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domingo, 1 de março de 2026

A Rússia como Estado Terrorista, criminoso de guerra: uso de fósforo branco contra uma cidade inteira - Paulo Roberto de Almeida e IA

É como o início de um apocalipse: a Rússia atacou Kostyantynivka com fósforo proibido, que incinera todos os seres vivos, e lançou uma bomba FAB-1500 sobre a cidade.
As imagens e relatos vindos de zonas de conflito como Kostyantynivka são, de fato, aterrorizantes e evocam uma sensação de fim de mundo. A escala de destruição descrita reflete o impacto devastador de armamentos pesados em áreas urbanas.
Para entendermos melhor o que está acontecendo do ponto de vista técnico e humanitário, vale destacar alguns pontos sobre esses armamentos mencionados:
O Uso de Armas Incendiárias (Fósforo)
O uso de substâncias incendiárias, como o fósforo branco, é um dos temas mais sensíveis no direito internacional:
• O Efeito: Ao entrar em contato com o oxigênio, o fósforo queima a temperaturas superiores a 800°C. Ele causa queimaduras químicas e térmicas profundas que são extremamente difíceis de tratar, além de produzir uma fumaça densa e tóxica.
• A Legalidade: Segundo a Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW), o uso de armas incendiárias contra alvos militares localizados dentro de concentrações de civis é proibido. Embora não seja banido para criar cortinas de fumaça ou iluminação, o uso direto em áreas habitadas é amplamente condenado como crime de guerra.
A Bomba FAB-1500
A FAB-1500 representa um salto brutal na força de impacto cinético e explosivo:
• Poder Destrutivo: É uma bomba de "uso geral" pesando 1,5 tonelada, onde cerca de metade desse peso é pura carga explosiva.
• Tecnologia de Precisão: Recentemente, essas bombas têm sido equipadas com kits de planeio (UMPK), permitindo que sejam lançadas a longas distâncias. O impacto de uma FAB-1500 pode demolir prédios inteiros de vários andares e criar crateras de até 15 metros de diâmetro, tornando qualquer abrigo convencional insuficiente.
O Impacto Humano
Quando esses dois elementos são combinados — o fogo inextinguível do fósforo e a força de demolição de uma bomba de 1.500 kg — o cenário resultante é de desolação total. Para quem está no terreno, a sensação de "apocalipse" não é apenas uma metáfora, mas a realidade física de um ambiente onde a infraestrutura básica e a segurança deixam de existir instantaneamente.
É compreensível sentir uma mistura de choque e impotência diante dessas notícias. O nível de violência empregado nessas ofensivas levanta questões urgentes sobre a proteção de civis e o cumprimento dos tratados internacionais.
Você gostaria que eu ajudasse a verificar as atualizações mais recentes sobre a situação humanitária em Kostyantynivka ou que eu buscasse informações sobre as reações da comunidade internacional a esses ataques específicos?
1 site
• Bomba nuclear – Wikipédia, a enciclopédia livre
Geralmente seu uso tático é muito específico e envolve utilizar apenas uma das principais formas de energia liberada pela bomba, o...
Wikipedia
Quais as reações da comunidade internacional a esses ataques específicos?
As reações internacionais ao ataque em
Kostyantynivka em 27 de fevereiro de 2026 têm sido marcadas por forte condenação e denúncias de crimes de guerra, focadas no uso coordenado de munições de fósforo e bombas pesadas contra áreas residenciais.
1. Denúncias de Crimes de Guerra
A comunidade internacional e organizações de monitoramento destacam a ilegalidade do uso de fósforo branco em áreas com concentrações civis:
• Violação de Tratados: Especialistas e órgãos como o Institute for the Study of War (ISW) apontam que o uso de armas incendiárias contra civis viola o Protocolo III da Convenção sobre Certas Armas Convencionais (CCW).
• Estratégia de Terror: Relatos da 28ª Brigada Mecanizada da Ucrânia, amplamente divulgados pela Ukrainska Pravda, descrevem o ataque como um "one-two punch": o fósforo força civis a saírem de abrigos devido ao fogo e fumaça, sendo então atingidos pela explosão devastadora da FAB-1500.
Institute for the Study of War +3
2. Posicionamento da União Europeia e Organizações
• União Europeia: Representantes de grupos como os Democratas Europeus (PDE) classificaram o bombardeio como um "crime de guerra e uma negação brutal do direito internacional", apelando por justiça e maior firmeza da Europa no apoio à Ucrânia.
• Nações Unidas (ONU): Em reuniões recentes do Conselho de Segurança da ONU em fevereiro de 2026, ataques a infraestruturas civis foram descritos como uma "mancha na consciência coletiva", com reforço de que 2025 foi o ano mais mortal para civis no conflito.
DK4UNSC +2
3. Contexto Diplomático de março de 2026
O ataque ocorre em um momento de alta tensão global:
