2425. “A política externa das relações Sul-Sul: um novo determinismo geográfico?”, Brasília, 21 setembro
2012, 15 p. Texto guia para palestra de encerramento na Semana RI de
Florianópolis, em 5/10/2012. Disponível no site pessoal (link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2425RelacoesSulSul.pdf).
2423. “Intervencionismo
governamental: na ótica de Von Mises e na prática brasileira”, Brasília, 27 agosto 2012, 16 p. Preleção em ciclo de palestras do Instituto Millenium, “II Congresso de Empreendedorismo do
Agreste Pernambucano – As Seis Lições”, feita em 15/09/2012, 15h-19h, Caruaru,
PE. Disponível no site pessoal (link: http://www.pralmeida.org/05DocsPRA/2423IntervencionismoMises.pdf).
4 comentários:
Parabéns pelos textos. Salvei ambos. Sintéticos e claros.
Ajuda muito a reunir de forma coerente os movimentos complexos das tendências políticas e econômicas, obrigado.
Abraço,
RAA
Qual país o Sr. recomendaria para alguém com capital disponível e uma idéia na mente? Partindo do pressuposto que essa pessoa não quer sofrer 5 meses para obter um mísero certificado estatal permitindo-lhe tal prática.
Meu caro Anônimo,
O Brasil é um país manifestamente difícil para realizar o que voce pretende, a começar pelo fato de que a sua ideia não vale nada para a Receita Federal, mas o seu capital sim, e ela começaria exatamente por extrair uma parte dele nesse processo de implementação prática de seu projeto. Basta conferir o Doing Business in Brazil, do Banco Mundial, para constatar que você perderia pelo menos 3 ou 4 meses de sua vida, gastando dinheiro, antes de poder começar a trabalhar.
Constatando também que EUA e UE estão em crise, restam poucos países para dar início ao seu projeto. A China certamente é uma mina de ouro para qualquer empreendedor corajoso, mas talvez um pouco difícil para o lone ranger, que você é, ou seja, o empresário isolado, o lobo solitário.
Sobram, eu sugeriria, o Canadá e a Austrália, que me parecem países acolhedores de imigrantes e receptivos a novos negócios. Os escandinavos também são interessantes, mas eu não descartaria os que estão atualmente em crise: Irlanda e Islândia, assim como os países bálticos, que já sairam da crise e voltaram a crescer.
Esqueça, no momento, Espanha, Portugual, Espanha e Grécia, e mesmo a França, pois nesses as máfias sindicais e as burocracias governamentais vão continuar obstaculizando reformas.
Não sei se vai dar certo, mas pode tentar.
Enfim, o Brasil é um país difícil, mas é o que você conhece melhor, portanto, não o descarte tampouco. Como disse Mário de Andrade: "Progredir, progredimos um tiquinho, que o progresso também é uma fatalidade".
Um dia a gente acaba acertando...
Paulo Roberto de Almeida
Muito obrigado pelas considerações tecidas em resposta a minha questão. Um grande abraço.
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