sexta-feira, 10 de maio de 2013

De volta ao debate: a Comissão da (In)Verdade e a fraude com a História (2)


A postagem original; exatamente como foi postada, quase um ano atrás. Podem conferir neste link: http://diplomatizzando.blogspot.com/2012/05/dou-me-o-direito-de-discordar-comissao.html

quarta-feira, 16 de maio de 2012
Dou-me o direito de discordar (Comissao da "Verdade")
Sobre isto:

A presidente Dilma Rousseff empossou nesta quarta-feira, em Brasília, os sete integrantes da Comissão Nacional da Verdade, grupo de trabalho que irá apurar violações de direitos humanos durante a ditadura militar, entre os anos de 1946 e 1988. Com voz embargada, a presidente negou que o colegiado busque “revanchismo” ou a possibilidade de “reescrever a história”. Ex-integrante da organização clandestina VAR-Palmares, a presidente se emocionou ao relembrar os “sacrifícios humanos irreparáveis” daqueles que lutaram pela redemocratização do país...

peço licença para discordar.
Como ex-integrante de dois desses grupos que alinharam contra o regime militar, no final dos anos 1960 e início dos 1970, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que NENHUM de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma "democracia burguesa", que desprezávamos.
O que queríamos, mesmo, era uma democracia "popular", ou proletária, mas poucos na linha da URSS, por nós julgada muito "burocrática" e já um tantinho esclerosada.
O que queríamos mesmo, a maioria, era um regime à la cubana, no Brasil, embora alguns preferissem o modelo maoista, ainda mais revolucionário.
Os soviéticos -- e seus servidores no Brasil, o pessoal do Partidão -- eram considerados reformistas incuráveis, e nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários. Éramos consequentes com os nossos propósitos.
Sinto muito contradizer quem de direito, mas sendo absolutamente sincero, era isso mesmo que TODOS os desses movimentos, queríamos.
Essa conversa de democracia é para não ficar muito mal no julgamento da história.
Estávamos equivocados, e eu reconheço isso. Posso até dar o direito a outros de não reconhecerem e não fazerem autocrítica, por exemplo, dizer que nós provocamos, sim PROVOCAMOS, o endurecimento do regime militar, quando os ataques da guerrilha urbana começaram. Isso é um fato.
Enfim, tem gente que pode até querer esconder isso.
Mas eles não têm o direito de deformar a história ou mentir...

Paulo Roberto de Almeida 
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Addendum em 21/05/2012
A revista Veja, em sua edição do sábado 19 (data de capa 23/05/2012), reproduziu trecho desta postagem, desta forma:
O sociólogo Paulo Roberto de Almeida, que pertenceu a grupos de insurreição armada contra o regime militar brasileiro, colocou a questão com muita clareza:
"Como ex-integrante de dois desses grupos que se alinharam contra o regime militar, posso dizer, com pleno conhecimento de causa, que nenhum de nós estava lutando para trazer o Brasil de volta para uma 'democracia burguesa', que desprezávamos. Nós pretendíamos um regime revolucionário, que, inevitavelmente, começaria fuzilando burgueses e latifundiários."
Essa é a verdade. É uma afronta à história tentar romantizar ou edulcorar as ações, os métodos, as intenções e as ligações com potências estrangeiras dos terroristas que agiram no Brasil durante o período militar.

Postado por Paulo Roberto Almeida às 19:14 

De volta ao debate: a Comissão da (In)Verdade e a fraude com a História (1)


