segunda-feira, 24 de agosto de 2026

O primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à Presidência do Brasil - Band TV (análise completa, via Airton Dirceu Lemmertz, com a ajuda de Madame IA)

O primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à Presidência do Brasil - Band TV (análise completa, via Airton Dirceu Lemmertz, com a ajuda de Madame IA)  

Registro da Campanha eleitoral presidencial iniciado por debate (incompleto, pela ausência dos líderes nas pesquisas) realizado pela BandNews TV em 23/08/2026.
Resumo efetuado por Madame IA (Gemini AI), graças a demanda feita por Airton Dirceu Lemmertz, a quem agradeço o empenho:

"https://www.youtube.com/watch?v=8ejQOXgiMvI 

O primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à Presidência do Brasil, realizado na Band TV).

Análise cronológica e estrutural do primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à Presidência do Brasil, realizado e transmitido ao vivo pela Band TV no dia 23 de agosto de 2026. [1]

 
Capítulo 1: Os Bastidores e as Ausências que Marcaram a Abertura do Evento:
Subcapítulo 1.1: A Chegada dos Candidatos aos Estúdios da Emissora:
A cronologia do evento inicia-se a partir das dezoito horas, nos estúdios localizados no bairro do Morumbi, em São Paulo, momento em que os postulantes ao Palácio do Planalto começam a desembarcar na sede da Band TV. Renan Santos, representante do partido Missão, foi o primeiro concorrente a se apresentar no local, inaugurando a noite com manifestações provocativas em relação à postura dos adversários ausentes. Na sequência, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, do partido PSD, chegou à emissora manifestando descontentamento com as faltas confirmadas na agenda política da noite. Por fim, Augusto Cury, candidato pelo partido Avante, protagonizou um momento de incerteza ao ensaiar um protesto prévio ameaçando não entrar no estúdio, mas recuou de sua decisão inicial e juntou-se formalmente ao palanque. [1, 2, 3]

 
Subcapítulo 1.2: A Configuração dos Púlpitos e o Cenário Político Esvaziado:
O cenário no início oficial da transmissão, às vinte horas, revelou uma formação atípica para o primeiro embate televisionado da corrida presidencial desde o ano de mil novecentos e oitenta e nove. Diante do sorteio prévio das posições da esquerda para a direita, a arena contava com as presenças físicas apenas de Renan Santos, Ronaldo Caiado e Augusto Cury. Três espaços mantiveram-se representados exclusivamente por púlpitos vazios. O atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, do PT, justificou sua falta alegando que o formato livre do debate imporia assimetria para se defender de ataques combinados de múltiplos concorrentes da direita. O senador Flávio Bolsonaro, do PL, optou por se ausentar condicionando sua vinda à presença do petista, enquanto Romeu Zema, do partido Novo, cancelou sua participação no próprio domingo do evento argumentando que, sem os dois líderes das pesquisas, o debate perdia seu propósito de pluralidade originário. [1, 2, 3, 4]
 

Capítulo 2: O Primeiro Bloco e os Primeiros Confrontos Diretos:
 

Subcapítulo 2.1: Perguntas dos Mediadores e Temas de Administração Federal:
Com a abertura oficial conduzida pelos jornalistas e mediadores Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, o debate iniciou-se com questionamentos elaborados pela produção do Jornal da Band. Cada um dos três candidatos de fato presentes contou com o tempo estrito de dois minutos para responder a indagações sobre suas visões governamentais primordiais. Diante dos púlpitos desocupados de seus rivais diretos, as respostas iniciais foram sistematicamente instrumentalizadas para desferir duras críticas a Lula e Flávio Bolsonaro, classificando-os como figuras que fugiam do escrutínio público e do debate aberto sobre o destino da federação. [1, 2, 3, 4, 5]
 

Subcapítulo 2.2: O Formato Livre de Perguntas entre os Presidenciáveis:
Ainda no primeiro bloco, os candidatos entraram na fase do primeiro confronto direto de ideias. A regra desenhada pela emissora concedeu total liberdade de tráfego físico no palco, permitindo que os concorrentes saíssem de trás de suas bancadas. O autor de cada pergunta teve o tempo fixado em um minuto para formular sua questão, abrindo um banco flexível de quatro minutos para o interpelado gerenciar entre a sua resposta inicial e a respectiva tréplica. Os temas deste período orbitaram em torno da segurança pública nacional e da discussão sobre a alteração das jornadas de trabalho. Renan Santos concentrou-se em pautas de tom antissistema e forte teor ideológico anti-Lula. Por sua vez, Ronaldo Caiado pautou seus discursos exibindo os dados de gestão acumulados em seu mandato estadual em Goiás, ao passo que Augusto Cury pautou suas manifestações em propostas de cunho humanista e educacional, destacando os desafios enfrentados por estudantes neurodivergentes e o aprendizado de matemática no ensino médio. [1, 2, 3, 4, 5]
 

