segunda-feira, 14 de setembro de 2026

Which Countries Rely Most on U.S. for Their Exports? - Visual Capitalist

 Which Countries Rely Most on U.S. for Their Exports?

Visual Capitalist, September 14, 2026

 
The United States absorbs 18% of exports for the average G20 country.
For Canada and Mexico, there's a lot more dependence.
https://www.visualcapitalist.com/ranked-us-share-of-g20-exports/?mc_cid=f289c83b02&mc_eid=72fdbad79d

Just 0.9% of Russia’s exports go to the U.S., the lowest share among G20 countries.
Access to the United States, the world’s largest economy, remains crucial for countries around the world. However, America’s closest neighbors rely far more heavily on the U.S. market than other major global economies.

This visualization ranks Group of 20 (G20) countries by the share of their goods exports sent to the U.S., using the latest available data (2025) from UN Comtrade and the Observatory for Economic Complexity.

Only goods trade is included. The African Union and European Union are excluded despite being G20 members.
Why Canada and Mexico Rank So High

Canada and Mexico are particularly exposed to shifts in U.S. trade policy because of their deeply integrated trade relationships with the United States.

The U.S. absorbs 72.3% of Canadian exports and 81.9% of Mexican exports, compared with just 18.1% for the average G20 economy. This makes both countries particularly vulnerable to changes in U.S. trade policy.

The table below lists G20 economies alongside the U.S. share of their exports in 2025.
Rank Country Share of Exports Going to U.S.
1 🇲🇽 Mexico 81.9%
2 🇨🇦 Canada 72.3%
3 🇯🇵 Japan 18.6%
4 🇮🇳 India 18.3%
5 🇰🇷 South Korea 17.4%
6 🇬🇧 United Kingdom 15.9%
7 🇨🇳 China 14.7%
8 🇮🇩 Indonesia 11.0%
9 🇧🇷 Brazil 10.9%
10 🇮🇹 Italy 10.8%
11 🇦🇷 Argentina 9.6%
12 🇩🇪 Germany 9.4%
13 🇫🇷 France 8.6%
14 🇦🇺 Australia 7.4%
15 🇿🇦 South Africa 7.1%
16 🇹🇷 Turkiye 6.0%
17 🇸🇦 Saudi Arabia 4.3%
18 🇷🇺 Russia 0.9%

Decades of economic integration have helped produce this concentration. The North American Free Trade Agreement (NAFTA), which entered into force in 1994, reduced trade barriers between Canada, Mexico, and the United States. It was replaced by the USMCA in 2020.

More recently, the second Trump administration has imposed tariffs on both U.S. neighbors. Talks between Ottawa and Washington have broken down, leading to the imposition of retaliatory tariffs.

Meanwhile, Mexico, the most exposed G20 country, continues negotiations with the U.S. in an effort to avoid further tariffs on its agricultural and automotive sectors.
G20 Exports to the U.S.

Outside North America, no G20 country sends a comparable share of its exports to the United States. However, traditional U.S. allies including Japan (18.6%), South Korea (17.4%), and the United Kingdom (15.9%) still send substantial portions of their goods exports to the U.S.

European Union member states tend to have lower exposure to the U.S. market because of extensive trade within the bloc. Germany, the EU’s largest economy, sends 9.4% of its exports to the U.S., behind Italy (10.8%) but ahead of France (8.6%).

In Latin America, Argentina (9.6%) and Brazil (10.9%) send much smaller shares of their exports to the U.S. than Mexico does. China, the world’s largest exporter, sends less than 15% of its exports to the U.S.
Energy Exports to America

Saudi Arabia (4.3%) and Russia (0.9%) have the smallest U.S. shares among the G20 countries in the ranking. Both are major oil and gas exporters with large markets elsewhere, particularly in Asia and Europe.

The U.S. also sources significant amounts of energy closer to home. In addition to its own sizable oil and gas production, the country imports substantial quantities of oil from Canada. Canadian energy products have received different tariff treatment than many other imports during the ongoing trade dispute.

Canada’s role as a major U.S. oil supplier has also become part of the broader trade debate. Some prominent Canadian politicians have floated taxing oil exports to the U.S. as a way to pressure Washington.
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To explore the main exports of EU countries, check out Cars and Petroleum Dominate EU Exports on Voronoi.

