Acabo de ler este livro:
O Livro Vermelho do Lula, por Duda TeixeiraRecomendo enfaticamente. Acabo também de fazer uma resenha, que divulgo abaixo.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
Acabo de ler este livro:
O Livro Vermelho do Lula, por Duda Teixeira
Ao passear por Moscou e por São Petersburgo, a primeira-dama se converte em mais uma agente de desinformação russa
A primeira-dama Janja viajou para a Rússia na sexta, 2, para participar das comemorações do Dia da Vitória, na próxima sexta, dia 9.
Ela chegou seis dias antes do evento, que contará ainda com a participação do presidente Lula.
Assim que botou os pés no país, Janja foi visitar o Kremlin, a sede do poder Executivo.
Nesta segunda, 5, ela visitou o Bolshoi e propôs "ampliar a parceria do governo brasileiro com o governo russo, para que muitos talentos do nosso país possam viver o sonho de pisar nesse solo sagrado que é o Teatro Bolshoi".
Também estão na agenda Museu Hermitage, Catedral do Sangue Derramado e Fábrica de Porcelana Imperial.
Mas a Rússia é um país que segue massacrando a Ucrânia, que por sua vez tenta se defender o melhor que pode.
No mesmo dia em que Janja embarcou para Moscou, a Rússia atacou Kharkiv, na Ucrânia, com drones. Cerca de 40 pessoas ficaram feridas.
Na noite de sábado, 3, os russos lançaram 165 drones iranianos Shaked contra as regiões de Kharkiv, Mykolaiv e Kiev.
No domingo, 4, ocorreram ataques massivos com drones e mísseis a nove regiões da Ucrânia. Em Kiev, equipes de emergência combateram incêndios em prédios residenciais e carros. Adultos e crianças ficaram feridos.
"Os russos pedem um cessar-fogo em 9 de maio, enquanto atacam a Ucrânia todos os dias. Isso é cinismo de alto nível: só nesta semana, a Rússia usou mais de 1.180 drones de ataque, 1.360 bombas aéreas guiadas e 10 mísseis de vários tipos contra a Ucrânia", afirmou o presidente da Ucrânia Volodymyr Zelensky.
Como influenciadora experiente que é, Janja sabe quenão pode falar mal dos seus anfitriões.
Na sua conta do Instagram, Janja diz que viajou "a convite do governo russo".
Mas a primeira-dama, que representa o Estado brasileiro, tem ido muito além de uma presença protocolar, pois tem adotado e divulgado a narrativa do ditador Vladimir Putin.
Em primeiro lugar, Janja tem enaltecido a história russa, seguindo o revisionismo de Putin.
Depois de ir ao Kremlin, ela escreveu: "A fortaleza é um dos locais mais conhecidos da Rússia e guarda momentos importantíssimos da história de luta e construção da nação russa, tendo sido a morada de czares e hoje do presidente".
"Durante a visita, pude perceber o orgulho com que o povo russo se prepara para as comemorações do 80º aniversário do Dia da Vitória", escreveu.
Falar em "orgulho do povo russo" antes de assistir a uma parada militar, no meio de uma guerra, demonstra não apenas desprezo com o povo ucraniano, mas também descaso com a população russa, que é vítima do seu ditador e é obrigada a mandar seus jovens para um moedor de carne humana na Ucrânia.
Em seguida no seu texto para as redes sociais, Janja cria uma oposição entre aqueles que defendem a história e "forças extremistas", sem especificá-las.
Também fala em "conflitos", sem mencionar a Ucrânia.
Mas não é difícil juntar os pontos na sua frase, publicada no Instagram.
"Em tempos tão difíceis como os que vivemos hoje, com conflitos se espalhando e se intensificando, e a retomada de forças extremistas, é necessário e importante preservarmos a memória, aprendermos com a história e, juntos, construirmos um futuro de paz e fraternidade para os povos", escreveu a primeira-dama.
