sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Revista Será? – Artigos publicados Paulo Roberto de Almeida

Revista Será? – Artigos publicados Paulo Roberto de Almeida

Compilação efetuada em 6/02/2026
(dos mais recentes aos mais antigos)

1621. “O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator”, Revista Será? (ano xiv, n. 695, 06/02/2026; link: https://revistasera.info/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao-brasileira-o-estado-extrator/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-lado-mais-constante-da-nacao.html). Relação de Publicados n. 5208.

1619. "Estaríamos outra vez em face de um novo “fim da História”?", Revista Será? (ano xiv, n. 694, 30/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo-fim-da-historia/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/estariamos-outra-vez-em-face-de-um-novo.html). Relação de Originais n. 5172.

1618. “Da Geopolítica da Desordem à Opção pelo Caos: um ano de destruição da ordem mundial”. Revista Será? (ano xv, n. 693, 23/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-a-opcao-pelo-caos-um-ano-de-destruicao-da-ordem-mundial/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/da-geopolitica-da-desordem-opcao-pelo.html). Relação de Originais n. 5195.

1617. “O Brasil e a morte do multilateralismo, tal como o conhecíamos”, Revista Será? (ano xiv, n. 692, 16/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-e-a-morte-do-multilateralismo-tal-como-o-conheciamos/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/a-morte-do-multilateralismo-como-o.html). Relação de Originais n. 5183.

1616. “O que muda para o Brasil na geopolítica da desordem de Trump?”, Revista Será? (ano xiv, n. 691, 09/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica-da-desordem-de-trump/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-que-muda-para-o-brasil-na-geopolitica.html). Relação de Originais n. 5175.

1615. “O Brasil num mundo turbulento, em 2026 e mais além”, Revista Será? (ano xiv, n. 690, 02/01/2026; link: https://revistasera.info/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e-mais-alem/); reproduzido no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/01/o-brasil-num-mundo-turbulento-em-2026-e.html ). Relação de Originais n. 5155.

1612. “O Brasil em 2025, expectativas para 2026, no país e no mundo”, Revista Será? (ano xiv, n. 689, 26/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026-no-pais-e-no-mundo/); republicado no blog Diplomatizzando (6/2/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-brasil-em-2025-expectativas-para-2026.html). Relação de Originais n. 5153.

1611. “O mundo marcha para a direita? Retornamos cem anos no passado?”, Revista Será? (ano xiv, n. 688, 19/12/2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-marcha-para-a-direita-retornamos-cem-anos-no-passado/); republicado no blog Diplomatizzando (6/2/2026; link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2026/02/o-mundo-marcha-para-direita-retornamos.html). Relação de Originais n. 5138.

1608. “A estratégia de Trump para o “quintal” do Hemisfério Ocidental”, Revista Será? ano xiv, n. 687, Recife, 12 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do-hemisferio-ocidental/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/a-estrategia-de-trump-para-o-quintal-do.html). Relação de Originais n. 5133.

1607. “O mundo em três tempos: 1925, 1945, 2025”, revista Será? (ano xiv, n. 686, Recife, 5 de dezembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-e-2025/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/12/o-mundo-em-tres-tempos-1925-1945-2025.html). Relação de Originais n. 5128.

1603. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são e como podem ser, 2”, Revista digital Será? (ano xiv, n. 685, Recife, 28 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil_28.html). Relação de Originais n. 5110.

1602. “Política externa e diplomacia do Brasil: como são, como podem ser, 1/2”, revista digital Será? (ano xiv, n. 684, Recife, 21 de novembro de 2025; link: https://revistasera.info/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil-como-sao-como-podem-ser-1-2/); divulgado no blog Diplomatizzando (link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/politica-externa-e-diplomacia-do-brasil.html). Relação de Originais n. 5109.

1601. “Rupturas nas relações internacionais no contexto do triunvirato imperial”, Revista Será? (ano XIV, n. 683, 7/11/2025, link: https://revistasera.info/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no-contexto-do-triunvirato-imperial/; divulgado no blog Diplomatizzando (9/11/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/11/rupturas-nas-relacoes-internacionais-no.html). Relação de Originais n. 5104.

1600. “Trump, ou a diplomacia pelo método confuso”, revista digital Será? (ano xiv, n. 682, 31/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/trump-ou-a-diplomacia-pelo-metodo-confuso/); divulgado no blog Diplomatizzando (31/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/trump-ou-diplomacia-pelo-metodo-confuso.html). Relação de Originais n 5098.


