Isto, para ser mais preciso é a GRANDE DESTRUIÇÃO lulopetista, que na verdade não começou em 2011, como as estatísticas pretendem, mas foi um processo cientificamente calculado para dar no que deu, e começou em 2003, mas com recrudescimento a partir de 2006 e descida para o caos a partir de 2011.
Não se diga que Lula governou bem e o seu poste mal.
Ele foi beneficiado por circunstâncias favoráveis no ambiente internacional e apesar disso não fez NENHUMA reforma importante para o Brasil.
Bandidos.
Em todo caso, eu desejo um feliz 2016 a todos, depois que conseguirmos colocar a tropa de ineptos e corruptos para fora do poder.
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quinta-feira, 31 de dezembro de 2015
Preparando as previsoes imprevisiveis de 2016: a lista dos sucessos - Paulo Roberto de Almeida
Ou seja, dos fracassos...
Nem todas estão linkadas, o que se explica pelos registros truncados dos primeiros tempo...
Nem todas estão linkadas, o que se explica pelos registros truncados dos primeiros tempo...
Preparando as previsões de 2016: algum retrospecto
pode ser útil
Paulo Roberto de Almeida
Apresento a seguir uma
lista de trabalhos – nem todos de previsões imprevidentes) – que todos falam de
“previsões”, de qualquer tipo. Prometo que para 2016 vou procurar evitar
repetições, “prevendo” coisas impossíveis só para chatear os companheiros. Este
ano de 2015 eles foram tão massacrados pela imprensa golpista que parecia que
eles iriam desistir de tudo: de conservar o poder, de roubar, de fazer
propaganda enganosa, de roubar, de inventar sempre um novo programa cada vez
que um anterior não deu certo, de roubar, enfim, essas coisas que eles sempre
fazem (e que facilita tremendamente a vida, confesso).
Mas, enquanto as minhas
não saem do forno, fiquem com uma listagem mais ou menos fiável (mas não
prometo, como os companheiros fazem) da previsões imprevisíveis que foram
previstas – e desmentidas – nos dez anos anteriores e um pouco mais atrás.
Reparem que eu comecei seriamente, procurando ajudar os companheiros, mas como
eles insistiam em me desmentir, só para tentar acertar com coisas malucas
imprevisíveis, passei a inventar as melhores (quero dizer, as piores) realizações
dos companheiros. Minha imaginação era tão dependente dos (des)acertos
companheiros, que criei a série e ela ficou eternizada. Um dia ganho um prêmio
Ignobil por isso...
Se vocês colocarem “previsões”
no meu blog Diplomatizzando, vocês terão provavelmente um número superior ao
que vai aqui registrado, mas sem previsão de estar o blog completo, e também
com muita repetição, ou objeto encontrado inesperado.
Vejamos:
Minhas previsões imprevisíveis
a partir das relações anuais de trabalho:
(sem garantia de
que esteja certa, como os companheiros, aliás...)
2738. “Previsões imprevidentes para 2015: a
situação está russa (sem querer ofender...)”, Tallahassee, 28 dezembro 2014, 3
p. Continuidade da série, com novas previsões condenadas ao fracasso. Divulgada
no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-para-2015.html).
Postado no Academia.edu (31/12/2014; link: https://www.academia.edu/9963498/2738_Previs%C3%B5es_imprevidentes_para_2015_a_situa%C3%A7%C3%A3o_est%C3%A1_russa_sem_querer_ofender..._2014_).
2737. “Previsões Imprevidentes: dez anos de
desacertos contínuos”, Hartford, 23 dezembro 2014, 3 p. Listagem atualizada e
corrigida de todos, ou quase todos, os textos elaborados como astrologia
diplomática ou previsões a contrário senso. Divulgada no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-dez-anos-de.html)
e disseminada no Facebook. Disponível no Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9871426/2737_Previs%C3%B5es_Imprevidentes_dez_anos_de_desacertos_cont%C3%ADnuos_2004-2014_).
2736. “Astrologia Diplomática: minhas
previsões de dez anos atrás para dez anos à frente”, Hartford, 22 dezembro
2014, 2 + 5 p. Nova introdução ao trabalho n. 1177 (de janeiro de 2004), com as
mesmas previsões de dez anos atrás, reforçadas. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/astrologia-diplomatica-minhas-previsoes.html)
e disseminado no Facebook. Disponível no Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9870651/2736_Astrologia_Diplomatica_2004_e_2014_).
2544. “Previsões imprevidentes para 2014:
sempre apostando no melhor”, Hartford, 14 Dezembro 2013, 6 p. Exercício
habitual de chutes aleatórios, no sentido de apostar no que pode dar errado.
Divulgado no blog Diplomatizzando
(link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/12/previsoes-imprevidentes-para-2014-paulo.html).
2455. “Minhas Previsões Imprevisíveis para
2013 (não custa continuar tentando, para ver se em algum ano dá certo...)”,
Brasília, 20 Dezembro 2012, 4 p. Postado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2012/12/minhas-previsoes-imprevisiveis-para.html).
Postado novamente no blog em 24/12/2013; (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2013/12/revisando-as-previsoes-imprevisiveis.html).
2345. Previsões imprevisíveis para 2012,
Brasília, 16 dezembro 2011, 2 p. Postado no blog Diplomatizzando (16/12/2011; link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2011/12/minhas-previsoes-imprevisiveis-para.html).
2231. “Previsões
imprevisíveis para o Brasil em 2011: Resoluções para o novo governo à maneira
de Benjamin Franklin”, Brasília, 17 dezembro 2010, 8 p. Especulações sobre um
conjunto de resoluções do novo governo com base no trabalho
“995TrezeResoluAnoNovo”, contendo princípios de boa conduta moral de Benjamin
Franklin. Espaço Acadêmico (vol. 10,
n. 116, janeiro de 2011, p. 101-107; ISBN: 1519-6186; link: http://periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/12090/6479).
Republicado em Via Política (17.01.2011)
e em Dom Total (20.01.2011; link: http://www.domtotal.com.br/colunas/detalhes.php?artId=1773).
Relação de Publicados n. 1017.
2070. “A Primeira Década do Século 21: um
retrospecto e algumas previsões imprevisíveis”, Voo Beijing-Paris: 6.12.2009;
voo Paris-São Paulo: 9.12.2009; Brasília: 19.12.2009, 13 p. Revisão dos dez
anos transcorridos desde 2000 e algumas questões pendentes para a próxima
década. Publicado Espaço Acadêmico
(ano 9, n. 104, janeiro 2010, p. 27-37; link: http://www.periodicos.uem.br/ojs/index.php/EspacoAcademico/article/view/9117/5140).
