Como diria alguem: "acredite se quiser"...
Da coluna do jornalista Carlos Brickmann, 21/09/2012
Se o caro leitor não puder almoçar seu arroz com feijão, salada, bife e sobremesa, resolva o problema com uma folha de alface, duas ervilhas e um grão de milho. Pode não ser satisfatório, mas o caro leitor não deixou de almoçar. Se o caro leitor ganha muito pouco e está abaixo da linha da pobreza, resolva o problema com as estatísticas do Governo Federal: de acordo com a Secretaria de Assuntos Estratégicos da presidente Dilma Rousseff, quem ganha mais de R$ 291 mensais integra a classe média. Assim foi possível fazer com que 35 milhões de brasileiros se alçassem à classe média nos dez anos de Governo petista.
É simples assim: uma pessoa não precisa ganhar mais de dez reais por dia para entrar na classe média. Um casal que ganhe, em conjunto, R$ 582 mensais será também de classe média.
Pronto: no Brasil, só é pobre quem quer.
Mas há limites para ser de classe média. Quem ganhar a partir de R$ 1.019,10 por mês será de classe alta. A história de achar que classe alta é coisa para Eike Batista está errada: neste país em que se plantando tudo dá (especialmente notícias), até professor, mesmo ganhando o que ganha, pertence à classe alta. O pessoal que tem recursos para comprar deputado mensaleiro, dar carona de jatinho a quem toma decisões sobre concorrências, fotografar a esposa usando sapatos de sola vermelha, esse nem chega a ter classificação. Político corrupto, dos que trocam apoios por Ministérios, está tão alto que a verdade se restabelece sozinha: este não tem classe, nem categoria.
A classe média (de verdade) paga a conta
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sexta-feira, 21 de setembro de 2012
Viva o MEC dos bandidos; vivam os bandidos do MEC
Que ninguém me entenda mal.
Mas, preciso explicar?
Paulo Roberto de Almeida
Mas, preciso explicar?
Paulo Roberto de Almeida
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Caro Cliente pralmeida@
A caixa econômica federal esta solicitando a todos
clientes fisicos , jurídicos o recadastro de seus dados
assim como senha de internet e assinatura eletrônica
para que assim seja evitado futuros bloqueios,
Nos terminais de auto atendimento e caixas 24 horas
impossibilitando assim tranferências, pagamentos e
saques , somente sendo liberada na agência onde
possui conta aberta.
( Basta acessar o link abaixo e recadastrar seus dados )
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[...]
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Em caso de dúvida, contatar a central, pelo e-mail atendimento@,
segunda a sexta-feira das 07:00 ás 16:00 horas
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Importante: ficará disponível durante 5 dias.
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©2012 CAIXA ECONÔMICA FEDERAL
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Mortes e mais mortes: e ainda virao mais...
Apenas uma reflexão: nenhum filme, nenhum cartoon, nenhum desenho, ou qualquer livro, provocou mortes, pela sua própria existência.
Pessoas provocam mortes. Manifestações violentas provocam mortes.
Acho que é isso...
Paulo Roberto de Almeida
Pessoas provocam mortes. Manifestações violentas provocam mortes.
Acho que é isso...
Paulo Roberto de Almeida
Sobe a 13 número de mortos em protestos contra filme no Paquistão
Há quase uma semana, país é palco de protestos contra o filme 'A inocência dos muçulmanos'
Ops, vamos precisar de mais lavagem (mais cuidadosa...)
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Com as sucessivas condenações dos clientes, os advogados querem pedir a eles, sem constrangimento, garantia de que vão receber os honorários. Por Leandro Mazzini (leia mais)
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Reflexao da semana: juizowski lava mais branco...
Existem diferentes percepções para a lavagem de dinheiro: se você preferir ignorar a origem do dinheiro, mesmo recebendo-o de maneiras altamente suspeitas, você está perfeitamente isento da acusação de lavagem de dinheiro.
Dixit, ele mesmo...
(21/09/2012)
Dixit, ele mesmo...
(21/09/2012)
Que tal acabar com mordomias excessivas?
Dois exemplos, corriqueiros, de desperdício de recursos sociais, e de irresponsabilidade fiscal.
Não existe produtividade que resista a esses casos extremos de prodigalidade (ou irresponsabilidade) com os recursos coletivos...
Paulo Roberto de Almeida
Não existe produtividade que resista a esses casos extremos de prodigalidade (ou irresponsabilidade) com os recursos coletivos...
Paulo Roberto de Almeida
In Britain, Austerity Collides With Pension System
By LANDON THOMAS Jr.
The New York Times, September 20, 2012
Dr. Lipman’s annual government pension of £48,000, or nearly $78,000, nicely supplements the £144,000 tax-free payment he received when he retired from Britain’s National Health Service in 2007 after 35 years of service.
He also makes use of the wide menu of universal benefits available to older Britons — including free bus travel and annual payments of £200, or $324, to defray winter heating costs. Next month, when he turns 65, he will qualify as well for a second government pension payout of £104 a week, plus a £10 bonus at Christmas.
Dr. Lipman’s payments are emblematic of what Britain’s Conservative prime minister, David Cameron, is up against, having hitched his political fortunes to the coalition government’s ability to cut the national budget. Despite Mr. Cameron’s efforts to curb public outlays and reduce one of Europe’s biggest budget deficits, government spending is higher than when he took office two years ago. This continues a climb that began with the creation of the British welfare state after World War II.
