quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Uma novela que nao acaba: a da refinaria...

Começou mal, por falar nisso: uma tremenda renúncia de soberania por parte do Brasil, ao consentir que um chefe de Estado estrangeiro escolhesse, ele, o local da nova refinaria brasileira. Um absurdo.
Depois se prometeram mundos e fundos, que nunca chegaram. Agora o Brasil financia tudo, e os cucarachos ainda ganha garantias...  brasileiras...
Novela das mais desagradáveis...
Kitsch aliás....



Rio de Janeiro, 30 de novembro de 2011 – Petróleo Brasileiro S.A. – A Petrobras informa sobre as negociações a respeito da participação da PDVSA na Refinaria Abreu e Lima S.A. (RNEST).
Conforme já divulgado pela Companhia, a PDVSA vem executando ações para a formalização de garantias junto ao BNDES, em respaldo às suas futuras obrigações no Contrato de Financiamento do BNDES à RNEST.
Neste sentido, a Petrobras concordou com a solicitação proposta pela PDVSA, estendendo, a partir de hoje, por 60 dias, o prazo para concluir as atividades em andamento.

Book review: birth of Benelux and IMF: Camille Gutt

Uma resenha bem feita sobre um livro que poderia ser melhor, mas que ainda assim merece ser consultado, talvez mais sobre o nascimento do Benelux do que propriamente do FMI, sobre o qual o livro do Richard Gardner -- Sterling-Dollar Diplomacy -- também constitui uma referência importante.
Paulo Roberto de Almeida 


------ EH.NET BOOK REVIEW ------
Title: Camille Gutt and Postwar International Finance

Published by EH.NET (November 2011)

Jean F. Crombois:

Camille Gutt and Postwar International Finance
London: Pickering & Chatto, 2011. xi + 192 pp. $99 (hardcover), ISBN: 978-1-84893-058-2.

Reviewed for EH.Net by Erik Buyst, Center for Economic Studies, University of Leuven.

The title of this book is somewhat misleading. Camille Gutt was the first managing director of the IMF (1946-1951), so the reader expects a thorough analysis of Gutt’s opinions, strategy, achievements and failures during that period. Unfortunately only the last chapter, about twenty pages, deals explicitly with this highly intriguing aspect of Gutt’s remarkable career. Most of the book is a kind of updated summary of Crombois’ earlier work published in 1999: /Camille Gutt. Les finances et la guerre, 1940-1945/. 

The first chapter provides an interesting biographical overview of Gutt until 1940 both as a successful businessman and as a politician. He was Belgian Finance Minister in 1934-1935 and from 1939 to 1945. Gutt became a staunch adversary of currency depreciation or devaluation. In his opinion devaluation would only lead to price increases and delay the necessary deflationary measures that ultimately had to be taken. These ideas were framed in the 1920s when the Belgian franc faced a difficult stabilization process. By the end of the 1930s however the gold standard had virtually disappeared. Nevertheless, Gutt stuck to his views.

The second chapter deals with his role as Finance Minister in the Belgian government-in-exile in London during the Second World War. Most governments-in-exile were cut off from their tax base and therefore highly dependent on British financial aid. This was not true in the Belgian case for two reasons. First, before the Nazi-invasion a large part of the gold reserves of the Belgian central bank had been shipped to London or the U.S. So Belgium could help to finance the British war effort by lending its gold. Second, Belgium still controlled the Congo which provided many raw materials crucial to war production, such as copper and cobalt -- not to mention the deliveries of Congolese uranium to the U.S., which gave rise to complex secret arrangements.

The next two chapters discuss Keynes’ plans concerning the setting-up of an International Clearing Union. The Belgian government saw these plans as a potential threat to national sovereignty. Gutt responded to the challenge by launching the idea of regional integration. These initiatives would eventually lead to the Benelux agreements. There are few publications available in English on the emergence of the Benelux, so these chapters are certainly of interest to the international reader.     