1599. “Opções da diplomacia brasileira num mundo em desordem”, Revista digital Será? (ano xiv, n. 681, 24/10/2025, link: https://revistasera.info/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num-mundo-em-desordem/); divulgado no blog Diplomatizzando (24/10/2025, link: https://diplomatizzando.blogspot.com/2025/10/opcoes-da-diplomacia-brasileira-num.html). Relação de Originais n. 5097.

Paulo Roberto de Almeida
Brasília, 5210, 6/02/2026

O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator - Paulo Roberto de Almeida (Revista Será?)

O lado mais constante da nação brasileira: o Estado extrator

Por Paulo Roberto de Almeida
Revista Será?, fev 6, 2026

Se existe algo que se mantem inalterável no Brasil, certamente é a voracidade do Estado.

Nos últimos dois séculos, muita coisa mudou no Brasil, geralmente para melhor: educação, saneamento, habitação, transportes, comunicações, enfim, bem-estar social. Ao final da colonização, o Brasil era um país de grandes proprietários de terras, muitos escravos, alguns milhares de funcionários da Coroa, geralmente encarregados da tributação e da manutenção da ordem. A colônia sul-americana era a mais rica do grande império marítimo português e fornecia mais da metade das rendas da Coroa, mesmo depois do declínio das minas nas terras das “gerais”. Grande parte da tributação se exercia sobre o comércio exterior, tanto na entrada quanto na saída, e algumas vezes até no trânsito entre as províncias do imenso território conquistado graças à sagacidade de Alexandre de Gusmão: ao negociar o tratado de Madri (1750), ele arrastou para oeste a linha de Tordesilhas, na verdade, anulando-a, por meio do princípio do “uti possidetis”, que mais tarde ajudaria Rio Branco na fixação de nossas últimas fronteiras.

A classe média – negociantes urbanos, artesãos, ajudantes locais da administração lusitana – era uma parte reduzida da população, o que mudaria com a transferência da Corte, em 1808, um feito notável no contexto dos reinos continentais europeus deslocados, substituídos, derrotados ou expulsos pelas forças napoleônicas: Portugal foi praticamente a única monarquia que escapou de ser eliminada como Estado organizado. No Congresso de Viena, em 1815, após a derrota de Napoleão, Portugal e Brasil já eram um “Reino Unido”, o que se refletiu na construção, no Rio de Janeiro, de um Estado modelado nas estruturas políticas que existiam na metrópole. Ao lado da aristocracia transplantada, uma classe média mais numerosa começou a se expressar através dos pasquins, que passaram a existir a partir das primeiras prensas de impressão. A independência, assim como a expulsão do primeiro imperador, uma década mais tarde, foi o resultado inevitável dessa multiplicação de vozes contraditórias nos espaços públicos.

A autonomia política e a soberania nacional, asseguradas mais completamente a partir das regências e, sobretudo, do segundo reinado, produziram muitas coisas novas, e moldaram um país com características próprias, diferentes daquelas que perduraram em Portugal, até o século XX pelo menos, com a transição para a República. Mas algumas coisas legadas pela colonização e pelo Estado português também se revelaram mais ou menos duradouras, tanto as boas heranças, quanto algumas menos favoráveis ao processo ulterior de desenvolvimento econômico e social. Olhando em retrospecto, o que Portugal nos legou, exatamente? Uma relação sumária indicaria as “heranças” seguintes:

1) a língua portuguesa, obviamente, uma delícia sonora, de Camões a Guimarães Rosa;

2) um povo aberto à miscigenação racial, o que é, a todos os títulos, positivo para qualquer nação que se pretenda inclusiva, e que resistiu ao racismo resiliente;

3) instituições estatais exacerbadas e centralizadas, aliás desde o nascimento do Estado;

4) uma diplomacia competente e alerta aos “negócios” do mundo, o que perdurou;

5) comportamentos rentistas, patrimonialistas e extrativistas em economia, um dos traços mais persistentes em mais de dois séculos;

6) um judiciário antiquado, desde a origem, e notoriamente enviesado em favor das elites e dos poderosos; ainda hoje é o que restou da antiga aristocracia;

7) hábitos predatórios em matéria de recursos naturais, parcialmente amenizados a partir na nova consciência ecológica, aliás iniciada pelo “patriarca da Independência”.

