Em preparação:
Minhas memórias de dois exílios: uma saída voluntária, durante sete anos sob o regime militar; um ostracismo involuntário, durante catorze anos, durante o lulopetismo, uma longa travessia do deserto.
Agradecimentos, sem qualquer ironia, aos militares, que me "sugeriram" sair do país em 1970 – era a época do "Ame-o ou deixe-o", se alguém se lembra –, e me "ofereceram" a possibilidade de estudos de qualidade na Europa, e aos companheiros (e seus serviçais na diplomacia), que me mantiveram desobrigado de trabalhos no serviço exterior, induzindo-me a buscar refúgio na biblioteca do Itamaraty, o que constituiu, certamente, uma nova oportunidade de estudos, escritos e livre expressão, notadamente através do meu quilombo de resistência intelectual, o blog Diplomatizzando.
Memórias são sempre enviesadas, em favor de quem as escreve, mas no meu caso, não tenho muito do que me vangloriar, uma vez que foram longas travessias do deserto, a primeira voluntária, a segunda, totalmente involuntária, e pelo dobro do tempo.
Acredito que sempre se aprende em todas as ocasiões, até mesmo no limbo.
Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 25 de novembro de 2018.
Temas de relações internacionais, de política externa e de diplomacia brasileira, com ênfase em políticas econômicas, viagens, livros e cultura em geral. Um quilombo de resistência intelectual em defesa da racionalidade, da inteligência e das liberdades democráticas. Ver também minha página: www.pralmeida.net (em construção).
domingo, 25 de novembro de 2018
Projeto de trabalho: memorias de dois exílios - Paulo Roberto de Almeida
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