As várias guerras do Golfo:
Bush pai conduziu a primeira guerra do Golfo, em 1991, devidamente autorizado pelo CSNU, para liberar o Kuwait da dominação iraquiana. Derrotou o exército de Saddam Hissein, mas não conduziu "regime change". Parou antes de chegar a Bagdá.
Bush filho conduziu uma segunda guerra do Golfo, em 2003, sem autorização do CSNU, e totalmente desastrosa, para os EUA e todos os países da região e fora dela.
Trump, o único no bestialógico americano a caminho da decadência, conduziu uma terceira guerra do Golfo ainda mais desastrosa do que todas as besteiras que os americanos já fizeram em matéria de guerras imperiais: não tinha objetivos claros (ou os que tinha eram inalcançaveis), nunca soube o que fazer, só obedecia as ordens de seu amigo Netanyahu. Merece a confusão que criou. Perdeu a confianças do mundo inteiro. Está afundando os EUA.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 11/04/2026
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
sábado, 11 de abril de 2026
As várias guerras do Golfo - Paulo Roberto de Almeida
sexta-feira, 10 de abril de 2026
A Política Externa do Próximo Governo: o que NÃO fazer? - Paulo Roberto de Almeida (revista Será?)
O Instituto Ética e Democracia, associado a esta revista Será? – em parceria com o Movimento Roda Democrática e o Ateliê de Humanidades –, empreendeu, neste ano particularmente relevante para a política nacional, um processo de reflexão, de debates e de propostas, chamado Projeto Brasil, que pretende ser um espaço devotado à reflexão qualificada, ao diálogo e à formulação de políticas para o futuro do país. Suas atividades públicas tiveram início na noite de 9 de outubro por uma exposição e debates em torno da política externa do próximo governo, animado pelo embaixador Rubens Barbosa em interação com três dos membros do projeto: o cientista político Marco Aurélio Nogueira, o economista Sergio C. Buarque e este mesmo sociólogo que aqui escreve.
Clique no link para assistir o debate >>>
https://www.youtube.com/live/nFxJ2fVtOqU
Não apenas o mundo atual está fragmentado, instável e incerto, em função do unilateralismo agressivo de duas das três superpotências, como a própria política nacional também se encontra angustiosamente dividida no que já foi descrito pelos observadores como uma “polarização resiliente”, ou seja, uma divisão mais ou menos rígida das forças políticas, e do eleitorado, nos dois extremos que já dividem a política brasileira desde aproximadamente duas décadas. Nessas condições, fica difícil sugerir, determinar, ou sequer aventar, qualquer linha diretriz mais específica para as relações exteriores do governo que tomará posse em janeiro de 2027, uma vez que o país e a sua diplomacia poderão ser novamente arrastados para um dos dois polos antagônicos que marcam hoje o cenário político-partidário.
Uma alternativa a um enunciado de orientações positivas para a política externa e a diplomacia do próximo governo – supondo-se que um dos dois extremos assumirá o comando do país – consistiria numa listagem de diretrizes “negativas”, ou seja, políticas não desejáveis para a nação e para a sua presença internacional. Uma relação desse tipo vai necessariamente incidir sobre posturas e opções já presentes, no presente imediato ou num passado próximo, que se revelaram inadequadas do ponto de vista da autonomia de nossa política externa, assim como no plano das alianças e opções menos atraentes ou até negativas para o processo de desenvolvimento econômico e social do país.
Vamos começar pelo lado mais estapafúrdio, evidenciado no governo de Jair Bolsonaro, quem, mesmo antes de tomar posse, já prometia total subserviência ao presidente Donald Trump, no primeiro mandato deste. A campanha eleitoral começou por uma viagem, no início de 2018, à Coreia do Sul, um dos mais avançados bastiões tecnológicos do mundo, seguida, logo após, por uma visita a Taiwan, numa expressa demonstração de recusa da “China comunista” e seus supostos perigos à segurança do Brasil, refletindo as mais alucinantes obsessões da extrema-direita americana. Durante a campanha, o candidato da direita mais reacionária prestou demonstrações seguidas de futuro alinhamento às políticas do presidente Trump (mesmo nos casos opostos ao interesse nacional, como a repressão aos, e a expulsão sumária dos imigrantes ilegais).
No seguimento da vitória, já conectado ao ideólogo-mor do trumpismo, Steve Bannon, o presidente eleito recebeu a visita interessada do então conselheiro de Segurança Nacional de Trump, John Bolton, velho falcão da diplomacia americana e um consistente inimigo das posições independentes da diplomacia profissional brasileira, “desalinhada” em relação aos desejos da direita americana desde os tempos da primeira Guerra Fria. Ele tinha vindo “esquentar os motores” de uma aventura prioritária na agenda de Trump: a derrubada do governo chavista da Venezuela, já sob o comando de Nicolas Maduro. Aparentemente, a visita colocou em marcha a primeira incursão da diplomacia bolsonarista em matéria de intervenção externa na política interna de um outro Estado, iniciativa expressamente proibida pela Carta da ONU e pela Convenção de Viena sobre Relações Diplomáticas. O patético chanceler acidental escolhido pelo presidente eleito – sob indicação do guru Olavo de Carvalho –se coordenou com o Secretário de Estado de Trump para montar uma “ofensiva fronteiriça” contra a Venezuela, a partir da Colômbia e do próprio Brasil (em Roraima). Foi um fracasso, obviamente, mas os intervencionistas não se limitaram a isso.
Um episódio ridículo, a todos os títulos, foi o “I love you, Trump”, disparado por Bolsonaro num fugaz e rápido encontro com o seu objeto de amor, no ingresso de um e na saída de outro na tribuna da Assembleia Geral da ONU, em setembro de 2019. Mais grave ainda, antes e depois disso, foi o total alinhamento da política externa, e por definição da diplomacia, com as posturas regressistas, até mesmo reacionárias (do ponto de vista das posições anteriores do Itamaraty), em relação aos temas sociais, ambientais, de gênero, de redução de desigualdades e de promoção e defesa de minorias, todos eles pautados pelas obsessões mais alucinantes da extrema-direita americana. Os foros do multilateralismo – ONU, Unesco, Conselho de Direitos Humanos, COPs, até a OMS, o que produziu milhares de mortes excedentárias, pelo negacionismo vacinal – passaram a ser desprezados e hostilizados, em primeiro lugar esse próprio conceito e mecanismo, recusado liminarmente. O chanceler acidental protagonizou, assim como o próprio presidente, aparições burlescas (ao mesmo tempo tristes, do ponto de vista da diplomacia profissional), chegando a admitir a condição de “país pária”, para o Brasil, no cenário internacional. Não cabe aqui reproduzir os mais bizarros exemplos da diplomacia submissa de Bolsonaro com respeito às posturas de Trump (de 2019 a 2020), que eu já tive a ocasião de repercutir em quatro livros digitais discutindo esse período sombrio da política externa, mas também da diplomacia brasileira.