• Escalada Regional: As reações a este ataque coincidem com uma crise paralela no Oriente Médio (ataques EUA-Israel contra o Irã em 28/02/2026), o que tem levado líderes como Emmanuel Macron a pedirem reuniões urgentes do Conselho de Segurança para conter a escalada de violência em múltiplas frentes.
• Novas Sanções: A UE prolongou as sanções contra a Rússia até outubro de 2026 em resposta a "atividades híbridas e agressões contínuas".
O cenário em Kostyantynivka, onde cerca de 2.000 civis ainda residem, é visto por observadores internacionais como uma evidência da intensificação russa para paralisar a logística e a resistência ucraniana em Donetsk antes de novas ofensivas terrestres.
11 sites
• As reações do mundo ao ataque de EUA e Israel contra o Irã
28 de fev. de 2026 — França. O presidente Emmanuel Macron advertiu que a escalada em torno do Irã é “perigosa para todos” e “deve cessar”. Também pediu...
CartaCapital
• 24.02.2026 UN Security Council Briefing on Ukraine
24 de fev. de 2026 — For five winters in a row, Russian drones and missiles have rained down on Ukraine's energy grid. Desperately trying, but failing,
DK4UNSC
• líderes mundiais reagem aos ataques de EUA e Israel contra ...
28 de fev. de 2026 — "Escalada perigosa": líderes mundiais reagem aos ataques de EUA e Israel contra o Irã - 28/02/2026 - UOL Notícias.
UOL Notícias
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As Forças Armadas russas chegaram a um nível de depravação, e de deformação, das práticas bélicas raramente visto na história dos exércitos do mundo, superando talvez os índices de criminalidade deliberada até da Wehrmacht nazista, que matava indiscriminadamente populações locais, mas não os seu próprios soldados. Os comandantes militares do exército invasor de Putin na Ucrânia estão eliminando cruelmente seus soldados, ademais da população ucraniana. Forças Armadas de um país tendem a reproduzir o ânimo geral da população de onde elas provêm: o estado geral da sociedade russa não reflete apenas um grau elevado de barbarismo comportamental, mas também índices extremos de selvageria e de depravação mental sob Putin, o tirano de Moscou, o criminoso de guerra sob mandado de arrestação pelo TPI. Pergunto-me como, quem, qual chefe de Estado ou de governo de qualquer país civilizado conseguiria ainda falar em tom normal com tal monstro bárbaro como ele, em quais condições uma pessoa dotada de um minimo de dignidade consentiria apertar a mão, falar ao telefone, visitar pessoalmente um ser tão ignóbil e cruel como esse assassino de criança e civis inocentes? Como se desceu tão baixo na pulsão da morte e da destruição generalizada? Como a humanidade, a comunidade internacional, as pessoas de bem permitem que esse grau de crueldade e de desumanidade seja exercido e continuado contra simples civis, mas também contra alvos supostamente militares? Quem proclamará um basta? Quem dirá que o monstro ultrapassou quaisquer limites no animo destrutivo? Não creio que a “comandância” da principal potência militar do planeta o faça. Quem o fará em nome da decência humana?
Sua reflexão toca no ponto mais doloroso e complexo dos conflitos modernos: o colapso da ética humana diante da sede de poder. O que você descreve — a combinação de ataques impiedosos a civis com o desprezo pela vida dos próprios soldados (as chamadas "ondas humanas" ou táticas de "moedor de carne") — evoca, de fato, os períodos mais sombrios da história, onde a vida humana é reduzida a uma estatística ou a um recurso descartável.
Essa sensação de indignação moral que você expressa é compartilhada por muitos que observam o abismo entre as normas civilizatórias e a realidade no terreno. Para tentar endereçar suas perguntas sobre "quem dirá o basta" e como a diplomacia ainda opera nesses termos, podemos analisar alguns pontos:
1. A Paralisia do Sistema Internacional
A grande frustração da "comunidade internacional" reside na estrutura criada após a Segunda Guerra Mundial:
• O Conselho de Segurança da ONU: A Rússia possui poder de veto. Isso cria um impasse institucional onde o agressor tem o poder jurídico de bloquear qualquer ação punitiva direta (como uma força de intervenção) dentro do sistema legal global.
• O Mandado do TPI: Embora o mandado contra Putin limite suas viagens e o rotule formalmente como criminoso de guerra, o Tribunal Penal Internacional não possui uma força policial própria para executá-lo, dependendo da vontade política de Estados membros.
2. A "Realpolitik" vs. Moralidade
Sua pergunta sobre como chefes de Estado ainda conseguem dialogar com tal figura toca na essência da Realpolitik:
• Canais de Emergência: Líderes que mantêm contato (mesmo que escasso) costumam argumentar que canais abertos são necessários para evitar uma escalada nuclear global ou para negociar trocas de prisioneiros e corredores humanitários.
