Dilma bateu telefone na cara de chanceler
Há poucos meses a presidente Dilma Rousseff deixou o chefe do Itamaraty falando sozinho ao telefone
Leandro Mazzini
Opinião e Notícia, 3 fevereiro, 2016
Dilma bateu telefone na cara de chanceler
Atitude intempestiva de Dilma com o chanceler Mauro Vieira repercute mal ainda hoje (Fonte: Reprodução/Agência Brasil)
Repercute muito mal ainda hoje entre grãos diplomatas, e tratada a sete chaves, a atitude intempestiva da presidente Dilma Rousseff com o chanceler Mauro Vieira. Há poucos meses ela deixou o chefe do Itamaraty falando sozinho ao telefone. O ministro telefonara para explicar a importância de ela conceder o agreement ao embaixador da Indonésia em Brasília, Toto Riyanto. Dilma ouviu calada por mais de dez minutos as explanações cautelosas do chanceler e, ao fim, soltou: “Já terminou, Mauro?”. “Sim, presidenta”, respondeu. E ela concluiu com palavras impublicáveis, batendo o telefone.
Ela não aceitou
O embaixador Riyanto ficou na geladeira do Planalto por causa da execução dos traficantes brasileiros Ricardo Gularte e Marco Arche, pelo governo indonésio.
Enfim, referendado
Só no dia 4 de novembro passado, dias após o polêmico telefonema, a presidente concedeu o agreement ao indonésio, junto a outros 21 embaixadores em Brasília.
Mico diplomático
Sem conhecer o jeito Dilma de ser, o indicado para a embaixada de Israel, Dani Dayan, comemorou na internet sua escolha. Esqueceu que dependia dela, que o negou.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016
E por falar em diplomacia presidencial...
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