Diplomatizzando

Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).

terça-feira, 11 de novembro de 2025

Hans Staden, Two journeys to Brazil (1548-1555) - Franz Obermeier (Academia.edu)

 Franz Obermeier just uploaded

"Hans Staden, Warhaftige Historia / Two journeys to Brazil (1548-1555). A new introduction to the work with comments on the iconography and an appendix of sources."

By Franz Obermeier
141 Pages
Published 2025

German Literature, Iconography, Indigenous Studies, Brazilian History, Colonialism

Hans Staden's travel book Warhaftige Historia und Beschreibung einer Landschaft der wilden, nackten, grimmigen Menschfresser Leuten in der neuen Welt Amerika is the very first book on Brazil in print after the country's discovery in 1500. In it, Hans Staden reports on his two journeys to the country in the years 1548-1555. The book by the Homberg an der Efze born author from northern Hesse region was published in 1557 after his return to Marburg in Hesse and became a defining work of early modern travel literature and a classic of ethnography. It consists of two parts, called books in the first edition. In the first part, Staden describes his two journeys. This part became famous above all for the detailed description of his imprisonment by the anthropophagous Tupinambá Indians, which he was only able to escape by behaving as one of their shamans until he was finally being bought free by a French captain. In the second part, probably written as separate part with a title page at the suggestion of the Marburg professor and doctor Johannes Dryander (actually Eichmann, 1500-1560), who wrote the preface to the work and was also the censor of the Marburg University, Staden gives a separate ethnographic report on the way of life of the Tupinambá and some natural history observations. The level of the very simple illustrations, created by unknown artists according to Staden's specifications or sketches, also serves this admirably ingenious structure. These simple but exceptionally influential woodcuts not only show indigenous life, real verifiable coastlines and elements of indigenous culture, but also the witness Staden with morally condemnatory gestures as a prisoner in a Tupinamba village, where he sees cannibalistic scenes. These illustrations of cannibalism in particular made the book a landmark in travel literature and illustration history, thanks to numerous adaptations in the last two centuries, even in a Brazilian children's version and other adaptions in youth literature as well as two films made Staden’s work one of the most influential travel books in Brazilian cultural imaginary. A German, not even trained as author or with any literary pretention, was to write the first book exclusively dedicated to Brazil and one of the founding texts for Brazilian civilization. We provide an extensive commentary on the details of the individual illustrations and publish for the first time in English translation all contemporary sources on Staden's book that have survived outside the work. Two letters by Staden, a document about his economic situation, the letters of the Spanish leader of his second expedition, a document about the captain in this voyage and the judement of a French travellor to Brazil, Jean de Léry, having read Staden's book after having published his own travel account in French in 1578. Furthermore, a bibliography of all later editions and translations is given, and a comparison about the Bry edition, which copied in 1592/1592 Staden's woodcut in engravings.
Published as draft in 2025

https://www.academia.edu/143162049/Hans_Staden_Warhaftige_Historia_Two_journeys_to_Brazil_1548_1555_A_new_introduction_to_the_work_with_comments_on_the_iconography_and_an_appendix_of_sources?email_work_card=abstract-read-more
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When Free Trade First Faltered Marc-William Palen Finance and Development

When Free Trade First Faltered

Marc-William Palen
Finance and Development, November 11, 2025
https://imf.sitecoresend.io/tracking/lc/63c3e958-05ae-4741-8c39-8104f2fb1509/d2d2bda9-4378-4f6d-8876-abae2cfe7de2/080b681c-85e6-dca7-4702-003f2b846574/

The “first age” of globalization was beset by contradictions. In the 60 years or so before World War I, global trade grew rapidly despite the ever-higher tariff walls built by the rising protectionist empires. Geopolitical conflicts and trade wars grew more common even as markets became more integrated.

These contradictions were at the heart of heated debates over free trade and economic nationalism that dominated the industrializing world at the time, Marc-William Palen writes in F&D magazine. “Emerging economic nationalism today eerily echoes the first age of globalization—and is an even bigger bundle of contradictions,” he says.