Continuando na vertente do que “não fazer”, mas na direção oposta, nem seria preciso relembrar aqui a afeição especial que a política externa lulopetista sempre dedicou a regimes de esquerda, mesmo ditaduras execráveis, ou até aquelas deploráveis de direita, quando convenientemente antiamericanas, o que sempre foi uma opção preferencial dos “neobolcheviques” do PT. Votações sensíveis no âmbito do Conselho de Direitos Humanos, normalmente pautadas pela abstenção da diplomacia profissional – para não “politizar a questão”, alegavam os diplomatas –, passaram a receber opções incompatíveis com nossa tradição de respeito aos direitos humanos, mesmo quando relativas às ditaduras mais vistosas, como a Birmânia (Mianmar) dos generais e a Coreia do Norte da dinastia Kim.
China e Rússia assumiram um lugar especial no panteão da “diplomacia ativa e altiva” dos companheiros, especialmente a partir da conformação do Bric (2006-2009), depois promovido a Brics (2011) e a Brics+ (2024-2025). Poucas evidências desse novo alinhamento foram tão vergonhosamente escandalosos de uma mínima decência no plano dos direitos humanos quanto a entrega imediata à ditadura castrista de dois boxeadores cubanos que pediam asilo no Brasil, por ocasião dos Jogos Panamericanos de 2007, remetidos de volta à ilha-prisão graças a um providencial jatinho enviado rapidamente por Chávez com rota direta para Cuba. O próprio chanceler ordenou vetar a avaliação pela OEA do fuzilamento de opositores cubanos, sob a justificativa de que Cuba havia sido excluída da OEA (o que é incorreto; ela tinha sido apenas suspensa)
O lado mais escabroso do ponto de vista da tradição doutrinal brasileira – que vem de Rio Branco, de Rui Barbosa, de Oswaldo Aranha, de San Tiago Dantas, entre outros juristas e diplomatas que construíram os fundamentos da adesão irrestrita da diplomacia brasileira ao Direito Internacional – veio a ser a total indiferença do governo Dilma Rousseff em relação à Carta da ONU quando da invasão e da anexação ilegais da península ucraniana da Crimeia em 2014, dizendo tratar-se de um “problema interno” à Ucrânia. O governo Bolsonaro adotou postura pusilânime quando da invasão total da Ucrânia, em 2022, uma semana depois de ter feito visita não recomendada pelo Itamaraty, afirmando até ser “solidário” à Rússia, postura seguida (e até exacerbada) na gestão Lula 3, a partir de 2023. Em declarações oficiais, tanto no governo Bolsonaro, quanto sob Lula 3, a diplomacia oficial jamais fez qualquer distinção entre o agressor e o agredido, repetindo as mentiras russas a propósito das “preocupações de segurança de ambas as partes”, como elas fossem reciprocamente equivalentes em potencial ofensivo.
Levado em visita à cidade de Bucha, o chanceler recusou-se a admitir os crimes de guerra russos cometidos contra civis, alegando tratar-se “apenas de fotografias”. Lula chegou ao cúmulo de pretender trazer Putin – procurado pelo TPI por crimes contra a humanidade, por sequestro de crianças ucranianas– ao Brasil, mesmo ao preço de fazer o país denunciar o Estatuto de Roma e abandonar o TPI. A conivência da diplomacia petista com as posições russas em relação a uma solução negociada para a guerra de agressão à Ucrânia chegou a ser patética, com Lula recomendando que o país agredido cedesse territórios ao país agressor, como “solução” para “acabar com a guerra”.
Dois precedentes da diplomacia brasileira, numa era até anterior à carta da ONU, oferecem um testemunho sobre outros tempos e outros princípios. O Estado novo, até conhecido por simpatias fascistas, não aceitou a usurpação territorial da Polônia pela Alemanha nazista, em 1939, assim como jamais reconheceu, no ano seguinte, a absorção dos três Estados bálticos, países com os quais tínhamos relações diplomáticas, pela União Soviética (postura mantida até 1961). Ou seja, até a ditadura varguista se mostrou fiel a princípios que seriam consagrados na Carta da ONU, em 1945, e que hoje estão inscritos nas cláusulas de relações internacionais do artigo 4º da CF-1988.
Em síntese, o que não cabe fazer, no próximo governo, seria exibir uma política externa e uma diplomacia comprometedoras de nossa autonomia decisória, ao apoiar qualquer uma das grandes potências em suas infrações ao Direito Internacional, seguir posturas notoriamente contrárias aos valores e princípios de nossas tradições jurídicas ou escusar-se de expressar uma opinião conforme aos fundamentos doutrinais de nossa adesão aos direitos humanos, consagrados solenemente em tratados ratificados pelo Congresso e seguidos judiciosamente pelas nossas altas cortes. Enfim, não é difícil identificar o que NÃO DEVE SER FEITO em matéria de política externa: basta seguir o bom senso e a história pregressa de nossa diplomacia.
Questões sobre a guerra perdida de DJT - Paulo Roberto de Almeida
Um site de notícias econômicas consultou-me a respeito de questões de atualidade. Enviou-me três perguntas, às quais respondi da seguinte maneira:
Respostas a questões de agência de notícias.
Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota sobre questões do universo trumpiano
1) Por que os EUA decidiram entrar na guerra?
PRA: Nem os EUA, nem Trump decidiram entrar na guerra; foi Netanyahu quem convenceu Trump de que o Irã ainda representava um “perigo iminente” para os EUA, a despeito do presidente americano ter declarado, anteriormente, que “ele” havia “obliterado” o programa nuclear iraniano, nos bombardeios pesados de junho de 2025. Como se sabe, Netanyahu PRECISA de guerras para se manter no poder e evitar assim a continuidade do processo na Suprema Corte israelense por acusações de corrupção contra si. Aproveitou, assim, a megalomania de Trump, e seu excesso de confiança depois de ter “extraído” o ditador da Venezuela e começado a tutelar o regime chavista, que continua praticamente intacto. Nunca foi tão fácil enganar um presidente inepto, narcisista maligno e paranoico, como já classificado por psiquiatras, e cercado por assessores ineptos e totalmente submissos ao seu poder irrestrito, até inconstitucional, como evidenciado diversas vezes. Trump pensava reeditar a experiência venezuelana no Irã, o que é um trágico erro em detrimento dos recursos econômicos e humanos dos americanos, a começar pelas suas Forças Armadas, cujos generais correm o sério risco de serem acusados de crimes de guerra, pelos ataques indiscriminados a alvos civis no Irã.
2) O que Washington busca conquistar com o conflito?
