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Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida;

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domingo, 29 de março de 2020

Depois da cronologia, vem novidades pela frente... - Paulo Roberto de Almeida

Vou partir daqui, postagem que fiz há pouco: 
https://diplomatizzando.blogspot.com/2020/03/uma-cronologia-diplomatica-paulo.html

Vamos ter novidades na sequência...



segunda-feira, 4 de março de 2019


Nota sobre minha exoneração como diretor do IPRI - Paulo Roberto de Almeida


Nota sobre minha exoneração como diretor do IPRI

Paulo Roberto de Almeida
 [Objetivo: esclarecimento público; finalidade: informação preliminar] 

Durante os treze anos e meio do regime lulopetista, do início de 2003 até o impeachment de meados de 2016, permaneci à margem de qualquer cargo na Secretaria de Estado, por motivos que podem ser facilmente detectáveis por todos aqueles que acompanham meus escritos e minha atividade intelectual: nunca escondi minha postura em face de uma diplomacia que eu considerava, em termos objetivos, inadequada aos interesses do Brasil. Reflexos dessa grande travessia do deserto, um ostracismo até irregular no plano administrativo, apareceram em meu livro de 2014: Nunca antes na diplomacia...: a política externa brasileira em tempos não convencionais (Appris). 
Resgatado de um exílio totalmente involuntário, que durou o dobro de meu exílio voluntário durante o regime militar, assumi, em agosto de 2016, o cargo de diretor do IPRI, Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais, e tudo o que fiz nestes dois anos e meio pode ser visto em meu blog Diplomatizzando (relatório e programa de trabalho: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/relatorio-de-atividades-do-diretor-do.html). Aparentemente, esse mesmo blog, que me serviu como quilombo de resistência intelectual durante os anos do lulopetismo diplomático, abriu a justificativa, agora, para minha exoneração, pelo fato de ter postado artigos críticos à política externa atual – do ex-ministro Rubens Ricupero, e ex-chanceler e ex-presidente Fernando Henrique Cardoso – juntamente com um artigo do próprio chanceler atual, e convidando a um debate sobre a diplomacia corrente. Adicionalmente, meu blog trouxe críticas a uma personalidade bizarra do momento político brasileiro, totalmente inepta em matéria de relações internacionais, mas ao que parece grande eleitor nas circunstâncias atuais.
Voltarei a fazer da Biblioteca do Itamaraty o meu escritório de trabalho, como foi o caso durante os longos anos de ostracismo sob o lulopetismo. Aproveito para anunciar meu próximo livro: Contra a Corrente: ensaios contrarianistas sobre as relações internacionais do Brasil, 2014-2018 (Appris). A vida continua...

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 4 de março de 2019


Aproveito para informar que depois do Contra a Corrente publiquei diversos outros livros.
Para um relatório completo sobre minhas atividades nos dois anos e meio em que me tive prazer em servir como diretor do IPRI, vejam aqui: 



sexta-feira, 13 de março de 2020

Tolices e erros do Governo Bolsonaro (PRA) - Jorge Henrique Cartaxo (14/03/2019)

Um registro tardio, que eu não havia feito no momento em que foi publicado.
Um artigo do colunista Jorge Henrique Cartaxo, sobre minha exoneração do IPRI no Carnaval de 2019. Grato Cartaxo.
Paulo Roberto de Almeida

Tolices e erros

Jorge Henrique Cartaxo
Política Real, 14/03/2019
Avaliação semanal vê equívocos desnecessários