The cuts Mr. Cameron has made — a public sector pay freeze, a reduction in outlays for local governments and cutbacks in personnel at government ministries, to name a few — have drawn howls of protest. The outcry has come from unions; the Labor Party, which now has a strong lead in the polls; and even a growing faction of Tory-supporting business leaders.
But overall government spending, as a portion of the economy, continues to rise. It is projected to approach £700 billion this year, or about 45 percent of gross domestic product, compared with 38 percent a decade ago. That is partly a result of social benefits, mainly for the elderly, that are deemed politically off-limits and are being propelled up by a demographic curve that will add millions of Britons to the retiree ranks in coming years.
“Austerity is just not a word that I recognize,” said Dr. Lipman, who since retiring from full-time work as a family doctor in the northern city of Leeds has upgraded the car he drives to a Mercedes. “I would not say that I am worried financially.”
The issue in some ways parallels the challenge facing the United States, where growing numbers of retiring baby boomers threaten to bankrupt theSocial Security and Medicare systems within decades unless those systems are revamped. And as in the United States, because people still working are paying for retirees’ benefits that are more generous than younger people can expect to receive, the budget struggle has elements of a generational dispute.
Younger doctors in Britain do not expect to receive the same benefits as Dr. Lipman. This year they held a one-day strike to protest the government’s decision to raise their retirement age and their pension contributions.
In Britain, “the welfare state can no longer carry this burden,” said Angus Hanton, an economist and a member of the advisory board of the Intergenerational Foundation, which advocates on behalf of younger Britons.
With British tax revenue remaining weak because of an economy that is forecast to shrink 0.5 percent this year, it is becoming ever more likely that Mr. Cameron’s government will miss its goal of cutting the deficit this fiscal year to £120 billion, from £126 billion last year.
The International Monetary Fund estimates that Britain will have a deficit this year of 8.1 percent of G.D.P., surpassing Spain and even Greece and trailing only Ireland among the distressed euro zone economies.
Opposing politicians — and some economists — have accused Mr. Cameron of destroying any chance for economic recovery by sticking to his austerity platform. He faces growing pressure to reverse course.
“We have not gone far enough — you can keep the welfare state as long as you have economic growth, and this is not happening,” said Tim Morgan, an economist at the brokerage firm Tullett Prebon in London who tracks government spending patterns.
For now, many bond investors are disregarding Britain’s deficit. Continuing to see the pound as a haven from woes in the euro zone, they are lending money to Britain for 10 years at an interest rate only slightly higher than Germany’s 1.6 percent.
But at least one hedge fund manager, Ben Davies of Hinde Capital, is betting against British bonds. “The government has this austerity program, but spending and debt continue to increase,” Mr. Davies said. “It’s very disingenuous, and I think by the end of the year the market will question whether the government can truly implement these cuts.”
Leia o resto neste link: http://www.nytimes.com/2012/09/21/business/global/in-britain-spending-outpaces-austerity.html?pagewanted=2&tntemail1=y&emc=tnt
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California Debt Higher Than Earlier Estimates, a Task Force Reports
By MARY WILLIAMS WALSH
The New York Times, September 20, 2012
Gov. Jerry Brown of California announced when he came into office last year that he had found an alarming $28 billion “wall of debt” looming over the state, which had to be dismantled.
Since then, he has slowed the issuance ofmunicipal bonds, called for spending cuts and tried to persuade the state’s famously antitax voters to approve a tax increase this fall.
On Thursday, an independent group of fiscal experts said Mr. Brown’s efforts were all well and good, but in fact, the “wall of debt” was several times as big as the governor thought.
Directors of the State Budget Crisis Task Force said their researchers had found a lot of other debts that did not turn up in California’s official tally. Much of it involved irrevocable promises to provide pensions to public workers, health care for retirees, the cost of delayed highway maintenance and an estimated $40 billion bill to bring drinking water up to federal standards.
They also pointed out many of the same unpaid bills from previous years that the governor had brought to light, like $8 billion in delayed payments to schools and community colleges, and $250 million that was raided from a fund dedicated to transportation and treated as revenue.
The task force estimated that the burden of debt totaled at least $167 billion and as much as $335 billion. Its members warned that the off-the-books debts tended to grow over time, so that even if Mr. Brown should succeed in pushing through his tax increase, gaining an additional $50 billion over the next seven years, the wall of debt would still be there, casting its shadow over the state.
“With inadequate information, our legislators and citizens are flying blind,” said David Crane, a board member who issued the task force’s special report on California’s fiscal condition at a news conference in San Francisco on Thursday.
Mr. Crane, a former adviser to Gov. Arnold Schwarzenegger, was joined by the economist George P. Shultz, who served various administrations as secretary of treasury, labor and state.
A spokesman for Governor Brown did not dispute the report but said the governor was making progress in his effort to restore fiscal balance.
The task force was founded last year by Paul A. Volcker, a former Federal Reserve chairman, and Richard Ravitch, a former New York lieutenant governor. They said they were acting out of a deep concern for the fiscal affairs of the states, which they thought received insufficient attention in Washington.
The task force is conducting detailed analyses of a sample of six states. The others are Illinois, New York, Texas, Virginia and New Jersey.
California was of particular interest, not only because it constitutes the world’s ninth-largest economy, but because of its intractable fiscal problems. It has also experienced an unusual string of municipal bankruptcies in recent years. In one of them, the City of Stockton is proposing to walk away from virtually all the principal and interest on one of its bonds.
