sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Na pré-história de meus sites pessoais: https://pralmeida.tripod.com ; programas das matérias lecionadas

Incrível: ao postar um texto antigo, de 2001, escrito em Washington, descobri que eu tinha um desses sites oferecidos gratuitamente por esses primeiros servidores sociais da era da internet, o que só descobri agora, em 2026, que ele ainda está "vivo", mesmo que eu não o tenha usado a partir de 2006 aproximadamente: 

https://pralmeida.tripod.com

A Home Page abria com uma descrição do que era aquele meu site (que não era o primeiro, pois creio ter começado com o Geocities, que imagino não exista mais):

Um site dedicado aos livros e à cultura no sentido amplo, com textos relativos às relações internacionais e à política externa do Brasil, bem como a minhas atividades acadêmicas.

Na primeira seção desse meu site, eu tinha feito uma infirmação sobre minhas atividades acadêmicas, como pode ser visto abaixo, reproduzido a partir do link: https://pralmeida.tripod.com/academia/00academia.html

Academia
Minhas atividades como professor

Minhas atividades acadêmicas podem ser divididas em três segmentos, como professor:

1) Mestrado em Direito do Uniceub (Brasília).

2) Graduação em Direito do Uniceub (Economia).

3) Professor orientador no Mestrado do IRBr.

Tenho sido convidado, também, para ministrar cursos e dar palestrar em outras instituições ou para integrar bancas de avaliação de dissertações ou de teses de mestrado e de doutoramento, o que aceito em função de minhas disponibilidades ou de um julgamento pessoal sobre minha competência (ou não) para a área sugerida.

Caberia mencionar, ademais, atividades paralelas sob a forma de colaboração em revistas e participação em comitês editoriais de publicações das minhas áreas de interesse.

Paulo Roberto de Almeida

Website pessoal

Currículo Lattes Paulo Roberto de Almeida

Na mesma página, eu publicava as minhas atividades como professor: 

Programas das disciplinas, planos de aula, materiais diversos:

1) Mestrado em Direito: orientação Relações Internacionais

2) Mestrado em Direito: orientação Políticas Públicas

3) Graduação em Direito: disciplina Economia Política

4) Professor orientador no Mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco

. Livros úteis do professor nessas áreas

"Não se muda já como soía."
Camões

Outros textos:

1) Por que sou professor? (depoimento);

2) Como avaliar o seu professor...(web);

3) Como avaliar o seu professor (doc);

4) Moedas no Brasil (efígies, texto);

 

Links:

Uniceub

Uniceub (SGI)

CNPq

Instituto Rio Branco

Concurso para a carreira diplomática

Cursos de RI e academias diplomáticas

Revistas de relações internacionais

Eu também apresentava o programa de uma das minhas disciplinas, com bibliografia e tudo: 

Mestrado em Direito do Uniceub, Orientação:

Relações Internacionais

1. Programa da disciplina e Plano de Aulas:

Economia Política Internacional (programa da disciplina)

Bibliografia complementar (leituras adicionais)

2. Avalie o seu professor:

Dê sua própria pontuação ao professor que sou eu

(documento em Word para download) (documento em html)

3. Textos de referência (para discussão em aula):

1. O debate sobre a globalização: teoria e prática de um processo contraditório

Almeida, Paulo Roberto de. A globalização e seus benefícios (revista eletrônica Espaço Acadêmico, junho 2004, em html)
Rodrik, Dani. Has Globalization Gone too Far? (Washington: Institute for International Economics, 1997); documento em html.

Scott Bradford and Robert Z. Lawrence, Has Globalization Gone Far Enough? The Costs of Fragmented Markets (Washington: Institute for International Economics, 2004); documento em html.

The Globalist, Guide to Globalization (excelente site com muitos materiais, atualizado, do ponto de vista pró-globalização; link espelho)

2. Fases do desenvolvimento capitalista e da evolução econômica do Brasil
Almeida, Paulo Roberto de. Formação da Diplomacia Econômica no Brasil: as relações econômicas internacionais no Império (São Paulo-Brasília: Senac-Funag, 2001; resumo do livro publicado na revista Lua Nova, revista de cultura e política (São Paulo: CEDEC, n� 46, 1999, pp. 169-195)
Kindleberger, Charles P. World Economic Primacy, 1500 to 1990 (New York: Oxford University Press, 1996; artigo-resenha sobre diversos livros)

Paulo Roberto de Almeida, “Brasil: evolução da política comercial, 1889-1945”; Brasília, 25 março 2006, 2 p. Revisão e atualização do Quadro 25.1 do livro Formação da Diplomacia Econômica no Brasil, para fins de publicação em volume de Ricardo Seitenfus, Direito Internacional Público. Disponível no site pessoal, no seguinte link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1566politcombr1889-1945.doc.

Paulo Roberto de Almeida“Brasil: evolução da política comercial, 1945-2006”; Brasília, 25 março 2006, 8 p. Revisão e atualização do Quadro 25.1 do livro Formação da Diplomacia Econômica no Brasil, para fins de publicação em volume de Ricardo Seitenfus, Direito Internacional Público. Disponível mediante solicitação, pelo número 1567.

Paulo Roberto de Almeida, A experiência brasileira de planejamento, histórico (trabalho em pdf)

Paulo Roberto de Almeida, “Colapso!: prevendo a decadência econômica brasileira”, Brasília, 1� maio 2006, 17 p. Sobre a trajetória de declínio econômico brasileiro. Espaço Acadêmico (ano V, n� 60, maio 2006; ISSN: 1519-6186; link: http://www.espacoacademico.com.br/060/60almeida.htm). Versão abreviada publicada no site do Instituto Millenium, em 18/08/2006 (link: http://institutomillenium.org/2006/08/18/colapso-a-decadencia-economica-do-brasil/).

3. Fim do socialismo e emergência da interdependência econômica contemporânea
Almeida, Paulo Roberto de. “Camaradas, agora é oficial: acabou o socialismo, Revista Espaço Acadêmico (Maringá: Ano II, n. 14, julho de 2002).

Robert Lindsey, Against the Dead Hand (primeiro capítulo)

4. As companhias multinacionais e o papel do Estado: mudanças de padrão
Chandler Jr., Alfred D.; Amatori, Franco; Hikino, Takashi (eds.). Big Business and the Wealth of Nations (NY: Cambridge Un.Press, 1999)
Graham, Edward M. Fighting the wrong enemy: antiglobal activists and multinational enterprises (Washington: Institute for International Economics, 2000); documento em html.

William Landes and Richard A. Posner, The Political Economy of Intellectual Property Law (Washington: AEI-Brookings, 2004)

Doing Business In 2005: Latin American Nations; Doing Business: documento em html;

Jeffrey C. Hooke, Emerging Markets: a practical guide for Corporations, Lenders and I (John Wiley Trade; primeiro capítulo)

Christopher Poillon, Getting Started in Emerging Markets (John Wiley Trade; primeiro capítulo)

5. A globalização financeira: movimentos de capitais e fragilidade externa do Brasil
Almeida, Paulo Roberto, "O Brasil e as crises financeiras internacionais, 1929-2001", Cena Internacional (Brasília: vol. 3, n. 2, dezembro 2001 [publicado em março 2002], pp. 89-114. (outra versão)

Kenen, Peter B., The International Financial Architecture: What's New? What's Missing? (Washington: Institute for International Economics, 2001); documento em html.

Almeida, Paulo R. "Relações do Brasil com o FMI, 1944-2003"

Ben S Bernanke (US Federal Reserve), "International monetary reform and capital freedom" (Cato Institute 22nd Annual Monetary Conference, Washington, DC, 14 October 2004).