De volta ao debate: a Comissão da (In)Verdade e a fraude com a História

Paulo Roberto de Almeida

Aproximadamente um ano atrás, quase dia por dia, reagi contra uma afirmação que, independentemente de onde tivesse vindo, me parecia ser um deformação do processo histórico, tal como eu o conheci, por experiência direta. O fato de que essa afirmação tenha sido feita no nível mais alto da responsabilidade política em nosso país acrescenta à seriedade do erro, e à responsabilidade de quem o emitiu. E não me importa quem seja, que tipo de autoridade detenha, ou minha posição: estou apenas me referindo ao processo histórico, objetivo, e as obrigações morais que todos temos de pelo menos tentar não falsear a verdade.
Todos os meus poucos leitores, e o número ainda mais reduzido dos que escolherem ler o que segue, saberão do que, exatamente, estou falando, e poderão, se desejarem chegar ao final desta série de postagens, reagir da forma que lhes parecer mais apropriada, inclusive desmentindo este modesto escrevinhador. Estou respostando o que coloquei neste mesmo espaço um ano atrás, e desta vez dando destaque aos comentários que recebi, e que me eximi de comentar à época, por não desejar alimentar um debate fragmentado, sem maiores explicações de minha parte.
Acho que chegou o momento de dar essas explicações, e elas estarão divididas em pequenos blocos nas postagens subsequentes. Antes, porém, transcrevo, para melhor compreensão dos novos visitantes, ou para refrescar a memória dos antigos, o que eu havia colocado aqui no dia 16 de maio de 2012, seguido dos comentários recebidos; não sei se todos, pois filtro os recebidos, e elimino aqueles que não são pertinentes ao assunto, independentemente se são a favor ou contra este autor; creio que não eliminei nenhum, desta vez, pois todos os que me escreveram tinham um interesse genuíno pelo assunto. Desculpo-me, agora, por não ter respondido aos comentaristas, mas não queria ser parcial ou incompleto.
Finalmente, antes de começar a postar o material antigo, e um mais recente, cabe uma explicação quanto ao título: por que Comissão da (In)Verdade, e por que fraude com a História? Eu não teria nenhum problema com uma comissão de historiadores ou com outros especialistas que procurasse relatar o que se passou, efetivamente, no Brasil, de 1964 a 1985, e um pouco antes e um pouco depois, se desejarem. A verdade, porém, é que a tal Comissão da Verdade é parcial, deformada, constituída (salvo, talvez, num caso ou outro, minoritários) de pessoas comprometidas com o governo atual, e interessados em se vingar do passado ditatorial que tivemos. É verdade, tivemos ditadura no passado, e militares perpetraram ações odiosas, como assassinatos e desaparecimentos. Assim como o fizeram os que primeiro tomaram das armas para lugar contra o que era uma ditadura militar surgida numa conjuntura política muito específica da nossa história. Eu explico um pouco do que sei, do que assisti, do que participei, nesses anos sombrios da nossa história.
Por isso mesmo, tendo participado de alguns episódios, e tendo conhecido alguns dos personagens que atualmente pontificam de democratas, que supostamente teriam lutado contra a ditadura pela “democracia”, posso dizer, tranquilamente: não é verdade, isso é uma fraude contra a história, e é uma mentira. O Partidão, coitado, pagou um preço alto, não por ter pego em armas, mas por estar do lado da União Soviética, a inimiga maior dos militares na época, junto com Cuba e a China dos maoístas que foram para as selvas do Araguaia (mas já nessa época a China revisava suas concepções), e talvez a Albânia de alguns alucinados. Apenas por isso que falo em fraude com a história: os militantes da esquerda armada, que tentaram derrubar a ditadura pela guerrilha urbana ou rural são em grande parte responsáveis pelo descalabro de violência que tivemos depois, e é simplesmente mentira, repito, uma mentira, que estivessem lutando pela democracia. Estávamos lutando pela ditadura do proletariado (menos o Partidão, coitado, que sabia, por seus velhos militantes, que isso era uma grande bobagem).
A Comissão da Verdade está sendo parcial, e está cometendo uma fraude, por querer investigar apenas um lado da história: a história dos que vencerem a batalha militar e perderam a batalha da história (por enquanto, já que a história foi feita pelos derrotados). Eles não estão querendo contar a nossa história, a minha história, a história dos que pretendiam derrubar a ditadura pela força das armas e implantar um regime que não teria nada a ver com a democracia, tal como a conhecemos hoje.
Volto a repetir: a Comissão está fraudando a verdade, e seja a quem ela responda, sejam quem forem seus componentes, eu não hesitarei em denunciar a fraude e a mentira.
Dito isto, vou começar as postagens numa sequência linear: primeiro o que escrevi, um ano atrás, depois os comentários recebidos, depois, em blocos, por ser um texto muito grande, meu depoimento para a história. Aceito contestações.

Paulo Roberto de Almeida (Hartford, 10 de maio de 2013). 

O Brasil em processo de venezuelizacao, ou de cubanizacao?

Calma, calma, não se trata de implantar uma ditadura política aqui, mas apenas de importar médicos cubanos, o que talvez não se realize. Mas, se acontecer, esperemos que eles não "matem" brasileiros, involuntariamente, claro...