Não se pode dizer, contudo, que foram os portugueses, o povo ou a família real, os responsáveis pelo que somos ainda hoje, ou seja: um país industrialmente desenvolvido, mas socialmente iníquo; economicamente avançado, mas socialmente atrasado; cientificamente realizado, mas tecnologicamente mal dotado. Não se devem a eles nossos comportamentos atávicos e os fracassos de modernização. Os portugueses não podem responder pelo que fizemos desde 1822. Nós somos responsáveis pelo que conseguimos fazer neste período, em termos de construção da nação, assim como devemos ser considerados “culpados” pelo quadro lamentável no plano social ou educacional que contemplamos ainda hoje.

Comecemos pela língua portuguesa, por exemplo. A despeito de não ser ela uma das línguas científicas, de comércio ou de cultura universal, em virtude da baixa qualificação original de Portugal nessas áreas, graças ao espírito aventureiro e desbravador dos líderes da pequena nação europeia, ela se espalhou por três ou quatro continentes, o que hoje permite constituir uma comunidade de povos lusófonos que pode servir para ampliar os horizontes culturais e econômicos desse substrato linguístico. Da mesma forma, a maleabilidade racial é um dos traços importantes da nossa nacionalidade, sendo ela distintivamente portuguesa, mas bastante “melhorada” pelos brasilienses. A mistura racial constitui um ativo muito positivo em nossa formação étnica e, ainda que alguns tentem, hoje, substituí-la por uma cultura do apartheid, ela deve ser valorizada pelo que representa de legado a ser projetado no futuro, na certeza de que conseguirá superar os proponentes atuais de um sucedâneo a um racismo ao inverso que constitui a classificação racial da população.

Não necessito, por outro lado, deter-me em demasia na competência diplomática, que constitui, sim, um excelente legado português: foi a boa diplomacia portuguesa que garantiu a sobrevivência daquele pequeno reino em face de inimigos tão poderosos. As boas heranças devem sempre ser mantidas e desenvolvidas. Uma atitude autocongratulatória constitui, porém, a mais segura receita de estagnação e retrocesso, pois que o excesso de confiança nas próprias virtudes pode induzir a erros de julgamento e a uma predisposição para a não-mudança. O Itamaraty, em diversas ocasiões, enclausurou-se em si próprio, especialmente durante a ditadura militar – que lhe garantiu, seguidamente, chanceleres da carreira, o que sempre foi uma exceção, no Império e na República – assegurando-lhe um certo ar de soberba umbilical, nem sempre bem recebida pelos demais estratos da tecnocracia estatal.

O aspecto mais negativo do ponto de vista do desenvolvimento capitalista do Brasil encontra-se, provavelmente, no “Estado extrator”, que tolhe a aplicação da poupança privada na atividade produtiva, ao carrear recursos para o próprio Estado (ou melhor, para os que vivem no e do Estado, pois que, hipoteticamente, este poderia ser um “modernizador pelo alto”, como nos casos da Alemanha e do Japão). A primeira evidência dessa condição se dá na política fiscal e, mais exatamente, no sistema tributário.

O sistema tinha sido inaugurado ainda antes da chegada da família real, como ficou claro na derrama das “minas gerais” e no movimento de que participou nosso mítico herói da independência: Tiradentes. Em todo caso, o que existia, no momento da chegada da família real, em termos de impostos, taxas e contribuições? Esta era a “coleção” em vigor em 1808, relativamente “moderada”, em tipos e incidências, como se pode constatar:

(A) Tributos de incidência local: selos, foros de patentes, taxas do sal;

(B) Tributos de incidência geral: subsídio real sobre carnes e couros, taxa suntuária sobre lojas e armazéns; taxa sobre engenhos; sisa de 10% sobre os imóveis; meia sisa sobre os escravos urbanos;

(C) Impostos sobre o comércio exterior, nos dois sentidos (a principal fonte de receita).

Em 1821, quando D. João VI parte de volta a Portugal, a estrutura tributária do Reino Unido efetuou uma verdadeira revolução extratora, e compreendia, além das taxas gerais (selos, foros de patentes, direitos de chancelaria, taxas de correio, sobre o sal, as sesmarias, ancoragens etc., ou impostos locais cobrados de particulares), os seguintes direitos e impostos criados pela imaginação dos coletores reais [entre colchetes seus equivalentes posteriores]:

1º) subsídio real ou nacional (carne verde, couros crus ou curtidos, aguardente de cana e lãs grosseiras) [uma espécie de ICMS, ou de sales tax, sobre o consumo];

2º) subsídio literário introduzido depois da expulsão dos jesuítas, para custeio dos mestres escola, percebido sobre cada rês abatida, sobre aguardente destilada e sobre carne seca [uma CIDE para financiar a educação; mas duvidoso que o dinheiro chegasse ao seu destino, como no caso da finada CPMF para financiar a “saúde”];