“Nationalist forces reemerged from the Great Recession of 2008–09 as a potent political and economic force across the globe. And yet ours is a world of extraordinary economic interdependence wrought from technological marvels.”
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Lancamento do livro Diplomatas, escritores, imortais, org. João Almino, ABL, 18/11

 

A FUNAG e a Academia Brasileira de Letras (ABL) têm a honra de convidar para o lançamento do livro Diplomatas, escritores, imortais, organizado pelo Acadêmico e Embaixador João Almino.
O evento será realizado no dia 18 de novembro de 2025 (terça-feira), às 17h30, na sede da ABL (Avenida Presidente Wilson, 203 – Castelo), no Rio de Janeiro. A entrada é gratuita e as inscrições podem ser feitas pelo link: https://www.even3.com.br/lancamento-do-livro-diplomatas-escritores-imortais-651668/
A obra inaugura importante parceria entre a FUNAG e a ABL, no intuito de promover publicações dedicadas à valorização da cultura brasileira e da diplomacia. O livro reúne ensaios inéditos de especialistas sobre diplomatas brasileiros que se destacaram na literatura, incluindo o Barão do Rio Branco, Rui Barbosa, Joaquim Nabuco, Aluísio Azevedo, Domício da Gama, Oliveira Lima, Graça Aranha, Magalhães de Azeredo, João Neves da Fontoura, Ribeiro Couto, Afonso Arinos de Melo Franco, Guimarães Rosa, Antonio Houaiss, Sérgio Corrêa da Costa, João Cabral, Alberto da Costa e Silva, Sergio Rouanet e José Guilherme Merquior.
A apresentação também será transmitida ao vivo pelo canal da ABL no YouTube pelo link: https://www.youtube.com/live/hWuegjUqcYw?si=zUjKoHhxh2BtqEzB

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Exposição Bancos Indígenas do Brasil – Rituais (Gov.br)

Exposição Bancos Indígenas do Brasil – Rituais

Gov.br
Publicado em 03/11/2025 - Atualizado em 10/11/2025
https://www.gov.br/mre/pt-br/assuntos/palacio-itamaraty/patrimonio-historico/exposicao-bancos-indigenas-do-brasil-rituais

O Palácio Itamaraty recebe a mostra "Bancos Indígenas do Brasil – Rituais" entre 12 de novembro de 2025 e 22 de fevereiro de 2026. Nesse período, todos os visitantes do edifício sede do Ministério das Relações Exteriores verão obras feitas por artistas de mais de 30 povos indígenas. Além do Itamaraty, a exposição "Bancos Indígenas do Brasil – Rituais" está em cartaz, simultaneamente, no Museu Nacional da República e no Memorial dos Povos Indígenas.

As visitas ao Palácio Itamaraty são gratuitas e mediadas em português, espanhol, francês ou inglês. A visitação ocorre de terça a domingo, com agendamento prévio necessário. Durante o período da exposição, parte do acervo está aberto à visitação espontânea na Biblioteca Azeredo da Silveira, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

O Palácio e seu acervo histórico e artístico auxiliam a diplomacia a representar, divulgar e promover o Brasil e seus interesses no exterior. Dele fazem parte obras criadas, principalmente, por brasileiros, ou estrangeiros com fortes laços com o País. Apesar de sua enorme riqueza, a coleção ainda não contempla toda a diversidade da cultura brasileira. E nessa diversidade, a cultura indígena é fundamental.

A exposição no Palácio Itamaraty, com acervo da Coleção BEĨ, destaca a arte e as tradições dos povos indígenas Asurini, Aeti, Baré, Fulni-ô, Galibi, Guarani, Hixkaryana, Huni Kuin, Kamayurá, Karajá, Karipuna do Amapá, Katuena, Kaxuyana, Kawaiwet, Kisedjê, Kuikuro, Mehinaku, Munduruku, Nahukwá, Rikbaktsa, Saterê Mawê, Taurepang, Tariana, Tikuna, Tiryó, Trumai, Tukano, Umutina, Wajãpi, Waiwai, Wayana e Aparaí, Xipaya, Yudjá, Yawalapiti e Ye’kuana.

A mostra vai, assim, ao encontro da iniciativa do Itamaraty de manifestar o Brasil em seus espaços e acervo, aumentando a representatividade de culturas, tradições e artistas historicamente invisibilizados, enfatizando a contribuição desses grupos à formação do País e de nossa sociedade.

