sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além - Paulo Roberto de Almeida (revista Será?)

 Paulo Roberto de Almeida, em “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, analisa os dilemas estratégicos do país num sistema internacional em ruptura e sob pressões internas que corroem a governança democrática.


O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além


Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Uma agenda interna e externa bastante movimentada em 2026.
Publicado na revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/). Relação de Publicados n. 1615.

        O Brasil inicia 2026 com vários desafios, internos e externos. Em ambas as frentes, pendências políticas e diplomáticas já postas na agenda do Executivo vão exigir habilidades superiores às disponíveis para encaminhá-las exitosamente, no Congresso e na diplomacia.
        No plano interno, tendo sido aprovado, no último dia útil da sessão legislativa de 2025, o orçamento de 2026, os estudantes de todo o Brasil, do fundamental à pós-graduação, descobrem que os indigníssimos parlamentares tungaram (esse é o termo) meio bilhão de reais da dotação educacional federal, com vistas a inflar o bolão das indecorosas emendas parlamentares, que ascendem a mais de 61 bilhões de reais: sim, ele aumentou, e muito, em relação à extorsão feita no ano passado, que se junta aos fundos Partidário e Eleitoral, tudo concorrendo para ajudá-los numa reeleição que deveria ser vetada pelos eleitores. O Fundo de Assistência foi severamente podado, o que deve prejudicar o desempenho educacional e profissional de milhões de jovens em todo o Brasil; mas também serão prejudicados projetos de pesquisa e o apoio a programas de ciência e tecnologia em nível de pós-graduação. Começamos o ano, portanto, com o que se poderia chamar de “crime político”. Salvo alguma correção ao longo do ano, tal corte tornará a vida dos estudantes brasileiros mais precária e o futuro do desenvolvimento do país ainda mais incerto.
        O desafio externo também será relevante: a diplomacia brasileira ocupará, pela 12ª vez, a presidência do Conselho de Segurança das Nações Unidas, o órgão que pode oferecer sugestões, mediante consultas, para compor a agenda de trabalho dos membros do CSNU – cinco permanentes, mais dez rotativos –, cuja incumbência principal é a de preservar a paz e a segurança no mundo, eventualmente mediante missões internacionais que podem envolver o uso da força armada. Aliás, dia 1º de janeiro foi o Dia Mundial da Paz e, também, o Dia da Confraternização Universal, comemorado no Brasil como feriado nacional desde 1935.
        Conflitos armados não faltam no mundo, começando pela guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia e pela guerra de destruição de Israel contra a Faixa de Gaza, a pretexto de combater o grupo terrorista armado Hamas. Curioso registrar, se o termo não é irônico, que o Brasil possui posturas diametralmente opostas em face desses dois “conflitos”: uma áspera condenação das ações do governo Netanyahu contra a população palestina, e um retumbante silêncio, de fato uma indiferença chocante, em relação ao morticínio diário conduzido pelo amigo Putin contra a população civil ucraniana e contra o próprio país. Não parece provável que o Brasil retome, junto com o outro aliado no Brics, a China, o “plano de paz” elaborado sobre a guerra da Ucrânia, já que Trump conduz um denodado esforço para a cessão dos territórios ucranianos usurpados ilegalmente pela Rússia, medida que confronta as bases doutrinais da diplomacia brasileira, mas que parece esquecida pelo governo lulopetista.
        Ainda em sua presidência, a delegação brasileira na ONU poderá conduzir, em 27 de janeiro, sessão a propósito do Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto, data que marca a libertação de Auschwitz (Polônia), em 1945, que foi o principal e o mais terrível campo de extermínio de judeus do regime nazista. Quando o Brasil deixar a presidência do Conselho, em fevereiro, a guerra de agressão do amigo Putin provavelmente continuará por muitos meses mais, até que a Rússia seja, em algum momento, estrangulada economicamente pelas “sanções” ucranianas: a desativação da “frota fantasma” de petroleiros transportando um petróleo cada vez mais escasso, resultante da desativação de poços e de refinarias russas, por drones disparados a centenas de quilômetros, desde a Ucrânia.
        De volta ao país, fevereiro é o início do funcionamento das principais instituições governamentais, entre elas as que estão em agudo conflito, ou seja, os três poderes entre si. Os desentendimentos serão potencializados, obviamente, pelo calendário eleitoral, o que tende a acirrar a guerrilha no Parlamento e nas mídias sociais. O bolsonarismo, mesmo com o seu líder “engaiolado”, deixou de ser um fenômeno temporário e parece ter adquirido certa consistência política, ao conseguir ainda pautar a agenda congressual de vários partidos. Isso reduz a possibilidade de surgimento de alguma candidatura de centro-direita, independente da atual polarização. A economia demonstra certa resiliência, mas a perspectiva de manutenção de juros altos – pelo agravamento das contas públicas, a despeito do aumento da carga fiscal – deve manter o lento crescimento e o relativo insulamento do comércio internacional, numa conjuntura em que o Mercosul possui escassas possibilidades de aprofundamento externo.
        O calendário eleitoral, como ocorre a cada dois anos, principalmente a cada quatro, afrouxará, parcialmente, o ativismo congressual; em contrapartida, haverá forte ativismo político, com traições, alianças fugazes e muita hipocrisia por parte dos candidatos e seus apoiadores (turbinados pelos milhões que inundam os múltiplos canais de financiamentos públicos criados pelos próprios políticos). Numa das mais baixas fases de qualidade, já bastante precária, da democracia brasileira – se algum dia ela apresentou alguma qualidade superior –, é tempo da sociedade se perguntar se não está na hora de revisar aspectos fundamentais da extrema permissividade sob a qual operam os “cartórios” partidários alimentados pelos dois fundos imorais: o Partidário e o Eleitoral. Ambos são ilegítimos, uma vez que partidos são entidades de direito privado, e não poderiam ser financiados com recursos públicos. Não obstante, os recursos são afrontosamente ampliados a cada escrutínio, enchendo as burras dos partidos registrados e de todos os oportunistas que buscam integrar a casta dos eleitos, desde vereadores das mais modestas prefeituras (cujos orçamentos próprios sequer as mantêm funcionando, mas que exibem vistosas câmaras), até a pletora de “aspones” dos representantes federais, ademais de todos os gastos associados aos seus mandatos.
        Da mesma forma, caberia discutir seriamente a reversão do caráter compulsório das emendas parlamentares, iniciado sob o probo mandato de Eduardo Cunha e aprofundado exacerbadamente desde então – em seus diversos formatos –, não só pela captura de nacos cada vez maiores do orçamento público, mas sobretudo pela fragmentação perversa dos recursos. Os parlamentares se converteram em “vereadores federais”, o que obsta qualquer sentido de planejamento racional de obras prioritárias na infraestrutura, educação e saúde. Esses três fatores, os dois fundos ilegítimos e o estupro orçamentário das emendas, estão no centro das mais nocivas deformações do sistema político, e da corrupção que entranha o mecanismo das barganhas indecentes que se estabelecem entre os operadores dessa poderosa máquina, ao unir elites econômicas às políticas, todas conjugadas nessa esbórnia.
        São esses alguns dos mecanismos da longa tradição oligárquica que fundamenta o funcionamento e a direção da nação, desde que aqui aportou D. Tomé de Souza, o primeiro governador geral dos tempos do pau-brasil. Somos hoje um país independente, que avançou muito nos últimos dois séculos, mas que ainda não conseguiu arrancar de uma miséria ancestral amplos estratos da população, os escravos africanos e seus descendentes, como é óbvio, mas também os relegados dos rincões mais pobres do território. Idealmente, uma sociedade equilibrada teria investido na educação de todos os seus membros, uma tarefa ainda hoje inconclusa, incompleta ou deficiente, para fins gerais de produtividade e emprego. São ainda tênues os efeitos dessas deformações sobre a sociedade civil, de maneira a abrir o caminho para a regeneração do sistema político, e para o correto funcionamento dos esteios básicos de uma sociedade sadia, que são educação e saúde, de qualidade, a higidez das instituições de Estado e a transparência requerida dos dirigentes. Promiscuidade e conivência entre estes e seus “financiadores” explicam a continuidade das deformações e a deterioração progressiva da governança, até uma crise e ruptura política, com substituição dos dirigentes.
        A nação atravessou recentemente mais uma dessas rupturas, mas ainda não corrigiu as fontes primárias das deformações, ao mesmo tempo em que a própria ordem mundial passa por processo preocupante de ruptura nos arranjos feitos menos de um século atrás, que nos garantiram algumas décadas de paz improvisada, ainda que à sombra das grandes potências. Em 2026, duas delas, a nação supostamente hegemônica, mas já declinante, e a nuclearmente armada até os dentes, que já foram adversárias na primeira Guerra Fria, parecem unidas no propósito comum de liquidar com o multilateralismo político e com o sistema multilateral de comércio, numa segunda Guerra Fria, que tem como protagonistas principais o suposto Hegemon, de um lado, e a China, do outro. Mas, o gigante asiático, do seu lado, possui uma estatura econômica extraordinariamente superior à dinâmica produtiva e competitiva que jamais possuiu a finada União Soviética, sendo capaz, portanto, de confrontar com êxito as ameaças e provocações comerciais e as restrições tecnológicas americanas dirigidas contra si. Já o provou cortando o fornecimento de terras raras, minerais críticos, quando Trump tentou fazer chantagem tarifária, mas teve de recuar a pedido de seus próprios empresários.
        Pois é justamente a partir do sistema internacional que decorrem as maiores ameaças ao Brasil, não exatamente como exportador de commodities, ou recebedor de investimentos estrangeiros, sequer como pressão para a deterioração do risco-país pelas agências de rating internacional, e sim como país envolvido involuntariamente no jogo geopolítico das grandes potências, mesmo indiretamente. O fato é que, a partir do primeiro BRIC, em 2006-2009, e sobretudo do BRICS a cinco, de 2011 a 2023, a política externa lulopetista, desde Lula 1, e mais enfaticamente sob Lula 3, conectou-se em excesso às superpotências antes opostas ao Ocidente, um vínculo que nunca tinha sido incorporado pela diplomacia profissional, cuja preocupação sempre esteve justamente voltada para preservar a autonomia decisória externa do país, visando jamais envolver-se nas fricções entre grandes potências adversárias.
        Os que seguem as tomadas de posição do Brasil em face do maior conflito geopolítico desde 1945 sabem que o governo Lula jamais teve qualquer palavra de censura aos crimes perpetrados por Putin e pelas forças russas invasoras da Ucrânia, que valeram ao líder russo um mandado de busca e apreensão do TPI, por crimes contra a humanidade: o sequestro de crianças ucranianas e seu envio para a Rússia. O Brasil se absteve em resolução do Conselho de Direitos Humanos da ONU justamente sobre esse crime imprescritível segundo o Direito Internacional desde Nuremberg. Da igual forma, as declarações ministeriais e presidenciais do BRICS evitam, vergonhosamente, dentre as dezenas e dezenas de temas abordados em cada uma delas, qualquer menção à guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia. Esse tipo de omissão deliberada, inteiramente devida aos pedidos de Putin a Lula, corre o risco de afetar seriamente a credibilidade internacional da diplomacia brasileira.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5155, 25 dezembro 2025, 4 p.