PRA: Os objetivos originais eram grandiosos, como “mudança de regime” no Irã, eliminar não só a capacidade ofensiva e dos “proxy agents” do Irã (Hezbollah no Líbano, Hamas na Faixa de Gaza, Houthis no Yemen), mas também a própria capacidade defensiva do regime dos aiatolás. Todas essas metas eram virtualmente impossíveis de serem eliminadas sequer diminuídas, a despeito dos duros bombardeios, mas NENHUM desses objetivos poderiam ser alcançados por bombardeios aéreos, o que o pessoal da inteligência americana e do Pentágono deve ter dito aos incompetentes assessores do presidente, a começar pelo bizarro Secretário da Guerra, um incompetente e alucinado total. Trump já mudou diversas vezes de objetivos, inclusive o de obter facilmente a abertura do estreito de Ormuz, que já estava aberto e desimpedido antes dos ataques. Ele se subordinou, então, aos dez pontos apresentados pelo Irã, que representam uma derrota total para os seus objetivos. Mas o processo agora vão entrar numa dupla via: negociações caóticas em Islamabad e bombardeios esparsos aqui e ali. Persistem dúvidas sobre a “parte libanesa” do conflito, que contemplam unicamente os objetivos de Netanyahu, o que vai dificultar qualquer acordo em torno das questões do Golfo.
3) Quais os riscos e consequências dessa decisão?
PRA: Depois de 1929, da Depressão dos anos 1930, da crise dos países em desenvolvimento do final dos anos 1990 e da crise financeira de 2008-2009, ademais das duas crises do petróleo (1973 e 1979), o mundo pode estar no limiar de numa nova grande crise, que pode receber o nome de “crise Trump”, pois todos os indicadores econômicos, domésticos e internacionais dos EUA, assim como as evidências para TODOS os países do planeta, refletem a iminência de uma crise latente, se arrastando por diversos meses, em função, EXCLUSIVAMENTE, da irracionalidade, da opção pelo CAOS, provocadas pelas ações piromaníacas do presidente desequilibrado, incompetente, doentio, e cercado de assessores medíocres, incompetentes e submissos.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5274, 10 abril 2026, 2 p.
Um diplomata herói nas primeiras incursões pela América andina no século XIX: Duarte da Ponte Ribeiro - Paulo Roberto de Almeida
Paulo Roberto de Almeida
Meu amigo e colega historiador Luiz Cláudio Villafañe Gomes Santos prepara uma nova biografia do grande diplomata da primeiríssima fase da independência e afirmação da diplomacia brasileira nascente, Duarte da Ponte Ribeiro, em substituição à tradicional de um descendente seu, dos anos 1950. Eu tinha feito um primeiro artigo, parcial, sobre a vida dele, sem abordar, propriamente, seu imenso labor na diplomacia brasileira, apenas suas agruras e aflições de uma vida muito sacrificada. Ele vai aqui reproduzido como possível estímulo aos que se interessaram por esse diplomata excepcional, pela bravura e pela competência, um dos formuladores da diplomacia das negociações fronteiriças desde o primeiro Reinado.Divulgado novamente na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/165604401/1381_Um_diplomata_a_cavalo_Duarte_da_Ponte_Ribeiro_2005_
Laurence Badel, professora da Sorbonne, historiadora das relações internacionais com ênfase na participação das mulheres (H-Diplo)
Laurence Badel, professora da Sorbonne, historiadora das relações internacionais com ênfase na participação das mulheres:
H-Diplo|Jervis Forum Article Review 191: Pierre on Badel, "'Auxiliary' Jobs?"
christopher ball
The Jervis Forum
H-Diplo | Robert Jervis International Security Studies Forum
Article Review 191
Laurence Badel, “‘Auxiliary’ Jobs? French Women’s Multiple Entry Pathways into Diplomacy, 1900–1947,” Diplomacy & Statecraft 35:3 (2024): 432-455. DOI: https://doi.org/10.1080/09592296.2024.2383001.
9 April 2026 | PDF: https://issforum.org/to/JAR-191 | Website:rjissf.org
X: @HDiplo | BlueSky: @h-diplo.bsky.social | Mastodon: @HDiplo| Mastodon: @HDiplo
Editor: Diane Labrosse
Commissioning Editor: Lori Maguire
Production Editor: Christopher Ball
Pre-Production Copy Editor: Mia Tellmann
Marine Pierre, Saxo Institute, University of Copenhagen
The scholarship of Laurence Badel focuses on modern diplomatic practices, women’s roles in diplomacy and international relations, and the relationships between diplomacy, economic actors, and European integration, while also contributing to the historiography of international relations and offering reflexive perspectives on the field as a discipline.[1] This article offers a significant and methodologically innovative contribution to the historiography of diplomacy, gender, and the state in the first half of twentieth-century France. By adopting a broad sociological definition of diplomacy as a socio-professional sphere rather than a narrowly institutionalized career, Badel challenges the dominant narrative that has long confined women’s entry into French diplomacy to a handful of exceptional figures who succeeded in passing the diplomatic competitive examination. Instead, she reconstructs a far more complex landscape of female participation that is structured around multiple entry pathways, which are often informal, precarious, and officially classified as “auxiliary,” and nonetheless involved substantial political, administrative, and cultural responsibilities.
The article situates itself explicitly within the historiographical renewal initiated by gender history, the New Diplomatic History, and the New Consular History.[2] Responding to Emily Rosenberg’s call to move beyond celebratory histories of “pioneering women,”[3] Badel proposes a shift in analytical focus from formal titles and examinations to practices, functions, and trajectories. In doing so, she questions the analytical validity of the dichotomy between “diplomatic professions” and “auxiliary professions,” a distinction which is deeply embedded both in administrative taxonomies and in the self-representations of diplomatic actors themselves. To replace this binary, she advances a functional mapping of the diplomatic sphere that was structured around four broad categories of activity—logistics, support, communication, and political work—within which women were present in far greater numbers and with far greater responsibilities than conventional narratives suggest.
The core argument of the article is that throughout the first half of the twentieth century, women were not marginal actors waiting passively for formal inclusion in the diplomatic corps. Rather, they were already deeply embedded in the functioning of the French diplomatic apparatus, both at headquarters and abroad, through a wide range of positions that were officially classified as auxiliary. These roles (typists, clerks, translators, cipher specialists, archivists, and rédactrices) often entailed responsibilities that went well beyond the supposedly subordinate nature of their status. In practice, many women drafted diplomatic notes, managed services, conducted cultural diplomacy, and assumed political responsibilities indistinguishable from those of male diplomats, albeit without the corresponding recognition, remuneration, or career security.
One of the article’s major strengths lies in its careful deconstruction of the dominant narrative surrounding the “first women diplomats,” particularly the figure of Suzanne Borel (later Suzanne Bidault), the first woman diplomat in France prior to 1945. Through a critical reading of autobiographical sources, Badel demonstrates how Borel’s memoirs contributed to a heroic and individualized account of women’s entry into diplomacy, one that minimized both the collective dimensions of feminist mobilization and the pre-existing presence of women in the diplomatic sphere.[4] By contrasting these narratives with archival documentation and contemporary press sources, Badel reveals the extent to which autobiographical memory itself participated in the symbolic construction of a male-dominated professional identity, even when articulated by women.