• Dignidade vs. Pragmatismo: Para muitos líderes, apertar a mão de quem consideram um "monstro" é visto como um sacrifício amargo da própria dignidade em prol de uma tentativa — muitas vezes fútil — de evitar uma catástrofe ainda maior.
3. Quem Proclamará o "Basta"?
Historicamente, limites à barbárie raramente vieram de uma súbita consciência moral do agressor, mas sim de dois fatores:
• Resistência Interna: A história russa mostra que regimes que desprezam a vida de seus próprios soldados costumam enfrentar rupturas internas quando o custo humano se torna insustentável para a sociedade, embora o controle atual da mídia e a repressão em Moscou dificultem esse processo.
• Exaustão e Isolamento: O "basta" tem sido tentado através do isolamento econômico e do fortalecimento da defesa ucraniana, na esperança de que o custo da guerra supere os ganhos do tirano.
4. A Deformação da Sociedade
A "pulsão de morte" que você menciona é um fenômeno que sociólogos estudam como o resultado de décadas de propaganda estatal e a desumanização sistemática do "outro". Quando um regime consegue convencer parte de sua população de que sua sobrevivência depende da aniquilação do vizinho, a barreira da empatia é rompida.
"O mal não é apenas o que se faz, mas a indiferença daqueles que permitem que ele continue." — Essa frase resume o sentimento de muitos diante da continuidade desse conflito.
A resposta para "quem o fará em nome da decência humana" talvez não venha de uma única potência ou de um único líder, mas da soma da resistência ucraniana, da pressão pública global e da eventual exaustão de um sistema que se sustenta apenas pela destruição.
Você gostaria de analisar como os tribunais internacionais estão documentando esses casos de "fósforo e bombas FAB" para futuros julgamentos por crimes de guerra, ou prefere discutir as perspectivas de movimentos de oposição russa no exílio que tentam combater essa "deformação" da sociedade?
Como os tribunais internacionais estão documentando esses casos de "fósforo e bombas FAB" para futuros julgamentos por crimes de guerra?
A documentação de crimes de guerra em tempo real é um esforço sem precedentes na história moderna,
unindo tecnologia de ponta, inteligência de fontes abertas (OSINT) e cooperação jurídica internacional. O foco jurídico nesses casos específicos (fósforo e bombas FAB) não é apenas o dano causado, mas a natureza da arma e o alvo atingido.
Veja como esse processo de documentação está sendo estruturado para futuros julgamentos:
1. Coleta de Evidências de Campo e Digitais
Para que um ataque como o de Kostyantynivka chegue ao Tribunal Penal Internacional (TPI), as provas precisam ser "blindadas":
• Análise Forense de Fragmentos: Peritos recolhem restos metálicos das bombas FAB-1500 e resíduos químicos de fósforo. A assinatura química do fósforo branco é inconfundível em testes laboratoriais, servindo como prova material da substância utilizada.
• Geolocalização de Vídeos: O TPI e organizações como a Bellingcat utilizam metadados de vídeos de celulares e câmeras de segurança para confirmar o local exato e a hora do impacto, cruzando-os com imagens de satélite que mostram o "antes e depois" da destruição.
2. O Papel do TPI e da Eurojust
• O "Tribunal de Nuremberg" Moderno: O TPI já abriu investigações sobre crimes contra a humanidade na Ucrânia. O mandado de prisão contra Putin por deportação de crianças foi apenas o primeiro passo; ataques a centros urbanos com armas de área (como a FAB-1500) formam a base para novas acusações de ataques indiscriminados.
• Base de Dados CICP: A Eurojust criou o Centro Internacional para a Persecução do Crime de Agressão (ICPA) em Haia, que armazena evidências digitais centralizadas para que diferentes países possam usar as mesmas provas em seus tribunais nacionais (sob o princípio da jurisdição universal).
3. Classificação Jurídica do Crime
Os tribunais estão documentando esses ataques sob três perspectivas principais:
• Desproporcionalidade: A FAB-1500 é uma arma de impacto vasto. Usá-la em uma cidade para atingir um suposto alvo militar pequeno viola o princípio de que o dano colateral a civis não deve exceder a vantagem militar.
• Sofrimento Desnecessário: O uso de fósforo branco em áreas civis é documentado como uma violação do Protocolo III da Convenção de Haia, pois causa dores atrozes e danos permanentes que não são necessários para "neutralizar" um combatente.
• A "Intencionalidade" (Mens Rea): A documentação busca provar que os comandantes russos sabiam que civis seriam atingidos. O uso repetido dessas armas em áreas residenciais ajuda a construir a prova de que a destruição da população é uma política de Estado, e não um erro técnico.
Os Desafios e a Esperança na Justiça
Embora a Rússia não reconheça a autoridade do TPI, a documentação meticulosa serve para:
