Diplomatizzando

Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).

segunda-feira, 24 de junho de 2024

Títulos de Paulo Roberto de Almeida na Library of Congress: 75, entre livros, capítulos de livros e artigos

Estava procurando um livro dos anos 1950 na maior, melhor, mais completa biblioteca do mundo, a Library of Congress (fui imensamente feliz quando servindo na embaixada em Washington, podia retirar livros dela e trabalhar tranquilamente em casa),  onde eu encontrava absolutamente tudo, ou quase tudo. Coloquei o meu nome para testar, numa lista seletiva. A lista abaixo é gratificante, mas está incompleta (e tem várias repetições), embora esteja atrasada, pois faltam muitos trabalhos mais recentes.

Devo, entretanto, alertar, que a lista foi feita a partir do Handbook of Latin American Studies, ou seja, a publicação de resenhas de materiais sobre a AL publicada pela Library. Muitos outros livros e artigos ficaram de fora, por não terem sido resenhados pelos analistas do HLAS.

Library of Congress – Paulo Roberto de Almeida: Works in Catalog

 

Compilation: June 24, 2024

https://hlasopac.loc.gov/vwebv/search?searchArg=Almeida%2C+Paulo+Roberto+de&searchCode=GKEY%5E*&searchType=0&recCount=25&sk=en_US

 

75 trabalhos publicados identificados, entre livros, capítulos de livros e artigos.

 

·          1

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica do Brasil. 1999

·          2

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização. 1998

·          3

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e a diplomacia do tráfico, 1810-1850. 1998

·          4

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brazil and the future of Mercosur: dilemmas and options. 1998

·          5

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Economia da política externa: a ordem internacional e o progresso da nação. 1996

·          6

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Legado do Barão: Rio Branco e a moderna diplomacia brasileira. 1996

·          7

Chapter Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR y la Unión Europea: de la cooperación a la asociación. 1996

·          8

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil y el Mercosur de cara al TLC. 1995

·          9

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estudos de relações internacionais do Brasil: etapas de produção historiográfica brasileira, 1927-1992. 1993

·          10

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e o Mercosur em face do NAFTA. 1994

·          11

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul no contexto regional e internacional. 1993

·          12

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-90. 1992

·          13

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Propiedade intelectual: os novos desafios para a América Latina. 1991

·          14

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais do Brasil: introdução metodológica a um estudo global. 1991

·          15

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Internacionlismo proletario no cone sul: a experiência internacional do sindicalismo brasileiro em princípios do século.1990

·          16

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro. 1990

·          17

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira. 2004

·          18

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas. 2002

·          19

Book Pour comprendre le Brésil de Lula / Denis Rolland et Joëlle Chassin, coord. ; avec Paulo Roberto de Almeida, Delphine Dabrowski-Sangodeyi, Sylvie Debs ... [et al.]. 2004

·          20

Book Envisioning Brazil: a guide to Brazilian studies in the United States. Edited by Marshall Craig Eakin, Paulo Roberto de Almeida, and Rubens Antonio Barbosa. 2005

Links available

·          21

Article

Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR, ALCA y Brasil: una evaluación política sobre posibles estrategias de actuación diplomática. 2002

·          22

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império. 2001

·          23

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula. 2003

·          24

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul: antecedentes, desenvolvimento e crise; uma avaliação analítico descritiva do período, 1986-2002. 2002

·          25

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Histoire du Brésil : pour comprendre le Brésil contemporain / Paulo Roberto de Almeida avec Katia de Queirós Mattoso.2002

·          26

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica do Brasil. 1999

·          27

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização. 1998

·          28

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e a diplomacia do tráfico, 1810-1850. 1998

·          29

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brazil and the future of Mercosur: dilemmas and options. 1998

·          30

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Economia da política externa: a ordem internacional e o progresso da nação. 1996

·          31

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Legado do Barão: Rio Branco e a moderna diplomacia brasileira. 1996

·          32

Chapter Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR y la Unión Europea: de la cooperación a la asociación. 1996