Methodologically, the article is grounded in an impressive and original corpus of sources. Particularly noteworthy is Badel’s use of a previously unpublished photographic register of Quai d’Orsay personnel from 1938–1940, which provides a rare and concrete snapshot of the gendered composition of the ministry on the eve of the Second World War. This source allows her to move beyond abstract categories and to reconstruct the actual distribution of tasks, revealing that women were present across all four functional categories, including political work. Personnel files, recruitment regulations, competitive examination records, and ministerial correspondence further enable Badel to trace individual trajectories and institutional constraints with remarkable precision. One of the most striking results of this approach is the way in which it brings back into view a large number of women whose names, careers, and biographies had largely disappeared from the historiography, thereby opening up rich avenues for future prosopographical and comparative research.
The article convincingly shows that auxiliary status functioned both as a barrier and as an opportunity. While the precarious nature of auxiliary employment exposed women to job insecurity, salary discrimination, and limited prospects for advancement, it also constituted one of the primary gateways into diplomatic work at a time when formal examinations were closed or restricted. Technological changes, particularly the introduction of the typewriter, played a crucial role in feminizing administrative labor and creating new points of entry into the diplomatic sphere. Yet Badel demonstrates that these technical positions were rarely confined to purely mechanical tasks and often evolved into substantive political and administrative responsibilities.
The article also examines how the disruptions produced by the Second World War, the Vichy regime, the Resistance, and the Liberation reshaped women’s access to diplomatic careers within the French institutional context. Badel analyzes the creation of the cadre latéral in 1944 as an exceptional recruitment mechanism designed to integrate Resistance fighters into a diplomatic corps affected by purges and regime change. Although not conceived as a gendered policy, this mechanism enabled a limited number of women to obtain diplomatic or consular appointments. At the same time, the article emphasizes the uneven and often contradictory outcomes of this process, including blocked careers, downgrading, and the persistence of institutionalized gender discrimination.
The analysis of postwar trajectories further underscores the structural limits of these wartime openings. Restrictions on married women’s employment,[5] conflicts over reclassification, and unequal access to the newly created corps of civil administrators reveal the resilience of gendered hierarchies within the French state. Even women whose Resistance credentials were indisputable encountered institutional resistance, which illustrates the fragility of gains obtained under exceptional circumstances. In this respect, Badel’s article contributes not only to diplomatic history but also to a broader understanding of how gendered inequalities were reconfigured rather than eliminated during moments of political rupture and administrative reconstruction.
While the article’s empirical richness is one of its greatest strengths, it also raises questions that invite further discussion. Its focus on France allows for a finely grained institutional analysis, but it limits the scope for systematic international comparison. Badel gestures toward parallels with Switzerland and Britain, yet a more explicit comparative framework might further clarify the specificity, or representativeness, of the French case.[6] At the same time, the article opens multiple promising avenues for future research, notably on transnational circulations of female diplomatic labor, comparative recruitment regimes, and the long-term effects of auxiliary careers on professional identities.
These limitations do not detract from the article’s overall contribution. By foregrounding auxiliary careers and subaltern positions, Badel successfully contests conventional definitions of diplomacy and invites historians to reconsider the boundaries of the diplomatic profession itself. Her work demonstrates that the history of diplomacy cannot be fully understood without integrating the gendered division of labor, the role of administrative support functions, and the impact of exceptional political contexts.
In sum, “Auxiliary” Jobs? French Women’s Multiple Entry Pathways into Diplomacy, 1900–1947” represents a major contribution to the social history of diplomacy and to the historiography of gender and the state. It will be of particular use to scholars working on diplomatic history, gender studies, and the sociology of public administrations, and it provides a compelling methodological model for future research on subaltern actors in international relations.
Marine Pierre is a postdoctoral researcher at the Saxo Institute, University of Copenhagen. Her work focuses on the social and diplomatic history of international organizations, with particular attention to expertise, transnational careers, and bureaucratic cultures. She is currently conducting research on the League of Nations.
[1] Laurence Badel is Professor of Modern History and International Relations at Université Paris 1 Panthéon-Sorbonne. Her previous publications include Écrire l’histoire des relations internationales: genèses, concepts et perspectives XVIIIe-XXIe siècle (Armand Colin, 2024); “Au défi des mots, des émotions et des « non-lieux » Écrire l’histoire des relations internationales contemporaines au 21e siècle,” 20 & 21. Revue d'histoire, 162:2 (2024): 47-62, DOI: https://doi.org/10.3917/vin.162.0047; “Les enjeux de la ‘diplomatie féministe’. Représentation de l’État et promotion des droits,” Annuaire français de relations internationales (2023): 927-942, DOI: https://doi.org/10.3917/epas.ferna.2023.01.0927; “De La capitale au forum. Fonctions, usages, hiérarchies de la capitalité diplomatique (XIXe-XXIe siècle),” Revue Historique 703:3 (2022): 625-662, DOI: https://doi.org/10.3917/rhis.223.0625; Diplomaties européennes XIXe-XXe siècle (Presses de Sciences Po, 2021); Histoire et relations internationales. Pierre Renouvin, Jean-Baptiste Duroselle et la naissance d’une discipline universitaire (Éditions de la Sorbonne, 2020); Un milieu libéral et européen. Le grand commerce français 1925–1948 (Institut de la gestion publique et du développement économique. Comité pour l’histoire économique et financière de la France, 1999).
[2] In addition to the already rich historiography mobilized by Badel, it is also possible to point to a broader body of scholarship on diplomacy and gender, including: Nevra Biltekin, “Unofficial Ambassadors: Swedish Women in the United States and the Making of Non-State Cultural Diplomacy,” International Journal of Cultural Policy: CP, 26:7 (2020): 959-972, DOI: https://doi.org/10.1080/10286632.2020.1823975; Jennifer A. Cassidy, Sara Althari, “Introduction. Analysing the Dynamics of Modern Diplomacy through a Gender Lens,” in Jennifer A. Cassidy, eds., Gender and Diplomacy (Routledge, 2017): 1-31; Cynthia Enloe, Bananas, Beaches, and Bases: Making Feminist Sense of International Politic (University of California Press, 2014 (1990)); Helen McCarthy, Women of the World. The Rise of the Female Diplomat (Bloomsbury, 2014).
[3] Emily Rosenberg, “Gender,” The Journal of American History, 77:6 (1990): 116-124.
[4] Suzanne Bidault, Par une porte entrebâillée ou comment les Françaises entrèrent dans la Carrière (La Table ronde, 1972), 219.
