domingo, 8 de junho de 2014

O que fazer com os ingenuos e inocentes? Ou seriam apenas toscos e ignorantes?

Recebo, a propósito de uma  postagem já antiga (de Fevereiro de 2-14), sobre a Ucrânia e as atitudes respectivas dos países ocidentais (de condenação do antigo governo ucraniano e dos russos) e dos Brics (um dos quais, a Rússia, interessada em sustentar seu aliado em Kiev, contra os ucranianos pró-europeus, que queriam um país em processo de adesão à União Europeia), esta mensagem, que transcrevo abaixo, de um leitor visivelmente anti-americano e anti-capitalista.
Ele me acha pró-americano, ou seja, um aliado fiel do imperialismo, e um defensor desse capitalismo horrível que explora todos os povos e espalha miséria, desolação e dominação militar por todos os lados.
Como eu poderia responder ao DRF, que me acusa de ser conivente com todas essas barbaridades?
Acho que não tenho condições. Ele já sabe de tudo, tem todas as certezas e está convencido que o Brasil estaria muito melhor com democracias formidáveis como Rússia e China, em lugar de se alinhar com ditaduras detestáveis como as dos Estados Unidos e União Europeia.
Concordo, meu caro DRF, a vida deve ser muito melhor na China e na Rússia, ou em Cuba, talvez, do que nesses lugares capitalistas, exploradores não só de sua própria mão-de-obra como de todos os demais povos do planeta, que tem a infelicidade de cair sob a dominação das potências ocidentais.
Esses ucranianos devem ser uns malucos, ao preferirem padrões ocidentais de vida, certamente inferiores aos russos, do que aqueles oferecidos por seus tradicionais dominadores, pelos últimos 300 ou 400 anos.
E o que dizer de todos esses africanos e latino-americanos, que teimam em emigrar clandestinamente para a Europa e para os Estados Unidos: só podem ser loucos, em busca da sua própria exploração por todos esses ocidentais arrogantes, com seus horríveis McDonalds, seus iPhones desprezíveis, seus filmes amorais.
Tem muita gente louca no mundo.
Acho que você tem razão DRF, melhor mesmo é apoiar a Rússia e a China. Não é por outra razão que o Brasil adora o Brics, e pretende tecer uma aliança cada vez mais estreita com eles, para se proteger desses imperialistas bisbilhoteiros, que ficam nos espionando eletronicamente. Isso é inaceitável.
Estamos a caminho, meu caro. Mais um pouco estaremos em perfeita sintonia com essas pujantes democracias...
Paulo Roberto de Almeida

Dxxxx Rxxx Fxxx comentou a postagem de seu blog
Voce tem nome de Brasileiro, mas parecer um defensor do Imperialismo Anglo-Americano, que tem feito a grande maioria das nações de escravas e submissas as Ordens de Washington. Eles dominam o mundo e esfolam os países sub-desenvolvidos ricos em energia, porque por mais que se tem desenvolvido outras formas de energias alternativas, o mundo ainda é escravo dos motores a combustão onde os EUA, Alemanha, Japão e Coréia do sul mandam no negócio de automóveis movidos a esses motores. E as maiores empresas do mundo de extracão e refino de petroleo são dos EUA.
O assunto de quem manda no pedaço (mundo) é energia. E os BRICS são ricos em petroleo e gás.
Deixa de ser tolo e leia o que o George Soros fêz na Ucrânia, criando Ongs, para aliciar jovens neo-nazistas para invadirem a praça Maidam, tudo foi patrocinado pelos EUA, para desestabilizar o governo. Nunca esqueça que pela Ucrânia passa todos os gasodutos e oleodutos oiginários da Russia que é atualmente o maior produtir de petróleo e gás do mundo., e alimenta 40% de toda avdnergia consumida pela Europa. Os EUA querem cortar a fonte de recursos da Russia, para enfraquecê-la, dai a Russia vai a China e fecha um contrato de 400 bilhoes de dolares para suprir a China de gas po 30 anos.
Os EUA acabaram de juntar 2 potências contra o ocidente, e realmente acho que depois do nosso Brasil saber que  NSA esteve espionando a Petrobras, vai se juntar ao outros, assim como ja se manifestou o prim. Ministro da Índia, e da Africa do sul. 