Kindleberger, Charles. Manias, pânico e crashes: um histórico das crises financeiras (Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2000; trad. da ed. americana de 1996). Resenha do livro, publicada na revista Exame (23/08/2000), acrescida de quado elaborado por Paulo Roberto de Almeida, sobre as crises financeiras de 1929 a 2001.

6. A globalização da produção: o Brasil como receptor de investimentos estrangeiros
Paulo Roberto de Almeida, O Brasil como sócio menor da globalização: insuficiente interdependência econômica e pequena participação comercial, Revista de Economia e de Relações Internacionais (São Paulo: Fundação Armando Alvares Penteado; ISSN: 1677-4973; vol. 1, n� 2, janeiro-junho 2003, pp. 5-17; Link: http://www.faap-mba.br/revista_faap/rel_internacionais/socio.htm)

World Investment Directory 2004 UNCTAD, Latin America and Caribbean, Info on Brazil

7. A globalização do comércio: o Brasil como um pequeno comerciante global
Paulo Roberto de Almeida, O Brasil como sócio menor da globalização: insuficiente interdependência econômica e pequena participação comercial, Revista de Economia e de Relações Internacionais (São Paulo: Fundação Armando Alvares Penteado; ISSN: 1677-4973; vol. 1, n� 2, janeiro-junho 2003, pp. 5-17; Link: http://www.faap-mba.br/revista_faap/rel_internacionais/socio.htm)

Paulo Roberto de Almeida, A construção econômica do mundo contemporâneo: o Brasil e o moderno sistema de relações econômicas internacionais, ensaio histórico; publicado na revista Contexto Internacional, 2004-1.

8. Os blocos econômicos e o futuro da globalização: o Brasil e a integração regional
Paulo Roberto de Almeida, "O Brasil e o futuro do Mercosul: dilemas e opções", Integración & Comércio (Buenos Aires: BID-INTAL, vol. II, n� 6, set.-dic. 1998).

Schott, Jeffrey J., Prospects for Free Trade in the Americas (Washington: Institute for International Economics, 2001); documento em html.

Paulo Roberto de Almeida, “América Latina: novo rumo na direção da esquerda?”, ; Brasília, 25 janeiro 2006, 3 p. Publicado na Carta Internacional (São Paulo: Nupri-Usp, ano 1, n� 1, março 2006, ISSN: 1413-0904, p. 3-4; link: http://www.usp.br/cartainternacional/modx/assets/docs/CartaInter_2006-01.pdf). Divulgado no site do Instituto Millenium, em 22 fevereiro 2006 (http://www.institutomillenium.org/, sob o link: http://institutomillenium.org/2006/02/22/america-latina-novo-rumo-na-direcao-da-esquerda/).

Paulo Roberto de Almeida, “Problemas conjunturais e estruturais da integração na América do Sul: a trajetória do Mercosul desde suas origens até 2006”; Brasília, 13 fevereiro 2006, 8 p. link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/1549mercosul15anos.pdf.

Paulo Roberto de Almeida, “Caminhos da convergência na globalização”; Brasília, 19 de março de 2006, 8 p. Apresentação ao livro de Leonardo de Almeida Carneiro Enge: A Convergência Macroeconômica Brasil-Argentina: regimes alternativos e fragilidade externa (Brasília: IRBr, 2006; ISBN: 85-7631-048-1).

9. Problemas globais do desenvolvimento: fome, meio ambiente, distribuição de renda
Almeida, Paulo Roberto de, "Contra a corrente em relações internacionais: treze idéias fora do lugar"; sumário do trabalho.

Paulo Roberto de Almeida, “Sorry, antiglobalizadores: a pobreza mundial tem declinado, ponto!”, ; Brasília, 9 abril 2006, 18 p. Texto apresentando, resumindo e discutindo o estudo de Xavier Sala-i-Martin, “The World Distribution of Income: Falling Poverty and... Convergence, Period”, The Quarterly Journal of Economics (vol. 121, n� 2, 2006; p. 351-398; ISSN: 0033-5533; link: http://www.columbia.edu/~xs23/papers/pdfs/World_Income_Distribution_QJE.pdf).

Barbosa, Rubens Antonio, "Comércio Internacional e Pobreza", O Estado de São Paulo (10 de agosto de 2004, p. A2)

10. Vantagens e desvantagens da globalização e seu papel no desenvolvimento
Paulo Roberto de Almeida, A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável, in Roberto Di Sena Júnior e Mônica Teresa Costa Cherem (orgs.), Comércio Internacional e Desenvolvimento: uma perspectiva brasileira (São Paulo: Editora Saraiva, 2004, em pdf)

Joseph Stiglitz, Os Exuberantes Anos 90 (primeiro capítulo).

Jan Joost Teunissen and Age Akkerman (eds.), Diversity in Development: Reconsidering the Washington Consensus (apresentação do livro e link)

11. O Brasil e sua inserção econômica internacional
Paulo Roberto de Almeida, O Brasil como sócio menor da globalização: insuficiente interdependência econômica e pequena participação comercial, Revista de Economia e de Relações Internacionais (São Paulo: Fundação Armando Alvares Penteado; ISSN: 1677-4973; vol. 1, n� 2, janeiro-junho 2003, pp. 5-17; Link: http://www.faap-mba.br/revista_faap/rel_internacionais/socio.htm).

Paulo Roberto de Almeida. “A educação é cara?; experimente a ignorância...”; Brasília, 22 janeiro 2006, 3 p. Resenha de Gustavo Ioschpe: A ignorância custa um mundo: o valor da educação no desenvolvimento do Brasil (São Paulo: Francis, 2004, 234 p.).

Economia Brasileira: "Consenso de pouca utilidade: Explicando o baixo crescimento", Valor Econômico (4/06/2004); Economistas partilham objetivos, mas não se entendem quanto aos meios. São divergências que também tiram eficácia às políticas de governo.

Paulo Roberto de Almeida, “Um balanço preliminar do Governo Lula: a grande mudança medida pelos números”, Brasília, 28 fevereiro 2006, 7 p. Avaliação, com base em indicadores econômicos e em elementos qualitativos, dos três primeiros anos do governo Lula. Publicado em Espaço Acadêmico (Ano 5, n� 58, março 2006; ISSN: 1519-6186; link: http://www.espacoacademico.com.br/058/58almeida.htm).

Paulo Roberto de Almeida, “Minha contribuição para a reforma geral da casa brasileira”, Brasília, 12 março 2006, 2 p. Uma dúzia de propostas provocadoras para a transformação da economia e da sociedade no Brasil. Blog n� 261 (link: http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/261-minha-contribuio-para-reforma.html#links).

Paulo Roberto de Almeida, “A decadência econômica brasileira: uma inevitável tendência pelos próximos vinte anos?”; Brasília, 7 de março de 2006, 5 p. Publicado no blog do Instituto Millenium em 8.03.06 (link: http://institutomillenium.org/2006/03/08/a-decadencia-economica-brasileira-uma-inevitavel-tendencia-pelos-proximos-vinte-anos/).
- Mudanças no regime cambial brasileiro, Valor Econômico (10.8.2005, pág. E2); "O regulamento do mercado foi um excelente passo tendente a desburocratizar o regime cambial".

