quarta-feira, 19 de março de 2014

31 de Marco de 1964 - 18 de Marco de 2014: quase 50 anos do "golpe" (para nao ser comemorado, assim parece...)

Parece que algumas pessoas que hoje ocupam o poder não apenas não gostam do 31 de março, de qualquer 31 de março, mas sobretudo do 31 de março de 1964, quando "militares da direita", segundo eles, deram um golpe contra um "governo democrático", segundo eles, interrompendo aquele itinerário que deveria nos levar, segundo eles, a um outro regime, menos capitalista, ou puramente socialista, segundo eram suas intenções, e a uma "democracia popular", segundo eles.
Parece que os militares da ativa, que todo ano lembram o 31 de março, como um evento a ser comemorado, foram instruídos, na verdade foram ordenados, a não comemorar essa data, de lembranças tão auspiciosas para uns, e tão dolorosas, para outros, sim, aqueles mesmos que não gostam que se faça menção a uma data histórica (pois que histórica ela é).
Este blog não se submete a ordens sem sentido, nem comandos arbitrários, e por isso vai continuar postando tudo o que lhe parecer interessante, ou útil, para um debate inteligente, bem informado, equilibrado e objetivo, tanto quanto possível, sobre essa data, e sobre todas as demais datas relevantes de nossa história.
Não que eu concorde com tudo o que vai aqui postado, longe disso. Certas postagens são mesmo exemplos de tudo o que não penso, como ocorre com muita coisa que circula por aí, numa assemblagem de mistificações, mentiras e erros primários, que fizeram o Brasil retroceder nos últimos anos.
Tampouco concordo com a linguagem que se vê no texto abaixo, ou com certos adjetivos, para ser mais exato, ainda que eu a compreenda, como expressão de justa indignação com o que vem sendo praticado contra os militares, provavelmente a corporação de melhor formação, e de maiores serviços prestados ao país.
Registre-se que, não exatamente em 1964, pois eu era muito jovem, mas logo em seguida, eu me colocava em situação completamente oposta à dos militares, e fui daqueles que pretendiam derrubar a "ditadura militar" para implantar um regime socialista em seu lugar. Mais tarde, lendo, me instruindo, viajando pelo mundo, conhecendo TODOS os socialismos, refletindo, cheguei à conclusão que, por maiores que tenham sido as falhas, equívocos e limitações do projeto militar para o país, o "nosso" projeto, ou seja, o dos socialistas radicais, era muito pior, e teria sido um desastre para o Brasil e para a sua sociedade. A começar pelo fato de que pretendíamos uma ditadura de verdade, a do proletariado, que nada mais seria do que a de um partido. Para chegar lá, teríamos de sacrificar muita gente, na verdade eliminar a burguesia e os latifundiários, "enquanto classe", como ordenou Lênin, logo depois da conquista do poder pelo putsch bolchevique. Depois, teríamos provavelmente levado o Brasil à miséria, como a que eu vi em TODOS os socialismos, não apenas uma miséria material, feita de penúria e da falta de produtos mais elementares, mas sobretudo uma miséria moral, a de um Estado policialesco, em nada distinto dos regimes nazi-fascistas que eles dizem se opor (nada mais parecido com o nazismo hitlerista, por exemplo, do que o regime chavista na Venezuela).
Por todos esses motivos, e por vários outros mais, e não apenas por ser contrarianista, vou continuar postando aqui os materiais que me parecerem interessantes, no plano da história, e da reflexão política.
Volto a dizer: não concordo com tudo o que vai escrito abaixo, uma espécie de manifesto de uma chapa candidata ao Clube Militar, e que me parece bastante aguerrida contra os companheiros no poder (no que eles têm inteiramente razão). Não concordo mais na forma, do que no conteúdo, mas isso é porque, provavelmente, não estou envolvido diretamente com os embates atuais, em torno da tal de Comissão da Verdade (parcial, ou mesmo deformada), e em torno das principais escolhas de políticas públicas dos companheiros no poder.
Não preciso esconder o que penso, pelo menos ainda não.
Esta situação, de liberdade, ainda que tentativamente limitada (no caso dos militares certamente), nós a devemos aos militares e aos civis que se juntaram em 1964 para inverter o curso da História.
Se o "nosso" projeto -- isto é, o dos companheiros socialistas, hoje no poder, mas que era também o meu em 1964 -- tivesse vencido, eu não estaria aqui escrevendo, pois estaríamos vivendo numa perfeita ditadura, como ainda é hoje em Cuba, desde 1959, e como é, sob uma outra forma, a China comunista. Já nem refiro à Coreia do Norte, pois parece difícil a qualquer país chegar ao nível de delírio criminoso a que está reduzido aquele infeliz país da península coreana. Talvez o Brasil não se convertesse em uma nova Cuba ou numa China comunista; mas o projeto dos companheiros apontava, como talvez ainda aponte segundo a vontade de alguns, para algo próximo disso.
A História dá muitas voltas, e nunca se repete, mas sempre procuramos aprender com ela.
A mensagem abaixo reflete uma parte dessa história, que provavelmente precisa ser melhor explicada aos mais jovens, para que eles tenham consciência de uma coisa: se o Brasil, atual, não é certamente o país dos nossos sonhos, tenham certeza de que ele seria muito pior se outro tivesse sido o curso da história. Aos homens que impediram isto, minhas homenagens.
Paulo Roberto de Almeida