Embaixador Paulo Roberto Almeida( Foto: Exame)
A confusão por tolices no governo Bolsonaro é tamanha que já há quem a considere uma espécie de estratégia para desviar a população dos grandes e fundamentais temas como a previdência, os juros, a segurança, a prometida abertura dos mercados....etc.
Não faz sentido, por exemplo, nem a forma e menos ainda o conteúdo,  da presença do senhor Olavo de Carvalho – que mora nos Estados Unidos – nas questões internas de alguns ministérios da República, notadamente o da Educação e das Relações Exteriores. Ainda ontem o secretario do MEC, Luiz Antônio Tozi, foi afastado do cargo. Há rumores de que 20  outros técnicos serão exonerados e que até o ministro pode ser destituído. É fato que o senhor Ricardo Vélez Rodrigues não tem sido exatamente feliz nas suas raras manifestações. Percebe-se também que há uma certa paralisia na área da educação no País. Em principio, esse desconforto deveria ser tratado pelo Congresso, o mundo acadêmico, a mídia...enfim.  Mas jamais pelo senhor Carvalho e setores militares do governo.
Ainda no carnaval, mais uma vez por suposta ordem indireta do senhor Olavo de Carvalho, o ministro das Relações Exteriores, o bizarro Ernesto Araújo, afastou da direção do IPRI – Instituto de Pesquisas de Relações Internacionais – o embaixador Paulo Roberto de Almeida, um dos melhores quadros da diplomacia brasileira. Paulo Roberto integra a mais nobre linhagem do Itamaraty do qual fazem parte Rubens Ricupero, Rubens Barbosa, José Guilherme Merquior, Gelson Fonseca dentre outros.  São diplomatas cultos, eruditos que pensam de forma refinado o País e o mundo.
Também no carnaval, o presidente Jair Bolsonaro republicou um vídeo indecente de dois homossexuais. A indignação do presidente é plenamente compreensível e justificável ao ver aquelas cenas, mas não cabia a ele divulga-las. O gesto não foi condizente com o cargo. O ruído foi enorme e absolutamente desnecessário. Seus desencontros com o vice-presidente Hamilton Mourão, de tão frequentes oscilam entre o desconforto e a piada. Não é razoável!
É natural e desejável que esses fatos sejam observados e devidamente tratados pela mídia e os brasileiros de um modo geral. Mas deve ser observável também o conteúdo e a tramitação da reforma da Previdência. A tramitação e o conteúdo do plano de segurança, já encaminhado ao Congresso pelo ministro Sérgio Moro. A caixa preta, de certa forma aberta, do BNDES. As suspensões de contratos suspeitos em vários órgãos do novo governo...acompanhar e vigiar!
  
Twiter: @JorgeCartaxo6 


sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

IPRI: Percursos Diplomáticos, também descontinuado... - Paulo Roberto de Almeida

Esta série de entrevistas com diplomatas aposentados ou personalidades marcantes da diplomacia brasileira foi instituída por mim, assim que assumi o cargo de diretor do IPRI, em coordenação com o diretor do Instituto Rio Branco, embaixador José Estanislau do Amaral Souza, e se destinava a permitir que experientes diplomatas e ex-chanceleres transmitissem aos alunos do IRBr e aos diplomatas interessados uma avaliação pessoal sobre suas respectivas trajetórias de carreira, num formato aberto e totalmente livre.
Foi inaugurado com a apresentação extremamente concorrida do embaixador Rubens Ricupero, uma unanimidade entre os diplomatas sensatos, só não pelos aloprados. A série foi mantida durante aproximadamente dois anos, numa sequência de uma vez por mês, geralmente as últimas sextas-feiras de cada mês.
Listei abaixo os eventos que pessoalmente organizei, sendo que o primeiro do ano de 2019, previsto por mim e com data marcada, não se realizou, tanto por causa de minha demissão do IPRI, como por outros percalços políticos quando tomou posse a administração atual do Itamaraty, minimalista, por assim dizer, nas suas poucas iniciativas (geralmente antiglobalistas). Esse último convidado por mim teria sido o embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa. 
Depois de minha exoneração, dois ou três outros diplomatas, que também estavam na minha lista foram efetivamente convidados, depois parou, não sei porque. Muitas outras coisas programadas foram interrompidas, descontinuadas, simplesmente eliminadas da agenda, inclusive publicações já comprometidas com seus autores.


Percursos Diplomáticos - IPRI/IRBr
http://www.funag.gov.br/ipri/index.php/percursos-diplomaticos

De março de 2017 a novembro de 2018 
(abaixo em ordem cronológica inversa) 
Relação compilada por Paulo Roberto de Almeida 
Diretor do IPRI de 3/08/2016 a 4/03/2019

Esta série inscreve-se numa programação conjunta do Instituto Rio Branco (IRBr) e do Instituto de Pesquisa de Relações Internacionais (IPRI), destinada a propiciar encontros de personalidades da diplomacia brasileira com estudantes do IRBr, diplomatas e comunidade acadêmica de modo geral, com o objetivo de permitir um debate aberto sobre carreiras e experiências de vida vinculadas à política externa e à diplomacia brasileira, em um ambiente informal.