Capítulo 3: O Segundo e o Terceiro Bloco de Questionamentos:

 
Subcapítulo 3.1: Interpelação por Jornalistas do Grupo Bandeirantes:
O segundo bloco transferiu o eixo das perguntas para o corpo de jornalistas convidados que integram o pool da Band, da TV Cultura, da TV Gazeta, do Estadão e da Jovem Pan. O sistema operacional consistiu no sorteio de um candidato para responder ao tema jornalístico no prazo flexível de quatro minutos, divididos por ele próprio entre a resposta central e a réplica posterior. Outro candidato presente foi simultaneamente sorteado para tecer comentários de um minuto sobre a exposição do colega. As análises de checagem em tempo real realizadas por veículos parceiros apontaram que as discussões neste bloco abrangeram a eficiência de programas sociais e os índices de analfabetismo no território nacional. [1, 2, 3, 4]
 

Subcapítulo 3.2: O Segundo Confronto Direto e as Considerações Finais:
O terceiro bloco marcou a retomada dos embates diretos sem intermediação dos âncoras da TV, replicando as regras de gestão de tempo e mobilidade espacial no estúdio. Com o ambiente polarizado pela agressividade verbal de Renan Santos e o perfil professoral e de palestras adotado por Augusto Cury, o debate seguiu para a sua conclusão cronológica. Cada um dos três candidatos que compareceram ao estúdio dispôs de dois minutos finais regulamentares para proferir suas considerações de encerramento, direcionando seus apelos finais ao eleitorado antes que a transmissão fosse encerrada e a cobertura migrasse para o programa especial de pós-debate na grade da emissora. [1, 2, 3, 4]

O primeiro debate eleitoral de 2026 entre os candidatos à Presidência do Brasil - Band TV (análise completa, via Airton Dirceu Lemmertz, com a ajuda de Madame IA) 

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https://www.youtube.com/watch?v=2951mDkKpEs 

O programa Canal Livre, da Band TV, analisou o resultado do primeiro debate eleitoral de 2026 entre candidatos Presidenciáveis

Análise detalhada do programa Canal Livre, da Band TV, exibido ao vivo logo após o encerramento do primeiro debate eleitoral entre os candidatos à Presidência da República em 2026 (0:05).

 
Capítulo 1: Abertura e as Entrevistas com os Participantes nos Bastidores:
 

Subcapítulo 1.1: O Compromisso Histórico da Emissora e as Ausências:
O jornalista Rodolfo Schneider abre o programa direto da sala digital destacando que a cobertura é fruto de um pool de veículos composto pela Band, Estadão, Rádios BandNews FM e Bandeirantes, e pelas TVs Gazeta e Cultura, com o apoio do YouTube (0:05). Ele enfatiza que, desde 1989, o Grupo Bandeirantes mantém um compromisso histórico de realizar debates para auxiliar o eleitor (0:33). O apresentador pontua de forma direta que, mesmo quando determinados candidatos optam por não participar, a emissora não abre mão do seu papel democrático e mantém os púlpitos vazios no cenário (0:42). No estúdio, acompanham a jornada o experiente jornalista Fernando Mitre e os cientistas políticos Deysi Cioccari e Fernando Schüler (1:01).

 
Subcapítulo 1.2: A Avaliação do Candidato Ronaldo Caiado:
A repórter Olívia Freitas inicia as entradas ao vivo direto dos bastidores do estúdio trazendo a avaliação de Ronaldo Caiado, do partido PSD (1:25). O candidato classifica o espaço do debate como de extrema importância para o respeito à cidadania e à democracia, criticando a curta duração das campanhas eleitorais modernas (1:36). Caiado define a ausência dos adversários líderes como uma fuga que demonstra desprezo e desrespeito para com a população brasileira (1:52). Em sua manifestação final aos repórteres, ele contrapõe sua trajetória baseada em realizações práticas e em sua avaliação como governador de Goiás aos escândalos políticos que, segundo ele, marcam o currículo de outros concorrentes (2:07).