·          33

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil y el Mercosur de cara al TLC. 1995

·          34

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estudos de relações internacionais do Brasil: etapas de produção historiográfica brasileira, 1927-1992. 1993

·          35

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e o Mercosur em face do NAFTA. 1994

·          36

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul no contexto regional e internacional. 1993

·          37

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-90. 1992

·          38

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Propiedade intelectual: os novos desafios para a América Latina. 1991

·          39

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais do Brasil: introdução metodológica a um estudo global. 1991

·          40

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Internacionlismo proletario no cone sul: a experiência internacional do sindicalismo brasileiro em princípios do século.1990

·          41

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro. 1990

·          42 

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira. 2004

·          43

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas. 2002

·          44

Book : Pour comprendre le Brésil de Lula / Denis Rolland et Joëlle Chassin, coord. ; avec Paulo Roberto de Almeida, Delphine Dabrowski-Sangodeyi, Sylvie Debs ... [et al.]. 2004

·          45

Book Envisioning Brazil: a guide to Brazilian studies in the United States. Edited by Marshall Craig Eakin, Paulo Roberto de Almeida, and Rubens Antonio Barbosa. 2005

Links available

·          46

Article Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR, ALCA y Brasil: una evaluación política sobre posibles estrategias de actuación diplomática. 2002

·          47

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império. 2001

·          48

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula. 2003

·          49

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul: antecedentes, desenvolvimento e crise; uma avaliação analítico descritiva do período, 1986-2002. 2002

·          50

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Histoire du Brésil : pour comprendre le Brésil contemporain / Paulo Roberto de Almeida avec Katia de Queirós Mattoso.2002

·          51

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica do Brasil. 1999

·          52

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: dos descobrimentos à globalização. 1998

·          53

Article

Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e a diplomacia do tráfico, 1810-1850. 1998

·          54

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brazil and the future of Mercosur: dilemmas and options. 1998

·          55

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Economia da política externa: a ordem internacional e o progresso da nação. 1996

·          56

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Legado do Barão: Rio Branco e a moderna diplomacia brasileira. 1996

·          57

Chapter Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR y la Unión Europea: de la cooperación a la asociación. 1996

·          58

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil y el Mercosur de cara al TLC. 1995

·          59

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estudos de relações internacionais do Brasil: etapas de produção historiográfica brasileira, 1927-1992. 1993

·          60

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Brasil e o Mercosur em face do NAFTA. 1994

·          61

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul no contexto regional e internacional. 1993

·          62

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Partidos políticos nas relações internacionais do Brasil, 1930-90. 1992

·          63

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Propiedade intelectual: os novos desafios para a América Latina. 1991

·          64

ArticleAlmeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais do Brasil: introdução metodológica a um estudo global. 1991

·          65 

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Internacionlismo proletario no cone sul: a experiência internacional do sindicalismo brasileiro em princípios do século.1990

·          66

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Estrutura constitucional das relações internacionais e o sistema político brasileiro. 1990

·          67

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira. 2004

·          68

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internacionais contemporâneas. 2002

·          69

Book Pour comprendre le Brésil de Lula / Denis Rolland et Joëlle Chassin, coord. ; avec Paulo Roberto de Almeida, Delphine Dabrowski-Sangodeyi, Sylvie Debs ... [et al.]. 2004

·          70

Book Envisioning Brazil: a guide to Brazilian studies in the United States. Edited by Marshall Craig Eakin, Paulo Roberto de Almeida, and Rubens Antonio Barbosa. 2005

Links available

·          71

Article Almeida, Paulo Roberto de.

MERCOSUR, ALCA y Brasil: una evaluación política sobre posibles estrategias de actuación diplomática. 2002

·          72

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império. 2001

·          73

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula. 2003

·          74

Article Almeida, Paulo Roberto de.

Mercosul: antecedentes, desenvolvimento e crise; uma avaliação analítico descritiva do período, 1986-2002. 2002

·          75

Book Almeida, Paulo Roberto de.

