalitaria: nao apenas silencio dos intelectuais brasileiros, apoio abjeto tambem...

Este comentarista coloca apenas a questão do silêncio da imensa maioria dos (sub)intelectuais brasileiros em relação aos atentados inaceitáveis da ditadura cubana à liberdade de expressão, aos direitos humanos e civis, de maneira geral.
Não se deve considerar que todos se recolhem a um silêncio culposo, lamentável e verdadeiramente condenável, pois alguns, mais subintelectuais do que outros não ficam em silêncio, mas dão seu apoio criminoso, e abjeto, à ditadura cubana, nesses atos de perfeita ignomínia contra a consciência que deveria ser universal, mas que nesses só consegue ser parcial, e perfeitamente sectária.
Todos conhecem um desses subintelectuais abjetos que sempre escreve nesse espaço de mentiras e de deformações que se chama Carta Maior. Ele já aprovou o fuzilamento de simples balseros que tentavam escapar da ilha-prisão, o que combina perfeitamente com seu caráter amoral.
Paulo Roberto de Almeida 

Cuba - até quando o silêncio?

Sergio Fausto - O Estado de S.Paulo, 04 de fevereiro de 2012 | 3h 07 
A viagem da presidente Dilma Rousseff a Cuba expressou não apenas limites da diplomacia brasileira quanto à defesa dos direitos humanos, mas também a contraditória relação que parte importante da esquerda - em grande medida representada pelo PT - tem com o tema quando ele se coloca em países ditos socialistas, Cuba em particular. Pode-se até entender, embora seja difícil justificar, a "prudente cautela" diplomática do Brasil no trato das "questões internas" de Cuba. Sob esse aspecto, a presidente Dilma segue uma linha que vem desde o retorno do Brasil à democracia e o restabelecimento das nossas relações com aquele país.
Mais difícil é aceitar o silêncio da maior parte da esquerda brasileira, muito especialmente de intelectuais, artistas e escritores, acerca da violação de direitos pelos quais muitos deles se bateram aqui, no Brasil. Se o governo está limitado por considerações diplomáticas - até que ponto é legítimo manifestar-se sobre a política interna de outro país, até que ponto é contraproducente fazê-lo? -, o silêncio de pessoas cuja atividade está vitalmente ligada à liberdade de pensamento e expressão só se explica por uma espécie de dupla moral que os faz aceitar lá o que condenaram aqui.
No passado, isso se fez em nome da revolução socialista. O argumento apoiava-se na inegável redução das desigualdades sociais nos primeiros dez anos do regime de Fidel Castro e da política obtusa e agressiva dos Estados Unidos em relação a Cuba. Eram outros tempos, haverá quem diga. Mas houve quem enxergasse as feições reais do regime cubano ainda em meio à névoa ideológica da guerra fria. E percebesse que a maior igualdade tinha como preço nenhuma liberdade.
Em 1971 se deu o primeiro rompimento público da intelectualidade de esquerda com o regime da revolução. Nesse ano se prendeu o poeta Heberto Padilla. Submetido a tortura, Padilla foi forçado a se retratar publicamente, no pior estilo das autocríticas forjadas pelos regimes totalitários. Na época Fidel sentenciou: "El arte es una arma de la revolución". Em repúdio, Octavio Paz, Julio Cortázar, Mario Vargas Llosa, para citar apenas os escritores latino-americanos mais conhecidos, assinaram um manifesto denunciado a ação do governo cubano.
Ao longo dos 40 anos seguintes as arbitrariedades do regime se acumularam e o silêncio dos intelectuais brasileiros de esquerda se manteve eloquente, exceções à parte. O que se ouvia, isso sim, eram elogios ao regime e bajulações ao "comandante" (Fidel Castro). Em março de 2003 a ditadura cubana mandou prender 79 pessoas por delito de opinião, condenando algumas delas a quase 30 anos de cadeia. A "Primavera Negra" foi a gota d'água para o escritor português, prêmio Nobel de Literatura, José Saramago, comunista da velha guarda. Em artigo no jornal El País, ele escreveu que a partir dali não poderia mais seguir viagem ao lado de Cuba. A vasta maioria da esquerda brasileira e de seus principais intelectuais continuou no mesmo barco.