Analysts are watching the case closely, concerned that if Stockton succeeds, other troubled cities may follow. Some contend that the State of California should be doing more to keep its cities out of bankruptcy, and to shield municipal bond investors.
Task force members said their focus on California was not meant to suggest that the state’s general-obligation bonds were at risk. Mr. Crane said he believed California’s bonds were very safe, acknowledging that he owned some himself.
Governor Brown’s efforts to chip away at the debt have led Standard & Poor’s to say it is considering an upgrade of California’s bond rating, long one of the lowest among the states. But the report pointed out that S.& P.’s review of California’s creditworthiness took into account a ranking in the state Constitution that shows which debts and government programs must be paid ahead of everything else.
While a rating increase would mean that California’s bondholders were more secure, it would not necessarily mean more money for the programs that didn’t make it onto the seniority list. Nor would it reflect any particular improvement in the fiscal health of the cities, school districts and other local bodies of government, which fall lower in the pecking order than the state’s general-obligation bondholders.
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Que tal elevar a idade da aposentadoria?
Se a Grécia pode, por que não o Brasil?
Governo grego acerta elevação da idade de aposentadoria para 67 anos
Mudança resultará em economias de cerca de 1,1 bi de euros como parte de um pacote de cortes e poupanças
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A mistificacao das massas pela mentira politica (uma nota multipartidaria)
Parodiando Churchill (que ele me desculpe), nunca, tão poucos, tentaram enganar tantos, com tão poucos e tão pobres argumentos, com tantas mentiras e mistificações juntas.
Paulo Roberto de Almeida
PS.: Aliás, considero uma vergonha ter de postar uma nota tão canhestra, tão medíocre, neste espaço. Só o faço porque ela é indicativa de toda uma falta de pensamento, que no entanto alimenta um discurso político mentiroso, e que pode servir a fins didáticos de educação cidadã.
Paulo Roberto de Almeida
PS.: Aliás, considero uma vergonha ter de postar uma nota tão canhestra, tão medíocre, neste espaço. Só o faço porque ela é indicativa de toda uma falta de pensamento, que no entanto alimenta um discurso político mentiroso, e que pode servir a fins didáticos de educação cidadã.
À SOCIEDADE BRASILEIRA
O PT, PSB, PMDB, PCdoB, PDT e PRB, representados pelos seus presidentes nacionais, repudiam de forma veemente a ação de dirigentes do PSDB, DEM e PPS que, em nota, tentaram comprometer a honra e a dignidade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Valendo-se de fantasiosa matéria veiculada pela Revista Veja, pretendem transformar em verdade o amontoado de invencionices colecionado a partir de fontes sem identificação.
As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.
O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.
Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.
Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .
A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.
As forças conservadoras revelam-se dispostas a qualquer aventura. Não hesitam em recorrer a práticas golpistas, à calúnia e à difamação, à denúncia sem prova.
O gesto é fruto do desespero diante das derrotas seguidamente infligidas a eles pelo eleitorado brasileiro. Impotentes, tentam fazer política à margem do processo eleitoral, base e fundamento da democracia representativa, que não hesitam em golpear sempre que seus interesses são contrariados.
Assim foi em 1954, quando inventaram um “mar de lama” para afastar Getúlio Vargas. Assim foi em 1964, quando derrubaram Jango para levar o País a 21 anos de ditadura. O que querem agora é barrar e reverter o processo de mudanças iniciado por Lula, que colocou o Brasil na rota do desenvolvimento com distribuição de renda, incorporando à cidadania milhões de brasileiros marginalizados, e buscou inserção soberana na cena global, após anos de submissão a interesses externos.
Os partidos da oposição tentam apenas confundir a opinião pública. Quando pressionam a mais alta Corte do País, o STF, estão preocupados em fazer da ação penal 470 um julgamento político, para golpear a democracia e reverter as conquistas que marcaram a gestão do presidente Lula .
A mesquinharia será, mais uma vez, rejeitada pelo povo.
Rui Falcão, PT
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.
Eduardo Campos, PSB
Valdir Raupp, PMDB
Renato Rabelo, PCdoB
Carlos Lupi, PDT
Marcos Pereira, PRB.
Brasília, 20 de setembro de 2012.
Carlos Nelson Coutinho: um marxista ignorante ou de ma'-fe'?
Não creio que se possa dizer que o Brasil se despede desse autodenominado filósofo. O país não é marxista, nem gramsciano. Apenas uma minoria minorantíssima, se ouso dizer, adere a essas crenças anacrônicas. Já houve um tempo em que essas ideologias representavam algo parecido com algum tipo de pensamento -- até meados da segunda metade do século passado, no máximo -- mas elas deixaram de ser algo válido, tão pronto o socialismo real revelou, plenamente, toda a sua miséria material e, sobretudo, a sua miséria moral. Aliás, poucos marxistas latino-americanos conheceram, de fato, o socialismo real, em toda a sua crueza do marxismo dos energúmenos.
Essa decadência moral ocorreu, mais ou menos, em 1968, quando a URSS invadiu a República Tchecoslovaca, então tentando construir oo que foi chamado de "socialismo a face humana" (e eu não estou considerando os traumas de 1953, na RDA, e o horror da invasão soviética na Hungria, em 1956, que já tinham determinado a saída de vários "marxistas" dos PCs em vários países).