 
Subcapítulo 1.3: A Avaliação do Candidato Renan Santos:
Na sequência dos bastidores, o repórter Márcio Campos entrevista o candidato Renan Santos, representante do partido Missão (2:50). Renan qualifica o debate como magnífico e exalta o alto nível das discussões promovidas entre ele, Caiado e Cury (2:57). Ele aproveita o momento para mandar um recado severo aos concorrentes ausentes, afirmando que a recusa em comparecer a um evento tradicional como o da Rede Bandeirantes representa uma vergonha para a democracia e que eles pagarão um preço alto em termos de imagem pública (3:09).

 
Subcapítulo 1.4: A Avaliação do Candidato Augusto Cury:
A cobertura de bastidores termina com o depoimento de Augusto Cury, candidato pelo Avante (3:35). Cury relata sua satisfação em participar do evento, mas revela que quase desistiu de entrar nos estúdios devido ao comportamento do atual presidente Lula, que marcou uma entrevista paralela exatamente no mesmo horário do debate da Band (3:43). O candidato afirma que o Brasil encontra-se adoecido pela polarização e cita seus aliados políticos, Luiz Tibé e Júlio Delgado, para defender que seu projeto de nação foca na pacificação nacional e na discussão de ideias profundas, rejeitando a busca pelo poder pelo poder (3:58).

 
Capítulo 2: Debate Político no Estúdio sobre as Estratégias de Campanha:
 

Subcapítulo 2.1: A Novidade na Produção e o Caso Romeu Zema:
Ao retomar o comando do programa no estúdio principal, Rodolfo Schneider esclarece ao público que os candidatos Lula e Flávio Bolsonaro já haviam anunciado previamente que faltariam ao embate (4:33). Contudo, o foco das críticas iniciais dos analistas direciona-se a Romeu Zema, ex-governador de Minas Gerais pelo partido Novo, que cancelou sua presença poucas horas antes do início da transmissão (4:46). Fernando Mitre relembra o momento de tensão nos bastidores quando teve de ir pessoalmente convencer Augusto Cury a entrar no estúdio, pois o escritor realizava uma transmissão de protesto em frente à emissora (5:15). Os debatedores coincidem em afirmar que as faltas de Lula e Flávio respondem a estratégias calculadas de liderança, mas apontam que a decisão de Zema é inexplicável e representa um erro grosseiro de marketing político para quem pontua baixo nas pesquisas (6:04). Deysi Cioccari chega a cogitar se o candidato mineiro não teria desistido informalmente da disputa presidencial (6:32).

 
Subcapítulo 2.2: O Medo do Contraditório e o Prejuízo ao Eleitor:
O cientista político Fernando Schüler analisa a ausência generalizada de líderes em debates contemporâneos como um sintoma do receio que os políticos têm de enfrentar o contraditório (7:28). Schüler explica que, enquanto na propaganda eleitoral de rádio, TV ou internet o candidato atua em um ambiente totalmente controlado e voltado para suas bolhas, o debate o obriga a responder sobre temas incômodos e de natureza ética que ele preferiria evitar (8:10). Ele complementa argumentando que o eleitor é o grande prejudicado por esse esvaziamento, pois o país enfrenta problemas graves que demandam discussões profundas (13:41). Os analistas expõem os dados da última pesquisa Datafolha para ilustrar que, com Lula registrando 39% das intenções de voto e Flávio Bolsonaro com 33%, a margem de eleitores independentes ou indiferentes é pequena, mas decisiva, visto que a eleição anterior foi definida por menos de 2% de diferença (9:49).

 
Subcapítulo 2.3: Exemplos Locais de Sucesso e a Mutação Digital:
Rodolfo Schneider traz ao debate exemplos de candidatos que lideram pesquisas em esferas regionais e, ainda assim, optaram por comparecer aos debates da Band, como Tarcísio de Freitas em São Paulo e Celina Leão no Distrito Federal (16:51). Deysi Cioccari destaca que a presença de Tarcísio no debate solidificou sua imagem de gestor e o ajudou a subir nas pesquisas de intenção de voto, provando que o enfrentamento público pode ser benéfico (18:19). Schüler introduz uma reflexão sociológica sobre a mutação digital da democracia, caracterizando-a como um ecossistema barulhento onde os influenciadores e políticos preferem o monólogo das transmissões ao vivo ao invés de escutar e debater argumentos opostos (14:33).