Abaixo uma relação, na ordem cronológica inversa, dos encontros já realizados nesta série:

23/11/2018: Embaixador Sérgio de Queiroz Duarte https://youtu.be/wDLWLC9GiSU

19/10/2018: Embaixador Osmar Vladimir Chohfi (em preparação)

14/09/2018: Embaixador Jorio Dauster Magalhães e Silva 
https://youtu.be/U-_ppvTfWoE

24/08/2018 Embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto https://youtu.be/6gPTjMtlfqE

29/06/2018: Embaixadora Maria Celina de Azevedo Rodrigues https://youtu.be/pSa3vbOCKHY

25/05/2018: Embaixador Ronaldo M. Sardenberg 
https://youtu.be/AArGLQ1nJts

27/04/2018: Ex-Embaixador Celso Lafer
https://youtu.be/BjOuGIY0o-c

23/02/2018: Embaixador Gelson Fonseca 
https://youtu.be/Eh6j8b5vbQg

24/11/2017: Embaixadora Thereza Quintella 
https://youtu.be/e3U4yIFRM90

20/10/2017: Embaixador Rubens Barbosa
https://youtu.be/LmXsvdbV0xI

06/10/2017: Embaixador Roberto Abdenur
https://youtu.be/CHS6NPO1gm8

21/07/2017: Embaixador José Alfredo Graça Lima
https://youtu.be/MJd5z293JPE

26/05/2017: Embaixador Marcos Azambuja
https://youtu.be/idGaq_vbONE

17/03/2017: Rubens Ricupero
https://www.youtube.com/watch?v=OzrS1Fw-ZAk&feature=youtu.be

Paulo Roberto de Almeida 
Brasília, 23/03/2019

quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Diplomacia economica - revista do IPRI (Portugal)

Uma excelente revista portuguesa, um excelente dossiê sobre diplomacia econômica:

IPRI, n 61 (IPRI, Portugal)
http://www.ipri.pt/index.php/pt/publicacoes/revista-r-i/arquivo-de-revista-r-i/2896-relacoes-internacionais-61

A diplomacia económica e os desafios da globalização no passado (séculos XIX e XX)
Brexit: referendo de 2016António Goucha Soares
Recensões
Migrações internacionais e insegurança humana no Mediterrâneo: Os anos recentes da Europa, João EstevensSusana Ferreira, Human Security and Migration in Europe’s Southern Borders. Cham, Palgrave Macmillan, 2018, 211 páginas
A memória enquanto instrumento de combate ao terrorismo, Diogo NoivoGaizka Fernández Soldevilla e Florencio Domínguez Iribarren (Coord.), Pardines: cuando eta empezó a matar. Madrid, Tecnos, 2018, 381 páginas

A revista Relações Internacionais está indexada na CSA PAIS, IBSS, IPSA, LATINDEX, SciELO Citation Index da Thomson Reuters e EBSCO.

terça-feira, 20 de agosto de 2019

Stalinismo no Itamaraty, não importa se de direita...

Camaradas:
Stalin vive!
O que não quer dizer Viva Stalin!
Ou talvez sim, mas dito de outro lado.
Os camaradas, companheiros, militantes, devotos da causa, compagnons de route, fellow travelers, profissionais do ramo que se instalaram no Itamaraty a partir de 1o. de janeiro de 2019 estão revivendo o Guia Genial dos Povos, em suas técnicas mais conhecidas.
Stalin primeiro apagava seus inimigos ou competidores das fotos e dos livros de história, depois ele os apagava tout court: julgamento sumário, expulsão, condenação ao Gulag, fuzilamento, forca, veneno ou a picareta, como aconteceu com Trotsky.
O Itamaraty ainda não chegou a essa segunda etapa, mas eles já estão seguindo o Stalin da primeira etapa.