Histoire du Brésil : pour comprendre le Brésil contemporain / Paulo Roberto de Almeida avec Katia de Queirós Mattoso.2002

 

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Marcadores: artigos, capítulos de livros, Library of Congress: 75, livros, Títulos de Paulo Roberto de Almeida

Livro analisa trajetória da Editora Francisco Alves, a mais antiga do Brasil - Marcello Rollemberg (Jornal da USP)

  1. Livro analisa trajetória da Editora Francisco Alves
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Livro analisa trajetória da Editora Francisco Alves

Publicada pela Edusp e reunindo 14 artigos de oito pesquisadores, obra lança luzes sobre a história da editora há mais tempo em atividade no Brasil

https://jornal.usp.br/cultura/livro-analisa-trajetoria-da-editora-francisco-alves/

  • https://jornal.usp.br/?p=40426
 19/09/2016 - Publicado há 8 anos (2016)
Por Marcello Rollemberg

Obras clássicas publicadas pela Editora Francisco Alves
Fotos: Divulgação

A linhagem de grandes editores brasileiros que fizeram de seus nomes quase que um sinônimo para suas casas editoriais – como Ênio Silveira na antiga Civilização Brasileira e Caio Graco Prado na Brasiliense dos anos 1980 – tem em sua gênese um português que veio para o Brasil em 1863, aos 15 anos, e acabaria por se tornar um marco na vida cultural primeiro do Rio de Janeiro e depois do resto do País: Francisco Alves de Oliveira. Com seu nome encimando a fachada da antiga Livraria Clássica, fundada em 1854 por seu tio Nicolau Alves e da qual ele se tornaria proprietário, o editor fez da Livraria (e Editora) Francisco Alves um marco para as letras brasileiras durante o tempo em que ficou à frente do negócio, entre 1882 e 1917, quando morreu. Excetuando-se a Imprensa Nacional, que nasceu em 1808 como Impressão Régia, a Francisco Alves é a editora mais antiga em funcionamento no Brasil.

A antiga filial da Livraria Francisco Alves em São Paulo – Fotos: Divulgação

A trajetória de Francisco Alves acaba de ser resgatada em uma muito bem cuidada edição da Edusp – o Rei do Livro, organizada pelo professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), editor e ex-livreiro Aníbal Bragança. O volume – cujo título faz uma brincadeira, remetendo a outro Francisco Alves, o cantor, conhecido como o “rei da voz”; por isso é bom não se confundir as realezas culturais – reúne 14 artigos escritos por oito pesquisadores, divididos em duas partes, que analisam a trajetória de Francisco Alves como editor, a importância de sua livraria e editora para a cultura letrada brasileira e os principais livros que ele editou, entre eles os clássicos O Ateneu, de Raul Pompeia, e Os Sertões, de Euclides da Cunha.

Mas os primeiros livros publicados pela (e por) Francisco Alves não eram obras que teriam seu lugar garantido no panteão da literatura nacional. O sucesso da editora começou e se solidificou com a publicação de livros didáticos, fazendo da Francisco Alves um nome influente no ainda nascente sistema educacional do Brasil.  O sucesso foi tamanho que ela foi a maior editora-livraria do País por quase meio século, entre as últimas décadas do século 19 e a primeira do século 20. E foi justamente graças a esse trabalho editorial muito bem feito tanto na parte didática quanto na literatura que rendeu grande reconhecimento e respeito ao editor.

Muito desse respeito veio também devido à sua relação com os autores, dando-lhes uma projeção ainda desconhecida no incipiente mercado editorial brasileiro. “Sua atuação como editor literário, embora sem a importância que teve como editor escolar, foi fundamental para o desenvolvimento da função autor no Brasil”, escreve Aníbal Bragança em seu primeiro artigo do livro – no total são seis – sobre Francisco Alves. “Ele, contrariamente ao que era habitual entre os editores de seu tempo, no Brasil, estabelecia contratos de edição, em que o interesse dos autores era respeitado, reconhecia-lhes o valor de seu trabalho, remunerando-os dignamente, mesmo para os padrões atuais.”

