“Argentina destruye por el día lo que la naturaleza crea por la noche”.
Eduardo Frei, chileno, candidato presidencial en 2010 pela Concertación Democrática, em reunião privada com Arturo Valenzuela, Sunsecretário de Estado para o Hemisfério do Departamento de Estado, em relato da embaixada dos EUA em Santiago, de 12 de janeiro de 2010, "capturado" pelo Wikileaks.
A Argentina realmente é um caso extraordinário, de destruição self-applied, de inacreditável desmantelamento da riqueza pelas mãos incompetentes de seus políticos (e militares).
Outra frase memorável do economista historiador Simon Kuznetz:
"Existem duas coisas que a história econômica não consegue explicar: o sucesso do Japão e o fracasso da Argentina."
Tudo está dito...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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5 comentários:
Acho que a explicação pela fracasso da Argentina está na frase de Friedman: "Se dermos o Saara para o governo, em cinco anos falta areia". Muito governo e pouca crença no setor privado, causa de muitos males na América Latina.
Sobre o Japão, eu arriscaria dizendo que o modelo constitucional americano tem grande responsabilidade. Depois de 1000 anos sem perder nenhuma guerra, o Japão aceitou o modo de ver dos vencedores e venceram. Nós estamos bem perto dos americanos, mas achamos sempre que os americanos estão errados. Gostamos o modelo burocrata europeu.
Pedro,
El "éxito" de Japón puede ser atribuido a la política económica de los tres primeros shogun Tokugawa, Ieyasu, Hidetada e Iemitsu - principalmente este último. Respecto al "fracaso de la Argentina", realmente me excede. No entiendo que quiere decir esa frase, solicito que se explayen.
El de adentro bigodudo,
O sucesso do Japao nao se deve ao periodo TOkugawa, ainda que este tenha preservado a independencia do pais, mas sim ao periodo Meiji, e a modernizacao pelo alto patrocinada pelo Estado aativisita, que basicamente formou recursos humanos.
Quanto a Argentina, o Pedro foi muito claro sobre as razoes do fracasso: excesso de Estado e pouco empreendedorismo. De uma posicao de pais "rico" -- 70 por cento do PIB per capita americano em 1913 -- ela chegou a uma situacao de pais pobre cem anos depois: no maximo 33 pc do PIBpc americano hoje.
Paulo Roberto de Almeida
Prezado Paulo,
La formación de recursos humanos es anterior al período Meiji. La industrialización es Meiji, pero la logística es Tokugawa. Escribí sobre eso en:
http://eladentro-elafuera.blogspot.com/2010/06/el-discreto-encanto-de-la-autarquia-ii.html
Respecto a nuestro "fracaso": el PBI de Sudamérica de hoy es de aprox. US$ 3,4 mm. Para que la Argentina sea un "éxito" en tu visión ¿tendríamos que tener un PBI de US$ 2,4 mm y tener vecinos miserables?
El deadentro,
Grato por los comentarios sobre el periodo Tokugawa, que talvez tenha preservado a independencia (parcial) do Japao, mas tambem deixou despreparado para enfrentar desafios de maior importancia, o que lhes foi revelado em meados do seculo XIX.
Quanto a preparacao de recursos humanos, isso é muito relativo, como ocorre em todo sistema feudal: alta cultura convivendo com camponeses miseraveis e analfabetos.
Quanto a Argentina, eu apenas disse que ela se atrasou terrivelmente, o que não é segredo para ninguem, independentemente do seu PIB total, o fato é que outros fizeram melhor do que ela, nao so EUA e Japao, mas o proprio Brasil.
Uma pena, realmente, que os argentinos continuem repetindo erros do passado...
Mas, um dia passa.
O Brasil, alias, parece seguir um caminho argentino, agora, e estamos fazendo muita coisa errada, com certeza...
Paulo Roberto de Almeida
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