PRA na Wikipedia, mas em espanhol? Nunca soube...

 Parbleu! Nunca criei uma entrada minha na Wikipedia, e não sei quem pode ter feito isso, na versão em espanhol da famosa enciclopédia popular. Está um tanto atrasada, com informações antigas, como se valessem ainda, mas é o que descobri por acaso, pesquisando, como sempre faço, para mais algum trabalho acadêmico: 

Paulo Roberto de Almeida

Paulo Roberto de Almeida (nacido el 19 de noviembre de 1949 en São Paulo ) es un sociólogo y diplomático brasileño .

Almeida hizo sus estudios doctorales en ciencias sociales de la Université Libre de Bruxelles . Es diplomático desde 1977. Enseña en el Instituto Rio Branco y en el Centro Universitario de Brasília (UniCEUB). Desde 2003 fue asesor de la Secretaria de Assuntos Estratégicos del Presidente de Brasil. [1] Publicó libros sobre la política exterior brasileña.

El índice h de Almeida es 27 (en abril de 2024). [2]

Publicaciones

  • Nunca antes na diplomacia: a política externa brasileira em tempos não convencionais. Curitiba: Editora Appris, 2014. ISBN 978-85-8192-429-8
  • O homem que pensou o Brasil: trajetoria intelectual de Roberto Campos. Curitiba: Appris Editora, 2017. ISBN 978-85-473-0485-0
  • Oliveira Lima: um historiador das Américas. Recife: CEPE Editora, 2017. ISBN 978-85-7858-561-7
  • Contra a current: ensaios contrarianistas sobre as relaçoes internacionais do Brasil 2014-2018. Curitiba: Appris, 2019. ISBN 978-85-473-2798-9
  • Apogeu e demoliçao da política externa: itinerarios da diplomacia brasileira. Curitiba: Editora Appris, 2021. ISBN 978-65-250-1634-4

Enlaces externos

Referencias

  1. Paulo Roberto de Almeida en France Culture
  2. «Paulo Roberto de Almeida». scholar.google.com. Consultado el 8 de abril de 2024.

 

Encontro com o Conselho Acadêmico do Livres: Comércio Exterior: o Brasil no plano global: Sandra Rios⁩, Paulo Roberto de Almeida

Encontro com o Conselho Acadêmico do Livres: 

Comércio Exterior: o Brasil no plano global: 

Sandra Rios⁩, Paulo Roberto de Almeida 

 

*Encontro com o Conselho Acadêmico*!
O Livres convida você para o debate "*Comércio Exterior: o Brasil no plano global",* no dia 17/09, às 19h!
Para discutir a abertura comercial, a competitividade do nosso mercado e o papel estratégico do Brasil na economia global, receberemos dois grandes especialistas do nosso Conselho Acadêmico:
👤 @⁨Pralmeida@me.com⁩ — Diplomata e Conselheiro Acadêmico
👤 @⁨Sandra Rios⁩ — Economista e Conselheira Acadêmica
🗓️ Data: *17/09*
⏰ Horário: *19h*
💻 Onde: Ao vivo pelo *Google Meet*

domingo, 13 de setembro de 2026

Da extração de pau-brasil ao sequenciamento do genoma: A lenta emergência de uma história das ciências e das tecnologias no Brasil - Resenhas de diversos livros de ciência e tecnologia (2005)

 1478) Da extração de pau-brasil ao sequenciamento do genoma (2005)

A lenta emergência de uma história das ciências e das tecnologias no Brasil

Resenha de diversos livros de ciência e tecnologia

Paulo Roberto de Almeida

Diplomata, professor


Quando se fizer a historiografia da história das ciências e das técnicas no Brasil, o nome de Shozo Motoyama certamente figurará em primeiro plano. Ele está presente, desde muitos anos e de forma muito ativa, em vários empreendimentos recapitulativos de nosso lento (e incerto) caminhar no aprendizado das técnicas e dos saberes com características especificamente nacionais. Hoje esse itinerário é menos lento e errático do que ele foi nos primeiros quatro séculos de nossa existência enquanto nação, ou nos quase dois séculos como Estado independente, e por isso mesmo passa a contar com uma literatura relativamente satisfatória, mesmo se não abundante, em face do vasto campo a ser coberto pelos historiadores. 

