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domingo, 17 de junho de 2018

De la (Non) Democratie en Amerique (Latine): a Tocqueville report - Paulo Roberto de Almeida

De la (Non) Démocratie en Amérique (Latine):
A Tocqueville report on the state of governance in Latin America


Paulo Roberto de Almeida,
acting as an Assistant to M. Alexis de Tocqueville,
for a Report commissioned by the World Bank.
26th Estoril Political Forum, IEP-UCP (June 25-27, 2018)

Foreword by the assistant rapporteur - Paulo Roberto de Almeida
Preliminary report to the World Bank - Monsieur Alexis de Tocqueville
1. Latin Americans compared to the Americans of the North
2. Of the social conditions in the two parts of the American hemisphere 
3. Of the sovereignty principle in Latin America, or its absence
4. What happened to Latin America, that denied its people an expected progress?
5. What went wrong in Latin American, while Asia-Pacific went forward?
6. Progresses and blockages in Latin America: as time goes by…
7. What to expect from (and for) Latin America in the near future?
In a manner of conclusion, promising a full and complete report.


Abstract:Within a conceptual framework based on Tocqueville’s classic work about Democracy in America– freedom, democracy, equality, political organization, government and administrative centralization, etc. – this essay – drafted in the form of a report from Alexis de Tocqueville to the World Bank, at the demand of its Board – deals with the relative backwardness of Latin American countries, in terms of democratic principles, political accountability, insufficient economic and social development, social inequalities, adopting an historical and comparative perspective (with Asia-Pacific countries, for instance). The region has fragmented itself recently between globalizers, reluctant governments (protectionists and nationalists), and the so-called “Bolivarians”. Finally, it tackles the current and future challenges of Latin American countries, also in a comparative perspective with the Asia-Pacific region, and concludes that most of the problems at the source of the backwardness of the continent, and its peculiar difficulties to adapt and to insert into modernity and globalization are due to especially inept and corrupt elites, of all kinds and social origins. 
Key words: Latin America; Asia-Pacific; comparative analysis; Alexis de Tocqueville; development; globalization; democracy; economic freedom; elites.

sexta-feira, 29 de julho de 2016

Tocqueville, sobre academicos e politicos: correto sobre ambos... - comentario por Paulo R. Almeida

Retraduzido do inglês:

Eu já cruzei com homens de letras que escreveram sobre a história sem ter tomado parte em assuntos públicos, e com políticos que se ocuparam de produzir eventos sem jamais pensar sobre eles.
Eu observei que os primeiros estão sempre inclinados a buscar causas gerais, enquanto os segundos, vivendo em meio a fatos diários desvinculados entre si, são levados a acreditar que tudo é devido a incidentes específicos, e que os fios que eles movimentam são os mesmos que movimentam o mundo.
É de se presumir que ambos estão igualmente equivocados.

Alexis de Tocqueville

Extraído do frontspício do clássico de Graham Allison e Philip Zelikow:
Essence of Decision: Explaining the Cuban Missile Crisis
(2nd edition; New York: Longman, 1999, 416 p.; ISBN: 0-321-01349-2)

Na introdução a esse clássico, os autores dizem que "The Cuban missile crisis stands as a seminal event." (p. 1), no sentido em que ela sucitou uma nova fase da Guerra Fria, novos procedimentos, e alguma contenção na corrida maluca aos extremos que estava representada pela "doutrina" do MAD, Mutual Assured Destruction, ou seja, o pacto de aniquilamento recíproco que guiava as estratégias (ou táticas?) de dissuasão entre os dois principais contendores da Guerra Fria.
O mesmo poderia ser dito, e foi dito por George Kennan, da Grande Guerra (1914-1918), descrita por ele como "the greater seminal event of the 20th century", aquele do qual derivaram todas as tragédias do século mais mortal de toda a história humana.

Voltando ao Tocqueville, preciso buscar o locus dessa citação, mas desde já concordo com o publicista e grande pensador francês: acadêmicos estão sempre pretendendo generalizar eventos singulares e deles extrair causas gerais, geralmente inutilmente, enquando políticos, que são homens práticos, vivem apenas cada momento, sem pensar nos antecedentes ou consequentes.
Enfim, para que servem os pensadores que ficam encontrando falhas em todos os demais mortais comuns? 
Para nosso prazer intelectual, unicamente.
Acho que isso basta...
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 29/07/2017