A fantástica fábrica de chocolate econômico do presidente do IPEA
Os "Comunicados da Presidência" do IPEA constituem, supostamente, uma nova forma de comunicação com o distinto público por parte da direção do IPEA, esse instituto que um dia já foi de pesquisa econômica aplicada e que, aparentemente, converteu-se agora num repositório de sandices econômicas alimentado por seu presidente e pela equipe de transplantados de de algumas faculdades Tabajara de economia que o seguiu nesse alegre aventura brasiliense.
Não seria grave, se tudo não passasse de brincadeiras inconsequentes, de pequenas loucuras econômicas de um pessoal bizarro que parece se divertir ofendendo a inteligência dos leitores ou simples curiosos como eu, além de, suponho, os próprios técnicos do IPEA, o pessoal mais sério de gestões anteriores que deve olhar essa patota unicampista como se fossem marcianos se preparando para jogar futebol americano...
Pois não é que o presidente do IPEA perpetrou mais um de seus petardos de irracionalidade econômica, desta vez focando a suposta produtividade elevada do setor público, capaz de superar com uma cabeça de vantagem a do setor privado.
Fiquei curioso em saber como tinha sido feito esse milagre e fui ler com mais atenção.
Confesso que não entendi, e por isso consultei outros economistas interessados no assunto.
O resultado de minha pesquisa está em outro blog meu, sob este título e link:
Sexta-feira, Agosto 21, 2009
492) O suposto aumento da produtividade do setor publico: anúncio do IPEA e avaliação de economistas...
Nesse post, eu indico que me espantei com, o seguinte trecho:
"Alguns fatores que justificam o crescimento da produtividade no setor público, segundo Pochmann, são o aproveitamento de novas tecnologias da informação, a participação social no acompanhamento de políticas públicas e a modernização do setor por meio de concursos e cursos de qualificação".
Confesso que sou muito pouco preparado em economia, daí o meu espanto em não conseguir entender como "a participação social no acompanhamento de políticas públicas" poderia representar um elemento quantificável para justificar esse alegado aumento na produtividade do setor público (cuja metodologia permanece, aliás, deconhecida de todos).
(remeto ao post acima para o resto da discussão e para os comentários de alguns economistas que consultei).
Agora, ao tomar conhecimento de outras reações, resolvi re-postar (com perdão pelo neologismo) novos materiais, pois acredito que a matéria justifique que se exponha com toda publicidade o besteirol produzido pelo presidente do IPEA.
Se ele produzisse apenas a versão econômica do que os americanos chamam de bullshit, seria sem maiores consequências, mas o fato é que o economista trapalhão pretende revolucionar a ciência econômica e reformular todo o setor público brasileiro, colocando seus meninos amestrados para produzir uma nova modalidade de economia surrealista, que poderia fazer sorrir, se não fosse produzir comichões em que lê esse tipo de bobagem.
Como eu tenho certa alergia a burrice, de fato fico eriçado com o festival de estupidezes que tem emergido -- o mais correto seria submergido -- do IPEA desde algum tempo.
Permito-me, assim, apenas transcrever uma matéria da Míriam Leitão, que entrevistou o Samuel Pessôa (IBRE-FGV) e desvendou porque Roraima aparece como sendo o estado que mais aumentou a produtividade do Setor Público entre 1995 e 2006.
Do Site da Míriam Leitão:
Pela regra internacional da ONU e que o IBGE segue corretamente nas contas nacionais, a produtividade está relacionada a certas despesas, como salário. Quando o governo aumenta muito o salário dos funcionários, ele aumenta a produtividade.
Quer ler mais e ver o tamanho da trapalhada? Então clique AQUI
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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