domingo, 26 de maio de 2013

Obra atrasada e "x" vezes mais cara: alguem esperava outra coisa?

Obra pública geralmente é assim, especialmente em certos governos, competentíssimos em práticas wue imaginávamos restritas a certos meios...
PRA

Obra da Transnordestina nem chegou à metade, mas orçamento quase dobrou

Acordo entre governo e CSN deve elevar o preço de R$ 4,5 bilhões para mais de R$ 8 bilhões, ampliou concessão em mais 30 anos e estendeu prazo de entrega de 2010 para 2015

SÃO PAULO - Com dois anos e meio de atraso, as obras da Ferrovia Transnordestina, uma das grandes promessas do governo Lula, ainda não estão nem na metade, mas o orçamento não para de crescer. Começou com R$ 4,5 bilhões, em 2007; foi reajustado para R$ 5,4 bilhões, em 2010; e acaba de ser revisto para R$ 7,5 bilhões. O detalhe é que o aumento do custo não vai parar por aí: por contrato, o valor é corrigido pela inflação e, segundo pessoas envolvidas no projeto, já estaria em mais de R$ 8 bilhões.
Embora seja uma obra privada, a Transnordestina nasceu como um projeto para ser executado pelo governo federal. Sem verbas e enrolada na burocracia, a obra nunca saiu do papel e foi repassada como uma missão à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), do empresário Benjamin Steinbruch. Ele já tinha a concessão de uma ferrovia no Nordeste e o direito de operar a nova Transnordestina.
A estrada de ferro começa no sertão do Piauí e seus 1.728 km de trilhos passarão por cerca de 80 cidades em três Estados, até chegar aos portos de Pecém (CE) e Suape (PE). Foi desenhada para escoar a produção de novas fronteiras agrícolas da região e incentivar investimentos no semiárido, como exploração de ferro e gesso.
Ao transferir o projeto para a CSN, a administração federal prometeu financiamentos de bancos e órgãos públicos, como o (BNDES) e o Banco do Nordeste. Por esse motivo, a revisão do orçamento, pleiteada desde 2011, dependia do aval do governo.
O acordo fechado com a CSN vai além do preço da obra e inclui ainda a prorrogação do contrato de concessão da Transnordestina por mais três décadas, novo prazo para entrega das obras, renegociação de dívidas e a criação de uma nova estrutura empresarial. O Ministério dos Transportes confirmou o acordo, por meio de nota. A CSN não quis se manifestar.
Atraso. Além da complexidade de lidar com vários pontos em aberto, as negociações se arrastaram também por causa da irritação da presidente Dilma Rousseff com a CSN. Desde que era ministra da Casa Civil, ela reclamava e ameaçava retomar a concessão por causa dos atrasos nas obras. Na visão da presidente, a CSN fazia corpo mole para forçar a renegociação do contrato. Sem ser atendida, a CSN reduziu o ritmo das obras.
No início, as obras atrasaram por dificuldades nas desapropriações - que eram responsabilidade dos Estados - e porque as liberações de verbas do governo foram feitas de forma irregular, ditando o ritmo da construção. E o custo do empreendimento estourou porque o orçamento foi feito com base em avaliações irrealistas desde o começo. Os primeiros estudos já apontavam que o valor mais razoável da obra girava em torno de R$ 8 bilhões. Só que o governo pediu mudanças no projeto e reduziu o valor para R$ 4,5 bilhões. É uma repetição do que tem ocorrido com a usina hidrelétrica de Belo Monte, cujo investimento começou com R$ 16 bilhões e já está em R$ 30 bilhões.
Cisão. O acerto entre o governo e a CSN prevê ainda um novo cronograma para entrega da obra: dezembro de 2015, segundo o Ministério dos Transportes, que liderou a negociação. Outra reivindicação da CSN foi a extensão do tempo de concessão da Transnordestina por mais 30 anos, a partir de 2027, quando vence o prazo original. O contrato está valendo desde 1997 e, por causa dos atrasos, a empresa já perdeu 16 anos de concessão sem explorar a nova ferrovia.
Para destravar de uma vez o acordo, a ANTT assinou com a CSN um aditivo ao contrato de que permitiu a renegociação de R$ 6 milhões em multas pelo descumprimento de obrigações contratuais. Os débitos foram parcelados e os compromissos pendentes ganharam novos prazos. Outra mudança para melhorar a operação foi a cisão das concessões, com a criação de duas empresas. Uma ficará com a malha existentes e a outra com os 1.728 km da Nova Transnordestina. As dívidas serão separadas e os acionistas, como Valec e BNDES, terão as participações elevadas.
Com as mudanças, a ferrovia ganha uma nova chance para se tornar realidade. Ainda assim, se tudo der certo, ela será entregue com cinco anos de atraso e pelo dobro do preço.