3º) imposto em benefício do Banco do Brasil (12$800 sobre cada negociante, livreiro, boticário, loja de joias e artigos de cobre, tabaco) [dinheiro para o “banco do rei”];

4º) taxa suntuária (também para o Banco, sobre carruagens, navios de três mastros, lojas e armazéns) [um IPVA+IPTU sobre bens móveis e imóveis, como ainda hoje];

5º) taxa sobre engenhos de açúcar e destilações (variável por província) [uma espécie de IPI à disposição dos presidentes de províncias];

6º) décima predial urbana (casas ou quaisquer imóveis) [o IPTU é mais velho do que se pensa; aliás, ele é medieval, nem sempre na faixa de 10% do valor patrimonial];

7º) sisa (imposto de 10% sobre o valor da venda de imóveis urbanos) [transmissão intervivos, em dinheiro vivo, mas sem IOF, por algum defeito de imaginação];

8º) meia sisa (imposto de 5% sobre a renda de cada escravo que fosse negro ladino, isto é, que já soubesse um ofício) [os encargos laborais, sem direitos trabalhistas, sempre foram elevados no Brasil, mas cresceram bem mais, desde então, até chegar a 100%];

9º) novos direitos (taxa de 10% sobre os vencimentos dos funcionários da Fazenda e da Justiça) [esse “dízimo compulsório” mudou totalmente de direção, desde então, pois que os funcionários públicos, os mandarins da República, passaram a ganhar várias vezes mais do que seus equivalentes do setor privado, especialmente os aristocratas do Judiciário, mas todos os demais buscam imitá-los, ou até ultrapassá-los…].

Até recentemente, antes da última reforma tributária, cuja implementação deve ainda demorar vários anos, existiam, em matéria de impostos, taxas e contribuições, uma profusão indescritível de mecanismos extratores que foram sendo criados desde o Estado varguista até aquele que pretende superar Vargas no comando do Estado, passando obviamente pelo regime militar, que foi assim um “bismarckismo tropical”. Compulsando vários manuais tributários que foram sendo aperfeiçoados, em edições sucessivas desde 1946 até a redemocratização, constatei que existiam (e vários sobrevivem, exatamente iguais ou por meio de equivalentes funcionais), 76 tributos federais, 12 estaduais, 15 municipais, além de 5 outros “latentes”, isto é, que podem vir a ser implementados (entre eles o das “grandes fortunas”, prometido constitucionalmente, mas ainda não implementado, talvez por medo de uma revolta das elites). No total, o Estado extrator conseguiu criar, manter e aperfeiçoar 109 impostos, taxas e contribuições, sem contar pedágios e cobranças por serviços específicos.

Esse quadro de terror tributário nada deve ao antigo Estado português: ele apenas inventou algumas modalidades de extração, mas elas foram muito mais desenvolvidas desde então. Nesse ponto, o Estado brasileiro é altamente funcional: ele conseguiu criar uma das mais poderosas máquinas de extração de recursos que existe no mundo, pois sem ser eficiente para ampliar a base de tributação, ela consegue tosquiar o universo de contribuintes – em geral, classe média e pequenos empresários – até que estes, desesperados, se refugiem na elisão, na evasão e em diversas formas de fraude fiscal (esta parece ser uma especialidade dos grandes empresários). O quadro é completado com a burocracia do sistema declaratório, que consome dias e noites de contabilistas, apenas para cumprir as obrigações e provar ao Estado que somos honestos e cumpridores dos nossos deveres de contribuintes. Numa lista de 178 países, Brasil é aquele no qual o empresário perde mais tempo nessa atividade: pelos cálculos dos antigos relatórios do Banco Mundial, Doing Business, no Brasil, independentemente dos valores extorquidos, eram necessárias 2.600 horas de cálculos contábeis só para a penosa tarefa de pagar todos os impostos, nos três níveis da federação (três vezes mais do que a média da América Latina, e dez vezes mais tempo do que a média da OCDE).

A atual reforma tributária deve “amenizar”, parcialmente, a burocracia imposta pelo Estado extrator, mas apenas ao nível dos procedimentos, pois que ela deve presumivelmente manter no mesmo nível a carga fiscal, praticamente no mesmo patamar da média observada na OCDE, para uma nação que exibe uma renda per capita cinco ou seis vezes menor. Se o volume de impostos existentes no Brasil devesse corresponder ao nosso valor de renda per capita, ele deveria se situar na média das potências médias emergentes, ou seja, quase dez pontos abaixo do presente nível.