Dividido em duas partes para publicação no Via
Política: 1) “Balanço da primeira década do século 21: um retrospecto
pessoal”, (2.01.2010); 2) “Brasil: o que faremos dos próximos dez anos?”.
Disponível no site pessoal (link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2070PrimeiraDecadaSec21.pdf).
Relação de Publicados n. 945 (Via
Política) e 946 (Espaço Acadêmico).
1963. “Previsões imprevisíveis em tempos de
crise global: minha astrologia econômica para 2009 (e mais além)”. Brasília, 16
dezembro 2008, 12 p. Mais uma da série das “profecias não realizáveis”, como é
costume a cada começo de ano. Via
Política (22.12.2008). Espaço
Acadêmico (ano 8, n. 92, janeiro 2009; link: http://www.espacoacademico.com.br/092/92pra.htm).
Republicado, sob o título de “Minha astrologia econômica para 2009”, no boletim
digital Dom Total (09/04/2009; link: http://www.domtotal.com/colunas/detalhes.php?artId=586).
Relação de Publicados 884. Academia.edu (https://www.academia.edu/attachments/32900586/download_file).
1855. “Minhas previsões imprevidentes para
2008 (com mil perdões pelo ligeiro atraso...)”, Brasília, 29 janeiro 2008, 4 p.
Continuidade da série de astrologia político-econômica. Espaço Acadêmico (ano VII, n. 81, fevereiro 2008; link: http://www.espacoacademico.com.br/081/81pra.htm).
Relação de Publicados n. 819.
1667. “Uma previsão marxista...”, Brasília,
23 setembro 2006, 6 p. Digressões livres sobre o “fim da história” marxista e
os equívocos atuais dos antiglobalizadores. Espaço
Acadêmico (ano VI, nº 65, outubro 2006, ISSN: 1519-6186; link: http://www.espacoacademico.com.br/065/65almeida.htm).
Relação de Publicados n. 708.
1703. “Previsões para o ano da graça de
2007: sempre otimista quanto à sua impossibilidade”, Brasília, 24 dezembro
2006; 4 p.; revisão ampliada: 29 dezembro, 13 p. Objetivos inatingíveis no
Brasil, na continuidade das previsões de 2004 e das resoluções de 2005. Versão
curta publicada em Via Política (1
janeiro 2007); versão longa: Espaço
Acadêmico (ano 6, n. 68, janeiro 2007; link: http://www.espacoacademico.com.br/068/68pra.htm).
Feita versão resumida e ligeiramente modificada, em 2/01/2007, para o site do
Instituto Millenium, sob o título: “Previsões imprevidentes para 2007: Um novo
exercício de resultados contrários”; publicado em quatro partes a partir do dia
3.01.2007 (links: Parte 1; Parte 2, em 4.01.2007; Parte 3, em 5.01.2007; e
Parte 4, em 8.01.2007. Relação de Publicados n. 738, 739.
1369. “Sete previsões
Imprevidentes: minha ‘caixa de surpresas’ para o novo ano”, Gramado, 27 dez.
2004; Brasília, 4 jan. 2005, 12 p. Antecipações impossíveis para o novo ano.
Publicado na revista Espaço Acadêmico
(ISSN: 1519-6186; a. IV, n. 44, jan. 2005; http://www.espacoacademico.com.br/044/44pra.htm).
Relação de Publicados n. 537.
1518. “Astrologia diplomática?”, Brasília,
31 dez. 2005, 2 p. Comentário de estilo jocoso sobre as previsões astrológicas
para 2006, que cobriram igualmente a área da política externa. Postado no blog
PRA (http://paulomre.blogspot.com/2005/12/102-astrologia-diplomtica.html#links).
1172. “Avaliação econômica
do primeiro ano do Governo Lula: previsões 2004”, Brasília, 7 jan. 2004, 3 p.
Nota sobre o desempenho econômico do governo Lula em seu primeiro ano,
comparando-o com as previsões feitas 12 meses atrás e dando novas previsões
para 2004. Discussão sobre a continuidade do processo de reformas no Brasil,
com ênfase na tributária, previdenciária e laboral.
1175. “Crescimento na
América Latina: previsões”, Brasília, 9 jan. 2004, 2 p. Nota sobre as previsões
de crescimento, investimento e inflação em países da região, com considerações
sobre a situação do Brasil.
1177.
“Astrologia diplomática: Especulações sobre a política internacional em 2004 (e
além)”, Brasília, 11 jan. 2004, 4 p. Paródia às previsões astrológicas,
especulando sobre comportamentos da ONU, do império, da Europa, África, Brasil,
Mercosul, comércio internacional, meio ambiente, direitos humanos e os astrólogos
diplomáticos em 2004 e mais além. Distribuído em listas de relações
internacionais. Retomada integralmente no trabalho 2736. “Astrologia
Diplomática: minhas previsões de dez anos atrás para dez anos à frente”,
Hartford, 22 dezembro 2014, 2 + 5 p. Nova introdução ao trabalho n. 1177 (de
janeiro de 2004), com as mesmas previsões de dez anos atrás, reforçadas. Blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/astrologia-diplomatica-minhas-previsoes.html)
e disseminado no Facebook. Disponível no Academia.edu (link: https://www.academia.edu/9870651/2736_Astrologia_Diplomatica_2004_e_2014_).
1368.
“Balanço de Fim de Ano”, São Paulo-Curitiba, 19-21 dez. 2004, 2 p. Revisando as
previsões feitas um ano antes como resoluções de ano novo para o presidente.
1161. “Resoluções de Ano Novo: Sete tarefas
presidenciais que não serão feitas”, Brasília, 19 de dezembro 3003, 3 p. Artigo colocando metas de governo que não serão cumpridas
quarta-feira, 30 de dezembro de 2015
Preparando as previsoes imprevidentes para 2016: conferindo as de 2015 - Paulo Roberto de Almeida
Como sabem todos os que me seguem irregiosamente -- só admito irreligiosos como seguidores -- todo final de ano, no máximo até o comecinho de cada ano, eu preparo as minhas previsões imprevidentes para o ano que está começando.