Revista Será?, ano xiv, n. 690, 2/01/2026:
link:

Russia’s war on Ukraine. 02.01.26 Operational situation - CDS

 Relatório completo sobre a guerra na Ucrânia – o nome correto é guerra de agressão da Rússia contra a Ucrânia – feito pelo CDS, da Ucrânia, confiável e não governamental.

Russia’s war on Ukraine. 02.01.26
Operational situation
CDS
JAN 2
Centre for Defence Strategies (CDS) is a Ukrainian security think tank.

On the Northern Slobozhansky Direction, Russian forces attacked near Kostyantynivka, Kindrativka, Andriivka, Yunakivka, and Yablunivka.
On the Southern Slobozhansky direction, Russian forces attacked near Vovchansk, Starytsia, Lyman, Dekhtyarnе, Ambarne, Dovhenke, Dvorichanske, toward Izbytske and Obukhivka.
On the Kupyansk direction, the enemy “Zapad (West)” Operational Grouping is making efforts to restore its position in Kupyansk. Additional units of the 47th Tank Division of the 1st Tank Army are redeploying to the extreme right flank of the operational zone of the Operational Grouping (near Kupyansk) to reinforce the 27th Separate Motorized Rifle Brigade of the army, which is already advancing toward Kupyansk. The 121st and 122nd Motorized Rifle Regiments of the 68th Motorized Rifle Division of the 6th Combined Arms Army are unable to unblock the remnants of their assault groups encircled in Kupyansk due to significant losses in forward assault units.
On the Lyman direction, Russian forces attacked near Drobysheve, Novoselivka, Korovyi Yar, Oleksandrivka, Zarichne, and Yampil, toward Sosnove and Stavky.
On the Sloviansk Direction, Russian forces attacked near Dronivka, Platonivka, and Serebrianka, toward Riznykivka.
On the Kostyantynivka direction, the enemy “Bakhmut” Tactical Grouping (forces of the 3rd Army Corps, the 77th Motorized Rifle Regiment of the 7th Military Base of the 49th Combined Arms Army) attempts to secure positions on the southeastern outskirts of Kostyantynivka. The 72nd Separate Motorized Rifle Brigade of the 3rd Army Corps is breaking through toward Kostyantynivka from the direction of Bila Hora, while the 6th Motorized Rifle Division of the corps is advancing from the direction of Predtechyne along the Kostyantynivka–Bakhmut road with the objective of reaching the eastern outskirts of Kostyantynivka along a broad front.
On the Pokrovsk direction, Russian forces attacked near Nove Shakhove, near and within Pokrovsk, near Hryshyne, Rodynske, Sukhetske, Chervonyi Lyman, near and within Myrnohrad and Rivne, near Kotlyne and Molodetske.
On the Oleksandrivka direction, Russian forces attacked near Novopavlivka, Filiya, Yalta, Andriivka-Klevtsove, Oleksandrohrad, Sichneve, and Vyshneve.
On the Huliaypole direction, Russian forces attacked toward Ternuvate, Zalizne, Staroukrainka, near Huliaypole, Danylivka, Dobropillya, Solodke, Rybne, Pryvillya, Zlahoda, and Dorozhanka.
On the Orikhiv direction, the situation for Ukrainian Defense Forces is deteriorating. The enemy bypassed Stepnohirsk from the west along the road toward Hryhorivka and to the east of it along the road toward Lukyanivske. Ukrainian Defense Forces will be forced in the near term to fully withdraw from the Stepnohirsk area. Despite significant losses in assault units, the 19th Motorized Rifle Division of the 58th Combined Arms Army and the 108th and 247th Air Assault Regiments of the 7th Air Assault Division continue assault actions toward Prymorske–Richne and on both flanks of Stepnohirsk. In the Prymorske area, the enemy reached the defensive line of the 128th Separate Mountain Assault Brigade of the 17th Army Corps of Ukrainian Defense Forces along the Konka River, but most likely intends to significantly expand it from the delta of this river to Komyshuvakha within the offensive zone of the 58th Combined Arms Army.
General conclusion:
On the Kostyantynivka direction, the enemy has only managed to break through with individual assault groups into the southeastern part of Kostyantynivka, in the area between Ostrovskyi Street and the City-Drive-2019 service station. At the same time, the enemy is forced to continue fighting to secure positions in Predtechyne and Oleksandro-Shultyne.
In the near term, the command of the enemy “Bakhmut” Tactical Grouping intends, following the Pokrovsk model, to commit a significant number of infantry groups for their subsequent infiltration into areas of dense urban development in Kostyantynivka with massed UAV support. Prior to the start of large-scale infiltration, the enemy will attempt to significantly complicate the logistics support of Ukrainian units defending within the city itself. The enemy command intends to organize effective air cover (reconnaissance, fire engagement, logistics support) in the tactical zone of action of its small infantry groups during their operations within the city by building up forces and means whose personnel have significant experience in the employment of UAVs.
The command of the Defense Forces of Southern Ukraine is countering the flanking envelopment of the entire Orikhiv defensive area of the 17th Army Corps of Ukrainian Defense Forces from the west, from the Stepnohirsk direction, on the right flank of the enemy “Dnepr” Operational Grouping, and from the east, from the Huliaypole direction, in the operational zone of the “Vostok (East)” Operational Grouping. The enemy command slowly but consistently implements this concept.
Supporting operation:
The Unmanned Systems Forces struck the Novokuibyshevsk Oil Refinery of PJSC NK Rosneft in Samara Oblast and the Almetyevskaya oil preparation facility in the Russian Republic of Tatarstan.
Change in the line of contact (LoC), directions of attacks and counterattacks:
There were 98 combat engagements on various fronts.
On the Southern Slobozhansky and Kursk directions, the enemy attacked the positions of Ukrainian Defense Forces three times in the areas of Vovchansk and Starytsia.
On the Lyman direction, the enemy attacked 15 times, attempting to wedge into the Ukrainian defense in the areas of Novovodyane, Myrne, Kolodyazi, Zarichne, Novoyehorivka, Novoselivka, and Yampil.
On the Sloviansk direction, Ukrainian Defense Forces repelled 2 Russian offensive actions in the areas of Siversk and Sakko i Vantsetti.
On the Kostyantynivka direction, the enemy carried out 15 attacks in the areas of Oleksandro-Shultyne, Pleshchiivka, Rusyn Yar, Yablunivka, Shcherbynivka, and toward Torske.
On the Pokrovsk direction, 23 assault actions by the aggressor were stopped in the areas of Nove Shakhove, Rodynske, Chervonyi Lyman, Pokrovsk, Kotlyne, Udachne, Molodetske, and toward Novopavlivka.
On the Oleksandrivka direction, the enemy carried out 12 attacks in the areas of Zelenyi Hai, Oleksandrohrad, Vorone, Verbove, Vyshneve, and Rybne.
On the Huliaypole Direction, 14 enemy attempts to advance were stopped in the areas of Solodke, Huliaypole, and toward Zelenе.
On the Orikhiv direction, the invader attacked twice toward Prymorske.
On the Prydniprovske direction, Ukrainian units repelled 2 Russian attacks toward the Antonivskyi Bridge.
Changes in the enemy disposition:
Prior to the New Year, the arrival of at least two groups of UAV operators from the 16th Separate SOF Brigade (6–7 servicemen each) was recorded in the area southeast and east of Kostyantynivka, into the offensive zone of the 3rd Army Corps.