Hoje Raúl Castro busca "atualizar" o socialismo em Cuba. O eufemismo enganoso representa o reconhecimento da falência do modelo implantado pela revolução. Esse jamais se mostrou capaz de andar com os próprios pés. Passado o período das expropriações e de mobilização patriótica dos trabalhadores, a economia cubana viveu à base da injeção de recursos externos oferecidos por motivos geopolíticos. Primeiro, pela União Soviética; depois, em menor grau, pela Venezuela de Hugo Chávez.
A verdade é que a economia cubana nunca conseguiu diversificar-se muito além da cana-de-açúcar e atingir níveis mínimos de eficiência. Com isso, depois do colapso da União Soviética, o socialismo cubano se converteu na repartição mais ou menos igualitária da pobreza para a maioria e na distribuição de privilégios para poucos, encastelados no partido e no Estado ou bem conectados a esses dois entes, que lá se confundem em um só.
A "atualização" do modelo é uma tentativa gradual de introduzir reformas que deem algum dinamismo à moribunda economia do país sem que essa mudança acarrete real alternância no poder. Para tanto as reformas não podem ir muito além do estímulo à criação de mercados de compra e venda de imóveis e veículos e da permissão para o funcionamento autônomo de pequenos serviços. Não se quer criar um setor privado que venha a pôr em xeque o controle estatal sobre os setores e atividades principais da economia. Muito menos iniciar a transição para um regime no qual o Partido Comunista de Cuba (PCC) não detenha mais o monopólio da representação política. Mesmo a renovação de lideranças dentro do partido, uma imposição do tempo, não pode implicar riscos para os que hoje mandam. Raúl Castro foi claro a esse respeito na abertura da primeira conferência do PCC, no último fim de semana, quando fez defesa veemente do sistema de partido único e avisou que a norma que limita a dez anos a permanência em cargos da alta hierarquia do regime será aplicada paulatinamente.
Com mais de 80 anos, Raúl tem um horizonte pessoal de mais alguns poucos anos de vida ativa. Quando pensa no longo prazo, está preocupado em preservar um esquema de poder assentado fundamentalmente nas Forças Armadas. Hoje se estima que elas controlem a grande maioria das empresas estatais do país. Não se pode esquecer que Raúl Castro foi o ministro das Forças Armadas desde 1959 até 2008, quando assumiu a presidência em substituição a seu irmão Fidel.
Ao optar por apoiar as reformas, abstendo-se de pressionar por maior liberdade em Cuba, o governo brasileiro aumenta as possibilidades de perpetuação desse esquema de poder, ávido por negócios com empresas estatais e privadas estrangeiras que não ponham em xeque seu controle antidemocrático sobre o Estado e seu domínio monopólico sobre a economia. Dilma não agiu apenas dentro dos limites da diplomacia brasileira. Agiu também nos limites do bloco de poder que ela própria representa.    
DIRETOR EXECUTIVO DO iFHC, É MEMBRO DO GACINT-USP, E-MAIL: SFAUSTO40@HOTMAIL.COM

Responsabilidade ao Proteger?

É preciso exercer os poderes do Conselho de Segurança com muita responsabilidade. Afinal de contas, não se pode sair por aí autorizando intervenções contra governos legítimos, que podem provocar perda de muitas vidas humanas, mesmo se esses governos legítimos estão provocando perdas ainda maiores de vidas humanas.
Melhor não tomar posição, nesses casos, ficar em cima do muro como bons tucanos, exercer seu grau habitual de restrição mental, e ver como nossos amigos dos Brics, sempre tão sábios, estão votando. Quem sabe até nem soltar nota nenhuma, ficar quieto, pois a melhor política, quando não se tem política, é ficar quieto, justamente.
Mas e as famosas doutrinas tão cuidadosamente elaboradas?
Bem, elas precisam de alguns retoques conceituais, ou novas pesquisas de terreno, talvez...
Paulo Roberto de Almeida

Death Toll Is Said to Rise in Syrian City of Homs

Activists said the death toll climbed to 260 in an attack Saturday on Homs, a claim the Syrian government flatly denied ahead of a meeting scheduled for Saturday at the United Nations Security Council.