Elas têm isso de particular que NÃO são para serem realizadas, ao contrário de todos os outros adivinhos, astrólogos, economistas, publicitários, apresentadores de programas de auditório, enfim, todos esses fraudadores da crendice alheia, que continuam a abusar da nossa paciência fazendo previsões ditas sérias, ou seja, plausíveis, possíveis ou até previsíveis (vai ter enchente em algum lugar do Brasil, por exemplo, ou um dos ministros será pego roubando, mas essas são fáceis demais).
As minhas tem essa peculiaridade que elas NÃO são para acontecer, e confesso que tenho sido tremendamente ajudado, desde 2003, pelos inefáveis companheiros, mestres habilidosos em prometer o que jamais vão cumprir.
Tenho de agradecer de público seu empenho em me desmentir, no que eu sou bem sucedido.
Os companheiros conseguem decepcionar todo mundo, inclusive este pobre adivinho, que nunca conseguiu emplacar uma só adivinhação imprevisível, e nisso tenho tido sucesso absoluto.
Tenho de agradecer de público, repito ainda outra vez, aos companheiros petistas e petralhas, por me ajudar numa empreitada das mais díficeis da minha carreira de escrevinhador anarco-acadêmico, que é a de errar continuamente, e assim assegurar o triunfo de minhas previsões imprevidentes.
Se vocês duvidam da ajuda dos companheiros, confiram uma lista quase completa que publiquei neste link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/12/previsoes-imprevidentes-dez-anos-de.html
Mas, antes de colocar as minhas previsões para 2016, vejamos o que eu tinha prometido para este ano de 2015 um ano atrás, o que aliás estava explícito na matéria em questão.
Confiram as minhas previsões para este ano horribilis, que já tinham sido postadas exatamente no dia 28 de dezembro de 2014, neste link:
http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/12/previsoes-imprevidentes-para-2015.html
A seguir, o aperitivo:
Elas têm isso de particular que NÃO são para serem realizadas, ao contrário de todos os outros adivinhos, astrólogos, economistas, publicitários, apresentadores de programas de auditório, enfim, todos esses fraudadores da crendice alheia, que continuam a abusar da nossa paciência fazendo previsões ditas sérias, ou seja, plausíveis, possíveis ou até previsíveis (vai ter enchente em algum lugar do Brasil, por exemplo, ou um dos ministros será pego roubando, mas essas são fáceis demais).
As minhas tem essa peculiaridade que elas NÃO são para acontecer, e confesso que tenho sido tremendamente ajudado, desde 2003, pelos inefáveis companheiros, mestres habilidosos em prometer o que jamais vão cumprir.
Tenho de agradecer de público seu empenho em me desmentir, no que eu sou bem sucedido.
Os companheiros conseguem decepcionar todo mundo, inclusive este pobre adivinho, que nunca conseguiu emplacar uma só adivinhação imprevisível, e nisso tenho tido sucesso absoluto.
Tenho de agradecer de público, repito ainda outra vez, aos companheiros petistas e petralhas, por me ajudar numa empreitada das mais díficeis da minha carreira de escrevinhador anarco-acadêmico, que é a de errar continuamente, e assim assegurar o triunfo de minhas previsões imprevidentes.
Se vocês duvidam da ajuda dos companheiros, confiram uma lista quase completa que publiquei neste link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/12/previsoes-imprevidentes-dez-anos-de.html
Mas, antes de colocar as minhas previsões para 2016, vejamos o que eu tinha prometido para este ano de 2015 um ano atrás, o que aliás estava explícito na matéria em questão.
Confiram as minhas previsões para este ano horribilis, que já tinham sido postadas exatamente no dia 28 de dezembro de 2014, neste link:
http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2014/12/previsoes-imprevidentes-para-2015.html
A seguir, o aperitivo:
Previsões imprevidentes para
2015: a situação está russa (sem querer ofender...)
Paulo Roberto de Almeida
Ao comemorar dez aninhos
desta tresloucada série – dedicada, como sabem os meus 18 leitores (copyright Alexandre Schwartsman), a fazer
previsões que até aqui nunca deram certo –, resolvi arregaçar as mangas – expressão
fora de moda: resolvi abrir mais um Word
file em meu computador – para preparar novas previsões para este ano da
graça de 2015, e que espero também possam falhar por completo (para o que conto,
como sempre, com a cooperação dos companheiros).
Aliás, o ano vai começar sem nenhuma graça: aumento
de diversas tarifas de preços administrados pelo governo, promessas de mais
chantagens recíprocas entre o parlamento e o executivo, desvalorização da moeda
que levava tanta gente a New York, Orlando e Paris, e outras surpresas que nos promete
o novo governo companheiro. Apenas para refrescar a memória dos que costumam
acompanhar esta série, reproduzo aqui algumas das previsões que fiz anteriormente,
sendo fragorosamente derrotado em todas elas (acertando, portanto, no meu
objetivo):
1) Governo companheiro decreta
sua conversão ao capitalismo (2004-2005);
2) O MST reconhece que o
agronegócio e a biotecnologia são benéficos (2006-2007);
3) Governo renuncia ao protecionismo comercial
(2011-2012);
4) Estaremos livres de qualquer novo caso de corrupção
em 2013 (2012-2013);
5) Secretaria dos Vasos Comunicantes elimina dívida e
déficits públicos (2013-1014).
(Quem desejar conhecer todas elas, na íntegra, pode verificar nesta
postagem: http://diplomatizzando.blogspot.com/2014/12/previsoes-imprevidentes-dez-anos-de.html).
Sem mais delongas, passo a enunciar minhas novas previsões para 2015, de
antemão condenadas ao fracasso (e espero que os companheiros não me desmintam).
1) Esgotados todos os demais recursos, companheiros
tentam a honestidade
Ufa, deu uma discussão tremenda no Comitê Central, uma ala argumentando
que não via vantagem nenhuma em ser honesto (já que todos faziam caixa 2), outra
dizendo que já não estavam sobrando expedientes ilegais, que todos já tinham
sido tentados e tinham sido flagrados pela mídia golpista. Aos três dias da
discussão, ganhou (por uma margem mínima de votos) a honestidade, mas sob
condicionalidades: fica sujeita a ser revista no prazo de seis meses; se a
arrecadação diminuir volta-se ao esquema anterior.
2) Companheiros passam a trabalhar com bicoins (Receita ainda
não detectou)
Consoante os mais modernos métodos em termos de ferramentas monetárias,
o partido companheiro abriu uma nova seção de contabilidade paralela apenas
para lidar com o novo instrumento à disposição de libertários, traficantes,
doleiros e mercadores de armas e diamantes: bitcoins, a moeda virtual e
indetectável (até o momento) pelas autoridades intrometidas; encarregados do
tesouro companheiro já estão tomando aulas com anarco-capitalistas para operar
o novo sistema.