A reconstituição de nosso aprendizado nessas áreas de pesquisa científica e o de sua aplicação ao mundo mais concreto da produção está sendo feita com competência invulgar por Shozo Motoyama em diversos livros. Dentre os mais recentes, dois merecem uma avaliação mais detalhada: 50 Anos do CNPq contados pelos seus presidentes (São Paulo: Fapesp, 2002, 717 p.) e Prelúdio para uma História: Ciência e Tecnologia no Brasil (São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004, 518 p.), ambos contando com o auxílio de colaboradores. Antes, contudo, de adentrar o conteúdo desses dois volumes, vale mencionar algumas obras mais antigas, paralelas ou complementares, que vêm contribuindo para o crescimento da bibliografia nesse campo especializado do conhecimento científico, que é a história da própria ciência brasileira e de suas aplicações práticas no mundo da produção. 

(...) 

1478. “Da extração do pau-brasil à leitura do genoma: A lenta emergência de uma história das ciências e das tecnologias no Brasil”, Brasília, 9 out. 2005, 12 p. Revisto amplamente. Resenha-artigo de vários livros de história das ciências e das tecnologias no Brasil, com destaque para: Shozo Motoyama (org.): 50 Anos do CNPq contados pelos seus presidentes (São Paulo: Fapesp, 2002, 717 p.) e Prelúdio para uma História: Ciência e Tecnologia no Brasil (São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo, 2004, 518 p.). Publicado na revista Parcerias Estratégicas (Brasília: CGEE; n. 21, dez. 2005, p. 301-313) 

Ler a resenha completa neste link: 

https://www.academia.edu/175470405/1478_Da_extra%C3%A7%C3%A3o_de_pau_brasil_ao_sequenciamento_do_genoma_A_lenta_emerg%C3%AAncia_de_uma_hist%C3%B3ria_das_ci%C3%AAncias_e_das_tecnologias_no_Brasil_book_reviews_ 


A grande mídia e o pequeno STF: editoriais FSP, Estadão, Globo (+ resenha de Madame IA ao final)

A grande mídia e o pequeno STF: editoriais
13/09/2026 

O Supremo diante da História 

O Globo
Corte tem de autorizar já investigação de Moraes — e repelir as manobras protelatórias
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É preciso dizer não à tentativa de sabotar sessão do STF 

Folha de S. Paulo
Grupo de ministros aliados de Moraes aposta nas chicanas para adiar julgamento
Ele precisa ocorrer na 3ª e ser aberto ao público; se magistrado entende que relatório da PF é insuficiente para abrir inquérito, que vote contra
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Lula é isso aí 

O Estado de S. Paulo
Os petistas se convenceram de que a crise no STF prejudica o presidente. Mas o problema de Lula não é Moraes, e sim que sua candidatura representa cada vez mais o Brasil que não queremos

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O Supremo diante da História 