 
Capítulo 3: Análise das Performances Individuais no Bloco Posterior:

 
Subcapítulo 3.1: O Desempenho de Renan Santos e a Pauta Liberal:
Após o intervalo comercial e a exibição de informativos sobre as atribuições do cargo de Presidente da República, a bancada passa a detalhar a performance de cada candidato presente no estúdio (29:30). Fernando Mitre descreve Renan Santos como um debatedor extremamente agressivo e de linguagem forte, que soube explorar com eficiência o espaço físico do palco (34:30). Os analistas avaliam que a postura combativa de Renan focou em criar fatos políticos para as redes sociais (7:54). Schüler aponta que Renan teve a coragem de assumir posições liberais impopulares, posicionando-se contra o fim da jornada de trabalho na escala 6 por 1 e defendendo a contratação por hora trabalhada (37:45). Essa movimentação, segundo a bancada, ocupou totalmente o espaço ideológico que pertenceria ao partido Novo, aprofundando o prejuízo político do ausente Romeu Zema (41:10).

 
Subcapítulo 3.2: O Estilo de Ronaldo Caiado e a Postura de Augusto Cury:
Na avaliação de Ronaldo Caiado, Mitre recorda que acompanha o político em debates televisivos desde o ano de 1989 (34:57). O jornalista pontua que Caiado manteve sua essência e estilo tradicionais conhecidos do público, mas Deysi Cioccari observa uma nuance tática: o governador goiano evitou ataques diretos a Flávio Bolsonaro durante boa parte do programa (35:04). Ela interpreta essa postura como uma tentativa deliberada de construir pontes com o eleitorado de direita bolsonarista para o futuro da disputa, embora Caiado tenha adotado um tom mais duro na reta final do programa (39:27). Quanto a Augusto Cury, os analistas concordam que ele surpreendeu positivamente (35:11). Mesmo entrando no estúdio nos minutos finais antes da abertura, Cury manteve a ponderação, não titubeou e conseguiu direcionar os debates para temas de sua especialidade intelectual, como a dopamina digital, o vício tecnológico de adolescentes e os impactos psicológicos na educação atual (35:11). Ele demonstrou estar à vontade ao ironizar a agressividade de Renan Santos e ao convidar Caiado de forma descontraída para compor um eventual ministério (44:49).

 
Capítulo 4: Cenários de Segundo Turno e o Encerramento da Transmissão:

 
Subcapítulo 4.1: Projeções Numéricas e o Potencial de Desgaste Ético:
O programa avança para a análise dos dados de segundo turno simulados pelo Datafolha, que mostram Lula mantendo liderança estável contra todos os potenciais adversários da direita (46:39). Os números apontam cenários de 47% a 43% contra Flávio Bolsonaro, 47% a 40% contra Ronaldo Caiado, 48% a 38% contra Romeu Zema e 47% a 37% contra Renan Santos (46:56). Fernando Schüler ressalta que essas marcas não capturaram totalmente o desgaste das denúncias éticas recentes envolvendo o filho do presidente e o chefe de gabinete federal em esquemas de lobby e repasses financeiros (47:19). Mitre corrobora indicando que o impacto político real dependerá da escala e do surgimento de novos desdobramentos dessas investigações ao longo das próximas semanas (50:14).

 
Subcapítulo 4.2: Geografia Eleitoral e Considerações Finais:
Deysi Cioccari detalha a divisão geográfica dos votos, pontuando que Flávio Bolsonaro ostenta vantagens competitivas importantes nos estados de São Paulo e Rio de Janeiro, além do estado de Santa Catarina na região Sul (57:25). Contudo, a cientista política ressalta que a expressiva liderança de Lula na região Nordeste obriga a oposição a abrir margens muito expressivas no Sudeste para equilibrar a disputa nacional (52:06). 

Perto do encerramento, a bancada debate rapidamente uma proposta de Caiado para tornar obrigatória por lei a presença de candidatos a debates presidenciais, ideia rechaçada por Schüler com base nas práticas democráticas da OCDE (26:56). 

Rodolfo Schneider finaliza o programa agradecendo à audiência dos telespectadores e reafirmando de forma enfática a postura institucional da Band de priorizar a transparência da cobertura jornalística independentemente de conveniências partidárias ou flutuações nos índices de audiência (57:53)."

Muitas diferenças, uma semelhança… (Nota sobre a estranha fascinação de Trump e de Lula pelo ditador Putin) - Paulo Roberto de Almeida

Muitas diferenças, uma semelhança… 

(Nota sobre a estranha fascinação de Trump e de Lula pelo ditador Putin)

Paulo Roberto de Almeida 

Lula não se parece em quase nada com Trump, ou nada mesmo. Para ser mais preciso, eles estão nas antípodas, em extremos opostos, no que se refere a concepções politicas, sociais, econômicas, culturais, enfim, em tudo o que conta de significativo em gostos ou preferências. 

