Editorial do boletim da Anpuh, Associação Nacional dos Professores Universitários de História (talvez devessem mudar o nome para Sindicato dos Historiadores):
HISTORIADORES: OS PROFISSIONAIS QUE PODEMOS SER
A iniciativa da ANPUH de mobilizar seus filiados para acompanharem o projeto de lei sobre a profissionalização de “historiador”, apoiando-o, é ótima. Surgir no Brasil oficialmente a figura do “historiador” poderá, talvez, ajudar as pessoas a aceitarem que o historiador é o melhor para ser contratado e/ou concursado para fazer algumas atividades que outros profissionais exercem.
(...)
Eu me pergunto se um dia a "profissão" de blogueiro também não será regulamentada no Brasil, reservando-se essa ocupação apenas para aqueles devidamente registrados na Associção Profissional dos Blogueiros e Internautas, recolhendo seu imposto sindical para a máfia da categoria e coisas assim...
Essa coisa de pretender ser historiador não regulamentado é um crime contra a categoria e contra a própria musa da História, que não pode se sujeitar a ser arranhada por qualquer historiador improvisado que aparece por aí, pretendendo fazer história sem as devidas qualificações, como este que aqui escreve. Imaginem se isso é possível e permitido??!!
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Um comentário postado por um dos leitores, "caiu" no "post errado", por isso permito-me repostá-lo aqui, embora ele provavelmente tenha mais a ver com o debate entre historiadores e jornalistas, objeto de outro post, baseado em materiais do Observatório do Imprensa. Aqui vai:
Rodolfo deixou um novo comentário sobre a sua postagem "Como empurrar um pais para o brejo (e ainda ficar ...":
Sou formado em história na USP e acho essa briga cretina. Me parece um corporativsmo estúpido dos historiadores acadêmicos, que, em geral, escrevem mal e de maneira pedante. Denotam nesta polêmica uma monumental inveja do sucesso de quem sabe elaborar textos para um público mais abrangente.
Alguns dos maiores historiadores do Brasil, como Sérgio Buarque de Holanda, Taunay e Caio Prado Junior não cursaram história e só alcançaram postos em cátedras de história depois de já terem obras lançadas. José de Alcântara Machado era professor de medicina legal e em 1929 publicou um trabalho visionário, baseando-se em pesquisas nos testamentos e inventários dos bandeirantes paulistas do séc. XVII: Fez história do cotidiano muitos antes da Escola dos Annales. Evaldo Cabral de Mello, mais importante pesquisador do período de domínio holandês, é diplomata.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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Um comentário:
Não sei se caberia a palavra sociedade reacionária neste comentário, mas no sentido, o "berço" das revoluções pretende prosseguir com reivindicações, greves, protestos, para que nunca, jamais, quem sabe, serem enganados pelo poder do Estado, entretanto, ultrapassa a contração de deveres, não há reformas previdenciárias decentes no aspecto geral neste mundo, isto ao meu ver ( imagine no Brasil ), nada que o regule de fato. Nesse caso o melhor seria impetrar uma ação declaratória de constitucionalidade, pelo menos para dar uma presunção absoluta a situação. Todavia, seria de muito desagrado um parlamentar regular tal problema com extrema facilidade, só falta refletir o porquê. Ironia. Abraço
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