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terça-feira, 27 de janeiro de 2026

Os EUA estão em declínio, já são decadentes, ou o quê? Um debate entre amigos

Um exchange entre amigos sobre questões de atualidade

Na semana passada, expressei, num exchange entre amigos, opiniões muito fortes contra o atual mandatário desequilibrado do Norte do hemisfério, e recebi comentários muito judiciosos de um desses amigos queridos.

Como eu tenho uma massa gigantesca de e-mails e outros materiais que me chegsm todos os dias, a qualquer hora, e isso vai submerginfo o estoque já presente para ler e responder (o que ainda não consigo fazer) resolvi postar esses argumentos recebidos nesta minha “biblioteca”, para ler e depois responder, o que vou fazer em algum momento. Só não identifico o amigo pois não pedi sua autorização para postar seus questionamentos e argumentos, mas a razão é que não quero ver esse texto soterrado nas dezenas de mensagens diárias. PRA

Minha mensagem se referia a uma pesquisa americana revelando bastante apoio a Trump e a suas políticas, mas isso foi, obviamente, antes da mortes, assassinatos, em Minneapolis. Vou postar primeiro meus argumentos, depois os comentários de meu amigo, que pretendo retomar.

Primeiro, meu texto: 

"Nota preliminar PRA a esta matéria:

Assunto: Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft.
Benjamin Ernani Diaz

Recebo o texto abaixo em segunda mão de uma lista previamente circulada de forma restrita, mas repassada por um amigo, por considerá-la útil do ponto de vista da população americana que apoia as políticas de Trump de maneira geral, embora muitos discordem da forma como estão sendo aplicada ou sejam contrárias ao personagem.
Tenho, por mim e para mim, uma imagem bastante negativa, atualmente, do pensamento médio dos eleitores americanos, considerando-os excessivamente ingênuos, desinformados, ou mesmo ignorantes no sentido mais rústico da palavra.
Os EUA foram grandes, de fato, durante sua fase ascensional, após a guerra civil, quando atraíram milhões de imigrantes europeus, muitos dotados de uma cultura superior à média então prevalecente nos EUA ainda pouco "civilizado" (refiro-me à fase da "conquista do Oeste"). Muitos dos europeus eram imigrantes pobres, de cultura rural, mas grande parte também eram cidadãos urbanos, educados e dotados de títulos universitários. Continuaram a vir, em massa, desde o final do século XIX, até os anos 1920-30, quando restrições nacionalistas começaram a ser aplicadas. Ainda assim, as guerras europeias, o nazifascismo sobretudo, produziu um afluxo de pessoas altamente educadas, tangidas da Europa por perseguição política ou racial. Foi o momento de maior preeminência econômica americana – com a Europa e parte da Ásia destruídas – e de dominação absoluta na produção científica e tecnológica, justamente com a integração dessas massas e cidadãos educados e com a penetração americana no resto do mundo.
Esse impulso esgotou-se no final do século XX, o momento de maior dominação (mas apenas aparente) americana, com o fim da alternativa socialista e a intensificação da globalização.
Mas, os fatores de declínio e mesmo de mediocrização já estavam presentes, e continuaram a produzir efeitos nas primeiras duas décadas do século XXI.
A política americana tornou-se nacionalista, a cultura tacanha, os preconceitos se avolumaram (sobretudo com o crescimento do evangelismo ignorante, anticientífico), a qualidade da educação de massa declinou, e uma massa ignorante de eleitores da "caipirolândia" e dos trabalhadores industriais deslocados com o esgotamento da indústria criada na segunda revolução industrial (1870-1930) e sua disseminação pelo mundo, o que aumentou a concorrência com oferta mais barata, geralmente da Ásia Pacífico.
Em síntese, o nacionalismo ignorante dos caipiras do interior e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – provavelmente por influência direta do neoczar expansionista, plenamente soviético em toda a sua expressão –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez.
Esta é a razão principal que vejo para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5198, 24/01/2026


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Agora, os comentários de meu amigo:

 1-Querido Paulo, tua visão sobre a decadência dos EEUU e da sociedade americana é muito preocupantes e sombria, principalmente quando, além disso, olhamos para os candidatos à sucessão dos EEUU como potência ou potências hegemônicas, no tabuleiro internacional.


2-Não que isto justifique uma visão mais branda ou benevolente sobre o que ocorre nos EEUU nos dias de hoje. Mas tomo a liberdade de ser um pouco mais otimista que você no tange ao futuro dos EEUU, no combate aos males que você bem aponta.

3-A sociedade americana sempre foi majoritariamente conservadora e o recente afloramento e o protagonismo político de determinados segmentos conservadores, como os evangélicos e,em última análise do próprio Trump, se devem muito mais, segundo entendo, ao fracasso das forças progressistas em oferecer soluções inclusivas a esses segmentos. Cada vez me convenço mais  de que esse fracasso, que não é monopólio só dos progressistas americanos, tem um peso enorme nesse fenômeno que você classifica como decadência.

4-Vejo decadência sim, no front interno, em segmentos importantes do Partido Democrata, que se deixou levar por um ativismo doméstico,incompatível com sua tradição histórica na defesa da maioria do povo americano e não sòmente de LGBTs ou de segmentos do movimento dos negros nìtidamente anti-democráticos e pior, no engajamento em uma militância antissemita que afronta, entre outros, todoa a história de participação ativa dos judeus na luta pelos direitos civis, simbolizada pela imagem histórica do braço dado de Joshua Haeschel com Martim Luther King, na primeira fileira, na Marcha sobre Washington.