O editor Francisco Alves, Nicolau Alves, fundador da livraria, 
Paulo de Azevedo, sucessor de Francisco Alves, e 
um busto do editor - Fotos: Divulgação

Rei do livro

A Livraria e Editora Francisco Alves não restringiu suas atividades ao Rio de Janeiro, a capital federal que emanava cultura e política para todo o País. Em 1894, o editor abriu sua filial em São Paulo e, dezesseis anos depois, em 1910, inaugurou mais um braço de sua editora fora do Rio, dessa vez na ainda jovem nova capital mineira, Belo Horizonte. Inspirado na francesa Hachette e tendo como grande rival brasileira a também carioca Garnier, a Francisco Alves soube ampliar seus espaços e se tornar referência editorial desde finais do século 19. E sua expansão para São Paulo e Minas Gerais em muito auxiliou esse crescimento, chegando até a criar uma ponte editorial com a Europa, fato inédito na época. Mas essa expansão pelo País também foi uma via de mão dupla.

A capa do livro lançado pela Edusp – Foto: Reprodução

Como ressalta Marisa Midori Deaecto – professora da Escola de Comunicações e Artes (ECA) da USP e colunista da Rádio USP – em seu artigo, a Francisco Alves se instala em São Paulo em um momento de crescimento da capital e também de florescimento das escolas públicas, colaborando muito para o desenvolvimento dessas últimas e da própria educação. “Podemos afirmar que a instalação da Livraria Francisco Alves em São Paulo deve ser analisada no âmbito da expansão do ensino de primeiro e segundo graus, o que lhe teria garantido condições bem favoráveis para a distribuição dos livros editados pela casa”, afirma a professora da ECA. “Além disso, a livraria se instalava na capital em um contexto de desenvolvimento do comércio de gêneros de consumo e, em especial, do comércio de bens culturais.”

O Rei do Livro é uma obra que lança importantes luzes não apenas sobre a trajetória de uma das mais importantes editoras brasileiras – que hoje vive uma fase de recuperação depois de ter passado por várias mãos desde a morte de Francisco Alves, em 1917 –, mas também sobre a história do mercado editorial do País, uma área que vem sendo cada vez mais esquadrinhada por pesquisadores do Brasil e do exterior.

Rei do Livro, Aníbal Bragança (org.), Edusp, 352 pág., R$ 50,00.


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Marcadores: Editora Francisco Alves, Jornal da USP, livro, mais antiga do Brasil, Marcello Rollemberg

domingo, 23 de junho de 2024

Lula, tomado pelo seu próprio mito, derrapa na missão de presidente - Editorial Estadão

 Lula, candidato a redentor

O Estado de S. Paulo/Editorial/23Jun24

Presidente antecipa a eleição de 2026 apresentando-se como o único capaz de impedir que os ‘trogloditas’ voltem ao poder. Mas o Brasil não precisa de um salvador, e sim de um estadista

Tem sido cada vez mais difícil para Lula da Silva encontrar um espaço em sua concorrida agenda de candidato – à reeleição, ao Nobel da Paz e ao Olimpo – para exercer a função de presidente da República, para a qual foi eleito por estreitíssima margem em 2022. Sabe-se que Lula não tem nem vontade nem traquejo para governar, pois seu hábitat é o palanque, e não o gabinete presidencial. Mas mesmo para os padrões do demiurgo, declarar-se candidato faltando ainda longos 30 meses para o fim de seu errático e preguiçoso terceiro mandato, como fez Lula há poucos dias, parece um pouco demais.

Lula, no entanto, claramente entendeu que precisa desde já tratar todos os crescentes problemas de seu governo e do País como resultado não de sua incompetência atávica e de sua visão antediluviana de economia, mas da sabotagem política dos “trogloditas” – nome que ele deu aos bolsonaristas – que almejam voltar ao poder.