Outros materiais:

- "Taxing the poor to pay the poor" (The Economist, Apr 1st, 2004)

- Donald A. Wittman, O Mito do Fracasso da Democracia (primeiro capítulo)

- Emanuel Todd, A Ilusão Econômica (primeiro capítulo)

- Carlos A. de Mattos, "Globalização, urbanização da economia e expansão metropolitana" in Berta Becker, Redescobrindo o Brasil, 500 anos depois

- Fabio Pestana, No Tempo das Especiarias (primeiro capítulo)

- Gary Stix, Who Gives a Gigabyte?: A Survival Guide for the Technologically Perplexed (John Wiley Trade; primeiro capítulo)

- “Uma proposta modesta: a reforma do Brasil”, Paulo Roberto de Almeida; Brasília, 15 de dezembro de 2005; revisão: 23 de abril de 2006. Elaboração de diagnóstico sintético sobre os principais problemas brasileiros, seguido de conjunto de propostas reformistas. Publicado no site do Instituto Millenium ( 26.04.06; link: http://institutomillenium.org/2006/04/26/uma-proposta-modesta-a-reforma-do-brasil/).

- "Sobra pouco dinheiro porque o governo fica com quase tudo", matéria de capa da revista VEJA, Edição 1864, de. 28 de julho de 2004 (para discussão sobre o peso dos tributos na economia brasileira)

- O PNB é pior que o PIB, artigo de Roberto Macedo (O Estado de São Paulo, 18.03.2004)

- Os limites da política econômica, Ubiratan Iório (site O Economista, 6 de junho de 2004) (html)

- A globalização e seus benefícios, Paulo Roberto de Almeida (revista eletrônica Espaço Acadêmico, junho 2004)

Informação:

Apostila de Economia: Elementos básicos (composição de terceiros, apenas a título de informação)

MOEDAS DO BRASIL (histórico das moedas usadas no Brasil, da colônia à atualidade, do site do Banco do Brasil) 

Como a página está em construção, agradeceria se você pudesse me reportar links quebrados ou defeituosos no seguinte contato:

pralmeida@mac.com

A segunda matéria que eu dava no mestrado em Direito se dirigia a Políticas Públicas, como apresentada abaixo: 

2) Mestrado em Direito: orientação Políticas Públicas

Mestrado em Direito do Uniceub, Orientação:

Direito e Políticas Públicas

 

1. Programa da disciplina e Plano de Aulas: (Página em construção)

Economia Política e Políticas Públicas (programa da disciplina)

Plano de Aulas (veja o desenvolvimento da matéria ao longo do curso)

Bibliografia complementar (documento em html)

Livro de Base: Ciro Biderman e Paulo Arvate: Economia do Setor Público no Brasil (Rio de JAneiro: Campus-FGV, 2004): Resenha efetuada por Paulo Roberto de Almeida.

3. Avalie o seu professor:

Dê sua própria pontuação ao professor que sou eu

(documento em Word para download) (documento em html)

3. Textos de referência (para discussão em aula): (links não funcionais)

- "Sobra pouco dinheiro porque o governo fica com quase tudo", matéria de capa da revista VEJA, Edição 1864, de. 28 de julho de 2004 (para discussão sobre o peso dos tributos na economia brasileira)

- O Brasil como sócio menor da globalização: insuficiente interdependência econômica e pequena participação comercial, Paulo Roberto de Almeida in Revista de Economia e de Relações Internacionais (São Paulo: Fundação Armando Alvares Penteado; ISSN: 1677-4973; vol. 1, n� 2, janeiro-junho 2003, pp. 5-17; Link: http://www.faap-mba.br/revista_faap/rel_internacionais/socio.htm)

- A globalização e o desenvolvimento: vantagens e desvantagens de um processo indomável, Paulo Roberto de Almeida, colaboração ao livro organizado por Roberto Di Sena Júnior e Mônica Teresa Costa Cherem, Comércio Internacional e Desenvolvimento: uma perspectiva brasileira (São Paulo: Editora Saraiva, 2004; em pdf)

- A experiência brasileira de planejamento, histórico por Paulo Roberto de Almeida (trabalho ainda inédito, em pdf)

- A construção econômica do mundo contemporâneo: o Brasil e o moderno sistema de relações econômicas internacionais, ensaio histórico de Paulo Roberto de Almeida (publicado na revista Contexto Internacional, 2004-1)

- O debate sobre a globalização no Brasil: muita transpiração, pouca inspiração, artigo de Paulo Roberto de Almeida Publicado no boletim eletrônico Colunas de RelNet n� 9, 1-6, 2004, 29.04.04, e na revista eletrônica Meridiano 47 (Brasília: ISSSN 1518-1219, n� 44-45, março-abril 2004, p. 13-16)

- O PNB é pior que o PIB, artigo de Roberto Macedo (O Estado de São Paulo, 18.03.2004)

- Economia Brasileira: Explicando o baixo crescimento (Valor Econômico, 4 de junho 2004) (doc)

- Os limites da política econômica, Ubiratan Iório (site O Economista, 6 de junho de 2004) (html)

- A globalização e seus benefícios, Paulo Roberto de Almeida (revista eletrônica Espaço Acadêmico, junho 2004)

Eu também era, nessa época (2003), professor orientador do mestrado em diplomacia do Instituto Rio Branco, a convite do seu diretor, embaixador João Almino, Eis minha orientação aos alunos: 

Diplomacia

Professor Orientador do Mestrado em Diplomacia do Instituto Rio Branco

 Tendo sido convidado, em abril de 2003, pelo Embaixador João Almino, então diretor do Instituto Rio Branco, para atuar como professor orientador do Mestrado em Diplomacia, que tinha sido criado pouco tempo antes para preparar os ingressandos na carreira diplomática, aceitei o encargo (não remunerado) como forma de contribuir para a formação desses jovens diplomatas.

Minhas competências, para informação dos eventuais interessados, se limitam a:

- Relações econômicas internacionais, em geral, do Brasil em particular;

- História da diplomacia brasileira, em especial sua vertente econômica;

- Organismos econômicos internacionais, comerciais e financeiros;

- Processos de integração econômica, com destaque para o Mercosul.

 

Instrumentos, preparação à carreira, subsídios para estudos

A carreira diplomática tem atraído número crescente de jovens, em decorrência da maior inserção internacional do Brasil e dos avanços da globalização e da regionalização. Os candidatos têm em geral procurado os cursos de graduação em relações internacionais. Muitos já ostentam inclusive mestrado ou doutoramento. Em todo caso, o concurso à carreira diplomática possui especificidades que fazem dele um processo altamente seletivo e bastante rigoroso, ainda que aberto unicamente aos talentos e méritos individuais.

Os candidatos devem, em primeiro lugar, verificar na página do Instituto Rio Branco, no site do Ministério das Relações Exteriores, as últimas informações sobre o concurso, programa de estudos, bibliografia, etc.A Funag anunciou, em março de 2006, estar colocando à disposição do público em geral toda a sua coleção de livros que se referem aos trabalhos do Instituto Rio Branco já publicados, bem como todos os volumes resultantes dos seminários do IPRI, nos últimos anos. Veja a relação completa e o endereço do site neste link do meu blog, onde apresento o material: http://diplomaticas.blogspot.com/2006/03/272-livros-sobre-diplomacia.html#links.

Consoante o papel didático exercido por esta página, pretendo colocar a partir deste espaço uma série de textos que poderão guiar, ajudar, esclarecer, consolar ou, quem sabe até, divertir os candidatos à carreira diplomática. Começo por oferecer uma bibliografia resumida, que nada mais é senão o conjunto das leituras recomendadas no programa oficial do Instituto Rio Branco, mas reduzidas ao que eu considero, pessoalmente, como sendo o mínimo essencial, isto é, uma lista de primeiras leituras, para que cada candidato dê início a seu próprio programa de estudos. Veja aqui minha bibliografia resumida.