5- A máscara do antissionismo que tenta acobertar o antissemitismo é mais grave ainda pois sequer assume sua posição verdadeira. Não quero aqui me estender na questão antissionismo x antissemitismo, até porque o uso do termo antissionista denota, além de parco conhecimento histórico, uma posição antissemita e deslegitimizadora da existência de Israel como Nação.

6-O movimento Sionista, terminou historicamente, no momento em que Israel foi reconhecido como nação pela ONU e pelos países, à exceção dos países árabes. Diga-se de passagem, que hoje, após os Acordos de Abraão, a grande maioria dos países árabes já o reconhecem.

7-Sionismo foi um movimento social entre os judeus que defendia a tese de que a única forma eficaz de combater o antissemitismo seria a criação de um Estado Judeu. A discussão hoje é sobre o futuro de Israel e não do Sionismo, que cumpriu sua visão em 1948. Israel foi criado e a missão sionista terminou.

8-Mas o Sionismo continua  sendo instrumentalizado, entre outros, para defender teses absurdas como a de que o ressurgimento do antissemitismo se deve à ação do Sionista  Bibi. 
Combater o Bibi, para pessoas como eu e a maioria dos judeus no mundo, é fundamental para derrotar o pior governo de |Israel desde a sua criação. Daí a atribuir a ele esse poder monumental é, no mínimo, menosprezar as verdadeiras causas dessa doença milenar da Humanidade que se chama Antissemitismo e que, na realidade, visa simplismente deslegitimar Israel ao invés de atacar suas caisas estruturais. Atacar o governo de Israel é legítimo e fundamental numa democracia. 

9-Vejo decadência sim no front internacional, fruto principalmente de sucessivos governos democratas pós Clinton, que não souberam oferecer soluções eficazes para uma plêiade de problemas internacionais, como o da tensão comercial com a China,  da guerra Russia-Ucrânia, o do armamento nuclear iraniano, o da poderosa rede internacional de terror associada ao narcotráfico estruturada pelo Irã tanto no Oriente Médio( Hamas, Hezbollah e tantos outros), o da Venezuela, o do regime sírio do Assad, o gravíssimo problema da total inoperância da ONU que se transformou num mero instrumento de países ditadoriais e notadamento como um foro anti-Israel, entre outros.

10-De novo, vejo o fortalecimento do Trumpismo, principalmente, como consequência direta do fracasso dos movimentos progressistas e que, de certa forma, viabilizaram as iniciativas truculentas do Trump, a saber: os Acordos de Abraão, a aproximação de Israel com a A.Saudita,  a destruição das instalações nucleares do Irã, o apoio militar à destruição do poderio militar do Hamas e do Hezbollah,  a derrubada do Maduro, o Plano de Paz para Gaza e outros.  Fundamental observar que tudo isso denota o fracasso total da ONU como organização mundial com eficácia para atuar e enfrentar esses problemas. A viabilidade do protagonismo do Trump se deve basicamente a esse fracasso da ONU.

11-Uma palavra sobre como se antepor  ao Trumpismo diante do fracasso das forças que chamo de pseudo esquerdistas que nada tem a haver com a esquerda democrática/social-democrata onde militei e que representava a vanguarda da luta contra a injustiça social, contra as ditaduras e contra a discriminação racial que incluia o antissemitismo.
Penso que, se forças social-democratas não tiverem capacidade de mobilização política para oferecer alternativas viáveis para se contrapor ao Trumpismo, essa nova pax americana será vitoriosa. Digo social-democratas por que, infelizmente, as ações dessa pseudo esquerda, meramente verborrágicas, só fortalecerão o Trumpismo 

12-Vejam o exemplo do Conselho de Paz para Gaza criado Pelo Trump. Esse é o tipo de ação que deveria ser prerrogativa da ONU e não o é por pura incompetência e falta de vontade política de endereçar a questão de forma equilibrada, entre as partes. Como se pode admitir uma ONU militante a favor de um dos lados? Uma tragédia.

13-Qual é a situação objetiva da Venezuela, do Irã, de Gaza, antes e depois das ações do Trump e quais as perspectivas de melhoria para a população desse países antes e depois dessas ações. São questões que independem de gostar ou não do Trump  devem ser analisadas sem paixão.

14-A realidade é que o Trump é um protagonista ativo e transformador  do cenário mundial cujas ações merecem reflexões e que devem ser analisadas friamente sem os emocionalismos que preponderam entre seus opositores.É preciso transcender o emocionalismo que tomou conta da grande maioria dos analistas políticos.

15-Finalmente o rebatimento de tudo isso sobre o Brasil e sobre a Europa. Não vou entrar nessa questão mas, simplificadamente, vejo muitas semelhanças entre o PT, e o atual Partido Democrata americano.A Europa fica para outra vez mas o seu protagonismo efetivo para se contrapor a pax americana trumpista está muito aquém do desejado, como sempre.

16-Restou também uma reflexão sobre os candidatos a sucessão do EEUU em termos de hegemonia mundial. Também simplificando uma questão tão complexa, ainda acho que estamos diante de uma ainda longa hegemonia americana, função da vitalidade estrutural da sua economia e da manutenção ou até mesmo ampliação do gap de desenvolvimento científico e tecnológico, inclusive em Inteligência Artificial e poderio militar, em relação a China, à Rússia e Europa.

