sexta-feira, 21 de agosto de 2020

09) "Meu caro amigo" - um cronista secreto do Itamaraty bolsolavista

Meu caro amigo 

(semana 09)

Meu caro amigo me perdoe, por favor, mas hoje eu acordei sem tempo para cuidar do vocabulário nem para corrigir as vírgulas. O tempo urge e o Brasil caminha pé ante pé para um fascismo sem precedentes, que destruirá não somente nossa Casa diplomática, mas também nosso país.

Meu caro amigo me perdoe, por favor, mas hoje eu acordei sem tempo para pensar em piadas, em versos alexandrinos e argúcias de raciocínio. O tempo urge e eu, que por este país tanto lutei, tanto trabalhei, me recuso a assistir inerte sua destruição. Tive a honra de ver um Brasil soberano respeitado entre as nações e não chegarei ao fim vendo todo o nosso patrimônio diplomático dilapidado e jogado aos porcos. Nem que seja como alma penada, ainda assistirei à restauração do brilho de nossa casa.

Como disseram amigos que sempre admirei, Celso e Rubens, junto com outros democratas, como Aloysio, Lafer e Fernando Henrique, em recente carta que publicaram, é preciso restaurar a Racionalidade na política externa. Do contrário, os arautos da destruição nos levarão nosso gosto de viver.

Muito como os alemães que se depararam com a ascensão do partido nazista (escrito aqui com letras minúsculas para reforçar sua pequenez) no início da década de 1930, temos ainda uma chance de salvar a Democracia Brasileira. Resta saber o que faremos para salvar nosso País da destruição. A ataraxia estoica que nos é tão característica já não basta. 

Em nome de um Brasil soberano, democratas, reajam.

Ministro Ereto da Brocha, OMBUDSMAN

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