3) Mídia golpista vai conseguir demitir mais seis
ministros do novo governo
Antes que o ano complete seis meses, a mídia reacionária terá conseguido
derrubar pelo menos seis ministros do novo governo, todos eles abatidos por
práticas heterodoxas naquelas áreas bem conhecidas dos jornalistas
investigativos. Companheiros amaldiçoarão a Lei de Acesso à Informação, e
passarão a adotar expedientes secretos com maior frequência, mais ou menos como
nos tempos do regime militar, que eles amam tanto.
4) Obras dos Jogos Olímpicos de 2016 ficarão todas
prontas antes do final do ano
Só não se sabe bem de qual ano, mas tem gente que aposta em 2015, outros
em 2018 (a tempo das eleições), outros ainda em 2022, para comemorar duzentos
anos de independência nacional. Em todo caso, elas só vão custar duas vezes o
orçamento planejado, com notável progresso em relação a Abreu e Lima.
5) Cuba será admitida no Mercosul (vai ter de mudar de
nome para isso)
Sob demanda dos companheiros, os comunistas cubanos, que negociam um
acordo de livre comércio com o império, prometem que vão considerar o pedido
dos membros do Mercosul para integrar o bloco; os companheiros alegam ter
construído o porto de Mariel justamente para essa eventualidade, que já fazia
parte dos cálculos estratégicos sempre previdentes de seu setor de policy-planning. Cubanos ficaram de
dar resposta até o final de 2018, pois não querem irritar os estadunidenses.
Mudança de nome, aliás, vem bem a calhar, depois de certa fadiga do material.
6) Aprovada a liberalização da maconha terapêutica (para
qualquer coisa)
Estudantes da Fefelech-USP organizam a primeira festa da maconha no
campus, aberta a estudantes do segundo grau. Companheiros do Uruguai acusam a
medida de concorrência desleal e introduzem uma reclamação comercial no sistema
de solução de controvérsias do Mercosul; sem solução, o caso sobe até o órgão
de solução de disputas da OMC, que passa a discutir o problema. Se perderem, os
companheiros uruguaios prometem recorrer a Haia.
7) PCdoB mobiliza base aliada para declarações de apoio à
Coreia do Norte
Com pruridos, mas denotando concordância com o princípio da neutralidade
da internet, companheiros também assinam nota de protesto e de apoio político à
República Popular Democrática da Coreia, que passa a ter sua internet no
pisca-pisca desde que cismou de provocar Hollywood; aproveitando a deixa,
convidam o mundo todo para uma segunda conferência internacional sobre a
neutralidade da internet, que termina por um consenso unânime: internet deve
ser neutra.
Pronto: conto com todos os colaboradores tradicionais desta série para
novos sucessos em grande estilo. Estão todos convidados desde já a conferir os
resultados no final de 2015, ou assim que der...
Tallahassee, Flórida, 28 de dezembro de 2014
Companheiros petistas reclamam do tratamento a supercompanheiro petralha - Nota companheira
Companheiros se mostram supersensíveis com o conforto psicológico e material do supercompanheiro chefe de quadrilha (não o único, nem o principal), aquele que sempre deu as cartas no partido e no palácio, o homem infalível, o Stalin Sem Gulag, o bandido maior das roubalheiras e traficâncias petralhas, e como ele é um "heroi do povo brasileiro" (assim dizem), eles querem zelar pelo seu bem-estar (afinal de contas, ele era o "cara" da grana, o super-extrator, capaz de arrancar milhões (quem sabe bilhões) de capitalistas brasileiros e estrangeiros, do Estado brasileiro (e se der de outros também, aqueles amigos dos companheiros), do povo brasileiro, enfim, de todo mundo que contribui voluntária ou involuntariamente (até sem saber) para a fortuna pessoal e partidária dos petistas, dos petralhas, dos mafiosos, enfim, todos aqueles metidos nos negócios até o pescoço.
O nosso personagem não estava metido nesse tipo de negócio até o pescoço: ele era o próprio negócio, era ele quem determinava quem devia pagar tanto e quem devia receber (ele só ficava com uma comissão, entenderam, uns pixulecos modestos de centenas de milhares a cada vez).
Deve ser duro passar o Natal e o Ano Novo na cadeia, ainda mais tendo de aguentar essas gozações de tucanos voando em volta da notícia, que de resto deve ter sido plantado por quem não tem o mínimo respeito pela reputação do Stalin Sem Gulag.
Gente grossa...
Paulo Roberto de Almeida
Os deputados Paulo Pimenta (PT-RS) e Wadih Damous (PT-RJ)
enviaram, nesta quarta-feira (30), ofício ao presidente do Superior
Tribunal de Justiça (STJ), ministro Francisco Falcão, manifestando
“surpresa e indignação” por conta de uma publicação no Twitter oficial
da corte que debocha do ex-ministro José Dirceu. “Como o recesso do
Judiciário só termina em fevereiro, José Dirceu vai passar o ano novo
atrás das grades”, diz o texto, publicado às 14h03 da terça-feira (29) e
ainda ativo mais de 24 horas depois.
---
O nosso personagem não estava metido nesse tipo de negócio até o pescoço: ele era o próprio negócio, era ele quem determinava quem devia pagar tanto e quem devia receber (ele só ficava com uma comissão, entenderam, uns pixulecos modestos de centenas de milhares a cada vez).
Deve ser duro passar o Natal e o Ano Novo na cadeia, ainda mais tendo de aguentar essas gozações de tucanos voando em volta da notícia, que de resto deve ter sido plantado por quem não tem o mínimo respeito pela reputação do Stalin Sem Gulag.
Gente grossa...
Paulo Roberto de Almeida
Pimenta e Damous acionam presidente do STJ por deboche a José Dirceu no Twitter oficial do Tribunal
PT na Câmara, 30/12/2015
“A comunicação institucional do STJ se
vale de linguagem e termos inadequados para um Tribunal Superior. A
comunicação de qualquer órgão público deve, ao informar, apresentar
postura neutra e respeitosa, ainda mais quando se trata da comunicação
de um órgão que tem a nobre função de julgar”, argumentam Pimenta e
Damous no ofício destinado ao presidente do STJ.