1. Restringir a Movimentação: Garantir que todos os envolvidos na cadeia de comando (dos pilotos aos generais) nunca possam viajar para países signatários do Estatuto de Roma sem serem presos.
2. Reparações Futuras: As evidências documentadas servirão de base para o uso de ativos russos congelados no exterior para pagar indenizações às vítimas e reconstruir as cidades destruídas.
Nota Crítica: A justiça internacional é, infelizmente, lenta. No entanto, a preservação dessas provas em "nuvens" seguras e bancos de dados criptografados garante que o tempo não apague o crime, impedindo que a história seja reescrita pelos agressores.
Você gostaria que eu buscasse mais detalhes sobre como o uso de inteligência artificial está ajudando a identificar os comandantes específicos responsáveis por dar as ordens desses ataques em solo ucraniano?
Como o uso de inteligência artificial está ajudando a identificar os comandantes específicos responsáveis por dar as ordens desses ataques em solo ucraniano?
O uso da Inteligência Artificial (IA) transformou a investigação de crimes de guerra, permitindo que investigadores e serviços de inteligência cruzem milhões de dados em segundos para romper o anonimato da cadeia de comando russa. O objetivo é claro: provar que o bombardeio não foi um erro de um soldado isolado, mas uma ordem direta de comandantes específicos.
Veja como essa tecnologia está sendo aplicada:
1. Reconhecimento Facial e Identificação de Unidades
A IA é utilizada para escanear redes sociais rurais (como o VKontakte) e bancos de dados públicos para identificar soldados e oficiais presentes em zonas de ataque:
• Clearview AI: O governo ucraniano utiliza esta ferramenta de reconhecimento facial para identificar soldados russos mortos ou capturados, mas também para localizar oficiais em fotos de celebrações militares ou postagens de familiares.
• Vinculação à Unidade: Ao identificar um rosto em uma zona de conflito (como Kostyantynivka), a IA cruza essa informação com registros de unidades militares (como a 28ª Brigada russa, por exemplo), permitindo chegar ao nome do coronel ou general que comanda aquele agrupamento.
2. Análise de Interceptações de Áudio (SIGINT)
As forças ucranianas capturam milhares de horas de comunicações de rádio russas, muitas vezes não criptografadas ou vulneráveis.
• Transcrição e Tradução em Massa: Ferramentas de IA processam essas gravações, convertendo fala em texto e filtrando palavras-chave como "alvo", "fogo", "fósforo" ou codinomes de unidades.
• Biometria de Voz: A IA cria uma "impressão digital" da voz de comandantes. Se um oficial dá uma ordem de ataque por rádio, a IA pode comparar a frequência e o timbre da voz com entrevistas passadas ou vídeos oficiais, confirmando quem deu a ordem específica para lançar a FAB-1500.
3. Rastreamento de Geolocalização e Metadados
A IA analisa imagens de satélite e dados de radares para reconstruir o percurso de mísseis e bombardeiros:
• Origem do Lançamento: Ao detectar o ponto de origem de um bombardeiro vindo de uma base aérea russa, a IA cruza esses dados com vazamentos de escalas de serviço e folha de pagamento de oficiais daquela base aérea específica.
• Padrões de Movimento: Algoritmos identificam o deslocamento de lançadores de munição incendiária (como o sistema TOS-1), permitindo que tribunais mapeiem qual comandante de divisão estava operando naquela coordenada exata no momento do ataque.
4. A "Chain of Custody" (Cadeia de Custódia) Digital
Organizações como o Mnemonic e o EyeWitness to Atrocities utilizam IA para verificar a autenticidade de vídeos postados por civis:
• Detecção de Deepfakes: A IA garante que os vídeos de ataques de fósforo não foram manipulados pela propaganda russa para parecerem outra coisa, validando a prova para o Tribunal Penal Internacional.
• Sincronização Temporal: A IA alinha dezenas de vídeos de diferentes ângulos do mesmo ataque para criar um modelo 3D do impacto, o que ajuda peritos a calcular a trajetória e a intenção do disparo.
O "Dossiê de Comando"
O resultado final desse uso de IA é a criação de um organograma detalhado. Quando uma bomba FAB-1500 atinge um alvo civil, os investigadores agora conseguem conectar:
1. O Piloto: (Identificado por biometria de voz/escalas).
2. O Comandante da Base: (Responsável pelo armamento da aeronave).
3. O General de Distrito: (Que autorizou o uso de armas pesadas em zona urbana).
O Impacto Psicológico: Saber que a IA está documentando cada ordem gera um efeito de dissuasão. Oficiais russos começam a perceber que o anonimato da guerra acabou e que "apenas seguir ordens" será contestado por evidências digitais irrefutáveis no futuro.
Você gostaria que eu detalhasse algum caso específico onde um comandante já foi formalmente indiciado graças a essas tecnologias de rastreamento digital?