Procurarei estabelecer uma forma de organização racional e uma estrutura clara para os vários textos aqui disponíveis, mas nem sempre isso será possível. A página também será alimentada gradualmente, à medida em que faça a seleção dos textos pertinentes e sua transposição para esta base. Sou colaborador regular da revista Espaço Acadêmico, e uma lista de meus artigos ali publicados pode ser vista no link: http://www.espacoacademico.com.br/arquivo/almeida.htm.

Como atendo a muitas demandas colocadas sobre a carreira diplomática e a própria preparação para o concurso que habilita a ingressar na carreira -- seja sob a forma de cursos de graduação de relações internacionais, seja sob o formato de cursinhos preparatórios -- tenho uma série de outros textos que procuram responder a essas questões repetidamente a mim feitas. Algumas reflexões que tenho feito, seja individualmente, seja a convite de responsáveis por esses cursos de relações internacionais, ou pelos próprios alunos, foi inserida nesta seção deste site: Internacionalistas: uma carreira, uma profissão?

Um exemplo pode ser visto neste meu texto: “O que faz um diplomata, exatamente?”, que responde a indagações efetuadas sobre a natureza do trabalho diplomático, contendo uma remissão a meu trabalho sobre as “dez regras modernas de diplomacia”; está em meu blog nr. 153, link: http://paulomre.blogspot.com/2006/01/153-o-que-faz-um-diplomata-exatamente.html.

Por outro lado, você também deve ter pensado em tudo o que você sempre quis saber sobre a carreira diplomática...
...e nunca teve a quem perguntar... Pois, agora já tem! Ao meu colega Renato Godinho, que preparou um excelente "FAQ", ou questões mais perguntadas, sobre a carreira, o concurso do Instituto Rio Branco e outros aspectos curiosos (como salário, por exemplo, que falta completar, para traduzir toda a nossa miséria salarial no Brasil). Eu coloquei um link para o seu excelente "questions and answers" como post 266 de meu Blog "Cousas Diplomáticas", mas você pode ir direto à fonte, neste link: http://web.mac.com/rgodinho/iWeb/Renato/FAQItamaraty.html#C.

Esta página ainda está em construção e se algum texto não estiver disponível, atenderei as solicitações individualmente, sempre com a menção ao número sequencial de cada trabalho. Aos poucos, a seção vai ser ampliada.

1) O Ministério das Relações Exteriores e a carreira diplomática

2) Preparação e estudo: um projeto de longo curso e muita dedicação

3) História diplomática

4) Relações econômicas internacionais

5) O sistema político internacional

6) Leituras e livros; bibliografia resumida

7) Materiais diversos, de terceiras fontes, de interesse para o concurso

8) E agora um pouco de diversão...

Paulo Roberto de Almeida

Tem muitas outras coisas mais a descobrir nesse site pioneiro e esquecido: 
https://pralmeida.tripod.com/academia/00academia.html

(c) 2006 Paulo Roberto de Almeida (elaboração: setembro 2006)

quinta-feira, 22 de janeiro de 2026

Crise no, do Mercosul? Não é uma novidade... Uma Constituição para o Mercosul? (2001) - Paulo Roberto de Almeida

Crise no, do Mercosul? Não é uma novidade...


Em 2001, em face de uma das crises do Mercosul (naquele ano provocada pela desvalorização do peso argentino, no seguimento da crise cambial de 1999, no Brasil), eu escrevi um texto e pedi autorização ao Itamaraty para publicar. Não me permitiram, ou sequer responderam. Acabei publicando discretamente em meu blog Diplomatizzando algum tempo depois, como reproduzo abaixo novamente.

Agora, justo depois de ser assinado, mas ainda não aprovado, o acordo com a UE, o Mercosul parece estar em crise novamente. Mas acho que uma Constituição NÃO resolveria o problema.
Em todo caso, publico novamente.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 22 de janeiro de 2026


quinta-feira, 2 de maio de 2024
Em 2001 o Mercosul vivia a sua primeira grande crise (depois vieram outras): eu tinha uma proposta, que ficou inédita - Paulo Roberto de Almeida

Um trabalho para o qual foi solicitada autorização de publicação ao Itamaraty. Como nunca autorizaram, ficou inédito. Depois disso, deixei de pedir autorização para publicar:

811. “Uma Constituição para o Mercosul? Uma proposta modesta: recuar, para melhor saltar”, Washington, 12 set. 2001, 5 p. Comentários sobre a crise e proposta de nova arquitetura institucional para o Mercosul. Revisto em 15/09, para refletir proposta de suspensão temporária da TEC. Incompleto, pois deveria ter sido seguido por uma segunda parte, propositiva, contendo os elementos mais importantes da futura “constituição” do Mercosul. Solicitada autorização ao Itamaraty para publicação, sem resposta. Inédito.

Uma Constituição para o Mercosul?
uma proposta modesta: recuar, para melhor saltar

Paulo Roberto de Almeida*

Que o Mercosul vive atualmente uma “crise de identidade” constitui fato que poucos disputariam, ainda que tal crise seja bem mais recente do que alguns pessimistas tradicionais gostariam de admitir. Com efeito, profetas retrospectivos do apocalipse integracionista vêm o momento de partida dessa crise na desvalorização brasileira de janeiro de 1999 ou, até mesmo, na incapacidade de os países membros realizarem as promessas do Tratado de Assunção de 1991 dando início, em janeiro de 1995, à zona de livre comércio intrarregional e à aplicação uniforme, extra-zona, da Tarifa Externa Comum. Ou seja, o Mercosul viveria em crise praticamente desde seu aparecimento enquanto personalidade de direito internacional, tal como estabelecido no Protocolo de Ouro Preto de 1994.

Não é essa minha opinião, ainda que eu reconheça o estágio incompleto da zona de livre comércio mercosuliana a partir de 1995 e o caráter algo “surrealista” de sua união aduaneira desde então, na qual os países membros decidiram manter, não exceções comuns à TEC, mas desvios nacionais de seu perfil normal, de 0 a 20%, e outras tantas (às vezes algumas centenas) de exceções temporárias ao regime de união aduaneira. Tais desvios e perfurações observados de 1995 a 2000 deveriam no entanto ser compreendidos, não como “pecados mortais”, mas como “pecados veniais” de um esquema integracionista ainda incipiente, devendo acomodar por um tempo suplementar – digamos uma segunda “fase de transição”, coincidente com o período de eliminação das exceções temporárias e com o esforço adicional de convergência definido, desde dezembro de 1994, em função de um estrito calendário – as dificuldades naturais de quatro países reconhecidamente assimétricos em termos de magnitude econômica, de perfil industrial, de presença comercial no mundo e sobretudo de interdependência recíproca nos fluxos interfronteiriços.

Agregue-se a esses elementos “estruturais” os fatores conjunturais ligados às crises financeiras da segunda metade dos anos 90, aos processos inconclusos de estabilização macroeconômica sem possibilidade de coordenação das políticas adotadas para tal efeito e até de divergência cambial entre os dois principais sócios do esquema do Mercosul, para se ter uma idéia da magnitude dos desafios enfrentados pelos países membros entre 1995 e 2000, ou mais propriamente até o começo de 2001, quanto tem início a segunda gestão Cavallo à frente do Ministério argentino da economia. Nem a diminuição temporária de comércio registrada em 1999, efetivamente vinculada ao decréscimo da atividade econômica no Brasil, pode ser apontada como a fonte da crise, pois nem essa tendência se manteve – uma vez que os fluxos voltaram a seu patamar “normal” um ano depois – nem a Argentina deixou de exibir superávit no comércio bilateral, constituindo o Brasil sua mais segura fonte de recursos em divisas, à falta de todas as demais. A crise do Mercosul tem, portanto, uma data e talvez até uma ficha de identidade, e esta certamente não tem nada a ver com a ausência de institucionalidade, como gostariam alguns puristas da supranacionalidade.

