Por mais divergências que eu pudesse ter com sua carreira política e com o seu pensamento, inclusive com muitos dos projetos que ele teria provavelmente para o Brasil, num sentido contrário às minhas escolhas prioritárias, eu reconheço que se tratava de um político verdadeiro -- não essas contrafações que infestam o Congresso -- e um homem executivo, ou seja, um fazedor de obras (não essas coisas que posam de gerente de alguma coisa e não sabem administrar um carrinho de pipoca).
Reconheço, sobretudo, que se tratava de um homem inteligente, que sabia articular as palavras e sobretudo que sabia expressar ideias claras, consistentes, com lógica e precisão, não certas coisas ambulantes que andam por aí sem saber falar, porque não sabem sequer pensar.
Lamento sobretudo pelo nível dos debates políticos no Brasil.
Ainda que eu respeite a escolha da deusa da floresta, se tal for a escolha do PSB, acho que o debate perde muito, pois vão começar a divagar sobre a tal de sustentabilidade, e fica por aí mesmo.
Minha homenagem ao Eduardo Campos, com minhas sinceras condolências.
Paulo Roberto de Almeida
A disputa política ficou mais triste:
morre Eduardo Campos (1965-2014)
O Brasil está chocado com a morte prematura e trágica do ex-governador de Pernambuco e candidato a Presidente da República pelo PSB, Eduardo Campos. A morte de qualquer pessoa jovem em um acidente é sempre muito dolorosa.
No caso de um político em ascensão, que aparecia todos os dias nos noticiários devido à sua participação na campanha eleitoral, a sensação que se tem é de alguém que era próximo de todos nós e que partiu.
A homenagem que podemos fazer ao político e ao pai de família é seguir o que ele falou em uma das suas últimas entrevistas, ontem no Jornal Nacional: “Não vamos desistir do Brasil. É aqui onde vamos criar nossos filhos, é aqui onde temos que criar uma sociedade mais justa….”. Eduardo Campos,
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Postagem em destaque
Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida
Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...
-
Carreira Diplomática: respondendo a um questionário Paulo Roberto de Almeida ( www.pralmeida.org ) Respostas a questões colocadas por gradua...
-
Ficha catalográfica de um livro saindo agora do "forno": Intelectuais na diplomacia brasileira : a cultura a serviço da nação /...
-
Brasil: cronologia sumária do multilateralismo econômico, 1856-2006 Paulo Roberto de Almeida In: Ricardo Seitenfus e Deisy Ventura, Direito ...
-
Um outro debate relevante: o Brasil e as grandes potências - Kurt Grötsch e Paulo Roberto de AlmeidaApenas um grande Império consegue se contrapor a outro grande Império. O Brasil sempre teve como diretriz em suas relações exteriores não s...
-
Licença pouco poética para espezinhar quem merece (com desculpas às almas sensíveis) Jornalistas diversos e até psiquiatras (que não deveri...
-
Stephen Kotkin is a legendary historian, currently at Hoover, previously at Princeton. Best known for his Stalin biographies, his other wor...
-
Conversas sobre o Brics: uma visão contrarianista A Funag - Fundação do Itamaraty - produziu, provavelmente sob instruções do gove...
-
Ukraine Strikes Russia’s Oreshnik Missile Hub — Moscow Didn’t See This Coming Fox News, Jan 11, 2026 In a devastating blow to Russian milita...
-
Colaborações PRA a esta obra: South America: From European Contact to Independence H. Micheal Tarver (Anthology Editor) , Carlos E. Márquez ...
Nenhum comentário:
Postar um comentário