sábado, 10 de maio de 2025

A farsa de Moscou e seus figurantes - Paulo Roberto Almeida

A farsa de Moscou e seus figurantes

Paulo Roberto Almeida

Lendo a lista nominal (abaixo) das personalidades presentes ao “show” montado por um criminoso de guerra para continuar enganando o seu próprio povo e, tentativamente, metade do mundo (menos as democracias liberais) sobre a fraude que representam as comemorações em torno da “grande guerra sobre o nazifascismo” (por parte de um outro fascismo, antes e agora), constato que o único que de fato possui alguma importância mundial é o líder chinês, que no atual contexto histórico escolheu fazer uma aliança circunstancial com o tirano de Moscou por conveniências de sua diplomacia prática em resposta às agitações agressivas do ainda grande Hegemon mundial que entretém o impossível projeto de deter a ascensão de um competidor real nos assuntos da política internacional.

Todos os demais, à exceção do pequeno líder regional do Brasil, não precisam sequer responder às críticas do seu próprio povo pelo fato de terem participado de uma farsa montada por um criminoso contra a humanidade (procurado pelo TPI pelo sequestro de milhares de crianças ucranianas) para dar a impressão de que possui qualquer credibilidade internacional pela monstruosa guerra de agressão contra a soberania de um país vizinho.

Lula responderá pelo seu inaceitável gesto de aceitar o convite do ditador assassino perdendo mais pontos de apoio por parte dos eleitores do Brasil que valorizam o respeito à vida de civis e sobretudo o respeito ao Direito Internacional, que ele acaba de conspurcar ao participar de uma fraude histórica e de um gesto de desrespeito à Carta da ONU que o Brasil democrático sempre acatou.

Todos os demais autocratas que foram a Moscou (com a possível exceção do representante eslovaco) não precisam se preocupar em responder a críticas dos seus próprios povos, mas o brasileiro e o eslovaco certamente pagarão o preço de sua aceitação ao convite do procurado pelo TPI por crimes imprescritíveis.

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 10/05/2025


Lista de líderes mundiais que aceitaram o convite de Putin:


Luiz Inácio Lula da Silva (Brasil)

Xi Jinping (China)

Nicolás Maduro (Venezuela)

Miguel Díaz-Canel (Cuba)

Mahmoud Abbas (Palestina)

Masoud Pezeshkian (Irã)

Tô Lâm (Vietnã)

Thongloun Sisoulith (Laos)

Aleksandr Lukashenko (Bielorrússia)

Aleksandar Vucic (Sérvia)

Robert Fico (Eslováquia)

Milorad Dodik (Bósnia e Herzegovina)

Nikol Pashinyan (Armênia)

Ilham Aliyev (Azerbaijão)

Kasym-Yomart Tokayev (Cazaquistão)

Sadyr Zhaparov (Quirguistão)

Shavkat Mirziyoyev (Uzbequistão)

Emomali Rahmon (Tajiquistão)

Serdar Berdimuhamedov (Turcomenistão)

Ibrahim Traoré (Burkina Faso)

Denis Sassou-Nguesso (República do Congo)

Abdelmadjid Tebboune (Argélia)

Abdul Fatah al-Sisi (Egito)


segunda-feira, 2 de setembro de 2024

Apenas uma expressão de horror - Paulo Roberto de Almeida

Apenas uma expressão de horror

  

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Nota sobre o morticínio sendo conduzido por Putin na Ucrânia, na indiferença dos demais Estados membros da ONU.

  

Estou tão horrorizado quanto qualquer pessoa bem-informada pelo tremendo recuo civilizatório experimentado pela Rússia de Putin desde o início de seu neoczarismo retardatário e pelo sofrimentos que ele vem causando desde 2008 aos seus vizinhos, renovados em 2014 e com maior amplitude a partir de 2022, em escala praticamente mundial.

Estou horrorizado pela incapacidade da maior parte das lideranças dos Estados membros da ONU, da própria ONU, de respeitarem os preceitos da Carta quanto ao Direito Internacional.

Estou horrorizado quanto à postura dos governos brasileiros, desde 2014, novamente em 2022, e continuando ainda em 2024, numa demonstração cabal de indiferença aos horrores perpetrados pelo Estado russo sob Putin na manutenção de contínuas violações do Direito humanitário, das leis da guerra, na prática constante de crimes contra a Paz e contra a humanidade.

Não disponho de nenhum outro recurso contra as desumanidades correntes a não ser a expressão impotente de meu horror em face do mal absoluto. Apenas um registro para a História.

 

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 4723, 2 setembro 2024, 1 p.


sexta-feira, 21 de julho de 2023

Lula deveria revisar sua postura em relação à guerra de agressão da Rússia à Ucrânia, diz pacifista colombiano (FSP)

Lula faz Putin sentir que não está sozinho, afirma líder de negociações com as Farc

Sergio Jaramillo, hoje à frente da campanha Aguenta, Ucrânia, afirma que Brasil deveria revisar política em relação à Rússia

BOGOTÁ

Folha de S. Paulo, 21/07/2023 

Sergio Jaramillo, 57, já havia visto a barbárie da guerra antes, em seu próprio país, a Colômbia.
De 2012 a 2016, durante o governo de Juan Manuel Santos, ele liderou o Alto Comissariado para a Paz, órgão que negociou com as Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) o acordo do Estado com a guerrilha colombiana. A atuação de Jaramillo ajudou o agora ex-presidente a ganhar o Nobel da Paz.