Uma coisa porém os une, de uma maneira indefectível, e até surpreendente.

Essa coisa é uma extrema deferência para com Putin. Ambos, a despeito de muito diferentes em todas as outras coisas, se sentem muito próximos do lider russo, mais exatamente do tirano de Moscou.

Trump faz tudo para não descontentar o ditador pós- (ou pró-)soviético, e até quis ajudá-lo a ficar com 1/5 da Ucrânia, e tem vetado qualquer suprimento de armas diretamente às FFAA ucranianas, apenas para defesa, não para ataque.

Lula tem sido, desde antes mesmo de assumir o seu terceiro mandato, um apoiador ovjetivo e deliberado do esforço de guerra russo na agressão à Ucrânia, tendo, por exemplo, aumentado exponencialmente as importações de fertilizantes e combustíveisda Rússia. Ele até cogitou retirar o Brasil do TPI, apenas para poder receber o terrorista russo no Brasil. Não foi possível (pois mesmo no caso de abanfono do TPI, seus deveres e obrigações permanecem por um ou dois anos), mas tratou de visitar seu amigo na Praça Vermelha, para o desfile dos 80 anos do final da Grande Guerra Patriótica contra o agressor e ocupante nazista (mas esquecendo completamente a aliança com a Alemanha nazista até 1941).

Lula pode ignorar por completo essas coisas, mas a diplomacia profissional poderia lembrá-lo de todos crimes de guerra e contra a humanidade perpetrados por Putin na Ucrânia, assim como das atrocidades cometidas pela Rússia todos os dias contra alvos e pessoas civis, uma campanha de puro terror.

A diplomacia do Itamaraty sabe de tudo isso, mas não consegue emitir uma simples notinha de comiseração pelos terriveis ataques lançados cotidianamente contra a população civil ucraniana, assim como Lula vetou, desde o inicio, até a venda de ambulâncias blindadas, que já tinham A concordância do Exército e do próprio Itamaraty.

Não há nenhuma dúvida quanto a isso: por mais diferentes e até opostos que sejam Trum e Lula, ambos possuem uma secreta e muito estranha fascinação pelo tirano de Moscou. As razões de Lula são quase evidentes, para quem conhece o seu pensamento e a sua diplomacia muito personalista, certamente ideológica. As razões de Trump são mais obscuras, mas para alguns serviços de inteligência, ou para jornalistas atilados, elas são mais do que evidentes.

Como diria um poeta, simpatia é quase amor. Uma coisa estranha mesmo…

Para mim, como diplomata, que Trump ajude voluntariamente Putin e também a Xi Jinping, mas involuntariamente e indiretamente, acho estranho, mas isso pode acontecer no mundo dos loucos.

Que Lula, do seu lado, ajude objetivamente um criminoso de guerra e violador da Carta da ONU, isso já me é insuportável e até inaceitável no plano mais rasteiro da credibilidade internacional da diplomacia brasileira, da própria dignidade politica e do respeito ao direito humanitário.

Com meu sentimento de consternação pelos colegas da ativa, que compreendem exatamente o que isso significa para a respeitabilidade de nossos valores e princípios, até constitucionais…

Paulo Roberto de Almeida 

Brasilia, 24 de agosto de 2026


Derrotado numa guerra de conquista, o Canadá é obrigado a se submeter ao domínio do imperador Trump

 Depois de uma segunda guerra de conquista contra o Canadá do Reino Unido (a primeira tinha sido no século XVIII), o gigante americano consegue impor, sob o Imperador Trump, todas as suas regras e determinações que correspondem a um inimigo derrotado, com território ocupado pelas forças invasoras...


 

domingo, 23 de agosto de 2026

Uma aula completa sobre a história do império russo, a partir de suas origens ucranianas - Andrew Chakhoyan (New Zurcher Zeitung)

 Schrödinger's Putin: a tyrant who can and also cannot end his war 

russia invades neighbours by default and rules through violence. POO-tihn is the instrument, manifestation, and product of a predatory colonizer state that birthed him. 

Few medieval figures loom larger in Russia’s origin story than Yuriy Dolgorukiy, the prince credited with founding an outpost on the banks of the Moskva River from which the Russian empire eventually arose.