A falácia dos médicos cubanos

10 de maio de 2013 | 2h 08
Editorial O Estado de S.Paulo
 
Não poderia ser pior a medida em estudo pelo governo federal - a importação de 6 mil médicos cubanos - para resolver o problema da falta desses profissionais em cidades do interior, principalmente nas regiões mais pobres do País. Além das restrições legais ao seu trabalho aqui, que deveriam bastar para invalidar a ideia, é preciso considerar também a duvidosa qualificação técnica desses médicos. Como essa não é a primeira vez que a medicina cubana é apresentada como valiosa ajuda para a solução de nossos problemas, sem base em nenhum dado objetivo, tal insistência torna inescapável a conclusão de que o governo está misturando perigosamente política com saúde da população.
Embora a questão esteja sendo estudada, além dele, também pelos Ministérios da Saúde e da Educação, não deixa de ser significativo que tenha sido o titular do Ministério das Relações Exteriores, Antônio Patriota, que anunciou a possível adoção da medida, depois de um encontro com seu colega cubano, Bruno Rodriguez, em Brasília. "Estamos nos organizando para receber um número maior de médicos (cubanos) aqui, em vista do déficit de profissionais de medicina. Trata-se de uma cooperação que tem grande potencial e a qual atribuímos um grande valor estratégico", disse ele.
Acrescentou o ministro, de acordo com o jornal O Globo, que a vinda daqueles médicos fortaleceria ainda mais a parceria do Brasil com Cuba numa área em que este país "detém clara vantagem e se estabeleceu mundialmente como um país que contribui para elevar os níveis de saúde aqui na América Latina". Como o que está em discussão não são sistemas de saúde, mas especificamente a possível contribuição de médicos cubanos, supõe-se que Patriota, ao falar em "clara vantagem", tenha se referido à da medicina cubana sobre a brasileira. Isto é, na melhor da hipóteses, um exagero retórico, que não pode ser levado a sério, mas que coloca em evidência o componente político da medida em estudo.
Os médicos cubanos viriam como prestadores de serviço ao governo brasileiro, com contratos temporários - de dois a três anos - assinados com a Organização Pan-Americana da Saúde (Opas). Como a lei exige a revalidação dos diplomas desses profissionais para que eles possam trabalhar aqui, o Ministério da Saúde estaria tentando, desde o ano passado, negociar com o Conselho Federal de Medicina (CFM) a concessão de licença provisória por aquele período, tanto para médicos de Cuba como de Portugal e Espanha. A pronta reação do CFM ao anúncio de que aquela medida estava em estudo, com duras críticas do governo, mostra que a negociação deu em nada.
Em dura nota oficial, ele condena "qualquer iniciativa que proporcione a entrada irresponsável de médicos estrangeiros e de brasileiros com diplomas de Medicina obtidos no exterior sem sua respectiva validação". Como pela lei essa validação é obrigatória, a questão deverá ser levada à Justiça. A nota chama a medida de "agressão à Nação", porque atenderia a "interesses específicos e eleitorais". A posição adotada pelo CFM se justifica plenamente. Como o governo sabe que dificilmente os médicos cubanos conseguirão passar no exame para validação de seus diplomas, a tal licença provisória é um expediente para contornar a exigência legal.
Foram decepcionantes os resultados do exame, feito no ano passado, para a validação de diplomas de médicos, cubanos ou não, formados em Cuba. Segundo dados do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep), dos 182 inscritos, só 20 foram aprovados, ou seja, 1 de cada 9. É aos cuidados desse tipo de médico, comprovadamente sem a necessária qualificação, que o governo quer deixar a população pobre das pequenas cidades.
Têm razão portanto os especialistas, quando afirmam que a solução não é importar médicos cubanos ou contratar brasileiros formados em Cuba, sem diplomas validados. É investir cada vez mais na formação de médicos brasileiros e criar estímulos para que trabalhem no interior.

Do fundo da prisao, uma homenagem a Margaret Thatcher - Yuliya Tymoshenko


The Iron Lady as Liberator

Yulia Timoshenko
Project Syndicate, April 9, 2013
Portrait of Yuliya Tymoshenko

Yuliya Tymoshenko, twice Prime Minister of Ukraine, has been a political prisoner since 2011.