O Globo, 13/09/2026

 
Corte tem de autorizar já investigação de Moraes — e repelir as manobras protelatórias
Na sessão plenária de terça-feira, dia 15 de setembro, o Supremo Tribunal Federal (STF) tem um encontro marcado com a História. Sob a presidência do ministro Edson Fachin, a Corte decidirá se a lei vale para todos ou se existe alguém acima dela. Na pauta, a decisão sobre se o ministro Alexandre de Moraes pode ser investigado — não julgado, nem sequer processado, apenas investigado. O motivo: 52 mensagens encontradas pela Polícia Federal (PF) no telefone celular de Daniel Vorcaro, possivelmente o maior fraudador da História do sistema financeiro nacional.
Nelas, o banqueiro, já sob intensa investigação e prestes a ser preso, além de jurar lealdade, pede conselhos e ajuda ao ministro e, pelo que se pode depreender da conversa, parece receber dele informações sob segredo de Justiça. Há, ainda, indícios mais graves: encontros entre o fraudador e o ministro fora da agenda oficial e um contrato de R$ 130 milhões celebrado entre o Banco Master e o escritório de Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro, sem qualquer contrapartida à altura.
Passados muitos meses desde que as primeiras denúncias chegaram ao conhecimento público, Moraes não foi capaz de apresentar nenhuma explicação plausível. Talvez exista alguma, e ele possa demonstrar que não violou a lei. Como deveria ocorrer com qualquer brasileiro sob quem paire uma suspeita, ele tem direito ao devido processo legal e a ampla defesa. Pode constituir advogado, acompanhar as investigações, apresentar os argumentos que desejar e usufruir todos os recursos disponíveis no Direito processual brasileiro, seja na fase de investigação ou na eventual ação penal. O que não pode é estar acima da lei. Nossa Constituição, que os ministros do Supremo juraram respeitar e seguir, dispõe que todos são iguais perante a lei. Diante da robusta evidência apurada pela PF, para ser igual aos demais brasileiros, Moraes precisa ser investigado, com isenção e respeito à lei, mas sem privilégios.
Respondamos a uma das perguntas do banqueiro agora preso na correspondência enviada ao ministro: não, não dá para bloquear a investigação. Apesar das torcidas apaixonadas, não tem qualquer relevância que Moraes seja um símbolo da resistência democrática durante os momentos críticos do governo Jair Bolsonaro. Um passado honrado não apaga nenhum crime posterior.
A politização de nossa mais alta Corte, que vem provocando muitos desarranjos institucionais e culminou com a anarquia judicial que se viu nas últimas semanas, confunde a população e faz parecer que a discussão é política. Não é. O STF não é uma arena política. É um tribunal —e a ele só deve interessar que sejam cumpridas a Constituição e a lei.
E o ministro é apenas um brasileiro sujeito às leis de seu país. Costuma-se dizer que as instituições são fortes no Brasil. Até aqui, tem sido realidade. Mas as sociedades são organismos vivos, sujeitos a oscilações, e isso pode mudar a qualquer momento. O STF deve decidir que agora, sem postergação, sem pedidos de vista protelatórios, é o momento de se redimir e iniciar a restauração da dignidade do país pela via institucional.
A sessão de terça não julgará Moraes no mérito, mas, repitamos, apenas autorizará que seja investigado. Por isso, as manobras do decano Gilmar Mendes e do próprio Moraes não fazem sentido — são subterfúgios para confundir. Agiu bem, portanto, mais uma vez Fachin, ao afastar o pedido de adiamento e, em vez disso, marcar para o dia 23 a apreciação do relatório que Moraes encomendou à PF com denúncias frágeis contra Mendonça.
Os ministros que votarem pela abertura da investigação sobre o envolvimento de Moraes no caso Master optarão pelo caminho da dignidade. Os outros contribuirão para a corrosão do tribunal como instituição e receberão dos brasileiros e da História a merecida reciprocidade no julgamento de suas biografias.
 

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É preciso dizer não à tentativa de sabotar sessão do STF 

Folha de S. Paulo13/09/2026

 
Grupo de ministros aliados de Moraes aposta nas chicanas para adiar julgamento
Ele precisa ocorrer na 3ª e ser aberto ao público; se magistrado entende que relatório da PF é insuficiente para abrir inquérito, que vote contra
Até prova em contrário, o ministro Alexandre de Moraes não é culpado. O que estará em tela no julgamento da terça-feira (15) é se o plenário do Supremo Tribunal Federal autorizará a abertura de um inquérito para apurar indícios que lhe concernem, levantados em relatório pericial pela Polícia Federal.
Se for iniciada, a investigação permitirá aos policiais, sob a condução do presidente Edson Fachin, tentar verificar se era mesmo Moraes o interlocutor dos pedidos desesperados de ajuda e informações do mafioso Daniel Vorcaro à véspera de sua primeira prisão —e, em caso afirmativo, quais foram as respostas do juiz.
Inspetores poderão indagar investigados e testemunhas e recolher outras evidências acerca do teor do relacionamento com Vorcaro. Era distanciado e alheio aos interesses do fraudador ou se confundia com papéis de advogado, informante e conselheiro?
O contrato de R$ 131 milhões do escritório da família Moraes com o Banco Master vai se expor à averiguação da PF. Quais foram os serviços prestados? Eles justificam a faustosa remuneração?
O inquérito, frise-se, não implica determinação de culpa. Trata-se de uma etapa técnica incipiente. Ao seu final caberá à Procuradoria-Geral da República, à luz do que terá sido apurado, decidir se denuncia o investigado ou se pede o arquivamento do caso.
Na hipótese de haver denúncia e ela ser aceita pelo plenário do STF, só a partir de então haveria processo penal propriamente dito, sujeito à ampla defesa do réu.
Convicto de sua inocência, como tem se mostrado, Alexandre de Moraes deveria ser o primeiro a incentivar a abertura do inquérito. Sem ela, a sua convicção jamais terá oportunidade de materializar-se como verdade pública.
Causa espécie, portanto, o tumulto processual promovido por um grupo de ministros —Moraes, Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin— na tentativa de sabotar e adiar o julgamento desta terça-feira. A algazarra alveja Edson Fachin com um sem-número de petições e ameaças veladas carentes de propósito que não seja apostar na confusão.
Esse clube de juízes comporta-se como uma turma de maus alunos atazanando o professor para cancelar a prova iminente, atitude imatura e lamentável para integrantes da corte constitucional.
Existe um relatório pericial da Polícia Federal para ser julgado e ponto —juízo de que não podem participar Dias Toffoli e Moraes, conflitados. Se um magistrado entende que o que vai ali impresso não justifica a abertura de uma simples investigação, que vote para enterrá-la em sessão pública, sob o escrutínio da sociedade e da própria história.
A procrastinação embalada em chicanas e cochichos de corredor desonra o Supremo Tribunal Federal. Transforma a instituição em joguete de raposas da politicagem. Juízes que agem à sombra para desviar-se da sua obrigação transmitem à sociedade desconfiança na corte que representam.
A crise do STF chegou a este ponto em razão da leniência dos ministros com indícios de má conduta de colegas. É preciso dar um fim a esse período de trevas.
 