Governo Obama intimida jornalistas e seus proprios funcionarios - NYT

Leak Inquiries Show How Wide a Net U.S. Cast
WASHINGTON — Even before the F.B.I. conducted 550 interviews of officials and seized the phone records of Associated Press reporters in a leak investigation connected to a 2012 article about a Yemen bomb plot, agents had sought the same reporters’ sources for two other articles about terrorism.
In a separate case last year, F.B.I. agents asked the White House, the Defense Department and intelligence agencies for phone and e-mail logs showing exchanges with a New York Times reporter writing about computer attacks on Iran. Agents grilled officials about their contacts with him, two people familiar with the investigation said.
And agents tracing the leak of a highly classified C.I.A. report on North Korea to a Fox News reporter pulled electronic archives showing which officials had gained access to the report and had contact with the reporter on the day of the leak.
The emerging details of these and other cases show just how wide a net the Obama administration has cast in its investigations into disclosures of government secrets, querying hundreds of officials across the federal government and even some of their foreign counterparts.
The result has been an unprecedented six prosecutions and many more inquiries using aggressive legal and technical tactics. A vast majority of those questioned were cleared of any leaking.
On Thursday, President Obama ordered a review of Justice Department procedures for leak investigations, saying he was concerned that such inquiries chilled journalists’ ability to hold the government accountable. But he made no apology for the scrutiny of the many officials whose records were searched or who had been questioned by the F.B.I.
“He makes the case that we have 18-year-olds out fighting wars and acting like adults, and we have senior administration officials quoted in stories acting like children,” said Tommy Vietor, a former National Security Council spokesman. Mr. Obama and top administration officials say some leaks put Americans at risk, disrupted intelligence operations and strained alliances.
Some officials are now declining to take calls from certain reporters, concerned that any contact may lead to investigation. Some complain of being taken from their offices to endure uncomfortable questioning. And the government officials typically must pay for lawyers themselves, unlike reporters for large news organizations whose companies provide legal representation.
“For every reporter that is dealing with this, there are hundreds of national security officials who feel under siege — without benefit of a corporate legal department or a media megaphone for support,” said a former Obama administration official. “There are lots of people in the government spending lots of money on legal fees.”
When an agency spots classified information in the news, officials file what is called a “Crimes Report” with the Department of Justice answering 11 standard questions about the leak, including the effect of the disclosure “on the national defense.”
F.B.I. agents then set out to find the leaker, a process that has become far easier in recent years as e-mail and other electronic records have proliferated.
Officials who have been questioned in the current investigations are reluctant to describe their experiences. But the account of William E. Binney, who spent more than 30 years at the National Security Agency, shows what can happen.
Mr. Binney, 69, who retired from the N.S.A. in 2001, was one of several people investigated in an inquiry into a 2005 Times article on the spy agency’s warrantless wiretapping program.
He was cleared of any wrongdoing, but the investigation derailed his career and changed his life. Starting in March 2007, Mr. Binney said, he was interviewed by the F.B.I. three times and felt he had cooperated fully.
But in July 2007, a dozen agents appeared at his house in Severn, Md. One of them ran upstairs and entered the bathroom where Mr. Binney was toweling off after a shower, pointing a gun at him.
Agents carried away a computer, disks and personal and business records. Last year, he and three former N.S.A. colleagues went to federal court to get the confiscated items back; he is still waiting for some of them.
Mr. Binney spent more than $7,000 on legal fees. But far more devastating, he said, was the N.S.A.’s decision to strip his security clearance, forcing him to close the business he ran with former colleagues, costing him an annual income of $300,000.
“After a raid like that, you’re always sitting here wondering if they’re coming back,” Mr. Binney said. “This did not feel like the America we grew up in.”
One of the most striking recent revelations about the Obama administration’s pursuit of leakers was the disclosure that the Justice Department had obtained e-mails from the Google account of James Rosen of Fox News, in which he corresponded with a State Department analyst suspected of leaking classified information about North Korea. Investigators routinely search the e-mails of suspected leakers, but Congress has forbidden search warrants for journalists’ work product materialsunless the reporter committed a crime.