Estaria Janja insinuando que a invasão russa na Ucrânia seria contra forças extremistas?
Suponho que sim.
A mera presença de Janja em Moscou, aliás, já traz uma mensagem.
Não há qualquer liberdade de expressão ou de imprensa em Moscou. Qualquer manifestação pró-ucraniana na rua pode levar uma pessoa à prisão.
A economia toda foi para virar uma máquina de guerra, voltada à produção de mísseis e drones.
O país está sob fortes sanções ocidentais.
Quando Janja passeia por Moscou e por São Petersburgo, ela ajuda Putin a difundir a ideia de que está tudo bem com o seu país, que não sofreu nenhum arranhão até agora com a guerra e, portanto, pode continuar com a sua "operação especial" na Ucrânia.
Ao se prestar a esse triste papel de influenciadora de Putin, Janja se transforma em mais um agente de desinformação russa no mundo.
Lula tem medo do PT? Dos militantes do Partido? Dos esquerdistas em geral? Do Maduro?
Escondeu que falou sobre a DITADURA venezuelana com o presidente Macron. Que vergonha!
Lula esconde Maduro na conversa com Macron
Nota oficial do governo francês diz que os dois presidentes falaram sobre a Venezuela ao telefone, mas petista omitiu esse fato
Duda Teixeira
O Antagonista, 11/01/2025
O presidente Lula quer esconder que conversou sobre a ditadura do venezuelano Nicolás Maduro em telefonema com o presidente da França, Emmanuel Macron (foto).
Na sexta, 10, Maduro tomou posse para um terceiro mandato após uma fraude eleitoral, no dia 28 de julho.
Mais de onze países não reconheceram a vitória do ditador nas urnas, mas o Brasil de Lula tem preferido fugir do assunto.
Meia verdade
Lula e Macron conversaram por trinta minutos na sexta, 10.
Ao relatar sobre o telefonema na rede X, Lula só falou sobre a decisão da Meta de mudar a moderação nas redes sociais.
"Recebi ligação do presidente francês, Emmanuel Macron, para discutir as relações entre nossos países. Durante o telefonema, também conversamos sobre a decisão da Meta de reduzir a checagem de fatos e sobre o trabalho conjunto que podemos realizar para impedir que a disseminação de mentiras coloque em risco a soberania dos países e de nossas democracias", afirmou o presidente brasileiro.
Uma nota divulgada no site da Agência Brasil, do governo, também não fala nada sobre Maduro.
"Os governos do Brasil e da França compartilham de posicionamento similar na preocupação com o risco que a disseminação de notícias falsas, por meio de redes sociais, pode representar para a soberania dos países", diz o texto oficial.
Novamente, não há nenhuma frase sobre o ditador venezuelano.
A verdade inteira
Mas a nota divulgada na sexta, 10, pelo Palácio do Eliseu, sede do Executivo em Paris, conta outra história.
"O presidente da República (Macron) conversou por telefone nesta sexta-feira, 10 de janeiro de 2025, com o Sr. Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República Federativa do Brasil a respeito da situação na Venezuela. Os dois líderes expressaram primeiro o total apoio da França e do Brasil ao povo venezuelano. Condenaram nos termos mais veementes a tentativa de prisão de Maria Corina Machado, durante uma manifestação pacífica. Neste contexto, o chefe de Estado e o presidente Lula apelaram conjuntamente para que não fossem exercidas medidas de intimidação ou repressão contra membros da oposição. Os direitos dos cidadãos venezuelanos de se manifestarem e de se reunirem pacificamente devem ser respeitados. Afirmaram também que todos os detidos devido às suas opiniões ou compromissos políticos deveriam ser imediatamente libertados. O presidente da República e o presidente Lula apelaram a Nicolas Maduro para retomar o diálogo com a oposição. A França e o Brasil estão preparados para facilitar esta retomada do comércio, o que deverá permitir o retorno da democracia e da estabilidade à Venezuela", diz a nota francesa.