“A divulgação revela, ainda, o já
conhecido uso da prisão como espetáculo. Dessa forma, não basta o
ex-ministro estar preso preventivamente – sob critérios com justeza
questionados por sua defesa. Ele precisa ser exposto e ter a dignidade
aviltada”, acrescentam os deputados no texto.
Os parlamentares pedem três providências
ao ministro Francisco Falcão: a “imediata abertura de sindicância
interna para apuração e responsabilização devidas”; a “retirada imediata
da postagem” e “um pedido de desculpas ao investigado”.
“Não podemos aceitar que a comunicação
de um órgão que representa um poder da República seja aparelhada por
militantes do PSDB ou da direita que destila ódio diariamente contra o
PT”, afirmou Pimenta.
Confira abaixo íntegra do ofício ao presidente do STJ.
PT na Câmara---
Excelentíssimo Ministro Francisco Falcão, Presidente do Superior Tribunal de Justiça.
Os deputados que abaixo subscrevem este requerimento vêm expor e, ao final, requerer o quanto segue.
Com surpresa e indignação lemos, na
página oficial do STJ no twitter em (@STJnoticias), a frase: “Como o
recesso do Judiciário só termina em fevereiro, José Dirceu vai passar o
ano novo atrás das grades”. A publicação, de 29.12.15, trata do habeas
corpus impetrado em defesa do ex-ministro José Dirceu. Por decisão de
Vossa Excelência, o pedido será analisado após o recesso.
A comunicação institucional do STJ
se vale de linguagem e termos inadequados para um Tribunal Superior. A
comunicação de qualquer órgão público deve, ao informar, apresentar
postura neutra e respeitosa, ainda mais quando se trata da comunicação
de um órgão que tem a nobre função de julgar.
A divulgação revela, ainda, o já
conhecido uso da prisão como espetáculo. Dessa forma, não basta o
ex-ministro estar preso preventivamente – sob critérios com justeza
questionados por sua defesa. Ele precisa ser exposto e ter a dignidade
aviltada.
A comunicação oficial do STJ agiu de
maneira parcial. Sancionou, assim, o uso do sistema penal como
instrumento político, o que absolutamente não é condizente com o Estado
Democrático de Direito.
Não é crível que essa postagem na
rede social tenha tido a anuência da direção do Tribunal, que se
intitula como aquele da Cidadania.
Desse modo, requer-se de Vossa Excelência:
a) imediata abertura de sindicância interna para apuração e responsabilização devidas;
b) retirada imediata da postagem, e;
c) um pedido de desculpas ao investigado.
Cordialmente,
Deputado Federal Paulo Pimenta
Deputado Federal Wadih Damous
terça-feira, 29 de dezembro de 2015
Tráfico escravo: números totais e para o Brasil: fontes (Delanceyplace)
| Delanceyplace.com End of Year Encores: This year a few encores on slavery. Today's encore selection -- As brought to our attention by Henry Louis Gates in The Root, more slaves were taken to Brazil from Africa than to any other country, and in 1888, Brazil finally abolished slavery, the last country in the Western world to do so. Slaves were brought first for the sugar plantations, then for gold and diamond mining, and then for ranching and agricultural products, especially coffee. Gates writes that "The most comprehensive analysis of shipping records over the course of the slave trade is the Trans-Atlantic Slave Trade Database, edited by professors David Eltis and David Richardson. (While the editors are careful to say that all of their figures are estimates, I believe that they are the best estimates that we have. ...) Between 1525 and 1866, in the entire history of the slave trade to the New World, according to the Trans-Atlantic Slave Trade Database, 12.5 million Africans were shipped to the New World. 10.7 million survived the dreaded Middle Passage, disembarking in North America, the Caribbean and South America. And how many of these 10.7 million Africans were shipped directly to North America? Only about 388,000. That's right: a tiny percentage. In fact, the overwhelming percentage of the African slaves were shipped directly to the Caribbean and South America; Brazil received 4.86 million Africans alone! Some scholars estimate that another 60,000 to 70,000 Africans ended up in the United States after touching down in the Caribbean first, so that would bring the total to approximately 450,000 Africans who arrived in the United States over the course of the slave trade." The following selection is from The Brazil Reader, edited by Robert M. Levine and John J. Crocitti: "At least 3,600,000 black slaves were brought to Brazil alive [4.86 million according to Eltis and Richardson], while thousands more perished aboard the ships traveling from Africa to Brazil. Between 1800 and 1852, during the period when some European nations began to turn against the institution of slavery and pressure slave traders to cease, more than 1,600,000 slaves arrived in Brazil. In Africa, slaves were captured, branded, placed in heavy iron manacles, and transported on voyages that sometimes took as long as eight months to reach their final destination. The international trade was outlawed in 1830, but slave ships continued to journey to Brazil. By the 1840s, the British were seizing ships carrying slaves and freeing their captives, although when slavers saw hostile naval vessels approaching, they often threw their human cargo into the sea to avoid fines and the confiscation of their ships. The first two selections [below] were written in logbooks aboard British naval ships in February 1841. The third passage was written by Joao Dunshee de Abrantes, a Brazilian abolitionist, in the northern port of Sao Luiz [Luis] do Maranhao. "I. Logbook from the Warship Fawn The living, the dying, and the dead, huddled together in one mass. Some unfortunates in the most disgusting state of smallpox, distressingly ill with ophthalmia, a few perfectly blind, others living skeletons, with difficulty crawled from below, unable to bear the weight of their miserable bodies. Mothers with young infants hanging at their breasts, unable to give them a drop of nourishment. How they had brought them thus far appeared astonishing: all were perfectly naked. Their limbs were excoriated from lying on the hard plank for so long a period. On going below, the stench was insupportable. How beings could breathe such an atmosphere, and live, appeared incredible. Several were under the soughing, which was called the deck, dying -- one dead. "II. Logbook from the British Hospital Ship Crescent Huddled together on deck, and clogging up the gangways on either side, cowered, or rather squatted, 362 Negroes, with disease, want, and misery stamped on them with such painful intensity as utterly beggars all powers of description. In one corner . . . a group of wretched beings lay stretched, many in the last stages of exhaustion, and all covered with the pustules of smallpox. Several of these, I noticed, had crawled to the spot where the water had been served out, in the hope of procuring a mouthful of the precious liquid; but unable to return to their proper places, lay prostrate around the empty tub. Here and there, amid the throng, were isolated cases of the same loathsome disease in its confluent or worst form, and cases of extreme emaciation and exhaustion, some in a state of perfect stupor, others looking around piteously, and pointing with their fingers to their parched mouths .... On every side, squalid and sunken visages were rendered still more hideous by the swollen eyelids and the putrid discharge of a virulent ophthalmia, with which the majority appeared to be afflicted; added to this were figures shriveled to absolute skin and bone, and doubled up in a posture that originally want of space had compelled them to adopt, and that debility and stiffness of the joints compelled them to retain. "III. Captives Removed from the ship into barges, they came in neck chains, or libambos, leashed to one another to stop them from running away or throwing themselves into the water. Often, they had already been divided into lots before leaving the ship. And they were delivered in bunches to the merchants or the bush captains, representatives of the planters of the interior of the province. Since, in certain seasons, the ships remained two or three days in view of the harbor entrance without being able to enter, the buyers went out to meet them in boats to complete the transactions. The traffickers did everything they could to land those horrible cargoes at once. And after a certain number of years in the business, their service was perfected, and usually only sick slaves or those of a weak constitution set foot on the soil of San Luiz. These were sold at any price, while the other unfortunates, descended from good races, were haggled over and high offers were made." |
The Brazil Reader: History, Culture, Politics (The Latin America Readers) Author: Robert M. Levine and John J. Crocitti, editors Publisher: Duke University Press Copyright 1999 Duke University Press Pages: 135-137 |
segunda-feira, 28 de dezembro de 2015
Brasil-Israel em controversia diplomatica: mini-crise sobre um mini-problema
Parece que o local de residência de um representante diplomático designado tem também de ser objeto do escrutínio do Estado receptor: vai precisar de um CV completo, a partir de agora, para saber se o indivíduo não transgrediu nenhuma normal do novo dicionário do politicamente correto.