31 de Março, DATA A SER LEMBRADA E COMEMORADA

Por: Gen Marco Antonio Felicio da Silva - Candidato à Presidência do Clube Militar
Em: 26 de FEVEREIRO de 2014


"A Instituição será maculada, violentada e conspurcada diante da leniência de todos aqueles que não pensam, não questionam não se importam, não se manifestam"

TRADIÇÃO, COESÃO e AÇÃO


Hoje, somente os de má fé, hipócritas, aproveitadores de ocasião, ressentidos por viés marxista, ignorantes e covardes não reconhecem as razões que nos levam a lembrar, pois, esquecer é também trair, do Dia 31 de Março de 1964. As mesmas razões nos indicam que devemos comemorá-la, intensamente, pois, levada a efeito por militares e civis, respondendo aos anseios da maioria da população brasileira, temerosa do jugo comunista, objetivo de tresloucados subversivos, o qual, então, avassalava Cuba, União Soviética, Cortina de Ferro e China, onde foram trucidadas milhões de pessoas em nome de esdrúxula ideologia.
Esta é uma verdade pétrea desfigurada pelos subversivos de antanho e por seus asseclas atuais, que escrevem nova estória, hoje travestidos de democratas, amantes da liberdade e dos direitos humanos, ocupando os mais altos postos do governo, infelicitando a Nação, levando-a a verdadeiro debacle político, social, financeiro e moral, gerando insegurança e colocando em xeque o Estado Democrático de direito.
Em seminário realizado em março de 2004, noticiado pelo "O Globo", reconheciam os que desejavam o regime comunista em 64:
"- Houve grupos que planejaram a ação armada ainda antes do golpe de 1964, caso do pessoal ligado ao Francisco Julião, das Ligas Camponesas. Depois de 1964, buscava-se não só derrubar a ditadura, mas também caminhar decisivamente rumo ao socialismo." (Professor da UNICAMP, Marcelio Ridente - O Globo, 29 de março de 2004)
"-As esquerdas radicais se lançaram na luta contra a ditadura, não porque a gente queria uma democracia, mas para instaurar o socialismo no país por meio de uma ditadura revolucionária, como existia na China e em Cuba. Mas, evidentemente, elas falavam em resistência, palavra muito mais simpática, mobilizadora, aglutinadora. Isso é um ensinamento que vem dos clássicos sobre a guerra." (Daniel Aarão Reis - professor de História da UFF, ex-guerrilheiro do MR-8 - O Globo, 29 de março de 2004).
O mesmo jornal que, hoje, por motivos espúrios, renega o ato de sua figura maior ter apoiado à contra-revolução de 64, àquela época noticiava: "Fugiu Goulart e a democracia está sendo restaurada"… "atendendo aos anseios nacionais de paz, tranquilidade e progresso… as Forças Armadas chamaram a si a tarefa de restaurar a Nação na integridade de seus direitos, livrando-a do amargo fim que lhe estava reservado pelos vermelhos que haviam envolvido o Executivo Federal". - (O Globo, 2 de abril de 1964).
A recente e vergonhosa encenação, montada pela Secretária Nacional dos DH, Maria do Rosário (a que admite em solenidade pública o canto da Internacional Comunista no lugar do Hino Pátrio), com recursos do Tesouro Nacional, tentando reabilitar a imagem do incapaz e moralmente fraco João Goulart e comprovar a sua morte como causada por envenenamento por parte do Governo Militar, mostra apenas como o atual desgoverno se assemelha ao do próprio Jango, cuja deposição foi apoiada pela quase totalidade da Imprensa e pela população, à época do ocorrido, em função dos desatinos por ele cometidos.
Os desatinos atuais passam pela submissão ideológica marxista de nossos interesses ao "Foro de São Paulo", pela fratura da sociedade brasileira, pelo tratamento especial dado aos irmãos Castro e a Cuba e aos regimes bolivarianos, pelo fracassado atrelamento ao Mercosul, pela corrupção moral e descalabro financeiro, pela insegurança gerada pela criminalidade crescente, pela incapacidade administrativa, pela falta de projeto de Nação, substituído por projeto de poder pelo poder.