Possible operation situation developments:
On the Southern Slobozhanske Direction, the enemy will attempt to capture Vovchansk, attempt to break through in the area of Tsehelne toward the Vovchansk–Staryi Saltiv road and the highway to Rubizhne with the forces of a tactical grouping (elements of the 6th Combined Arms Army, the 11th and the 44th Army Corps). These actions will slow the enemy’s advance along the eastern bank of the Siverskyi Donets to Bilyi Kolodyaz, Verkhnya Pysarivka and Buhayivka.
On the Kupyansk Direction, the enemy will hold its bridgehead in the Dvorichna and simultaneously will develop an offensive by the 47th Tank Division of the 1st Tank Army east of the city. The troops of the 6th Combined Arms Army will envelop the defense area of the 16th Army Corps of Ukrainian Defense Forces near Kolodyazne, will attack in the Milove – Ambarne and Krasne Pershe – Novovasylivka Directions, and will break through in the Dvorichna – Ridkodub Direction.
The defeat of the enemy “Zapad (West)” Operational Grouping in Kupyansk complicates and delays the seizure of the Sloviansk–Kramatorsk agglomeration. The successes of Ukrainian Defense Forces on the Kupyansk Direction will not allow Russian forces to exploit the advance of the troops of the 25th Combined Arms Army near Lyman and the 3rd Combined Arms Army near Siversk, thereby slowing the movement toward Sloviansk. Enemy forces will need to force the Siverskyi Donets River in the Lyman Direction to reach Sloviansk and secure their flanks against a possible counterstrike by Ukrainian Defense Forces from the Izium area. Russian forces are unable to develop an offensive toward Sloviansk from the Siversk Direction, as they do not have a sufficient number of troops there to conduct a frontal assault on the city.
On the Lyman Direction, the enemy’s 20th Combined Arms Army will attempt to seize the Yarova – Novoselivka – Drobysheve – Pryshyb area and block the Lyman – Izium logistics route along the northern bank of the Siverskyi Donets River. The 25th Combined Arms Army will continue its offensive east and southeast of Lyman in order to reach the Dibrova – Ozerne line and create a favorable initial position for an assault on Lyman from the south and southeast and will attempt to seize Zakitne and consolidate on the dominant heights. In addition, through actions on this Direction, the enemy seeks to support the 3rd Combined Arms Army, which is advancing toward Sloviansk along the southern bank of the Siverskyi Donets River. The troops of the 20th and 25th Combined Arms Armies will advance north and east of Lyman with the aim of isolating the defense area of the 3rd Army Corps of the Ukrainian Defense Forces around the city from the north and northwest, in order to reach the Siverskyi Donets River south of the city on the Raihorodok – Zakitne section.
By maintaining control of a bridgehead on the Siverskyi Donets river, 3rd Army Corps of the Ukrainian Defense Forces will make it much more challenging for the enemy to launch an offensive towards Sloviansk from this direction.
On the Sloviansk Direction, the 3rd Combined Arms Army will attempt to break through from the Dronivka – Siversk line to the Zakitne – Riznykivka – Kalenyky – Kryva Luka area, facilitating the offensive on Lyman by the troops of the 25th Combined Arms Army. The advance of the 3rd Combined Arms Army along the southern bank of the Siverskyi Donets River in a westward direction will allow the command of the enemy “Zapad (West)” Operational Grouping not only to concentrate the main forces of the 20th and 25th Combined Arms Armies for the assault on Lyman without diverting them to block Defense Forces positions along the river, but also to ensure maneuver by troops within the zones of the 3rd, 20th, and 25th Combined Arms Armies across the Siverskyi Donets River outside the fire influence of Ukrainian Defense Forces.
Ukrainian Defense Forces will seek opportunities to slow the enemy advance along the southern bank of the Siverskyi Donets River toward Raihorodok and Sloviansk.
On the Kostyantynivka Direction, the enemy command will attempt to conduct a deep envelopment of Kostyantynivka from the north, east, and southeast and to break through from the southwest to the near approaches to Druzhkivka, that is, to enter the deep rear of the 19th Army Corps of Ukrainian Defense Forces defending in Kostyantynivka and to its south and southwest. Enemy troops will advance in the general direction of Volodymyrivka – Rayske to reach the near approaches to Druzhkivka and will attempt to break through from the east and northeast to the Bilokuzmynivka – Virolyubivka – Izhevka – Kurtivka area. Simultaneously, the enemy will conduct a frontal offensive within the defense zone of the 12th Azov Special Purpose Brigade of the National Guard of Ukraine. The troops of the enemy’s 3rd Army Corps will advance to the Novodmytrivka – Chervone line, collapsing the defense of the 24th Separate Mechanized Brigade of the 11th Army Corps of Ukrainian Defense Forces in Chasiv Yar by an offensive from the south. The aggressor will attack along both banks of the Kazennyi Torets River in the Sofiivka area, attempt to seize the village, and advance toward Novopavlivka and Torske. In the offensive zone of the 8th Combined Arms Army, the enemy will advance in the general direction of Volodymyrivka – Sofiivka.
The Pokrovsk–Myrnohrad defense area of the 7th Rapid Reaction Corps of the Air Assault Forces of Ukrainian Defense Forces will be seized by the enemy by the end of January 2026. By capturing Pokrovsk and Myrnohrad, the enemy gains the chance to launch an offensive toward Dobropillya and potentially break through rapidly, with the 2nd Combined Arms Army advancing from Pokrovsk and the 51st Combined Arms Army moving from the bridgehead on the Kazennyi Torets River. The command of the enemy “Tsentr (Center)” Operational Grouping will not be able to bypass/encircle the defense area of the Armed Forces of Ukraine from the flanks, as the Defense Forces firmly hold the Vilne – Novyi Donbas line, leaving only a frontal offensive on Dobropillya, which will entail enormous losses.
On the Oleksandrivka and Huliaypole Directions, the enemy’s “Vostok (East)” Operational Grouping will attempt to envelop the Huliaypole defensive area of Ukrainian Defense Forces from the north, block its main lines of communication, reach the Huliaypole–Pokrovske road on the Dobropillya–Varvarivka section, reach the Khaychur River, force it in the Danylivka–Dobropillya area, and encircle Huliaypole from the northwest. Forces of the 36th Combined Arms Army and elements of the right flank of the 5th Combined Arms Army will attempt to break through toward Pokrovske from the southeast.
On the Orikhiv Direction, the enemy will try to break through toward Novomykolayivka to bypass the Orikhiv defensive area of Ukrainian Defense Forces from the north. The enemy “Vostok (East)” Operational Grouping will attempt to collapse the defense of the Armed Forces of Ukraine southeast of Zaporizhzhia and break through to its near approaches, advancing along the Donetsk–Zaporizhzhia highway. Simultaneously, acting from the south, the enemy’s “Dnepr” Operational Grouping will attempt to break through from the Plavni–Kamianske line along the left bank of the Dnipro River toward Stepnohirsk, and from the Stepove–Mali Shcherbaky line in the northern direction with the aim of reaching the near approaches to the city of Zaporizhzhia.