Read more at http://www.project-syndicate.org/commentary/margaret-thatcher-and-soviet-freedom-by-yuliya-tymoshenko#s2Dl0Mf0RppuOMxd.99 

KHARKIV, UKRAINE – Prison is always a place of mourning. But perhaps learning of Margaret Thatcher’s death in this place is grimly appropriate, because it made me remember the imprisoned society of my youth that Thatcher did so much to set free.
This illustration is by Paul Lachine and comes from <a href="http://www.newsart.com">NewsArt.com</a>, and is the property of the NewsArt organization and of its artist. Reproducing this image is a violation of copyright law.
Illustration by Paul Lachine
For many of us who grew up in the Soviet Union and its satellites in Eastern Europe, Margaret Thatcher will always be a heroine. Not only did she espouse the cause of freedom – particularly economic freedom – in Britain and the West; by proclaiming Mikhail Gorbachev a man “we can do business with” (at a time when almost every democratic leader was deeply suspicious of his policies of perestroika and glasnost), she became a vital catalyst in unlocking our gulag societies.
Indeed, for everyone in the former communist world who sought to build a free society out of the wreckage of totalitarianism, the “Iron Lady” became a secular icon. Her qualities of courage and persistence – of being “not for turning” – provided a living example for us of a type of leadership that does not buckle at moments of political peril. I have certainly taken inspiration from her fidelity to her principles and absolute determination to fight, and fight again, when the cause is just.
One of the true joys of my life in politics was the opportunity to have a quiet lunch with Thatcher in London some years ago, and express my gratitude to her for recognizing our chance for freedom and seizing the diplomatic initiative to help realize it. Throughout my premiership, I kept a quote of hers in mind: “I am not a consensus politician; I am a conviction politician.” Her rigorous sense of the true duty of a politician always gave me comfort during a political struggle, for our duty as leaders is not to hold office, but to use our power to improve people’s lives and increase the scope of their freedom.
When Thatcher first expressed her belief in the potential of Gorbachev’s pro-democracy reforms, I was a 24-year-old recent university graduate beginning my career. There was scant hope that my life would be better than that of my mother and, more dispiriting, even less hope that I would be able to build a better life for my young daughter.
Thatcher’s embrace of the cause of our freedom was electrifying for me. The great dissident writer Nadezhda Mandelstam had seen for us a future in which we could only “hope against hope”; yet here was a leader who saw for us a future not of squalor and moral compromise, but of freedom and opportunity. I still shake my head in wonder that she could embrace the abandoned hope of liberation when almost no one else – not even Gorbachev – could even imagine it.
But, of course, Thatcher understood freedom, because it was in her very sinews. She was assuredly not for turning, but she also was not for taking orders or settling for the restricted life that her society seemed to hold in store for her. In a Britain where social class still typically determined one’s destiny, the grocer’s daughter from the north made her way to Oxford and starred as a student of chemistry.
Then she dared to enter the exclusive male preserve of politics. When she became the first woman to be British Prime Minister, she fired the ambitions of countless young women around the world (including mine). We could dream big because of her example.
And, as a woman, Thatcher knew that she brought something unique to the corridors of power. As she said on taking office in 1979, “Any woman who understands the problems of running a home will be nearer to understanding the problems of running a country.” That common-sense fusion of family values and fiscal probity set an example for every elected leader who has followed her.
Of course, I well understand that many in Britain felt left behind by the economic and social revolution that Thatcher unleashed. But the entire point of Thatcherism, as I understood it from afar, was to create conditions in which everyone could work hard and achieve their dreams. That is what I – and all of Ukraine’s democrats – want for our country: a society of opportunity, under the rule of law and not under the thumb of cronies and oligarchs, in an open Europe.
The record speaks for itself. Before Thatcher’s premiership, Britain was widely considered the “sick man of Europe” – afflicted by stifling regulation, high unemployment, constant strikes, and chronic budget deficits. When she stepped down 11 years later (the country’s longest-serving prime minister since Lord Liverpool left office in 1827) Britain was among Europe’s – and the world’s – most dynamic economies. As a result, we are all Thatcherites now.
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A visao de George Bush (pai) sobre o fim da Guerra Fria - Joseph Nye

O pesquisador de Harvard faz uma análise simpática da política internacional de Bush pai, um homem certamente escolado, preparado, instruído sobre as realidades do mundo, não um rústico, no limite da idiotice, como seu filho que assumiu dois mandatos depois.
Paulo Roberto de Almeida


