domingo, 30 de agosto de 2026

Lamento Brasil, mas a mediocridade oligárquica venceu - Renato Corrêa e Paulo Roberto de Almeida

 Meio século de mediocridade oligárquica?


Um protesto indignado de um eleitor, Renato Corrêa, descontente com a perspectiva de passar a vida inteira sob o dominio de dois clãs opostos, duas tribos inimigas, ambas medíocres, mas que conseguiram monopolizar a política brasileira nos últimos tempos, e que hipoteticamente podem ainda fazê-lo por décadas: o lulopetismo de um lado, o bolsonarismo de outro. A questão então se desloca da “burrice” do eleitor, que atua na “demanda” por dirigentes desses clubes políticos, para a “oferta” de políticos profissionais medíocres que dominam o mercado eleitoral brasileiro, isso sem contar a praga do evangelismo político-negocista, que compromete terrivelmente as perspectivas de se ter um país educado no Brasil, com essa tendência ao antidarwinismo educacional, o antiabortismo carola, e o negacionismo vacinal desses estúpidos. Acho que não conseguiremos escapar do desastre anunciado. PRA

Primeiro a transcrição:

“#CartaAberta

Petistas e bolsonaristas, vocês já tomaram tempo demais

RENATO CORRÊA

AGO 29, 2026

Se Lula vencer as eleições deste ano, teremos mais quatro longos anos de petismo. Se Flávio vencer, provavelmente só sairia em 2034, quando usaria toda a máquina — e a estupidez dos bolsonaristas a seu favor — para eleger um dos irmãos, Carluxo, que ficaria até 2042. Daqui a duas décadas, o mesmo seria feito para a eleição de outro irmão, Bananinha, que se estenderia até 2050. Ainda teríamos mais um do clã sobrando, Jair Renan, que poderia ser eleito e reeleito pelos mentecaptos que votam 22 até 2058.

No total, seriam 32 anos — ou 36, se contarmos o primeiro governo — de bolsonarismo. E isso sem levar em conta a Michelle no cálculo. O PT governou a nação por praticamente 20 anos. Eu estou com 45. Isso significa que, durante quase metade da minha vida — desde que me tornei adulto —, o Brasil esteve nas mãos do petismo. Daqui em diante— até eu ficar idoso — a política do país pode ser dominada pelo bolsonarismo. 

Metade da minha vida foi pautada por sindicalistas, estudantes de filosofia, ONGs e artistas da Lei Rouanet. Agora o resto dela, até meus 77 anos, está prestes a ser pautado pelas tias do Zap, pelos fiéis dos pastores de palanque e pelas viúvas da ditadura militar.

Caros votantes de Flávio e de Lula, quero dizer uma única coisa: vocês estão em dívida comigo. Vocês me devem um país minimamente decente, no qual nunca tive a oportunidade de viver. Seu fanatismo transformou a minha vida numa sentença perpétua.” 

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Agora retomo, com desculpas pela insistência na negatividade:

PRA: se essa sequência de mediocridades se confirmar, o Brasil continuará sendo um país culturalmente atrasado, economicamente pouco dinâmico, educacionalmente dominado por tribos anticientificas, politicamente entregue a oligarquias corruptas, socialmente obrigado a conviver por longos anos ainda com pobres e miseráveis pelas ruas, nas quais também prevalecem os bandidos comuns, chamados de “pés-de-chinelo”, mas igualmente os influencers imbecis e aproveitadores da ingenuidade geral da população, ao lado das organizações criminosas mais sofisticadas e violentas, agora dotadas de ferramentas financeiras mais efetivas. Estou sendo muito pessimista?

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 30/08/2026

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