17-Para concluir, vejo ainda muita vitalidade na sociedade americana para reverter esse quadro. Vejo também muita vitalidade da sociedade israelense para derrubar o Bibi, que também é um produto, em grande parte, do terror de diversas facções palestinas que nada aprenderam com os sionistas quando, em 1947, decidiram renunciar ao terror na luta contra os colonialistas britânicos, o que se mostrou acertado.

18-Só sou pessimista em não ver vitalidade no mundo para efetivamente combater o Antissemitismo, com medidas que combatam o seu componente estrutural.

Desculpe a forma errática da sequência de pensamentos.

Receba um forte abraço do amigo e admirador.”

segunda-feira, 26 de janeiro de 2026

A ilusão das “regras” e o risco estratégico para o Brasil - DefesaNet

 A ilusão das “regras” e o risco estratégico para o Brasil

Editor DefesaNet, 22 de janeiro de 2026

A ilusão das regras nos artigos de Lula e Celso Amorim e o risco estratégico para o Brasil

Nota DefesaNet
https://www.defesanet.com.br/gh/a-ilusao-das-regras-e-o-risco-estrategico-para-o-brasil/

O Presidente Lula publicou um artigo no jornal The New York Times , edição de18 de janeiro de 2026. O texto original em inglês e tradução em português.

Tanto o artigo de Lula, no dia 18JAN2026, no The New York Times como o de Celso Amorim na revita The Economist seguem uma linha que merece ser analisada,

Claramente texto saidos da pena de Celso Amorim que ao longo de 25 anos, tantop no comando da Diplomacia, Defessa ou eminência parda sempre obteve resultados ou confrontos contestáveis.

1 – The New York Times – 18 Janeiro 2026, edição web, e 20 Janeiro edição impressa

Lula: Este Hemisfério Pertence a Todos Nós
Lula: This Hemisphere Belongs to All of Us

2 – The Economist – 19 Janeiro 2026 edição online
Celso Amorim – Como podemos viver em um mundo sem regras?
Celso Amorim – How can we live in a world without rules?

A ilusão das “regras” e o risco estratégico para o Brasil

Observador DefesaNet

O artigo “How can we live in a world without rules”, assinado por Celso Amorim, não é apenas um exercício acadêmico ou diplomático. Ele expressa uma visão de mundo que, aplicada como política de Estado, representa risco concreto à segurança nacional brasileira. Ao insistir em uma leitura normativista das relações internacionais, o texto ignora a realidade do poder e empurra o Brasil para uma posição de ambiguidade estratégica perigosa, especialmente diante dos Estados Unidos sob Donald Trump.

O problema não é defender regras. O problema é acreditar que regras sobrevivem sem poder — e, pior, moldar a política externa brasileira como se o mundo ainda operasse sob consensos que já não existem.

Regras não protegem países fracos — poder protege.

A tese central de Amorim parte de uma premissa falsa: a de que a crise internacional decorre do abandono de normas multilaterais. Não decorre. A crise decorre da ruptura do equilíbrio de poder que sustentava essas normas.

China e Rússia e – agora os Estados Unidos – não desafiam a ordem internacional porque ela é “imperfeita”, mas porque não lhes interessa. E não há nenhum indício de que aceitarão regras que limitem seus objetivos estratégicos. Defender regras universais nesse contexto não é idealismo — é desarmamento intelectual.

Ao adotar essa visão, o Brasil:

• substitui estratégia por retórica;
• confunde desejo com realidade;
• e abdica da lógica do poder em um ambiente internacional brutalmente competitivo.

Neutralidade moral é sinônimo de irrelevância estratégica

A diplomacia defendida por Amorim insiste na ideia de que o Brasil pode ocupar o papel de mediador moral, equidistante entre grandes potências. Esse espaço não existe mais.

No mundo atual:

• quem não se alinha claramente é visto como não confiável;
• quem evita nomear ameaças é tratado como ambíguo;
• quem prega equilíbrio sem poder vira arena, não ator.

A neutralidade defendida no artigo não preserva autonomia. Ela a corrói, pois retira do Brasil capacidade de barganha, previsibilidade estratégica e credibilidade como parceiro de segurança.

Conflito direto com os EUA sob Donald Trump

A visão de Amorim colide frontalmente com a lógica estratégica dos Estados Unidos sob Donald Trump. Washington opera de forma simples e dura: interesses primeiro, alinhamentos claros, reciprocidade concreta.

Nesse contexto, o discurso do “multilateralismo como fim em si mesmo” é interpretado como:

• resistência aos interesses americanos;
• relativização das ameaças centrais (China e Rússia);
• falta de compromisso estratégico.

Para Trump, ambiguidade equivale a oposição potencial. Um Brasil que insiste nessa postura se coloca, voluntariamente, sob suspeita.

Os custos não são teóricos — são práticos

A adoção dessa visão como política de Estado tem consequências diretas:

• restrições ao acesso a tecnologias sensíveis, sobretudo em defesa, aeroespacial, cibernética e inteligência;
• redução da cooperação militar e industrial, com impactos diretos na Base Industrial de Defesa;
• pressões econômicas indiretas, travestidas de exigências regulatórias ou comerciais;
• perda de credibilidade como parceiro estratégico no hemisfério ocidental.

Nenhuma grande potência confia sua segurança a um país que se recusa a definir prioridades estratégicas.

