Vejamos o que os praticantes da ciência lúgubre -- seria assim que se traduz dismal science? -- andaram errando em suas estimativas de um ano atrás para o comportamento dos principais indicadores econômicos.
Taxa de desemprego: média das previsões para dezembro de 2014: 6,3%; taxa real: 5,8%
Inflação: projetado para o índice ao consumidor: 1,9%; taxa real: 1,3%
Taxa de juros: estimada para os títulos a 10 anos do Tesouro: 3,52%; real: 2,17% (e aqui a diferença é realmente brutal, para os poupadores, coitados)
Preço do barril do petróleo: consenso para o final de 2014: US$ 94,65; preço real: $53,27 (para a desgraça de muitos produtores tradicionais, mas também para uns idiotas do pré-sal por aqui mesmo);
Crescimento do PIB: previsão: 2,8%; taxa real dentro de dois meses, mas pode ter sido melhor.
Bem, vocês já previram que eu estava falando dos EUA não é mesmo? Ali, os economisas ou foram muito pessimistas, ou realistas, mas o fato é que eles erraram feio, como reparou o Wall Street Journal (2/01/2015), esse grande jornalão do PIG americano, defensor dos especuladores da rua do mesmo nome.
No Brasil, os economistas acertaram todas, não é mesmo? Pelo menos, os que não são do governo...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 4 de janeiro de 2015
Esses economistas fajutos e suas previsoes equivocadas: erraram todas em 2014
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previsões econômicas
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