O que é este blog?

Este blog trata basicamente de ideias, se possível inteligentes, para pessoas inteligentes. Ele também se ocupa de ideias aplicadas à política, em especial à política econômica. Ele constitui uma tentativa de manter um pensamento crítico e independente sobre livros, sobre questões culturais em geral, focando numa discussão bem informada sobre temas de relações internacionais e de política externa do Brasil. Para meus livros e ensaios ver o website: www.pralmeida.org. Para a maior parte de meus textos, ver minha página na plataforma Academia.edu, link: https://itamaraty.academia.edu/PauloRobertodeAlmeida;

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quarta-feira, 28 de agosto de 2019

Diplomacia economica - revista do IPRI (Portugal)

Uma excelente revista portuguesa, um excelente dossiê sobre diplomacia econômica:

IPRI, n 61 (IPRI, Portugal)
http://www.ipri.pt/index.php/pt/publicacoes/revista-r-i/arquivo-de-revista-r-i/2896-relacoes-internacionais-61

A diplomacia económica e os desafios da globalização no passado (séculos XIX e XX)
Brexit: referendo de 2016António Goucha Soares
Recensões
Migrações internacionais e insegurança humana no Mediterrâneo: Os anos recentes da Europa, João EstevensSusana Ferreira, Human Security and Migration in Europe’s Southern Borders. Cham, Palgrave Macmillan, 2018, 211 páginas
A memória enquanto instrumento de combate ao terrorismo, Diogo NoivoGaizka Fernández Soldevilla e Florencio Domínguez Iribarren (Coord.), Pardines: cuando eta empezó a matar. Madrid, Tecnos, 2018, 381 páginas

A revista Relações Internacionais está indexada na CSA PAIS, IBSS, IPSA, LATINDEX, SciELO Citation Index da Thomson Reuters e EBSCO.

terça-feira, 5 de dezembro de 2017

Diplomacia economica brasileira contemporanea: aula no IRBr - Paulo Roberto de Almeida

Uma aula no Instituto Rio Branco, a convite do Prof. Ivan Tiago de Oliveira, em 6/12/2017, com base em capítulo final de meu livro:

Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império. 3ra. edição, revista; apresentação embaixador Alberto da Costa e Silva, membro da Academia Brasileira de Letras; Brasília: Funag, 2017, 2 volumes; Coleção História Diplomática; ISBN: 978-85-7631-675-6 (obra completa; 964 p.); Volume I, 516 p.; ISBN: 978-85-7631-668-8 (link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=907) e Volume II, 464 p.; ISBN: 978-85-7631-669-5 (link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=908). Relação de Originais n. 1351. Divulgado no blog Diplomatizzando (link: http://diplomatizzando.blogspot.com.br/2017/09/formacao-da-diplomacia-economica-no_9.html) e disseminado no Facebook (link: https://www.facebook.com/paulobooks/posts/1648798118516965).




Diplomacia econômica brasileira contemporânea: aula no IRBr
  
Paulo Roberto de Almeida
 [Objetivo: aula no IRBr, 6/12/2017, a convite do Prof. Ivan Tiago de Oliveira]