A 2010 affidavit seeking the warrant — necessary, an F.B.I. agent wrote, because the analyst had deleted e-mails in his own accounts — said Mr. Rosen qualified for that exception because he violated the Espionage Act by seeking secrets to report.
No American journalist has been prosecuted for publishing classified information, and the administration insisted it has no intention of doing so. Attorney General Eric H. Holder Jr. signed off on the warrant request.
Of the thousands of leaks that have played a crucial role in the ebb and flow of public discourse over the years, only about a dozen resulted in criminal charges against those accused of disclosing the information, according to David Pozen, a law professor at Columbia University.
But the government’s willingness to go after journalists’ e-mail and phone records without warning their news organizations — a practice that allows them to challenge the demand in court — appears to be increasing.
“There seems to have been a shift in attitude,” said Steven Aftergood, who directs a project on government secrecy for the Federation of American Scientists. “The latest revelations indicate that reporters’ communications are now fair game.”
By contrast with the secret subpoena for A.P. and Fox News records, prosecutors openly demanded phone records from two Times journalists nine years ago — and set off a court battle.
A prosecutor sought the reporters’ phone records to see whether anyone had tipped them off about a planned seizure of assets from an Islamic charity in Illinois suspected of helping to finance Al Qaeda. Prosecutors argued that a call from one of the reporters to charity officials had led them to shred documents before a federal raid on their offices.
The Times balked, saying the work of the reporters, Philip Shenon and Judith Miller, was protected under the First Amendment. After a federal judge ruled for the newspaper, the Bush administration appealed, eventually winning the case and obtaining the records — two years after the subpoena. No charges resulted.
It is not clear how often the government has obtained reporters’ communications records. In the North Korea case, the F.B.I. obtained call logs for five lines related to Mr. Rosen, and — as in the A.P. investigation — notified the news organization only afterward. That was nearly three years ago, a law enforcement official said. But the subpoena’s existence became public only this month, when unsealed court papers also showed the government had obtained the warrant for Mr. Rosen’s e-mails. F.B.I. agents also studied one official’s entrances and exits from the State Department, obtained his Yahoo e-mail information and even searched his hard drive for deleted files, documents unsealed this month showed.
On Saturday, a Fox News executive said that the notice had gone to News Corp., its parent company, on Aug. 27, 2010, but that Fox News was not told until Friday. The executive said they were still trying to sort out how the notice fell through the cracks.
Erin Madigan, an A.P. spokeswoman, also said The A.P. was not contacted by the government about leak investigations into two 2010 articles. One, by the reporters Matt Apuzzo and Adam Goldman, published on June 30, 2010, contained extensive details from an indictment, then still sealed, against Adnan Shukrijumah, accused of being a Qaeda operative.
The other, published on July 8, 2010, written in part by the same reporters, was about the arrest of terrorism suspects in Norway.
In both the Norway article and the more recent one about Yemen, The A.P. disclosed that it had delayed publication at government officials’ request. But law enforcement officials said the leaks werealarming because someone had shared information while overseas intelligence operations were still under way.
The investigation into reporting by David E. Sanger of The Times, about efforts to sabotage the Iranian nuclear program, appears to be one of the most active inquiries. Mr. Holder publicly announced the investigation last June, the same day he took similar action in the A.P. Yemen case.
Mr. Obama, responding to criticism that his administration has gone too far in pursuing leakers, has also now revived support for enacting a federal media shield law. It would put the decision about whether to subpoena a journalist’s phone records before a judge rather than leaving it to the Justice Department, although the decision would be heavily weighted toward the government in national security cases.
Separately, more than a year ago, a federal judge ruled that the First Amendment already gave her the power to quash a subpoena for testimony by a Times journalist, James Risen, in the prosecution of a former C.I.A. official accused of leaking about an earlier effort to disrupt the Iranian nuclear program. The Obama administration has appealed.