But the man Moscow claims as one of its forefathers is buried not in Russia, but in Kyiv. His ambition was to rule Kyivan Rus from its true center – let the name be a hint. He died there as Grand Prince in 1157 and was laid to rest at the Kyiv-Pechersk Lavra, which Russia struck on June 15, setting a UNESCO World Heritage site ablaze after weeks of attacks on schools, apartment blocks, and supermarkets.


Russian attack on Kyiv Pechersk Lavra: Ukraine seeks international response  | Ukrainska Pravda
The result of a russian attack on the Kyiv-Pechersk monastery (June 15, 2026)

The barbarism of the attack crystallizes the very contradiction in which Russia’s war is rooted. Putin oscillates between insisting Ukraine does not exist and dismissing it as a fabricated state, yet Moscow’s own origin story keeps leading back to Kyiv.

A shapeless, nagging terror has gripped Russian rulers since time immemorial: the risk of discovering that what lacks meaning, substance, and coherence is Russia itself, a fragmented empire of peoples Moscow colonized in a hurry, forever searching and never finding a unifying national idea.

Russia’s president, a wanted war criminal, made the decision to invade Ukraine. But in the broader logic of the Russian power vertical, Putin the puppeteer is also a puppet in the hands of Russian imperial ethos. The instrument of Moscow’s recurring efforts to reassert its right to rule over the colonial possessions, most people call the Russian Federation.


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Therein lies the paradox. Schrödinger’s Putin: the autocrat who holds the key to ending the war and cannot bring himself to use it.

Putin’s choice

The record leaves no ambiguity. In 2014, on Putin’s command, Russian troops without insignia appeared in Crimea. Eight years later, the Kremlin leader ordered a full-scale invasion. These crimes were neither inevitable nor a result of an inclusive or deliberative process. Both were acts of aggression under the U.N. Charter, and both were political choices made unilaterally by an increasingly tyrannical ruler who has spent a quarter-century concentrating power.

The same Putin possesses ample authority to end the war. No parliament can overrule him. No meaningful opposition can mobilize against him. No independent media can challenge his narrative, for it was cowed into obedience long ago. The propaganda juggernaut, which controls every communication channel in Russia, will make sure Kremlin talking points turn into an undeniable truth by nightfall.

On any given Tuesday morning, Putin could dismiss generals, reshuffle ministers, purge oligarchs, declare military objectives fulfilled, and hold a parade on Red Square if he felt like it.



When Bashar Assad fell in December 2024, Putin simply informed his people that Russia had, “in general,” achieved its objectives. The phrase was absurd on its face. Having propped up the Assad dynasty from 1971, Moscow had lost its client, its influence, foothold on the strategically important Mediterranean Sea, and much of its investment. Yet the news was absorbed without difficulty.

With little fuss, Russia swallowed the capture of Maduro, the precision strikes on Russia’s close ally Iran, and Azerbaijan’s reconquest of Nagorno-Karabakh, despite Moscow’s treaty obligations to Armenia.

The Kremlin’s official justification for the war on Ukraine has shifted repeatedly. The mission began with protecting Russian speakers in Donbas. It expanded into “demilitarization” and “denazification.” The Kremlin has alternated between warning of NATO encirclement and presenting the war as a civilizational struggle against the “Anglo-Saxons.” A regime capable of changing the rationale for war will have zero problems inventing a rationale for ending it.

Russia, the unmysterious aggressor


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JUN 13
Russia, the unmysterious aggressor

Every informed and honest observer of the war raging in the center of Europe knows that Moscow is the only party responsible for it. Not Ukrainian sovereignty. Not the imagined provocations. And most certainly, not the so-called “NATO enlargement.” This poisonous phrase was invented in the Kremlin, and it falsely attributes the initiative to a defensive…

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Russia currently occupies roughly one-fifth of Ukraine’s territory. The Kremlin could easily agree to the cessation of hostilities along the line of contact and present those gains as a historic triumph. In a country where citizenship comes with neither rights nor responsibilities, politics is a spectator sport. A declaration of victory would likely be accepted by the Russian population with relief, resignation, and apathetic shrugging.

For the last four years, Russia has been conducting a “special military operation” in Ukraine, and calling it a war could land one in jail. The operation ends when the commander-in-chief says it has.

Moscow’s categorical imperative

Most explanations for Russia’s commitment to the war on Ukraine, in its twelfth year, focus on regime survival. Putin cannot end the war, the argument goes, because he would appear weak before the siloviki, the security elites, who happen to be the only constituency that matters.