In Defense of Non-Visionaries

OXFORD – Many of the recent tributes for Margaret Thatcher following her death celebrated her as a “transformational” leader who brought about great changes. There were frequent references to her equally transformational American counterpart, Ronald Reagan. But a more interesting comparison is with her other presidential contemporary, George H. W. Bush.
This illustration is by Tim Brinton and comes from <a href="http://www.newsart.com">NewsArt.com</a>, and is the property of the NewsArt organization and of its artist. Reproducing this image is a violation of copyright law.
Illustration by Tim Brinton
Though often dismissed as a mere “transactional” manager, Bush had one of the best foreign-policy records of the past half-century. His administration managed the end of the Cold War, the dismantlement of the Soviet Union, and the unification of Germany within NATO – all without violence. At the same time, he led a broad United Nations-backed coalition that repelled Saddam Hussein’s aggression against Kuwait. Had he dropped any of the balls he was juggling, today’s world would be much worse.
Although he presided over a major global transformation, Bush, by his own account, did not have transformational objectives. On the unification of Germany, he resisted the advice of Thatcher and others, apparently out of a sense of fairness and responsiveness to his friend, German Chancellor Helmut Kohl. In October 1989, Bush responded to a call from Kohl by publicly stating that he did not “share the concern that some European countries have about a reunified Germany.”
At the same time, he was careful to let Kohl and others take the lead. When the Berlin Wall was opened a month later, partly owing to an East German mistake, Bush was criticized for his low-key response. But Bush had made a deliberate choice not to humiliate the Soviets or gloat: “I won’t beat on my chest and dance on the wall,” was his response – a model of emotional intelligence in a leader. Such self-restraint helped to set the stage for the successful Malta Summit with Soviet President Mikhail Gorbachev a month later. The Cold War ended quietly, and the dismantlement of the Soviet empire followed.
As Bush and his team responded to forces that were largely outside of his control, he set goals and objectives that balanced opportunities and constraints in a prudent manner. Some critics have faulted him for not supporting the national aspirations of Soviet republics like Ukraine in 1991 (when he delivered his infamous “Chicken Kiev” speech warning against “suicidal nationalism”); for failing to go to Baghdad to unseat Saddam Hussein in the Gulf War; or for sending Brent Scowcroft to Beijing to maintain relations with China after the Tiananmen Square massacre of 1989. But, in each instance, Bush was limiting his short-term gains in order to pursue long-term stability.
Other critics complained that Bush did not set more transformational objectives regarding Russian democracy, the Middle East, or nuclear non-proliferation at a time when world politics seemed fluid. But, again, Bush remained more focused on maintaining global stability than on advancing new visions.
Bush was also respectful of institutions and norms at home and abroad, going to the US Congress for authorization of the Gulf War, and to the United Nations for a resolution under Chapter 7 of the UN Charter. Although a realist in his thinking, he could be Wilsonian in his tactics. Bush’s termination of the ground war in Iraq after only four days was motivated in part by humanitarian concerns about the slaughter of Iraqi troops, as well as by an interest in not leaving Iraq so weakened that it could not balance the power of neighboring Iran.
While Bush’s invasion of Panama to capture (and later put on trial) Manuel Noriega may have violated Panamanian sovereignty, it had a degree of de facto legitimacy, given Noriega’s notorious behavior. And, when Bush organized his international coalition to prosecute the Gulf War, he included several Arab countries – not to ensure military success, but to boost the mission’s legitimacy.
When Bush and Thatcher met in Aspen, Colorado, in the summer of 1990, Thatcher allegedly warned him “not to go wobbly.” But most historians agree there was no such danger. With his careful combination of hard and soft power, Bush created a successful strategy – one that accomplished American goals in a manner that was not unduly insular and with minimal damage to the interests of foreigners. He was careful not to humiliate Gorbachev, and to manage the transition to Boris Yeltsin’s presidency in a newly independent Russia.
Of course, not all foreigners were adequately protected. For example, Bush assigned a low priority to Kurds and Shia in Iraq, to dissidents in China, and to Bosnians in the former Yugoslavia. In that sense, Bush’s realism set limits to his cosmopolitanism.
Could Bush have done more had he been a transformational leader like Thatcher or Reagan? Perhaps he might have done more in a second term. And, with better communication skills, he might have been able to do more to educate the American public about the changing nature of the post-Cold War world. But, given the profound uncertainty of a world in flux, as well as the dangers of miscalculation as the Soviet empire collapsed, prudent management trumped grand visions.
Bush famously said that he did not do “the vision thing.” Nonetheless, few people at the end of 1989 believed that Germany could be reunited peacefully within the Western alliance. Thatcher certainly did not. The lesson is that in some circumstances, we should prefer leadership by good transactional managers like George H. W. Bush (or Dwight Eisenhower before him), rather than by more flashy and inspirational transformers.
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Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...