Vao continuar a zombar de nossa passividade, querem apostar?

O personagem já deveria ter sido sacado de onde está na primeira denúncia efetuada, ainda antes de ter tomado posse, mas o fato de ter sido preservado contra ventos e marés, com muitas outras denúncias efetuadas, indica um outro tipo de proteção, a que nasce de certas corporações dedicadas, se é que vocês me entendem...
Quosque tandem abutere, etc., etc., etc...
Paulo Roberto de Almeida

Por Rubens Valente e Andreza Matais, na Folha:


O ministro Fernando Pimentel (Desenvolvimento), um dos mais próximos da presidente Dilma Rousseff e cotado para coordenar sua campanha à reeleição, é acusado pela Procuradoria-Geral da República de ser “autor de delitos” e ter “concorrido ativamente” para o desvio de R$ 5 milhões da Prefeitura de Belo Horizonte em 2004, quando era prefeito da cidade. A Folha teve acesso ao inquérito que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF). O caso está sob a relatoria do ministro José Dias Toffoli. Ele deve apresentar seu voto ao plenário do tribunal, que decidirá se abre ação penal.

O inquérito analisa as circunstâncias da contratação, pela Prefeitura de Belo Horizonte, da Câmara dos Dirigentes Lojistas local para implantar o projeto “Olho Vivo”, que previa a instalação de 72 câmeras para coibir crimes no centro da cidade. O documento da Procuradoria, datado de março de 2012, é assinado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, e sua mulher, Cláudia Sampaio, e acusa diretamente o ministro: “O denunciado [Pimentel] concorreu ativamente para o desvio dos R$ 5 milhões em favor da Câmara dos Dirigentes Lojistas de Belo Horizonte”.

(…) 


E a Apple inventou o iTax... - Editorial New York Times


The New York Times


May 25, 2013

‘A’ Is for Avoidance

Even before last week’s Senate hearing on Apple, it was clear that the aggressive use of tax havens and other tax avoidance tactics had become standard operating procedure for global American companies.
Microsoft and Hewlett-Packard were the focus of a similar Senate hearing last September, while Google, Amazon and Starbucks have drawn recent scrutiny in Europe. And, of course, there is General Electric, which achieved a perfect zero on its United States tax bill in 2010. In fact, G.E. was reputed to have the world’s best tax avoidance department until Apple came along with tactics to stash some $100 billion in Ireland without paying taxes on much of it anywhere in the world and, apparently, without breaking any law.
And that is the problem. Rampant corporate tax avoidance may not be illegal, but that doesn’t make it right or fair.
As corporate tax revenue has withered as a share of the economy and as a share of total revenue, Washington has leaned more heavily on individuals to pay for government. In 2012, personal income taxes and payroll taxes raised $1.9 trillion, compared with $242 billion raised from corporate taxes, a disparity that contributes to widening inequality and, in turn, to a slow economy and less social mobility. Congress’s Joint Committee on Taxation estimates that fully taxing the profits sheltered abroad by American corporations would raise an additional $42 billion in revenue this year, enough to end more than half the spending cuts in the sequester.
Yet it is not clear that lawmakers are committed to stopping widespread tax avoidance. Instead, they may further entrench the system, or even make it worse. The most immediate issue involves a tax repatriation holiday. Under the law, American corporations can defer paying tax on their profits as long as the money is held abroad. Apple is one of nearly two dozen major corporations pushing for a tax holiday, which would permit corporations to bring their foreign-held profits to the United States over the course of a year at a discounted tax rate.
A tax holiday in 2005 dropped the rate from 35 percent to 5.25 percent, enticing corporations to repatriate some $300 billion. It was billed as a way to create jobs and boost investment, but it was a total policy failure. The repatriated money was mostly used for dividend payments, share buybacks (which tend to raise executive pay) and severance pay for employees laid off in corporate restructuring. The holiday rewarded aggressive tax avoidance, with 77 percent of the repatriated profits coming from tax haven countries, according to the Government Accountability Office.
Worse, that tax holiday encouraged American companies to come up with even more ways to shift profits abroad in anticipation of a second tax holiday. Since the last holiday ended, profits held in foreign countries have skyrocketed, according to expert testimony at the tax avoidance hearings in the Senate last year. American corporations now have an estimated $2 trillion stashed abroad.
Some American corporations are also lobbying for a new “territorial” tax system, which would, in effect, be a permanent holiday: profits made or shifted abroad would be forever untaxed in America, even if the country where the profits were held was a haven with no or low taxes. That would further encourage the shift of jobs, investment and profit abroad — exactly the wrong policy direction.
Equally pernicious is the notion, shared by members of both political parties, that corporate tax reform should be “revenue neutral” — meaning that it should simplify the code but not raise any taxes. That is absurd. It would leave the nation chronically short of revenue and increasingly reliant on working people to shoulder the tax burden.
Global corporations present difficult issues for which there are no easy answers, but it is clear what we should not do. And there are steps that can be taken in the short run to curb abusive tax avoidance. Corporations should be barred from deducting expenses against foreign-held profits on which taxes are deferred, as is currently allowed. Congress also needs to end a practice known as “check the box,” which allows companies to easily create the requisite corporate structures to shift profits offshore. Tax rules and enforcement must be tightened to ensure that profits attributable to patents, design, marketing and other intangibles developed in the United States are indeed taxed in the United States. A more permanent fix would end tax deferral of foreign-held profits, imposing American taxes on profits when they are made.
The revelations in the hearings on Apple and other companies have given Congress all the evidence it needs to justify new corporate taxes. But there are no signs yet that it has the courage to impose them.