Não há dúvida: os portugueses deram a partida às inovações impositivas, mas os progressos do Estado tributário propriamente nacional foram fantásticos em 200 anos…

Paulo Roberto de Almeida

Brasília, 5208, 5 fevereiro 2026, 5 p.



Red Dawn Over China: How Communism Conquered a Quarter of Humanity - Frank Dikotter new book

Red Dawn Over China: How Communism Conquered a Quarter of Humanity

Frank Dikötter

From renowned, prize-winning historian Frank Dikötter, a commanding new history of China's path to Communism.
The history of modern China has long been portrayed as a tale of Communists fighting in the hills for freedom, gradually gaining popular support by taking land from the rich and giving it to the poor. Drawing on a wealth of archival evidence, Red Dawn Over China reveals how unlikely the Party's victory actually was, had it not been for financial and military support from the Soviet Union.
Established in 1921 under the direct guidance of Moscow, for the best part of a decade the Communist Party left a trail of destruction, besieging towns and plundering the countryside. When the Communists managed to hold territory, they reduced the villagers to a state of servitude, undermining belief in their cause as well as the local economy. By 1936 they had the same popular appeal as an obscure religious sect. A brutal war of occupation by Japan allowed them to survive far behind enemy lines. After Soviet troops invaded Manchuria in 1945 and provided more money and munitions, the Communists at long last prevailed through a pitiless war of attrition, driven by an unflinching will to conquer at all costs.
In this riveting tale told with great narrative verve, Frank Dikötter reveals how thirteen delegates gathered in a dusty room in 1921 ended up raising the red flag over the Forbidden City in 1949, forever altering the course of history for a quarter of humanity and shaping the world as we know it today.

La Argentina y Estados Unidos firmaron un acuerdo comercial que elimina aranceles clave para el intercambio - La Nación

O Mercosul não possui um mecanismo de revisão de políticas comerciais (como TPRM da OMC), mas exibe, ao que parece, um órgão de solução de controvérsias que deveria ser chamado a se explicar sobre a natureza desse acordo de livre-comércio Argentina-EUA e sua compatibilidade com as regras de política comercial do Mercosul, e com o próprio Tratado de Assunção e decisões do seu Conselho sobre o que parece ser, e é, uma infração a resoluções comandando negociação conjunto de acordos desse tipo. PRA

 La Argentina y Estados Unidos firmaron un acuerdo comercial que elimina aranceles clave para el intercambio

Lo selló el canciller Quirno con un funcionario de Trump en Washington; el acuerdo ampliará el acceso de la carne al mercado norteamericano; también revisará las restricciones para el acero y el aluminio; a cambio, Buenos Aires quitará 221 barreras arancelarias

Guillermo Idiart - Corresponsal EEUU

La Nacion, 5/02/2025

https://www.lanacion.com.ar/politica/se-firmo-el-acuerdo-comercial-entre-la-argentina-y-estados-unidos-nid05022026/?utm_source=appln

WASHINGTON.- A casi tres meses del anuncio del acuerdo marco de comercio e inversiones entre Estados Unidos y la Argentina, el Gobierno concretó este jueves una de sus mayores apuestas en la alianza estratégica con la administración de Donald Trump al rubricar en Washington la versión final de ese amplio pacto, que ahora pasará a un nuevo proceso para su entrada en vigor. La Casa Rosada informó que será remitido al Congreso para su tratamiento.

Luego de una reunión en la sede de la Oficina del Representante Comercial de Estados Unidos (USTR, por sus siglas en inglés), a cargo de Jamieson Greer, el funcionario norteamericano firmó junto al canciller Pablo Quirno el acuerdo de comercio e inversiones recíproco, un hito para la gestión del presidente Javier Milei en la relación con su principal aliado internacional.

Antes de la publicación del documento final -tiene 37 paginas más los anexos-, la Cancillería publicó los primeros detalles claves, entre ellos lo relativo a los aranceles y la carne, y una postergación de la decisión sobre el aluminio y el acero.

Estados Unidos eliminará los aranceles recíprocos para 1675 productos argentinos en una amplia gama de sectores productivos, “lo que permitirá recuperar exportaciones por 1013 millones de dólares”, señaló el Palacio San Martín, que destacó que el marco mejora la inserción del país en las cadenas de suministro y favorece la apertura de nuevos mercados.