Russia’s curse is that it has never developed a reliable mechanism for transferring power. Its tsars and commissars usually left office by dying in it, through palace intrigue or revolution. Putin knows this history and has reason to fear for his life. But the ever-present specter of a coup explains only the dictator’s anxiety, not the governance system’s underlying modus operandi. To understand why Moscow cannot quit its war on Ukraine, the more important question is not how the war assures Putin’s survival, but what Russia is.

The bloodsoaked lexicon of Russian imperialism


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APRIL 3, 2025
The bloodsoaked lexicon of Russian imperialism

A lot of ink has been spilled trying to divine Moscow’s motivations to invade Ukraine, commit innumerable war crimes, and burn the remaining bridges with the West.


Beneath the façade of “Federation” lies a patchwork of subjugated peoplesand territories ruled from the center. Switzerland is a federation because power is shared among cantons that voluntarily joined a common political project. Russia calls itself a federation, although power flows in the opposite direction: from Moscow downward.

Every despotic leader is tempted by a “small victorious war” to tighten his grip on the population. In Russia’s case, however, the impulse goes deeper. It is not about a particular ideology or regime, but about Moscow’s mandate to rule over internal colonies.

Hoping Russia will outgrow this doom-loop is nostalgia for a country that has never existed. When the outer shell of the Soviet empire fell in 1991, many took it for the end. It was not. Within one prison of nations, another was waiting – the Russian Federation.

A Dutch imperialist could go home as a Dutch citizen when the empire fell apart. The Buryats, Tuvans, Bashkirs, and dozens of other peoples whose identities Moscow spent centuries trying to erase have no such civic homeland. Neither, for that matter, do ethnic Russians. Strip away the imperial essence, and there is no Russia to return to.

Moscow’s founding myth was always a con. Kyiv appears in historical records from the fifth century; Moscow from the twelfth. When Ivan the Terrible crowned himself Tsar of All Rus in 1547, he was not inheriting a civilization. He was claiming one that had flourished for centuries without him, the Kremlin or Moscow. A polity whose identity rests on perjury feels compelled to try to raze Ukraine again and again.



The saltwater fallacy holds that colonial domination becomes harder to see when there is no ocean separating the colonizer from the colonized. To an outside observer, Moscow’s wars always looked like internal affairs, its colonies looked like provinces, and its imperial anxiety continues to look like legitimate security concerns.

The forces that could compel Putin to end his war as a way to preserve the state are indistinguishable from forces that demand he keep going to preserve Russia – the idea. That is the categorical imperative Moscow cannot escape, and that no negotiation table will dissolve.

Europe’s duty

Russia’s war on Ukraine is not a temporary crisis tied to the whims of a mad ruler. As long as the Russian Federation remains an empire stretching from Kaliningrad to Kamchatka, governed from a single center and searching for domestic legitimacy through aggression, it will remain a factor and a well-defined threat to European security.

The former Lithuanian Foreign Minister Gabrielius Landsbergis asked the right question: “Who cares what Putin would do if Russia loses? We should worry more about what he would do if Russia wins.” For years, European debate has been dominated by fears of escalation, humiliation, and Russian reactions to defeat. Far less attention has been paid to the consequences of success.

If this is not your war, whose war is it?


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AUGUST 27, 2025
If this is not your war, whose war is it?

The EU’s top diplomat says Europe must prepare for war with Russia. But how do you prepare for what’s already happening? Russia isn’t planning a war – it’s waging one. Those familiar with Moscow’s blood-soaked history know this: you don’t have to be at war with Russia for Russia to be at war with you.


A Moscow-centered polity cannot be pacified through endless concessions. Its resting state, its equilibrium, is warmaking. The haggling over villages in Donetsk or Luhansk provinces, lines on a map is self-deception on the side of Ukraine’s allies. The question is not where the border ultimately runs. The question is whether naked violence works and whether Europe’s deterrence posture is backed by capability and credibility. Russia formally recognized Ukraine’s 1991 borders in multiple treaties and agreements. That should be the only border that matters in Berlin, Paris, London, and Brussels, unless Kyiv says otherwise.

Moscow’s aggression against Ukraine functions as a legitimating ritual for its grip on Tatarstan’s oil, Yakutia’s diamonds, and the political agency of 140 million inhabitants. Europe cannot end such a war by stepping back and watching a predatory state feed its imperial ambition. The objective is not to accommodate Moscow, but to make its ambitions fail.

Europe can shape the incentives under which Moscow operates, but it cannot decide when Russia de-imperializes or how it reconciles itself with its neighbors. That is for Russians to work out, but their future rulers must learn the big lesson: wars of conquest bring ever larger costs, not rewards.