[5] While marriage is often invoked as a constraint on women’s diplomatic careers, a growing literature has also shown that the diplomatic sphere, and the men who officially embodied it, relied heavily on the informal yet essential labor of diplomats’ spouses in sustaining diplomatic representation, sociability, and everyday diplomatic practice: Isabelle Dasque, Le pouvoir des femmes de diplomates. XIXe-XXIe siècles (Nouveau Monde Éditions, 2025); Alexandra Penler, The Quiet Diplomats: American Diplomatic Wives and Public Diplomacy in the Cold War, 1945–1972, PhD Thesis (2023); Erlandsson Susanna, Personal Politics in the Postwar World. Western Diplomacy Behind the Scenes (Bloomsbury Academic, 2022); Molly M. Wood, “’Commanding Beauty’ and ‘Gentle Charm’: American Women and Gender in the Early Twentieth-Century Foreign Service,” Diplomatic History 31:3 (June 2007): 505-530, DOI: https://doi.org/10.1111/j.1467-7709.2007.00629.x.
[6] On other national cases of women and diplomatic career, we can note the following: Brigitta Niklasson, “Introduction: Approaching Gender and Ministries of Foreign Affairs,” The Hague Journal of Diplomacy 17 (2022), 339-369, DOI: https://doi.org/10.1163/1871191x-bja10123; Philip Nash, Breaking the Protocol: America’s First Female Ambassadors, 1933–1964 (The University Press of Kentucky, 2020); Elise Stephenson, “Domestic Challenges and International Leadership: A Case Study of Women in Australian International Affairs,” Australian Journal of International Affairs 73:3 (2019): 234-253, DOI: https://doi.org/10.1080/10357718.2019.1588224; Molly M. Wood, “Wives, Clerks, and ‘Lady Diplomats’: The Gendered Politics of Diplomacy and Representation in the US Foreign Service, 1900–1940,” European Journal of American Studies 10:1 (2015): DOI: https://doi.org/10.4000/ejas.10562.
O início do fim da minha "caminhada no deserto", em abril de 2016 - Paulo Roberto de Almeida
PRA: Estes dez anos, ou melhor, abril de 2016, representou também o começo do fim do meu longo ostracismo, 13,5 anos, na Secretaria de Estado do Itamaraty, desde o início de 2003 (quando eu ainda estava na embaixada em Washington e recebi o convite do diretor do IRBr, para chefiar o novo mestrado do Instituto, do qual eu já era, desde 2001, professor orientador), e que foi vetado pela administração "petista" empossada em janeiro. Fiquei na maior parte do tempo na Biblioteca do Itamaraty, lendo e escrevendo. Em 2016, fui alertado para um possível cargo, não na SERE, mas na Funag, e de fato me ofereceram sala e funcionários, mas me recusei a assumir o novo cargo, como diretor do IPRI, até que o processo fosse concluído oficialmente e o DOU publicasse minha nomeação, apenas em AGOSTO, quando finalmente assumi o cargo. Trabalhei durante dois anos e meio, mas a partir de outubro de 2018, já sabia que seria expurgado novamente pelo novo "regime", os tempos sombrios do bolsonarismo alucinado e seu patético chanceler acidental. Foi o que ocorreu no início de 2019, e fui designado para servir na Divisão dos Arquivos, nas catacumbas do Anexo II (Bolo de Noiva) do Itamaraty. Fiquei lá, sendo ainda penalizado pelo bizarro chanceler, até me aposentar um ano e meio depois.
Volto à nota:
"10 anos do impeachment da Dilma
No dia 17 de abril de 2016, o Brasil acompanhou a votação do segundo pedido de impeachment de um presidente da República desde a redemocratização do país. Um dos protagonistas no dia da votação foi Jean Wyllys, então deputado pelo PSOL, que foi ofendido por Bolsonaro e reagiu com uma cusparada. Após o ocorrido, Jean passou a sofrer ameaças a ponto de decidir abandonar a carreira política e sair do país. Dez anos depois, ele conversa com Andrea Dip no Pauta Pública, analisando os impactos que a histórica votação e o impeachment de Dilma como um todo tiveram na política e na sociedade brasileira - e o que está em jogo nas eleições de 2026."
Pública, 10/04/2026
A Novidade Monstruosa: Frankenstein, de Mary Shelley - Martim Vasques da Cunha (Substack)
A Novidade Monstruosa
Um ensaio (completamente) inédito sobre o livro "Frankenstein", de Mary ShelleyMARTIM VASQUES DA CUNHA, APR 10
Alexandre Desplat on Creating the Score for Frankenstein with Guillermo del Toro | Netflix - YouTube
Será que vemos a centésima milésima parte do que existe? Olhe, aí está o vento, que é a maior força da natureza, que derruba os homens, abate edifícios, desenraiza as árvores, suspende montanhas de água no mar, destrói falésias e arremessa grandes navios contra os rochedos, o vento que mata, que sopra, que geme, que ruge – o senhor o viu, pode vê-lo? No entanto, ele existe.
O abade, em “O Horla (segunda versão)”, de Guy de Maupassant.
1. Desde a juventude até a morte, Mary Shelley (1797-1851) ouviu apenas uma única pergunta em sua vida, uma pergunta que, de início, a irritava profundamente, mas depois acostumou-se a ela e decidiu que teria de respondê-la mais cedo ou mais tarde: “Como teria eu, então uma jovem, chegado a uma ideia tão horripilante e, depois, a elucubrar tão longamente sobre ela?”.
Os dois aspectos temporais do trecho acima – “então” e “tão longamente” – mostram que, na mente de Shelley, havia algo que a obcecava nessas décadas todas. Não era o fato do livro que surgiu da noite tenebrosa em que Lorde Byron a impeliu a escrever uma história de horror – o hoje mítico Frankenstein, ou: o Prometeu Moderno, escrito em 1816 e publicado em 1818 – se tornou um tremendo sucesso entre os leitores, influenciando o imaginário europeu; muito menos o próprio encontro em si, quando ela, uma moça precoce de 18 anos de idade, acabara de se casar com outro poeta famoso, Percy Shelley, dividiu uma casa em Genebra, na Villa Diodati, com o marido e Byron, e em um divertissement concebido numa madrugada fria e cheia de trovoadas, se sentia a pessoa menos importante daquele triângulo.
A sua obsessão particular, se podemos chamá-la assim, foi a descoberta de algo novo, uma novidade que deve ser classificada como monstruosa e a qual, articulada em um símbolo poderosíssimo (como a de uma Criatura nascida de restos de cadáver e ressuscitada por meios científicos próximos da magia negra), foi também vislumbrada pelos outros dois participantes presentes naquela mansão – sim, nunca é demais repetir: Byron e Shelley – e marcaram igualmente a vida e a obra de ambos.