A nota oficial francesa dá um curto parágrafo para falar sobre a "luta comum contra a desinformação e pela regulamentação de conteúdos nas redes sociais".
Em seguida, o documento do Palácio Eliseu volta a se preocupar com a Venezuela, sem citar a conversa com Lula.
"Dando continuidade aos últimos intercâmbios com a oposição venezuelana, o chefe de Estado (Macron) voltou a falar hoje por telefone com Edmundo González Urrutia e depois com Maria Corina Machado para perguntar sobre o seu estado de saúde e a sua segurança. Lembrou toda a atenção que a França dedica ao respeito pelos direitos das mulheres e dos homens envolvidos na defesa da democracia na Venezuela", diz o texto oficial.
Macron tem a estatura moral que falta a Lula.
Reunião com representantes do governo
Também na sexta, Lula publicou a foto de uma reunião (foto) com onze "representantes do governo", para falar da Meta.
Entre os participantes estava Celso Amorim, o assessor especial para temas internacionais.
Ao ignorar a Venezuela e valorizar a questão da moderação nas redes sociais, Lula despreza um problema real e inventa outro que não existe.
Maduro prende, tortura e mata.
De acordo com a ONG venezuelana Foro Penal, ainda há 1.697 presos políticos na Venezuela.
Desses, três são adolescentes e 202 são mulheres.
Mas Lula prefere apontar o dedo para a empresa americana que permite a interação remota entre pessoas.
Na legenda da foto da reunião desta sexta, Lula escreveu:
"Reunião com os representantes do governo para tratar sobre os recentes anúncios da Meta e as implicações no Brasil. Duas decisões foram tomadas neste encontro. A primeira é uma notificação enviada pela AGU para que a Meta explique, em até 72 horas, as mudanças na política de checagem de fatos e notícias falsas, que podem afetar crianças, adolescentes e mulheres, por exemplo", afirma o presidente.
Não há nada na decisão da Meta que afete crianças, adolescentes e mulheres brasileiras.
A empresa só vai mudar a maneira de fazer moderação de conteúdo.
Em vez de recorrer às agências de checagem, que se mostraram tendenciosas, utilizará as notas de comunidade, que se provaram eficientes na rede X.
Não há nada que represente uma ameaça à sociedade civil no anúncio de Mark Zuckerberg.
"Eu não estou aqui para falar de Venezuela"
O presidente brasileiro sabe que falar de Maduro não cai bem e por isso quer evitar o tema a todo custo.
Vale lembrar que, quando apoiava a campanha para Guilherme Boulos para a prefeitura de São Paulo, no ano passado, o presidente aconselhou seu apadrinhado a não falar sobre a Venezuela.
"Eles não fazem pergunta para a gente responder mostrando que a gente tem competência. Eles querem fazer perguntas que não têm nada a ver com o papel do prefeito de São Paulo. Quando você for nesse debate, não responde provocação. Se perguntar para você: 'E a Venezuela?', você responde: 'A Venezuela é o seguinte: eu tô aqui para fazer casa para o povo, eu tô aqui para melhorar o transporte para o povo, para melhorar a saúde do povo. Eu não estou aqui para falar de Venezuela. Quer falar sobre a Venezuela, vai falar com o Ministério das Relações Exteriores ou vai falar com o Lula", disse o petista em um vídeo de outubro.
Leia em Crusoé: Maduro ainda está aqui
Leia em Crusoé: Lula quer falar tudo de Zuckerberg e nada de Maduro
Nota PRA em 6/05/20924: O concurso foi postergado para agosto, em virtude da catástrofe no Rio Grande do Sul, o que não invalida em nada os comentários dos dois jornalistas sobre o empreguismo público, uma das alavancas do PT em seu domínio sobre o Estado.