Programação completa
Visitação mediada - Palácio Itamaraty

banco indigena sala helicoidal
Macaco Mehinaku (Xingu). Artista: Kamalurré Mehinaku. Ao fundo, escada helicoidal. Foto: CGPH/MRE.
De 12 de novembro de 2025 a 22 de fevereiro de 2026. As visitas ao Palácio Itamaraty são gratuitas e mediadas em português, espanhol, francês ou inglês. A visitação ocorre de terça a domingo, com agendamento prévio necessário.

Além do Itamaraty, a exposição "Bancos Indígenas do Brasil – Rituais" está em cartaz, simultaneamente, no Museu Nacional da República e no Memorial dos Povos Indígenas.

Visitação espontânea - Biblioteca Azeredo da Silveira

Parte do acervo da Coleção BEĨ que compõe a mostra "Bancos Indígenas do Brasil – Rituais", em cartaz de 12 de novembro de 2025 a 22 de fevereiro de 2026, está em exibição na Biblioteca Azeredo da Silveira, do Ministério das Relações Exteriores.

Ao contrário das visitas ao Palácio Itamaraty, que são mediadas e feitas somente mediante agendamento prévio, a biblioteca está aberta para visitação espontânea do público em geral, de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h.

Na biblioteca do MRE, além de visitar parte da exposição "Bancos Indígenas do Brasil – Rituais" e de assistir a vídeos e documentários sobre as obras e os artistas em exibição, o usuário pode fazer consultas, pesquisas e leituras nas dependências da biblioteca.

A biblioteca funciona no térreo do Anexo II do Itamaraty, edifício apelidado de Bolo de Noiva, desenhado em 1974 pelo arquiteto Oscar Niemeyer.



Debate “Arte e Diálogo no Itamaraty – Bancos Indígenas do Brasil: Rituais”

No dia 13 de novembro, das 16h às 18h, venha conhecer o Palácio Itamaraty e a exposição "Bancos Indígenas do Brasil: Rituais", e dialogar sobre algumas das principais obras do acervo artístico e histórico do MRE e sobre a Coleção BEĨ, no local onde estão instaladas.

A arte indígena em exibição no Ministério das Relações Exteriores será o tema do debate a se realizar na Sala Portinari, com a presença de curadores e artistas da exposição "Bancos Indígenas do Brasil: Rituais".

O debate é parte da programação da exposição Bancos indígenas do Brasil - Rituais, que permanece em cartaz no MRE entre 12/11/2025 e 22/02/2026. A atividade terá lugar na Sala Portinari, no terceiro andar do Palácio e contará com a presença de:

Milton Galibis: artista da etnia Galibi-Marwon e curador da exposição.

Mayawari Mehinaku: artista da etnia Mehinaku e curador da exposição.

Tomas Alvim: curador e diretor da Coleção BEĨ, cofundador do Arq.Futuro, editor e sócio da BEĨ Editora e curador da exposição.

Danilo Garcia: doutor em Artes Visuais, produtor executivo e curador da exposição.

A inscrição no evento é gratuita e haverá emissão de certificados aos participantes interessados. Clique aqui para se inscrever.

Na Sala Portinari encontram-se em os dois únicos itens da exposição que não são bancos, as máscaras Atujuwá (ver foto a seguir).

A iniciativa Arte e diálogo no Itamaraty vem sendo promovida pela Coordenação-Geral de Patrimônio Histórico desde 2023 e busca contribuir para a reflexão sobre as relações entre arte, cultura, sociedade e diplomacia, a partir de uma perspectiva multidisciplinar.