“Además, el gobierno de Estados Unidos concederá una ampliación sin precedentes a 100.000 toneladas para el acceso preferencial de la carne bovina a su mercado. Esto asegura en 2026 un adicional de 80.000 toneladas, que se suman a las 20.000 toneladas con que ya cuenta nuestro país, lo que permitirá incrementar cerca de 800 millones de dólares las exportaciones argentinas de este producto“, informó la Cancillería.

La posibilidad de que Estados Unidos cuadriplicara la cuota de carne que importa desde la Argentina había generado fuertes quejas de sectores agropecuarios norteamericanos el año pasado.

“Asimismo, el gobierno de Estados Unidos ratificó su compromiso de revisar oportunamente los aranceles al acero y al aluminio, establecidos en virtud de la Sección 232 de la Ley de Expansión Comercial de ese país”, amplió. Ese era uno de los puntos más conflictivos del acuerdo -por los impuestos de entre el 25 y 50% que impuso la Casa Blanca- y finalmente ambas administraciones decidieron postergar su resolución.

La Argentina, por su parte, eliminará aranceles para 221 posiciones arancelarias, como máquinas, material de transporte, dispositivos médicos y productos químicos; reducirá al 2% otras 20 posiciones, principalmente autopartes, y otorgará cuotas para vehículos, carne y otros productos agrícolas.

“Estos compromisos apuntan a mejorar la competitividad sistémica mediante la reducción o eliminación de aranceles sobre insumos y bienes de capital y la simplificación de procedimientos, lo cual garantizará condiciones de previsibilidad para los sectores involucrados”, explicó la Cancillería.

Al publicar el documento final del acuerdo, Greer destacó que “la creciente colaboración” entre Trump y Milei “sirve de modelo de cómo los países de América, desde Alaska hasta Tierra del Fuego, pueden impulsar nuestras aspiraciones compartidas y salvaguardar nuestra seguridad económica y nacional”.

“El acuerdo reduce las barreras comerciales existentes desde hace tiempo y proporciona un acceso significativo al mercado para los exportadores estadounidenses, desde vehículos hasta una amplia gama de productos agrícolas”, añadió el funcionario norteamericano.

Respecto a la propiedad intelectual, el acuerdo señala que “la Argentina proporcionará un sólido nivel de protección”, y que “establecerá sistemas eficaces para la aplicación civil, penal y en frontera de los derechos de propiedad intelectual”.

En el capítulo de inversión, el texto señala que la Argentina “permitirá y facilitará la inversión estadounidense en su territorio para la exploración, extracción, refinación, procesamiento, transporte, distribución y exportación de minerales críticos y recursos energéticos, así como para la prestación de servicios de generación de energía, telecomunicaciones, transporte e infraestructura, en condiciones no menos favorables que las que otorga a sus propios inversores en circunstancias similares“.

Además, Estados Unidos, a través de sus instituciones como el Banco de Exportación e Importación (EXIM, por sus siglas en inglés) y la Corporación Financiera de Desarrollo Internacional de Estados Unidos (DFC), “si cumplen con los requisitos, considerará apoyar la financiación de inversiones en sectores claves de la Argentina en colaboración con socios del sector privado estadounidense”.

Poco después de la publicación del anuncio, la Oficina del Presidente señaló mediante un comunicado que el acuerdo “será remitido al Congreso para su tratamiento, conforme a lo establecido por la Constitución”.

“El presidente Milei confía en que los legisladores entiendan la responsabilidad que tienen por delante para estar a la altura de esta oportunidad sin precedentes”, amplió la nota, que destacó la “excelente relación” del mandatario libertario con Trump.

El anuncio de la firma

“Acabamos de salir de la firma del acuerdo de comercio e inversión recíproco entre la Argentina y Estados Unidos. Felicitaciones a nuestro equipo y gracias al equipo del USTR por construir juntos este gran acuerdo. La Argentina será próspera“, había sido el anuncio de Quirno en su cuenta de X.

De acuerdo al preámbulo, el acuerdo busca “fortalecer la reciprocidad mediante la reducción de barreras arancelarias y no arancelarias" y “mejorar su alineamiento para abordar prácticas comerciales desleales que amenazan nuestra prosperidad“.

En la reunión con Greer en la sede del USTR, Quirno estuvo acompañado por el embajador argentino en Estados Unidos, Alec Oxenford; el secretario de Relaciones Económicas Internacionales, Luis Kreckler, jefe negociador del acuerdo; el subsecretario de Mercados Agroalimentarios, Agustín Tejeda, y el jefe de Misión Adjunto de la legación diplomática, Juan Cortelletti.

