quinta-feira, 22 de junho de 2006

507) Dimensions sociales de l'integration en Amerique du Sud

Anuncio a publicação, em site da Unesco, de meu trabalho apresentado em Montevidéu, no último mês de fevereiro, como segue:

La dimension sociale de l’intégration en Amérique du Sud: politiques stratégiques et options sociales

Mesa-redonda de reflexões sobre “Les Dimensions Sociales de l’intégration en Amérique du Sud: problématiques émergentes et multilatéralisme régional”, organizado pela Unesco e pelo Secretariado do Mercosul em Montevidéu (22-23.02.06).
Publicado nos anais do “Symposium de Haut Niveau sur les Dimensions Sociales des processus d’intégration régionale, no site da Unesco (Paris: Unesco, série Multilatéralisme régional, nº 6, 15 p.; SHS-2006/WS/MR/6)

disponível no link: http://unesdoc.unesco.org/images/0014/001462/146221F.pdf

506) Discussão e análise da National Security Strategy dos EUA

O Real Instituto Elcano de Relações Internacionais, da Espanha, traz vários papers analíticos e material de referência sobre a Estratégia de Segurança Nacional dos EUA, de 2002, mas revista este ano. Recomendo particularmente a leitura do paper "La Estrategia de Seguridad Nacional de Estados Unidos de 2006", de Felix Arteaga, precedida pela consulta ao resumo em espanhol da NSS 2006, neste link.
Ver abaixo.

ALERTA ELCANO: Tres ARI sobre la National Security Strategy 2006
El pasado mes de marzo la Casa Blanca presentó la Estrategia de Seguridad Nacional (National Security Strategy), que recoge las líneas maestras de la política exterior estadounidense en los próximos años. Ésta es la primera revisión de la doctrina de seguridad nacional presentada en 2002, tras los ataques del 11-S, que situó la lucha contra el terrorismo internacional en el centro indiscutible de atención, como objetivo prioritario de la acción exterior de la Administración Bush.

Ante las importantes implicaciones del documento para la seguridad internacional, el Instituto Elcano acaba de publicar en su Web tres ARI que lo analizan desde diferentes puntos de vista: en primer lugar, el investigador principal de Estados Unidos y Diálogo Transatlántico Soeren Kern, hace un análisis teórico del documento afirmando que la versión revisada, aunque ideológicamente continuista respecto a la de 2002, “intenta combinar el idealismo de los neoconservadores con el pragmatismo de los realistas”; el resultado es la adopción de un nuevo paradigma, el neorrealismo. Isidro Sepúlveda, Director del Instituto Universitario General Gutiérrez Mellado, repasa las formas que ha adoptado la Iniciativa de Defensa Estratégica desde sus orígenes en la Guerra Fría, mostrándose muy crítico al considerar que ésta fue retomada en los noventa en “circunstancias y con un escenario internacional muy diferente para los que originalmente fue creado”. Por último, el profesor del mismo Instituto, Félix Arteaga, insiste en la necesidad de evaluar la Estrategia no sólo en base a su contenido, sino a los resultados, a la vez que hace una lectura del documento en clave española.

Los ARI están disponibles en:
¿Dónde están los neocons? (ARI), Soeren Kern
Promesa o peligro: la materialización de la Iniciativa de Defensa Estratégica (ARI), Isidro Sepúlveda
La Estrategia de Seguridad Nacional de Estados Unidos de 2006 (ARI), Félix Arteaga

Materiales de interés:
National Security Strategy 2006 (en inglés)
Estrategia de Seguridad Nacional 2006 (resumen en español)
National Security Strategy 2002 (en inglés)

Ir a la web del Real Instituto Elcano

quarta-feira, 21 de junho de 2006

505) Você já dormiu em colchao magnético? E nunca ficou grudado na cama, por ter um caráter de ferro?