Introdução: um saudável retorno, depois de uma longa ausência
Estou de retorno ao Instituto Rio Branco depois de mais ou menos 20 anos, ou seja, um pouco menos do que a idade de alguns de vocês. Minhas últimas aparições ocorreram na segunda metade dos anos 1990, quando eu chefiava a Divisão de Política Financeira e Desenvolvimento, temas que estão no centro de minhas reflexões intelectuais e de minha produção bibliográfica desde longos anos. Minhas últimas aparições ocorreram no final dos anos 1990, quando eu chefiava a Divisão de Política Financeira e Desenvolvimento, temas que estão no centro de minhas reflexões intelectuais e de minha produção bibliográfica desde longos anos. No início de 2003, recebi um convite do então Diretor do IRBr para dirigir o mestrado em diplomacia que então se iniciava, simultaneamente, aliás, com o começo do governo lulopetista, que resolveu vetar minha nomeação, não apenas para esse cargo, mas para qualquer outro na Secretaria de Estado pelos treze anos seguintes. Tratou-se de uma longa travessia do deserto, durante todo o período do lulopetismo diplomático e sob o lulopetismo econômico, as duas coisas mais nefastas que já foram infligidas ao Brasil durante toda a sua história. Tal afirmação pode parecer exagerada, dada a aura de prestígio de que podem gozar tanto a diplomacia companheira, quando seus alegados programas de distribuição de renda e de inclusão social, mas pretendo sustentar, e provar, por escrito, cada um de meus argumentos.
Minha exposição está centrada na era contemporânea, e ainda vai ser escrita, dentro de alguns anos, depois que eu terminar de escrever, e publicar, o segundo volume de minha trilogia em torno da formação da diplomacia econômica no Brasil, cujo primeiro volume, dedicado ao período monárquico, foi publicado em 3ra. edição pela Funag e encontra-se disponível em sua Biblioteca Digital (aqui: Volume I, link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=907; e Volume II, link: http://funag.gov.br/loja/index.php?route=product/product&product_id=908).
O primeiro volume da trilogia vai do período colonial, quando ainda não existia o Brasil enquanto nação independente, e mais especificamente a partir de 1808, quando passamos a ter relações exteriores a partir do Brasil, até 1889, ou seja, o final do Império. Mas esse volume também tem, ao seu final, um longo capítulo republicano, trazendo nossas relações econômicas internacionais até o final do século XX, ou até um pouco além, pois nesta 3ra edição estendi a informação factual até cobrir nosso ingresso oficial no Clube de Paris, como país credor, em outubro de 2016, bem como nossa demanda de adesão plena à OCDE, em junho de 2017.
O segundo volume está me dando certo trabalho, quanto à informação estatística serial, dadas as enormes rupturas econômicas ocorridas desde o deslanchar da Grande Guerra, em 1914, no decorrer das crises do entre-guerras, sobretudo a partir de 1931, mais até do que em 1929, e depois até o final da Segunda Guerra Mundial, ou até praticamente 1948, quando são instituídas as organizações primaciais da ordem econômica mundial contemporânea, as duas irmãs de Bretton Woods e o Gatt, tornado órfão com o fracasso da OIC, a primeira organização dedicada ao comércio multilateral, criada em Havana, ao final da terceira grande conferência econômica do pós-guerra. O terceiro volume trará a história de Bretton Woods aos nossos dias, e é sobre ele que eu deveria falar antecipadamente a vocês, mas o faço apenas com base em notas sintéticas, sem um grande suporte factual ou documental.
 (...) 
A ordem econômica internacional do pós-guerra e a economia brasileira
            (...)
O multilateralismo econômico do pós-guerra e o Brasil
            (...)
18 páginas


sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Diplomacia economica do Brasil, em debate no IHGB-RJ, 11/10/2017


 
Lançamento do Livro

“Edmundo P. Barbosa da Silva
e a Construção da Diplomacia Econômica Brasileira”

Auditório do IHGB, Instituto Histórico Geográfico Brasileiro
Av. Augusto Severo, nº 8, 9º/13º andar – Glória, Rio de Janeiro - RJ
11 de outubro de 2017

Programa
15:00-15:20
Abertura

§  Professor Arno Wehling, Presidente do IHGB
§  Embaixador Sérgio Eduardo Moreira Lima, Presidente da FUNAG
15:20-15:40
Palestra

§  Rogério de Souza Farias, autor do livro
15:40-15:50

15:50-17:10
Intervalo

Debate

§  Embaixador Marcílio Marques Moreira, prefaciador da obra
§  Embaixador Luiz Felipe Seixas Corrêa
§  Ministro Paulo Roberto de Almeida, Diretor do IPRI
§  Rogério de Souza Farias
§  Perguntas da plateia

sexta-feira, 7 de julho de 2017

Historia economica brasileira: biografia de Edmundo P. Barbosa da Silva - Rogerio S. Farias

Recomendo vivamente. Podem downloadar neste link: 
 http://funag.gov.br/index.php/pt-br/component/content/article?id=1986


Rogério de Souza Farias:
       Edmundo P. Barbosa da Silva e a construção da diplomacia econômica brasileira
       (Brasília: Funag, 2017, 589 p.; ISBN: 978-85-7631-682-4)

Assim como as memórias de Roberto Campos, Lanterna na Popa, constituem, bem mais que mera autobiografia, uma verdadeira história econômica do Brasil, esta densa biografia de um dos grandes construtores da diplomacia econômica no Itamaraty representa, igualmente, uma verdadeira reconstrução historiográfica de toda a história econômica do Brasil na segunda metade do século XX, sendo, como a obra de Campos, de leitura obrigatória por todos aqueles que pretendem abordar, doravante, as relações econômicas internacionais do Brasil, e as políticas econômicas, em especial a comercial e a industrial no período. Enriquecida por um belo e substantivo prefácio do colega de Edmundo, embaixador Marcílio Marques Moreira, a biografia se estende do século XIX ao XXI, e representa um monumento à inteligência econômica, como feita no Itamaraty.
Paulo Roberto de Almeida 