Mais de 2 milhões de brasileiros irão prestar um único concurso neste domingo, 5 de maio, em 228 cidades. Eles concorrerão a 6.690 vagas na administração pública federal. A relação é de uma vaga para cada 319 pessoas, com cerca de 1% da população tentando se pendurar no cabide estatal. Apelidado de o “Enem dos Concursos”, em referência ao exame feito por alunos do Ensino Médio em todo o Brasil, o Concurso Unificado (seu nome oficial) dá a dimensão de quanto os brasileiros depositam suas esperanças no Estado.
E eles têm bons motivos para isso. Segundo um estudo publicado pelo Banco Mundial em 2019, além de contar com estabilidade, ou seja, ter chances baixíssimas de ficar desempregado, o servidor público brasileiro recebe, em média, um salário 19% maior que o trabalhador do setor privado. Mas, no caso dos servidores federais, o chamado “prêmio salarial” pode ser muitas vezes maior do que isso. O “Enem dos Concursos” mostra algo mais: a vocação do PT para aumentar o tamanho da máquina administrativa sem tomar medidas prévias nem para garantir que os serviços prestados à população melhorem, nem para eliminar desigualdades dentro do próprio setor público, onde uma casta influente coleciona privilégios.
Acreditou-se por bastante tempo que o maior problema do Estado brasileiro era o inchaço. Sabe-se hoje que não é bem assim. O Brasil tem cerca de 11 milhões de servidores públicos, ou 12,4% do total de trabalhadores do país. Utilizando informações da International Labour Organization (ILO), ligada à ONU, o instituto Republica.org comparou recentemente esses números com os de outros países. Constata-se que a proporção de funcionários públicos no Brasil é bem menor que a média dos 38 membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de 23,48%, ou que a de vizinhos como Argentina (19,31% ) e Uruguai (16,92%). O porcentagem é semelhante, mas ainda menor, que a dos Estados Unidos, de 13,56%. Se os números são esses, a ideia de promover contratações no setor público brasileiro não deve ser vista como um mal em si mesma. Em algumas áreas do governo federal existe até mesmo a necessidade urgente de ampliar o quadro de servidores. Mas isso não valida a maneira petista de abordar a questão. Em seus respectivos mandatos, Fernando Henrique Cardoso, Michel Temer e Jair Bolsonaro reduziram o número de servidores federais. Sempre que esteve no poder, o PT cuidou de fazer o contrário. Em 2023, primeiro ano do terceiro mandato de Lula, foram realizadas 6.849 contratações. No Concurso Unificado serão outras tantas.
Seria necessário preencher todas elas? Ninguém sabe ao certo, porque somente depois de anunciar o concurso o governo federal lançou um edital para dimensionar sua força de trabalho. “Aparentemente, o número de vagas foi definido antes que se fizesse essa medição”, diz Wagner Lenhart, diretor-executivo do Instituto Millenium e especialista em gestão de pessoas no setor público. É certo que o concurso vai angariar simpatia dos aprovados e dos sindicatos que compõem uma das bases eleitorais do PT, mas não há garantia que vá tornar o Estado brasileiro mais eficiente. Uma vez que um servidor é aprovado em um concurso, ele costuma representar um custo na folha de pagamento da União por cerca de 60 anos. Ou seja, a contratação de hoje vai se refletir por décadas. Surge então outra pergunta: esse modelo de contratação precisa ser adotado invariavelmente? A resposta é praticamente unânime entre os estudiosos da administração pública: não, sobretudo porque experiências de anos recentes mostraram não haver correlação obrigatória entre o tipo de vínculo empregatício e a qualidade dos serviços oferecidos aos cidadãos. O caso da educação no Espírito Santo é uma prova disso: o estado melhorou seus índices nos rankings de ensino apostando sobretudo em contratações temporárias de professores para a rede pública.