Afirmo resolutamente que, até aquela data, o Mercosul não vivia em crise, ainda que ele fosse obrigado a conviver com as crises individuais de seus países membros, quais sejam, os desequilíbrios brasileiros de balanço de pagamentos (que motivaram, por exemplo, as restrições do Banco Central aos “generosos” esquemas de financiamento externo às importações), as renitentes dificuldades da Argentina em adquirir competitividade externa por força de sua camisa de força cambial (o que também motivou a “taxa de estatística” de 3%, oportunamente convertida em aumento linear da TEC por igual valor e período adicional), quando não as ameaças menemistas de dolarização unilateral ou outros destemperos inconseqüentes do líder argentino como seu apelo aparentemente incompreensível a uma relação especial com o império do norte, quando tudo indicava que o país tinha muito pouco a ganhar por essa via e muito mais no aprofundamento da relação com seu vizinho e principal parceiro econômico. Enfim, em que pesem os problemas acumulados em anos de salvaguardas ilegais, em medidas antidumping abusivas, em outros tantos desvios normativos nacionais ao funcionamento normal da união aduaneira, para não mencionar o sistema lentíssimo de solução de controvérsias, o Mercosul seguia seu caminho modesto de realizações e de promessas, confiante em poder superar dificuldades conjunturais, em deixar o “limbo” do surrealismo aduaneiro para penetrar, não no suposto “paraíso” do mercado comum, mas no “purgatório” da coordenação de políticas macroeconômicas – algo que começou a ser definido na reunião de Florianópolis, de dezembro de 2000 –, condição indispensável para a consolidação de um espaço econômico unificado no Cone Sul, para a conclusão exitosa de negociações regionais (CAN), hemisféricas (Alca) e extra-regionais (com a UE, a África do Sul) e para a afirmação de sua personalidade e voz próprias nos foros multilaterais do tipo da OMC, do G-8 ou da própria ONU.

A crise tem início, de verdade, quando o projeto de mercado comum, ainda que realisticamente afastado para ocasiões mais propícias, vem a ser radical e arrogantemente afastado do horizonte político dos quatro membros por um dos responsáveis econômicos de um dos seus mais importantes países, proclamando-se em seu lugar a utilidade ou mesmo a necessidade de uma volta ao princípio da zona de livre comércio, como se esta fosse um patamar para a plena realização das potencialidades individuais dos países membros ou até mesmo para a solução de seus problemas estruturais de competitividade e de equilíbrio fiscal. Não surpreende que o “pai da conversibilidade” defendesse tal proposta, uma vez que ela coincide com sua visão “excêntrica” do mundo, isto é, com uma Weltanschauung que vê no Brasil e na TEC as raízes de todos os problemas de inserção competitiva de seu país no mundo, e que faz das relações “extrarregionais” privilegiadas com o gigante hemisférico o início da solução de todos esses dilemas. Surpreende, sim, que um ex-chanceler brasileiro, o Embaixador Lampreia, defenda a mesma proposta, alegadamente para libertar o Brasil da “camisa de força” da união aduaneira, da obrigação de comprar na loja da esquina e não “onde bem nos aprouver” e da proibição de concluir acordos preferenciais com eventuais parceiros extrarregionais. Ora, a TEC do Mercosul é, manifestamente, uma derivação da tarifa brasileira, nossas compras externas são muito bem distribuídas entre os principais parceiros e as negociações de novos acordos têm sido geralmente feitas em consonância com as metas brasileiras para o relacionamento externo do Mercosul. Surpreende, também, que outro responsável econômico encare com “tranquilidade uma conversa sobre a suspensão temporária da TEC”, como se esta decisão fosse de natureza rotineira e seu objeto não estivesse no próprio centro da concepção formal e substantiva de uma união aduaneira, que o Mercosul pretende ser e deveria supostamente representar.

Pode-se até mesmo conceber a adoção de uma decisão conjunta abrindo o caminho para a suspensão temporária da TEC, ainda que não se veja bem em que tal decisão, que deveria responder a critérios de ordem estratégica, possa ajudar na solução de problemas e dificuldades temporários que requerem mais ações de natureza tática. As vantagens desse recuo ao livre cambismo sub-regional tampouco nos ajudariam a escapar do fantasma de um “fracasso político” internacional, supostamente representado pela incapacidade do Mercosul em realizar uma cópia exitosa do esquema comunitário europeu, como se tal obrigação estivesse inscrita no “código genético” do Tratado de Assunção. O Mercosul, contrariamente ao que pensam muitos juristas e acadêmicos de plantão, nunca foi a nossa “versão sul-americana da União Européia” – se tanto, um arremedo do Benelux – e nem se deve pensar que ele sequer deva ser um dia uma promessa de uma tal construção gótica, hiperburocratizada e custosa demais para nossos objetivos modestamente integracionistas. Ele é, e deve permanecer, um projeto de mercado comum sub-regional, pois que tal corresponde ao perfil “ótimo” (ou ideal) de nossa inserção econômica internacional e às possibilidades de construção de uma interdependência regional que complemente o processo de “globalização mercantilista” que continuará a caracterizar tanto o sistema multilateral de comércio como a internacionalização financeira no futuro previsível. É no Mercosul – e na sua extensão para a América do Sul – que o Brasil conseguirá promover sua versão regional do projeto britânico-vitoriano de um free-trade universal aplicado ao continente e uma analogia geoeconômica, ainda que em escala restrita, da vocação hobsoniana (e luxemburguiana, para os marxistas) da “exportação de capitais”. Mais do que isso o Mercosul não poderá fazer pelo Brasil, o que é bem menos, reconheçamos, do que o grandioso projeto anti-imperialista e desenvolvimentista que alguns economistas da oposição gostariam de ver em seu perfil integracionista, como se o Mercosul devesse necessariamente ser um bastião antiamericano e antiAlca e como se ele fosse trazer ao Brasil os capitais, a tecnologia e os mercados que o país tem de buscar por seus próprios esforços, isto é, os de seus homens de negócios e também pelo engenho e arte de sua diplomacia e de sua tecnoburocracia econômica.

Eu também gostaria de “promover uma nova ordem no Mercosul”, mas ela não passa, absolutamente pelo abandono da ideia de mercado comum, ou sequer do projeto de união aduaneira, ainda que essa ordem possa vir definida em função de uma nova arquitetura integracionista que preserve aqueles objetivos fundamentais mesmo quando abandonando temporariamente a chamada “camisa de força” da TEC e alguns dos prazos ainda irrealistas desta “segunda (ou terceira) fase de transição”. O que eu proponho é substituir o Tratado de Assunção, o Protocolo de Ouro Preto e alguns dos demais instrumentos derivados por uma carta constitucional do Mercosul, preservando integralmente os objetivos definidos pelos “pais fundadores” do Mercosul, mas introduzindo um esquema de geometria variável que dê aos países membros a flexibilidade necessária para atender às suas prioridades do momento – e portanto os outros três membros não poderiam reclamar quando o Brasil fosse realizar alguns de seus objetivos econômicos no cenário sul-americano, e não mais exclusivamente mercosuliano –, retomando a “liberdade” tarifária em troca do compromisso de convergir para a união aduaneira num período adicional, digamos até 2010, quando os efeitos de uma eventual – e ainda altamente hipotética – Alca ainda não terão sido sentidos em toda sua dimensão liberalizante. Até lá, espera-se que a Argentina tenha se libertado de sua própria “camisa de força” cambial, que o Brasil tenha estabilizado satisfatoriamente sua economia e estabelecido a conversibilidade plena do real – base da futura moeda comum do Mercosul – e que os demais sócios regionais tenham resolvido encontrar na América do Sul (e não numa mirífica Alca que deixará muitos a “ver navios”) o cenário ideal para a expansão de seus negócios.