Deixa de falar bobagem seu tolo, acorda para a vida. O mundo é uma guerra pela sobrevivência, quando os EUA estiverem sob pressão economica dos BRICS, fazendo suas trocas comerciais na suas próprias moedas, o dolar vai ficar totalmente enfraquecido, até porque, não sei se o nobre amigo sabe que a dívida dos EUA em dolar esta no patamar total de 102% de todo o seu PIB.
Simplificando,a América deve para o mundo outra América, está falida, e não resta a ela outra alternativa, a não ser mostrar suas garras( poder militar, poder nuclear), e é ai que a cobra cai fumar, porque a Russia esteve 20 anos quietinha, desde a época do Gorvachov, modernizando sua máquina de guerra, é por isso que a China se associou a Russia, porque agora os EUA estáo intimidando também a China por causa de seus poços de petróleo perto do Vietnã, e também as ilhas reividicadas pela China e pelo Japão.

A coisa tá ficando muito feia, ve se lê mais um pouco antes de tecer uma porcaria de matéria dessa.

sábado, 7 de junho de 2014

Ciclo da borracha no Brasil: por que acabou? - Carlos U Pozzobon

Todo mundo imagina que o exuberante ciclo da borracha no Brasil, que trouxe inédita riqueza a uma região periférica, e uma grande fortuna a barões da seringueira e ao Estado, obviamente, acabou por causa dos pérfidos ingleses, que nos roubaram sementes da hevea brasilienses, para plantar de forma ordenada na Malásia. Isso exime os nacionais, e o próprio Estado, de qualquer responsabilidade no desastre que ocorreu em 1913 e que mergulhou novamente a Amazônia na decadência, na pobreza e na marginalidade econômica, social e política.
Essa coisa de pirataria biológica é uma bobagem: o Brasil não tinha cana de açúcar, não tinha café, não tinha soja, e tudo isso foi objeto de "pirataria", ou não foi?
Pois bem, quem acabou com o ciclo da borracha foi o próprio governo, ao taxar pesadamente todo o ciclo produtivo, ao passo que os ingleses estimularam a produção e as exportações.
Qual é o governo suficientemente estúpido para gravar de impostos as atividades produtivas de suas empresas e cidadãos ao ponto de torná-las inviáveis, anti-competitivas no plano interno e no plano internacional?
Pois o nosso é estúpido a esse ponto, ou melhor, as nossas elites políticas são predatórias.
Como destacado mais adiante nesta resenha de Carlos Pozzobon, nossa esquizofrenia tributária torna a vida econômica impossível neste cantinho de planeta e neste cantão de continente.:

Para se ter uma ideia do descalabro tributário, de acordo com IBPT (Instituto Brasileiro de Planejamento Tribu­tário), em 25 anos (1988-2013) foram editadas 309,1 mil normas tributárias, uma mé­dia de 31 por dia nos três níveis de governança do país.
O que fica para ser calculado é o quanto perdemos em riqueza. 

Leiam o que vai abaixo e depois continuem no site do autor:

Livros e Mais Livros

Pró-Pátria e o Ciclo da Borracha

AS MEIAS-VERDADES SOBRE O PRIMEIRO CICLO DA BORRACHA (1827-1912)