Não há dúvidas de que já nos encontramos no caminho do comprometimento da normalidade democrática e do funcionamento das instituições, perpassadas, na contramão da História, por viés ideológico ultrapassado e pelo rio de lama que escorre do Executivo e contamina os demais poderes.
Não vamos elencar os inúmeros benefícios que a ação das FFAA e dos governos militares, no período de 64 a 84, trouxeram ao País, e o que representam, ainda hoje, embora, então, combatendo focos de guerrilha urbana e rural. Como, por exemplo, guindando o Brasil da posição de quadragésima sétima à oitava economia mundial, transformando-o em país industrial com diversificada produção.
Entretanto, o bem maior assegurado foi o de impedir que se subjugasse a Nação à ditadura sanguinária e, ao mesmo tempo, permitir que a população viesse à desfrutar, amplamente, das liberdades individuais e coletivas, após o extermínio da violência armada, esta iniciada pelas diversas organizações comunistas. As mesmas liberdades de que, ainda hoje, usufruímos e que corremos o risco de perdê-las por iniciativas de governo com viés ideológico e que delas, liberdades, se aproveita para, criminosamente, assassiná-las.
Uma dessas ações se consubstancia na criação da 'Comissão da Verdade", uma forma de afronta à busca da reconciliação e pacificação da sociedade, por meio da Lei de Anistia e que, acintosamente, infringindo a própria lei, vem atingindo principalmente militares, por meio de ressentidos e revanchistas ideológicos.
Como brasileiros, temos que lamentar a luta entre irmãos e as mortes havidas no período, embora próprias de uma luta armada. Há que se enfatizar que toda e qualquer guerra é cruel e todos, que dela lancem mão para a consecução de seus objetivos, devem ter isso em mente e arcar com as respectivas consequências.
Como militares, não podemos aceitar o ressentimento ideológico que leva ao revanchismo explícito e que atinge, ilegalmente, através de interpretações jurídicas descabidas, camaradas que combateram, com as armas necessárias, os terroristas do passado, defendendo a liberdade da Nação
Assim, a data de 31 de Março, em seu jubileu, tem que ser intensamente lembrada e comemorada por todos os brasileiros que amam e prezam a liberdade e, também, pelos militares e Forças Armadas, estas, ao comemorar, enviando recado esperado por uma Nação, a quem devem submissão prioritária, que já se mostra ansiosa e insegura com o futuro do País, de que estão alertas, como em 35 e em 64, prontas para a defesa da paz social, da liberdade e da democracia.