A mim me parece uma crise sem sentido, sem motivo, sem final feliz...
Paulo Roberto de Almeida
Israel pressiona Brasil a aceitar indicação de Dayan como embaixador
POR FELIPE BENJAMIN
REUTERS, 28/12/2015
Vice-chanceler adverte que resistência de Brasília em aceitar ex-líder de movimento de assentamentos judaicos pode levar a uma crise diplomática
Benjamin Netanyahu fará apelos diretos à presidente Dilma para que Dani Dayan seja aceito
RIO — A disputa envolvendo a indicação do israelense Dani Dayan para o cargo de embaixador no Brasil ganhou um novo capítulo ontem, com uma entrevista na TV local. No canal 10, a vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, afirmou que o governo israelense não tem qualquer intenção de substituir a indicação de Dayan, e que a resistência de Brasília em aceitá-lo pode levar a uma crise diplomática entre os dois países. No canal 2, Dayan afirmara na véspera que o episódio não reflete uma crise bilateral entre Brasil e Israel, mas sim uma questão de “BDS” (boicote, d esenvolvimento e sanções) levantada por ativistas israelenses e abraçada por palestinos e brasileiros.
— Medidas serão tomadas para que Brasília entenda que Dayan é um homem respeitado, digno e aceito no espectro político israelense — afirmou Hotovely. — Faremos isso para dizer ao Brasil: “Aprove-o, ou teremos uma crise nas relações entre os dois países, algo que não vale a pena”.
Entre os planos citados pela vice-chanceler estão uma campanha pública no Brasil, a mobilização da comunidade judaica do país e a recusa em apontar um outro nome para substituir o embaixador Raed Mansour, que retornou a Israel há duas semanas.
MEDIDAS EM ESTUDO
No canal 2, Dayan afirmara na noite anterior que a questão verdadeiramente em debate não é sua indicação, mas sim se um judeu morador da região da Judeia e da Samaria — nome dado oficialmente pelo governo israelense à região da Cisjordânia, com exceção da porção oriental de Jerusalém — pode exercer o cargo de embaixador em outro país. O atual embaixador israelense nos Estados Unidos, Salai Meridor, e o enviado do país ao Canadá, Alan Baker, também são moradores de assentamentos judaicos na região.
— Assim como Israel reagiu de maneira enérgica na questão dos rótulos dos produtos, deve reagir quando pessoas são rotuladas, o que é muito pior — afirmou Dayan, em referência à decisão da União Europeia de exigir que produtos fabricados em áreas ocupadas por colonos judeus na Cisjordânia recebam rótulos indicando essa procedência. — Caso contrário, estaremos concordando com a ideia de que 700 mil judeus não são dignos de ocuparem a posição de embaixador.
Segundo Dayan, o principal negociador da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, está envolvido no assunto “até o pescoço”. Na semana passada, Erekat afirmou que o Brasil perderia a confiança dos palestinos caso aceitasse “os crimes de guerra, apartheid e colonização que Dani Dayan representa”, e classificou o empresário israelense como “um colono ilegal cujo trabalho é justificar a colonização criminosa que Israel exerce sobre os palestinos”.
Para o cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman, a resistência a Dayan é fruto de campanha negativa feita sobre o governo brasileiro por ativistas que defendem boicotes contra o país.
PUBLICIDADE
— Quando era chanceler de Israel, Avigdor Lieberman visitou Brasília diversas vezes, e foi sempre recebido da melhor maneira. Ele é morador de um assentamento, e isso nunca foi motivo para tensões antes — afirmou Wurman ao GLOBO. — Além disso, os assentamentos nunca foram construídos sobre solo palestino. Quando Israel anexou a Cisjordânia, em 1967, o território era jordaniano.
A polêmica envolvendo a indicação de Dayan surgiu em agosto, logo após seu anúncio pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ontem, o assessor de política externa de Netanyahu, Jonathan Schachter, se reuniu com Hotovely e com o diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores, Dore Gold, para discutir os passos a serem tomados para garantir que o Brasil aceite o empresário como embaixador.
Hotovely atribuiu a resistência à crise política enfrentada pela presidente Dilma Rousseff, que, ameaçada pela possibilidade de um impeachment, precisaria de todo o apoio — inclusive da extrema-esquerda, que demonstra a maior rejeição a Dayan — para permanecer no poder.
Já Wurman destaca a importância do empresário no cenário israelense.
— Dani Dayan é uma personalidade em Israel. Apesar de defender os assentamentos, não é fanático ou ortodoxo — alega o cônsul honorário. — É somente um empresário que resolveu organizar a região em que vivia, e foi indicado a contragosto para embaixador.
Dayan acredita que o governo israelense tentou vencer a resistência brasileira pelo cansaço, e encontrou uma tentativa semelhante por parte do governo brasileiro. Fontes diplomáticas israelenses próximas ao empresário indicaram que ele poderia renunciar à indicação ao posto em Brasília.