A gestão da saúde e da cultura por meio de Organizações Sociais, responsáveis por suprir a mão de obra especializada requerida nesses dois setores, também trouxe bons resultados em vários estados. “Há um leque de formas de contratação que já vêm sendo testadas”, diz Regina Viotto Monteiro Pacheco, professora de Gestão Pública na FGV-SP. “O que falta é sistematizar o seu uso, tornando a administração pública mais ágil e mais flexível.” A maneira como o Estado seleciona os seus funcionários representa outro gargalo, diretamente relacionado ao “Enem dos Concursos”. Ainda que a prova seja bem desenhada (o que só se descobrirá no domingo), identificando indivíduos com conhecimentos úteis para atuar no setor público, ela não conseguirá selecionar, sozinha, candidatos com as competências específicas requeridas por 21 entidades federais diferentes. Como observa Carlos Ari Sundfeld, professor de Direito Público da FGV Direito-SP, se não for complementado com outras etapas de seleção, o Concurso Unificado não resolverá um problema fundamental, que é promover o melhor casamento possível entre vaga e ocupante (assista à entrevista com Sundfeld nesta edição de Crusoé). Regina Pacheco faz o mesmo diagnóstico. “Esse provão é uma forma limitada e antiquada de fazer seleção de pessoas”, diz ela. “Não permite avaliar competências, muito menos vocação para os serviços públicos. No setor privado, a última fase de qualquer processo de contratação é uma entrevista. Isso não acontece por acaso.
Mas o setor público brasileiro nem sequer leva em conta essa possibilidade, por medo de incluir fatores ‘pessoais’ na seleção. Trata-se de uma bobagem, porque há formas de impedir que essa contaminação ocorra.” O modo como é feita a seleção dos funcionários ajuda a explicar o déficit na qualidade dos serviços. O índice de eficiência governamental do Banco Mundial, que leva em conta a entrega de serviços públicos, mostra o Brasil no terço mais baixo de uma escala de 230 nações. Chile, Argentina, Uruguai, Bolívia e México, por exemplo, têm desempenho melhor. Além disso, entre 2012 e 2022 houve piora significativa, de 20 pontos percentuais, nos resultados nacionais. Uma pesquisa divulgada pelo Datafolha em outubro do ano passado mostrou que 84% dos brasileiros têm uma percepção clara de que a presença de servidores bem preparados em cargos importantes – como a direção de um posto de saúde, por exemplo – melhoraria a vida da população. A maior distorção no setor público, porém, está nos salários exorbitantes pagos a uma pequena camada de privilegiados. Segundo o Republica.org, uma minoria que representa 0,06% de todo o funcionalismo recebe os chamados supersalários, que furam o teto constitucional de R$ 41.650. Outro grupo, que compõe 0,94% do total, ganha entre R$ 27.000 e o teto. É possível encontrá-los em todas as esferas da administração – municipal, estadual e federal – mas eles se concentram sobretudo nas carreiras jurídicas: magistrados; promotores e procuradores; advogados públicos.
Segundo Carlos Ari Sundfeld, a existência dessa casta cria insatisfação generalizada e, dentro da própria estrutura do Estado, uma pressão permanente por remuneração maior. “As pessoas ficam se espelhando no que essa hipererelite ganha, mas é claro que o orçamento público brasileiro não aguenta“, diz ele. Qualquer grande aumento de quadros, como pretende fazer o PT, deveria ser precedido de iniciativas no sentido de reformar a administração pública: ter um diagnóstico claro sobre carências e distorções, reestruturar carreiras, estabelecer metas para os órgãos públicos, melhorar a seleção dos servidores e criar mecanismos de avaliação do seu trabalho. No entanto, a esquerda que ocupa o governo se finge de morta, com sua mentalidade estatista. E a oposição também não pressiona, muito pelo contrário.