Ou seja, foi só depois de muitos anos, após tudo isso, que esse "filósofo" foi descobrir que a democracia é um "valor universal", só em 1979???!!!
Demorou tanto para "descobrir" isso? Lento esse "filósofo", não é?
De todo modo ele não era um "filósofo"; no máximo, poderia ser considerado um professor de filosofia, e talvez apenas de marxismo, e ainda assim com tremendas falhas, como vim a descobrir.
Chamá-lo, por outro lado, de "intelectual marxista" é uma contradição nos termos. Se ele era intelectual, não podia ser marxista; e se era marxista, não podia ser intelectual. Concordam?
As contradições são insanáveis, como ainda revelado numa entrevista recente, na qual ele ainda reclamava que a China estava aumentando a desigualdade, sem considerar os tremendos progressos sociais havidos naquela última ditadura imperial que o marxismo jamais produziu.
Até 1992, ou 1993, eu ainda pensava que era possível "dialogar" com esses "intelectuais marxistas", num debate de ideias e de confrontação dessas ideias à realidade.
Pois foi justamente o C.N. Coutinho que me provou que não.
Estávamos, portanto, em 1992 ou 1993, e eu fui assistir uma palestra do próprio na UnB. Fui não tanto pelas ideias marxistas ou gramscianas, pois as conhecia todas, mas pelo que ele poderia dizer de prático, ou de ligado ao mundo real.
Com efeito, logo depois da primeira derrota de Lula e do PT na campanha presidencial de 1989, o PT, sob direção e mão firme dos cubanos, havia organizado o Foro de São Paulo, e logo em seguida um "governo paralelo", para vigiar o governo Collor e propor políticas alternativas.
Pois o C.N. Coutinho era o "ministro paralelo" das relações exteriores, ou seja, o chanceler do governo paralelo do PT, e como tal talvez tivesse algo de inteligente a dizer sobre as relações internacionais.
Fiquei totalmente boquiaberto, surpreendido, estupefato quando ele -- na maior demonstração de ignorância que eu já tinha visto, ou então de má-fé absoluta -- disse que a situação deplorável na qual vivia então a Somália -- que saía de mais de 25 anos de uma ditadura marxista-leninista -- se devia à dominação capitalista e imperialista sobre a África exercida pelas potências imperiais. Arregalei os olhos e prestei atenção: seria possível que esse chanceler paralelo não soubesse disso? Justamente o mais marxista-leninista dos governos da África -- junto com o Congo Brazaville e algumas outras ditaduras menores -- tinha sua situação deplorável atribuída ao imperialismo???!!!
A partir desse momento, passei a não ter nenhum respeito por esse "filósofo marxista", inclusive por várias outras barbaridades que disse na mesma palestra.
Achei que não era mais possível manter qualquer tipo de diálogo com quem deformava, mentia, mistificava, de forma tão canhestra e tão desonesta a realidade dos países, numa demonstração de anti-imperialismo primário, infantil, aliás totalmente surrealista, nesse caso da Somália.
Passe a considerar que esse tipo de gente é capaz de qualquer coisa.
Acho que, pelo que veio depois, essa gente é mesmo capaz de qualquer coisa, de mentir descaradamente, o de revelar toda a sua ignorância senil.
Paulo Roberto de Almeida
Essa decadência moral ocorreu, mais ou menos, em 1968, quando a URSS invadiu a República Tchecoslovaca, então tentando construir oo que foi chamado de "socialismo a face humana" (e eu não estou considerando os traumas de 1953, na RDA, e o horror da invasão soviética na Hungria, em 1956, que já tinham determinado a saída de vários "marxistas" dos PCs em vários países).
Ou seja, foi só depois de muitos anos, após tudo isso, que esse "filósofo" foi descobrir que a democracia é um "valor universal", só em 1979???!!!
Demorou tanto para "descobrir" isso? Lento esse "filósofo", não é?
De todo modo ele não era um "filósofo"; no máximo, poderia ser considerado um professor de filosofia, e talvez apenas de marxismo, e ainda assim com tremendas falhas, como vim a descobrir.
Chamá-lo, por outro lado, de "intelectual marxista" é uma contradição nos termos. Se ele era intelectual, não podia ser marxista; e se era marxista, não podia ser intelectual. Concordam?
As contradições são insanáveis, como ainda revelado numa entrevista recente, na qual ele ainda reclamava que a China estava aumentando a desigualdade, sem considerar os tremendos progressos sociais havidos naquela última ditadura imperial que o marxismo jamais produziu.
Até 1992, ou 1993, eu ainda pensava que era possível "dialogar" com esses "intelectuais marxistas", num debate de ideias e de confrontação dessas ideias à realidade.
Pois foi justamente o C.N. Coutinho que me provou que não.
Estávamos, portanto, em 1992 ou 1993, e eu fui assistir uma palestra do próprio na UnB. Fui não tanto pelas ideias marxistas ou gramscianas, pois as conhecia todas, mas pelo que ele poderia dizer de prático, ou de ligado ao mundo real.
Com efeito, logo depois da primeira derrota de Lula e do PT na campanha presidencial de 1989, o PT, sob direção e mão firme dos cubanos, havia organizado o Foro de São Paulo, e logo em seguida um "governo paralelo", para vigiar o governo Collor e propor políticas alternativas.
Pois o C.N. Coutinho era o "ministro paralelo" das relações exteriores, ou seja, o chanceler do governo paralelo do PT, e como tal talvez tivesse algo de inteligente a dizer sobre as relações internacionais.