Seremos submergidos pelos idiotas? A proposito de uma pesquisa...

Comentário recebido de um leitor anônimo, sobre o post nele indicado.
Não partilho da tese da conspiração dos néscios, mas cada vez que sou obrigado a frequentar uma repartição pública de serviços para o público em geral, ou que tenho de ser atendido por algum balconista de qualquer tipo de produto ou serviço, ou, então, vários minutos depois que consegui superar o terrível encadeamento de números opcionais para, enfim, chegar num atendente humano (será?), homem, mulher, ou de qualquer outro sexo, tenho a nítida impressão de que os responsáveis por esses serviços (serviços???!!!), escolheram, sim, os de QI mais elementar só para nos infernizar um pouco mais a vida.
Tampouco acredito num QI único, um conceito perigoso -- pronto para ser manipulado por psicólogos  mal-intencionados, como já tinha demonstrado Stepen Jay Gould, em The Mismeasure of Man --  mas acho que certos primatas ditos superiores não deveriam ter saído da copa das árvores para acompanhar o resto da malta nas peregrinações pela savana...

Anônimo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Pesquisa indica que a humanidade ficou mais burra ...":

Desde o início dos anos sessenta que a população escolarizada usa métodos anti-conceptivos. Os ignorantes por sua vez aumentaram em progressão geométrica graças à diminuição da mortalidade infantil. A alteração das leis da natureza gerou um nivelamento por baixo.

E depois dizem que a Natureza é sábia...
Paulo Roberto de Almeida

Georges Moustaki: uma homenagem do Le Monde


Mort de Georges Moustaki, le chanteur du "Métèque"

Le Monde.fr | 
Par 


C'était un homme en blanc, barbe assortie, longs cheveux idoines. Il faisait de lamoto et parlait avec une voix sucrée, comme il chantait. Masculin-féminin,Georges Moustaki était un homme à femmes, qui l'adoraient. Il en avait épousé une, Yannick, dont il eut une fille, Pia, née en 1956. Il en avait aimé certaines, il en avait adulé au moins deux : des femmes en noir, Piaf, le moineau, qui l'asservit pour mieux le révéler, et Barbara, l'exigeante, la "longue dame brune"raccompagnée tard dans la nuit à la sortie des cabarets.

Moustaki était à la fois profondément méditerranéen et superbement atlantique. Mais le secret était ailleurs : "Si je suis autant connu à l'étranger, c'est que je suis très français", disait l'inventeur d'une tour de Babel dont la clé de compréhension serait l'amour du voyage et de l'humanité. L'auteur-compositeur"à la gueule de pâtre grec" est mort le jeudi 23 mai, à Nice, des suites d'une longue maladie. Né le 3 mai 1934 à Alexandrie (Egypte), Yussef Mustacchi(Georges Moustaki) était âgé de 79 ans.
Il confiait faire partie de ces êtres qui, selon la formule du critique et philosophe George Steiner, qu'il admirait, "n'ont pas de racines, mais des jambes". Mais s'il a pu parcourir le monde avec un appétit sans égal, tout en habitant fidèlement, depuis 1961, l'Ile Saint-Louis à Paris, c'est qu'il est un enfant de l'Orient cosmopolite.
L'Alexandrie de la première moitié du XXe siècle est un lieu de brassage culturel. Toutes les nationalités, et religions, s'y croisent. La chanson y est en effervescence – d'autres transfuges viennent enrichir l'histoire de la chanson française, de Georges Guétary, né à Alexandrie, à Claude François, né sur les bords du canal de Suez, ou Dalida, du Caire... La grande chanteuse Oum Kalsoum, mais aussi Mohamed Abdel Wahab, Farid el Atrach ou Asmahan, inventent la bande son de l'Egypte moderne, de la chute de la royauté égyptienne à la Révolution nassérienne et panarabiste.
"LE CULTE DU FRANÇAIS A VITE OCCULTÉ LE GREC, LA LANGUE DE L'EXIL"
Georges Moustaki a deux parents grecs, Nessim et Sarah, "cousins germains, mais originaires de deux îles différentes". L'artisan de la dislocation, c'est Giuseppe (Joseph, Youssef) "comme moi", le grand-père, une légende dans lafamille, qui fabriquait des gilets brodés pour les notables égyptiens. "Il braconnait, adorait l'huile d'olive. Un jour un bateau est passé, il l'a pris, est arrivé à Alexandrie. C'était l'Empire ottoman. Il était devenu turc, de papiers.""Je parle mal le grec, expliquait Georges Moustaki. Mes parents sont nés en Egypte. Pour moi et mes sœurs, le culte du français a vite occulté le grec, qui était la langue de l'exil."
M. Mustacchi dirige la Cité du livre, l'une des plus grandes librairies du Moyen-Orient. Les célébrités y défilent. Et des Italiens, des Turcs, des Orthodoxes, des juifs, des byzantins, des orientaux... "Ce fut la plus belle de toutes les universités." Pendant la seconde guerre mondiale, les alertes à la bombe envoient le jeune Yussef au paradis – le sous-sol, réservé aux livres d'enfants. Devenu Georges, en hommage à Brassens, il le raconte dans un livre, Fils du brouillard, paru en 2000, où se croisent ses souvenirs de Georges et ceux, infiniment plus durs, de son ami Siegfried Meir, emprisonné à Auschwitz et Mauthausen.