On the Prydniprovske direction, the command of the enemy’s “Dnepr” Operational Grouping will continue trying to take control of most of the island zone in the Dnipro delta in the direction of Kherson, will try to create a tactical bridgehead on the right bank, and to eliminate the tactical bridgeheads of the 30th Marine Corps of Ukrainian Defense Forces in the area of the automobile and railway bridges near Antonivka.
Russian operational losses from 24.02.22 to 02.01.26
Personnel - almost 1,209 880 (+910);
Tanks – 11,494 (+6);
Armored combat vehicles ‒ 23,851 (+2);
Artillery systems – 35,720 (+42);
Multiple rocket launchers (MLRS) – 1,589 (+2);
Anti-aircraft warfare systems – 1,267 (+1);
Vehicles and fuel tanks – 72,587 (+169);
Aircraft - 434 (0);
Helicopters – 347 (0);
UAV operational and tactical level – 99,043 (+590);
Intercepted cruise and other missiles – 4,137 (+1);
Boats/ships – 30 (0).
Humanitarian + general:
During the night of 2 January, Russian forces attacked Ukraine with 116 strike UAVs of the Shahed, Gerbera types, and other UAVs. According to the Air Force of the Armed Forces of Ukraine, as of 08:30 air defense forces managed to shoot down or suppress 86 enemy UAVs, about 70 of which were Shaheds. At the same time, impacts by 27 strike UAVs were recorded at 23 locations, and debris falls were recorded at two locations; as of the morning, the enemy attack was still ongoing.
On the night of 2 January 2026, Russian invaders struck energy infrastructure in Zaporizhzhia Oblast and Mykolaiv Oblast. As of the morning, power outages were recorded for consumers in the city of Zaporizhzhia and in frontline areas. According to the Ministry of Energy, restoration work is currently ongoing in Odesa Oblast and Kyiv Oblast at facilities damaged during previous attacks; in particular, in Odesa Oblast more than 11,000 households remain without electricity.
During the night and morning, Russian occupiers attacked Dnipropetrovsk Oblast, injuring two people in the Synelnykove area. According to Acting Head of the Oblast Military Administration Vladyslav Haivanenko, enemy UAVs struck the Slovianska, Bohynivska, and Vasylkivska communities, causing fires in a garage and a summer kitchen and damaging a private house, a lyceum, and a sports hall. In addition, due to a UAV attack in Kryvyi Rih, damage to vehicles was recorded, while the enemy attacked Nikopol using FPV drones.
At around 21:30 on 1 January, the Russian army attacked two people with a drone in the Dniprovskyi District of Kherson. As a result of the dropping of explosives, a 40-year-old woman and a 52-year-old man sustained blast injuries and shrapnel wounds to their legs and were taken to hospital.
At around 22:00 on 1 January, Russian occupiers attacked an emergency medical team with a drone as it arrived on a call to the wounded in the Dniprovskyi District of Kherson. As a result of an explosive drop from a UAV, an ambulance was damaged and a 70-year-old driver was injured, sustaining a mine-blast injury, a closed traumatic brain injury, and concussion. The man was hospitalized in moderate condition.
On the night of 2 January, Russian occupiers carried out one of the largest strike-drone attacks on Zaporizhzhia, hitting residential buildings, premises of a shopping center, and civilian infrastructure facilities. As reported by Prime Minister Yuliia Svyrydenko, significant damage was recorded as a result of the strikes; however, fortunately, there were no fatalities or injuries. Among other targets, a JYSK store was hit by drones and guided aerial bombs, with the building damaged and goods destroyed.
During the day on 2 January, Russian forces launched a strike with two missiles against residential development in the central part of Kharkiv, hitting a multi-story building in the Kyivskyi District. As a result of the attack, one of the buildings sustained significant destruction, and a rescue operation was deployed at the impact site. As of 15:30, it was known that 19 people had sought medical assistance; the number of injured may be уточнено during debris removal. In the Kyivskyi and Shevchenkivskyi districts of Kharkiv, as of 19:00 on Friday, 2 January, damage to at least 27 buildings was recorded.
In the evening of 1 January, Russians repeatedly attacked Semenivka in Chernihiv Oblast with UAVs; after the strikes, a hospital was on fire.
Throughout the day on 2 January, Russian forces shelled with artillery and attacked with UAVs and FPV drones the Synelnykove and Nikopol districts of Dnipropetrovsk Oblast; two people were injured, and civilian facilities were damaged.
During the first two days of 2026, Russian forces shelled the Kherson Combined Heat and Power Plant more than ten times, using artillery and drones. The plant cannot operate in its normal mode; damage assessment and repairs are carried out when the security situation allows. As reported by the Chairman of the Board of Naftogaz of Ukraine Serhii Koretskyi, only on the morning of 2 January four impacts were recorded on the facility’s territory during another attack.
The results of a KIIS study for May–December 2025 indicate that Ukrainians’ attitudes toward compromises depend on the specific wording of “territorial concessions”: 58% of respondents oppose official recognition of certain territories as part of the Russian Federation, while 25% expressed readiness for such a step. Even greater resistance is caused by the idea of transferring to Russian control territories currently controlled by Ukraine, with 66% of respondents rejecting this option. As for freezing the front line without official recognition of occupation, the number of supporters of such an approach increased to 39%, although half of respondents (50%) still categorically reject this scenario. Sociologists note that in all categories there is an increase in the share of those who were unable to decide on an opinion.
According to a KIIS survey conducted from 26 November to 29 December 2025, 74% of Ukrainians consider the Russian plan for ending the war to be absolutely unacceptable, while only 17% of respondents agree with its version of “peace.” By contrast, 69% of respondents are ready to approve the plan of Europe and Ukraine, with the share of those who “readily agree” with this option increasing from 18% to 30%. In regional terms, an overwhelming majority of residents of all oblasts (71–78%) reject Russian conditions that include restrictions on the Defense Forces and troop withdrawals, while 67–69% support Ukrainian-European proposals.
The Foreign Intelligence Service of Ukraine warns of the continuation of a Kremlin special operation aimed at disrupting peace negotiations mediated by the United States. For this purpose, a provocation with human casualties may occur on 6–7 January. According to the Foreign Intelligence Service, to falsify evidence of Ukraine’s involvement it is planned to use fragments of Western-made strike UAVs, which will be delivered to the site of the provocation from the line of combat contact.
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Apatridia não é retórica política, é conceito jurídico com limites claros - André Bezerra Meireles