Não se trata, para mim, de “dar um passo atrás”, mas tão simplesmente de “recuar para melhor saltar”, ou seja, confirmar os objetivos ambiciosos dos founding fathers, ainda que renunciando temporariamente à metodologia uniforme de fazer todos os sócios encilhar e montar cavalos de corrida, sobretudo quando alguns desses animais são mais ariscos do que outros. Alguns podem esporear soberbos ginetes, outros preferir o patinete: o importante é marcar um encontro para a assembleia do condomínio em prazo certo, pois os cobradores estarão batendo à porta em determinados prazos. Proponho mesmo que a assembleia geral para aprovar a Constituição do Mercosul, em substituição aos atuais instrumentos, seja realizada no Brasil no segundo semestre de 2004, quando o País estiver novamente à frente do esquema integracionista e quando saberemos se existirá ou não a hipótese alcalina (em função do que teremos de ajustar a geometria variável e a arquitetura flexível do novo esquema). Até lá pode-se pensar na implementação de uma fase preparatória a essa conferência diplomática de “refundação” do Mercosul mediante a combinação de um processo estratégico de reflexão e definição do novo instrumento institucional com a adoção tática de instrumentos temporários suscetíveis de acomodar dificuldades setoriais e circunstâncias nacionais especiais. Numa próxima oportunidade pretendo abordar a questão do que poderia conter essa nova carta constitucional do Mercosul.


* Paulo Roberto de Almeida (http://pralmeida.tripod.com) é doutor em ciências sociais, diplomata de carreira e autor dos seguintes livros: Mercosul: fundamentos e perspectivas (São Paulo: LTr, 1998) e O Mercosul no contexto regional e internacional (São Paulo: Aduaneiras, 1993).

As opiniões expressas no presente texto são exclusivamente as de seu autor e não correspondem a posições ou políticas do Ministério das Relações Exteriores ou do Governo brasileiro.

[Washington, 811: 12/09/2001; Rev.: 15/09/2001]
(1800 palavras; 10 mil caracteres)

Nota em 2/05/2024:
Como nunca tive autorização para publicar esse trabalho, deixei de elaborar minha proposta de "nova carta constitucional" do Mercosul, como eu prometia ao final desse artigo acima. Agora acho que não vale muito a pena. O Mercosul virou uma colcha de retalhos, anda muito esgarçado.

Pesquisadores contestam veracidade de relíquias judaicas ocultas em casarão dos Buenos na Cidade de Goiás - Jornal Opção

Pesquisadores contestam veracidade de relíquias judaicas ocultas em casarão dos Buenos na Cidade de Goiás. É fake news
Redação Jornal Opção,
22 janeiro 2026 às 15h23

O Jornal Opção consultou pesquisadores, como Antônio Caldas, Nilson Jaime, Graça Fleury e Yuri Baiocchi. Nenhum endossa texto que foi publicado nas redes sociais
Material supostamente judaico 867
Suposta relíquia judaica 

Giovanna Campos e Euler de França Belém

Seria bom que um arquiteto, um historiador, outras pessoas especialistas pudessem visitar a fazenda, ver se a construção é do século XVIII (Bartolomeu faleceu em 1740), pesquisar e ver se as terras pertenceram ao Anhanguera etc. Agora, se não permitem visitar a fazenda e analisar os artefatos, como se pode avaliar isso? Então por que noticiaram o achado? Nesse caso uma pesquisa in loco é fundamental. É o que posso dizer. Não tenho como emitir opinião sobre algo que não permitem ser visto. Se realmente isso se ligar ao Anhanguera, que bom, que beleza! Mas é preciso facultar aos entendidos a pesquisa para corroborar ou não tudo isso. A presença de sefarditas é conhecida em Goiás no século XVIII, mas não somente aqui, eles estavam em diversos lugares da colônia. Para dizer que Goiás era um reduto de sefarditas é preciso mais que artefatos que não são passíveis de serem estudados. É preciso mergulhar na documentação da época e muito mais. — Antônio Caldas, pesquisador e professor da PUC-Goiás
Uma suposta descoberta de relíquias judaicas ocultas em um antigo casarão atribuído à família Bueno, na Cidade de Goiás, tem gerado repercussão nas redes sociais, mas encontra forte resistência entre historiadores, genealogistas e instituições de referência no estudo da história goiana. Pesquisadores ouvidos pelo Jornal Opção alertam que, até o momento, não há qualquer comprovação científica ou documental que sustente a narrativa, levantando a hipótese de que o caso possa se tratar de fake news ou de uma construção fantasiosa sem lastro acadêmico.

O Instituto Histórico e Geográfico de Goiás (IHGG) informou, por meio de seu representante Jales Mendonça, que desconhece completamente o assunto. Segundo ele, não há registros, comunicações oficiais ou pedidos de análise formal envolvendo a suposta descoberta. A ausência de informações nos arquivos institucionais e o silêncio de órgãos oficiais reforçam o ceticismo da comunidade acadêmica.

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Nilson Jaime: doutor pela Universidade Federal de Goiás | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção
Para o ex-professor-doutor da Universidade Federal Nilson Jaime — pesquisador do bandeirantismo —, a forma como a história veio a público já compromete sua credibilidade. “Descobertas históricas não são anunciadas dessa maneira. O pesquisador sério publica, assina suas teses, apresenta documentos, submete o material ao crivo dos pares. Um ‘pesquisador que não quis se identificar’ não existe no meio acadêmico”, afirma.

Nilson Jaime contextualiza o debate a partir da formação histórica do Brasil Central. Segundo ele, os bandeirantes que chegaram a Goiás descendiam majoritariamente dos mamelucos paulistas, oriundos da linhagem de João Ramalho e do cacique Tibiriçá, considerados fundadores da São Paulo colonial. “Há autores que levantam a hipótese de João Ramalho ser cristão-novo. Se isso fosse confirmado, não seria novidade encontrar essa origem em Goiás. Mas isso é muito diferente de afirmar a existência de um reduto judaico estruturado no território goiano.”

Antônio César Caldas: professor-doutor da PUC-Goiás | Foto: Divulgação
O pesquisador ressalta que extensos estudos genealógicos realizados por ele, por Jarbas Jaime e por outros genealogistas não identificaram, nas famílias que se estabeleceram em Goiás, a manutenção de práticas judaicas clandestinas. “Se o medo era a Inquisição, por que essa tradição não persistiu após o seu fim? Goiás não desenvolveu tradição judaica, como ocorreu em outras regiões. As cidades históricas não apresentam esse traço”, observa.

Para Nilson Jaime, mesmo que algum indivíduo de origem cristã-nova tenha participado da ocupação do território, isso não altera a narrativa central da colonização. “Eles vieram atrás de ouro e de indígenas. O fato de alguém ser cristão-novo não muda a história de Goiás. Dizer que isso ‘reescreve’ a história é absolutamente inapropriado.”