Livro em Português
KINDLE - Amazon
EM PAPEL - Impressão sob demanda

Autor: Carlos de Vasconcelos
Palavras: 47.773
Páginas: 167


Pode-se pensar que uma intelligentsia mostre sinais de impotência provocados por algum princípio mensurador da decadência de um país. Mas também podemos atribuir a nossa vocação para o fracasso intelectual a um estranho fenômeno tropical, a uma deficiência que nos mantém no círculo vicioso de uma escolástica motivada pelas mesmas interpretações.
O ciclo da borracha no Brasil constitui um desses exemplos em que a falta de lógica, a ausência de pergun­tas, a incapacidade para ver além das aparências, nos prendem a uma interpretação que não seria singular se não fosse um exemplo revelador da doença do espírito que nos abrasa como uma malária, e que nos incapacita de enxergar além dos lugares comuns do vitimismo. Mas tudo não passa de falsificações de uma verdade que não se quer ver, e cu­jos resultados não se quer calcular — uma aversão congênita à verdade, e uma impotência ao raciocínio frio do cálculo.
Pouco se pode fazer contra uma montanha de asni­ces, exceto resistir com a evidência dos fatos descobertos pela metodologia intuitiva do pesquisador. Nossos historia­dores repetem à exaustão de que o ciclo de navegação portuguesa foi motivado pela busca de especiarias, e o po­bre adolescente engole esta estória na sala de aula como se, na Idade Média, o povo tivesse uma compulsão misterio­sa para se encher de pimenta, cravo, canela e sabe-se lá o que mais para arder seus gorgomilos febricitantes de condi­mentos extravagantes.
E, na verdade, a mais banal das ligações entre causa e efeito, é que a dita pimenta da Índia era também um con­servante dos alimentos dos navegadores, que metiam as carnes assadas em barricas, cobriam-nas com banha de porco e, sobre a superfície distribuída em alguns centímetros, colocavam sua porção de pimenta para evitar a deterioração. E, assim, o que era uma necessidade logística passa a ser uma questão de condimentar a sociedade em proporções rabeleaisianas, na ausência de explicações de autores que leem outros e passam a macaquear sem se fazer perguntas, e, muito menos, sem chegar às verdadeiras razões dos atos mais ordinários da vida cotidiana de uma época.
(...)
Leiam a íntegra neste lik: 
http://pzzeditora.blogspot.com.br/2014/04/pro-patria-e-o-ciclo-da-borracha.html

Filosofalhas e literatolices dos tempos em que vivemos - Carlos U Pozzobon

21 de maio de 2014

Você é aquilo que lê

Desabafos sobre filosofalhas e literatolices dos tempos em que vivemos

Carlos U Pozzobon
Que todos conhecem a desgraceira de nossa vida política, não é preciso comentar. O que precisamos entender é a relação de uma sociedade de corte estatal com a cultura, em que o mérito sempre esteve seriamente comprometido com as cotas destinadas à proteção dos tolos, dos despojados de energia intelectual, dos fraquinhos, dos frívolos inseridos no processo de produção cultural ― marca indelével de um país contaminado pela corrupção intelectual, que consiste no espírito de rebanho em aderir à onda produzida pelas calamidades elevadas ao pedestal da glória ― causa maior e mais aviltante do que a corrupção moral em que chafurdamos. Quando uma Academia de Letras homenageia Ronaldinho Gaúcho com uma medalha de mérito, quando universidades distribuem títulos de doutor honoris causa a um apedeuta, podemos entender por que tanta gente expressa suas preferências por autores com obras vazias de conteúdo estético e artístico.
São essas cotas de literatolice que transformam autores sem conteúdo em celebridades nacionais e internacionais, confundindo o leitor eventual que ainda não tem um gosto consolidado, ou que não dispõe das ferramentas de análise do crítico. Supostamente deve ser a principal razão para que a leitura seja afinal considerada um sofrimento pela maioria dos brasileiros, e por sua inclinação à brevidade do jornal e da revista em lugar do livro.
Escravo do “ouvir dizer”, da fama turbinada pelas editoras “do mercado” (espécie de “seguimento da deseducação geral do país”), e de colunas de revistas, o brasileiro lê com sofreguidão o que lhe dizem que é bom, e procura fugir como o diabo da cruz do próximo bestseller, até que, forçado pela necessidade de inserção social, volta a porejar o sacrifício da leitura, o que o impede de evoluir intelectualmente para apurar seu gosto para os refinamentos mais sutis das formas de expressão, para o deleite eriçante da beleza da linguagem, ou para a compreensão do sublime ou do paradoxal, do poético ou do assombro que só o escritor erudito e talentoso pode proporcionar.
Dependente do padrão alienígena, em uma sociedade cujos valores mais cultivados são a imitação do estrangeiro, cativo das opiniões de membros de instituições avacalhadas difundidas incansavelmente, o leitor comum nunca desenvolverá a sensibilidade para contestar aquilo que a maioria consagra como grande autor. E esta deformidade atravessa as décadas com a mesma constância e uniformidade de nossa imutável realidade social, acorrentada nas tradições desesperadoramente retrógradas.
Quem lê a avassaladora crítica de Sylvio Romero ao espírito limitado de José Veríssimo, em Zeverissimações Ineptas da Crítica – Repulsas e Desabafos, percebe claramente a diferença abissal entre o erudito e o convencional, e entende muito bem por que somos uma sociedade onde a mediocridade tem um lugar garantido no triunfo das corriolas paroquianas, da crítica sem profundidade, do aceito sem controvérsias, para vislumbrar a amorfia que causa a repulsa ao próprio gênio da brasilidade que as instituições têm por missão instigar, pois nem sequer sabem como fazê-lo. Nossa sociedade está tão aviltada intelectualmente que perdeu os sensores que emitem os sinais de alerta para a chegada do mais dotado, para a presença catalítica dos melhores. Vive o entorpecimento de seu próprio contexto de servidão institucional.