Fiquei totalmente boquiaberto, surpreendido, estupefato quando ele -- na maior demonstração de ignorância que eu já tinha visto, ou então de má-fé absoluta -- disse que a situação deplorável na qual vivia então a Somália -- que saía de mais de 25 anos de uma ditadura marxista-leninista -- se devia à dominação capitalista e imperialista sobre a África exercida pelas potências imperiais. Arregalei os olhos e prestei atenção: seria possível que esse chanceler paralelo não soubesse disso? Justamente o mais marxista-leninista dos governos da África -- junto com o Congo Brazaville e algumas outras ditaduras menores -- tinha sua situação deplorável atribuída ao imperialismo???!!!
A partir desse momento, passei a não ter nenhum respeito por esse "filósofo marxista", inclusive por várias outras barbaridades que disse na mesma palestra.
Achei que não era mais possível manter qualquer tipo de diálogo com quem deformava, mentia, mistificava, de forma tão canhestra e tão desonesta a realidade dos países, numa demonstração de anti-imperialismo primário, infantil, aliás totalmente surrealista, nesse caso da Somália.
Passe a considerar que esse tipo de gente é capaz de qualquer coisa.
Acho que, pelo que veio depois, essa gente é mesmo capaz de qualquer coisa, de mentir descaradamente, o de revelar toda a sua ignorância senil.
Paulo Roberto de Almeida
O país se despede do filósofo Carlos Nelson Coutinho
20/9/2012 14:56, Por Redação - do Rio de Janeiro
Morreu nesta quinta-feira o filósofo marxista e professor da Universidade Federal do Rio de JaneiroCarlos Nelson Coutinho. Uma das principais referências em Gramsci no Brasil, Carlos Nelson impactou o conjunto da esquerda em seu célebre artigo publicado em 1979 na Revista Civilização Brasileira: A democracia como valor universal. O escritor era filiado ao PSOL desde sua fundação. Segundo comunicado da direção da Escola de Serviço Social da UFRJ, o velório foi realizado no Atrium do Fórum de Ciência e Cultura.
Entre as muitas mensagens de despedida do pensador marxista, a Editora Boitempo fez publicar, em sua página, a mensagem: “Morreu o grande intelectual marxista Carlos Nelson Coutinho, depois de meses combatendo um câncer dos mais violentos. Carlito, como era chamado pelos amigos, descobriu a doença em fevereiro deste ano, quando nos comentou por e-mail: “Ainda estou perplexo, mas disposto a brigar. Também sobre isso, tenho tentado me valer do mote de Gramsci: pessimismo da inteligência, otimismo da vontade. Torçam por mim”. Foi o que fizemos esses meses todos.
No próximo sábado, 22 de setembro de 2012, a Boitempo prestará uma homenagem a ele no encerramento do III Curso Livre Marx-Engels, após a aula proferida por Michael Löwy (entrada liberada para quem não acompanhou o Curso até agora, a aula e a homenagem serão transmitidas ao vivo pelo Ustream). Até um mês atrás, Carlito, com a coragem dos grandes, ainda cogitava estar presente para receber a homenagem. Fará uma falta enorme. Presente!
A direção da Escola de Serviço Social (ESS) da UFRJ, também em sua página eletrônica, deixou nota de pesar pelo falecimento do Professor EméritoCarlos Nelson Coutinho:
- É com profunda tristeza que comunicamos o falecimento na manhã de hoje do nosso querido professor emérito Carlos Nelson Coutinho, reconhecido dentro e fora do país como um dos mais influentes pensadores brasileiros do final do século XX e princípio do XXI. Sua atitude de vanguarda, ao introduzir, na cultura brasileira, o pensamento de dois clássicos do debate teórico filosófico europeu do século XX, G. Lukács e A. Gramsci, e a elaboração de uma obra, que tem o selo claro de uma intervenção política na defesa do socialismo e na renovação do marxismo, o revelam como um dos melhores produtos do que ele mesmo denominou a “década longa dos anos 60”, conjuntura que, aberta em 1956, no XX Congresso do PC da URSS e terminada em meado dos anos 70, favoreceu em meio às agitações de estudantes e trabalhadores em 1968, o terceiro-mundismo, o eurocomunismo, a Primavera de Praga os melhores anos de florescimento do marxismo.
- Docentes, técnico-administrativos e alunos da ESS da UFRJ tiveram a honra e a sorte de conviver com o brilhantismo, a generosidade e o bom humor de Carlos Nelson. Em nossa Unidade de Ensino, desde o ano de 1986, nosso querido Carlito se constituiu como uma das principais lideranças teórico-acadêmicas no processo de renovação do nosso Programa de Pós-Graduação em Serviço Social a refundação do Projeto de Mestrado em fins da década de 1980 e a criação do Curso de Doutorado em 1994 o que sagrou a ESS da UFRJ, na esteira da renovação da profissão no Brasil, um dos pilares dos avanços profissionais e acadêmicos da área no país.
- Em reconhecimento à contribuição desse grande intelectual e amigo que possibilitou a nossa Escola alçar-se a condição de agência nacional e internacional de formação de docentes e pesquisadores da área, o Conselho Diretor da ESS da UFRJ decreta a partir de hoje três dias de luto. Estarão, portanto, suspensas todas as atividades acadêmicas entre 20 e 23 de setembro do corrente, permanecendo a Unidade fechada neste período.