O erro conceitual fatal: confundir ordem com justiça

Amorim confunde ordem internacional com justiça normativa. Ordem não nasce de consenso moral; nasce da capacidade de impor custos a quem a viola. Regras vêm depois — e apenas quando sustentadas por poder.

Ao insistir nessa inversão, o Brasil:

• defende uma ordem que já colapsou;
• antagoniza parceiros estratégicos reais;
• e se aproxima retoricamente de potências revisionistas que não oferecem garantias de segurança, tecnologia ou desenvolvimento autônomo.

Isso não é política externa independente. É exposição estratégica

Conclusão: diplomacia sem poder é risco à soberania

O artigo de Celso Amorim pode soar elegante, coerente e moralmente confortável. Mas, no mundo real, é estrategicamente inadequado e potencialmente danoso.

Persistir nessa linha:

• enfraquece a posição do Brasil diante dos Estados Unidos;
• aumenta desconfiança em Washington, especialmente sob Trump;
• reduz margem de negociação dura;
• e transforma o país em variável passiva da disputa entre grandes potências.

No século XXI, quem não escolhe claramente seus interesses tem seus interesses escolhidos por outros.

Diplomacia sem poder não protege soberania.

E soberania não se sustenta com retórica.

DefesaNet

Trabalhos recentes, publicados, de Paulo Roberto de Almeida, 2025-2026

 Trabalhos recentes de Paulo Roberto de Almeida, 2025-2026

 

Compilação seletiva em 26/01/2026

Textos curtos, geralmente 4 páginas cada um.

 

 

1618. “Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial”. Comentando o primeiro aniversário do segundo mandato de um dos destruidores da ordem global. Revista Será? (ano xv, n. 693, 23/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-a-opcao-pelo-caos-um-ano-de-destruicao-da-ordem-mundial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (23/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-opcao-pelo.html). Relação de Originais n. 5195.

 

1617. O Brasil e a morte do multilateralismo, tal como o conhecíamos”, revista Será? (ano xiv, n. 692, 16/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-e-a-morte-do-multilateralismo-tal-como-o-conheciamos/); reproduzido no blog Diplomatizzando(16/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/a-morte-do-multilateralismo-como-o.html ). Relação de Originais n. 5183.

 

1616. “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, Revista Será? (ano xiv, n. 691, 09/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica-da-desordem-de-trump/); reproduzido no blog Diplomatizzando(9/01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica.html). Relação de Originais n. 5175.

 

1615. “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/); reproduzido no blog Diplomatizzando (2//01/2026, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e.html ). Relação de Originais n. 5155

 

1612. “O Brasil em 2025, expectativas para 2026, no país e no mundo”, Brasília, 22 dezembro 2025, 4 p. Síntese das principais ocorrências em 2025 e agenda aberta para 2026. Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 689, 26/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026-no-pais-e-no-mundo/). Relação de Originais n. 5153.

 

1611. “O mundo marcha para a direita? Retornamos cem anos no passado?” Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 688, 19/12/2025; link: https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=5c6dea8af9&e=1647837395). Relação de Originais n. 5138.

 

1608. “A estratégia de Trump para o “quintal” do Hemisfério Ocidental”, Publicado na revista Será? Ano xiv, n. 687, Recife, 12 de dezembro de 2025; link:https://revistasera.info/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do-hemisferio-ocidental/); divulgado no blog Diplomatizzando (link:https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do.html). Relação de Originais n. 5133.

 

1607. “O mundo em três tempos: 1925, 1945, 2025”, revista Será? (ano xiv, n. 686, Recife, 5 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.us2.list-manage.com/track/click?u=411db2b245b4b4625516c92f4&id=c311615905&e=1647837395); divulgado no blog Diplomatizzando(link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-2025.html). Relação de Originais n. 5128.

 

1600. “Trump, ou a diplomacia pelo método confuso”, revista digital Será? (ano xiv, n. 682, 31/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/trump-ou-a-diplomacia-pelo-metodo-confuso/); divulgado no blog Diplomatizzando (31/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/trump-ou-diplomacia-pelo-metodo-confuso.html). Relação de Originais n 5098.

 

1601. “Rupturas nas relações internacionais no contexto do triunvirato imperial”, Revista Será? (ano XIV, n. 683, 7/11/2025, link: https://revistasera.info/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no-contexto-do-triunvirato-imperial/; divulgado no blog Diplomatizzando (9/11/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no.html). Relação de Originais n. 5104.

 

1599. “Opções da diplomacia brasileira num mundo em desordem”, artigo publicado na revista digital Será?(ano xiv, n. 681, 24/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num-mundo-em-desordem/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num.html). Relação de Originais n. 5097.

 

1573. Permanências imperiais e nova ordem global no teste da história”, Publicada na Revista IHGDF nova série (Rev. Instituto Histórico Geográfico do Distrito Federal ISSN 2325-6653, Brasília, v. 14, n. 1, 2025, p. 135-160; ISSN: 2325-6653; link: https://revistaihgdf.com.br/index.php/ojs/article/view/9/17); disponível: https://www.academia.edu/124519295/4676_Permanencias_imperiais_e_nova_ordem_global_no_teste_da_historia_2024_); anunciado no blog Diplomatizzandohttps://diplomatizzando.blogspot.com/2024/10/permanencias-imperiais-e-nova-ordem.html). Relação de Originais n. 4676.