Confira os vídeos das edições anteriores do Arte e Diálogo no Itamaraty.
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Itaipu gasta e consumidor paga - Rubens Barbosa O Estdo de S. Paulo

IMPORTANTE DENÚNCIA DO EMBAIXADOR RUBENS BARBOSA:


Opinião:

Itaipu gasta e consumidor paga
Com o fim dos pagamentos da dívida externa contraída para a construção da hidrelétrica, as tarifas da energia gerada por Itaipu deveriam ter sido reduzidas
Rubens Barbosa
O Estdo de S. Paulo, 11/11/2025

A binacional Itaipu vem aumentando os gastos socioambientais no Brasil e no Paraguai, com impacto sobre o custo da energia para o consumidor nacional. Os gastos são contabilizados como “outras despesas de exploração” e incluem custos que não têm qualquer relação com a geração de energia, como projetos e obras sociais, infraestrutura, projetos culturais e preservação ambiental.
A Consultoria Legislativa, órgão de assessoramento técnico do Congresso, divulgou relatório em que demonstra que não há sustentação legal para os crescentes gastos paralelos da hidrelétrica binacional, que geraram despesa adicional anual de cerca de US$ 1,5 bilhão na conta de energia dos brasileiros.
A partir de 2023, com o fim dos pagamentos da dívida externa contraída para a construção da hidrelétrica, as tarifas da energia gerada por Itaipu deveriam ter sido reduzidas em benefício do consumidor. Segundo o tratado, a tarifa deveria ser definida por critérios estritamente técnicos e financeiros. Assim, de acordo com o anexo C do Tratado de Itaipu e de outros, não estão previstos gastos socioambientais cobertos por parte da tarifa.
Essas despesas estão fundamentadas em um documento (Nota Reversal entre o Brasil e o Paraguai), contrário ao espírito e à letra do tratado, diante do rompimento do equilíbrio financeiro de Itaipu. A Nota Reversal 228, de 2005, não foi aprovada pelo Congresso e abriu espaço para aumentos bilionários de gastos que pesam na conta de luz dos brasileiros. O Itamaraty informou que “a Nota não foi submetida ao Congresso porque não acarreta encargos ou compromissos gravosos ao patrimônio nacional”. Itaipu, por seu lado, insistiu que “essas despesas não impactam na composição do cálculo da tarifa”.
A binacional informa que o preço da sua energia está em R$ 232 pelo MWh, abaixo de R$ 307 da média definida para 2025 pela Aneel. O relatório da consultoria indica que, caso seguisse as regras do tratado, no primeiro semestre de 2025, a energia teria custado, do lado brasileiro da fronteira, R$ 114. As 31 distribuidoras que compram a energia de Itaipu pagaram R$ 246 por MWh. Ambos os valores são cerca de 60% mais altos do que o custo médio das hidrelétricas que completaram o pagamento dos empréstimos para sua construção e de porte comparável a Itaipu.
Com isso, os consumidores brasileiros arcam com cerca de 80% dos gastos de Itaipu. “Agrava ainda mais o cenário a constatação de que as tarifas de Itaipu são pagas pelos consumidores cativos das Regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste, especialmente os mais carentes, que não têm condições de migrar para o mercado livre de energia ou implantar sistemas de micro e minigeração distribuída”, segundo a consultoria.
A visão do atual governo é de que as empresas estatais, sobretudo a Itaipu, devem servir ao Estado. Como disse o presidente Lula, “quando temos uma empresa pública, mesmo sendo binacional, que tem volume de rentabilidade, é preciso que você utilize uma parte desse dinheiro dando ao povo melhor qualidade de vida”.
Além de contrariar o disposto no tratado bilateral e desvirtuar o objetivo de fornecer a energia mais barata possível para os consumidores brasileiros, o que está acontecendo permite críticas pela falta de transparência desse tipo de despesa.
A tarifa cobrada deveria refletir apenas o custo da operação de Itaipu. Mais da metade do orçamento de Itaipu é composta de gastos desconhecidos. Algumas informações que vazaram para a imprensa mostram recursos de Itaipu no valor de R$ 55 milhões sendo aplicados para que a Conab possa ampliar armazéns; R$ 752 milhões para ampliar o Câmpus da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila) no Paraná; R$ 240 milhões para indenização de indígenas no Paraná; compra de mil hectares de terras para grupos indígenas; R$ 2 milhões para apoio à realização da COP-30, em Belém, além de recursos para 434 prefeituras no Paraná e 35 no Mato Grosso do Sul, certamente do PT, entre outras iniciativas. Nem o Ministério Público nem o Tribunal de Contas questionaram o repasse a órgãos públicos.
A decisão de utilizar recursos de Itaipu para finalidades distintas das previstas no tratado também está sendo utilizada pelo Paraguai, que defendeu o aumento da tarifa de Itaipu para ter mais recursos para o desenvolvimento de projetos em todo o seu território. A tarifa mais elevada contou com a boa vontade do governo brasileiro, visto que renunciou a uma redução significativa da tarifa, depois de 2023, e concordou com uma solução de compromisso com um aumento menor do que o reivindicado pelo Paraguai, mas maior do que seria justificado pela letra do acordo binacional.
A Empresa Brasileira de Participações em Energia Nuclear e Binacional, estatal responsável pelo lado brasileiro da hidrelétrica Itaipu Binacional, mantém reservado o termo de compromisso com a estatal Ande, do Paraguai, que define as diretrizes para a contabilização da energia gerada pela usina, inclusive a “energia excedente”.
A utilização irregular dos recursos gerados pela produção de energia por Itaipu, segundo a Consultoria do Congresso, acrescida da falta de transparência, beneficiando interesses partidários, tem um custo para o Tesouro, que é pago pelo consumidor brasileiro.