Lorde Byron (1788-1824), ou George Gordon para os íntimos, era então a celebridade mais famosa daquele movimento literário que enfurecia a Europa chamado Romantismo (apelidado assim porque seus maiores idealizadores – Schelling, Coleridge, Fichte, Wordsworth, entre tantos que viviam na Alemanha e na Inglaterra – acreditavam recuperar a concretude verbal dos romanos, por meio do latim, em contraposição ao racionalismo filosófico dos Iluministas, em particular os franceses). Nobre decadente, na verdade, com pouco dinheiro nas algibeiras, ainda assim conseguia transitar com desenvoltura na alta sociedade britânica, e tinha um talento métrico fora do comum. Seus poemas têm uma força melódica impressionante, aliada a um conhecimento de formas poéticas que vão do épico (Don Juan, de 1819-22) até o intimista (a elegia “Darkness”, ou “As Trevas”, concebida em 1816, justamente na época do encontro com Percy e Mary Shelley e que veremos em breve), passando pelo autobiográfico (Childe Harold’s Pilgrimage, de 1812 a 1819). Se há um tema que unifica essa variedade de gêneros é o de que o ser humano é capaz de reformar a realidade, seja pelos meios políticos, pelos meios amorosos e até mesmo pelos meios luciferinos.
Percy Bysshe Shelley (1792-1822) se via como um discípulo direto de Byron, e talvez estivesse certo, se não fosse o fato de que ele era infinitamente superior em talento e em vocação, comparado ao seu mestre. Era um poeta no sentido pleno da palavra, um verdadeiro vate, certamente alguém próximo do visionário, capaz de jogar com a flexibilidade dos versos ao modo de um Shakespeare ou de um John Milton, além de de refletir sobre os mistérios do real, antecipando-os verbalmente, como fica evidente ao lermos Prometeu Desacorrentado (1817, criado como complemento ou resposta ao Frankenstein de Mary), os sonetos brilhantes ao modo de “Ozymandias” (1819, uma meditação aguda sobre a futilidade do poder terreno) e o épico inacabado que é O Triunfo da Vida (1822). Em sua obra, o que lhe dá unidade é o vislumbre de que o mundo, apesar de petrificado pela máquina da modernidade, ainda é capaz de ser reencantado na sua origem, seja pelas mãos do próprio homem (mesmo que isto esteja fadado ao fracasso) ou por forças subterrâneas que atuam no mundo como se fossem “espectros” ou daimonion, demônios que nos apossam e que nos transformam em meros receptáculos dos desejos deles.
Percy e Mary Shelley, junto com Lorde Byron, eram a trupe insólita formada na Villa Diodati, quando no dia 16 de junho de 1816 (segundo alguns estudiosos, o que dá margem para ser um evento simétrico ao Bloomsday posteriormente celebrado por James Joyce em Ulysses), os três se reuniram (havia também o Dr. John Polidori e a irmã de Mary, Claire, respectivamente o médico e a amante de Byron) para aquela competição que já se tornou clichê na mente dos aficionados dos livros e dos filmes de horror (Ken Russell tiraria sarro disso em seu filme incompreendido, Gothic, de 1986): segundo o relato da própria Mary, foi num “verão úmido e desagradável, em que a chuva incessante com frequência nos confinava durante dias em casa”, quando, ao se divertirem com histórias macabras (entre elas, os trechos iniciais de Hamlet), a conversa “avançou noite dentro” e então Byron sugeriu o seguinte: “Cada um de nós escreverá uma história de fantasmas; e sua proposta foi acatada”.
Reparem que, ao contrário do que dizem por aí, Byron pediu uma “história de fantasmas”, e não uma “história de monstros”. Polidori escreveu um conto chamado “O Vampiro”, que teria suas ramificações mais famosas em outra obra célebre escrita por Bram Stoker (vocês sabem qual é, correto?), mas obviamente fracassou porque se recusou a atender o preceito. Shelley esboçou algumas linhas, daí desistiu (em compensação começaria a rascunhar o Prometeu Desacorrentado); Byron nem se mexeu, como bom superstar que era; e Mary e Claire ficaram batendo a cabeça entre si, incessantemente, tudo para agradar os dois grandes homens ali presentes em suas vidas.
2. A caçula Claire (um ano mais nova) idolatrava Mary acima de tudo, quando ambas eram filhas (ou enteada por parte do pai, no caso da primeira) de William Godwin e Mary Wollestonecraft, intelectuais britânicos de clara influência iluminista – e fiéis daquela seita informal que girava ao redor do genebrino Jean-Jacques Rousseau (1712-1778). O nome de Rousseau é importante porque ele é uma das chaves de leitura para entender corretamente Frankenstein...
(...)
O resto para os pagantes...
A indefectível CORRUPÇÃO de nossas elites
É impagável a dívida do candidato Flávio Bolsonaro com o ministro do STF Dias Toffoli. Em julho de 2019, quando o primeiro era filho do presidente da República e o segundo presidente do Supremo, Toffoli suspendeu todas as investigações sobre corrupção de Flávio Bolsonaro baseadas em dados sigilosos compartilhados pelo Coaf e pela Receita Federal com o Ministério Público sem autorização prévia da Justiça. Até aquele momento, não havia essa exigência. Quatro meses depois, o ministro Gilmar Mendes usou o argumento de Toffoli para anular os relatórios do Coaf que embasaram a denúncia contra Flávio Bolsonaro, porque não haviam sido autorizados antes pela Justiça. Pela intervenção direta de Toffoli, Flávio Bolsonaro não deve nada à Justiça.
Desconhecido fora do Rio de Janeiro, o senador Flávio Bolsonaro ganhou manchetes pela primeira vez na vida em dezembro de 2018, às vésperas da posse de Jair Bolsonaro como presidente. Apurando suspeitas de lavagem de dinheiro de vários deputados estaduais do Rio de Janeiro, o Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) detectou movimentações financeiras atípicas de R$ 1,2 milhão nas contas do ex-policial Fabrício Queiroz, assessor de Flávio Bolsonaro como deputado estadual. O Ministério Público descobriu que Queiroz e Flávio Bolsonaro comandavam um esquema de “rachadinha”, o mais antigo esquema de corrupção da política brasileira. Consiste em contratar assessores — que trabalham ou não trabalham — para que eles devolvam parte ou todo o salário ao parlamentar que os contratou.
Queiroz é um velho amigo de Jair Bolsonaro, que o colocou no gabinete do filho. As investigações mostraram que Queiroz recolhia parte do salário dos assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro, alguns deles seus parentes. Os assessores depositavam dinheiro nas contas de Queiroz. Os dados do Coaf mostraram não só as entradas, mas também as saídas. Entre elas estava um cheque de R$ 24 mil de Queiroz para a então primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Em abril de 2020, o então ministro da Justiça, Sergio Moro, deixou o cargo acusando o presidente de tentar interferir na investigação da Polícia Federal para proteger Flávio Bolsonaro. Em outubro de 2020, o Ministério Público do Rio denunciou Flávio Bolsonaro, Queiroz e mais 15 pessoas pelos crimes de peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A investigação do esquema mostrou uma preferência dos Bolsonaros por dinheiro vivo. Flávio Bolsonaro era sócio de uma franquia de chocolates da Kopenhagen no shopping Via Parque, no Rio. O Ministério Público descobriu que a loja recebia grandes volumes de depósito em dinheiro em datas coincidentes com o pagamento dos assessores do gabinete de Flávio Bolsonaro. Em vários meses, esses depósitos eram maiores que o faturamento da loja. Chamou a atenção que os depósitos não cresciam na temporada da Páscoa, como ocorre em todas as lojas de chocolate do resto do mundo.