 

1571. “Na origem da atual ordem mundial: a desordem brutal criada por dois ditadores”, Publicado no boletim informativo O Tuiuti (órgão de divulgação da Academia de História Militar Terrestre do Brasil/Rio Grande do Sul (AHIMTB/RS) e do Instituto de História e Tradições do Rio Grande do Sul (IHTRGS), n. 472, janeiro 2025, p. 17-18; link: http://www.ahimtb.org.br/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/01/na-origem-da-atual-ordem-mundial.html); Republicado no blog Diplomatizzando (5/02/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/02/paulo-r-almeida-na-origem-da-atual.html). Relação de Originais n. 4839.

 

1569. “As relações internacionais do Brasil numa era de fragmentação geopolítica”, Interação com o Ateliê das Humanidades (https://ateliedehumanidades.com/o-atelie-de-humanidades/), com a participação de André Magnelli, Lucas Fayal Soneghet e Paulo Martins, em 22/01. Disponível em 27/01/2025 no YouTube (https://youtu.be/wze6Rw3rPyE) e no (Spotify: https://open.spotify.com/episode/553PSG4fE9txXGjI1pHin4?si=15775e7121dd4bc6); disponível no blog Diplomatizzando (27/01/2025; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/01/as-relacoes-internacionais-do-brasil_27.html). Relação de Originais n. 4834.

 

domingo, 25 de janeiro de 2026

Madame IA examina minhas considerações sobre o apoio a DJT vindo da caipirolândia - Paulo Roberto de Almeida

Como em outras provocações minhas, Airton Dirceu Lemmertz coloca minhas considerações sobre a idiotice apoiando o grande idiota ao escrutínuo de Madame IA. Vamos ler o que ela escreve:  

Nos EUA, o nacionalismo ignorante dos 'caipiras do interior' e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – Trump –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez. Esta é a razão principal para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana?


A análise que você propõe alinha-se a diversas teorias sociológicas e políticas contemporâneas sobre o fenômeno do populismo de direita e a polarização nos EUA. Para responder se essa é a "razão principal", é preciso decompor os fatores que sustentam a resiliência do trumpismo, mesmo após o início de um novo ciclo político em 2025/2026.
Aqui estão os pontos centrais que explicam a continuidade dessa adesão:
1. A Reação ao "Abismo de Escolaridade":
O fenômeno que você descreve como o desprezo pelos "brilhantes acadêmicos" é documentado por cientistas políticos como a fratura educacional. Eleitores sem diploma universitário sentem-se frequentemente ridicularizados ou "sobrados" por uma elite tecnocrata que dita normas culturais e econômicas. O apoio a Trump funciona, para muitos, como um ato de rebeldia identitária contra essa percepção de superioridade intelectual.
2. O Declínio Econômico do "Rust Belt":
A frustração dos "novos pobres urbanos" e moradores do interior decorre da desindustrialização. Enquanto a Costa Leste e a Califórnia prosperaram com tecnologia e finanças, o coração dos EUA sofreu com a automação e a terceirização. As políticas trumpistas de protecionismo e tarifas — que continuam em debate e implementação em 2026 — são vistas por essa base não como "más escolhas", mas como a única tentativa de proteger o trabalho doméstico frente à globalização.
3. A Crise de Representatividade:
A ascensão de figuras consideradas "medíocres" pela elite é, na visão de seus seguidores, uma virtude: a de alguém que fala a língua do povo e não a "língua de madeira" de Washington. Isso gerou um ciclo onde a competência técnica é confundida com "traição aos valores americanos", fortalecendo o isolacionismo e o nacionalismo.
4. Impacto na Política Externa:
A "arrogância desvairada" mencionada reflete-se na política de "America First". Em 2026, a pressão por reduzir o financiamento de alianças internacionais (como a OTAN) e o foco em disputas bilaterais agressivas (especialmente com a China) permanecem como pilares que agradam a essa base, que vê o investimento externo como um desperdício de recursos que deveriam ser usados internamente.
* Conclusão:
Embora a "estupidez" ou "ignorância" sejam termos subjetivos usados por críticos, o motor principal dessa adesão é o ressentimento. O trumpismo não é apenas um movimento político, mas uma reação cultural de uma parcela da população que se sente invisível e economicamente ameaçada. Enquanto essa ferida social entre o interior e as costas litorâneas não for tratada, as políticas de corte nacionalista e isolacionista continuarão a ter amplo respaldo popular, independentemente dos indicadores de declínio apontados pela academia.
- Fontes de referência para acompanhar o cenário em 2026:
Acompanhe análises sobre o eleitorado americano no Pew Research Center.
Verifique dados sobre tendências econômicas regionais no U.S. Bureau of Economic Analysis.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz)

Madame IA exame as mentiras de Putin (via Airton Dirceu Lemmertz):


Quais as principais mentiras (desinformações, 'fake news') ditas ou replicadas pela Rússia, principalmente por Putin, em relação à Ucrânia? Cite pelo menos 20 exemplos de mentiras. Em cada mentira, diga o porquê dela ser mentira (diga a informação correta correspondente). Cite-as preferencialmente em ordem cronológica de início de propagação nas mídias [da respectiva mentira].