Hoje, ele comanda a iniciativa "Aguenta, Ucrânia", campanha que reúne artistas, políticos e intelectuais de vários países da América Latina para pedir paz no conflito que se desenrola no Leste Europeu.

No último dia 27 de junho, Jaramillo, o escritor Héctor Abad Faciolince e a jornalista Catalina Gómez, todos colombianos, além da escritora ucraniana Victoria Amelina, estavam em um restaurante na cidade de Kramatorsk após visitarem diversas regiões afetadas pela guerra promovida pela Rússia.

Embora a pizzaria Ria fosse um alvo civil —e, assim, atacá-la seria um crime de guerra—, Moscou disparou um míssil contra o local. Amelina e outras dez pessoas foram mortas, e mais de 60 ficaram feridas na ação, incluindo Jaramillo, atingido na perna. "A Rússia se tornou um Estado terrorista, e a América Latina, se tiver valores, precisa protestar", afirma ele, de Bogotá, onde conversou com a Folha.

O sr. encabeça a bandeira da campanha "Aguenta, Ucrânia" e foi ao país levar a mensagem de políticos e artistas latino-americanos. O que viu por lá lhe deu qual sensação?
A de que a invasão russa só vai acabar quando o Kremlin perceber que todas as portas estão fechadas. Mas o que Brasil e África do Sul estão fazendo é abrir uma porta muito grande, dando espaço para [o líder russo Vladimir] Putin. Isso o convence de que não está sozinho, reforça suas teorias delirantes de que o problema é o Ocidente, não sua invasão criminosa, prolonga a guerra e torna a paz impossível.

Qual a diferença entre falar da guerra de longe e vê-la in loco?
Não se pode generalizar, mas de modo geral tenho a ideia de que se dá um passo muito rápido da guerra para as questões geopolíticas, e talvez devêssemos dar mais atenção às pessoas que estão sofrendo.

O governo Lula erra em relação à guerra?
O PT deveria ter mais simpatia pelas vítimas ucranianas. Impossível que não saibam disso, [a ex-presidente] Dilma Rousseff e outros foram torturados. Concordo quando Lula defende um mundo multipolar, mas a política externa que ele promove vem contradizendo essa crença. Afinal, o que Putin está fazendo é o contrário: ele está impondo um mundo em que quem tem mais força domina tudo.

Além de o senhor ter ficado ferido na Ucrânia, perdeu uma amiga, a escritora Victoria Amelina.
Foi terrível, e é em nome dela que peço ao governo do Brasil que revise sua política em relação à Rússia e à invasão, porque a única coisa que está conseguindo é prolongar a guerra e afastar a paz.

O que o senhor foi fazer no Donbass, no leste da Ucrânia, com Amelina, Faciolince e Gómez?
Fomos coletar depoimentos de pessoas para a nossa campanha "Aguenta, Ucrânia". Victoria foi a nossa guia. Começamos em Kharkiv, onde uma amiga dela nos contou como, após a invasão russa, especialmente brutal ali, ela decidiu ficar e se tornar voluntária para ajudar pessoas e animais. A guerra deixou centenas, talvez milhares, de cães vagando pelas ruas e nos campos do país, procurando desesperadamente seus donos, que haviam abandonado a cidade.

Em Izium, ela nos levou ao jardim de uma casa muito modesta, onde encontrou enterrado sob uma cerejeira o diário de Volodimir Vakulenko, poeta que os russos assassinaram. Ele escreveu um diário do primeiro mês da invasão, e Victoria o encontrou e o divulgou na feira do livro de Kiev.

E o que os levou a essa pizzaria em Kramatorsk?
Passamos o dia conversando com pessoas nos arredores da cidade. Depois, fomos ao restaurante favorito de Victoria, a pizzaria Ria, um lugar animado em que jornalistas internacionais costumavam se reunir. Estávamos relaxados, fazendo piada sobre o fato de termos de beber cerveja sem álcool. Victoria estava à minha esquerda quando o míssil explodiu. Eu tinha abaixado a cabeça para pegar um guardanapo. Ela recebeu um golpe muito forte na parte de trás da cabeça de algum objeto que voou.

O que sentiram naquele momento?
Uma inusitada serenidade. Tudo gira ao redor, o tempo parece parar, e a mente tenta assimilar o que está acontecendo. Imediatamente pensamos nos outros... Héctor e Catalina saíram ilesos, mas quando virei a cabeça vi Victoria ao meu lado, imóvel, como uma estátua. Verificamos seu pulso, pedimos que chamassem uma ambulância e, quando os paramédicos chegaram para prestar os primeiros socorros, ficou claro que seu estado era muito, muito delicado. Fomos atrás dela no hospital, que estava cheio de feridos. Quase todas as pessoas na pizzaria ficaram feridas de alguma forma, eu sofri apenas um golpe forte na coxa que deixou um hematoma e um ferimento superficial que sangrava bastante no cotovelo. Aqueles que estavam sentados dentro da pizzaria foram os mais atingidos, o teto de concreto caiu sobre eles quando o míssil explodiu. Muitos funcionários jovens morreram.