A Fundação Alexandre de Gusmão (FUNAG) publica a obra “Edmundo P. Barbosa da Silva e a construção da diplomacia econômica brasileira”, do doutor em Relações Internacionais pela Universidade de Brasília, Rogério de Souza Farias. Diplomata de carreira, Edmundo Penna Barbosa da Silva (1917-2012) exerceu papel crucial nas negociações em favor do comércio externo brasileiro, sendo personalidade central do desenvolvimentismo da década de 1950. Foi articulador da diplomacia econômica na busca de capital estrangeiro, na elevação das tarifas aduaneiras, no aumento de laços com os vizinhos, bem como na reabertura das relações comerciais com a União Soviética. A obra tem o prefácio assinado pelo embaixador Marcilio Marques Moreira.
O livro está disponível para download gratuito na biblioteca digital da FUNAG.


quarta-feira, 25 de março de 2015

A Ordem Internacional e o Progresso da Nacao: estado da arte (ordem? progresso?, onde eu li isso?) - Paulo Roberto de Almeida

O estado atual da minha produção, uma ordem ainda caótica, e um progresso discutível, mas acho que já escrevi metade desse livro, que ainda vai passar por mudanças substanciais...
Não coloco aqui por exibição, mas para que me cobrem o término...
Fazem dez anos que prometi escrever. Agora é ou vai ou racha, boom or bust...
Paulo Roberto de Almeida



 [Esquema tentativo, provisório, em 25/03/2015]

Prefácio
[Introdução: as grandes etapas das relações econômicas internacionais do Brasil, 1889-1944]

1. As relações econômicas internacionais do Brasil no seu contexto
     1.1. Na floresta de Clio, com lanterna na mão
     1.2. Em busca dos fatos, antes de qualquer teoria
     1.3. A cronologia, essa “sub-musa” pouco lembrada
1.4. Meio século de devastações sem precedentes

2. Navegando nas relações econômicas internacionais do Brasil
     2.1. Uma consulta econômica em Washington, em maio de 1933
     2.2. Um relatório-síntese da diplomacia econômica brasileira
     2.3. As concepções econômicas do presidente Roosevelt
     2.4. Industriais e banqueiros: da política para a economia

Primeira Parte
Fundamentos econômicos da ordem contemporânea
3. As ideias e as coisas: conceitos e realidades da ordem global
     3.1. O poder da força e a força do progresso: duas ideias dominantes
3.2. O que domina o mundo: as ideias ou as forças?
3.3. A força das ideias: conceitos da história global
     3.4. A força das coisas: desenvolvimento desigual entre regiões e países
     3.5. As ideias econômicas do período: personalidades e doutrinas influentes
3.6. Da microeconomia liberal para a macroeconomia intervencionista

4. Cinquenta anos que mudaram o mundo
     4.1. Etapas de um meio século tortuoso
     4.2. Quais eram as grandes potências em 1914?
     4.3. Alterações no desempenho dos países

5. A ordem econômica global: meio século de “progressos”?
     5.1. Grandes tendências da economia mundial, de 1890 a 1944
     5.2. Transformações da economia mundial na primeira metade do século 20
     5.3. Comércio: do liberalismo ao protecionismo, antes do multilateralismo
     5.4. Finanças: do padrão ouro à flutuação generalizada de moedas
     5.5. A estrutura institucional da economia mundial

6. Brasil: um país essencialmente agrário e importador de capitais
     6.1. A economia Brasil no início do regime republicano
     6.2. O que era a economia brasileira, na transição para o século 20?
     6.3. O Estado, sempre presente na frente econômica
     6.4. Empréstimos e mais empréstimos
     6.5. Uma fiscalidade trôpega
     6.6. Quais eram os grandes intercâmbios externos?
     6.7. Volatilidade cambial
     6.8. Protecionismo comercial: por instinto e por necessidade
     6.9. Uma velha geografia do comércio internacional
6.10. Quão dependente era o Brasil do financiamento internacional?
6.11. A elite republicana, entre o câmbio e o café

Segunda Parte
A ordem internacional na era dos conflitos globais
7. O equilíbrio europeu de poderes e os imperialismos
     7.1. A preeminência europeia sobre os assuntos do mundo
     7.2. O imperialismo visto pelo lado econômico
     7.3. A missão civilizadora do homem branco
    
8. A grande divergência: aprofundam-se as divisões econômicas
     8.1. A concentração industrial na origem da grande divergência
     8.2. A lógica da economia malthusiana e a disparidade de rendas no mundo
8.3. A difusão diferenciada de tecnologias inovadoras ao redor do mundo
8.4. A América Latina começa a ficar para trás
     8.5. Rico como um argentino? Apenas por algum tempo...
     8.6. As divergências se aprofundam, inclusive para o Brasil
     8.7. Divergências também entre os próprios latino-americanos
8.8. Por que o mundo todo não é desenvolvido?