— Até agora, o Ministério das Relações Exteriores (de Israel) acreditou em uma política que consiste em sentar e não fazer nada — afirmou. — Da mesma forma, acredito que muitos esperam que eu simplesmente abra mão da minha indicação, resolvendo o problema por eles.
Procurado, o Itamaraty informou que não comentaria o assunto.
— Israel não pode aceitar que um morador da Cisjordânia seja preterido e tratado como um cidadão de segunda classe. Rejeitar Dayan ou outro morador de um assentamento é uma atitude semelhante às estrelas amarelas nas camisas usadas (por judeus) na Alemanha durante o período nazista. — diz Wurman. — Isso é algo que nunca mais poderemos aceitar.
A constante tensão nos territórios ocupados se intensificou nos últimos meses, com aumento nos casos de violência na região e em Israel. Uma onda de ataques a faca e atropelamentos de judeus israelenses por palestinos e árabes-israelenses já deixou cerca de 20 judeus e pelo menos 130 palestinos mortos desde o atentado com coquetéis molotov que matou o bebê Ali Dawabsha — de um ano e meio — na aldeia de Duma. Posteriormente, os pais dele também morreram. Ontem, ultranacionalistas acusaram o Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, de torturar integrantes do movimento suspeitos de participarem do ataque.
A mim me parece uma crise sem sentido, sem motivo, sem final feliz...
Paulo Roberto de Almeida
Israel pressiona Brasil a aceitar indicação de Dayan como embaixador
POR FELIPE BENJAMIN
REUTERS, 28/12/2015
Vice-chanceler adverte que resistência de Brasília em aceitar ex-líder de movimento de assentamentos judaicos pode levar a uma crise diplomática
Benjamin Netanyahu fará apelos diretos à presidente Dilma para que Dani Dayan seja aceito
RIO — A disputa envolvendo a indicação do israelense Dani Dayan para o cargo de embaixador no Brasil ganhou um novo capítulo ontem, com uma entrevista na TV local. No canal 10, a vice-ministra das Relações Exteriores, Tzipi Hotovely, afirmou que o governo israelense não tem qualquer intenção de substituir a indicação de Dayan, e que a resistência de Brasília em aceitá-lo pode levar a uma crise diplomática entre os dois países. No canal 2, Dayan afirmara na véspera que o episódio não reflete uma crise bilateral entre Brasil e Israel, mas sim uma questão de “BDS” (boicote, d esenvolvimento e sanções) levantada por ativistas israelenses e abraçada por palestinos e brasileiros.
— Medidas serão tomadas para que Brasília entenda que Dayan é um homem respeitado, digno e aceito no espectro político israelense — afirmou Hotovely. — Faremos isso para dizer ao Brasil: “Aprove-o, ou teremos uma crise nas relações entre os dois países, algo que não vale a pena”.
Entre os planos citados pela vice-chanceler estão uma campanha pública no Brasil, a mobilização da comunidade judaica do país e a recusa em apontar um outro nome para substituir o embaixador Raed Mansour, que retornou a Israel há duas semanas.
MEDIDAS EM ESTUDO
No canal 2, Dayan afirmara na noite anterior que a questão verdadeiramente em debate não é sua indicação, mas sim se um judeu morador da região da Judeia e da Samaria — nome dado oficialmente pelo governo israelense à região da Cisjordânia, com exceção da porção oriental de Jerusalém — pode exercer o cargo de embaixador em outro país. O atual embaixador israelense nos Estados Unidos, Salai Meridor, e o enviado do país ao Canadá, Alan Baker, também são moradores de assentamentos judaicos na região.
— Assim como Israel reagiu de maneira enérgica na questão dos rótulos dos produtos, deve reagir quando pessoas são rotuladas, o que é muito pior — afirmou Dayan, em referência à decisão da União Europeia de exigir que produtos fabricados em áreas ocupadas por colonos judeus na Cisjordânia recebam rótulos indicando essa procedência. — Caso contrário, estaremos concordando com a ideia de que 700 mil judeus não são dignos de ocuparem a posição de embaixador.
Segundo Dayan, o principal negociador da Organização pela Libertação da Palestina (OLP), Saeb Erekat, está envolvido no assunto “até o pescoço”. Na semana passada, Erekat afirmou que o Brasil perderia a confiança dos palestinos caso aceitasse “os crimes de guerra, apartheid e colonização que Dani Dayan representa”, e classificou o empresário israelense como “um colono ilegal cujo trabalho é justificar a colonização criminosa que Israel exerce sobre os palestinos”.
Para o cônsul honorário de Israel no Rio de Janeiro, Osias Wurman, a resistência a Dayan é fruto de campanha negativa feita sobre o governo brasileiro por ativistas que defendem boicotes contra o país.
PUBLICIDADE
— Quando era chanceler de Israel, Avigdor Lieberman visitou Brasília diversas vezes, e foi sempre recebido da melhor maneira. Ele é morador de um assentamento, e isso nunca foi motivo para tensões antes — afirmou Wurman ao GLOBO. — Além disso, os assentamentos nunca foram construídos sobre solo palestino. Quando Israel anexou a Cisjordânia, em 1967, o território era jordaniano.
A polêmica envolvendo a indicação de Dayan surgiu em agosto, logo após seu anúncio pelo primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu. Ontem, o assessor de política externa de Netanyahu, Jonathan Schachter, se reuniu com Hotovely e com o diretor-geral do Ministério das Relações Exteriores, Dore Gold, para discutir os passos a serem tomados para garantir que o Brasil aceite o empresário como embaixador.
Hotovely atribuiu a resistência à crise política enfrentada pela presidente Dilma Rousseff, que, ameaçada pela possibilidade de um impeachment, precisaria de todo o apoio — inclusive da extrema-esquerda, que demonstra a maior rejeição a Dayan — para permanecer no poder.
Já Wurman destaca a importância do empresário no cenário israelense.
— Dani Dayan é uma personalidade em Israel. Apesar de defender os assentamentos, não é fanático ou ortodoxo — alega o cônsul honorário. — É somente um empresário que resolveu organizar a região em que vivia, e foi indicado a contragosto para embaixador.
Dayan acredita que o governo israelense tentou vencer a resistência brasileira pelo cansaço, e encontrou uma tentativa semelhante por parte do governo brasileiro. Fontes diplomáticas israelenses próximas ao empresário indicaram que ele poderia renunciar à indicação ao posto em Brasília.