Durante a investigação, o MP descobriu que Flávio comprou dois apartamentos em Copacabana em 2012 por R$ 310 mil, pagos em cheque, e registrados em cartório por esse valor. Contudo, o MP descobriu também que, no dia da compra, o vendedor dos imóveis depositou R$ 638 mil em dinheiro vivo numa agência bancária perto do cartório.
Em 2021, Flávio comprou uma casa de 936m², num terreno de 2.400m², no Setor de Mansões Dom Bosco, em Brasília, por R$ 5,97 milhões. Pagou R$ 2,8 milhões e financiou R$ 3,1 milhões no BRB por 30 anos, com juros anuais de 3,7% mais IPCA. Além de os juros estarem abaixo dos praticados no mercado, a renda declarada de Flávio Bolsonaro à época, apenas como senador, não permitia financiar valor tão alto. Mas o empréstimo foi feito no BRB na gestão de Ibaneis Rocha, aliado dos Bolsonaro. Flávio Bolsonaro quitou o imóvel em 2024.
Em 2021, o Superior Tribunal de Justiça acolheu um recurso da defesa de Flávio com base no argumento de que a investigação no Rio deveria ter sido conduzida por desembargadores do Tribunal de Justiça, não por um juiz de primeira instância.
As decisões encerraram o caso.
Toffoli tem uma relação de amizade com Jair Bolsonaro. Os dois se conheceram em viagens para a Amazônia no começo do século, quando o ministro era assessor parlamentar do PT e Bolsonaro um deputado de quarto escalão. Nos dois anos como presidente do STF, Toffoli foi o líder do governo na Corte e durante as tensas eleições de 2022 era um dos raros ministros que seguia frequentando o Palácio do Alvorada. Flávio Bolsonaro herdou a boa relação e deu sinais contraditórios sobre o envolvimento de Toffoli no escândalo Master.
Pressionado pelo PL, Flávio Bolsonaro assinou o pedido de impeachment de Toffoli, mas logo depois alertou aos autores do projeto, os senadores Magno Malta, Eduardo Girão e Damares Alves, que um impeachment agora daria ao PT mais uma vaga no STF. Flávio Bolsonaro também assinou a CPI do Master, mas ato contínuo afirmou que a CPI seria um “ato de covardia ou conveniência” contra o STF e negou que sua assinatura significasse apoio à estrutura original da investigação.
A última postagem de Flávio Bolsonaro na plataforma X sobre Dias Toffoli é de maio 2020. É um agradecimento.
The new decisive alliance: Japan-Ukraine for victory over the aggressor
History has always shown us that unexpected alliances are formed in times of war. This has also been the case for Ukraine.
Just a short while ago, something happened in the Ukraine Russia war that could fundamentally change the rules of the game.
Kiev has gained an Asian ally from thousands of miles away, Japan. As we mentioned in our previous videos, the Tokyo administration first disrupted the balance in the Pacific.
Now it is redefining the rules on the battlefields of Eastern Europe. There is only one country that will feel the tension of this surprising strategic alliance.
Russia. On March 31st, that pivotal moment that altered the course of the war occurred.
Russia's relentless drone attacks are now facing off against the Pacific's asymmetric intelligence. Moreover, the cost of this asymmetric power, which has fundamentally shaken the war's balance, was just $2,000.
But the Kremlin's real nightmare isn't in this low price tag. We'll return to that mind-boggling detail shortly.
Toukig, CEO of Japanese tech giant Terror Drone Corporation, and Maxim Clemenco, CEO of Ukrainian defense firm Amazing Drones, shared the same stage for a single purpose.
They laid out a clear vision on the table to do everything possible to bring a brand new drone technology, Terra, to Ukraine.
The goal could be summed up in a single word. Interceptor. That is a new generation of predators that will shred Russia's relentless drone swarms in the sky and patrol the dark corners where missiles can't reach.
This partnership went down in history as Japan's first direct investment in Ukraine's defense sector.
However, the truly mind-boggling part of this story isn't the project itself, but the location of the collaboration, the frontline city of Kkefe.
The limits of military logic were being pushed to the absolute limit. Right here in this city, which Russia has consistently targeted with air strikes, producing drone technology right in the bullseye of the target might seem like a clear act of suicide at first glance.
But we'll soon see in full detail how Ukrainian engineers managed to hide this seemingly impossible production line from Russian radars and the flawless underground system they built.
First, let's discuss what the terror drones are capable of. Because Putin's nightmare scenario begins right here.
The new Terra A1 interceptor to be produced in Ukraine with Japan's support can reach speeds of 300 km per hour.
The speed of the Shahed drones which Russia uses most frequently is approximately 185 km hour.
So the Terra A1 can easily catch its prey. These drones have a range of approximately 35 km and can stay airborne for about 15 minutes.
This duration is sufficient for the Terra to detect and strike its target in a single mission cycle.
Thanks to its electric motor, this drone operates extremely quietly. It emits low heat, meaning it can evade enemy radars and thermal sensors.
It approaches like a ghost and destroys its target. So, on the front lines in Japan and Ukraine, it seems they found a way to counter shaded drones using the Terra.
But the real revolution of these drones isn't in outpacing Russian drones. It's entirely hidden in their price.
A single Shahed can cost Russia as much as $50,000. In contrast, a Patriot missile costs between two and $4 million to take down a single Shahed.
Terror Drone CEO Tokosig made this imbalance very clear at a press conference in Kiev.
According to the United 24 media source, Tokushig stated that shooting down the enemy's cheap drone with an expensive missile is unsustainable.
This is where interceptor drones come into play. These small interceptors with a unit cost of around $2,000 can intercept and destroy a $50,000 Shahed in midair.
The math clearly favors Ukraine. Ukraine pays 120th of what Russia spends to shoot down a single Shahed.
In fact, this isn't just a cost advantage. It's a strategy that fundamentally upends the economic balance of the war.
Russia launches hundreds of shaheds every night trying to deplete Ukraine's air defense missile stockpiles.
But interceptor drones are throwing a wrench in the works. You're countering waves of shaheds with cheap but effective fighters before your missile stockpile runs out.
Russia's attrition strategy thus becomes meaningless. Think about it. According to Ukrainian local media, Russia launched over 6,000 kamicazi drones in March 2026.
If you shot down each one with a Patriot missile, you'd spend billions of dollars in just one month.
But if you do the same job with interceptor drones, the cost could drop to a few million dollars.
This equation has the potential to fundamentally undermine Putin's spring 2026 attack plans because Russia had planned to deplete Ukraine's air defense stockpiles and then launch a major ground offensive.
But interceptor drones are emerging as a key factor with the potential to shatter the fundamental premise of that plan.
