Estive pensando, cá com os meus botões, como se dizia antigamente, após ver as pesquisas e acompanhar certo movimento de pânico nessas ferramentas de comunicação social, com um aumento exponencial de acusações -- cada uma mais escabrosa que a outra -- contra o candidato de oposição, que caberia fazer um gesto compreensivo, e atencioso, em direção de todos aqueles que veem o seu mundo desmoronar assim de repente, e ficam um pouco desesperados para saber como será o dia seguinte, enfim, qualquer dia seguinte: a própria noite do dia 26, os gestos tresloucados no dia seguinte, as despedidas chorosas no dia 1ro de janeiro de 2015, abandonar toda aquela vida boa de Brasília, aquele dolce far niente bem remunerado, ou até o trabalho frenético para assegurar dias risonhos pela frente, e de repente tudo isso desabar, não mais que de repente, tudo acabar, asi no más, estive pensando em tudo isso, e resolvi consolar os meus amigos petistas.
Calma gente, perder eleições é do jogo, afinal não se pode ganhar sempre, e sempre se pode voltar um dia, não é mesmo.
E pensando bem, até que poderia ser pior, até pior do que perder o emprego e ter de começar a trabalhar de verdade naquela prefeitura do interior. O pessoal pode ter, por exemplo, de devolver todo aquele dinheiro que foi, como diríamos?, subtraído?, desviado?, recuperado?, expropriado?, de certos lugares. Isso sim é que seria duro, não é mesmo?
E tem mais, poderia ser até pior: já pensaram se resolvem colocar os heróis do povo brasileiro na cadeia, de verdade?
Ops, acho que estou me antecipando.
Don't panikiert minha gente! Dias melhores virão...
Paulo Roberto de Almeida
Hartford, 11/10/2014
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
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