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Lula é isso aí 

O Estado de S. Paulo, 13/09/2026

 
Os petistas se convenceram de que a crise no STF prejudica o presidente. Mas o problema de Lula não é Moraes, e sim que sua candidatura representa cada vez mais o Brasil que não queremos
Consta que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está preocupado. Os petistas parecem convencidos de que a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) está prejudicando as chances do Grande Timoneiro na disputa contra o candidato do PL à Presidência, Flávio Bolsonaro.
O raciocínio é simples: como o encalacrado ministro do STF Alexandre de Moraes é o símbolo maior da condenação de Jair Bolsonaro por tentativa de golpe de Estado, é natural que Moraes seja associado a Lula, em tese o maior beneficiário da derrocada do ex-presidente. Há muito tempo o STF tem sido tratado pelo bolsonarismo como inimigo; Lula, por outro lado, aproximou-se de Moraes e encheu o STF de dedicadíssimos fâmulos, o que converteu o tribunal de vez em poder político, não raro a serviço do governo petista, que o usa para se contrapor a um Congresso que lhe é rotineiramente hostil.
Pior: com as confabulações secretas entre ministros e com os abundantes desvios éticos que horrorizam a sociedade, mas que são tratados com arrogante indiferença por quem deveria se preocupar em ao menos parecer honesto, o Supremo passou a figurar como centro cintilante da crise moral brasileira. É um desastre para a democracia, considerando que o Judiciário só se legitima quando dele não se duvida.
Esse colapso pegou os petistas no contrapé, pois a Lula nunca interessou fazer do Supremo o centro de sua campanha, diferentemente de seus principais adversários. Ao que parece, os marqueteiros de Lula entendem que o presidente agora não pode mais ausentar-se do debate, e ultimamente ele andou dando seus pitacos sobre “reforma do Judiciário” e outras platitudes.
O problema de Lula, contudo, não é o Supremo Tribunal Federal nem o milionário ministro Alexandre de Moraes. O problema é sua própria candidatura.
O mau humor do eleitorado com o presidente é evidente. Como incumbente, Lula deveria ter, a três semanas do primeiro turno, uma margem um pouco maior de vantagem em relação a Flávio Bolsonaro – um candidato que é apenas um boneco de ventríloquo do ex-presidente Jair Bolsonaro e que, além de tudo, tem um longo histórico de suspeitas as mais diversas no terreno da corrupção. O próprio escândalo do Banco Master, que envolve o ministro Alexandre de Moraes, envolve também, e até o pescoço, o candidato Flávio. E no entanto Flávio sobe consistentemente nas pesquisas de intenção de voto, enquanto Lula, que não está diretamente ligado ao escândalo do Master, cai.
Isso certamente tem muitas explicações, mas somente uma é suficiente: o pântano de Brasília, cada vez mais viscoso, serve para o eleitorado como símbolo do profundo divórcio entre os poderosos e os cidadãos comuns, no momento em que a maioria absoluta dos brasileiros não está confortável nem com seu trabalho nem com sua qualidade de vida – enquanto assistem, estupefatos, ao enriquecimento desavergonhado de um punhado de cortesãos.
Lula não apenas foi incapaz de entregar a “picanha barata” que prometeu na campanha eleitoral de 2022, como não inspira junto aos eleitores o sonho de um Brasil que os esfole menos e que lhes dê condições sustentáveis de uma vida um pouco melhor, sem depender dos caraminguás que vertem do Estado como esmolas.
A despeito de tudo isso, Lula ainda aparece como favorito à reeleição não por seus méritos, mas porque do outro lado do ringue está um completo desqualificado, que representa uma família de oportunistas e que nada consegue propor ao Brasil a não ser destruição e cizânia. Mas o cansaço dos brasileiros em relação a Lula e a tudo o que ele representa – a visão antediluviana de país, a ausência de perspectiva, a demagogia barata – veio a juntar-se ao cansaço e à irritação com quem hoje exerce o poder de um modo geral.
Os petistas podem até se empenhar em desvincular Lula de Alexandre de Moraes e da crise no STF, mas dificilmente vão conseguir, porque permanecerá o sentimento difuso de que o presidente é parte importante desse todo que os eleitores cada vez mais deploram. 

