Quando a mentira se instala, resistir pela palavra não é apenas um ato de coragem, e sim uma necessidade cívica.
Proclamar a verdade pode até ser um ato de insubmissão, mas deveria ser um ato simplesmente ordinário, que em certas condições pode até ser revolucionário.
Publicar, divulgar, disseminar a contra-mentira é um ato de preservação democrática e de conservação republicana.
(Chicago, 17/03/2011)
A abstenção pode ser uma atitude aceitável, ou simplesmente compreensível, em condições de indefinição (estritamente aferida) quanto ao problema enfrentado em determinado terreno, tempo e lugar.
Abster-se torna-se inaceitável quando escolhas dolorosas têm de ser feitas por aqueles mesmos que esperam ser alçados a posições decisórias de maior responsabilidade intrínseca.
Não se pode praticar abstenção em todas as circunstâncias, sobretudo não numa ação coordenada: a abstenção é sempre uma decisão individual. E sempre se deve ter coragem de assumir total responsabilidade pelas escolhas que precisam ser feitas, pelas decisões que precisam ser tomadas.
Eximir-se de uma tomada de posição pode até ser confortável, mas não é uma atitude que possa ser caracterizada como corajosa, e provavelmente nem como responsável.
(Urbana, 19/03/2011)
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 20 de março de 2011
Frases da semana, de qualquer semana, de qualquer tempo, de qualquer lugar, mas não de qualquer pessoa, ou pessoas...
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