No ano passado, o presidente da Câmara Arthur Lira (PP-AL) sinalizou ter escolhido a reforma administrativa como um objetivo pessoal – uma marca que pretendia deixar em sua passagem pelo cargo de liderança. “Seria um avanço, uma conquista para o Brasil. Melhoraria a eficiência do Estado e seria uma importante sinalização para o mundo que o país está entrando na modernidade”, disse ele a Crusoé, em agosto. Desde então, o deputado se esqueceu do assunto. Enquanto isso, o presidente do Senado Rodrigo Pacheco (PSD-MG) pensa em ressuscitar o quinquênio, que proporcionaria um bônus automático a cada cinco anos, acima do teto do funcionalismo, àquelas carreiras jurídicas que já desfrutam dos famigerados “penduricalhos” – indenizações pela compra de livros ou roupas, férias não gozadas convertidas em dinheiro e assim por diante. Tramita no Congresso uma proposta de emenda constitucional, a PEC 32, que pretende promover uma reforma ampla dos serviços públicos. O problema é que além de despertar grande resistência, ela já sofreu enxertos que põem diversos grupos à salvo das mudanças. Segundo os especialistas ouvidos por Crusoé, seria provavelmente mais eficaz avançar por meio de leis, que têm aprovação mais fácil, em vez de mexer na Constituição.
Há projetos já bem encaminhados para acabar com os supersalários, por exemplo. Bastaria haver um esforço para votá-los. Segundo Regina Pacheco, destacar um item da PEC 32 e votá-lo em separado já representaria um grande avanço: a chamada “contratualização de resultados”, por meio da qual órgãos do serviço público se comprometem com certas metas, que precisam ser atingidas mesmo quando mudam os governos e os gestores. “Fala-se muito em criar avaliação de desempenho para funcionários públicos, permitindo inclusive a demissão de quem ficar abaixo da média, mas seria um teatro nas nossas condições atuais”, diz ela. “Antes disso é preciso criar uma cultura de resultados no setor público. Quando os órgãos começarem a cumprir suas metas passamos para a fase seguinte.” Para Sundfeld, aprovar uma “lei geral das contratações temporárias” também poderia ser um bom começo, para regrar e disseminar uma ferramenta que já vem sendo usada nos estados com bons resultados. “Mas o mais importante de tudo seria o governo colocar o seu peso político na discussão da reforma administrativa”, diz o professor. Infelizmente, essa é uma situação bem conhecida no Brasil: o caminho para que se resolva um problema é conhecido; falta andar.
Contra as sanções
Maduro ameaça tomar um pedaço da Guiana e Brasil fica em silêncio
Duda Teixeira
Revista Crusoé, 6/11/2023
https://crusoe.com.br/diario/maduro-ameaca-tomar-pedaco-da-guiana-e-brasil-fica-em-silencio/
1501. “Faz sentido o Brasil se aproximar de China e Rússia?”, Programa Latitudes n. 19, 1 abril 2023, 1h de conversa com os jornalistas Rogério Ortega e Duda Teixeira sobre as posições adotadas pela diplomacia petista em relação aos grandes temas da política internacional, como a invasão da Ucrânia e a retórica belicista da China (link: https://www.youtube.com/watch?v=3S2n8_pCtrw).
Durante mais ou menos uma hora conversei com os dois jornalistas do Antagonista e da revista Crusoé, sobre muitos dos temas abordados nestes dois artigos meus, recentes, para o semanário:
1499. “O que Putin quer de Lula? O que ele vai conseguir?”, Crusoé (31/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/257/o-que-putin-quer-de-lula-o-que-ele-vai-conseguir/?fbclid=IwAR0HUZLik-L-mAziepagvbW2FtPFh-mtymnqIQHUhNSGKuu2dxVGndG0dKk?utm_source=crs-site&utm_medium=crs-login&utm_campaign=redir). Relação de Originais n. 4344.
1496. “O Brasil e a China: até onde vai a relação estratégica?”, revista Crusoé (3/03/2023; link: https://crusoe.uol.com.br/edicoes/253/o-encanto-de-lula-pelo-duvidoso-modelo-chines/); divulgado no blog Diplomatizzando (12/03/2023; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2023/03/o-brasil-e-china-ate-onde-vai-relacao.html). Relação de Originais n. 4326.
