Participei, no dia 9 de agosto, de um dos painéis deste colóquio:
Economia Politica dos Sistemas-Mundo
Unicamp, 8 e 9 de agosto
O texto que serviu de base a minha apresentação (resumida em PowerPoint, neste link) é este aqui:
O Brasil na economia-mundo do último século (1910 a 2010)
(disponível neste link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2232BrEconMundo1910a2010.pdf)
Como sempre acontece em todo seminário, o tempo urge, e não sobre espaço para responder a todas as perguntas. Tive várias, que não consegui responder, e remeti alguns dos "perguntadores" a textos do meu site, ou blog, para os temas mais comuns que venho tratando ao longo do tempo.
Gostaria, contudo, de registrar algumas perguntas e deixar espaço aberto para tentar responder por meio de alguns trabalhos posteriores, talvez notas neste blog, ou artigos divulgados em meu site.
O debatedor, professor Helton Ricardo Ouriques, formulou questões interessantes, que registro resumidamente aqui:
1) Por que eu limitei-me a informar sobre a proteção tarifária antes de 1940 apenas, e não depois disso?
Respondi que antes de 1940 os países possuiam suas próprias políticas nacionais, de proteção à indústria nacional, etc; depois disso, surge o GATT e as condições para a formulação de políticas comerciais e a definição de tarifas mudam bastante, não sendo mais decididas unicamente no plano nacional.
2) Qual o papel do Estado e do sistema mundial no curso do processo brasileiro de modernização?
Muito complexo para ser exposto aqui, mas resslatei o papel das políticas nacionais no que somos hoje, com menor impacto das condições externas. O Estado certamente foi relevante, para o bem e para o mal, agora geralmente para o mal...
3) Modelo asiático de desenvolvimento, em especial papel do Estado na China?
Também complexo, mas inverti a relação, aliás expressa no título de Giovanni Arrighi: Adam Smith vai a Pequim. Disse que estava totalmente errado: era a China que foi a Escócia, e que o capitalismo está se desenvolvendo na China a despeito do Estado, não por causa do Estado... As pessoas fazem uma análise totalmente equivocada do processo chinês.
Muitas outras perguntas foram feitas: Prebisch, neoliberalismo, Ha-Joon Chang nosso modelo de desenvolvimento, etc.
Não pude responder a todas e me desculpo por isto.
Mas convido os interessados a me formular novamente as perguntas que vou tentar responder...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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