Depois que eu fui exonerado do IPRI, numa segunda-feira de Carnaval – o que me deixou livre para aproveitar plenamente o tempo livre para escrever um livro inteiro –, os novos censores, tão stalinistas quanto os apparatchiks que serviam servilmente o Guia Genial do Povos, estão limpando o IPRI e a Funag de todas as más influências que eu possa ter deixado por lá, um pouco de marxismo cultural certamente, mais trotskismo que outras vertentes, uma condenação do lulopetismo diplomático também, acompanhado da condenação à ditadura militar, a nossa e a todas as demais ditaduras do mundo, civis ou militares, enfim, um espírito libertário que não combina com qualquer tipo de pensamento único, de direita ou de esquerda.

Comecei a constatar isso desde o primeiro dia deste ano, quando se opuseram ao número deixado pronto, em dezembro de 2018 da revista do IPRI, Cadernos de Política Exterior.
Como Stalin fazia com as edições sucessivas da História do Partido Comunista da União Soviética, sobretudo depois dos grandes expurgos e fuzilamentos dos anos 1930, quando não só os nomes dos principais bolcheviques de 1917 – com exceção de Lênin, e Djerjinsky, da Tcheca, mas esse fez o favor de morrer antes, do contrário seria eliminado igual –, mas também os próprios foram sumariamente eliminados da face da terra: Bukharin foi um dos primeiros, mas todos os outros passaram pelo moedor de carne stalinista.

Pois não é que o embaixador Samuel Pinheiro Guimarães, ex-secretário geral do Itamaraty nos governos Lula, foi sumariamente apagado dos registros da série "Percursos Diplomáticos", que eu havia criado com o embaixador Stanislau, diretor do Rio Branco, para homenagear os grandes embaixadores aposentados da carreira?
Descobri isso recentemente, ao tentar acessar um a um os vídeos gravados.
Descobri que vários vídeos também sofreram cortes seletivos, para eliminar aquelas más influências que eu mencionei antes.

Tentem vocês mesmos, no site do IPRI:
http://www.funag.gov.br/ipri/index.php/percursos-diplomaticos

SamuelPinheiro

Este vídeo não está disponível.

Preciso avisar meu amigo Samuel para que ele se precavenha.
Vai que o stalinismo dos novos companheiros do Itamaraty passe à segunda etapa...
Nunca se sabe...
Paulo Roberto de Almeida

sexta-feira, 16 de agosto de 2019

Percursos Diplomaticos com Emb. Seixas Corrêa, 16/08: ops, postergado uma vez mais...

Já é a terceira vez que este Percursos Diplomáticos, uma série de depoimentos com embaixadores aposentados que eu havia criado com o ex-diretor do Instituto Rio Branco, é postergado uma vez mais, por "razões de força maior": 


A primeira vez foi no início de 2018, quando o embaixador Luiz Felipe de Seixas Corrêa, Secretário Geral do Itamaraty em duas oportunidades – a primeira vez sob o governo Collor, a segunda vez no governo FHC, ambas sob o comando de Celso Lafer –, teve de se submeter a uma intervenção cirúrgica, e combinamos de fazer na primeira oportunidade disponível. Como todas as demais datas – uma vez por mês nas sextas-feiras, quando os estudantes do Rio Branco tinham uma folga em sua pesada corveia estudantil – estavam ocupadas no ano passado, combinamos na primeira oportunidade em 2019. Eu, ainda diretor do IPRI, combinei com ele logo nos primeiros dias de janeiro, mas como ele viajaria para os EUA em fevereiro, acertamos de fazer logo depois do Carnaval, no começo de março. 

Mas, como todos os que me acompanham aqui sabem perfeitamente, o chanceler acidental – que coincide ser genro do emb. Seixas Corrêa – tomou-se de súbita fúria em plena segunda-feira de Carnaval, dia 4 de março, poucas horas depois que eu havia postado em meu blog Diplomatizzando uma palestra do embaixador Rubens Ricupero, complementada por um artigo do ex-chanceler e ex-presidente FHC, seguidos de uma violenta crítica que o chanceler improvisado fez aos dois num artigo de seu blog, o famoso Metapolítica 17: contra o globalismo, convidando a um debate sobre a política externa olavo-bolsonarista, e mandou-me demitir imediatamente da diretoria do IPRI.

