Os argentinos, que tragédia, estão importando carne.
Inacreditável!
Depois de mais de três séculos exportando carne, tendo conquistado uma reputação exemplar nesse mercado, e tendo enfrentado, nos últimos anos, uma combinação perversa de estupidez econômica e de arrogância política, uma tragédia muito pior do aquela retratada nos tangos melodramáticos se abateu sobre os ganaderos argentinos.
Foi a isso que conduziu a política de congelamento de preços, de controle das exportações, de desestímulo completo ao setor.
Fazendas inteiras estao abatendo as matrizes e plantando soja, já que de outra forma os ganaderos não conseguiriam sobreviver.
Aconteceu na Argentina uma verdadeira tragédia econômica.
O mesmo aconteceria no Brasil se, em lugar de controlar apenas o MDA e o INCRA, o MST também determinasse a política agrícola do Brasil: em pouco tempo o Brasil reverteria a ser um país importador de alimentos, como já foi no passado, com controle de importações e outras medidas estúpidas como as adotadas pelos argentinos.
Paulo Roberto de Almeida
Com crise na pecuária, Argentina passa a importar carne do Uruguai
DCI - Da Redação, 15.09.2010
A importação de carne do Uruguai pela Argentina aumenta cada vez mais, marcando uma tendência, embora o volume não seja expressivo. Segundo o Serviço Nacional de Sanidade e Qualidade Agroalimentar (Senasa) da Argentina, o país importou 991 toneladas de janeiro a julho em comparação com 599 toneladas em igual período de 2009. O resultado corresponde a uma alta de 65% e o volume já supera toda a compra do ano passado.
Os dados do Senasa são confirmados pelo Instituto Nacional de Carnes do Uruguai, embora com números ainda mais elevados. Em volume, segundo o instituto, as vendas passaram de 676 toneladas para 1.152 toneladas, com alta de 70,4%. Em valor, o desempenho saltou pouco mais de 80%, de US$ 1,2 milhão para US$ 2,2 milhões.
Para os especialistas, o ritmo das importações foi retomado e muitos temem que, no atual cenário de crise do setor, o volume possa chegar perto do verificado há dois anos. Em 2008, no auge do conflito entre o setor agropecuário e o governo de Cristina Kirchner por causa das retenções (impostos de exportações), o país importou 2.201 toneladas de carne. A maioria dos cortes uruguaios que a Argentina importa é o asado (costela), tradicional do churrasco. O grosso das importações atende à demanda das províncias fronteiriças, como Entre Ríos e Corrientes.
A forte estiagem no fim de 2008 e em 2009, somada à crise e às políticas de desestímulo do governo Kirchner, provocou uma retração de 50% no abate de bovinos. O rebanho teve uma redução de 10 milhões de cabeças nos últimos quatro anos.
As projeções são de que a Argentina deve produzir em 2010 2,6 milhões de toneladas de carne, abaixo dos 3,4 milhões de toneladas de 2009. O consumo de carne bovina, que chegou a ser de 70% do total anual de proteína animal há um ano, agora é de 56%.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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quarta-feira, 15 de setembro de 2010
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