“Conselho Diretor da ESS da UFRJ, em 20/09/12″
Carlos Nelson Coutinho, um dos intelectuais marxistas mais respeitados do Brasil, recebeu nasceu na Bahia, em uma cidade do interior chamada Itabuna, mas foi para Salvador ainda pequeno, “com uns 3 ou 4 anos”, lembrou o intelectual, em uma entrevista ao jornalista Hamilton Octávio de Souza, editor da revista Caros Amigos. Coutinho se formou em Salvador, “e as opções que eu fiz, fiz em Salvador”, assinala.
– Eu nasci em 1943, glorioso ano da batalha de Stalingrado. Me formei em filosofia na Universidade Federal da Bahia, um péssimo curso, e com meus 18 ou 19 anos sabia mais do que a maioria dos professores. Meus pais eram baianos também. Meu pai era advogado e foi deputado estadual durante três legislaturas da UDN. Publicamente ele não era de esquerda, mas dentro de casa ele tinha uma posição mais aberta. Eu me tomei comunista lendo o Manifesto Comunista que o meu pai tinha na biblioteca. Ele era um homem culto, tinha livros de poesia. Minha irmã, que é mais velha, disse que eu precisava ler o Manifesto Comunista. Foi um deslumbramento. Eu devia ter uns 13 ou 14 anos. Aí fiz faculdade de Direito por dois anos porque era a faculdade onde se fazia política, e eu estava interessado em fazer política. Me dei conta que uma maneira boa de fazer política era me tomando intelectual. Aos 17 anos entrei no Partido Comunista Brasileiro, que naquela época tinha presença. O primeiro ano da faculdade foi até interessante porque tinha teoria geral do Estado, economia política, mas quando entrou o negócio de direito penal, direito civil, ai eu vi que não era a minha e fui fazer filosofia – concluiu o professor.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
iOS 6 + iPhone 5 - David Pogue
David Pogue
The New York Times, September 19, 2012, 12:26 pm56 Comments
New iOS 6 Loses Google Maps, but Adds Other Features
The
arrival of the iPhone 5 isn’t the only big news for phone fans this
week. Wednesday, Apple is also making iOS 6 available to anyone with a
recent iPhone (3GS, 4, or 4S), iPod Touch (fourth generation) or iPad (2
or 3). It comes installed on the iPhone 5 and the new fifth-generation
iPod Touch.
(Caution: Not all features are available on the older models. I’ve noted the biggest such exceptions below, but you should check here for full details.)
Apple’s Maps app for iOS 6.

The Times’s technology columnist, David Pogue, keeps you on top of the industry in his free, weekly e-mail newsletter.
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The challenge in creating a new operating system is always this: How do you add features without adding complexity?
On a tiny phone screen, that challenge becomes even more difficult. The answer, of course, is, you can’t — but few companies try harder to minimize the complexity than Apple. In iOS 6, for example, Apple counts more than 200 new features, but you wouldn’t know it with a quick glance.
Here’s the best of what’s new:
Maps. Apple, as you may have noticed, has been quietly dismantling its relationship with Google. In iOS 6, for example, there’s no longer a built-in YouTube app (Google owns YouTube); fortunately, YouTube offers a new app of its own.
And now Apple has replaced the iPhone’s longstanding Google Maps app. Apple says that Google had been steadily improving its Maps app — but only for Android phones, leaving the iPhone in the dust. For example, the iPhone app didn’t have spoken turn-by-turn directions. And on Android, the maps are composed of vector art—smooth lines generated by the computer — rather than the square tiles of pixels that you saw on the iPhone.
In any case, the new iOS Maps app offers those features — spoken navigation, vector maps — and more. You can just tell Siri where you want to go (“Give me directions to LaGuardia Airport”), and let the app start getting you there with one of the cleanest, least distracting navigation screens ever to appear on a GPS unit. The visual cues are big, bold and readable at a glance, and the spoken cues are timed perfectly so that you don’t miss a turn. You can even turn the screen off and let the voice alone guide you.
Real-time traffic and accident alerts are built in — no charge, courtesy of crowdsourced speed and position data from millions of other iPhone owners out driving.
Not all is rosy in Mapsland, though. Apple’s database of points of interest (stores, restaurants, and so on), powered by Yelp, is sparser than Google’s. There’s no built-in public-transportation guidance. For big cities, you get Flyover, a super-cool 3-D photographic model of the actual buildings — but losing Google’s Street View feature is a real shame.
During navigation guidance, you can’t rotate the map with your fingers or zoom in by more than a couple of degrees—to see your entire route, for example. Turns out you have to tap the screen and then tap Overview to access that more detailed, zoomable, rotatable map.
Flyover and the vector maps require a fast Internet connection, by the way. When you’re not in a 4G cellular area, it can take quite awhile for the blank canvas to fill in. (Navigation and Flyover don’t work on the iPhone 3GS or 4, the original iPad, or pre-2012 iPod Touches.)
Call smarts. These are some of my favorite new features. If you’re driving or in a meeting when a call comes in, you can flick upward on the screen to reveal two new buttons: Remind Me Later and Reply With Message. The first button offers choices like “In 1 hour” or “When I get home” (a message will remind you to call back); the second offers canned text messages, like “I’ll call you later” or a custom message, that let your caller know you can’t take the call now. Excellent.
