Ainda não li a matéria, mas só o título já me deixou surpreendido:
Gays vão ao STF contra o Congresso Nacional
Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais requer à Corte que considere a homofobia e transfobia crime de racismo (leia mais)
Se eles são uma raça, e previsivelmente se veem também como uma minoria oprimida, vão certamente precisar de cotas, como os tais de afrodescendentes. Os augustos e preclaros ministros do nosso supreminho (deve ter aliados por lá...) vão aceitar o princípio do racismo, e já vão, na mesma encomenda (sempre é melhor decidir de uma vez) aprovar a questão das cotas?
Mas essas cotas seriam para o quê? Emprego público, ingresso na universidade, shows da parada gay, camisinhas gratuítas, o que, exatamente?
Por acaso, segundo a última pesquisa PNAD-IBGE, os afrodescendentes já constituem 53% da população brasileira. Previsivelmente vão aumentar na próxima pesquisa.
Como é que ficamos então?
Eu que sou totalmente branco -- mas desconfio que meu pai tinha uma pele, digamos assim, um tantinho morena -- estou portanto em minoria. Vou precisar de cotas eu também. E todos os meus infelizes colegas da minoria branca opressora.
Mas eu dispenso essas pelas quais os afrodescedentes e os LGBs estão lutando.
A minha cota é simples:
Quero receber todas as publicações inteligentes produzidas pelas grandes editoras brasileiras. Mas só as inteligentes. Não deve ser muito. Dispenso auto-ajuda, soluções empresariais, conforto espiritual e recomendações para uma dieta saudável. Minha cota é só de livros inteligentes. Os editores sabem quais são...
Paulo Roberto de Almeida
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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