Sempre me surpreenderei com a inventividade dos vendedores de qualquer coisa. O pessoal sabe edulcorar qualquer produto, com as mais inusitadas promessas.
Dentre o besteirol que recebo todos os dias prometendo maravilhas para melhorar minha vida, selecionei esta publicidade (da qual escondo a marca para não fazer publicidade):

Conheça nosso site: www.colchao........br

"Nossos produtos produzem efeitos energéticos equilibrantes sobre a circulação sanguínea, aliviam males como stress, dores musculares e de coluna, insônia, ansiedade, depressão e ajudam na desintoxicação do organismo. Invista em sua saúde, pois é durante a noite que recuperamos as energias e só dormindo um sono profundo e reparador é que estaremos revigorados para um novo dia.
SAÚDE, nosso bem mais importante."

Clique acima e veja o video demostrativo !!!!
Aguardamos sua visita, qualquer duvidas entre em contato que estaremos prontos a esclarecer.
Atenciosamente
XXXX Colchões Magnéticos - Cidade - Estado
vendas@colchao........br"

Não é uma maravilha? Pena que não é possível experimentar via video...

504) Nuestros hermanos y muy amigos bolivianos (pero con Ejercito...)

Morales diz que usará Exército contra brasileiros que ocupam leste da Bolívia
"Esta terra da Bolívia têm dono. Antes era terra de ninguém", afirma Morales
EFE, 21 de junho de 2006

LA PAZ - O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse que recorrerá ao Exército para evitar que brasileiros possuam de forma ilegal terras no leste boliviano, principalmente no departamento amazônico de Pando. "Os pandinos, o movimento indígena, camponês, colonizador, estão pedindo que o Exército apareça. Vamos mandar o Exército para defender as terras do leste boliviano dos brasileiros", disse Morales.

O governante fez a advertência em um discurso a milhares de camponeses em um estádio de futebol da localidade de Punata, no departamento central de Cochabamba, onde falou sobre a revolução agrária que pretende implementar no país.

As autoridades de La Paz denunciaram nas últimas semanas que cidadãos do Brasil estão adquirindo terras de forma ilegal em áreas do território boliviano próximas à fronteira entre os dois países. "Esta terra da Bolívia têm dono. Antes, com certeza, era terra de ninguém, como quando a empresa siderúrgica brasileira EBX operava na localidade de Puerto Suárez, supostamente para construir uma indústria, (mas) sem respeitar as leis bolivianas", acrescentou.

Em abril passado, a EBX foi obrigada por Morales a abandonar o país com o argumento de que violou a Constituição ao se instalar a menos de 50 quilômetros da fronteira com o Brasil e ao construir fornos de fundição sem licença ambiental.

Morales também pediu às autoridades departamentais e municipais que façam o território ser respeitado, para que não ocorra como "antes, quando entrava qualquer brasileiro ou peruano" no povoado de Bolpebra, na tríplice fronteira. "Vamos assegurar a soberania de nossa terra", disse ao ratificar sua intenção de redistribuir os latifúndios ociosos entre os camponeses pobres do país.

503) Pausa para um pouco de humor: as frases mais mentirosas da humanidade

As Frases mais Mentirosas da Humanidade!!!

ADVOGADO:
- Esse processo é rápido.

POLITICO:
- Eu sempre trabalhei pelos pobres!

AMBULANTE:
- Qualquer coisa, Volta aqui que a gente troca.

ANFITRIÃO:
- Já vai? Ainda é cedo!

ANIVERSARIANTE:
- Presente? Sua presença é o mais importante...

BÊBADO:
- Sei perfeitamente o que estou dizendo.

CASAL SEM FILHOS:
- Visite-nos sempre, adoramos suas crianças!

CORRETOR DE IMÓVEIS:
- Em 6 meses colocarão: água, luz e telefone.

DELEGADO:
- Tomaremos providências.

DENTISTA:
- Não vai doer nada.

DESILUDIDA:
- Não quero mais saber de homem.

DEVEDOR:
- Amanhã, sem falta!

ENCANADOR:
- Muita pressão que vem DA rua.

FILHA DE 19 ANOS:
- Dormi na Casa de uma colega.