Leia o texto completo neste link: 
http://ensaioseducativos.blogspot.com.br/2014/05/voce-e-aquilo-que-le.html

A reconstrucao economica do pais, depois do desastre petista - Rogerio Werneck

Reconstruir a economia
Rogério Werneck
O Estado de S.Paulo, 6/06/2014

O melancólico apagar das luzes do atual mandato presidencial vem surpreendendo até mesmo quem jamais escondeu seu pessimismo sobre as possibilidades do governo Dilma Rousseff. O desempenho da economia deteriora-se a cada dia. Na esteira de um colapso na confiança de consumidores e investidores, o nível de atividade praticamente estagnou no primeiro trimestre. E está em queda no trimestre em curso. Já se estima que o crescimento do PIB em 2014 não chegue a 1,5%. O que deixaria a taxa anual média de crescimento da economia no governo Dilma Rousseff abaixo de 1,9%.

Apesar desse crescimento pífio, o quadro inflacionário segue preocupante. A inflação em 12 meses está prestes a ultrapassar o teto de tolerância da meta. Inflação de 7,5%, em 2015, em decorrência da inevitável descompressão de preços administrados que ocorrerá depois das eleições, é o que agora prevê um dos principais responsáveis pela desastrosa pajelança ministrada ao País sob o rótulo de "nova matriz macroeconômica" (entrevista de Nelson Barbosa, O Estado de S. Paulo, 29/5).

É bom não ter ilusões sobre a herança amarga com que terá de arcar o novo governo. Há pela frente uma complexa agenda de reconstrução da política econômica. E, dessa perspectiva, o cenário de reeleição da presidente só pode ser visto com enorme desalento. O governo mostra-se completamente despreparado para fazer o que precisa ser feito. Insiste em negar a necessidade de mudanças na política econômica. E, agarrando-se a um discurso primitivo e populista, que marca retrocesso de pelo menos 20 anos no debate econômico do País, vem denunciando qualquer proposta de mudança como defesa de arrocho salarial e desemprego.

A análise do cenário alternativo, de vitória da oposição na eleição presidencial, permite vislumbrar com mais clareza a agenda de reconstrução da política econômica que terá de ser enfrentada em 2015. É bom notar que, em meio às muitas dificuldades, haveria amplo espaço para uma colheita fácil de resultados iniciais importantes, com o anúncio de medidas que possam dar lugar ao choque de credibilidade que há muito tempo se faz necessário na condução da política econômica.