Presidente do Instituto de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Irice), foi embaixador do Brasil em Londres (1994-99) e em Washington (1999-2004)

https://www.estadao.com.br/opiniao/rubens-barbosa/itaipu-gasta-e-consumidor-paga/
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Ary Quintella e a necessidade imperiosa de escrever

O título acima é meu, mas o texto abaixo é do meu amigo e colega diplomata, Ary Quintella, de uma ilustre família 

Leia no blog ou leitor
Imagem do logo do siteAry Quintella

O casamento em Berdichev

Por aryquintella em novembro 9, 2025

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Minha mãe, Thereza Quintella, durante nove anos morou em São Conrado. Quando eu me hospedava com ela, cada vez que saía ou voltava a casa via uma rua vizinha à sua chamada Gabriel Garcia Moreno. Parecia-me estranho que o Rio de Janeiro homenageasse um dos mais autoritários presidentes do Equador, ultraconservador e ultramontano.

Garcia Moreno morreu assassinado em 1875. Chegava ao palácio presidencial, vindo da missa na catedral, situada na mesma praça, quando foi atacado a tiros e punhaladas. Juan Montalvo, escritor então exilado, opositor do presidente, publicara poucos meses antes um panfleto contra ele, A ditadura perpétua. Ao saber do assassinato, exclamou: “Minha pluma o matou”. Conto essa história em meu livro Geografia do tempo(2024), como exemplo do poder que a palavra escrita já possuiu.

Voltaire foi um precursor nesse gênero de visibilidade. Sua celebridade era de alcance europeu. Seu Tratado sobre a intolerância levou à reabilitação do nome de um condenado à morte, executado por um crime que não cometera. O retorno do escritor a Paris pouco antes de morrer, em 1778, após uma ausência de 28 anos, foi uma apoteose, assim como a transferência, em 1791, de seus restos mortais ao Panteão.

Durante todo o século XIX, os escritores mais famosos exerceram algum tipo de poder, não político — embora Chateaubriand e Lamartine tenham sido ministros das Relações Exteriores da França — mas sobre a mente de seus leitores. A fama de Balzac era tão forte que a condessa polonesa Evelina Hanska, nas suas terras situadas no outro lado da Europa, no que é hoje território ucraniano, ficou apaixonada pelos seus livros. Enviou-lhe cartas e, dezoito anos depois, poucos meses antes da morte de Balzac, casou-se com ele.

A cerimônia realizou-se em 1850, na cidadezinha de Berdichev, na Ucrânia. Tudo isso parece tão fantasioso que Tchekhov, na peça As três irmãs (1900), faz um de seus personagens murmurar, enquanto lê o jornal: “Balzac casou-se em Berdichev” e anotar a informação. Se Balzac, o mais famoso romancista francês da sua geração, se casou no que era então o interior do Império russo, então as coisas mais surpreendentes podem acontecer em uma existência humana. Em 1857, Joseph Conrad nasceria em Berdichev.