Quem quiser ler essa minha postagem, pode consultar este link: 

blog Diplomatizzando (10/03/2019; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/03/ricupero-fhc-e-ernesto-araujo-em-debate.html).

O próprio Seixas Corrêa, frustrado em sua tentativa de demover EA de sua tão furibunda atitude, desistiu de vir a Brasília para essa palestra no dia 8 de março. 

Agora, marcada a terceira tentativa, o embaixador desiste novamente de viajar do Rio a Brasília, provavelmente devido às destrambelhadas declarações do presidente sobre as primárias argentinas, mas esta é apenas uma suposição de minha parte. Formulo a hipótese pelo fato de o emb. Seixas Corrêa ter sido embaixador em Buenos Aires, ter se esforçado duramente para melhorar essas relações estratégicas durante sua gestão, e pode ter ficado temeroso ao ser eventualmente indagado sobre como vê, atualmente, essas relações no quadro de declarações absolutamente inaceitáveis do presidente (e do próprio ministro da Economia), na absoluta indiferença do chanceler acidental.
Lamento a terceira desistência, mas vou ficar esperando para vê-lo numa próxima oportunidade, tanto porque gostaria de mostrar-me a ele em carne e osso, se ouso dizer, pois ele teve a seguinte frase sobre mim, pouco depois de minha exoneração do IPRI, conforme registrei em nova postagem deste meu blog: 

Seixas Corrêa: o Paulo Roberto não existe! - (helàs!)

blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2019/04/seixas-correa-o-paulo-roberto-nao.html).

Não se trata da primeira surpresa vinda do Itamaraty ou da Funag, que passa por mudanças normais, quando ocorre uma mudança de governo, e outras mudanças menos normais, no padrão de transparência que se espera de uma agência pública.

Já me deparei com algumas censuras, contra mim mesmo, mas a mais notória foi o veto a prefácio do embaixador Rubens Ricupero à biografia de Alexandre de Gusmão (encomendada pela Funag) feita pelo embaixador Synesio Sampaio Goes, tanto mais incompreensível que o texto se atinha ao século XVIII – Tratado de Madri, de 1750 – e só vinha ao século XX para ficar nos anos 194-50, quando o historiador português Jayme Cortesão resgatou a figura excepcional de Alexandre de Gusmão, o "avô" da diplomacia brasileira. A biografia vai ser publicada pela Editora Record no começo de 2020.
Vários outros "desaparecimentos", até aqui inexplicáveis, estão ocorrendo nos sites da Funag e do IPRI, depois de minha defenestração. Por exemplo, tentei acessar algumas vezes este outro vídeo de um outro Percursos Diplomáticos, que eu havia feito com outro ex-Secretário Geral do Itamaraty (sob a gestão Celso Amorim, no período lulopetista), mas não consegui: 



Todas as vezes que tentei, havia este aviso, talvez pelo fato de eu ter me pronunciado nos dez minutos iniciais sobre o significado do evento:

Este vídeo não está disponível.

Quem quiser saber o que eu disse na ocasião pode ler nesta postagem: 

3319. “Percursos Diplomáticos: uma reflexão necessária”, Brasília, 12-24 agosto 2018, 5 p. Introdução ao depoimento do embaixador Samuel Pinheiro Guimarães Neto, no quadro da série de depoimentos de diplomatas aposentados, que se acrescentam ao anteriores (http://www.funag.gov.br/ipri/index.php/percursos-diplomaticos). Revisto e lido em 24 de agosto de 2018, no auditório do Instituto Rio Branco. Divulgado no blog Diplomatizzando (24/08/2018; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2018/08/percursos-diplomaticos-samuel-pinheiro_24.html).

Existem vários outros episódios, que estou coletando para um dia revelar. No momento, fico com os meus dois livros já publicados depois de minha exoneração – Contra a Corrente: ensaios contrarianistas... e Miséria da diplomacia: a destruição da inteligência no Itamaraty –, já pensando no que vai entrar no próximo, que já tem até um título tentativo: Ideologia da diplomacia brasileira (aguardem).

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 16 de agosto de 2019