FILHO DE 19 ANOS:
- Antes das 11 estarei de Volta.

GERENTE DE BANCO:
- Trabalhamos com as taxas mais baixas do mercado.

HOMEM:
- Sou fiel!!! ( essa é a pior )

INIMIGO DO MORTO:
- Era um bom sujeito.

JOGADOR DE FUTEBOL:
- Vamos continuar trabalhando e forte.

LADRÃO:
- Isso aqui foi um homem que me deu.

MECÂNICO:
- É o carburador.

MUAMBEIRO:
- Tem garantia de fábrica.

NAMORADA:
- Pra dizer a verdade, nem beijar eu sei...

NAMORADO:
- Você foi a única mulher que eu realmente amei...

NOIVO:
- Casaremos o mais breve possível!

ORADOR:
- Apenas duas palavras...

OTIMISTA:
- Os últimos serão OS primeiros...

PEIXEIRO:
- Pode levar freguesa; está fresquinho...

POBRE:
- Se eu fosse milionário espalhava dinheiro pra todo
Mundo..

RECÉM-CASADO:
- Até que a morte nos separe.

SAPATEIRO:
- Depois alarga no pé.

SOGRA:
- Em briga de marido e mulher não me meto.

VAGABUNDO:
- Há 3 anos que procuro mas não acho nada.

VICIADO:
- Essa vai ser a última!

EU:
- Esta é a última mensagem que repasso!

LULA:
- Eu, não sei de nada!

502) Nossos amigos do G-20...

Plano alternativo já considera nova ministerial em julho
Assis Moreira
Valor Econômico, 21/06/2006

Um novo cenário se desenha para os 148 países membros da Organização Mundial do Comércio (OMC) tentarem evitar o fiasco total na rodada de negociações para liberalizar as trocas globais: uma nova reunião ministerial no fim de julho entre os principais países exportadores e importadores.

O plano atual do diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, prevê que entre 25 a 30 ministros se reúnam na semana que vem em Genebra, para negociar um acordo sobre fórmulas e percentuais para cortar tarifas e subsídios agrícolas e industriais. Se tudo der certo, a negociação será então desbloqueada. Mas na hipótese de que isso não ocorra, poderia haver a reunião alternativa no fim de julho.

Já o Brasil e algumas outras nações acham que, se não houver avanço na semana que vem, os países vão esperar um "impulso político" da reunião entre chefes de Estado do G-8 (Estados Unidos, Alemanha, Japão, Grã-Bretanha, França, Itália, Canadá e Rússia) e de seis emergentes (Brasil, China, Índia, México, África do Sul e provavelmente Nigéria). Não está prevista reunião sobre comércio.

A discussão sobre a OMC, pelo que está previsto até o momento, ocorreria no meio da agenda centrada em combate a doenças e outros problemas. Nos círculos da OMC, a expectativa é que os chefes de Estado então dêem novas instruções a seus ministros para se reunirem de novo e só saírem com um acordo ou com o fiasco total.

A questão que esse cenário traz é como se poderá resolver as divergências entre os países três semanas depois. Quem mudará de posição nesse período? Como na OMC a experiência mostra que cada nação persiste até o último momento para arrancar concessões dos outros, nada pode ser descartado.

Numa conversa com jornalistas ontem cedo em Genebra, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, preferiu insistir na sua visão "esperançosa" de avanço na semana que vem. Mas deixou claro que, se os ministros vierem com as mesmas instruções, evidentemente a situação vai se complicar ainda mais.

"A UE precisa fazer um pouco mais em corte de tarifas agrícolas e os Estados Unidos substancialmente mais no corte de subsídios domésticos", cobrou o ministro. Amorim presidiu uma reunião do G-20, o grupo liderado pelo Brasil na negociação agrícola. E sua mensagem insistente foi a importância de se manter a unidade do grupo.

De fato, unidade há, no momento, até porque as perspectivas de avanço sobre questões essenciais são pequenas. Mas os sinais de divergências também são claros no grupo, especialmente sobre as flexibilidades para países em desenvolvimento no futuro acordo agrícola.