Luego, el equipo de funcionarios argentinos -muy satisfechos con el anuncio- regresó a la sede de la embajada. Quirno emprendió esta misma tarde el regreso a Buenos Aires. El canciller calificó como “un día histórico” el combo de la firma del pacto comercial con Estados Unidos y que el acuerdo Mercosur–Unión Europea (UE) haya sido enviado al Congreso. “La Argentina vuelve al mundo”, se congratuló.

Entre otros funcionarios y militantes libertarios, la publicación de Quirno fue rápidamente replicada por Milei; el ministro de Economía, Luis Caputo, y el jefe de Gabinete, Manuel Adorni, que señaló: “Otro gran día histórico”.

El acuerdo también forma parte de una gran apuesta de Trump por Milei, a quien considera un aliado estratégico trascendental de Washington en América Latina, después de que Estados Unidos le brindara a la Argentina un auxilio financiero de 20.000 millones de dólares, entre otras medidas de apoyo para apuntalar al gobierno antes de las elecciones legislativas del 26 de octubre.

El anuncio, por el que había fuertes expectativas en el Gobierno luego de varios meses de negociaciones, también supone una victoria política para Milei, quien se posicionó como uno de los líderes más cercanos de Trump en el ámbito internacional.

Durante la negociaciones hubo varios funcionarios argentinos involucrados, entre ellos de la Cancillería, del Ministerio de Economía, de la embajada argentina en Washington y del Ministerio de Desregulación y Transformación del Estado.

Aunque en un primer momento se había apostado a que la firma final del acuerdo comercial entre la Argentina y Estados Unidos fuera entre Trump y Milei, fuentes al tanto de las negociaciones consultadas por LA NACION no habían descartado que finalmente fuera otro el funcionario argentino que pusiera la rúbrica final, como finalmente ocurrió.

En los últimos días, Greer también había sido el funcionario norteamericano encargado de sellar los primeros pactos comerciales con países de la región: El Salvador, el 29 de enero, y Guatemala, un día después.

La Argentina y Estados Unidos firmaron un acuerdo comercial histórico. Ambas naciones, juntas como verdaderos socios, serán más seguras, fuertes y prósperas. MAAGA”, celebró en su cuenta de X el embajador norteamericano, Peter Lamelas.

l acuerdo involucra los aranceles mutuos -“los países abrirán sus mercados recíprocamente para productos claves”, señala- e indica que la Argentina otorgará “acceso preferencial a los mercados de exportación de bienes de ciudadanos estadounidenses, incluidos ciertos medicamentos, productos químicos, maquinaria, productos de tecnologías de la información, dispositivos médicos, vehículos automotores y una amplia gama de productos agrícolas”.

Estados Unidos, por su parte, se compromete a eliminar los aranceles recíprocos sobre “ciertos recursos naturales no disponibles y artículos no patentados para uso en aplicaciones farmacéuticas”.

El texto prevé, entre muchas otras cuestiones, ciertas flexibilizaciones en materia de acceso a mercados agrícolas e incluía un compromiso a mejorar las condiciones de acceso bilateral y recíproco a los mercados de carne. Además de vehículos, alimentos y medicamentos, el país abre su mercado al ganado bovino vivo estadounidense, productos avícolas y quesos.

Estados Unidos es el mayor país inversor extranjero directo en la Argentina. En 2024, en tanto, más de la mitad de las exportaciones argentinas a Estados Unidos, en valor, fueron combustibles y derivados (US$2284 millones, 35,3%), minerales (US$762 millones, 11,8%) y aluminio y sus manufacturas (US$529 millones, 8,2%).

Mediante el acuerdo comercial, la Argentina y Estados Unidos también se comprometieron a cooperar para facilitar la “inversión y el comercio de minerales críticos”, recursos que el gobierno de Trump ha buscado también en otros países, en el marco de su disputa geopolítica con China.

La Casa Rosada “colaborará con los gobiernos provinciales para facilitar la inversión de empresas estadounidenses en proyectos de minerales críticos”, señala el acuerdo, que busca facilitar el acceso al sector minero a las empresas estadounidenses.

Además, en este sector, la Argentina se compromete a “agilizar la tramitación de las solicitudes para proyectos elegibles a través del Régimen de Incentivos para Grandes Inversiones (RIGI)”.

El país “priorizará a Estados Unidos como socio comercial y de inversión para el cobre, el litio y otros minerales críticos, incluyendo productos en bruto, procesados ​​y terminados, por encima de las economías o empresas que manipulan el mercado", en una velada alusión a China.