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Graça Fleury: pesquisadora-doutora | Foto: Divulgação
A presidente do Instituto Bertran Fleury, Graça Fleury, também se posiciona com extrema cautela. Segundo ela, qualquer parecer só pode ser emitido após uma verificação técnica rigorosa. “Para existir esse tipo de material, é imprescindível que a casa seja, de fato, do século XVIII. Um arquiteto especializado em arquitetura colonial consegue identificar isso imediatamente. Se a edificação for posterior, a narrativa cai por terra.”

Graça Fleury defende que a apuração envolva, obrigatoriamente, um arquiteto especialista em arquitetura colonial e um historiador reconhecido, com acesso direto ao imóvel e aos supostos objetos. “Se não querem mostrar, não há prova. Sem prova, não se pode tratar isso como verdade jornalística.” Ela acrescenta que já ouviu referências esparsas à fazenda mencionada, mas nunca associadas a qualquer achado histórico relevante.

Yuri Baiocchi, pesquisador: há mitômanos nas redes sociais | Foto: Facebook
A presidente do Instituto Bertran Fleury ressalta que vários pesquisadores consultados — entre eles historiadores locais — também afirmaram desconhecer completamente o caso. “Todo mundo que foi procurado disse não saber de nada. Isso é, no mínimo, estranho. Se fosse algo sério, o alarde já teria sido feito pelos canais corretos.”

Para os especialistas, o episódio reforça a necessidade de responsabilidade na divulgação de temas históricos sensíveis. “Se for verdade, será extraordinário e merece estudo profundo. Se for mentira, também é importante desmentir, para não se criar fatos inexistentes”, conclui Graça Fleury.

Enquanto não houver acesso aos supostos artefatos, laudos técnicos, datação precisa da edificação e autoria clara das pesquisas, a chamada “descoberta” permanece no campo da especulação. Para a comunidade acadêmica goiana, a história da Cidade de Goiás segue ancorada em documentos, métodos científicos e no rigor que o passado exige.

A interpretação do doutor pela USP Adelto Gonçalves

Adelto Gonçalves: doutor pela USP e pesquisador consagrado no Brasil e em Portugal | Foto: Euler de França Belém/Jornal Opção
O professor-doutor, pesquisador e crítico Adelto Gonçalves — autor do livro “O Reino, a Colônia e o Poder. O Governo Lorena na Capitania de São Paulo 1788-1797” — disse ao Jornal Opção: “Por enquanto, não se pode dizer nada. Seria necessário que algum estudioso pesquisasse a documentação referente a Goiás que está no Arquivo Histórico Ultramarino (AHU), em Lisboa, e que foi microfilmado pelo Projeto Resgate”.

Adelto Gonçalves acrescenta: “No meu livro ‘O Reino, a Colônia e o Poder: o Governo Lorena na Capitania de São Paulo — 1788-1797’ (Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2019), há várias referências às expedições do capitão Bartolomeu Bueno da Silva, filho do Anhanguera, a Goiás em  busca de ouro. Em outubro de 1725, ele e alguns remanescentes de sua bandeira retornaram a São Paulo e anunciaram que haviam encontrado ouro na região de Goiás. Depois, em 1726, Bartolomeu retornou e, com a ajuda dos índios caiapós, chegou ao local onde seu pai acampara cinquenta anos antes. Nos arredores fundou o arraial que depois levaria o nome de Vila Boa de Goiases. Tudo isso está escrito em meu livro com base na documentação do Arquivo Histórico Ultramarino, de Lisboa, mas, em nenhum documento, infelizmente, encontrei qualquer referência a práticas judaicas clandestinas. Seria preciso pesquisar com o foco exclusivamente nesse tema”.

Doutor em História, Bento Fleury disse ao Jornal Opção: “Achei um pouco confuso [o texto postado nas redes sociais]. Deverá ter mais desdobramentos e pesquisa para um conceito melhor”.

O que diz Murah Rannier Peixoto Vaz

Sou membro do Instituto Histórico e Geográfico de Goiás e interajo com diversas entidades culturais e históricas do Estado e ninguém ouviu falar de uma descoberta como essa. Sendo verdade, estaria sendo alardeada e anunciada pelos quatro cantos.

Os órgãos do governo federal e estadual estariam a par e esses objetos seriam encaminhados para um museu, pois, por lei, seriam de propriedade da União. Reservo-me a desacreditar da informação e a tê-la como fake até que se prove o contrário.”

O que diz o pesquisador Yuri Baiocchi

“É mentira de cabo a rabo.” Yuri Baiocchi diz que é preciso ter cuidado com os mitômanos, que usam a internet para espalhar fake news.

Texto apontado como fake news que circula nas redes sociais

Airton Bueno

19 de janeiro às 13:32

DESCOBERTA HISTÓRICA: Relíquias judaicas ocultas em casarão dos Bueno podem reescrever a história de Goiás

​GOIÁS VELHO – Uma descoberta acidental durante a restauração do casarão da histórica Fazenda Ruá está abalando os alicerces da história colonial brasileira. Escondidas atrás de uma parede falsa, selada há mais de duzentos anos, foram encontradas relíquias sagradas do judaísmo que pertenceriam à linhagem de Bartolomeu Bueno, o Anhanguera.

​O Achado no Coração do Sertão

​A descoberta ocorreu durante uma reforma estrutural na propriedade que pertence à família Bueno desde sua fundação. Ao removerem uma camada de reboco antigo, operários encontraram uma porta camuflada que dava acesso a um armário de madeira de lei preservado.

​No interior do compartimento, historiadores preliminarmente identificaram objetos de valor inestimável:

​Um Sefer Torá: Rolo da lei judaica, escrito à mão em pergaminho.

​Uma Menorá: O candelabro de sete braços, símbolo central da fé judaica.

​Lamparinas de Azeite: Utilizadas em rituais específicos, datadas do século XVIII.

​Documentos em Hebraico: Manuscritos que podem detalhar a vida religiosa clandestina da família.

​A Confirmação das Teses de Anita Novinsky

​A descoberta dá peso material às pesquisas da renomada historiadora Anita Novinsky (1922-2021), que dedicou décadas ao estudo dos cristãos-novos no Brasil. Novinsky sempre defendeu que Bartolomeu Bueno possuía origens judaicas e que muitos bandeirantes se embrenhavam no sertão para fugir da vigilância da Inquisição em Portugal e no litoral brasileiro.

O achado prova que a antiga Vila Boa de Goiás não foi apenas um posto avançado de mineração, mas um reduto secreto de judeus sefarditas, que mantinham sua fé sob o manto do catolicismo oficial.

​Mistério e Resistência da Família

​Apesar da magnitude do achado, o clima é de tensão. A família Bueno, atual proprietária da Fazenda Ruá, mantém-se em silêncio absoluto. Fontes locais indicam que os herdeiros não permitem o acesso de pesquisadores externos e se recusam a autorizar a exposição das peças, alegando tratar-se de herança privada e íntima.

​“Estamos diante do maior elo perdido da história de Goiás. Se essas peças forem de fato do período da fundação, a narrativa oficial sobre a colonização do Brasil Central terá de ser inteiramente revisada”, afirma um pesquisador da UFG que preferiu não se identificar.

​Impactos Imediatos

​Revisão Histórica: O papel dos cristãos-novos na expansão territorial brasileira ganha prova material incontestável.

​Turismo Religioso: A Cidade de Goiás pode se tornar um novo ponto de interesse para a comunidade judaica internacional.

Arquivos Históricos e Geográfico do Estado de Goiás.