 Apatridia não é retórica política, é conceito jurídico com limites claros

André Bezerra Meireles
Advogado Internacionalista e Professor

Declarações públicas recentes, que expõem arrogância e ignorância, voltaram a expor um problema recorrente no debate institucional brasileiro: o uso de institutos jurídicos complexos como slogans políticos, dissociados do texto legal e dos compromissos internacionais assumidos pelo Estado.

A apatridia não é opinião, ameaça ou instrumento de pressão. É uma condição jurídica objetiva, definida pelo art. 1º da Convenção sobre o Estatuto dos Apátridas de 1954 (Decreto nº 4.246/2002) e incorporada ao direito interno pela Lei nº 13.445/2017. Apátrida é quem não é reconhecido como nacional por nenhum Estado, segundo sua legislação — nada além disso.

No Brasil, essa condição não pode ser presumida, imposta ou politicamente instrumentalizada. Seu reconhecimento depende de procedimento administrativo formal (arts. 26 a 32 da Lei de Migração; arts. 123 a 129 do Decreto nº 9.199/2017). Qualquer narrativa que trate a apatridia como sanção indireta ou consequência automática de conflitos institucionais simplesmente ignora o ordenamento jurídico vigente.

O mesmo vale para o chamado passaporte de apátrida. Ele não confere nacionalidade, não equivale a cidadania e não representa privilégio. Trata-se de um documento de viagem, previsto no art. 28 da Convenção de 1954, emitido exclusivamente após o reconhecimento formal da apatridia, com finalidade humanitária e funcional.

O direito brasileiro opera sob a lógica da redução da apatridia, não de sua produção. Por isso, inclusive, prevê naturalização facilitada ao apátrida (art. 98 do Decreto nº 9.199/2017), em consonância com a Convenção de 1961 (Decreto nº 8.501/2015).

Transformar esses institutos em retórica política não fortalece o debate público. Apenas revela o distanciamento entre o discurso e o Direito — e fragiliza a seriedade com que temas de direitos humanos deveriam ser tratados.

André Bezerra Meireles
Advogado Internacionalista e Professor

De 2025 a 2026: um agradecimento a meus 18 leitores - Paulo Roberto de Almeida

De 2025 a 2026: um agradecimento a meus 18 leitores

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Nota de agradecimento aos que me seguem no blog e nas redes sociais.