Georges Moustaki, en 1972.

ll y a des villes qui marquent pour toujours : Alexandrie, donc, puis Bruxelles, où Yussef (Joseph) Mustacchi, à 20 ans, a reçu son premier cachet, pour avoirchanté et joué du piano ("mal") dans un cabaret, La Rose noire. Et puis Paris, adoptée trois ans avant l'escapade belge. Dès 1951, il fréquente le cabaret des Trois Baudets, y découvre Brassens en première partie d'Henri Salvador. Il chante à l'Echelle de Jacob, Brel est la vedette. Moustaki a connu Brialy (24 ans alors) allongé, "le dos cassé après une chute sur un tournage. Allongé, mais séducteur". L'apprenti chanteur vit alors en zigzag, fait du gymkhana dans les cabarets : Les Trois Baudets, La Colombe, La Rose noire, Milord l'Arsouille, L'Echelle de Jacob, Le Port du salut... "Le seul où je n'ai jamais chanté, c'est L'Ecluse. Mais j'allais y chercher Barbara pour dîner sur l'île."
"BRASSENS ÉTAIT MON MAÎTRE, PIAF ÉTAIT MA MAÎTRESSE"
Il a rencontré tout le monde, de Brassens à Dalida. Il a présenté Harry Belafonteà Jorge Amado, qui "adorait les photos entre amis" – Sartre, Beauvoir, des leaders africains, des intellectuels asiatiques... L'enfant de l'Orient cosmopolite adore les familles recomposées. Il s'emploie à les unir.
Ainsi, dans ses errances consenties, Moustaki se forge-t-il trois histoires, trois espaces géographiques : la France, la Méditerranée, le Brésil. Moustaki, acte I, le français : en 1952, il ose à peine ses chansons, mais elles se remarquent, et le guitariste Henri Crolla fait le pari qu'elles plairont à la Reine Piaf. Gagné. Il est timide, elle a de l'oreille, elle lui prend trois chansons, enregistrées en 1958, "Eden Blues", "Les orgues de barbarie", "Le gitan et la fille" – un super 45-tours où ils font couple, Edith Piaf chante Jo Moustaki. Puis, il lui écrit Milord, dont elle confie la mise en musique à Marguerite Monnot. Dès sa création en scène,Milord devient un standard. Après quelques autres incunables, et un an de soumission, Georges Moustaki déclare forfait. "Brassens était mon maître, elle était ma maîtresse."
Il compose alors pour toutes les vedettes du moment (Colette Renard, Dalida,Yves MontandCora Vaucaire, Juliette Gréco, Tino Rossi, Barbara...). Il défend ensuite sous son nom son répertoire en français sur une demi-douzaine de 45-tours ("La carte du tendre", "Dire qu'il faudra mourir un jour", "La mer m'a donné"...). Devant l'insuccès, sa maison de disques lui rend son contrat. Il commence à percevoir ses droits d'auteurs. "J'ai pris alors une sorte de retraite, j'avais gagné de l'argent et, avec Piaf, je sortais d'une histoire tellement formidable que tout, à côté, me paraissait secondaire..." Dix ans dilettante :devenir un crack aux échecs ou au ping-pong, filer à Amsterdam pour un tableau... "Je n'avais aucune urgence. Mais, petit à petit, je suis passé de la Jaguar à la 4 L, réduisant chaque fois mes besoins pour ne pas avoir àtravailler."