ELES QUE VENHAM. POR AQUI, NÃO PASSARÃO!
VOTE NA CHAPA TRADIÇÃO COESÃO E AÇÃO
Gen Marco Felício

terça-feira, 18 de março de 2014

Brasil nao e' a Venezuela - Juan Arias (El Pais)

Sim, o Brasil não é a Venezuela, mas os companheiros são inegavelmente chavistas, ainda que não pretendam repetir (apenas por instinto de sobrevivência) as enormes bobagens cometidas por seus companheiros venezuelanos.
A matéria de Juan Arias é extremamente complacente com o regime companheiro, o que é esperado de um jornalista simpático à maior parte das medidas que vêm sendo tomadas desde 2003, e que terão consequências mais extensas mais adiante (aliás, já estão tendo).
Paulo Roberto de Almeida

Por qué Brasil nunca será la Venezuela chavista
 JUAN ARIAS
El País, 17/03/2014

Lula no es Chávez y menos aún Dilma es Maduro, aunque por motivos institucionales ambos apoyen un Gobierno que formalmente fue sancionado por las urnas

He escuchado a veces temores de que Brasil, en el caso de una mayor hegemonía del Partido de los Trabajadores (PT), pueda acabar convirtiéndose en la Venezuela chavista.

Es cierto que existen aún voces, aunque minoritarias, que flirtean con la dictadura venezolana o por lo menos desearían también aquí un Gobierno más popular, menos dependiente de partidos de derecha o de centro, como del PMDB, para poder llevar a cabo una política con mayor "fuerza social".

Se trata, si embargo, de un temor sin consistencia. Primero, porque Lula no es Chávez y menos aún Dilma es Maduro, aunque por motivos institucionales, ambos apoyen un Gobierno que formalmente fue sancionado por las urnas -algo que, sin embargo, ya está está siendo criticado, ya que se esperaría del Gobierno brasileño una mayor condena de la represión del Ejecutivo de Maduro contra los opositores asesinados por sus milicias-.

Brasil quedó bien curado de las heridas de la dictadura militar y hoy los cuarteles ya no asustan a nadie. Al frente del país se encuentra una exguerrillera que sufrió cárcel y tortura por parte de los militares. Está en curso una Comisión de la Verdad para apurar los pasillos aún oscuros de aquel periodo de terror, y los militares la han acatado respetuosamente.

Desde que el expresidente Fernando Henrique Cardoso colocó el Ministerio del Ejército en manos de un civil, las Fuerzas Armadas pasaron a ser en este país una institución democrática como las demás. No existen en Brasil ruidos de sables.

Al mismo tiempo, Brasil cuenta con una clase media intelectual preparada en buenas universidades nacionales y extranjeras con un fuerte sentido democrático de las instituciones, que se pone en pie cada vez que surge alguna tentativa encaminada a cercenar algún tipo de libertad civil.

Fue así como se abortó durante uno de los mandatos de Lula el intento de un grupo de la izquierda del Partido de los Trabajadores de controlar la libertad de expresión, que pretendía imponer hasta un reglamento a la conducta y al trabajo de los periodistas.

Tanto Lula como ahora la presidenta Dilma arrinconaron aquel proyecto en algún cajón del Planalto y nunca más se volvió a hablar de él. Brasil goza de libertad de prensa y de información como cualquier país europeo. No existen censuras a la libre expresión de ideas. Y si algún Gobierno intentara imponerla tendría la oposición frontal de la clase pensante y de la gran mayoría de los partidos.

Brasil es hoy, a pesar de algunos pruritos conservadores de una cierta izquierda poco moderna, una de las democracias más sólidas de América Latina, donde funcionan en plena libertad los tres poderes del Estado. Tanto es así, que cuando alguno de dichos poderes intenta directa o indirectamente imponerse o prevaricar sobre los otros, ellos mismos se levantan en pie de guerra.

Lo vimos con el poder judicial, cuando ministros del Supremo Tribunal Federal designados por Lula y Dilma, no se detuvieron a la hora de condenar a la cárcel a personajes de primera plana del partido cuyo Gobierno les había escogido.

Lo estamos viendo hoy con el poder legislativo, en pugna con el poder ejecutivo cuando el Congreso se queja de ciertas prevaricaciones por parte del Gobierno. Hasta el senador José Sarney, en una entrevista a Folha de São Paulo, llegó a confesar que el legislativo sufre demasiadas presiones del ejecutivo que con motivo de las excesivas medidas provisorias presentadas por el Gobierno, no le queda tiempo ni posibilidad para legislar.