        Ao iniciar-se um novo ano, e ao completar já um certo volume de trabalhos (pela minha série, desde 1968, estou atualmente no trabalho de número 5166, e nos publicados n. 1615), gostaria de agradecer aos (suponho) meus 914 seguidores no meu "quilombo de resistência intelectual", o blog Diplomatizzando, que mantenho desde 2006, ou seja, desde quase 20 anos (depois de vários outros blogs iniciais e paralelos desde alguns anos antes), ademais dos sites iniciais, desde meus tempos de Washington, exatamente 26 anos atrás, após algumas experiências preliminares em Paris (1993-1995), quando meu primeiro celular, adquirido em Paris, representava aproximadamente o tamanho e o peso de um tijolo, e as redes sociais exigiam um conexão via modem, com linha telefônica, demorada.
        Tenho sido beneficiado pela complacência de meus leitores, a maior parte estudantes e pesquisadores acadêmicos, ademais de colegas diplomatas (que geralmente se manifestam de forma anônima no Diplomatizzando), com comentários feitos com a maior boa vontade (alguns raivosos, por eu não contemplar suas opiniões próprias) e muito lixo, spam (lunáticos, fanáticos religiosos ou conspiracionistas e alucinados), que sou obrigado a descartar regularmente.
        Espero ter contribuído um pouco (pois é este o meu objetivo original e permanente) para a elevação da informação e a melhoria do conhecimento dos que frequentam meu blog e minhas redes sociais, com base em minhas leituras e experiências de vida. Sou particularmente grato a Carmen Lícia Palazzo, minha querida esposa, com a qual comparto quase meio século de leituras e de viagens, que é muito mais inteligente do que eu, que lê três ou quatro vezes mais do que eu (eu demoro para ler, pois sempre tomo notas de leituras para futuros trabalhos), e que frequentemente corrige meus erros conceituais, factuais e opinativos, pois tem uma especial capacidade de interpretar os sinais da vida política e econômica.
        Vou continuar escrevendo enquanto puder manter certa racionalidade nos escritos e nas leituras. Ainda devo alguns livros, alguns já praticamente prontos, outros a consolidar.
        Creio ter decepcionado muita gente, geralmente à esquerda e à direita, mas não me desculpo, nem me arrependo por isso, pois mantenho, invariavelmente, meu lado contrarianista, meu espírito cético e minha postura anarquista, libertária, contrária a qualquer autoridade, religião ou crença política.        
        Grato a todos os meus seguidores, estaremos juntos em 2026.
        Vale!

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 2/01/2025



quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Trabalhos PRA mais citados no Google Scholar (lista limitada aos 100 mais citados) - Paulo Roberto de Almeida

 5168. “Trabalhos PRA mais citados no Google Scholar”, Brasília, 1 janeiro 2026, 10 p. Relação constante do Google Scholar relativamente limitada aos 100 primeiros livros ou artigos mais citados.

Postado na plataforma Academia.edu (link: https://www.academia.edu/145715041/5168_Trabalhos_PRA_publicados_mais_citados_no_Google_Scholar_2026_

Trabalhos PRA publicados mais citados no Google Scholar

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.
Cópia da lista constante do Google Scholar, em 1/01/2026.

(Limitados aos 100 primeiros livros ou artigos mais citados)

Título – Citado por (número de citações) – Ano de Publicação

Uma política externa engajada: a diplomacia do governo Lula
Revista Brasileira de Política Internacional 47, 162-184 367 - 2004
Relações internacionais e política externa do Brasil: a diplomacia brasileira no contexto da globalização
Grupo Gen-LTC 234 - 2012

Formação da diplomacia econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império
Senac 200 - 2001

Mercosul: fundamentos e perspectivas
Grande Oriente do Brasil. 171 - 1998

A política internacional do Partido dos Trabalhadores: da fundação à diplomacia do governo Lula
Revista de Sociologia e Política, 87-102 – 106 - 2003

Os primeiros anos do século XXI: o Brasil e as relações internationais contemporâneas
Paz e Terra. 104 – 2002

O Brasil eo multilateralismo econômico
Livraria do Advogado Editora 99 - 1999

Uma nova'arquitetura'diplomática?-Interpretações divergentes sobre a política externa do governo Lula (2003-2006)
Revista brasileira de política internacional 49, 95-116 - 97 - 2006

O Brasil e os demais BRICs: comércio e política
R Araújo, J Ferreira, M Filgueiras, H Kume, JT Araújo Jr, KP Costa,
Ipea 95 - 2010

Never before seen in Brazil: Luis Inácio Lula da Silva's grand diplomacy
Revista Brasileira de Política Internacional 53, 160-177 - 83 - 2010

A economia internacional no século XX: um ensaio de síntese
Revista brasileira de política internacional 44, 112-136 83 - 2001

O Brasil como ator regional e global: estratégias de política externa na nova ordem internacional
Cena Internacional 9 (1), 7-36. - 62 - 2007

Relações internacionais e política externa do Brasil: história e sociologia da diplomacia brasileira
UFRGS Editora 58 - 2004

Integração Regional: uma introdução
São Paulo: Saraiva 55 - 2013

Lula’s foreign policy: regional and global strategies
Brazil under Lula: Economy, politics, and society under the worker-president … 55 - 2009

Complete list in this link: 

Entrevista com José Maihub - Paulo Roberto de Almeida (YouTube)

Uma entrevista concedida em meados de 2025, mas que não foi relacionada na lista de trabalhos publicados, o que foi efetivamente o caso, a despeito de não constar da lista nessa categoria. A despeito do caráter particular da entrevista e da ferramenta de "publicação", entendo que ela pode figurar nessa lista, uma vez que foi efetivamente divulgada e que se encontra disponível para visualização: 

 Entrevista com José Maihub

Entrevista conduzida em 2/07/2025, 14h30 - 17h30

Paulo Roberto de Almeida, diplomata, professor.

Abaixo as questões selecionadas para esta entrevista gravada e exibida online, a partir de 11/07/2025:
URL: https://www.youtube.com/watch?v=lonmB0ZTvr4

Questões pessoais:
1) Poderia compartilhar conosco o que despertou, em sua trajetória pessoal e intelectual, o interesse pelos estudos sobre comércio internacional e pelas relações exteriores do Brasil?

2) Quais são, em sua formação e atuação diplomática, as principais influências intelectuais no campo das relações internacionais e da economia política?

Questões introdutórias as releituras dos clássicos do Embaixador Paulo Roberto de Almeida:
3) Qual é, a seu ver, a relevância hermenêutica de revisitarmos os clássicos do pensamento para iluminar os desafios contemporâneos, sem, contudo, incorrer no risco metodológico do anacronismo?

4) Quais seriam, em sua perspectiva, as diferenças mais substanciais entre a sua releitura e a obra clássica Capitalismo e Liberdade, de Milton Friedman?

5) Em Capitalismo e Liberdade, Friedman concebe a liberdade para além da sua dimensão meramente política. Poderia elucidar como se estrutura essa concepção dual de liberdade no pensamento de Friedman e como ela se articula com a realidade institucional e econômica brasileira?

6) Quais são, a seu ver, os principais benefícios e as limitações na relação entre liberdade econômica e instituições governamentais, conforme delineadas por Friedman? Em que medida esse modelo é aplicável — ou não — ao contexto brasileiro?

7) Na sua visão, quais seriam as principais incongruências das interpretações clássicas de liberalismo no cenário brasileiro, em especial no contexto do regime monárquico unitário do século XIX?

8) O senhor considera que a forte presença do estatismo na vida econômica e social brasileira tem raízes estruturais ligadas à herança ibérica? Se sim, de que modo isso se manifesta historicamente?

9) Poderia citar episódios emblemáticos de insucesso da intervenção estatal no Brasil que evidenciam a importância da separação entre competência técnica e decisão política no processo de formulação de políticas públicas?