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/roman-sheremeta-explain-how-putin-lies.html#:~:text=Let%E2%80%99s%20unpack%20why%20this%20is%20false%20on%20multiple%20levels

Desde o início da invasão em larga escala em 2022 e nos anos que a antecederam, o governo de Vladimir Putin tem utilizado uma vasta rede de desinformação para justificar a agressão contra a Ucrânia.
Abaixo, estão 20 das principais mentiras propagadas pelo Kremlin, organizadas em ordem cronológica de disseminação:
"A Ucrânia não é um país real" (2021-2022): Putin afirmou que a Ucrânia é uma invenção de Lênin. Fato: A Ucrânia tem uma história milenar, raízes na Rus de Kiev e declarou independência formal em 1991 com aprovação de 90% da população.
"Genocídio em Donbas" (2021-2022): Alegação de que a Ucrânia estava exterminando falantes de russo no leste. Fato: Observadores da ONU e da OSCE nunca encontraram evidências de genocídio na região.
"Desnazificação" (Fevereiro 2022): Justificativa de que o governo ucraniano é neonazista. Fato: O presidente Volodymyr Zelensky é judeu e perdeu familiares no Holocausto; partidos de extrema-direita têm menos de 2% de apoio eleitoral na Ucrânia.
"Operação Militar Especial" (Fevereiro 2022): Termo usado para evitar a palavra "guerra". Fato: Trata-se de uma invasão em larga escala, com mobilização total e bombardeios a cidades civis, caracterizando uma guerra de agressão.
"A Rússia não ataca alvos civis" (Fevereiro 2022 - Presente): Afirmação constante do Ministério da Defesa russo. Fato: Relatórios da Human Rights Watch documentam milhares de ataques a hospitais, escolas e prédios residenciais.
"Laboratórios de armas biológicas dos EUA na Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que aves migratórias seriam usadas para espalhar patógenos. Fato: A Ucrânia possui laboratórios de saúde pública legítimos para prevenção de doenças, sem qualquer evidência de armas biológicas.
"Encenação em Bucha" (Abril 2022): Afirmação de que as imagens de corpos nas ruas eram atores ou montagem. Fato: Imagens de satélite da Maxar e investigações do The New York Times provaram que os corpos estavam lá enquanto as tropas russas ocupavam a cidade.
"Bombardeio do Teatro de Mariupol pela própria Ucrânia" (Março 2022): Alegação de que o Batalhão Azov explodiu o teatro. Fato: Uma investigação da Anistia Internacional concluiu que foi um ataque aéreo russo deliberado contra civis.
"A Ucrânia planeja usar uma 'Bomba Suja'" (Outubro 2022): Alegação de que Kiev preparava um ataque radiológico. Fato: A AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) inspecionou as instalações ucranianas a pedido de Kiev e não encontrou nenhum sinal de tais armas.
"Sanções ocidentais causaram a crise alimentar global" (2022): Putin culpou o Ocidente pela fome na África. Fato: A crise foi causada pelo bloqueio russo aos portos ucranianos e pelo roubo de grãos, já que as sanções não incidem sobre alimentos.
"Milhares de mercenários poloneses e da OTAN lutando" (2023): Tentativa de pintar a guerra como um conflito direto com a OTAN. Fato: Existem voluntários estrangeiros na Legião Internacional, mas não há tropas regulares da OTAN combatendo em solo ucraniano.
"Ucrânia explodiu a Barragem de Kakhovka" (Junho 2023): Alegação de sabotagem ucraniana. Fato: Provas de sismologia e engenharia indicam que a barragem, sob controle russo, foi explodida de dentro para fora por cargas russas.
"A contraofensiva ucraniana falhou totalmente" (Setembro 2023): Putin afirmou que a Ucrânia não teve ganhos. Fato: Embora lenta, a Ucrânia retomou mais de 50% do território ocupado inicialmente e destruiu grande parte da Frota do Mar Negro.
"Zelensky cancelou eleições para ser ditador" (Maio 2024): Crítica ao adiamento das eleições. Fato: A Constituição da Ucrânia e a lei marcial proíbem explicitamente eleições durante uma guerra por questões de segurança e justiça eleitoral.
"Otan prometeu não se expandir nem um centímetro" (Recorrente): Alegação de que o Ocidente quebrou uma promessa. Fato: Nunca houve um tratado formal com tal promessa; o próprio Mikhail Gorbachev confirmou que o tema não foi discutido na época da unificação alemã.
"Ucrânia está vendendo armas ocidentais no mercado negro" (2023-2024): Alegação de que armas da OTAN foram para o Hamas ou cartéis. Fato: O Pentágono e a Europol afirmaram que não há evidências de desvio sistemático de armas pesadas da Ucrânia.
"Envolvimento da Ucrânia no ataque ao Crocus City Hall" (Março 2024): Tentativa de culpar Kiev pelo atentado terrorista em Moscou. Fato: O Estado Islâmico (ISIS-K) assumiu a responsabilidade e publicou vídeos do ataque; os EUA haviam alertado a Rússia sobre o plano do ISIS.
"A Rússia está protegendo a soberania da Ucrânia" (Junho 2024): Putin afirmou que a invasão visa "libertar" o povo. Fato: A Rússia anexou ilegalmente quatro regiões ucranianas (Crimeia, Donetsk, Luhansk, Kherson e Zaporizhzhia), violando a soberania que diz proteger.
"O Ocidente forçou a Rússia a invadir" (Recorrente): Alegação de "cerco" da OTAN. Fato: A Rússia possui a maior fronteira terrestre do mundo e apenas uma pequena fração dela faz fronteira com países da OTAN; a invasão foi uma escolha soberana de Moscou.
"Rússia nunca recusou negociações" (2024-2025): Putin diz querer a paz. Fato: As condições impostas pela Rússia exigem que a Ucrânia entregue territórios que a Rússia nem sequer ocupa totalmente, o que equivale a uma rendição, não a uma negociação.