Exportadores como Argentina, Uruguai, mesmo Paraguai, preocupam-se com o protecionismo da China, Índia, Indonésia e outros países que são membros do G-20, mas também fazem parte do G-33.

O G-33 quer designar 20% de suas linhas tarifárias agrícolas como produtos especiais, sem compromisso de redução tarifária - comparado à proposta de 1% feita pelos EUA. Igualmente pede enorme flexibilidade para definir quais são esses produtos e para frear as importações. Ou seja, ter o direito de impor salvaguarda e sobretaxas, se o volume de importação de um produto agrícola aumentar mais de 5%, ou se o preço declinar quando comparado com uma média de preço de três anos anteriores.

Uruguai e Paraguai apresentaram na OMC um amplo documento defendendo que salvaguardas especiais não se convertam em instrumentos permanentes e sim sejam utilizadas apenas em situações de urgência e conjunturais. "Se não, obviamente vai ter mais distorções no mercado agrícola", disse o embaixador paraguaio, Rigoberto Gauto Vielman.

O agronegócio brasileiro também acompanha atento a questão. Cerca de 50% das exportações agrícolas brasileiras vão para os países em desenvolvimento. A esta altura, o setor quer pelo menos evitar perder mercado, porque isso poderia acontecer se prevalecer a posição de nove dos 21 países membros do G-20, liderados pela China, Índia e Indonésia.

501) Modelo indiano (se existe algum): artigo da Foreign Affairs

The India Model
Gurcharan Das

After being shackled by the government for decades, India's economy has become one of the world's strongest. The country's unique development model -- relying on domestic consumption and high-tech services -- has brought a quarter century of record growth despite an incompetent and heavy-handed state. But for that growth to continue, the state must start modernizing along with Indian society.

* Click for the full text neste link da Foreign Affairs.
Ou então neste link do meu blog Textos PRA.

500) Comemorando o 500º gol (isto é, post)

Este é o meu post sequencial número 500, e por isso vale uma comemoração.
Não é o 500º post absolutamente, pois, uma vez que disponho de quatro ou cinco outros blogs, eles são talvez o dobro disso, mas significa o 500º post num blog que considero como o principal instrumento de comunicação.
Fica registrado o evento, e depois eu volto com bolo e velinhas, ou melhor, com algum comentário menos idiota do que o que fiz acima...

499) Uma perda brutal: um amigo se vai... (in memoriam Paulo Joppert Crissiuma)

Fui informado, burocraticamente, pelo Boletim Diário do Ministério das Relações Exteriores, na data de hoje (21 de junho de 2006), desta notícia para mim brutal:

NOTAS DE FALECIMENTO
* Faleceu no último dia 18, em Houston, o Ministro de Segunda Classe Paulo Joppert Crissiuma.

Pressentimento é uma coisa que a gente não sabe explicar, mas que parece funcionar. Poucos dias atrás, talvez no próprio dia 18 ou 19, eu me lembrei do Paulo Joppert, meu grande amigo desde o início na carreira, nos idos de 1977, e me disse: preciso ligar para ele, em seu apartamento de Houston. Eu havia falado com ele aproximadamente um mês e meio atrás, assim como com sua mãe, no Rio de Janeiro, na mesma ocasião.
Ele me relatou então o sucesso da sua operação de transplante de medula, de um doador compatível, e as etapas ainda envolvidas na sua recuperação, que seriam longas e talvez duvidosas.
Mas, eu tinha sentido em sua postura, em sua voz, em sua ênfase e pensamentos, uma tremenda vontade de vencer. Tinha ficado emocionado, ao falar com ele, mas dissimulei meu sentimento, para lhe transmitir todo o meu carinho possível e toda a minha solidariedade na sua luta contra a doença.
Eu tinha, inclusive, alguns meses antes, me oferecido como possível doador, o que ele gentilmente descartou, com razão, em vista de todos os screennings científicos conduzidos pelo hospital de Houston para assegurar que o doador fosse, efetivamente, compatível no grau máximo com as necessidades do receptor.
Eu estava contente que Paulo Joppert já se encontrava fora do hospital, em flat privado, próximo do hospital, sendo assistido por um familiar, no caso uma irmã. Estava contente e esperava voltar a vê-lo em pouco tempo.
A notícia brutal, tal como transcrita acima, vem nos acordar para a triste realidade dos limites da medicina a determinadas doenças que afetam terrivelmente o ser humano. Nem tudo é possível o tempo todo. Tendo perdido meu pai em circunstâncias similares, ainda que não semelhantes, sei que, efetivamente, a medicina tem limites em face de males ainda difíceis e avassaladores.