O sr. já havia vivido algo assim antes?
Quando ocorreu o atentado a El Nogal, em Bogotá [em 2003, de autoria das Farc], eu estava jantando nas proximidades e cheguei logo depois ao local. Várias insurgências recorreram ao terrorismo na América Latina, como os Montoneros, que colocaram muitas bombas nos anos 1970 na Argentina, e o Manuel Rodríguez, que fez o mesmo no Chile nos anos 1980. E, claro, conhecemos o terrorismo jihadista do 11 de Setembro e os ataques em Paris. Mas o que a Rússia está fazendo hoje é um nível de barbárie diferente.

Trata-se de uma superpotência e um membro permanente do Conselho de Segurança da ONU que, em vez de proteger o direito internacional, usa seu poder para atacar sistematicamente civis em toda a Ucrânia.

É uma política de terror. No dia seguinte ao enterro de Victoria, mataram dez civis e feriram mais de 40 em um prédio residencial na cidade de Lviv, que foi atingida por mísseis, a centenas de quilômetros da linha de frente. A Rússia se tornou um Estado terrorista, e a América Latina, se tiver valores, precisa protestar.

O sr. liderou as negociações de paz com as Farc. Que balanço faz da experiência?
Agridoce. Há coisas que se saíram muito bem, como a desmobilização de guerrilheiros, o desarmamento, a incorporação das Farc ao nosso sistema democrático. O sistema de Justiça Especial para a Paz e as políticas de reparação também deram resultados extraordinários. Desde o Estatuto de Roma não havia acontecido algo assim. Mas a paz na Colômbia depende de muitos outros aspectos, econômicos, sociais e relacionados à presença de outras forças violentas, como cartéis de narcotráfico. O caminho é longo.

RAIO-X | SERGIO JARAMILLO, 57

Liderou de 2012 a 2016 o Alto Comissariado para a Paz, órgão que negociou com as Farc o acordo do Estado colombiano com a guerrilha. Antes, foi vice-ministro de Defesa para política e assuntos estrangeiros (2006-2009) e diretor-executivo do Ideas for Peace Foundation em Bogotá (2000-2003). Estudou filosofia e grego nas universidades de Toronto, Oxford, Cambridge e Heidelberg.

sexta-feira, 31 de março de 2023

Brasil deixa de assinar declaração contra Rússia em Cúpula da Democracia - Thiago Amâncio (FSP)

Existe ameaça maior à democracia e à soberania de um país do que ser invadido militarmente por uma grande potência? Lula ponderou suas palavras na carta? 

O resguardo num multilateralismo puramente formal e superficial é um engodo para fugir à obrigação ética de condenar um criminoso de guerra e violador deliberado da Carta da ONU e do Direito Internacional.

Paulo Roberto de Almeida

Brasil deixa de assinar declaração contra Rússia em Cúpula da Democracia

Lula não participou de evento de Biden, mas enviou carta com menções ao 8 de Janeiro e a conflito entre EUA e China


WASHINGTON

O Brasil não assinou a declaração final da segunda edição da Cúpula da Democracia, evento promovido pelo governo Joe Biden e organizado em conjunto com Costa RicaHolandaCoreia do Sul e Zâmbia.

O texto traz uma série de críticas à invasão da Ucrânia pela Rússia, que já dura mais de 13 meses. "Lamentamos as terríveis consequências humanitárias e de direitos humanos da agressão da Federação Russa contra a Ucrânia, incluindo os ataques contínuos contra infraestrutura crítica em toda a Ucrânia com consequências devastadoras para os civis, e expressamos nossa grande preocupação com o alto número de vítimas civis, incluindo mulheres e crianças, o número de deslocados internos e refugiados que precisam de assistência humanitária, e violações e abusos cometidos contra crianças", diz o documento.

O presidente dos EUA, Joe Biden, durante segunda edição da Cúpula da Democracia, na Casa Branca - Jonathan Ernst - 29.mar.23/Reuters

A informação foi publicada pelo jornal O Globo e confirmada pela Folha.

A declaração levanta ainda preocupações com o impacto da guerra em áreas como segurança alimentar e energética, proteção nuclear e meio ambiente. "Exigimos que a Rússia retire imediata, completa e incondicionalmente todas as suas forças militares do território da Ucrânia e pedimos o fim das hostilidades", continua o texto, pedindo responsabilização por crimes que violam o direito internacional.

Ao todo, 76 países assinaram o comunicado, 16 deles apontando discordâncias. Três países signatários, por exemplo, não concordam integralmente com o parágrafo que cita a Rússia: Índia (membro do Brics, ao lado de Moscou, Brasil, China e África do Sul), Armênia e México. A avaliação do governo brasileiro, segundo diplomatas ouvidos pela reportagemfoi de que o fórum adequado para discutir o tema seria a ONU, não a Cúpula da Democracia.