Fonte: IA Gemini (Google).

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Antigamente, o surgimento de ditaduras ocorria normalmente com uma ruptura abrupta de regime. Atualmente, a maioria das ditaduras nasce 'aos poucos', ou seja, há uma erosão das instituições constituídas de modo paulatino (lento, mas constante). Dúvida: Os EUA do governo Trump 2.0 estariam seguindo o caminho desse segundo modo, ou seja, uma erosão lenta, mas constante, das instituições democráticas?

Em 2026, análises de institutos de direitos humanos e ciência política indicam que o segundo governo de Donald Trump apresenta características de erosão democrática gradual, consolidando o que especialistas chamam de autoritarismo do século XXI. Diferente de golpes de Estado clássicos, esse processo ocorre através da utilização das próprias ferramentas democráticas para enfraquecer o sistema por dentro.
- Os principais pontos observados no governo Trump 2.0 que corroboram essa percepção incluem:
Enfraquecimento da Burocracia Estatal: O governo implementou ações para remover proteções de funcionários de carreira, transformando milhares de cargos técnicos em posições de livre nomeação ("at-will"), o que facilita a substituição de servidores experientes por aliados políticos.
Controle e Ataque a Instituições Independentes: Relatos apontam o esvaziamento de órgãos federais através de demissões em massa e cortes de financiamento, além de ataques recorrentes ao Judiciário e à imprensa quando suas decisões ou coberturas são contrárias ao governo.
Governança por Decretos: Trump tem feito uso extensivo de ordens executivas para contornar o escrutínio legislativo, reestruturando agências e alterando marcos regulatórios sem passar pelo Congresso.
Retirada do Cenário Internacional: Em janeiro de 2026, os EUA já haviam se retirado de mais de 60 organizações internacionais, incluindo a OMS e agências da ONU, sinalizando um isolamento que enfraquece normas globais de direitos humanos e governança democrática.
Militarização e Direitos Civis: Houve denúncias sobre o desdobramento de unidades militarizadas em centros urbanos e a erosão de direitos fundamentais, especialmente contra imigrantes e opositores políticos, o que gera um clima de medo e vigilância.
* Embora em 2026 as eleições ainda sejam consideradas livres e as instituições mantenham certa capacidade de resistência, centros de pesquisa como a Universidade de Gotemburgo alertam que, se o ritmo de desmonte de direitos e normas persistir, os Estados Unidos correm o risco de deixar de ser classificados como uma democracia liberal plena.

Fonte: IA Gemini (Google).

- Os links dos materiais que embasaram a resposta [acima] da IA:

https://tcf.org/content/report/centurys-new-democracy-meter-shows-america-took-an-authoritarian-turn-in-2025/

https://globalaffairs.org/commentary/analysis/trump-20-enters-2026-full-force

https://www.correiodamanhacanada.com/um-ano-apos-regresso-de-trump-a-casa-branca-ha-erosao-de-direitos-e-escalada-autoritaria-amnistia-internacional/

https://www.facebook.com/TheHinduBusinessLine/posts/five-takeaways-from-davos-2026-as-trump-dominates-the-agenda/1372071948292852/

https://theafrican.co.za/tvbox/2026-01-20-trump-20-a-year-of-chaos-and-institutional-sabotage/

https://www.youtube.com/watch?v=fTIg8w8Fns0

https://www.youtube.com/watch?v=w22HVD8asbU

https://www.youtube.com/watch?v=ohZ7tztqVVY

https://www.youtube.com/watch?v=RSPmjhNM3Uk&t=49

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Conflict: Niall Ferguson on Ukraine, Taiwan - Peter Tobinson (Uncommon Knowledge)

 Conflict: Niall Ferguson on Ukraine, Taiwan, and His War of Words with 

Peter Tobinson (Uncommon Knowledge)

Niall Ferguson, preeminent historian and Milbank Family Senior Fellow at the Hoover Institution, joins this episode of Uncommon Knowledge with Peter Robinson to discuss the war and ongoing stalemate in Ukraine; the Trump administration’s foreign policy and negotiations with Russia; and the broader geopolitical landscape, including the shift in Europe’s defense posture as the US signals a reduced commitment to NATO.

Throughout the conversation, Ferguson explores historical analogies to better understand Ukraine’s position, using comparisons to South Korea and South Vietnam. He discusses China’s backing of Russia and its role in what he calls Cold War II, highlighting the long-term implications of this growing alliance. The discussion also covers the shock strategy deployed by Trump and Vice President JD Vance to pressure Europe into taking more responsibility for its own defense, a move that Ferguson believes has finally awakened European leaders to their countries’ security needs.

Beyond Ukraine, the conversation shifts to the larger economic and military vulnerabilities of the United States, particularly in relation to China. Ferguson argues that America is no longer in a position of overwhelming strength and draws parallels between the US today and Britain in the 1930s: both as declining empires facing an emboldened adversary. He warns that while Trump’s realpolitik approach may be a necessary adaptation to America’s strategic limitations, its success remains uncertain. The discussion ultimately raises the question of whether this strategy will prevent a major conflict or, conversely, accelerate the decline of American global primacy.

Recorded on March 14, 2025.

For more details on this episode, visit: https://www.hoover.org... 

sábado, 24 de janeiro de 2026

Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft - Benjamin Ernani Diaz, nota de Paulo Roberto de Almeida

 Qual é o apoio real da população americano às políticas de Trump? Uma questão relevante.