Nenhum escritor, hoje, poderia almejar um grau de popularidade semelhante ao usufruído, em vida, por Victor Hugo. Raul do Rio Branco, em suas Reminiscências do barão do Rio Branco (1942), conta como ele e seu pai, o Barão, testemunharam em Paris, em 1885, o velório público do escritor. O catafalco estava exposto sob o Arco do Triunfo e “a multidão a pé e de carro enchia os Champs-Elysées até a Étoile”. Opina o diplomata: “não creio que a nenhum outro homem se tenha feito vigília mortuária tão imponente e grandiosa”.

É o caso de se indagar qual é o sentido ainda de escrever, se o impacto causado por Byron, Balzac, Victor Hugo, Dickens, Tolstói, Castro Alves enquanto eram vivos não pode mais ser replicado. Entre os escritores da atualidade, lembro apenas de Salman Rushdie, com a glória e o pesadelo de ter uma fatwa proclamada contra si, como capaz de despertar paixões. As mais demonstrativas dessas paixões, porém, não podem ser categorizadas como de admiração.

Um dia, perguntei a um amigo como estava sua família. A resposta incluiu a frase: “meu filho deixou de ser artista plástico”. Isso me pareceu estranho. Ninguém “está” artista, ninguém “deixa” de ser artista. A pessoa é artista ou não é. Se a arte não é de qualidade, seu praticante, se tiver bom senso, deixará de expô-la, mas se sente o ímpeto de criar, não deixará de fazê-lo. Da mesma forma, o verdadeiro escritor pode escrever apenas para si mesmo, sem preocupação de ter seus textos divulgados, mas não se obriga a escrever contra a sua vontade — escreve porque precisa escrever.

Mais relevante do que a indagação sobre se vale a pena escrever é analisar se é útil publicar. Entendo que alguém escreva e prefira nunca vir a público. Há muitos motivos para essa decisão, inclusive a crença de que tudo já foi dito, tudo já foi escrito, de que nunca mais haverá um talento como o de Machado de Assis. Faz sentido não querer causar o derrubamento de mais uma árvore para lançar um livro que poucos, se tanto, lerão.

Mas justamente, o importante é não esperar ser um novo Machado de Assis. Machado existiu, escreveu uma obra única, seus livros continuarão a viver. Cada um deve buscar a sua voz própria.

Há um ano, muitos desses pensamentos me ocupavam. Em outubro de 2024, em Kuala Lumpur, decidi abruptamente passar um fim de semana na ilha de Langkawi. Não viajei sozinho. Levei comigo a versão final de Geografia do tempo, que eu precisava corrigir, estando sua publicação prevista, no Rio de Janeiro, para algumas semanas depois. Àquela altura, revisar o meu texto, em um exercício que já durava um ano — o livro deveria ter saído no final de 2023; mas eu mudara de editora, e o processo recomeçara — soava como uma atividade infinita e exaustiva.

Rebelei-me. Isolado em uma praia no Mar de Andaman, rejeitei a vaidade envolvida no ato de publicar. Julguei que a desistência seria uma alternativa legítima. Só persisti por causa das pessoas que mais amo. Percebi que, tendo chegado tão perto da reta final, não devia decepcioná-las. Com o Sol na cabeça, peguei o trem azul.

Passado um ano, Geografia do tempomudou a minha vida, mudou a maneira de eu pensar. Trouxe-me novos amigos. Gerou muitas alegrias, culminadas com a sua seleção, agora em outubro, como finalista do Prêmio Jabuti.

Afinal, Balzac casou-se em Berdichev.

Coluna publicada no Estado de Minas ontem, 8 de novembro

Para ler minhas colunas anteriores no Estado de Minas, clique nos links abaixo:

As pedras do Louvre , 25 de outubro

O Sudeste Asiático e suas verdades, 11 de outubro

Cem anos na Ásia do Leste, 27 de setembro

O delírio do Chimborazo, 13 de setembro

O diplomata robô, 30 de agosto

Botas diplomáticas, 17 de agosto

O embaixador decapitado, 2 de agosto

O espaço do diplomata, 19 de julho

Cenários do poder, 5 de julho

Memória diplomática, 21 de junho

Batuque na cozinha, 7 de junho

Um Brasil consciente e forte, 24 de maio

Retrato de família, 10 de maio

Benção apostólica, 26 de abril

O presente malásio, 12 de abril

Eterna cobiça, 29 de março

Grandes diplomatas, 15 de março

Consternação europeia, 1º de março

Da Pampulha para Kuala Lumpur, 15 de fevereiro

Tempos de incerteza, 1º de fevereiro

O ponto de inflexão nas relações entre Brasil e Malásia, 18 de janeiro  

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segunda-feira, 10 de novembro de 2025