Trancando a porta do aviário de Trump - Jorio Dauster (Relatório Reservado)

 O que precisa ser dito

Trancando a porta do aviário de Trump

  • Relatório Reservado, 22/01/2026

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Na manhã de hoje foi formalizada a criação do Conselho da Paz proposto por Donald Trump numa cerimônia realizada em Davos em que estiveram presentes, além do atual ocupante da Casa Branca, chefes de Estado de numerosos países, incluindo Argentina, Catar, Hungria, Indonésia, Paquistão e Paraguai, além de altos representantes da Arábia Saudita, Emirados, Jordânia e Turquia. Segundo autoridades norte-americanas, dos cerca de 60 países convidados mais da metade já teria concordado em participar, embora muitos países ainda estudem o convite (incluindo China e Rússia) e seis já o tenham recusado (Dinamarca, Eslovênia, França, Itália, Noruega e Suécia).

Com essa formalização, deixa de ser a válida a sugestão que fiz em artigo anterior, intitulado “O aviário de Trump” (https://relatorioreservado.com.br/noticias/o-aviario-de-donald-trump/), no sentido de que o Brasil poderia condicionar sua presença no órgão a determinadas modificações (certamente inaceitáveis) no projeto de estatuto que havia acompanhado o convite de Trump a Lula. Isso porque, segundo o próprio estatuto, não são admitidas reservas ao texto depois que a entidade entrasse em vigor como acaba de ocorrer.

Nessas circunstâncias, só resta agora ao Brasil negar sua participação devido à série de graves defeitos que apontei em outro artigo neste espaço, intitulado “Uma pomba sobrevoa o Palácio do Planalto”  (https://relatorioreservado.com.br/noticias/uma-pomba-sobrevoa-o-palacio-do-planalto/). Entre os mais obviamente impossíveis de serem aceitos pelo Brasil constavam a possibilidade de atuação do Conselho da Paz fora da Faixa de Gaza (que foi exclusivamente contemplada na Resolução 2083 do Conselho de Segurança das Nações Unidas) e o fato de que Donald Trump deterá a presidência vitalícia da nova entidade, devendo designar seu sucessor de maneira a gerar naquele território um feudo dinástico.

No entanto, como não há o menor interesse de que o Brasil hostilize o proponente do Conselho e os numerosos membros já confirmados, é recomendável que nossa recusa seja justificada por razões constitucionais. Com efeito, o artigo 4 da Carta Magna lista os princípios que regem as relações internacionais do país e, entre eles, como item quinto, se afirma a igualdade entre os Estados. Ora, o estatuto do Conselho da Paz viola esse princípio ao estabelecer diferenças frontais entre a) Estados convidados e não convidados por Trump, e b) Estados com mandato inicial de três anos sujeito a renovação por decisão monocrática de Trump e Estados com assento permanente caso paguem US$ 1 bilhão pela cadeira cativa.

Valendo-se desse argumento perfeitamente válido e correto, a ser explicitado em carta sóbria do presidente Lula ao presidente Trump, ficam nossas autoridades eximidas de declarar quaisquer outros motivos para sua decisão. Nessa comunicação, aliás, é fundamental enfatizar nosso desejo de que se estabeleça a paz duradoura na Faixa de Gaza, de que os palestinos gozem de padrões de vida condizentes com sua condição de cidadãos de pleno direito daquele território e de que as novas condições a serem ali criadas conduzam à formação definitiva do Estado palestino e à solução dos dois Estados.

Nada impedirá que possamos contribuir com o Conselho da Paz na realização de tais objetivos e até mesmo formar, com outros países que se neguem a dele participar, um grupo permanente de acompanhamento de suas atividades.

Cabe, porém uma última palavra dirigida àqueles que têm ótimas razões para crer que esse Conselho, tal como constituído, possa se transformar numa gigantesca fonte adicional de riqueza para o genro de Trump, Jared Kushner, outros membros de sua família e os multibilionários que o cercam. Os dirigentes de Egito, Catar e Turquia (conegociadores do cessar-fogo com os Estados Unidos em novembro de 2024), bem como os da Jordânia, Emirados e Arábia Saudita – em suma, todos os países árabes da região direta ou indiretamente envolvidos no conflito -, têm pleno conhecimento do que está em jogo. Se aceitam participar do Conselho é devido à convicção de que o mesmo ocorreria caso Israel anexasse a Faixa de Gaza e os palestinos que ali moram se transformassem eternamente em cidadãos de segunda classe sem qualquer respeito por suas vidas, bem-estar ou o direito de um dia criarem um Estado próprio.


Carta de Trump ao primeiro-ministro da Noruega sobre o Prêmio Nobel: o que o dirigente norueguês respondeu?

Carta de Trump ao primeiro-ministro da Noruega sobre o Prêmio Nobel.

Será que o dirigente norueguês respondeu?

Confesso que não sei, e não recebi, dentre as dezenas de postagens que recebo diariamente das mais diversas fontes, qualquer texto que teria sido a resposta a esta carta, absolutamente surpreendente do "colega" americano.
Para quem ainda não conhece a "carta" de DJT (eu. a postei aqui mesmo), eu a transcrevo aqui abaixo:

“Dear Jonas: Considering your Country decided not to give me the Nobel Peace Prize for having stopped 8 Wars PLUS, I no longer feel an obligation to think purely of Peace, although it will always be predominant, but can now think about what is good and proper for the United States of America. Denmark cannot protect that land from Russia or China, and why do they have a ‘right of ownership’ anyway? There are no written documents, it’s only that a boat landed there hundreds of years ago, but we had boats landing there, also. I have done more for NATO than any other person since its founding, and now, NATO should do something for the United States. The World is not secure unless we have Complete and Total Control of Greenland. Thank you! President DJT”

Bem, à falta de alguma indicação, eu mesmo sugiro – se por acaso fosse primeiro-ministro do Reino da Noruega – uma possível carta-resposta ao inacreditável missivista:

"Dear Mister President, I must confess, in first place, my total surprise as receiving from you a letter on two objects that neither my government, nor the Kingdom of Norway have anything to do whatsoever, albeit we have a great concern, first for your ignorance on that matter of Nobel Prizes, second for the worries that you are carrying for the Kingdom of Denmark and its autonomous territory of Greenland.

Let me explain to you, once and for all, that the Noewegian Nobel Committee has no connections with the Norwegian government: it is an independent body, charged with the attribution of Nobel Peace prizes, together with a corresponding Swedish Committee, which is in charge of all other prizes, in literature, sciences and economy (a discipline you should carefully study, excuse me for the remark, but I suppose that from your erractic application of abusive tariffs everywhere and against every country in the world, allied and adversaries alike).

As it concerns the Danish affairs, I recommend you to address a letter, or a message, as you prefer, to the Prime-Minister of that Kingdom, but I would recommend you to be aware of any menace made against that small kingdom, in territory, but a greater country in the history of Europe and the world.

Have my salute, simply Jonas

Oslo, January 22, 2026 (with the help of a Brazilian citizen)"


Lecturas al cerrar el dia... - Miguel de Cervantes


Lecturas al cerrar el dia...
"En resolución, él [el ingenioso Hidalgo de la Mancha] se enfrascó tanto en su lectura, que le pasaban las noches leyendo de claro en claro, y los días de turbio en turbio; y así, del poco dormir y del mucho leer, se le secó el celebro de manera que vino a perder el juicio.
(p. 29-30 da edição do IV Centenario, por la Real Academia Española, 2005.



 

Postagem em destaque

Nota do Instituto Diplomacia sobre o ataque americano ao Irã, que também menciona o da Rússia contra a Ucrânia

Uma nota sobre mais uma violação do Direito Internacional pelos EUA, ao atacar o Irã, que seguiu a da Rússia contra a Ucrânia...