Nesse terreno, em que tudo se resume à luta política, Lula joga em casa. Os seguidos ataques desferidos ao presidente do Banco Central (BC), Roberto Campos Neto, são parte da manjada estratégia de arranjar um inimigo que incorpore todo o “mal” que Lula e o PT se julgam destinados a combater. As mais recentes declarações de Lula a respeito de Campos Neto não deixam margem a dúvidas: para o petista, o presidente do BC “tem lado político” e “trabalha muito mais para prejudicar do que para ajudar o País”. O “lado político”, claro, é o campo bolsonarista, do qual Campos Neto, lamentavelmente, nunca se afastou.

É fato que o presidente do BC deveria ter sido mais prudente e evitado que sua imagem se identificasse com este ou aquele grupo político, mas mesmo que Campos Neto fosse um dos Eremitas da Bem-Aventurada Virgem Maria do Monte Carmelo, ainda assim seria denunciado por Lula como o enviado do Cramulhão para sabotar o projeto petista de fazer do Brasil o Paraíso na Terra. E isso se dá porque Campos Neto foi nomeado para o BC pelo Cramulhão em pessoa.

Desse modo, sendo ele a chaga bolsonarista remanescente no coração do governo lulopetista, Campos Neto é desde sempre o candidato preferencial a bode expiatório para carregar todos os pecados do mundo. Lula foi claro: “Só temos uma coisa desajustada neste país: é o comportamento do Banco Central”. Em outras palavras, não fossem Campos Neto e os “trogloditas” aos quais o presidente do BC supostamente se alinha, o País de Lula estaria voando.

Como o nome de Campos Neto até mesmo começou a ser aventado para ser ministro num hipotético governo do bolsonarista Tarcísio de Freitas, Lula trata a prudência do BC em relação aos juros como se fosse politicamente motivada, destinada a prejudicar seu governo e preparar a volta dos tais “trogloditas” à Presidência.

Incapaz de enfrentar os problemas que se avolumam e que demandam desprendimento e espírito público, Lula reage do único jeito que sabe: antecipa a campanha eleitoral e se apresenta como salvador do Brasil.

De novo, quer que acreditemos que a democracia brasileira depende dele. “Se for necessário ser candidato para evitar que os trogloditas que governaram esse país voltem a governar, pode ficar certo que meus 80 anos virarão 40 e eu poderei ser candidato”, disse Lula à Rádio CBN. E disse mais: “Não vou permitir que este país volte a ser governado por um fascista. Não vou permitir que esse Brasil volte a ser governado por um negacionista como nós já tivemos”.

Ou seja, Lula se autoatribuiu a missão de impedir que o bolsonarismo ganhe a próxima eleição presidencial, como se disso dependesse o futuro do Brasil, quiçá do mundo. Nesses termos, é uma tarefa sobre-humana, que mais ninguém além dele, nem no PT, seria capaz de cumprir. “Como Deus existe, eu estou aqui”, disse Lula em evento na Petrobrás. Resta saber se ele quis dizer que sua existência é a prova da existência de Deus, ou – o que é mais provável – que ele e Deus são uma coisa só. De um jeito ou de outro, Lula mais uma vez se apresenta aos eleitores como aquele que se sacrifica para redimi-los. Mas o Brasil não precisa de um redentor. Precisa é de um estadista – e isso, definitivamente, Lula não é.

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Os militares brasileiros custam muito caro; proporcionalmente mais do que nos outros países - Editorial da Folha de S. Paulo

 Militares custosos

Folha de S. Paulo/Editorial/ 23Jun24

Disparidade entre Previdência das Forças Armadas e dos civis exige reforma ampla

O déficit das contas federais e a dificuldade do governo petista em lidar com o problema provocam debate urgente sobre gastos, até agora praticamente intocados. A reforma da Previdência das Forças Armadas é um exemplo dessa pauta.

O gasto com militares da ativa equivale a só 57% daquele com militares na reserva, reformados e pensionistas. No caso dos civis, a proporção é de 156% —no último ano até abril, desconsideradas sentenças judiciais e precatórios.