Chapter 5 tackles the Bretton Woods negotiations. Crombois notes that the Belgians were given important positions in the organization of the conference (p. 105), but unfortunately does not provide an explanation. Anyway, Gutt and several other Belgian delegates became “trustworthy intermediaries between the Americans and the British while keeping on good terms with the French, Dutch and Canadians in particular” (p. 107).  

The final chapter focuses on Gutt’s role as managing director of the IMF. The general picture largely confirms the view presented earlier by Harold James (1996) and Barry Eichengreen (2007). In the era’s most important challenges, such as the Marshall Plan, the sterling devaluation of 1949, and the setting-up of the European Payments Union, the IMF did not play a significant role. Was Gutt responsible for the side-lining of the IMF? Crombois concludes that Gutt failed to grasp the importance of the looming Cold War. Gutt’s views were still dominated by the legal commitments of the Bretton Woods agreements and their universal approach to monetary and convertibility issues.

References:
Barry Eichengreen (2007), /The European Economy since 1945: Coordinated Capitalism and Beyond/, Princeton: Princeton University Press.

Harold James (1996), /International Monetary Cooperation since Bretton Woods/, Oxford: Oxford University Press.

Erik Buyst is professor of economics and history at the Center for Economic Studies, University of Leuven (Erik.Buyst@econ.kuleuven.be). His publications include E. Buyst and I. Maes (2008), “Central Banking in Nineteenth-century Belgium: Was the NBB a Lender of Last Resort?” /Financial History Review/15: 153-73 and E. Buyst et al. (2005), /The Bank, the Franc and the Euro: A History of the National Bank of Belgium/, Tielt: Lannoo.

Copyright (c) 2011 by EH.Net. All rights reserved. This work may be copied for non-profit educational uses if proper credit is given to the author and the list. For other permission, please contact the EH.Net Administrator (administrator@eh.net). Published by EH.Net (November 2011). All EH.Net reviews are archived at http://www.eh.net/BookReview.

Governo sempre gastando mais do que deveria...