A simples nomeação de uma equipe econômica respeitável, que soubesse manter um discurso coerente e fosse capaz de restabelecer a sintonia entre as atuações da Fazenda e do Banco Central (BC), já faria grande diferença. Na área fiscal, a restauração da credibilidade do registro das contas públicas seria um grande avanço. Bastaria um anúncio singelo de encerramento definitivo do festival de truques contábeis que vêm pautando a política fiscal. Naturalmente, isso exigiria a desmontagem do gigantesco orçamento paralelo que, há muitos anos, o governo vem alegremente mantendo no BNDES.

A condução da política econômica em novas bases, aliada à percepção de efetivo compromisso do novo governo com a manutenção de regras estáveis, agências reguladoras bem tripuladas e postura desarmada em relação ao papel do capital privado na expansão da infraestrutura, poderia engendrar vigorosa recuperação dos investimentos e do nível de atividade.

Depois de todo um mandato presidencial em que as autoridades monetárias se permitiram manter a inflação muito acima da meta, reancorar as expectativas inflacionárias deverá exigir bem mais do que a simples nomeação de uma diretoria competente para o BC. Em meio à necessidade de reajustar preços administrados represados, é bem provável que o novo Banco Central leve algum tempo para fazer a inflação convergir para a meta, mesmo que se mostre convincentemente comprometido com esse objetivo.

Tudo isso seria só o começo: a reconstrução institucional preliminar que, em seguida, permitiria reabrir uma agenda mais ambiciosa de medidas que possam destravar o crescimento econômico do País. Uma agenda que desapareceu de cena há anos.


É essa possibilidade de ampliar as perspectivas de expansão da economia que estará em jogo na eleição de outubro.

The Evidence on Globalisation - Niklas Potrafke

Um bom amigo, e grande pesquisador dos temas econômicos globais, e das políticas comerciais em geral, Rogerio Farias, me envia não apenas o link mas este trabalho completo:

The Evidence on Globalisation
Niklas Potrafke *
The World Economy (2014)

doi: 10.1111/twec.12174
Available at:
http://feedly.com/e/cYvLjeQQ

Do trabalho retiro esta tabela (p. 4), desformatada, construída sobre a base de indicadores agregados por diversas instituições, diferentes em escopo, mas que permitem visualizar como quantificar, para um determinado país, o seu grau de globalização, segundo um conjunto de critérios que estão claramente identificados, com seus respectivos pesos na ponderação de valores a serem considerados nesse rankeamento de países.

Components of the 2013 KOF Index of Globalisation
Indices and Variables Weights (%)

A. Economic globalisation 36
(i) Actual flows 50
Trade (% of GDP) 21
Foreign direct investment, stocks (% of GDP) 28
Portfolio investment (% of GDP) 24
Income payments to foreign nationals (% of GDP) 27
(ii) Restrictions 50
Hidden import barriers 24
Mean tariff rate 27
Taxes on international trade (% of current revenue) 26
Capital account restrictions 23

B. Social globalisation 37
(i) Data on personal contact 34
Telephone traffic 25
Transfers (% of GDP) 3
International tourism 26
Foreign population (% of total population) 21
International letters (per capita) 24
(ii) Data on information flows 35
Internet users (per 1,000 people) 33
Television (per 1,000 people) 36
Trade in newspapers (% of GDP) 31
(iii) Data on cultural proximity 31
Number of McDonald’s restaurants (per capita) 45
Number of IKEA stores (per capita) 45
Trade in books (% of GDP) 10

C. Political globalisation 26
Embassies in country 25
Membership in international organisations 28
Participation in U.N. Security Council Missions 22
International treaties 26

Uma tabela global sobre os progressos da globalização no mundo, notando que o aspecto social é o que menos progrediu:


Mais informações sobre a metodologia e os estudos podem ser vistos aqui:


* Center for Economic Studies, University of Munich, Munich, Germany and 2Ifo Center for Public
Finance and Political Economy, Munich, Germany

Contra os suplentes senatoriais - Wagner Rocha D’Angelis

A REDEMOCRATIZAÇÃO DOS PARTIDOS POLÍTICOS
WAGNER ROCHA D’ANGELIS (*)
Curitiba, 07 de junho de 2014.