Muitos dos temas discutidos também têm a ver com estes meus dois artigos também recentes:
1498. “Perspectivas da diplomacia no terceiro governo Lula, 2023-2026”, Revista do CEBRI (no 2, n. 5, janeiro-março 2023; ISSN: 2764-7897 (online); 2764-7889 (impressa); link: https://cebri.org/revista/br/artigo/73/perspectivas-da-diplomacia-no-terceiro-governo-lula-2023-2026). Relação de Originais n. 4316.
1497. “Os intelectuais do Itamaraty e o caso único de José Guilherme Merquior”, revista Crusoé (17/03/2023; link:https://crusoe.uol.com.br/edicoes/255/os-intelectuais-do-itamaraty-e-o-caso-unico-de-jose-guilherme-merquior/ ). Relação de Originais n. 4335.
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Algumas reações da audiência que alcançou este programa:
(A) Comentários na postagem no YouTube:
Parabéns pela excelente entrevista com o experimentado diplomata sobre a atualidade é o descompasso de nossa diplomacia Coitado do nosso Brasil!
Que aula! Esse embaixador sabe tudo de geopolítica e história moderna. Parabéns.
Como sempre, excelente programa. Pena que são poucos os brasileiros que aproveitam essa oportunidade pra saber o que acontece no mundo.
Excelente entrevista! Uma verdadeira aula de geopolítica! Parabéns aos três.
Esse senhor é realmente bem formado e bem informado
Excelente programa! Parabéns!
Bastante esclarecedor!
Excelente, entrevista. Parabéns, Antagonista.
O antagonista e a crusoe deveriam abrir o programa para publicidade. Os 3 já não fazem mais parte. Não tem nexo não financiar. Os programas continuam muito bom
Uma aula jornalismo, parabéns por trazer clareza, magoado que nos últimos 20 anos não estamos no caminho certo, o Brasil está flertando com o populismo um atraso imensurável para a nosso população, esperando uma luz no fim do túnel em 2026, que com certeza os próximos 4 anos vai ser de retrocesso populista….
Excelente. Obrigada.
Excelente!!
Excelente
Pois é...Essa opção pelo uso da moeda chinesa não deveria passar pelo Congresso?
queria entender qual a fonte, qual autor relaciona direita com preconceito? e esquerda cm direitos humanos?
Eu queria entender essa acusação de q seríamos títeres da China pela questão de sermos dependentes do mercado chinês para manter nosso mercado estável temos q manter uma grande proximdade. Porém dadp ao contexto seria de bom grado dizer que os eua sempre utilizaram a sua hegemonia econômica e militar para forçar paises a fazerem acordos q muito beneficiam aos yankez e mais debilita ao estado vassalo. Resumindo áos grandes antagonistas q nos fala. Será q não séria melhor começar a lutar unicamente pela nossa soberania e independência nacional como povo e potencia q somos. EU acho q não devemos ajoelhar perante aos chineses e tampouco aos yankes. Nos devemos deixar bem claro que não somos vassalos nem de chinês e nem de americanos. Se vcs dois tem problemas q se resolvam mas nos brasiliros não somos e nem seremos Forçados a concordar com oa yankes e tampouco nos interessa tomar um lado nesta guerra. Para mim essas guerras devem ser aproveitada temos mão de obra farta voluntário para a defesa de berlim
O Brasil já foi ,ingenuamente "minha pátria amada", agora tenho ,sem nenhum respeito,verdadeiro asco. Assim pudesse sair.
Entrevista excelente sobre as falhas da hipocrisia diplomática brasileira que deve se aliar às democracias e jamais aos estados totalitários de China ou Rússia com seus presidentes „eternos“.
Amorim é obsessivamente antiamericano. Velho na idade e na mentalidade.
Excelente
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(B) Comentários no chat da emissão:
Elen Torres: Boa noite!