Cortes no investimento

Editorial - O Estado de S.Paulo, 29 de novembro de 2011

Com receita bem maior que a prevista, o governo decidiu em novembro liberar cerca de R$ 12 bilhões para despesas até o fim de dezembro. Provavelmente nem haverá tempo para o uso desse dinheiro, neste exercício, mas, de toda forma, a presidente Dilma Rousseff decidiu atenuar a política de contenção de gastos prometida no primeiro trimestre. Austeridade de fato não houve e, além disso, os Ministérios sujeitos a algum aperto orçamentário cortaram essencialmente o investimento, não o custeio, segundo comprova trabalho do economista Mansueto Almeida, do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). De janeiro a outubro, os Ministérios das Cidades, Defesa, Educação, Turismo, Transportes e Integração Nacional investiram R$ 25,3 bilhões, cerca de 9% menos que um ano antes, enquanto suas despesas de custeio cresceram 27%.
É fácil explicar por que os cortes se concentram no investimento, quando há alguma tentativa de controle das finanças públicas. As despesas de custeio são pouco flexíveis. É muito difícil comprimir o valor corrente da folha de salários e benefícios do funcionalismo. Em geral, o governo só consegue economizar na folha quando a inflação corrói o valor real dos salários.
O quadro de pessoal é muito raramente reduzido, porque os empregos são quase intocáveis. Quando os vencimentos são corrigidos ou aumentados, a rigidez do orçamento é levada a um nível mais alto e o governo perde espaço de manobra.
Algo semelhante ocorre no caso de outras despesas com a manutenção da máquina administrativa - para não falar dos juros da dívida pública. Além do mais, parte importante das verbas é destinada obrigatoriamente aos setores de saúde e educação e a transferências constitucionais a Estados, municípios e regiões. A Desvinculação de Receitas da União (DRU) atenua o problema, sem resolvê-lo.
Em sua análise, o economista Mansueto Almeida ressalva a qualidade de alguns itens contabilizados como custeio, como os financiamentos para o programa Minha Casa, Minha Vida e as despesas com educação. Segundo ele, esses itens constituem um custeio "com cara de investimento". Em princípio, essa ressalva é corretíssima, até porque o investimento tende a ser acompanhado de novos gastos de custeio: quando se constrói um hospital ou uma escola, é preciso contratar pessoal, comprar equipamentos e materiais de uso e manter as instalações em operação.
O custeio, portanto, pode ser tão bom quanto o investimento para a economia e para o bem-estar da população, mas a palavra não ganhou conotação negativa por acaso. Tornou-se quase sinônimo de gasto improdutivo por causa da ineficiência dos governos e da baixa qualidade dos serviços prestados pelo setor público federal e por boa parte dos Estados e municípios.
Mas o governo federal é há muito tempo um investidor ineficiente. Normalmente aplica muito menos do que o valor autorizado no orçamento, mesmo quando não há bloqueio de verbas nem compromisso de ajuste fiscal. Os gastos com o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) têm ficado sempre, desde seu lançamento em 2007, bem abaixo dos montantes planejados em cada ano. Neste ano, como já foi noticiado, dos R$ 21,6 bilhões desembolsados para o PAC até 11 de novembro só R$ 5,5 bilhões foram destinados a ações previstas no orçamento de 2011. O resto correspondeu a restos a pagar, isto é, a empenhos de exercícios anteriores.
De modo geral, os programas da União, vinculados ou não ao PAC, foram executados de forma deficiente em 2011. Até novembro, o desembolso para mais de metade dos projetos ficou abaixo de metade dos valores autorizados no orçamento, segundo a organização especializada Contas Abertas. O governo precisa, portanto, aprender não apenas a economizar, mas também a gastar. Para economizar, deve cuidar muito mais da eficiência do serviço público e empenhar-se mais seriamente para desengessar o orçamento. Se avançar nesse esforço, acabará aprendendo a elaborar e a executar projetos. Atualmente, muitos são barrados antes de entrar em execução, porque não passam sequer pelo crivo dos organismos de controle financeiro.

Decadas perdidas no Brasil - Samir Kedi

Décadas perdidas
Samir Kedi
DCI, 30/11/2011

É incrível o que temos que ficar ouvindo do governo. Há pouco ouvimos que não teremos outra década perdida. Como a União Europeia terá a partir de agora. Isso porque estamos preparados para o que der e vier. Para a enorme crise que se avizinha. Certamente, pior que sua recente antecessora de 2008/2009. - Um ligeiro engano de avaliação. Ou proposital. Afinal, entendemos que o governo tem que ser, por natureza, otimista. Ok, mas não pode ficar iludindo o povo. Que deve saber a verdade. Doa quanto doer. Tem que saber para poder se prevenir. Estudar os passos a dar no futuro. Em se escamoteando a verdade, só lhe restará cair no abismo, quando chegar a ele. Sem aviso prévio.

O governo age como se tivéssemos tido apenas uma década perdida. A dos anos 1980. Ledo engano. Ou conveniência. Na verdade estamos já com três décadas perdidas. Direto. Sem trégua, entrando na quarta.

Lembramos que, no restante do século, até 1980, as coisas foram bem diferentes pelas terras tupiniquins. Quando havia mais seriedade dos agentes econômicos e governos. Entre 1901 e 1980, o país cresceu, em média, 4,9% ao ano. Entre 1950 e 1980 tivemos 7,4% anual médio. Entre 1959 e 1980 essa média chegou a 8,1%. E, entre 1967 e 1974 crescemos 11,0% ao ano, com direito a 11,3% em 1971; 11,9% em 1972 e 14,0% em 1974. Éramos chineses antes dos chineses.

A partir de 1981 a coisa degringolou. Pela imprevidência do governante de plantão. Que falou algo do qual não conseguimos nos refazer até hoje. Tendo até agora estas três décadas perdidas que já vivenciamos.