A New Report Adds Evidence That Trump Was a Russian Asset - William Saletan (Slate, 2021)

 Mais um artigo de 2021, sobre um famoso Russian asset:


POLITICS
A New Report Adds Evidence That Trump Was a Russian Asset
He helped Putin manipulate the U.S. election in 2020, as he did in 2016.
BY WILLIAM SALETAN
Slate, March 18, 2021
https://slate.com/news-and-politics/2021/03/trump-russian-asset-election-intelligence-community-report.html#
Donald Trump was a tool in a long-running Russian campaign to weaken the United States. That’s been documented in Republican-led investigative reports, and now it has been updated with new evidence, thanks to the U.S. Intelligence Community’s assessment of the 2020 election. The report, drafted by the CIA, the FBI, and several other agencies, was released in unclassified form on Tuesday, but it was presented in classified form on Jan. 7. In other words, it was compiled, written, and edited during Trump’s administration. It destroys his lies about the election, and it exposes him as a Russian asset.
The report debunks conspiracy theories, promoted by Trump and his lawyers, that hackers in other countries robbed him of victory. “We have no indications that any foreign actor attempted to interfere in the 2020 US elections by altering any technical aspect of the voting process,” including “ballot casting, vote tabulation, or reporting results,” says the document. A separate analysis released by the Department of Justice reaches the same conclusion. The IC report adds that evidence of such operations, if they existed, would have shown up in U.S. surveillance or in “post-election audits of electronic results and paper backups.” The report implicitly mocks insinuations from Trump’s lawyers that former Venezuelan dictator Hugo Chavez, who died in 2013, somehow rigged Trump’s defeat. “We have no information,” it notes drily, that “current or former Venezuelan regimes were involved in attempts to compromise US election infrastructure.”
During the campaign, Trump, his national security appointees, and his allies in Congress insisted that China was meddling in the election to help Joe Biden. They even claimed that China’s interference was more dangerous than Russia’s. The report shreds that fiction. China “did not deploy influence efforts intended to change the outcome of the US Presidential election,” says the assessment. It finds no attempt by China to “provide funding to any candidates or parties,” and it challenges the Republican spin that China feared Trump because he was too tough. It argues, to the contrary, that Beijing saw Trump as a weaker adversary because he “would alienate US partners,” whereas Biden “would pose a greater challenge over the long run because he would be more successful in mobilizing a global alliance against China.”
As to Russia, the report leaves no doubt: In 2020, as in 2016, “President Putin authorized, and a range of Russian government organizations conducted, influence operations” to help Trump and hurt his Democratic opponent. For example, “Shortly after the 2018 midterm elections, Russian intelligence cyber actors attempted to hack organizations primarily affiliated with the Democratic Party.” Then, in late 2019, Russia’s military intelligence service, the GRU, “conducted a phishing campaign against subsidiaries of Burisma holdings, likely in an attempt to gather information related to President Biden’s family.” Throughout the 2020 election, agents “connected to the Russian Federal Security Service,” FSB, planted negative stories about Biden. Internet operatives working for the Kremlin, including the troll farm that had boosted Trump in 2016, continued to promote “Trump and his commentary, including repeating his political messaging.”
Attacks on Biden and his son, Hunter, were part of this operation. Through “US officials and prominent US individuals, some of whom were close to former President Trump and his administration,” the report says Russia’s intelligence services “repeatedly spread unsubstantiated or misleading claims about President Biden and his family’s alleged wrongdoing related to Ukraine.” In this way, Trump’s circle “laundered” the Russian-planted stories, which were then recirculated—and promoted by Russia’s online proxies—as American news.
One section of the report zeroes in on two Russian agents, Andriy Derkach and Konstantin Kilimnik, along with their associates. It says they met with and passed materials to people linked to the Trump administration to advocate for government investigations. Derkach peddled audio recordings that were edited to make Biden look corrupt, and he “worked to initiate legal proceedings in Ukraine and the US related to these allegations.” The report doesn’t name the Americans who collaborated with the Russian agents, but it’s easy to identify them from news reports. Trump’s lawyer, Rudy Giuliani, met with Derkach twice. Donald Trump Jr. promoted Derkach’s tapes. Trump’s 2016 campaign manager, Paul Manafort, gave Kilimnik inside information on the campaign. Trump, in a 2019 phone call, pressed Ukraine’s president to open an investigation of Biden, as Derkach proposed. And congressional Republicans, led by Reps. Jim Jordan and Devin Nunes, parroted a Russian-planted narrative “to falsely blame Ukraine for interfering in the 2016 US presidential election.”
Trump also helped Putin discredit American democracy. That was a major goal of Russia’s 2016 and 2020 operations, the report explains: “Throughout the election, Russia’s online influence actors sought to amplify mistrust in the electoral process by denigrating mail-in ballots, highlighting alleged irregularities, and accusing the Democratic Party of voter fraud.” Trump peddled the same fears. After the election, as “Russian online influence actors continued to promote narratives questioning the election results,” Trump duplicated that message. Russia’s agents also hyped “allegations of social media censorship,” as Trump did.
The IC assessment doesn’t address what Trump knew about the Russian influence campaign. But according to former officials who spoke last fall to the Washington Post and the New York Times, he was directly warned. In a December 2019 conversation, then–national security adviser Robert O’Brien told Trump that Giuliani had been “worked by Russian assets in Ukraine.” Trump shrugged and went on promoting the allegations Giuliani was feeding him. That makes Trump more than a Russian asset. It makes him, in technical terms, an agent of a foreign power.