Do Not Disturb is also incredibly useful. It’s like Airplane Mode — the phone won’t buzz, ring or light up — except that (a) it can turn itself on during certain hours, like your sleeping hours, and (b) it can allow certain people’s calls or texts through (people on your phone’s Favorites list, for example). You can sleep soundly, knowing that your boss or family can reach you in an emergency, but idiot telemarketers will go straight to voice mail.
(Similarly ingenious: The option called Repeated Calls. If someone calls you twice in three minutes — possibly someone who needs to reach you urgently — that call is allowed to ring during Do Not Disturb.)
Siri. Siri, the voice-activated servant, now understands questions about movies (“When is the next showtime of ‘Finding Nemo 3D?’” or “Who directed ‘Chinatown?’”), sports (“Who won the Yankees game yesterday?”) and restaurants (“Where’s the closest diner?”). In each case, Siri’s responses are visual and detailed—for restaurants, you can even make a reservation with one tap, courtesy of Open Table.
You can also speak Twitter or Facebook posts (“Tweet, ‘I just broke my shin on a poorly placed coffee table’”) and—hallelujah!—open apps by voice (“open Camera”). That’s a huge win.
Siri is also available in more languages and on more gadgets (the new iPod Touch; the iPad 3).
FaceTime over cellular. FaceTime is Apple’s video-chatting feature — and until today, it worked only in Wi-Fi hot spots. Now, at last, iPhone 4S, iPhone 5 and cellular iPad 3 owners can make video calls (to other iPhone, iPad, Touch and Mac owners) even when they’re out of Wi-Fi range, out in cellular land. When the signal is decent, the picture looks great. (AT&T doesn’t let you use FaceTime over cellular unless you have one of its complicated and expensive shared-data plans.)
Camera panoramas. You can now capture a 240-degree, ultra-wide-angle, 28-megapixel photo by swinging the phone around you in an arc. The phone creates the panorama in real time (you don’t have to line up the sections yourself). Available on iPhone 4S, iPhone 5, and iPod touch (5th generation), and very welcome.
Passbook. This app collects and consolidates barcodes: for airline boarding passes, movie tickets you bought online, electronic coupons and so on. The feature hasn’t gone live yet, so I couldn’t test it except with phony coupons and boarding passes supplied by Apple to reviewers. But the apps for Delta, American, Starbucks and Fandango will be Passbook-compatible almost immediately, and that should be a great time-saver—your boarding-pass barcode appears automatically when you arrive at the airport (thank you, GPS), even on the Lock screen.
Safari browser. You can now save a Web page to read later, when you don’t have an Internet connection, and in landscape mode, a full-screen browsing mode maximizes screen space by hiding toolbars. (I don’t think the third new Safari, feature, iCloud Tabs, will be as useful. It lets you open up whatever browser tabs you left open on your Mac or iPad—if, that is, they’re all signed into the same iCloud account.)
Shared photo streams. You can “publish” groups of photos to specified friends; they can view the pictures on their Apple gadgets or on a Web page. They can add comments or “like” them.
Mail. In Mail, you can indicate the most important people; they get their own folder in the Inbox, helping to lift them out of the clutter. And at long last, you can now attach photos to a Mail message you’re already writing, instead of having to start in the Photos app — better late than never, I guess.
Miscellaneous. The option to publish utterances, photos or other bits to Facebook pops up in a bunch of different apps. A new Privacy settings page gives you on/off switches for the kinds of data each app might request (access to your contacts, location and so on). Tweaks have been made to the App Store app, Reminders, Videos and other apps.
And you no longer have to enter your Apple password just to download an update to an app you already have. Hosannah.
In the end, iOS 6 is to software what the iPhone 5 is to hardware: a big collection of improvements, many of which are really clever and good, that don’t take us in any big new directions. Lots and lots of nips and tucks — that’s Apple’s motto lately.
Unlike the iPhone 5, however, upgrading to iOS 6 doesn’t cost anything. It’s free and available now. In general, you should go get it—and you sacrifice very little (a few Maps features) and gain a lot.
(Caution: Not all features are available on the older models. I’ve noted the biggest such exceptions below, but you should check here for full details.)
The Times’s technology columnist, David Pogue, keeps you on top of the industry in his free, weekly e-mail newsletter.
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On a tiny phone screen, that challenge becomes even more difficult. The answer, of course, is, you can’t — but few companies try harder to minimize the complexity than Apple. In iOS 6, for example, Apple counts more than 200 new features, but you wouldn’t know it with a quick glance.
Here’s the best of what’s new:
Maps. Apple, as you may have noticed, has been quietly dismantling its relationship with Google. In iOS 6, for example, there’s no longer a built-in YouTube app (Google owns YouTube); fortunately, YouTube offers a new app of its own.
And now Apple has replaced the iPhone’s longstanding Google Maps app. Apple says that Google had been steadily improving its Maps app — but only for Android phones, leaving the iPhone in the dust. For example, the iPhone app didn’t have spoken turn-by-turn directions. And on Android, the maps are composed of vector art—smooth lines generated by the computer — rather than the square tiles of pixels that you saw on the iPhone.
In any case, the new iOS Maps app offers those features — spoken navigation, vector maps — and more. You can just tell Siri where you want to go (“Give me directions to LaGuardia Airport”), and let the app start getting you there with one of the cleanest, least distracting navigation screens ever to appear on a GPS unit. The visual cues are big, bold and readable at a glance, and the spoken cues are timed perfectly so that you don’t miss a turn. You can even turn the screen off and let the voice alone guide you.