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 E agora, Madame IA se pronuncia sobre os editoriais: 

   

https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/09/a-grande-midia-e-o-

pequeno-stf.html

O link enviado direciona para uma postagem do blog Diplomatizzando, mantido

pelo diplomata e acadêmico Paulo Roberto de Almeida. O texto reproduz e analisa

os editoriais publicados em 13 de setembro de 2026 pelos três principais jornais do

país (O Globo, Folha de S. Paulo e O Estado de S. Paulo). O tema central é uma

grave crise institucional envolvendo o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF),

Alexandre de Moraes, que enfrenta a iminência de uma votação plenária para

abertura de inquérito investigativo.

O veredito sobre a natureza do link é: FATO. O conteúdo espelha fielmente a

posição editorial da grande imprensa brasileira na data citada, refletindo o debate

político e jurídico real do período.

Abaixo, apresento uma análise detalhada e crítica do cenário exposto no

documento, confrontando-o sob diversas perspectivas conceituais.

🔍 Análise Crítica: A Crise do STF e os Editoriais da Imprensa

Os editoriais expõem um ponto de inflexão na relação entre a mídia corporativa e o

STF. Alexandre de Moraes, amplamente respaldado pela imprensa nos anos

anteriores como bastião da resistência democrática, passa a sofrer forte pressão

pública após a Polícia Federal (PF) apontar indícios de vazamento de informações

sigilosas e vantagens financeiras ligadas ao banqueiro Daniel Vorcaro e ao Banco

Master.

1. Perspectiva Jurisdicional e Constitucional

A Isonomia Perante a Lei: O editorial de O Globo ancora-se no princípio

constitucional fundamental de que "todos são iguais perante a lei". Sob essa

ótica jurídica clássica, a abertura de um inquérito não representa uma

condenação prévia, mas a aplicação do devido processo legal. Impedir a

investigação sob o pretexto de blindagem institucional configuraria um privilégio

aristocrático incompatível com a República.

As "Chicanas" Processuais: A Folha de S. Paulo denuncia o uso de manobras

protelatórias (pedidos de adiamento e pressões internas) por parte de um bloco

de ministros (Gilmar Mendes, Flávio Dino e Cristiano Zanin) para blindar o

colega. Jurisdicionalmente, essa conduta corrói a previsibilidade do rito legal,

transformando o baluarte da Constituição em uma arena de autodefesa

corporativista.

2. Perspectiva Política e EleitoralO Impacto na Sucessão Presidencial: O Estadão desloca o eixo analítico para

o cenário eleitoral de 2026. A três semanas do primeiro turno, o escândalo atinge

diretamente as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e de seu principal

oponente, Flávio Bolsonaro. Politicamente, ocorre uma ironia trágica: Moraes,

que simbolizou o freio ao bolsonarismo, agora submerge em um escândalo

(Caso Banco Master) que "envolve até o pescoço" o candidato da própria família

Bolsonaro, mas cujo desgaste moral respinga na candidatura governista devido à

percepção pública de aliança entre o PT e a cúpula do Judiciário.