Addendum oportuno: 

Ah nossos amigos dos Brics, como eles são defensores da soberania nacional (deles e dos outros). Nós também, por sinal.
Soberania über alles...

Russia and China Veto U.N. Security Council Resolution Condemning Syria

Russia and China on Saturday vetoed a United Nations Security Council resolution on Saturday condemning the Syrian government’s crackdown on protests for the second time. At the meeting in Manhattan, 13 countries voted for the resolution proposed by European and Arab nations that gave strong support to an Arab League plan to end the crackdown and call for President Bashar al-Assad to step aside. But Russia and China both vetoed the measure.

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Pilatos do Caribe: a nao-intervencao e a nao-indiferenca...

Sendo desta vez uma pouco mais indiferente do que nos casos de Honduras e Haiti, e um pouco mais não-intervencionista neste caso dos piratas do Caribe, ops, dos comunistas do Caribe.
Teremos alguma nota explicativa, lamentando, deplorando, solicitando, desta vez? Ou apenas silêncio e oblívio?
Paulo Roberto de Almeida

Cuba nega visto para blogueira vir ao Brasil, diz dissidente

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012 19:08 BRST
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HAVANA, 3 Fev (Reuters) - A blogueira dissidente cubana Yoani Sánchez disse nesta sexta-feira que o governo lhe negou a permissão para viajar ao Brasil, a décima nona vez que tenta, sem sucesso, sair de Cuba e depois de ter pedido à presidente Dilma Rousseff que intercedesse em seu favor durante visita nesta semana à ilha.

Yoani, de 36 anos, é autora do blog "Geração Y" e uma das vozes mais críticas dentro da blogosfera em Cuba. Ela questiona regularmente o que descreve como "falta de liberdades" na ilha comunista.

"Não há surpresas. Voltaram a negar a permissão de saída. É a ocasião número 19 em que violam o direito de entrar e sair do meu p...", Yoani escreveu em sua conta @yoanisanchez no Twitter.

Ela recebeu um visto de 30 dias para viajar ao Brasil a fim de assistir à estreia de um documentário na Bahia. A diplomacia brasileira lhe concedeu o visto poucos dias antes da visita oficial de Dilma à ilha nesta semana, o que foi visto como uma posição delicada para o governo cubano.

A blogueira enviou uma carta a Dilma para que ela intercedesse em seu favor perante as autoridades da ilha, mas a presidente se distanciou do assunto, apesar da pressão que recebeu.

"O Brasil deu seu visto para a blogueira. Agora os demais passos não são da competência do governo brasileiro", disse Dilma em Havana, ao ser consultada por jornalistas sobre o caso. A presidente é uma ex-militante de esquerda que sofreu torturas e foi presa na década de 1970.

Para saírem do país como turistas, os cubanos devem pedir uma permissão conhecida como "cartão branco", que faz parte das regras migratórias vigentes. As autoridades cubanas não costumam informar as causas das negativas de viagem.

Muitos cubanos esperam uma tão solicitada reforma migratória. O governo prometeu que implementará de forma "gradual" a medida, que deverá flexibilizar os trâmites de entrada e saída.

O governo cubano considera Yoani e os demais dissidentes como mercenários a serviço dos Estados Unidos. Insiste que ela não pode viajar ao exterior, onde tem muitos seguidores.

(Reportagem de Rosa Tania Valdés e Nelson Acosta)

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