O ano de 2014, para o Brasil, não será marcado apenas pela realização da Copa do Mundo de Futebol em doze de suas praças esportivas, mas igualmente pela realização de eleições majoritárias e proporcionais nos planos estadual e federal.  Vale dizer, independentemente do resultado final da competição futebolística, que a população manifestará no segundo semestre civil, por sufrágio universal, para investidura em novo mandato, a sua preferência para os cargos de Presidente da República, governador de Estado e do Distrito Federal, senador e, igualmente, para a função de deputado federal, deputado estadual e deputado distrital (DF)

É público e notório que inexiste democracia sem eleições e partidos políticos. O que passa despercebido da maioria, porém, é a vulnerabilidade democrática do sistema partidário na definição de seus candidatos próprios a tais cargos eletivos, notadamente diante da característica do sistema majoritário brasileiro pela formação de chapa para a disputa de altos cargos políticos - como é o caso dos candidatos a vice-presidente, vice-governador, bem como dos dois suplentes de cada senador, os quais têm a sua postulação registrada junto da candidatura do titular da chapa. Quando o eleitor vota, ele escolhe apenas o titular, sendo que o vice ou suplente é eleito automaticamente. 

Como é sabido, aliás, o 1º turno das eleições ocorrerá no dia 5 de outubro e o 2º turno no dia 26 de outubro. Até por isto, cabe relembrar que, nos termos do calendário eleitoral definido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), é de 10 a 30 de junho o prazo para as Convenções Estaduais dos Partidos Políticos deliberarem intramuros acerca de coligações e escolha de candidatos.  

O que se pretende neste contexto é demonstrar, analisando-se o formato empregado na escolha de suplentes de senador, que os partidos políticos, todos eles, pregam a democracia apenas externamente, valendo-se interna corporis de métodos e práticas antidemocráticas.

Via de regra, as agremiações partidárias são redutos conservadores, fechados e pouco democráticos, nos quais é comum a prática do caciquismo, do clientelismo, da imposição de prepostos nos cargos diretivos, dos conchavos de cúpula e eleições internas biônicas, e da pouquíssima abertura participativa em postos- chaves ao filiado que não for ungido pelo grupo dominante.  

Recriados após 21 anos de regime ditatorial, os partidos políticos são atualmente regidos pela Lei Federal nº 9.096, de 19/09/1995, cujo art. 1º estabelece que tais agremiações destinam-se a assegurar, no interesse do regime democrático e em âmbito nacional, a autenticidade do sistema representativo e a defender os direitos fundamentais definidos na Constituição Federal. Vale dizer, conquanto tais agremiações se pautem organizacionalmente por estatuto próprio, que a prática partidária não pode estar divorciada dos princípios constitucionais.   

Neste ponto, acrescente-se que o art. 18 da Resolução nº 23.405/2014, do TSE, determina que cada partido político ou coligação pode requerer registro de um candidato ao Senado Federal em cada Unidade da Federação, com dois suplentes (CF, art. 46, § 3º). Em outras palavras, no atual pleito eletivo haverá apenas a renovação de um terço dos senadores, para mandato de oito anos, devendo o registro de candidatos a Senador se fazer em conjunto com o dos respectivos suplentes em chapa única e indivisível (Código Eleitoral, art. 91, § 1°).

E, frise-se, dado o modus operandi no campo partidário, cada candidato a senador tem direito a escolher dois suplentes. Caso algum senador ou senadora renuncie ou se licencie, o seu respectivo primeiro suplente substitui o dignitário, de modo semelhante aos vices nos cargos do poder executivo. O problema é que os suplentes são frequentemente ilustres desconhecidos perante os eleitores, o que tem gerado críticas sobre a falta de legitimidade do sistema, além de notória desconfiança pública tanto em relação à competência técnica e lisura comportamental dos indicados, quanto a eventuais suspeitas de alguns deles terem sido escolhidos apenas pela possibilidade de poderem patrocinar boa parte da campanha do titular em troca de benesses futuras.   