Em 1973 tivemos o chamado choque do petróleo, em que os árabes usaram o petróleo como arma contra os ocidentais. Em que o barril do óleo, se não nos falha muito a memória, saiu de modestos US$ 1.40 para algo como US$ 12.00. Em 1979 o segundo choque, em que o preço do barril explodiu, indo a US$ 42.00.

Diante das dificuldades brasileiras, o presidente disse pura, simples e singelamente "Somos uma ilha de tranquilidade". E que nada sofreríamos. Poucas bobagens do tipo foram ditas diante de tamanho problema. Éramos, apenas, importadores de mais ou menos 95% do petróleo que consumíamos. E ele aumentou 30 vezes em seis anos. E, diante disso, em 1987, o presidente da época decretou moratória. Não tínhamos um centavo disponível para pagar dívida, juros, importações etc.

Pois é. Até hoje estamos pagando pela imprevidência e falta de ação. Isso nos lembra 2008, quando nova, imprevidente e inconsequente frase foi levada aos quatro cantos do país. E do mundo. "A crise é uma marolinha, não nos afetará." Parece 1979. Estamos começando a pagar mais uma. E sem termos saído da anterior. E lá se vão mais de 30 anos.

É preciso lembrar que, depois de tudo aquilo, tivemos a década de 1980, a chamada década perdida. Em que crescemos a merreca de 1,3% ao ano. As pessoas se apegaram ao que foi dito dela, e se esqueceram das outras. Que a década de 1990 também teve crescimento pífio, com média anual de 2,1%. E que na década de 2000 a média foi um pouco melhor, de 3,0%, mas também baixa. Na média de 30 anos, pouco mais de 2,0%.

Ou seja, o país não teve a geração econômica dos pais. Passou direto dos avós para os filhos. Pois ninguém que tenha menos de uns 45 anos, e que já entendia algo, viu o país crescer como nós, os mais velhinhos, vimos.

E, se verificarmos as condições brasileiras para o crescimento, choraremos copiosamente. A carga tributária é a maior do mundo em termos relativos. E das maiores em termos absolutos. Em relação ao que recolhe, a seu uso, e ao que retorna é, de longe, a maior. Em que estamos com cerca de 35%, mas, a realidade, para este interlocutor, aponta uns 50%.

Se verificarmos que pagamos tudo isso e: 1) não temos escola e ensino adequado, e nem estudo "de grátis"; 2) não temos saúde adequada e temos que pagar por uma boa; e, 3) não temos segurança e temos que pagar por uma boa, concluiremos que, a carga tributária é isso mesmo. E nem vamos mais adiante. Basta isso. Se tivéssemos que pagar mais para termos o que deveríamos com o que pagamos, ela poderá passar de 50%. Então essa é a verdadeira carga tributária brasileira. Não existe nada igual no mundo. Ninguém consegue investir com isso. Não há renda disponível para consumir e crescer mais.

A taxa de juros é a maior do mundo em termos absolutos. E relativos. O que já se arrasta por muitos e muitos anos. Com este nível que temos, não há quem consiga investir para valer. E, sem investimento, não se cresce. A propósito, devido a alta taxa de juros, e a pouca renda disponível, o investimento brasileiro é de envergonhar. Na média de 1995 a 2010 ele se situou na miséria de 18% do produto interno bruto (PIB). Menos que o necessário para manutenção econômica, que é 20%.

Com isso, nem conseguimos entender como ainda se cresce "tanto". Pois, com investimento negativo, o crescimento médio de pouco mais de 2,0% é astronômico e inexplicável. Entendemos que só pode ser explicado pela produtividade brasileira, que tem que ter sido alta no período.

