Com a crise, com qualquer crise, os governos, como as boas famílias, precisam fazer economias. Se preciso cortando na carne, o que no caso das diplomacias significa eliminar representações, "acumular" embaixadas, sumprimir gastos "inúteis" (mas o pessoal pensa logo na cultura...) e um sem número de cortes lineares ou seletivos.
Portugal faz a sua... vamos ver:
The reform of the Portuguese diplomatic network
By Paulo Gorjao
DECEMBER 2010 -- The reform of any diplomatic network is an endless task and the situation in Portugal is no exception. A diplomatic network should be like a living body, constantly changing in order to better reflect the country's national interests. In the last few years, the Minister for Foreign Affairs, Luís Amado, has spoken about the necessary reform of the Portuguese diplomatic network. In his view, Portugal had too many embassies in the European Union, and too few in Africa, the Middle East and Asia.
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PORTUGAL
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
Portugal encolhe sua diplomacia (mas racionalmente, espera-se)
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diplomacia portuguesa
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Um comentário:
Caro Dr. P.R.A.,
Tal situação não é novidade!Talvez seja por isso que a sede da diplomacia Lusa é o "Palácio das Necessidades"!Que diga esta crônica(libelo!) da lavra de um antigo funcionário consular, então servindo no México:
"Uma Campanha Alegre
Os diplomatsa portugueses passam por agradar no estrangeiro pela sua palidez! Mas não se sabe que a sua palidez vem não da beleza da raça peninsular, mas da fraqueza de legação mal alimentada. Onde um embaixador português mais se demora, não é diante das instituições estrangeiras com respeito, é diante das lojas de merciarias com inveja! E se eles não podem alcançar bons tratados para o País-é porque andam ocupados em arranjar mais rosbife para o estômago. Se não fossem os jantares da corte e as ceias dos bailes a posição do diplomata português era insustentável. E ainda veremos os jornais estrangeiros, noticiarem:
'Ontem, na Rua de... caiu inanimado de fome um indivíduo bem trajado. Conduzido para uma botica próxima o infeliz revelou toda a verdade-era o embaixador português. Deram-lhe logo bifes. O desgraçado sorria, com as lágrimas nos olhos.'
Que o país atenda a esta desgraçada situação! Que tenha um movimento generoso e franco! Dê aos seus embaixadores menos títulos e mais bifes! Embora lhes diminua as atribuições, aumente-lhes ao menos a hortaliça. Eles pedem ao seu país uma coisa bem simples: não é um palácio para viver, nem um landau para passear, nem fardos, nem comendas! É carne! Que o País no número do pessoal diplomático-diminua os adidos e aumente os bois."
*Eça de Queirós (Fonte:Blog-Duas ou Três Coisas)
Vale!
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