Mauro Santos: O chanceler anão fará a ponte entre Lavrov e Ladrov
Rogerio Cocati: Boa Noite
Joelto da mata: Boa noite pessoal
Lilian Bulgari: Boa noite
Rogerio Cocati: o Brasil 🇧🇷 esta errado tem que ter um lado! nesse caso a Rússia está sendo covarde com a Ucrânia!
Ariadne De Alencar Oliveira: Boa noite, pessoal...
marcia brunettiBoa noite Duda, Rogério, convidado do Latitude e pessoal do chat
Carlota Fernandes: Boa noite de Portugal 🇵🇹 uma portuguesa
Ariadne De Alencar Oliveira: Põe equívoco nisso...
Carlota Fernandes: Sem dúvida alguma
Silvia Teixeira Macedo: Oi Duda e entrevistados boa noite
Gelson Santoso Brasil está sendo governado pelo crime organizado todos sabiam quem era e é o PT
Silvia Teixeira Macedo: @Elen Torres olá @marcia Brunetti olá
Rogerio Cocati: petistas não ficam meia hora na Rússia!
Elen Torres: Boa noite!
Mauro Santos: O chanceler anão fará a ponte entre Lavrov e Ladrov
Rogerio Cocati: Boa Noite
Joelto da mata: Boa noite pessoal
Lilian Bulgari: Boa noit
Rogerio Cocati: o Brasil 🇧🇷 esta errado tem que ter um lado! nesse caso a Rússia está sendo covarde com a Ucrânia!
Ariadne De Alencar Oliveira: Boa noite, pessoal...
marcia brunetti: Boa noite Duda, Rogério, convidado do Latitude e pessoal do chat
Carlota Fernandes: Boa noite de Portugal 🇵🇹 uma portuguesa
Ariadne De Alencar Oliveira: Põe equívoco nisso...
Carlota FernandesSem dúvida alguma
Silvia Teixeira Macedo: Oi Duda e entrevistados boa noite
Gelson Santos: o Brasil está sendo governado pelo crime organizado todos sabiam quem era e é o PT
Silvia Teixeira Macedo: @Elen Torres olá @marcia Brunetti olá
Rogerio Cocati: petistas não ficam meia hora na Rússia!
marcia brunetti: Boa noite @Silvia Teixeira Macedo
Ariadne De Alencar Oliveira: Deveriam ficar e passar uma temporada por lá...
𝙞𝙖𝙣𝙞𝙣𝙖: @Elen Torres Silvia
Márcia : boa noite
Carlota Fernandes: A Europa está de rastos
marcia brunetti: Boa noite @𝙞𝙖𝙣𝙞𝙣𝙖 @Elen Torres
Silvia Teixeira Macedo: @ianina boa noite
Denis Santos: Lula foi vetado no congresso de Portugal, e parlamentares em discurso disseram q seria uma vergonha um bandido q financia DITADURAS participar
Denis Santos: olha a vergonha q estamos passando
Elen Torres: @Silvia Teixeira Macedo @marcia brunetti @ianina
Ariadne De Alencar Oliveira: Teremos mais 3 anos de vergonha pela frente...
Denis Santos: sobre a guerra, pq ninguém fala q a culpa é da OTAN, pq pós seg guerra houve acordo de não expansão para o Leste
Carlota Fernandes: O Lula já não tem nada para dar
marcia brunetti: Mas o PT em sí é um recuo de 90 anos. Eles vivem de discurso empoeirado e cheio de traças
Denis Santos: Queria ver se alguem quisesse colocar base militar na fronteira do EUA se eles deixariam HIPÓCRITAS
Ariadne De Alencar Oliveira: Ah, mas para nos tirar tem bastante disposição...
Carlota Fernandes: O Brasil lulista precisa de acordar para a realidade
Sonia Batista: Boa noite
Ele só não é defenestrado pelos magnatas que o sustentam porque ainda tem o poder de mandar assassiná-los, pela janela do 20. andar, por um...