A despesa com inativos das Forças está em 0,53% do PIB por ano (R$ 58,9 bilhões); com os civis, em 0,84% do produto (R$ 92,9 bilhões). Mas os beneficiários militares somam 313 mil, ante 796 mil civis.

Segundo dados do Tribunal de Contas da União, publicados pela Folha, o déficit por beneficiário no INSS ronda os R$ 9.400. Entre civis, são R$ 69 mil; já entre os militares, a conta vai a R$ 159 mil.

Servidores das Forças se aposentam mais cedo e mantêm seus vencimentos quando inativos. Sobrevivem regimes especiais de proteção para pensionistas. Sua Previdência não sofreu reforma ampla neste século, como a dos civis.

Os militares argumentam que trata-se de compensação para especificidades da carreira —não têm hora extra, adicional noturno nem sindicatos e são obrigados a mudanças constantes de cidade.

No entanto cerca de metade dos trabalhadores brasileiros não possui os direitos de contratados formais nos setores privado e público. Ademais, não é na Previdência que se deve corrigir desigualdade do mercado de trabalho. Ainda que a condição militar deva ser levada em conta, a disparidade na aposentadoria é exagerada.

Em comparação internacional, o gasto nas Forças do Brasil é alto. É fato que a despesa com servidores federais (ativos, inativos e pensionistas) tem diminuído, de 4,26% do PIB em 2008 para 3,17% do PIB atualmente, redução considerável, em particular entre os civis.

Ainda assim, é urgente uma reforma administrativa, também de organização e métodos, a fim de modernizar o trabalho e dirigi-lo aonde é mais necessário. O serviço público militar não pode ficar fora dessa revisão geral.


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Uma reflexão...

Recomendações aos cientistas, Karl Popper:
Extratos (adaptados) de Ciência: problemas, objetivos e responsabilidades (Popper falando a biólogos, em 1963, em plena Guerra Fria):
"A tarefa mais importante de um cientista é certamente contribuir para o avanço de sua área de conhecimento. A segunda tarefa mais importante é escapar da visão estreita de uma especialização excessiva, interessando-se ativamente por outros campos em busca do aperfeiçoamento pelo saber que é a missão cultural da ciência. A terceira tarefa é estender aos demais a compreensão de seus conhecimentos, reduzindo ao mínimo o jargão científico, do qual muitos de nós temos orgulho. Um orgulho desse tipo é compreensível. Mas ele é um erro. Deveria ser nosso orgulho ensinar a nós mesmos, da melhor forma possível, a sempre falar tão simplesmente, claramente e despretensiosamente quanto possível, evitando como uma praga a sugestão de que estamos de posse de um conhecimento que é muito profundo para ser expresso de maneira clara e simples.
Esta, é, eu acredito, uma das maiores e mais urgentes responsabilidades sociais dos cientistas. Talvez a maior. Porque esta tarefa está intimamente ligada à sobrevivência da sociedade aberta e da democracia.
Uma sociedade aberta (isto é, uma sociedade baseada na idéia de não apenas tolerar opiniões dissidentes mas de respeitá-las) e uma democracia (isto é, uma forma de governo devotado à proteção de uma sociedade aberta) não podem florescer se a ciência torna-se a propriedade exclusiva de um conjunto fechado de cientistas.
Eu acredito que o hábito de sempre declarar tão claramente quanto possível nosso problema, assim como o estado atual de discussão desse problema, faria muito em favor da tarefa importante de fazer a ciência -- isto é, as idéias científicas -- ser melhor e mais amplamente compreendida."

Karl R. Popper: The Myth of the Framework (in defence of science and rationality). Edited by M. A. Notturno. (London: Routledge, 1994), p. 109.

Uma recomendação...

Hayek recomenda aos mais jovens:
“Por favor, não se tornem hayekianos, pois cheguei à conclusão que os keynesianos são muito piores que Keynes e os marxistas bem piores que Marx”.
(Recomendação feita a jovens estudantes de economia, admiradores de sua obra, num jantar em Londres, em 1985)

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