Schrödinger’s Putin, who has the power to end the war tomorrow, is stymied by the political tradition he embodies. The paradox will not resolve on its own. Empires rarely choose to stop being empires. They are made to stop.


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A version of this article first appeared in Neue Zürcher Zeitung (in German) on July 4, 2026

Thanks for reading The Chakhoyan Dispatch!

Movimentos de massa progressistas e conservadores na História do Brasil (2020) - Paulo Roberto de Almeida

Um texto de 2020, mas talvez ainda válido: 

Movimentos de massa na história do Brasil: quantos tivemos? - Paulo Roberto de Almeida

Movimentos políticos de massa na História do Brasil

Paulo Roberto de Almeida
[Objetivodebate sobre o futuro do Brasilfinalidadepalestra no BNFB]

Quantos movimentos políticos de massa teve o Brasil que lograram mudar o país? 
Eu não vejo muitos. Vou elencar, cronologicamente, aqueles movimentos, de todos os tipos, que me parecem mais significativos em nossa história: os progressistas (marcados SIM, se obtiveram sucesso), aqueles que podem ser considerados como conservadores, ou de “direita”, que podem ter sido tipicamente oligárquicos (marcados NÃO), assim como os movimentos que foram de massa, mas que não conseguiram transformar a “política dos políticos” (marcados Frustrados, o que envolve tanto os primeiros, quanto os segundos). Alguma simplificação pode resultar, em virtude da própria natureza dos movimentos, inclusive devido à sua concentração no tempo, ou sua extensão como dinâmica.
Tentativamente são os seguintes os que poderiam ser identificados, sendo que alguns sequer são de massa, como o tenentismo, mas que corresponde, neste caso, a uma aspiração da classe média pela mudança na política: 
1)       Sim: 1880-88: Abolicionismo
2)       Não: 1889: República
3)       Frustrado: 1910: campanha civilista de Rui Barbosa
4)       Frustrado: 1920s: tenentismo
5)       Não: 1930: revolução liberal
6)       Frustrado: 1932: Revolução constitucionalista de SP
7)       Frustrado: 1935: ANL (Frente Popular)
8)       Sim: 1942-43: Entrada do Brasil na IIGM
9)       Não: 1945: Retirada de Vargas
10)    Sim/Parcial: 1953: Petróleo É Nosso!
11)    Frustrado: 1961: A vassoura de JQ
12)    Frustrado: 1961-64: reformas de base
13)    Sim/Não/Frustrado: Golpe de 1964
14)    Frustrado: 1968-69: Marcha dos 100 Mil; AI-5; Junta Militar
15)    Frustrado: 1984: Diretas Já 
16)    Sim/Frustrado: 1985: Tancredo
17)    Sim: 1992: Impeachment de Collor
18)    Sim/Parcial: 2002: Vitória de Lula
19)    Sim/Divisão País: 2013-16: Fora PT
20)    Sim/Não/Frustrado: 2018 Bolsonaro

Os bem sucedidos:
1) 1888: Abolição; 
2) 1943: Entrada do Brasil IIGM; 
3) 1953: Petrobras; 
4) 1964: Movimentos Pró/Contra Golpe;
5) 1992: Impeachment de Collor; 
6) 2002: Lula; 
7) 2013-2018: Fora PT;

Por natureza política:
Progressistas: 1888, 1943, 1992, 2002
De Direita: só 1964 e 2013-18

Problema atual: 
Reversão conservadora na política pelas frustrações acumuladas com os movimentos progressistas (PT/PSDB), basicamente por muita corrupção, insegurança civil e péssimos serviços estatais. 

Vai reverter?
Pode, mas para isso o projeto da Direita precisa fracassar (na economia e na corrupção, em termos) e os progressistas precisam se unir numa Frente Democrática, mas apresentando perspectivas econômicas e sociais melhores das que existem hoje.

O que é novo no país?
Pela primeira vez, a extrema-direita chegou ao poder, porque a Direita, os Conservadores e os Liberais se uniram, e por um conjunto de circunstâncias excepcionais, que não devem se reproduzir em 2022 (Fora PT; esgotamento das bondades estatais, crise de 2015/16; facada em Bolsonaro); 

O que vem pela frente?
Essas circunstâncias NÃO vão se reproduzir em 2022, mas se não aparecer nada melhor, os eleitores ficarão com o que já existe e conhecem.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 6/09/2020

 

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