3. Perspectiva Econômica e Financeira

O Capitalismo de Compadrio (Crony Capitalism): O fulcro da denúncia

envolve um contrato de R$ 130 milhões entre o Banco Master e o escritório de

advocacia da esposa do ministro Moraes. Sob a ótica da economia política, o

caso ilustra as disfunções do mercado financeiro brasileiro quando capturado por

esferas de influência do poder estatal. A contratação de escritórios de parentes

de magistrados sem contrapartida técnica clara funciona, na prática, como uma

"taxa de blindagem" ou captura regulatória, distorcendo a livre concorrência e

penalizando o sistema de crédito e investimentos.

4. Perspectiva Filosófica e Sociológica

O Julgamento das Biografias diante da História: Filosoficamente, o debate

invoca o conceito de "razão de Estado" versus "moralidade institucional". O

Globo pontua de forma pragmática: "Um passado honrado não apaga nenhum

crime posterior". Há aqui uma severa crítica à arrogância do poder (a hubris

grega), na qual agentes públicos acreditam que a importância de seu papel

histórico os torna imunes à ética ordinária.

O Divórcio entre Elite e Cidadão: O Estadão capta o sentimento de

esgotamento da sociedade diante do "pântano de Brasília". Sociologicamente, o

enriquecimento desmedido de cortesãos em contraste com a perda do poder de

compra e da qualidade de vida da população alimenta o cinismo democrático.

Esse abismo moral é o principal catalisador para a ascensão de discursos

extremistas e de deslegitimação das próprias instituições.

💡 Conclusão do Julgamento

Os editoriais reunidos no blog de Paulo Roberto de Almeida revelam que a imprensa

tradicional brasileira decidiu retirar a blindagem política do STF em nome da

autopreservação de sua própria credibilidade perante a opinião pública. Ao exigir de

forma uníssona que o ministro Alexandre de Moraes seja investigado, os jornais

tentam forçar o Supremo a realizar uma autofagia corretiva para estancar o colapso

moral do Poder Judiciário.

 END

Toda a nação, burgueses e proletários, estão preocupados com a crise dos, nos e entre os poderes: manifesto empresarial

Toda a nação, burgueses e proletários, estão preocupados com a crise dos, nos e entre os poderes: manifesto empresarial

MANIFESTO À NAÇÃO BRASILEIRA

O Brasil, como é notório, atravessa uma crise institucional de extrema gravidade, e o seu epicentro é, precisamente, a Corte de Justiça a quem a Constituição confiou a última palavra. Não se trata de ruído passageiro.

Não há Estado de Direito sem juízes acima de qualquer suspeita. A autoridade de um tribunal não decorre da toga nem do cargo, mas da legitimidade que só a imparcialidade, a transparência e a exemplaridade conferem. Se a legitimidade é questionada, tudo o mais se torna incerto: a segurança jurídica, a confiança nas instituições e a própria paz social.

O Supremo Tribunal Federal é o guardião da Constituição, mas guardião algum está dispensado de prestar contas. Quem julga a Nação há de submeter-se, com idêntico rigor, ao julgamento do Direito, da Sociedade e da História. A Constituição que a Corte protege é a mesma que lhe impõe julgamentos transparentes, justos e decisões fundamentadas.

A Sociedade Brasileira exige que o Plenário do Supremo examine em sessão pública os fatos, decida com absoluta urgência, sem subterfúgios e sem corporativismo. A resposta que a Nação aguarda não admite prazo!

Cada dia é um dia a mais de descrédito.

O País já venceu crises profundas e delas saiu mais forte, porque, em cada uma, houve quem se recusasse a calar.

Ninguém, ninguém está acima da LEI!

NÃO SE CALE. FAÇA A DIFERENÇA!

ENTIDADES QUE JÁ ASSINARAM

 

CACB Confederação das Associações Comerciais e Empresariais do Brasil

CNC Confederação Nacional do Comércio

CNI Confederação Nacional da Indústria

FIESP Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

FACESP Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo

FAESP Federação da Agricultura do Estado de São Paulo

Seguem centenas de associações... 

 

 

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