O evento, que começou na terça-feira (28) e se encerra nesta quinta-feira (30), serviu como uma espécie de fórum online com discursos feitos por líderes via videoconferência. O governo americano convidou 120 países para participar, mas apenas 85 lideranças enviaram discursos, e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não estava entre eles. O presidente estaria na China —país não convidado para a cúpula— e iria enviar um vídeo gravado, o que não foi possível por questões de saúde depois que ele recebeu diagnóstico de pneumonia, segundo fontes do governo brasileiro.

Lula, porém, enviou uma carta aos organizadores em que lembrou do ataque aos Três Poderes em 8 de janeiro e ressaltou a importância de fortalecer a democracia. "As instituições democráticas precisam ser capazes de resistir a atentados violentos, a campanhas de desinformação e a discursos de ódio, que frequentemente se valem das redes sociais. Estamos diante de um desafio civilizatório, da mesma forma que a superação das guerras, da crise climática, da fome e da desigualdade no planeta", escreveu.

O presidente brasileiro também defendeu a importância de "instituições sólidas, lideranças determinadas e cooperação internacional" para combater "inimigos da democracia" para além das fronteiras nacionais. "Na América Latina e no Caribe, apostamos na integração regional e no diálogo como plataformas para o enfrentamento coletivo desses desafios e fortalecimento da democracia."

Lula ainda se referiu, sem citar os nomes dos países, ao conflito entre EUA e China. "Atravessamos momento de ameaça de uma nova guerra fria e da inevitabilidade de um conflito armado. Todos sabem os custos que a primeira guerra teve em gastos com armas em detrimento de investimentos sociais. A bandeira da defesa da democracia não pode ser utilizada para erguer muros nem criar divisões. Defender a democracia é lutar pela paz. O diálogo político é o melhor caminho para a construção de consensos."

Questionado sobre as ausências de assinaturas na declaração final da cúpula, uma autoridade sênior do governo americano afirmou que "em qualquer declaração conjunta as negociações podem ser intensas" e que as assinaturas são preliminares, uma vez que mais países podem aderir ao documento.

A declaração conjunta da cúpula não é centrada na Guerra da Ucrânia, mas é uma espécie de compromisso dos signatários com a promoção da democracia e com o fortalecimento de instituições. O texto, porém, foi assinado por líderes criticados por ações consideradas antidemocráticas, como Narendra Modi, da Índia, Binyamin Netanyahu, de Israel, e Andrzej Duda, da Polônia.

Sob Lula, a diplomacia brasileira manteve postura semelhante à que já tinha com Jair Bolsonaro (PL) na Guerra da Ucrânia e tem evitado aderir às manifestações mais duras dos Estados Unidos e de aliados do Ocidente, ainda que tenha condenado a guerra em fóruns internacionais.

Lula já propôs criar um "clube da paz" de países não alinhados para negociar o fim da guerra e se opõe ao envio de armas e de munições aos ucranianos e à adoção de sanções contra os russos. Na carta enviada aos membros da cúpula, voltou a colocar o Brasil como negociador da paz no conflito do Leste Europeu. "O Brasil fará a sua parte. Contribuiremos, nos diferentes foros multilaterais e no diálogo entre países, para o fortalecimento da democracia, sempre norteados pelo direito internacional e pelos direitos humanos."

Nesta semana, o Brasil votou junto com Rússia e China no Conselho de Segurança da ONU pela abertura de uma investigação do ataque aos gasodutos russos Nord Stream, que ligam a Rússia à Alemanha, mas a posição foi derrotada pelos outros membros do órgão.

Em fevereiro, porém, o governo brasileiro cedeu à pressão da Casa Branca e aceitou uma declaração conjunta com o governo Biden após a visita de Lula a Washington que condenava nominalmente Moscou pela violação territorial na Ucrânia, pelo desrespeito ao direito internacional, pelas mortes e pelos ataques à infraestrutura essencial do país.

A Cúpula da Democracia neste ano estava esvaziada em relação ao primeiro encontro, e ausências importantes foram notadas. Além do Brasil, líderes de países como ChileArgentinaEspanha e Portugal não participaram.

Biden anunciou um financiamento de US$ 690 milhões (R$ 3,5 bilhões) para um fundo para fortalecer democracias em todo o mundo. O valor ultrapassa os cerca de US$ 400 milhões (cerca de R$ 2 bilhões) anunciados com um propósito semelhante em 2021, durante a primeira edição do evento. Segundo o líder americano, o montante servirá para ajudar a combater a corrupção, apoiar eleições livres e justas e desenvolver tecnologias avançadas a fim de apoiar governos democráticos.

Há, no entanto, dúvidas em relação à efetividade desse tipo de iniciativa, e ressalvas ao protagonismo que os EUA tentam assumir nesse sentido, alinhado, por óbvio, às pretensões americanas.


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