às novembro 10, 2025 Nenhum comentário:
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Uma reflexão...

Recomendações aos cientistas, Karl Popper:
Extratos (adaptados) de Ciência: problemas, objetivos e responsabilidades (Popper falando a biólogos, em 1963, em plena Guerra Fria):
"A tarefa mais importante de um cientista é certamente contribuir para o avanço de sua área de conhecimento. A segunda tarefa mais importante é escapar da visão estreita de uma especialização excessiva, interessando-se ativamente por outros campos em busca do aperfeiçoamento pelo saber que é a missão cultural da ciência. A terceira tarefa é estender aos demais a compreensão de seus conhecimentos, reduzindo ao mínimo o jargão científico, do qual muitos de nós temos orgulho. Um orgulho desse tipo é compreensível. Mas ele é um erro. Deveria ser nosso orgulho ensinar a nós mesmos, da melhor forma possível, a sempre falar tão simplesmente, claramente e despretensiosamente quanto possível, evitando como uma praga a sugestão de que estamos de posse de um conhecimento que é muito profundo para ser expresso de maneira clara e simples.
Esta, é, eu acredito, uma das maiores e mais urgentes responsabilidades sociais dos cientistas. Talvez a maior. Porque esta tarefa está intimamente ligada à sobrevivência da sociedade aberta e da democracia.
Uma sociedade aberta (isto é, uma sociedade baseada na idéia de não apenas tolerar opiniões dissidentes mas de respeitá-las) e uma democracia (isto é, uma forma de governo devotado à proteção de uma sociedade aberta) não podem florescer se a ciência torna-se a propriedade exclusiva de um conjunto fechado de cientistas.
Eu acredito que o hábito de sempre declarar tão claramente quanto possível nosso problema, assim como o estado atual de discussão desse problema, faria muito em favor da tarefa importante de fazer a ciência -- isto é, as idéias científicas -- ser melhor e mais amplamente compreendida."

Karl R. Popper: The Myth of the Framework (in defence of science and rationality). Edited by M. A. Notturno. (London: Routledge, 1994), p. 109.

Uma recomendação...

Hayek recomenda aos mais jovens:
“Por favor, não se tornem hayekianos, pois cheguei à conclusão que os keynesianos são muito piores que Keynes e os marxistas bem piores que Marx”.
(Recomendação feita a jovens estudantes de economia, admiradores de sua obra, num jantar em Londres, em 1985)

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