De todo modo, eu não queria deixar passar um minuto sequer sem registrar meus sentimentos em face do que acabo de ler no Boletim.
Todos os meus sentimentos e minha solidariedade à família do Paulo Joppert Crissiuma, e minha lágrima de saudade a um amigo do peito, de quem eu gostava muito.
Vale.

498) O Português da política externa

Não, não estou querendo contar nenhuma piada de português diplomata. O meu Português é outro, é a própria última flor do Lácio, que anda sendo maltratada por aí, em todas as partes. Já sabíamos que a língua sofre nas novelas e nas entrevistas, para não dizer nada das augustas tribunas do Congresso, onde os funcionários da taquigrafia e os encarregados da redação dos anais, depois, tentam contornar os atentados continuamente perpetrados por suas excelências e outros nobres parlamentares contra o idioma indefeso.
Mas, o que surpreende é encontrar erros primários de português em publicações oficiais, como a que acabo agora de receber, da própria Presidência da República. Chegou-me de surpresa, no dia 19 de junho, um grosso e enorme envelope pardo, da PR, que aberto revelou pelo menos dez exemplares de um “jornal oficial”: “Brasil: um país de todos, Governo Federal” (Junho/2006, Ano 4). Fui direto à p. 31, que era o que me interessava mais de perto: “Relações Exteriores”, cujo título é prometedor: “Diálogo em novo patamar”.
Nada a comentar quanto à substância, que me pareceu correta, honesta, mais para o grandiloquente do que para o objetivo, mas propaganda oficial é assim mesmo, como já sabíamos pela teoria do Ricupero (em sua encarnação de ministro da Fazenda). Há uma sucessão de sucessos, como seria de se esperar, em vários continentes e foros mundiais, sem espaço para qualquer dúvida ou contestação. Leio: “O Brasil vem apostando [só apostando?] no fortalecimento de sua soberania e afirmando o seu papel no mundo”. Tudo bem, quem pode ser contra tal programa de afirmação nacional e engrandecimento da pátria?
Mas, o que leio que me ativou a corda linguística? Esta pérola: “Nesse período, o Brasil não se descuidou dos parceiros tradicionais na Europa e Estados Unidos”. Como “se descuidou”? Tropeços com parceiros não tradicionais? Mas, segue o texto: “Em 2005, o País encaminhou delegações a visitas dos chefes de Estado dos Estados Unidos, Espanha, França, Rússia, Portugal, Itália e Inglaterra [acho que deveria ser Reino Unido, mas vá lá].” Como é que o país pode enviar delegações a visitas de chefes de Estado? Para mim este é um dos vários insondáveis mistérios linguísticos deste texto.
Mais adiante vem um conceito que eu ainda não tinha encontrado na terminologia diplomática: se diz que prosseguem as articulações “com as demais nações para tornar o Brasil um membro efetivo do Conselho de Segurança da ONU”. Como efetivo? Trata-se de uma nova categoria de membros, entre os permanentes e os temporários?
Há outros exemplos, como este aqui: “As comunidades brasileiras no exterior, que já atingem 4 milhões de pessoas...”. Como atingem? Um verbo transitivo direto? Deve ser entendido no sentido de compreender ou de alcançar?
Enfim, nada contra a política externa, mas o Português deveria ser revisto, do contrário pode virar piada...

Brasília, 21 de junho de 2006

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