10) Qual é, em sua opinião, o papel histórico e intelectual de Roberto Campos na consolidação do pensamento liberal no Brasil, especialmente no que se refere às relações entre economia e leis para o desenvolvimento nacional?

11) Em A miséria da diplomacia brasileira, o senhor critica o enfraquecimento técnico e o predomínio de um cunho ideológico na condução da política externa nacional. Em sua visão, essa “miséria” ainda persiste nos dias de hoje? Quais seriam os principais sinais desse problema no cenário atual?

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 11 de julho 2025.
Postado no YouTube:
https://www.youtube.com/watch?v=lonmB0ZTvr4

Brasileiro é atraído para trabalhar como motorista e acaba obrigado a servir Exército na Rússia, diz família - Nalu Cardoso (g1)

Rússia faz qualquer manobra para atrair carne de canhão: 

Brasileiro é atraído para trabalhar como motorista e acaba obrigado a servir Exército na Rússia, diz família

Família do roraimense Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, afirma que ele foi enganado por amigo brasileiro. Itamaraty informou que acompanha o caso.

Por Nalu Cardoso, g1 RR

Boa Vista, 31/12/2025 11h00

A família do brasileiro Marcelo Alexandre da Silva Pereira, de 29 anos, afirma que ele foi atraído por uma proposta para trabalhar como motorista na Rússia, mas ao chegar ao país foi obrigado a servir no Exército russo. Agora, os parentes buscam apoio do governo para trazê-lo de volta a Roraima, onde ele vivia com a mulher grávida e os três filhos pequenos.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores (Itamaraty), informou que a Embaixada do Brasil em Moscou tem conhecimento do caso e "presta a assistência consular cabível ao cidadão brasileiro."


A mulher de Marcelo, Gisele Pereira, de 24 anos, suspeita que ele tenha sido vítima de tráfico humano porque ele saiu de Boa Vista com uma proposta de trabalho, mas a situação mudou ao chegar à Rússia. Ao perceber que na verdade teria de atuar no serviço militar, ele pediu ajuda para retornar ao Brasil.

"Ele falou assim: 'amor, tô com saudade. Tenta acionar o consulado daqui, pois não tô conseguindo entrar em acordo com o pessoal, pois eles não me entendem e eu nem entendo eles. Já pedi para o subcomandante me tirar daqui e expliquei que vim por uma falsa promessa de emprego civil. Mas eles não tão me dando ouvido'", explicou Gisele.


A Rússia está em guerra contra a Ucrânia desde fevereiro de 2022, quando o presidente russo Vladimir Putin autorizou uma ofensiva militar contra o território ucraniano. Desde então, a guerra provocou milhares de mortes, milhões de refugiados e intensos combates, especialmente no leste e sul do país.


Em novembro, a embaixada do Brasil em Moscou publicou um alerta contra o alistamento voluntário de brasileiros em forças armadas estrangeiras, devido ao aumento do número de brasileiros mortos ou que tiveram dificuldade para interromper a participação no Exército.

Marcelo chegou na Rússia por Moscou no dia 3 de dezembro. No dia 9, disse ter sido obrigado a assinar o contrato com o Ministério da Defesa da Rússia. Segundo a família, ele não tem experiência militar, não fala russo, inglês e outra língua estrangeira.


Amigo brasileiro fez proposta

Gisele afirmou que a proposta para que Marcelo fosse à Rússia partiu de um amigo brasileiro que também mora em Boa Vista.

Em seguida, o passaporte de Marcelo foi emitido com a ajuda de um homem ligado a uma empresa com número de São Paulo. Essa empresa se apresenta nas redes sociais como assessoria para ingresso no Exército russo.

Marcelo recebeu o passaporte no dia 28 de novembro. No mesmo dia, a passagem foi comprada pela empresa de assessoria. No dia 30, embarcou com destino final a Moscou. "O amigo fez uma proposta de emprego, mas nada relacionado a serviço militar", afirmou Gisele.

A mulher acredita que o amigo recebe algum valor para atrair pessoas para este serviço. "Ele convence qualquer pessoa que acha viável, porque ganha dinheiro em cima disso. Acho que recebe por cada pessoa que leva", destacou.

Como Marcelo e Gisele não são casados no papel, a documentação dele foi enviada ao Itamaraty com os dados da mãe, Alessandra da Silva, de 47 anos. Ela disse que só soube que o filho faria a viagem quando ele já estava em São Paulo, em uma conexão com Moscou.

"Ele estava muito perturbado aqui. Desempregado, devendo coisas, sendo cobrado por pensão. Aí apareceu esse conhecido, que eu nem sei quem é direito, inventando esse emprego, dizendo que ele ia ganhar bem e que em 20 dias mandaria dinheiro para a esposa", disse a mãe. O último contato que eles tiveram foi no dia 5 de dezembro.


No contrato em russo que Marcelo assinou sem compreender, mas do qual conseguiu tirar fotos e enviar à companheira, consta que ele deve atuar como atirador, utilizando um fuzil AK-74. A família afirma que não sabe quanto ele ganharia, Gisele nunca recebeu nenhum valor e que o cartão bancário de Marcelo ficou com a empresa que ajudou ele com o passaporte.

Atualmente, a família acredita que Marcelo esteja em uma cidade chamada Luhansk, na Ucrânia, onde passa por treinamento militar. Ele chegou a procurar o consulado do Brasil na Rússia, mas foi informado que "esses casos acontecem" e ele "não é o primeiro".


Gisele afirma que tem conseguido falar com o marido esporadicamente via Telegram. Nesses contatos, ele sempre reforça que quer voltar para casa.

"A gente não conversa todos os dias. Não sei se ele está bem, não sei se está se alimentando. Hoje, graças a Deus, ele deu um sinal de vida e disse que a situação não está boa, que não quer mais estar lá e quer voltar para casa. Ele disse que estão impedindo ele de sair", disse Gisele.

Gisele procurou o Ministério das Relações Exteriores pela primeira vez no sábado (27). Nessa terça-feira (30), recebeu uma resposta de que seria enviado um pedido de extradição, para que Marcelo retorne ao Brasil.

"O meu foco é apenas tirar ele de lá. Não quero brigar com ninguém, não quero brigar com esse pessoal, não quero brigar com ninguém. O que eu quero é que o Brasil me ajude, que as autoridades competentes intervenham em casos como esse envolvendo brasileiros, porque, como a moça me disse, não foi o primeiro caso".

24 pecados da vida política brasileira examinados por Madame IA - Paulo Roberto de Almeida e Airton Dirceu Lemmertz

 Madame IA (que ainda é uma Lady, mas deve logo logo virar uma Dame) analisou minha provocação gratuita e desabusada contra a casta política, a pedido de meu amigo Airton Dirceu Lemmertz, um exercício sempre bem-vindo, dada a natureza de minhas acusações certamente exageradas e infundadas. Agradeço mais uma vez.