En ese sentido, Quirno firmó el miércoles en Washington junto al subsecretario de Estado norteamericano, Christopher Landau, un “instrumento marco para el fortalecimiento del suministro en minería y procesamiento” de minerales críticos, cruciales para distintos sectores estratégicos.

La rúbrica se concretó en una cumbre global de minerales críticos convocada por el Departamento de Estado que lidera Marco Rubio, de la que participaron 54 países y la Comisión Europea. Además de la Argentina, otros 10 países firmaron acuerdos o memorandos de entendimiento bilaterales.

Um debate sobre a ordem mundial com proponentes das teses russas sobre as ameaças do Ocidente - Paulo Roberto de Almeida

Um debate sobre a ordem mundial com proponentes das teses russas sobre as ameaças do Ocidente

Paulo Roberto de Almeida 

Participei, nesta sexta-feira 5/02/2026, da TV GGN, a convite de seu organizador Luiz Nassif, de um debate, ou melhor de uma sessão de perguntas e respostas, sobre a ordem mundial, programa que pode ser visto neste canal: https://www.youtube.com/watch?v=qPZEaWfhnwg 

Suspeito que nem o Luiz Nassif, nem a sua audiência gostaram de meus argumentos, que não se casavam muito bem com certas convicções ingênuas, para não dizer completamente equivocadas, sobre a OTAN como uma ameaça à segurança da Rússia, que estaria sendo supostamente ameaçada pela Europa e pela Otan. Relembrei alguns fatos básicos da história mundial do século XX e das últimas décadas.

Existe em certos meios no Brasil essa ideia de que a “dominação ocidental” representa um perigo existencial à segurança da Rússia, daí a sua “defesa” contra a Ucrânia, pessoas que aliás desconsideram completamente os crimes de guerra e contra a humanidade que Putin e as forças russas estão perpetrando continuamente na Ucrânia, o que representa um sério desafio às concepções e posturas da diplomacia brasileira tradicional, comprometida com a Carta da ONU, os princípios mais elementares do Direito Internacional e as próprias cláusulas de relações internacionais da CF-1988.

O debate foi interrompido no meio pelo próprio Luiz Nassif, que provavelmente não apreciou meus comentários que não se alinham a um certo conjunto de teses típicas de um diplomacia partidária atualmente em vigor no governo brasileiro. Apenas recomendo às pessoas que pretendam conhecer meu pensamento e postura, que leiam alguns de meus artigos disponíveis no blog Diplomatizzando, ou no site da revista digital Será?, com a qual colaboro regularmente desde outubro de 2025. 

Vou postar uma lista desses artigos no meu blog. Estou, como sempre, aberto ao debate, com uma certa aderência a fatos, mais do que a certas concepções ideologicamente determinadas.

Paulo Roberto de Almeida

Brasilia, 6/02/2026


quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

210 anos do nascimento de Francisco Adolfo de Varnhagen, Sorocaba, SP, 1816: Homenagem do Instituto Histórico e Geográfico de Sorocaba


 210 anos do nascimento de Francisco Adolfo de Varnhagen, Sorocaba, SP, 1816

Comemoração pelo Instituto Histórico e Geográfico de Sorocaba

Convite recebido:

Sorocaba, 04 de fevereiro de 2026

Prezados confrades, amigos e autoridades,

O IHGGS (Instituto Histórico, Geográfico e Genealógico de Sorocaba), juntamente com a Academia de História Militar Terrestre do Brasil/São Paulo e o Conselho Estadual da Ordem do Ipiranga, por intermédio do seu presidente, o Exmo. Prof° Adilson Cézar, tem a honra de convidá-los para a solenidade alusiva aos 210 anos do nascimento de Francisco Adolfo de Varnhagen – Visconde de Porto Seguro, patrono da História do Brasil e natural de Sorocaba.

- Hasteamento do Pavilhão Nacional;
- Pronunciamento explicativo sobre o evento;
- Aposição Floral;
- Apresentação Musical;
- Participação da Banda Regimental do CPI-7;

LOCAL: Largo de São Bento, Centro – Sorocaba/SP
DATA: 24 de Fevereiro (terça-feira)
HORÁRIO: 09H00
TRAJE: Esporte Fino;

Contamos com a honrosa presença de Vossa Senhoria!

Atenciosamente,
Herman da Costa Oliveira
2° Secretário do IHGGS

Postagem em destaque

Relações Exteriores e Constituição (1986) - Paulo Roberto de Almeida

A partir da redemocratização de 1985, eu comecei a estudar o espaço e a importância das questões de relações exteriores em nossas cartas con...