El hecho de que cada vez que la independencia de alguno de los tres poderes se siente amenazada, empiece a chirriar el sistema, es la mejor demostración de que no existe en este país la posibilidad de que alguno de dichos poderes pueda ser aplastado o dominado por los demás, lo que suele siempre conducir a los regímenes autoritarios o dictatoriales.

Brasil está vacunado contra las aventuras bolivarianas de algunos de sus países vecinos. Su democracia está consolidada, y nadie sería elegido para presidir este país si presentara la más mínima sospecha de que alberga ambiciones autoritarias.

En las próximas elecciones presidenciales, todos los posibles candidatos con posibilidades de éxito, como Dilma, Aecio Neves, Eduardo Campos o Marina Silva, son personas de absolutas convicciones democráticas.

Brasil, a los 50 años de su triste y dolorosa aventura dictatorial, está vacunada contra el virus de esos populismos que aún siguen vivos en parte del continente, aunque cada vez menos soportados sobretodo por las nuevas generaciones de jóvenes menos ideologizados, más pragmáticos y que creen en los valores de una democracia de la que ellos puedan ser actores y no sólo comparsas.


Venezuela docet.

A frase da semana: o que e' um classico? Aposto que voce nao sabe...

Um clássico, segundo uma visão consagrada, e provavelmente verdadeira, é um livro -- mas pode-se aplicar a uma teoria científica também -- que todos citam, mas poucos leram, e ninguém compreendeu.

Exemplos?
A Teoria Geral, de Keynes.
Ou a teoria da relatividade, de Einstein.
O Capital, de Karl Marx.

Bem, fico por aqui, mas devem existir dezenas de outros exemplos.
Paulo Roberto de Almeida 

Blog Diplomatizzando: verificando novamente os acessos e temas mais buscados

Primeiro, a montanha russa das estatísticas de acesso:
Gráfico de visualizações de página do Blogger

Agora, os números, sem montanha russa:
Visualizações de página de hoje
240
Visualizações de página de ontem
3.208
Visualizações de página do mês passado
83.687
Histórico de todas as visualizações de página
2.165.757

Finalmente, o que é mais importante, os temas mais buscados. Como seria de esperar, a passagem do cinquentenário do golpe militar, induz a maiores postagens e maiores acessos a esse tipo de tema: 


103
89
74
71
64

Para terminar com as visualizações das postagens mais acessadas:


103
89
74

71
64

59
58
57
57
53

Como sempre, fico satisfeito ao saber que muitos dos que percorrem estas páginas, saem satisfeitos ao encontrar o que procuram.
Paulo Roberto de Almeida

Tuiuti: uma revista de ciencia e cultura, de Curitiba, PR

Um número especial de uma revista com alto padrão de qualidade.


Dossiê Discursos e Representações na História da Comunicação
Editorial
Geraldo Pieroni
Coordenador de Pesquisa, Iniciação Científica e Editoração
Organizador deste dossiê
Processos Interacionais na Urbe Contemporânea
Samantha Manfroni Filipin Rovigatti
Design de Som para Produto: a animação como modelo
Brian Haggemann

Ordenamento Jurídico e Superdotação/Altas Habilidades
Andreia Drozda Muncinelli
Comissão Editorial deste número
Geraldo Pieroni | Lúcio Kürten dos Passos | Haydée Silva Guibor

From the President of Russia, to the World: Crimea is mine, and do not even think to touch it!

From the Presidente of Russia (and its Imperial Eaagle), in this link: http://eng.kremlin.ru/news/6890
(Honni soit qui mal y pense... mas eu já estou emprestando de outro império...)

