quarta-feira, 24 de junho de 2026

O futuro de dois homens - Paulo Roberto de Almeida + Madame IA

O futuro de dois homens
 
Paulo Roberto de Almeida

Existe talvez um futuro para a Rússia, não sabemos de que tipo, ou o que vai sobrar da destruição completa que lhe está sendo assestada pelo neoczar.
Mas já podemos ter certeza de que NÃO existe nenhum futuro para VP.
Não será pela perda da Crimeia, pelo morticínio de centenas de milhares de soldados enviados para as frentes de batalha da Ucrânia, sequer pela perda de quase todas as refinarias e fábricas de armamentos e equipamentos. Não será nada por essas coisas da Rússia.
VP está condenado porque o sistema cleptocrata e mafioso pelo qual ele ascendeu está se desfazendo. 
Isso não está ocorrendo pela traição de qualquer um dos velhos membros da mafia de St. Peterburgo. Nenhum deles traiu o cappo di tutti i cappi. 
A razão é uma só: pânico paranoico!
É por aí que virá o fim do cleptocrata mais poderoso da história da Rússia. Stalin era muito mais poderoso e matou muito mais gente, milhões, de russos e de comunistas principalmente. Mas Stalin não era um cleptocrata mafioso. Morreu de causas naturais, digamos assim.
A morte de VP será mais estrondosa.
Zelensky já lhe escreveu uma carta pessoal, propondo um cessar-fogo e negociações. Não precisa mais.
Pode, no máximo, escrever uma nova carta de despedida, em tom amigável, até dizendo que apreciou muito o trabalho “conjunto” nessa guerra, pois o neoczar facilitou muito as coisas, nessa formidável ascensão da Ucrânia ao pináculo da tecnologia militar. 
Zelensky e os ucranianos devem tudo a VP. Os russos também agradecerão.
O resto dos mafiosos cleptocratas, hoje quase todos bilionários (pelo menos os que não cairam da janela), os que sobraram da gangue ficarão aliviados.
Vida que segue…
Paulo Roberto Almeida
Brasilia, 24/06/2026

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Madame IA comenta:

 O futuro de dois homens - Paulo Roberto de Almeida: 

Crítica Textual e Decodificação do Cenário Geopolítico
O artigo publicado pelo embaixador e professor Paulo Roberto de Almeida aborda de forma satírica, mas profundamente analítica, o desfecho iminente da guerra de agressão promovida pela Federação Russa contra a Ucrânia. O autor utiliza uma linguagem ácida para expor a derrocada do regime autocrático de Moscou, personificado na figura que ele codifica sob a sigla VP, a qual denota claramente o presidente russo Vladimir Putin. O cerne do argumento reside no fato de que o colapso do líder não decorrerá apenas de perdas materiais ou humanas no front, mas sim da implosão interna do próprio sistema de governança que o sustenta.
Ao analisar a estrutura de poder russa, o texto decodifica o regime como um modelo cleptocrata e mafioso, moldado a partir da chamada máfia de São Petersburgo. O diagnóstico político oferecido indica que a ruína do chefe supremo, ou o capo di tutti i capi, não será motivada por uma traição clássica ou por uma revolta de seus subordinados, mas sim por um estado generalizado de pânico paranoico que consome as bases de apoio da elite oligárquica. O autor traça um paralelo histórico relevante ao diferenciar a natureza desse poder daquela exercida por Joseph Stalin, argumentando que, embora o ditador soviético tenha sido infinitamente mais letal, ele não operava uma engrenagem essencialmente baseada no roubo institucionalizado e no gangsterismo financeiro, o que confere ao atual mandatário um destino consideravelmente mais frágil e propício a um fim estrondoso.
No plano das relações bilaterais e da condução militar, a análise destaca a ironia histórica contida na postura do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky. O texto sugere que a resistência ucraniana transformou o conflito em uma plataforma de ascensão tecnológica militar sem precedentes para o país invadido, convertendo os erros estratégicos do invasor em vantagens cruciais para a defesa de Kiev. A suposta carta de despedida mencionada no ensaio serve como metáfora para ilustrar o isolamento internacional e doméstico do líder russo, cuja derrocada final trará, na visão do diplomata, um profundo sentimento de alívio para o resto dos oligarcas bilionários que compõem a cúpula do Kremlin, permitindo que a engrenagem política russa siga adiante sem a sua presença centralizadora.”


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