Ora, da mesma forma que o país recebe de presente os vices e suplentes por meio de candidaturas em pacote, também o filiado de um partido político recebe, goela adentro, a imposição de nomes que acompanham a candidatura principal. Enquanto a Constituição da República proclama que todo o poder emana do povo, que o exerce pelo voto quando da escolha de seus representantes (Art. 1º, § único), os partidos políticos mantêm dirigentes biônicos e cerceiam o direito dos filiados disputarem, pelo sufrágio, vários cargos para efeitos internos e externos. 

Há alguns anos se debate no Congresso Nacional a necessidade de uma Reforma Política. Pois bem, de pouco adianta uma Reforma Eleitoral, inclusive concedendo-se o direito absoluto de fazer listas de candidatos e obter recursos públicos para campanhas, se não se puser fim ao coronelismo, ao oportunismo e às relações dinástico-familiares que imperam dentro das agremiações partidárias. E, via de consequência, pouco se avançará na matéria se tais agremiações não se democratizarem internamente, suspendendo as viciosas práticas de impedir eleições livres para todos os cargos, inclusive abrindo-se candidatura direta aos suplentes de senador.
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(*) Wagner Rocha D’Angelis – advogado, historiador e professor universitário, já exerceu os cargos de Ouvidor-Geral do Estado do Paraná e Coordenador da Fundação Projeto Rondon no Paraná.

Pausa para... piadinhas maldosas sobre o Papa Francisco

Recebido, como sempre ocorre, por uma dessas listas a que somos afiliados por interesse e de onde acabamos recebendo coisas que renovam nosso interesse por elas, justamente por causa dessas coisas alternativas...
Paulo Roberto de Almeida 

Piadinhas sobre o novo Papa

1) - Do jornal Corrieri de la Siera:- "Em um surto inédito de humildade um  Argentino aceitou um cargo abaixo de Deus."

2) - De um escriba brasileiro anônimo:- "Eu sempre sonhei em ver um Argentino beijar o solo brasileiro."

3) - Os Argentinos desejam que os primeiros atos do Papa Argentino sejam:

- Canonização de Evita Perón;
- Início do processo de beatificação do comandante Chavez;
- Excomunhão de todos os cardeais e bispos norte-americanos;
- Rompimento com o governo italiano;
- Rompimento com o governo inglês (novamente);
- Criação da Diocese das Malvinas, localizada em Puerto Madero;
- Mudança da sede do Vaticano para Bariloche;
- Cisma Norte-sul (a exemplo do Cisma do Oriente), com a criação da Igreja Católica do Hemisfério Sul;
- Criação da moeda própria do Vaticano: o “Peso Santo” ou “Santo Peso”; e
- Substituição da hóstia por Alfajor.

4) E, last but not least, a mudança do nome da Capela Sistina para Capela
CRISTINA.

Comenta-se que quem dominou o conclave foram os Cardeais dos EUA. Como eles sabiam que o Cardeal Brasileiro era o mais cotado, escolheram o Cardeal de
Buenos Aires, por ser a capital do Brasil.

Já que o Papa é Argentino, a Dilma vai convidar o Vaticano para entrar no Mercosul.

Vingança Histórica:- a Inglaterra fica com as Ilhas Malvinas e a Argentina fica com o Vaticano.

O Papa Libera o bife de chorizo na sexta feira santa.

Dizem que o novo Papa é o homem mais importante do mundo e um dos mais importantes da Argentina.

Antes de escolher o nome "Francisco", os cardeais tiveram um enorme trabalho para convencer Dom Bergoglio de que "Jesus II" não ia pegar bem.

Comentário à boca pequena que está se espalhando nos corredores do Vaticano:- "Não havia um Argentino tão perto de Cristo desde Judas".

O Papa vai autorizar o uso da Hóstia em pó, para que o Maradona possa comungar... (excelente, essa!)

E para terminar, mais esta:

O PAPA FRANCISCO JÁ CONSEGUIU O PRIMEIRO MILAGRE, FAZER COM QUE O MUNDO GOSTASSE DE UM ARGENTINO.

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...