— Até agora, o Ministério das Relações Exteriores (de Israel) acreditou em uma política que consiste em sentar e não fazer nada — afirmou. — Da mesma forma, acredito que muitos esperam que eu simplesmente abra mão da minha indicação, resolvendo o problema por eles.
Procurado, o Itamaraty informou que não comentaria o assunto.
— Israel não pode aceitar que um morador da Cisjordânia seja preterido e tratado como um cidadão de segunda classe. Rejeitar Dayan ou outro morador de um assentamento é uma atitude semelhante às estrelas amarelas nas camisas usadas (por judeus) na Alemanha durante o período nazista. — diz Wurman. — Isso é algo que nunca mais poderemos aceitar.
A constante tensão nos territórios ocupados se intensificou nos últimos meses, com aumento nos casos de violência na região e em Israel. Uma onda de ataques a faca e atropelamentos de judeus israelenses por palestinos e árabes-israelenses já deixou cerca de 20 judeus e pelo menos 130 palestinos mortos desde o atentado com coquetéis molotov que matou o bebê Ali Dawabsha — de um ano e meio — na aldeia de Duma. Posteriormente, os pais dele também morreram. Ontem, ultranacionalistas acusaram o Shin Bet, serviço de segurança interna de Israel, de torturar integrantes do movimento suspeitos de participarem do ataque.
2015, o ano em que o Brasil despencou - Paulo Roberto de Almeida (Estadao)
2015, o ano em que o Brasil despencou
Paulo Roberto de Almeida
Começamos por uma primeira ironia fraudulenta: o ministro da “nova matriz econômica”, que havia sido demitido mais de três meses antes, pela chefe da mesma matriz, e por meio da imprensa, continuou fazendo previsões impossíveis até o primeiro dia do ano, quando finalmente entregou o cargo ao seu sucessor, suposto representante dos Chicago-boys, mas que se revelou um corajoso partidário de aumento de impostos e de tímidos cortes seletivos nas despesas públicas, sem jamais tocar no gigantesco corpo balofo, obeso e disfuncional do Estado companheiro. O principal personagem do ano foi justamente este, o Estado companheiro, administrado por um governo idem, composto obviamente por companheiros engajados em sua manutenção dispendiosa (obviamente que apenas para a sociedade, não para eles).
Como diriam os americanos, o ano começou por um bing e terminou por um bang. O bing foi a composição esquizofrênica do governo, metade comprometida com gastos continuados e uma pequena, modesta parte tentando consertar os equívocos cometidos durante anos de gestão amadora, na verdade irracional, na política econômica (em várias outras políticas setoriais também). O bang é, obviamente, representado pelo pedido constitucional de impedimento da presidente, por crimes continuados na gestão fiscal – gestão talvez não seja o termo adequado, consagrando-se, ao longo do período, o mais vistoso conceito de “pedaladas” (em outros setores também).
Até o início do ano, todas as previsões do governo relativas aos principais indicadores econômicos pecavam por otimismo excessivo. Mas também os economistas independentes pecaram por escasso realismo em suas previsões. Todos eles foram duramente desmentidos pela mais cruel deterioração desses mesmos indicadores nunca antes vista desde crises longínquas. As agências de classificação de risco também se mostraram surpreendentemente lenientes em face do claro itinerário do Brasil em direção ao que desde já pode ser chamado de A Grande Destruição lulopetista.
Registre-se que essa destruição não foi o resultado de um mandato apenas. Parafraseando Nelson Rodrigues, podemos dizer que desastres não se improvisam: eles são o resultado de anos de acúmulo de erros, equívocos, trapalhadas, bobagens mais ou menos intencionais, enfim, daquilo que eu classifico como sendo os crimes econômicos do lulopetismo. Atenção: os crimes econômicos companheiros não o são exatamente no sentido do Código Penal, embora muitas vezes com eles se confundam; foi tal o empenho em cometê-los que se pode perguntar se muitos desses equívocos não foram deliberadamente planejados, o resultado de ações cientificamente calculadas, como diria o Chapolim Colorado.
A “compra” da refinaria de Pasadena, por exemplo, vista em retrospecto, quem poderia dizer, hoje, que se tratou apenas de um “erro de gestão”, ou seja, de um “cálculo mal feito”? Minha interpretação é a de que o “negócio” foi um sucesso, conduzido para produzir exatamente aqueles resultados, que são os que se conhecem atualmente em termos de movimentações bancárias entre vários paraísos fiscais no exterior. Enfim, um “sucesso” companheiro, até que um anônimo funcionário da Petrobrás – a ser homenageado na galeria dos “heróis desconhecidos” – chamou a atenção de membros do Ministério Público Federal e da Polícia Federal para certas “peculiaridades” do grande negócio.
As consequências foram aquelas que se viram: a Petrobrás, que chegou a valer mais de US$ 300 bilhões e figurar entre as sete primeiras companhias do setor, afundou-se numa crise que deveria ser terminal, se não fosse estatal (a preferida dos companheiros, que a transformaram numa “vaca petrolífera” continuamente ordenhada à exaustão). As contas públicas produziram um outro mergulho, de quase dez pontos do PIB, para um abismo cujo fundo ainda não se conhece exatamente, pois uma das especialidades companheiras foi justamente a maquiagem contábil, que eles já vinham praticando desde muitos anos entre o Tesouro e os bancos estatais, entre eles o BNDES, uma caixa-preta ainda não aberta pelos órgãos de controle. O ano foi tão horrível que aposto como a maioria dos leitores já se esqueceu desta coisa bizarra chamada Fundo Soberano do Brasil, uma invenção satânica dos mesmos autores da “nova matriz econômica” – na verdade, ele a precede de alguns anos – e que desapareceu de forma inglória, depois de deixar um buraco provavelmente superior a R$ 18 bilhões.
Uma contabilidade exata dos montantes envolvidos nos crimes econômicos do lulopetismo é singularmente difícil, pois, além dos custos estritamente monetários, isto é, recursos orçamentários dilapidados em projetos mal concebidos e mal implementados – talvez de propósito –, precisaríamos computar também o que os economistas chamam de custo-oportunidade, tudo o que se perdeu ao não se fazerem investimentos corretos, ou simplesmente sensatos. Quando é que economistas curiosos, procuradores atentos ou jornalistas investigativos avaliarão as imensas perdas causadas pelos crimes econômicos do lulopetismo? Já não é sem tempo...
É diplomata e professor universitário.
Site: www.pralmeida.org / Blog: diplomatizzando.blogspot.com
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