Nota preliminar PRA:
Recebo o texto abaixo em segunda mão de uma lista previamente circulada de forma restrita, mas repassada por um amigo, por considerá-la útil como informação do ponto de vista da população americana que apoia as políticas de Trump de maneira geral, embora muitos discordem da forma como estão sendo aplicadas ou que mesmo sejam contrários ao personagem.
Tenho, por mim e para mim, uma imagem bastante negativa, atualmente, do pensamento médio dos eleitores americanos, considerando-os excessivamente ingênuos, desinformados, ou mesmo ignorantes no sentido mais rústico da palavra.
Os EUA foram grandes, de fato, durante sua fase ascensional, após a guerra civil, quando atrairam milhões de imigrantes europeus, muitos dotados de uma cultura superior à média então prevalecente nos EUA ainda pouco "civilizado" (refiro-me à fase da "conquista do Oeste"). Muitos dos europeus eram imigrantes pobres, de cultura rural, mas grande parte também eram cidadãos urbanos, educados e dotados de títulos universitários. Continuaram a vir, em massa, desde o final do século XIX, até os anos 1920-30, quando restrições nacionalistas começaram a ser aplicadas. Ainda assim, as guerras europeias, o nazi-fascismo sobretudo, produziu um afluxo de pessoas altamente educadas, tangidas da Europa por perseguição política ou racial. Foi o momento de maior preeminência econômica americana – com a Europa e parte da Ásia destruídas – e de dominação absoluta na produção científica e tecnológica, justamente com a integração dessas massas e cidadãos educados e com a penetração americana no resto do mundo.
Esse impulso esgotou-se no final do século XX, o momento de maior dominação (mas apenas aparente) americana, com o fim da alternativa socialista e a intensificação da globalização.
Mas, os fatores de declínio e mesmo de mediocrização já estavam presentes, e continuaram a produzir efeitos nas primeiras duas décadas do século XXI.
A política americana tornou-se nacionalista, a cultura tacanha, os preconceitos se avolumaram (sobretudo com o crescimento do evangelismo ignorante, anticientífico), a qualidade da educação de massa declinou, e uma massa ignorante de eleitores da "caipirolândia" e dos trabalhadores industriais deslocados com o esgotamento da indústria criada na segunda revolução industrial (1870-1930) e sua disseminação pelo mundo, o que aumentou a concorrência com oferta mais barata, geralmente da Ásia Pacífico.
Em síntese, o nacionalismo ignorante dos caipiras do interior e dos novos pobres urbanos produziu políticos medíocres, que fizeram todas as más escolhas internas e externas, até chegar na irrupção de um personagem medíocre – provavelmente por influência direta do neoczar expansionista, plenamente soviético em toda a sua expressão –, que acelerou o declínio, a ignorância e a arrogância desvairada. Os brilhantes acadêmicos da costa Leste e da Califórnia foram desprezados pelos frustrados do declínio, que agora dominam o país do alto da sua estupidez.
Esta é a razão principal que vejo para a aprovação das políticas trumpistas que vão continuar acelerando a decadência americana.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 24/01/2026

Assunto: Aprovação americana do Trump segundo IA americano da Microsoft.
Benjamin Ernani Diaz

As decisões temerárias do Trump associadas às mentiras vergonhosas estão sendo apoiadas pela população americana em geral?

Apoio às ações e declarações de Donald Trump nos EUA é dividido e complexo. Pesquisas recentes mostram que parte significativa da população aprova sua agenda, mas sua taxa geral de aprovação permanece baixa, indicando um país profundamente polarizado.

🇺🇸 O que mostram as pesquisas mais recentes
📊 1. Apoio à agenda e políticas específicas
Uma pesquisa Harvard CAPS–Harris indica que muitas propostas de Trump têm apoio majoritário, como:
81% apoiam deportar imigrantes sem documentação com antecedentes criminais
76% apoiam ações para combater desperdício e fraude no governo
76% apoiam reforço na segurança de fronteira
69% apoiam restrições em esportes femininos
68% apoiam políticas de gênero mais restritivas
Esses números mostram que certas pautas de Trump ressoam fortemente com parte do eleitorado, especialmente em temas culturais e de segurança.

📉 2. Aprovação geral do governo Trump
Apesar do apoio a temas específicos, a aprovação geral de Trump é baixa. Diversos institutos registram:

Aprovação entre 36% e 45%
Desaprovação entre 54% e 61%
Ou seja, a maioria dos americanos desaprova seu desempenho, mesmo que concordem com algumas políticas isoladas.

📉 3. Tendência de queda e insatisfação crescente
Segundo o The Economist, a aprovação líquida de Trump está em –16%, com queda contínua ao longo do mandato.
Apenas 31% acham que o país está no rumo certo
61% acreditam que está no rumo errado
Isso indica insatisfação ampla, inclusive em estados que votaram nele.

🧭 Como interpretar isso?
Sim, há apoio significativo a algumas decisões e narrativas de Trump, especialmente entre seus eleitores e em temas culturais.
Mas não, a população americana em geral não apoia Trump de forma majoritária — sua aprovação global é consistentemente negativa.
O país está profundamente polarizado, e percepções sobre “decisões temerárias” ou “mentiras” variam muito conforme a identidade política.
Se quiser, posso detalhar quais grupos apoiam mais ou menos Trump, ou explicar por que certas mensagens dele têm tanta ressonância.


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