A título de comparação, a China, que inverteu conosco e cresce direto à média de 10% desde 1979, investe em média 45% do PIB na sua economia. E a taxa de juros atual é de cerca de 5%.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

O misterioso brasileiro RA: colecionador de porcelanas chinesas

Chinese export porcelain

Treasure trove

A Brazilian collector puts his wares on display

The RA Collection of Chinese Ceramics: A Collector’s Vision (Three Volumes).  
By Maria Antónia Pinto de Matos. Jorge Welsh Books; 1,204 pages; £900

WHEN the Portuguese began trading with China in the early 1500s, porcelain was one of the luxury goods they carried home in their ships. Only the Chinese knew how to make this delicate, often translucent, material that rings when you tap it. Demand for porcelain made expressly for foreigners spread as far afield as the Netherlands, Germany, Persia, the Ottoman empire, Japan and the young United States.
The Chinese manufacturers drew on traditional shapes, but quickly began to branch out, making Western tureens in the form of pigs, cockerels, blue-eyed horned oxheads and bug-eyed crouching crabs, as well as sauceboats shaped as whole multicoloured fish. It was a world apart from the traditional Chinese blue-and-white. The earliest commissions, often with coats of arms, are called the “first orders”.
For Portuguese speakers these works have long been an evocation of a seafaring heritage in which many take pride. Now Chinese collectors are beginning to acquire them as homage to the sophistication and commercial acumen of their forebears. For the moment, though, the best collection is still in Brazil. It is the focus of a new three-volume study of 600 outstanding pieces. Among the rarities acquired by this anonymous collector are 22 “first orders”, many more than can be found in any museum.
Maria Antónia Pinto de Matos, director of the National Tile Museum in Lisbon and an expert on Chinese export wares, spent 11 years on this project. She tells the story of early exploration and the fascination with the exotic, detailing the crafty manoeuvring of foreign trade with China and the many influences that flowed back and forth across the water. Her books document the transition from tradition to Western motifs and shapes, among them coffee pots and sugar casters, and also delves into the sources for the armorial pieces for which this Brazilian collector has a special fondness. These books are expensive, but they are well worth the investment. This is the best work yet written on Chinese export porcelain and will be a resource for collectors, dealers and curators for years to come.

----------------------------------

The RA Collection of Chinese Ceramics:A Collector’s Vision

Cerâmica da China. Colecção RA

 

by Maria Antónia Pinto de Matos
The RA Collection of Chinese Ceramics: A Collector’s Vision is the most important new reference book on Chinese export porcelain to be published for many years. It provides the first comprehensive study of what is probably the world’s best private collection of pieces for the European market and contains new research into the subject of Chinese export porcelain.
The author Maria Antónia Pinto de Matos has been researching the RA Collection for 11 years and the result is a work of true scholarship providing the most up to date and complete account of the subject available. The three-volume set of hardcover books includes chapters on earthenware, stoneware and porcelain of the Song, Yuan, Ming and Qing dynasties, works with Western shapes and decoration and armorial Chinese export porcelain. It gives details of many rare or unique pieces in the RA Collection, which are the only ones of their type yet recorded. Published in a limited edition of 900 numbered copies – 500 in English and 400 in Portuguese – signed by the author, this work is a must for museum curators, collectors and scholars.
http://www.racollection.net
For more information about the lectures and book lauches click here
Published by Jorge Welsh Books, London and Lisbon, October, 2011
  • Language: English
  • Hardcover
  • ISBN 978-0-9557432-3-8
  • 36,2 x 26,5 cm
  • 1204 pages, 927 colour illustrations and 20 black & white illustrations
  • £900 (+ shipping)
  • Language: Portuguese
  • Hardcover
  • ISBN 978-0-9557432-4-5
  • 36,2 x 26,5 cm
  • 1204 pages, 927 colour illustrations and 20 black & white illustrations
  • £900 (+ shipping)
E-mail us to order

Postagem em destaque

Uma semana, dormindo e acordando com Madame IA, sob o patrocínio do mestre de cerimônias Airton Dirceu Lemmertz

  Uma semana, dormindo e acordando com Madame IA, sob o patrocínio do mestre de cerimônias Airton Dirceu Lemmertz: - Todas as participações ...