Le chanteur Georges Moustaki.

1967, c'est l'année Barbara. Pour elle, il écrit "La longue dame brune", et elle le somme de chanter avec elle cette chanson qui les lie, lors d'une tournée épuisante. Dans sa retraite aux dorures fléchissantes, Moustaki reçoit un coup de fil : "Une invitation pour un récital à la cafétéria du théâtre de Caen. J'accepte. Peu après, Barbara m'appelle, me dit : 'Je vais à Caen demain, viens avec moi, il y a quelqu'un qui y chante et que tu vas adorer'." C'était Serge Reggiani, à qui Moustaki donnera ensuite "Sarah", "Votre fille a vingt ans", "Ma liberté"... des carrés d'as qui le ramèneront à la vie publique.
"Pendant un an, j'ai programmé des concerts de jazz à Caen : Gato Barbieri,Michel PortalAldo RomanoEddy LouissDaniel HumairMartial Solal." Pour lui, Moustaki a composé une chanson de liberté, que les maisons de disques refusent. Elle sort enfin en 1969. Elle précède les envies d'ailleurs des orphelins de Mai 68.
LA FIDÉLITÉ TOUJOURS AU RENDEZ-VOUS
La ballade gréco-latine plaira jusqu'à Salvador de Bahia, la ville de tous les saints, au Brésil, l'un des points de passage préférés de Moustaki. "J'y suis arrivé par Jorge Amado, après un court séjour à Rio, où en 1972 la chanteuseNara Leao m'avait invité au Festival de la chanson populaire"expliquait-il. En 1973, il adaptera en français "Aguas de Março", un hymne bossa-nova, suivant les traces du pionnier Pierre Barouh. Trente ans après, "Moustaki", l'album sorti en 2003, commence par un hommage à Barbara écrit sur la musique Odeon, un choro célèbre du compositeur brésilien Ernesto Nazareth. Chez Moustaki, la fidélité est toujours au rendez-vous. Pour Vagabond, en 2005, Georges Moustaki a enregistré à Rio de Janeiro, entouré de Paula Morelenbaum et du pianiste et compositeur Francis Hime.
Alors qu'il compose pour la fine fleur de la variété française, Georges Moustaki continue d'essayer une carrière personnelle. Il le fait d'abord sous un nom d'emprunt, Eddie Salem, son orchestre et ses chanteurs arabes, avec en 1960 un répertoire oriental-égyptien – puis grec (Les enfants du Pirée) – et quelques rocks parodiques. En 1966, il part en Grèce pour la première fois et y rencontre l'actrice et chanteuse Melina Mercouri, qui transformera par la suite en le chantant en grec "Le Métèque" et "En Méditerranée", en hymnes de résistance face à la dictature des colonels. Puis, il chante "La Pierre" du compositeur grec Manos Hadjidakis, "L'homme au cœur blessé", "Nous sommes deux", sur desmusiques de Mikis Théodorakis. Toujours proche de l'Orient, il chante avec Areski "J'ai vu des rois serviles", joue dans Mendiants et orgueilleux, film adapté du roman d'Albert Cossery, et ainsi de suite – en 1996, sur Tout reste à dire,c'est le flûtiste turc Kudsi Erguner qui répond présent pour un poème chanté deYunus Emre (XIIIe siècle).
Il se produit enfin en vedette, à Bobino à Paris en janvier 1970. Il est chaleureux, liant. Il chante des anciennes chansons, jamais enregistrées, comme "Donne du rhum à ton homme". Les chansons de l'album qui paraît début 1978 jalonnent une année de déplacements (San Francisco, New York, Mexico, Tokyo, Québec, Eilat, Paris). "Vieux sage" dans "Si je pouvais t'aider", il retrouve sa fraîcheur dans une "Elle est elle" quasi juvénile (avec la voix de sa fille Pia Moustaki, née en 1956 – en 1988, naîtra son fils, Laurent. "Solitaire, sans état d'âme et sans souffrance / Ma voile est gonflée de mystère / Ma cale est remplie d'innocence." Un inlassable de la chanson.
En 2003, Moustaki publie "Moustaki", qui comporte la première chanson qu'il a composée, "Gardez vos rêves" et, pour la première fois, son propre enregistrement de Milord, composée jadis pour Edith Piaf. Jean-Claude Vannier donne à l'album un ton contemporain. Le dernier album de Moustaki faisait le point sur cette question française. Pour "Solitaire", Moustaki fait main basse sur toute la jeune génération. Vincent Delerm, Cali pour des duos, Vincent Segallpour les arrangements. Dédié à Henri Salvador, l'album rend hommage à l'âge d'or la chanson française, et à l'amour. Il y reprend ses chansons "gold" : "Sans la nommer", "La liberté et la fleur au fusil", "Ma solitude", "Donne du rhum à ton homme". En 2005, avec Vagabond, il revient sur son amour pour la bossa-nova, en 2008, il intitule un disque de duos Solitaire... Le paradoxe Moustaki. 
Moustaki avait chanté partout dans le monde. De Rio à l'Olympia, de Bobino auJapon, du Québec à l'Algérie, l'homme en blanc et à la voix suggestive, avait rassemblé. Fidèlement, car les fidélités se créent dès l'enfance. Et quelle leçon en tirer ? Réponse de l'enfant d'Alexandrie : "Je déclare l'état de bonheur permanent / Et le droit à chacun à tous les privilèges. Je dis que la souffrance est chose sacrilège / Quand il y a pour tous des roses et du pain blanc."