Missile stockpiles aren't running out because cheap drones are doing the heavy lifting. And the more shahads Russia launches, the more the cost asymmetry grows in Ukraine's favor.
As we mentioned in the opening segments of the video, the production plan for these drones is just as remarkable as the technology itself because the first production of the Terra A1 will take place in Ukraine in the Kkefe region.
Yes, in an area close to the front lines. This might seem crazy, but Ukrainian engineers have already figured out the formula.
𝗗𝗲𝘁𝗮𝗶𝗹𝘀👉https://ht2.cafex.biz/blog/quangmanhhtv-what-japan-just-did-for-ukraine-putins-surprise-strikes-are-now-useless
(NOTE: This is just the beginning! The full story and its incredible ending are waiting for you at the link in the comments below.)
👉 Tap "View all comments" to find the link and finish the journey. Wishing you a wonderful day filled with luck—stay true to your amazing, authentic self!!
Hungary elections: what is at stake and who is likely to win? - Jon Henley (The Guardian)
Hungary elections: what is at stake and who is likely to win?
Viktor Orbán, an icon for the global far right, could face defeat despite an electoral system weighted in his favour.
Jon Henley Europe correspondent
THE GUARDIAN, Fri 10 Apr 2026
Hungarians go to the polls on 12 April in Europe’s most consequential election of the year, with Viktor Orbán, the country’s illiberal prime minister and global far-right icon, facing possible defeat, after 16 years in power, by a former loyalist, Péter Magyar.
What is the story and why does it matter?
The EU’s longest-serving leader, Orbán has since 2010 turned Hungary into what he calls an “illiberal democracy”, declaring himself Europe’s defender of traditional Christian family values against an onslaught of western liberalism and multiculturalism.
His four successive governments have comprehensively eroded the rule of law in Hungary, packing the courts with judges loyal to him and turning up to 80% of the country’s media in effect into a propaganda machine for himself and his far-right Fidesz party.
He has become the EU’s disruptor-in-chief, battling with Brussels – which has suspended billions of euros in funding – over policies including on justice, migration, LGBTQ+ rights and, more recently, aid for Ukraine, which, along with sanctions against Russia, he has consistently blocked (including the latest €90bn loan).
Orbán is the EU’s most Moscow-friendly leader, continuing to buy Russian oil and gas and to meet Vladimir Putin since Russia’s full-scale invasion. Recent allegations that Budapest shared confidential EU information with the Kremlin have sparked EU outrage.
Orbán has inspired like-minded EU-obstructive leaders such as Slovakia’s Robert Fico and the Czech Republic’s Andrej Babiš, and boosted nationalist challengers such as France’s Marine Le Pen and the Netherlands’ Geert Wilders.
In short, this month’s election will have consequences far beyond Hungary, a country that accounts for just 1.1% of the EU’s GDP and 2% of its population but has, under Orbán, come to play a role on the international stage out of all proportion to its size.
Who are the key players and what are their platforms?
Orbán, 62, has been endorsed by Donald Trump, Italy’s Giorgia Meloni, and Alice Weidel of Alternative für Deutschland. US vice-president JD Vance visited Budapest to campaign for him this week and on Friday Trump posted that “I AM WITH HIM ALL THE WAY!”
He was an anti-communist youth leader during the cold war and – with funding from his subsequent arch-enemy, the philanthropist George Soros – briefly researched “the concept of civil society in European political thought” at Oxford.
His Fidesz party’s 2010 supermajority enabled him to rewrite Hungary’s constitution and pass laws consolidating executive power, curbing NGOs and media freedoms, and severely weakening judicial independence.
This year, Orbán has run a classic populist campaign. He has sought to frame the vote as a choice between war or peace, telling voters they can preserve Hungary as “an island of security and tranquility” by electing him, or drag it into chaos and war by choosing Magyar, whom he paints as an agent of Brussels and Kyiv.
Polls suggest voters are more concerned with domestic issues such as healthcare and the economy, which has stagnated for the past three years. Food prices have risen to near the EU average while Hungarian wages are the third lowest in the bloc.
Magyar, 45, formerly a Fidesz disciple and loyal member of Orbán’s inner circle, burst into the limelight two years ago after his ex-wife, Judit Varga, resigned as Orbán’s justice minister when it emerged that Hungary’s conservative president, Katalin Novák, a key ally of the prime minister, had pardoned a man convicted in a sexual abuse case.
Magyar, a former diplomat who trained as a lawyer, distanced himself from Fidesz, accusing it of corruption and propaganda, and launched his Tisza (Respect and Freedom) party. It won 30% of the vote in the June 2024 European elections in Hungary, finishing second to Fidesz.
Magyar has pledged to return Hungary to a pro-EU orientation, end its dependence on Russian energy, restore an independent public media and judiciary, boost the economy, halt huge Orbán-era corruption, sanitise public procurement and unlock frozen EU funds.
How does the election work and who is likely to win?
Since 2010, Orbán has made hundreds of changes to electoral rules, including nearly halving the number of parliamentary seats to 199 and creating 106 unevenly sized single-member constituencies (the remaining MPs are elected proportionally using party lists).
The result is a Fidesz-friendly system, with far fewer votes needed to win in pro-Fidesz districts. Orbán has also made it easier for the mostly pro-Fidesz Hungarians living in nearby countries to vote, and handed policy sweeteners to mostly loyal voter groups such as pensioners.
This means Tisza, which has an 8-12 percentage point lead among decided voters in most polls (although pro-government pollsters put the ruling party ahead), may need a six-point win over Fidesz to secure a majority.
Polling averages put the opposition party on 50% of the national vote and Fidesz on 39%. However, up to 25% of respondents are undecided, and experts warn that national polling does not reflect the complexities of Hungary’s gerrymandered constituencies.
Fidesz is more popular among retirement-age voters, polls suggest, leading Tisza by 50% to 20% in some polls, while Tisza is strongly ahead among under-40s and urban voters. Turnout could reach record heights of more than 80%, pollsters say.
What could happen?
Broadly, observers see three possible outcomes: a Magyar majority that Orbán accepts; a Magyar majority that Orbán does not accept; or an Orbán majority. All would come with consequences.
For the reasons outlined above, Hungary’s elections can be categorised as free but not fair, and the chances of an Orbán victory cannot be excluded. If he wins, he would almost certainly double down, conflict with the EU would intensify and domestic authoritarianism would increase.
If Orbán loses, especially by a narrow margin, he could contest the result. That would place the EU in an entirely unprecedented position and, despite likely opposition from Orbán allies, could eventually lead to the suspension of Budapest’s voting rights.
A Magyar victory acknowledged by Orbán would certainly ease EU-Hungary relations, although the opposition leader is hardly a progressive, and Hungarian policy on hot-button issues such as immigration is unlikely to change much.
Domestically, moreover, unless Tisza wins a supermajority (133 seats), it is unclear how much a Tisza-led government would be able to do: Orbán has ensured many laws need a supermajority to be changed and has stuffed all major state institutions with loyalists.
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