Agreement on the accession of the Republic of Crimea to the Russian Federation signed

The Agreement between the Russian Federation and the Republic of Crimea on the Accession of the Republic of Crimea in the Russian Federation and on Forming New Constituent Entities within the Russian Federation was signed in the Kremlin on March 18, 2014.
Agreement on the accession of the Republic of Crimea to the Russian Federation signed.
The document bears the signatures of President of the Russian Federation Vladimir Putin, Chairman of the State Council of the Republic of Crimea Vladimir Konstantinov, Prime Minister of the Republic of Crimea Sergei Aksyonov and Chairman of the Coordinating Council for the establishment of the Sevastopol municipal administration Alexei Chaly.
* * *
The agreement is based on the free and voluntary expression  of will by the peoples of Crimea at a nationwide referendum, held in the Autonomous Republic of Crimea and the city of Sevastopol on March 16, 2014, during which the people of Crimea made the decision to reunite with Russia.
The Republic of Crimea is considered to have acceded to the Russian Federation from the date of the Agreement’s signing. Beginning on the day that the Republic of Crimea accedes to the Russian Federation, two new constituent entities are formed within the Russian Federation: the Republic of Crimea and the Federal City of Sevastopol.
The text of the Agreement includes a preamble and ten articles that outline the provisions concerning the accession of the Republic of Crimea to the Russian Federation and the formation of new constituent entities within the Russian Federation, including provisions regarding the territories of the new Russian constituent entities, their residents’ citizenship, and the constituent entities’ government bodies.
In accordance with the Agreement, from the day that the Republic of Crimea accedes to the Russian Federation and new constituent entities are formed and until January 1, 2015, a transitional period is in effect for settling issues of integrating the new federal constituent entities into Russia’s economic, financial, credit and legal systems, Russia’s system of government agencies, and matters of fulfilling military responsibilities and military service on the territories of the Republic of Crimea and the Federal City of Sevastopol.
Legislative and other regulatory legal acts of the Russian Federation are in effect on the territories of the Republic of Crimea and the Federal City of Sevastopol from the day of the Republic of Crimea’s accession to the Russian Federation and the formation of new federal constituent entities within Russia, unless otherwise specified by Russian legislation.
Regulatory legal acts in the Autonomous Republic of Crimea and the city of Sevastopol, the Republic of Crimea and Sevastopol, a city with a special status, shall be in effect on the territories corresponding to the Republic of Crimea and the Federal City of Sevastopol until the end of the transitional period or the adoption of a corresponding regulatory legal act by the Russian Federation and/or a regulatory legal act by the Republic of Crimea, a regulatory legal act by the Russian Federation and/or a regulatory legal act by the Federal City of Sevastopol.
Regulatory legal acts of the Autonomous Republic of Crimea and the city of Sevastopol, the Republic of Crimea and the Federal City of Sevastopol that contradict the Constitution of the Russian Federation shall not be executed.
The Agreement is subject to ratification on the basis of Article 15 of the Federal Law On International Agreements of the Russian Federation and in accordance with Article 10 of the Agreement.

Reflexoes ao leu: sobre as responsabilidades das grandes potencias, e dos candidatos a se-lo...

Grandes potências -- já sabemos quais são -- e aspirantes a sê-lo -- como a Alemanha, por exemplo -- precisam ter posições claras, e adotar atitudes consequentes, quando a ocasião se apresenta.
Como no caso da Ucrânia, por exemplo, ou da Crimeia, para ser mais específico.
Não dá para ficar em cima do muro e só soltar notas singelas, recomendando diálogo entre as partes e soluções pacíficas para alguma contenda existente. Ou ficar esperando até que a comunidade internacional resolva o problema, na ONU ou fora ela.
Potências médias também são chamadas a tomar posição, expressar o que pensam, e propor saídas para certos problemas.
Como na Venezuela, por exemplo...
Não se pode é ficar calado...
Como diria o tio do Homem Aranha, quanto maior o poder, maior a responsabilidade.
A menos que não se tenha poder, ou se recusar a usá-lo, por qualquer motivo.
Pois é...
Paulo Roberto de Almeida

Postagem em destaque

Livro Marxismo e Socialismo finalmente disponível - Paulo Roberto de Almeida

Meu mais recente livro – que não tem nada a ver com o governo atual ou com sua diplomacia esquizofrênica, já vou logo avisando – ficou final...