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Ditadura teocratica iranana: um grupo apenas detem todo o poder no pais

Iran : de la République islamique à la dictature d'un clan

LE MONDE Editorial du "Monde"
Editorial du "Monde". Dans l'histoire de la République islamique d'Iran, le 21 mai 2013 restera comme une date importante : ce jour-là, elle est devenue un régime dictatorial comme les autres monolithique. Un seul clan veut détenir tout le pouvoir. C'est une mauvaise nouvelle, notamment pour l'avenir du dossier nucléaire.
Une des multiples institutions chargée de préparer l'élection présidentielle du 14 juin, le Conseil des gardiens de la Constitution, devait sélectionner une dizaine de candidats sur quelque 600 postulants. Il a rendu son verdict mardi. Il a éliminé les deux seuls candidats qui pouvaient contester la ligne du Guide de la révolution, l'ayatollah Ali Khamenei. Sauf surprise de dernière minute toujours possible en Iran , l'élection est verrouillée : ne restent en lice que des personnages connus pour leur soumission totale au Guide.
Le conseil a rayé la candidature d'un des pères de la révolution de 1979 qui renversa le régime du chah , l'ancien président Hachémi Rafsandjani. Richissime, disposant de réseaux dans tout le pays, Rafsandjani est la quintessence de l'homme du sérail. Il a été proche du Guide, il a cautionné une campagne d'assassinats d'intellectuels démocrates, mais il s'est aussi posé, ces dernières années, en opposant de l'intérieur.
Les "réformateurs", tout ce que l'Iran compte de classes urbaines modernes, éduquées, une partie des militants du "mouvement vert" écrasé dans le sang lors de la précédente élection présidentielle, en 2009, ceux-là s'étaient rangés derrière la candidature de Rafsandjani.
L'autre prétendant qui défiait la ligne du Guide, Esfandiar Rahim Mashaie, est le bras droit du président Mahmoud Ahmadinejad. Après deux mandats, ce dernier ne peut se représenter. En conflit de plus en plus ouvert avec M. Khamenei, qui parraina pourtant sa carrière politique, le président sortant a défendu avec acharnement la candidature de M. Mashaie lui aussi éliminé mardi.
Dans le jeu savant et complexe des institutions de la République islamique, la présidence a presque toujours été un contre-pouvoir à celui du Guide. Celui-ci incarne l'autorité religieuse, qui a le monopole de la décision en dernier recours, et ne se mêle pas de la politique au jour le jour.
Déjà bousculé en 2009, cet équilibre n'est plus. L'Iran est aux mains d'un homme, Khamenei, et de son clan, un groupe formé d'une minorité de dignitaires religieux et des chefs des Gardiens de la révolution, le bras armé du régime. Pour la première fois depuis 1979, une seule faction veut disposer de tous les leviers de pouvoir. Sa ligne est celle du Guide.
Intransigeance sur le nucléaire Téhéran accélère son programme de centrifugeuses , soutien indéfectible à la Syrie de Bachar Al-Assad, au Hezbollah libanais et refus d'un dialogue avec les Occidentaux : grand admirateur de la Corée du Nord, le Guide "bétonne" ses positions. Mais, en voulant exercer lui-même la réalité du pouvoir exécutif, il change de rôle. Il se met en première ligne. Il devient comptable de la situation économique et stratégique de l'Iran. Tout ce qui va mal doit lui être imputé, dans un pays qu'il transforme en dictature personnelle.

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Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...