Real-time traffic and accident alerts are built in — no charge, courtesy of crowdsourced speed and position data from millions of other iPhone owners out driving.
Not all is rosy in Mapsland, though. Apple’s database of points of interest (stores, restaurants, and so on), powered by Yelp, is sparser than Google’s. There’s no built-in public-transportation guidance. For big cities, you get Flyover, a super-cool 3-D photographic model of the actual buildings — but losing Google’s Street View feature is a real shame.
During navigation guidance, you can’t rotate the map with your fingers or zoom in by more than a couple of degrees—to see your entire route, for example. Turns out you have to tap the screen and then tap Overview to access that more detailed, zoomable, rotatable map.
Flyover and the vector maps require a fast Internet connection, by the way. When you’re not in a 4G cellular area, it can take quite awhile for the blank canvas to fill in. (Navigation and Flyover don’t work on the iPhone 3GS or 4, the original iPad, or pre-2012 iPod Touches.)
Call smarts. These are some of my favorite new features. If you’re driving or in a meeting when a call comes in, you can flick upward on the screen to reveal two new buttons: Remind Me Later and Reply With Message. The first button offers choices like “In 1 hour” or “When I get home” (a message will remind you to call back); the second offers canned text messages, like “I’ll call you later” or a custom message, that let your caller know you can’t take the call now. Excellent.
Do Not Disturb is also incredibly useful. It’s like Airplane Mode — the phone won’t buzz, ring or light up — except that (a) it can turn itself on during certain hours, like your sleeping hours, and (b) it can allow certain people’s calls or texts through (people on your phone’s Favorites list, for example). You can sleep soundly, knowing that your boss or family can reach you in an emergency, but idiot telemarketers will go straight to voice mail.
(Similarly ingenious: The option called Repeated Calls. If someone calls you twice in three minutes — possibly someone who needs to reach you urgently — that call is allowed to ring during Do Not Disturb.)
Siri. Siri, the voice-activated servant, now understands questions about movies (“When is the next showtime of ‘Finding Nemo 3D?’” or “Who directed ‘Chinatown?’”), sports (“Who won the Yankees game yesterday?”) and restaurants (“Where’s the closest diner?”). In each case, Siri’s responses are visual and detailed—for restaurants, you can even make a reservation with one tap, courtesy of Open Table.
You can also speak Twitter or Facebook posts (“Tweet, ‘I just broke my shin on a poorly placed coffee table’”) and—hallelujah!—open apps by voice (“open Camera”). That’s a huge win.
Siri is also available in more languages and on more gadgets (the new iPod Touch; the iPad 3).
FaceTime over cellular. FaceTime is Apple’s video-chatting feature — and until today, it worked only in Wi-Fi hot spots. Now, at last, iPhone 4S, iPhone 5 and cellular iPad 3 owners can make video calls (to other iPhone, iPad, Touch and Mac owners) even when they’re out of Wi-Fi range, out in cellular land. When the signal is decent, the picture looks great. (AT&T doesn’t let you use FaceTime over cellular unless you have one of its complicated and expensive shared-data plans.)
Camera panoramas. You can now capture a 240-degree, ultra-wide-angle, 28-megapixel photo by swinging the phone around you in an arc. The phone creates the panorama in real time (you don’t have to line up the sections yourself). Available on iPhone 4S, iPhone 5, and iPod touch (5th generation), and very welcome.
Passbook. This app collects and consolidates barcodes: for airline boarding passes, movie tickets you bought online, electronic coupons and so on. The feature hasn’t gone live yet, so I couldn’t test it except with phony coupons and boarding passes supplied by Apple to reviewers. But the apps for Delta, American, Starbucks and Fandango will be Passbook-compatible almost immediately, and that should be a great time-saver—your boarding-pass barcode appears automatically when you arrive at the airport (thank you, GPS), even on the Lock screen.
Safari browser. You can now save a Web page to read later, when you don’t have an Internet connection, and in landscape mode, a full-screen browsing mode maximizes screen space by hiding toolbars. (I don’t think the third new Safari, feature, iCloud Tabs, will be as useful. It lets you open up whatever browser tabs you left open on your Mac or iPad—if, that is, they’re all signed into the same iCloud account.)
Shared photo streams. You can “publish” groups of photos to specified friends; they can view the pictures on their Apple gadgets or on a Web page. They can add comments or “like” them.
Mail. In Mail, you can indicate the most important people; they get their own folder in the Inbox, helping to lift them out of the clutter. And at long last, you can now attach photos to a Mail message you’re already writing, instead of having to start in the Photos app — better late than never, I guess.
Miscellaneous. The option to publish utterances, photos or other bits to Facebook pops up in a bunch of different apps. A new Privacy settings page gives you on/off switches for the kinds of data each app might request (access to your contacts, location and so on). Tweaks have been made to the App Store app, Reminders, Videos and other apps.
And you no longer have to enter your Apple password just to download an update to an app you already have. Hosannah.
In the end, iOS 6 is to software what the iPhone 5 is to hardware: a big collection of improvements, many of which are really clever and good, that don’t take us in any big new directions. Lots and lots of nips and tucks — that’s Apple’s motto lately.
Unlike the iPhone 5, however, upgrading to iOS 6 doesn’t cost anything. It’s free and available now. In general, you should go get it—and you sacrifice very little (a few Maps features) and gain a lot.
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