9. Sobressaltos da globalização, da belle époque ao entre-guerras
     9.1. Belle époque, ma non troppo
     9.2. Da abertura ao fechamento, e aos retrocessos
     9.3. A desglobalização

10. Economia mundial: do livre comércio ao protecionismo
     10.1. O eterno debate entre livre comércio e protecionismo
     10.2. Todas as nações são mais favorecidas, antes do retrocesso
     10.3. Justificativas oportunistas para o retorno ao protecionismo
     10.4. Antes da guerra real, a ‘guerra das tarifas’
     10.5. Do escudo tarifário à muralha dos contingenciamentos
     10.6. O impossível cálculo econômico na comunidade capitalista
     10.7. O pensamento econômico da diplomacia brasileira

11. Finanças internacionais: do padrão ouro às desvalorizações agressivas
     11.1. Construção e desconstrução do sistema financeiro internacional
     11.2. Formação progressiva e percalços do padrão ouro
     11.3. Descoordenação monetária e cambial: as dívidas da guerra
     11.4. Novos tremores, e a descida para a anarquia monetária

12. Os dois grandes conflitos globais: impactos econômicos
     12.1. Custos econômicos das guerras
     12.2. Os crescentes gastos nacionais com defesa
     12.3. Custos dos dois conflitos globais do século 20
     12.4. Consequências econômicas das guerras
     12.5. Impacto sobre as políticas econômicas

13. Fundamentos de uma nova ordem econômica: Bretton Woods
     13.1. O aprofundamento da desorganização econômica mundial
     13.2. Bretton Woods começou no Brasil, em 1942

Terceira Parte
O Progresso da Nação, da economia agrária à industrialização
(em elaboração)
14. As consequências econômicas das constituições
     14.1. A interpretação econômica das constituições
     14.2. A estrutura constitucional do império liberal escravista
     14.3. A República aprofunda a intervenção do Estado na economia
     14.4. A União e os estados na repartição do bolo tributário
     14.5. O estatismo e o nacionalismo nascentes na Constituição de 1891
     14.6. O nacionalismo econômico é constitucionalizado a partir de 1930
     14.7. Intervencionismo econômico constitucionalmente assegurado em 1937

15. Evolução da política comercial brasileira no contexto internacional
     15.1. Uma política comercial persistentemente defensiva
     15.2. A herança do Império e as inovações da República
     15.3. Taxonomia tarifária e evolucionismo extrativo no plano fiscal
     15.4. Competição duvidosa na escalada tarifária
     15.5. Ajuste fiscal pela via das receitas alfandegárias
     15.6. Compensações e retaliações, em perfeita reciprocidade
     15.7. As barreiras se ampliam, mesmo com a retomada dos negócios
     15.8. Descida para o abismo protecionista: a guerra por outros meios

16. O comércio exterior brasileiro na era republicana: estrutura e características
16.1. Importância do comércio exterior no desenvolvimento econômico
16.2. O Brasil e o comércio internacional, da belle époque à Segunda Guerra
16.3. Desenvolvimento do comércio exterior brasileiro no Império
16.4. Os fluxos do comércio exterior na República
16.5. A Grande Guerra altera o panorama da economia mundial
16.6. Mudança de parceiros no comércio exterior brasileiro

17. Os acordos comerciais: da reciprocidade à cláusula de nação mais favorecida

18. Do Império à República, à sombra dos Rothschild
     17.1. Um acordo de mútua conveniência, para os Rothschild e para o Brasil
     17.2. Um stand-by avant la lettre: a carta de Rothschild a Campos Salles
     17.3. Na origem dos problemas, um buraco fiscal sempre crescente
     17.4. A República continua a agravar o círculo vicioso
     17.5. Financiadores de primeira instância: em libras e em francos, antes do dólar

19. Finanças: dos empréstimos às moratórias

20. Investimentos: das ferrovias inglesas às indústrias americanas

21. Mão-de-obra: da imigração subvencionada às restrições raciais

22. Regionalismo e multilateralismo: a construção da governança mundial

23. A primeira conferência americana em 1889-1890: um fracasso inesperado

24. A diplomacia do café: socializando os custos, e os prejuizos

25. A conferência econômica de Londres em 1933: um fracasso retumbante

26. Institucional: a ferramenta diplomática e os mecanismos de seleção

27. As relações econômicas internacionais do Brasil, de 1889 a 1944

Apêndices:
28. A historiografia brasileira das relações econômicas internacionais
29. Tabelas estatísticas e quadros analíticos consolidados
30. Fontes e Bibliografia