Os 24 pecados da vida política brasileira: (uma pura invenção minha, de 2006, reciclada no final de 2025):

1) corrupção; 

2) hipocrisia; 

3) fraude; 

4) desfaçatez; 

5) volubilidade; 

6) inconstância; 

7) mentira; 

8 ) mediocridade; 

9) transferência de encargos para terceiros; 

10) ignorância deliberada de fatos de sua competência; 

11) irresponsabilidade quanto ao desempenho de funções; 

12) pretensão; 

13) eleitoralismo desenfreado; 

14) propaganda indireta, com meios públicos; 

15) uso da máquina estatal para fins particulares; 

16) populismo (velho e novo);

17) demagogia (aparentemente, uma segunda natureza); 

18) arrogância; 

19) clientelismo; 

20) fisiologia; 

21) nepotismo; 

22) fuga da realidade (autismo político); 

23) esquizofrenia (defesa de objetivos conflitantes na vida política); 

24) ofensa à inteligência alheia (“eu não sei”, “eu não vi”, “não estou sabendo”...). 


Pedido à Madame (por ADL):


ESCREVA UM TEXTO DE MODO DETALHADO E CRÍTICO AO TEXTO ANTERIOR, SOBRE "OS 24 PECADOS POLÍTICOS RECORRENTES NO BRASIL".

Fonte:  https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/e-por-falar-em-sete-pecados-capitais-eu.html#:~:text=novos%20pecados%20da%20vida%20pol%C3%ADtica%20brasileira 


O texto que elenca os "24 pecados da vida política brasileira" funciona como um catálogo fenomenológico das patologias do poder no país. Mais do que uma simples lista, ele descreve um ecossistema onde a ética é subjugada pela conveniência. A seguir, apresento uma análise detalhada e crítica sobre esses pontos, agrupando-os por sua natureza funcional:


1. A Estruturalidade do Patrimonialismo (Pecados 1, 3, 15, 19, 20, 21):

Os itens que tratam de corrupção, fraude, uso da máquina pública, clientelismo, fisiologia e nepotismo não são falhas acidentais, mas sim resquícios do patrimonialismo brasileiro. A dificuldade histórica em separar o "público" do "privado" faz com que o Estado seja visto como um espólio a ser dividido entre aliados. O fisiologismo (troca de apoio por cargos) e o clientelismo transformam direitos em favores, perpetuando uma relação de dependência que fere a autonomia do cidadão.


2. A Retórica da Enganação e o Populismo (Pecados 2, 7, 13, 14, 16, 17):

A política brasileira é marcada por uma "estética da aparência". A hipocrisia, a mentira e a demagogia são ferramentas de sobrevivência. O eleitoralismo desenfreado e o populismo revelam uma visão de curto prazo: o governante não busca a construção de um projeto de Estado, mas a manutenção do poder através de narrativas sedutoras, porém vazias. A propaganda com meios públicos (pecado 14) é o braço financeiro dessa distorção comunicacional.


3. A Crise de Competência e Alteridade (Pecados 8, 9, 10, 11, 12, 18):

A mediocridade e a pretensão/arrogância formam um par perigoso. O texto aponta para uma tecnocracia muitas vezes ineficiente que, ao falhar, utiliza a transferência de encargos para terceiros. A ignorância deliberada (pecado 10) e a irresponsabilidade funcional sugerem uma casta política que se sente imune às consequências de sua própria inépcia, protegida por uma burocracia opaca.


4. O Descolamento da Realidade: O "Autismo" e a "Esquizofrenia" (Pecados 22, 23, 24):

Talvez o ponto mais crítico seja o divórcio entre a classe política e a vida real do povo. A fuga da realidade e a esquizofrenia política (defender o teto de gastos enquanto se criam auxílios extrateto, por exemplo) mostram um sistema que opera em lógica própria. A ofensa à inteligência alheia (o famoso "eu não sabia") é o ápice do cinismo, onde o político subestima a capacidade de julgamento da população para evitar a responsabilização jurídica e moral.


* Análise Crítica:

Embora a lista seja precisa em identificar os sintomas, é necessário um olhar crítico sobre a terminologia e a solução:

Uso de termos médicos: O uso de palavras como "autismo" e "esquizofrenia" para descrever comportamentos políticos (pecados 22 e 23) é problemático e datado, pois estigmatiza condições de saúde para descrever desvios de caráter ou estratégia. Do ponto de vista da ciência política, o que se chama de "autismo" é, na verdade, um encastelamento das elites.

O risco do antipoliticismo: Uma lista de "pecados" pode induzir o leitor a crer que toda política é inerentemente suja. Isso alimenta discursos de "salvadores da pátria" que prometem limpar o sistema, mas que frequentemente acabam cometendo os mesmos pecados com novas roupagens.

A Falta de Solução Institucional: O texto foca na moralidade individual do político. No entanto, esses pecados proliferam porque o sistema de incentivos (sistema eleitoral, financiamento de campanha e impunidade) os favorece. Sem reformas estruturais (reforma política e do judiciário), a moralização individual é uma tarefa de Sísifo.


* Conclusão:

Os 24 pecados formam um retrato fiel do "Brasil profundo" institucional. Eles revelam que a democracia brasileira ainda é jovem e luta contra vícios coloniais e oligárquicos. Superar esses pecados exige menos indignação moralista e mais vigilância cívica e reforma das instituições, para que o custo de cometer esses "pecados" seja maior do que o benefício de praticá-los.


Fonte (Gemini, a IA do Google):

Meus prognósticos para 2026 - Paulo Roberto de Almeida

Meus prognósticos para 2026

Paulo Roberto de Almeida 

        Os grandes dramas nos últimos anos, ainda não resolvidos inteiramente, foram e são as guerras paralelas em Gaza (larvar, persistente) e na Ucrânia (interminável, indefinida). O grande tema em 2026, podendo se arrastar em 2027, deve ser o da “unificação forçada” de Taiwan ao novo Império do Meio, sendo que a ilha de Formosa jamais pertenceu à jurisdição da RPC. 

        Taiwan pertenceu ao Império do Meio até 1895, quando foi colonizada pelo Japão; passou à esfera da República da China em 1945, e em 1949 começou a representar todo o povo chinês na ONU, até 1971, perdendo então essa condição para a RPC, que a considera apenas uma “província rebelde”, não obstante sua evolução política e econômica desde 1949, sobretudo depois que o Kuomintang foi substituído na governança.

        O atual imperador, Xi Jinping, quer reconquistar a última “fronteira” do novo Império do Meio, pela absorção diplomática ou pela conquista militar. Esta será a grande questão geopolítica do futuro imediato, ainda sem um formato definido. A outra grande questão, altamente duvidosa, pode ser um desastre econômico na Rússia, da qual podem resultar enormes turbulências na Eurásia, ou uma difícil democratização desse império disfuncional.

        E o Brasil? Entramos num ano eleitoral com enormes dúvidas sobre o resultado da eleição presidencial em outubro, sendo que o Parlamento será provavelmente conservador, como sempre foi, em todas as épocas. Nosso principal desafio “geopolítico” é simplesmente a educação de qualidade para os estratos mais pobres de uma sociedade profundamente desigual. Quando vamos resolver essa questão magna?

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 1/01/2026


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